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INTERPRETAÇÕES TENDENCIOSAS PARA MANIPULAR A MENTE DOS FIÉIS

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Já está provado que uma das razões do surgimento de inúmeras seitas heréticas dentro do Cristianismo, após a Reforma Protestante de Martinho Lutero, é devido ao livre exame da Bíblia por qualquer pessoa que se intitula líder religioso, investido de suposta autoridade, etc e tal.

Até mesmo líderes de algumas denominações cristãs mais ortodoxas – que se gabam representar a verdadeira Igreja de Cristo – também fazem interpretações tendenciosas de alguns textos bíblicos para manter os membros sobre cabresto e forte dominação e doutrinação.

Só que nestes últimos dias líderes religiosos têm ignorado muitos ensinamentos bíblicos, porque estes não coadunam com seus pensamentos modernos, e acham que o tal ensino é algo do passado, ultrapassado, e que só tinha validade para os judeus, etc e tal.

Desta vez vou comentar apenas sobre dois casos.

1) AQUELE QUE DÁ A SEMENTE

“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (II Cor. 9:6-10).

Este é o texto áureo dos telepregadores da prosperidade e de todos os líderes evangélicos que gostam de doutrinar sobre dízimos e ofertas para a “obra de Deus”.

O telepregador R.R.Soares é perito em interpretar este texto bíblico citado, acima. Não só ele, mas a maioria interpreta o texto de II Cor. 9:6-10 de forma tendenciosa, para manipular as mentes dos fiéis, a fim de arrancar-lhes muito dinheiro, alegando estarem semeando na “obra de Deus”.

A maioria deles interpreta assim: “Aquele [crente] que dá a semente [dinheiro] ao [pastor, líder religioso] que semeia [investe na obra], e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira”.

Mesmo sabendo que a interpretação verdadeira não é esta, mas ele comenta, dando a entender que “aquele que dá a semente” é o crente, e que essa semente é o dinheiro.

Com isso, eles ensinam que o crente deve dar a semente [dinheiro vivo] para os pastores, líderes religiosos investirem na obra de Deus, pagar salários aos pastores, e pagar manutenção dos programas evangélicos na TV, fazer cruzadas, etc.

A interpretação correta é esta: “Aquele [Deus] que dá a semente [recursos materiais] ao [crente] que semeia [ajuda aos pobres e ncessitados], e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira”.

Na verdade, o texto em referência fala a respeito de coleta de alimentos e mantimentos nas igrejas da Macedônia para os crentes pobres de Jerusalém. Paulo não estava se referindo a arrecadação de dinheiro vivo para custear despesas dos apóstolos e pastores na pregação do Evangelho. Atualmente os lobos devoradores invertem o sentido desse texto bíblico e insinuam que os fiéis devem semear, contribuindo financeiramente, para investir na obra de Deus, custear salários dos pastores, manter programas de pregação na TV, realizar cruzadas de milagres, etc.

Semear na obra de Deus é fazer caridade; é praticar boas obras; é ajudar o próximo necessitado. A destinação dos recursos que Paulo estava solicitando aos coríntios era para os cristãos pobres e não para custear despesas pessoais dele e dos outros apóstolos na pregação do Evangelho.

“Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre” (II Cor. 9:9)

Não é “deu aos pastores”; é “deu aos pobres”.

A semente é Deus que dá ao crente. E a forma correta do crente semear é ajudando materialmente os pobres, doentes, encarcerados, desabrigados, famintos.

Isso que os telepregadores estão fazendo é estelionato e extorsão dos fiéis, a fim de receberem altos salários, e possam manter programas caríssimos na TV, fazer cruzadas, pagar cantores e falsos profetas estrangeiros.

Reconheço e sei que os pastores ou líderes religiosos devem receber salários para o seu próprio sustento e de suas famílias. Só que eles devem receber salários justos, que possam cobrir suas necessidades básicas, e não altos salários, como recebem os pastores mercenários de hoje.

Um pastor ou líder religioso não deve viver usufruindo do bom e do melhor, em detrimento da maioria dos fieis que vivem em condições financeiras precárias.

Paulo recebeu pouco salário dos cristãos para se manter e manter aqueles que o acompanhavam. E ele nem mesmo fazia questão de receber nada dos irmãos, para que não ficasse pesado a nenhum deles. Paulo fabricava tendas para ajudar no seu próprio sustento.

 “Pequei porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus? Outras igrejas despojei, recebendo delas salário, para vos servir; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado; porque os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei, e ainda me guardarei, de vos ser pesado” (II Cor. 11:7-9).

“Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto. E encontrando um judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher, foi ter com eles, e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas” (Atos 18:1-3).

Paulo chegou a insinuar que aquele que recebe salário como pretexto para anunciar o Evangelho, não terá recompensas no Céu, pois o salário que recebe aqui já é a sua recompensa.

“Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! Se, pois, o faço de vontade própria, tenho recompensa; mas, se não é de vontade própria, estou apenas incumbido de uma mordomia. Logo, qual é a minha recompensa? É que, pregando o evangelho, eu o faça gratuitamente, para não usar em absoluto do meu direito no evangelho” (I Cor. 9:16-18).

Todo trabalhador é digno do seu salário. Mas para os pregadores do Evangelho esse “salário” não deve ser um salário fixo. O salário do verdadeiro evangelista é o mantimento oferecido pelos irmãos da Igreja, para cobrir suas necessidades básicas de alimentação, vestuário, abrigo, e ajuda em dinheiro vivo, para custear outras despesas.

Ah, mas eles alegam que hoje em dia as coisas são diferentes. Os pregadores precisam pagar passagens de avião, pousada em hotéis, comprar paletó, pagar táxi, comida em restaurantes. Só que, se fosse apenas isso, seria bom. No entanto, a realidade é bem diferente. Pois os grandes pastores internacionais e telepregadores daqui mesmo do Brasil possuem carros do ano, casas de luxo, plano de saúde, alguns possuem mansões, aviões, hiates, e outros, empresas, e fazendas.

Leia também:

Pastores de grandes igrejas recebem salários de R$ 256 mil por ano

http://noticias.gospelmais.com.br/pastores-grandes-igrejas-recebem-salarios-256-mil-ano-26971.html

Pastores do Malafaia têm salário de até R$ 20 mil, além de casa e carro

http://www.paulopes.com.br/2011/09/pastores-do-malafaia-tem-salario-de-ate.html

Tem um hino antigo do cantor Juarez Arraes que diz assim:

Eu quero o evangelho pregar
Nas cidades, sertões e no mar.
Trabalhar com as mãos para me sustentar,
E também as almas ganhar.

Se tu queres também trabalhar,
Na seara há muito lugar.
Uma coisa tu tens que fazer:
Trabalhar pra viver e as almas ganhar.

Nosso grande são Paulo, obreiro,
Trabalhou sem pensar no dinheiro.
O evangelho pregou, muitas almas ganhou.
Começou e findou a carreira.

Paulo disse:

“Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Cor. 11:1)

“Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós” (Filipenses 3:17).
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2) AS MULHERES ESTEJAM CALADAS NAS IGREJAS

“As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja” (I Cor. 14:34-35).

O que não deve sentir no coração as mulheres cristãs de hoje, quando lêem esses mandamentos de Paulo?!

Ora, nem tudo que Paulo falou é 100% inspirado pelo Espírito de Deus.

No texto bíblico citado, acima, é evidente o desprezo e a discriminação de Paulo com relação ao serviço das mulheres cristãs nas Igrejas. Para atingir as mulheres em cheio, ele se vale até da Lei, pois diz “estejam submissas como também ordena a lei”. Ora, que Lei é essa a qual Paulo se refere, visto que o caráter de suas epístolas era desmerecer a Lei, inclusive o seu valor didático?

Para Paulo, as ordenanças da Lei eram válidas quando se tratava de discriminar os serviços das mulheres nas igrejas. Mas para as outras coisas de nada valia.

Mas não é exatamente sobre essa questão que quero comentar aqui. É a respeito da hipocrisia da maioria dos líderes evangélicos com relação a afirmação de que tudo o que Paulo escreveu é 100% Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo, mas que eles não cumprem fielmente o que ela ordena.

Se tudo que Paulo escreveu é 100% Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo, por que os líderes evangélicos da atualidade desprezam os mandamentos de Paulo com relação ao serviço das mulheres cristãs nas igrejas? Não é ordenança divina? Como pode as outras ordenanças de Paulo serem válidas e atuais, mas a de I Cor. 14:34-35 não ser mais válida?

Ah, mas eles alegam que Paulo falava a respeito do costume dos judeus daquela época, e nós não somos judeus; para nós, gentios, tudo pode, pois temos liberdade em Cristo.

Só que a discriminação de Paulo em relação aos serviços das mulheres nas igrejas é bem mais contundente e discriminatório. Vejamos:

“A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão; salvar-se-á, todavia, dando à luz filhos, se permanecer com sobriedade na fé, no amor e na santificação” (I Tim. 2:11-15).

Paulo coloca a mulher lá em baixo, e ainda põe a culpa da “queda” totalmente sobre suas costas. E para ela se salvar, terá que ter filhos.

Paulo deixa escapar algo nas entrelinhas, e mostra que o que está falando em relação às mulheres não é mandamento de Deus, e sim, mandamento dele mesmo.

“Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio”.

Ninguém pode alegar que Paulo estava falando dessa maneira a respeito das mulheres porque era costume daquela época. Na verdade, Paula estava falando de forma geral a respeito de todas as mulheres. Prova disso é o fato de ele ter usado o caso de Eva, primeira mãe da humanidade.

Sobre isso os líderes religiosos se põem num dilema.

Isso que Paulo falou é mandamento de Deus? E se for Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo, por que não devemos obedecer? E se não for Palavra de Deus inspirada, devemos também não considerar outros mandamentos de Paulo, principalmente aquele que diz que a salvação é exclusivamente pela fé?

Das duas, uma.

Se os líderes evangélicos alegam que tudo que Paulo ordenou é 100% Palavra de Deus inspirada pelo Espírito Santo, então devem obedecer a essas ordenanças com relação ao serviço das mulheres nas igrejas, custe o que custar.

Como sabemos, eles agem com hipocrisia. Pois dizem que toda a Bíblia é literalmente a Palavra de Deus inspirada, mas na prática distorcem os seus ensinamentos ou não cumprem plenamente o que ela ordena.

A desobediência ao mandamento de Paulo é tão grande, que chegaram ao ponto de até ordenarem mulheres para a função de PASTORA, algo que no Novo Testamento não há respaldo.

Concluindo, as mulheres cristãs podem e devem exercer funções nas igrejas. Só que a função de PASTORA não é ordenada na Bíblia.

Depois que surgiu o “movimento feminista mundano”, em 1974, as mulheres querem mostrar que podem exercer as mesmas funções que os homens exercem. E as mulheres cristãs também aderiram a esse movimento. 

Portanto, essas inovações que os líderes evangélicos aprovam, sem ter respaldo nas Escrituras, como ordenança de PASTORA, APÓSTOLO, PATRIARCA, são para se cumprir as profecias do tempo do fim.

Segundo Renato Vargens, “uma das grandes aberrações teológicas dos nossos dias são as “apóstolas”.

http://renatovargens.blogspot.com/2010/01/apostolas-e-biblico-isso.html

O que não podem fazer é afirmar uma coisa e depois praticar outra. Ou é, ou não é…

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Miquels7 – 15/11/2011

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15/11/2011 - Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , , ,

1 Comentário »

  1. a paz seja com você irmao,o proprio paulo disse que se alguem troucesse outro evangelho que eles nao tinham pregado que fosse anátema.concordo com você a respeito dos cargos de direçao na igreja.quanto as cartas de paulo sobre o ministério,nao vimos direcionamento a cargos para mulheres,mas sim recomendaçoes para as mulheres sobre sobre o comportamento delas na igreja.enviarei mais mensagens.fique na paz.

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    Comentário por juarez gomes pinto | 29/01/2013 | Responder


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