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DEMOCRACIA RELIGIOSA NO BRASIL

NÃO EXISTE DEMOCRACIA RELIGIOSA PLENA NO BRASIL

 

       A todo-poderosa Igreja Católica exerce influencia em todos os setores da sociedade, afetando direta e indiretamente os evangélicos, espíritas, ateus e seguidores de outras religiões.

       Em cada Estado, em cada município, vila, vilarejo, bairros de cidades e outros rincões deste País existe um “Padroeiro”. Entronizaram até mesmo no nosso país um ídolo de origem duvidosa como “Padroeira”, a Aparecida. 

      Na Constituição Federal não consta nenhum artigo definindo alguma religião oficial no Brasil; aliás, o que ela garante a todos é a liberdade de crença e de culto, a liberdade de expressão e, principalmente, a igualdade de direitos a todos, independentemente de credo religioso.

       As cidades pequenas do Brasil são as mais afetas pela influência da Igreja. Em cada município existe um padroeiro, e conseqüentemente, existe feriado no dia do padroeiro, afetando diretamente evangélicos, ateus e praticantes de outras religiões. Em pleno dia útil da semana algumas instituições públicas essenciais são fechadas, como bancos, escolas, correios, casas lotéricas, etc.

       Mesmo que a maioria da população das cidades e dos bairros seja formada de católicos, isso não dá  direito à Igreja de influenciar toda a sociedade com as festas de padroeiros.

       Na maioria das cidades interioranas do País, professores e funcionários não-católicos de escolas municipais e estaduais sofrem muito constrangimento por causa das festas de padroeiros. Fui professor de cidade do interior e sofri na pele a opressão por que passam os evangélicos. Cada bairro tem um padroeiro, e geralmente todo mês tem festa; cada paróquia organiza um calendário dos dias da festa, e cada escola municipal ou estadual e repartições públicas têm o seu dia para participar nos arraiais, levando as oferendas para o santo. Nesse dia não tem aula na escola, mesmo sendo dia útil da semana; os professores católicos têm por obrigação doar um frango, um bolo ou qualquer prenda para o leilão nos diversos arraiais que acontecem durante a semana; aos evangélicos e não-evangélicos existem duas opções: ou oferecem alguma oferenda para o santo ou tem que vir dar aula sozinho para seus alunos em horário alternativo, ou então tem que “pagar” o dia, isto é, tem que realizar um serviço extra depois das festas para pagar aquela falta no trabalho. Por causa dessas tolices, discuti diversas vezes com minha diretora, ameaçando até denunciar o caso a Secretaria de Educação do Estado. E essas coisas continuam acontecendo livremente na maioria das cidades interioranas do Brasil.

       Até mesmo nos feriados religiosos nacionais e estaduais da Igreja Católica, os não-católicos são afetados diretamente e muitas vezes são constrangidos a fechar seus comércios, parar seus negócios, regrar a vida de acordo com o que a força da Igreja impõe. Nesse caso, temos os feriados da Semana Santa, de Corpus Christi, da Padroeira do Brasil, do Natal e os feriados dos padroeiros dos Estados e municípios.

       A maioria dos evangélicos (empregados, funcionários públicos) adoram quando ocorre um feriado religioso da Igreja Católica, mas se esquecem que, com essa atitude, estão favorecendo a predominância e influência da Igreja em todos os setores da sociedade. A maioria dos brasileiros adora um feriado, não importando ser cívico ou religioso, porque só querem viver na mordomia, na vida folgada, ganhando sem trabalhar, a exemplo dos deputados e senadores que ganham altos salários para trabalhar apenas três dias na semana.

       Grande parcela da população brasileira é formada de evangélicos, ateus, não-católicos e praticantes de outras religiões. Portanto, já está mais do que na hora dos evangélicos abrir o olho para a questão da opressão que vêm sofrendo por causa das festas de padroeiros nas cidades brasileiras.

       Que haja as festas de padroeiros, mas, que não sejam paralisados os serviços públicos, nem o comércio e nem as atividades liberais; e que não sejam submetidos a situações constrangedoras os não-católicos. Que o dia do padroeiro seja feriado somente para os católicos e não para o povo em geral, mesmo que isso custe a paralisação de parte dos serviços públicos.

 

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11/03/2008 - Posted by | TEMAS DIFÍCEIS

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