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DE ACORDO COM O GENUÍNO EVANGELHO DE JESUS CRISTO, TODO PASTOR QUE RECEBE SALÁRIO FIXO DA IGREJA É MERCENÁRIO

***************(CONCLUÍDO – RELEIA E COMPARTILHE)***************
ALGUNS PASTORES BLOGUEIROS, TEÓLOGOS DE ARAQUE, ESTÃO PRECISANDO LEVAR UMAS DURAS PALAVRAS DA VERDADE PRA VER SE SE MANCAM E PASSEM A ENSINAR O QUE O EVANGELHO ENSINA, E NÃO AQUELES ENSINAMENTOS TENDENCIOSOS QUE ELES APRENDEM NOS SEMINÁRIOS.
DEPOIS DE LEREM ESTE ARTIGO, OS PASTORES MERCENÁRIOS IRÃO SE CONTORCER PARA TENTAR MOSTRAR QUE ELES ESTÃO CERTOS EM RECEBER SALÁRIOS E O QUE JESUS DISSE EM JOÃO 10:10 NÃO SE APLICA A ELES, MAS, AO DIABO.
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“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta; se alguém entrar por mim será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.  Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa. Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas”. (João 10: 8-13).

Um dos ensinamentos mais básicos e claros de nosso Senhor Jesus Cristo, narrado no capítulo 10 do Evangelho de João, é ignorado por quase todos os pastores e líderes evangélicos pentecostais.

Muitos leem João capítulo 10, mas não atentam para o significado da palavra “mercenário”. Jesus chamou os falsos pastores de mercenários.

O texto narrado no capítulo 10 de João é interpretado de forma tendenciosa pelos pastores mercenários. Eles polarizam a narração apenas entre Jesus X Diabo. Enquanto que a narração foca os maus pastores de Israel, os doutores da Lei, que após o cativeiro babilônico passaram a exercer funções políticas e a acumular bens e riquezas. Jesus afirmou que “todos os que vieram antes de mim” – referindo aos sumo-sacerdotes de Israel – “são ladrões e salteadores”. Citarei mais na frente referências bíblicas onde Deus envia palavras duras contra os pastores de Israel, através dos profetas, por terem apascentado a si mesmos, esquecendo-se do povo.

O meu objetivo, aqui, não é acusar TODOS os pastores que recebem salários fixos das igrejas de serem levianos ou desonestos. O objetivo é mostrar, à luz do Evangelho, que o simples fato de um pastor receber salário fixo da igreja já o caracteriza como MERCENÁRIO, independentemente do significado ruim da palavra.

Sei que boa parte dos pastores que recebem salários fixos das igrejas são pessoas comprometidas com o rebanho, que zelam por suas ovelhas e não buscam proveito próprio e nem ostentam riquezas. Porém, apesar de tudo, de acordo com o ensinamento de João 10, eles não têm como escapar da alcunha de “MERCENÁRIOS”, pois está escrito que quem recebe salário para exercer o pastorado é MERCENÁRIO. Embora grande parte deles seja de pastores fiéis e honestos, porém, devem carregar este peso na consciência. A função pastoral no Cristianismo não deve ser remunerada, pois é uma função VOLUNTÁRIA, vinculada pelo amor, abnegação e compaixão pelas almas.

“Aos anciãos [pastores], pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância [isto é, exigindo salário], mas de boa vontade” (I Pedro 5:1-2).

Se um pastor recebeu uma missão imposta por Deus para pregar o Evangelho, então ele tem o direito de cobrar salário para realizar a missão; ele tem o direito de ser mercenário. Mas, se ele se coloca voluntariamente à disposição para anunciar o Evangelho e pastorear, aí sim, ele não deve receber salário por isso; e isso o caracteriza como bom pastor e verdadeiro cristão.

Direito ao sustento todos os pastores têm, inclusive sua família, seja alimento, roupa e calçado. Mas isso não significa receber salário fixo, muito menos tirado do dízimo, pois o dízimo não foi ordenado para assalariar pastor. O dízimo foi ordenado para PROVER MANTIMENTO, isto é, ALIMENTO, para os que administravam as atividades no Grande Templo, em Israel, atividades estas que eram diárias, vinte e quatro horas por dia, onde se ofereciam sacrifícios e mais sacrifícios pelo povo. Atualmente a atividade pastoral não exige tanto esforço como o era antigamente, pois não se oferecem mais sacrifícios de animais no templo. O sacrifício pastoral atualmente é jejum e oração, pregação e visita aos necessitados, aos hospitais e presídios, MAS SEM COBRANÇA DE DÍZIMOS OU SALÁRIO FIXO PARA FAZER TUDO ISSO. Na dispensação da Lei era uma coisa; na dispensação da Graça o labutar pastoral é diferente.

“Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (I Cor. 9:13).

Os pastores mercenários ensinam que o que é “sagrado” é o dízimo em dinheiro vivo. Ora, EVANGELHO não é DINHEIRO, não é comércio, não é  atividade para se barganhar riquezas, não é atividade para que se tire proveito próprio. Viver do Evangelho é sinônimo de carregar a cruz; significa padecer por amor a Cristo e por amor às almas. Não é nada de vida fácil, tranquila e abastada materialmente.

Paulo foi uma exceção, pois a obrigação para pregar o Evangelho foi uma missão imposta por Jesus. Apesar disso, ele tinha plena consciência do ensino de Cristo, e não aceitou receber salário e nem receber dízimos. Paulo nunca recebeu dízimos. Se a antiga Lei tinha sido abolida, como ele mesmo falou, então estava também abolida a Lei dos dízimos. No Novo Testamento não há ensino sobre os dízimos. Se Paulo fosse mercenário, ele se ocuparia de escrever um livro ou um capítulo inteirinho falando sobre a prática dos dízimos. Atualmente, esse negócio de escrever sobre a validade dos dízimos é praxe dos pastores mercenários.

Embora Paulo tenha dito que a missão de pregar o Evangelho foi uma obrigação lhe imposta por Deus, por motivo de ele ter perseguido os cristãos, mas ele, tendo a consciência firme, não aceitou receber salário, pois, se recebesse, apenas estava incumbido de uma mordomia e não teria direito de receber recompensa no Céu, pois já teria recebido sua recompensa nesta vida. Por isso, a atividade pastoral deve ser isenta de remuneração, pois essa atividade deve ser VOLUNTÁRIA, caracterizada pela abnegação e pelo amor.

“Se, pois, o faço de vontade própria, tenho recompensa; mas, se não é de vontade própria, estou apenas incumbido de uma mordomia. Logo, qual é a minha recompensa? É que, pregando o evangelho, eu o faça gratuitamente, para não usar em absoluto do meu direito no evangelho” (I Cor. 9:17-18).

Paulo bem podia usar do seu direito no Evangelho como pastor mercenário, como ele próprio diz, para barganhar, para tirar proveito e pedir salário para cumprir a MISSÃO QUE LHE FOI IMPOSTA. Mas ele não se aproveitou do direito em que a missão imposta lhe garantia. O seu pensamento de pastor mercenário poderia ser assim: “Está bem, eu vou pregar o evangelho, mas quero ser bem pago, pois irei passar muita vergonha diante do povo, porque antes os perseguia e prendia, e agora me ordenas a fazer o contrário. Então, como recompensa, quero receber todos os meus direitos para realizar essa terrível missão que me é imposta”.

No final deste artigo irei indicar o que as igrejas devem fazer para auxiliar os pastores e suas famílias em suas “necessidades básicas”.

Não há como fugir do significado da palavra. Se Jesus enfatiza que quem recebe SALÁRIO ou MERCÊ para cuidar das ovelhas é um MERCENÁRIO, como os pastores pentecostais podem se esquivar dessa advertência de Jesus?

Não existe como se esquivar de ser chamado de “mercenário” um pastor cristão que é assalariado pela sua igreja local.

Para começar, os sacerdotes israelitas, da tribo de Levi, nunca receberam salários fixos, e muito menos em espécie, isto é, em dinheiro vivo.

Os dízimos não eram dados mensalmente. Os dízimos eram dados anualmente, ou de acordo com o período da colheita dos frutos da terra e frutos dos rebanhos.

Nenhum apóstolo de nosso Senhor Jesus Cristo recebeu salário fixo, e em nenhum momento foram assalariados por alguma igreja, e nunca receberam dízimos. Paulo chegou a afirmar na sua Carta aos coríntios que “recebeu salário” de certa igreja, mas ele considerou isso como tendo “recebido despojo”, ou seja, como tendo recebido algo roubado, ou algo indevido. E mesmo, vou mostrar, também, que em algumas passagens bíblicas, a palavra SALÁRIO foi traduzida erroneamente ou de forma proposital, para incutir na mente dos crentes que pastores cristãos devem ser assalariados. Em alguns casos, os tradutores pentecostais e trinitarianos trocaram as palavras ALIMENTO e SUSTENTO pela palavra SALÁRIO. Não irei me aprofundar muito nas explicações sobre a palavra SALÁRIO contida nos textos originais em língua grega. Mas a coisa é certa. De tudo que já li e estudei sobre as diversas traduções da Bíblia, posso assegurar que muitas palavras originais foram trocadas por outras, para dar mais ênfase ao ensinamento tendencioso dos pastores mercenários.

Para você ver, as bíblias dos cristãos pentecostais já sofreram várias correções. É só você verificar no início de sua Bíblia, traduzida por João Ferreira de Almeida, e ver que lá se diz que é Versão Revista e Corrigida. Se foi “corrigida”, era porque continha muitos erros. Eu, porém, acho que essa “correção” NÃO se deu mais no sentido de “retraduzir” os textos corretamente, mas, que a correção que houve foi simplesmente a mudança da “linguagem popular (inculta), simples, do texto sagrado, para uma linguagem formal, erudita”. Na verdade, João Ferreira de Almeida traduziu a Bíblia como ela era na sua forma original, com linguajar simples, inculto. A versão da Bíblia Revista e Atualizada de J.F. de Almeida foi traduzida na forma como é o texto original. Aí vieram os novos tradutores e colocaram o texto sagrado em linguagem culta, formal, como é o caso da versão da Bíblia Revista e Corrigida. Só que, ao traduzirem os vocábulos incultos para o formal, eles usaram palavras de sentido similar, mas de significados dúbios. De qualquer forma, a versão corrigida alterou o sentido de muitas palavras, principalmente nas epístolas de Paulo. Uma delas é a palavra SALÁRIO.

Segundo o dicionário, MERCENÁRIO significa aquele que recebe MERCÊ, isto é, pagamento ou salário para exercer uma função, um trabalho.

Veja o significado da palavra “mercenário”, segundo o dicionário Aurélio:
Adj.
1. Que trabalha por soldo ou estipêndio.
2. Que trabalha sem outro interesse que não a paga; interesseiro, venal.
3. P. ext.  Que age por interesse financeiro.   
S. m.
3. Aquele que serve ou trabalha por estipêndio ou interesse.

Jesus Cristo foi bem enfático ao afirmar que pastor que recebe salário para apascentar o rebanho é um mercenário. Para enfatizar ainda mais Ele disse: “Eu Sou o Bom Pastor”. Significando que pastor que recebe salário é um mau pastor. Ora, o que caracteriza o bom pastor neste caso é o não recebimento de pagamentos para apascentar as ovelhas. E tem mais outra característica importantíssima do “bom pastor”.

“O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.

Qual dos pastores atuais sofre piamente por amor às ovelhas? Qual dos pastores atuais larga de tudo por amor do Evangelho? Qual deles vende suas propriedades e emprega o dinheiro na obra de assistência social? Qual deles já passou fome por amor das ovelhas, isto é, tirou o pão do seu sustento para oferecer aos crentes mais necessitados? Ao contrário, eles só acumulam bens e riquezas.

Pedro, Tiago, Paulo e demais apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo deram suas vidas por amor à causa do Evangelho. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo; Tiago foi queimado vivo; e Paulo foi decapitado na prisão.

Um dos grandes entraves da teologia pentecostal é quanto a interpretação do capítulo 10 do Evangelho de João.

Os pastores mercenários ensinam que o LADRÃO a que Jesus se refere, em João 10:10, é o DIABO/SATANÁS. Eles ensinam desta forma porque eles não querem se fazer autocrítica, mas sempre criticar o Diabo. Eles sempre direcionam os malfeitos para o capeta.

Na narrativa de João 10, podemos ver que:

LADRÕES E SALTEADORES são os pastores mercenários, que tomam tudo o que há de bom e de melhor das ovelhas (seus bens, o dinheiro conquistado com duro trabalho que eles tomam através da prática indevida do dízimo e de ofertas vultosas e de votos ou desafios que eles criam para tirar mais dinheiro dos fiéis).

MERCENÁRIOS são os maus pastores, que recebem pagamento para exercer a função sacerdotal. Havia um discípulo de Jesus com característica de mercenário: Judas Iscariotes. O mercenário foge do Lobo. Logo, o mercenário não pode ser o Diabo, pois o Diabo não foge do Diabo. E outra: o Diabo não pode ser acusado de mercenário, pois, onde já se viu o Diabo receber salário para pastorear? A não ser que um pastor seja a pura encarnação do Diabo, aí sim, podemos dizer que o Diabo é mercenário.

Na verdade, segundo a Palavra de Deus, são os pastores mercenários – e não o Diabo -, que roubam e matam as ovelhas. Se formos procurar na Bíblia uma referência onde diga que o Diabo/Satanás rouba e mata as ovelhas, não encontraremos uma só menção. Porém, contra os doutores da Lei, os sacerdotes e sumo-sacerdotes de Israel vemos inúmeras menções.

“Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor. Portanto assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes. Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor” (Jeremias 23:1-2).

“Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos requererei as minhas ovelhas, e farei que eles deixem de apascentar as ovelhas, de sorte que não se apascentarão mais a si mesmos. Livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que não lhes sirvam mais de pasto” (Ezequiel 34:10).

BOM PASTOR é Jesus, que nos deixou exemplo, e jamais recebeu qualquer pagamento para anunciar o Evangelho. “Bom Pastor” também é todo sacerdote ou pastor cristão que apascenta o rebanho sem pedir salário e nem tira proveito da função para enriquecer. O verdadeiro pastor é aquele que se submete a Jesus, ou seja, que entra pela porta do curral das ovelhas. Jesus disse: Eu Sou a Porta. Jesus é a Porta e também é o maior exemplo de bom pastor.

Os pastores que comentam João 10:11 – onde Jesus diz que Ele mesmo é o Bom Pastor -, enfatizam que só Jesus é o Único Bom pastor. Se eles assim o dizem, então estão se contradizendo e afirmando que eles são os maus pastores, pois também se intitulam de “pastores”. Se só Jesus é o único Bom Pastor, o que são então esses que se dizem “pastores”? São maus pastores? E sendo maus pastores, são mercenários? Ora, é claro que neste caso Jesus se colocou como o maioral ou o maior exemplo de “bom pastor” e não como o único bom pastor. Jesus mesmo disse que havia um só que realmente era “bom”, no sentido mais estrito da palavra: Deus, o Pai. Nem mesmo Jesus quis ser chamado de “bom”. Se Jesus disse que somente Deus, o Pai, era o único plenamente bom, não queria nem tomar a prerrogativa para si mesmo, como sendo plenamente “bom”. Mas Ele se referiu a Deus-Pai como o único ser 100% bondoso, porque respeitava a autoridade do Pai e não queria se passar por arrogante.

“Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus” (Lucas 18:19).

LOBO é o Diabo ou Satanás, que se aproveita do descuido dos pastores mercenários, e pôe as ovelhas em perigo, em contenda ou desunião, ou em tropeço. Se querem comparar Satanás a alguma coisa, comparem-no com o LOBO, e não como mercenário. Satanás, sim pode ser um LOBO disfarçado de OVELHA. Se ele não o faz pessoalmente, mas infiltra os seus agentes, que são chamados de JOIOS, isto é, cristãos falsos.

Na vida laboral de pastor, em Israel, existiam duas coisas que ameaçam as ovelhas no pasto e no curral: o LOBO e os LADRÕES. Os ladrões não entravam pela porta do curral das ovelhas, mas pulavam o cercado e roubavam as ovelhas. Já o lobo podia atacar as ovelhas diretamente no pasto, ou então, entrava no curral de alguma forma. Atualmente se diz que o lobo entra no curral disfarçado de ovelha. Mas, na realidade não é bem assim. Logo, é mais bem correto afirmar que os MERCENÁRIOS são os LADRÕES E SALTEADORES. E a expressão “ladrões e salteadores” está no plural, conforme Jesus se referiu… Portanto, ladrões e salteadores não é o Diabo, mas, sim, os pastores mercenários. E LOBO foi citado por Jesus no singular. Conclui-se que “lobo” aplica-se mais ao Diabo.

OVELHAS são primeiramente os JUDEUS convertidos, e depois, os cristãos gentios que foram chamados a se unir à videira verdadeira, que é Jesus. As verdadeiras ovelhas reconhecem e sabem diferenciar o Bom Pastor do Mau Pastor. O mau pastor só trabalha visando nos dízimos e nas ofertas. O bom pastor procura até mesmo trabalhar fora, para não ser pesado a ninguém, igualmente como Paulo o fez.

Os pastores mercenários costumam vincular o que Jesus diz em João 10:10, sobre o LADRÃO que veio para matar, roubar e destruir, com o que Ele disse em João 8:44, afirmando que o Diabo é homicida desde o princípio. Porém, analisando o contexto dos dois episódios, podemos concluir que não foi o Diabo que veio para roubar, matar e destruir, mas sim, os pastores mercenários que vieram para roubar, matar e destruir.

Eu não sei de onde os pastores mercenários tiraram a ideia de que o DIABO veio somente para roubar, matar e destruir?!! Nem por referência cruzada o texto de João 10:10 encontra respaldo para se poder afirmar que o tal LADRÃO é o DIABO. Talvez eles associem o que diz João 10:10 com a única menção nos Evangelhos de que o Diabo “é homicida desde o princípio”, de João 8:44. Porém, é um absurdo ligar uma coisa a outra. Essa declaração de Jesus – que diz que o Diabo é homicida – foi feita em outro contexto, em que não se falava de pastores mercenários. E mesmo não existem outras citações nos Evangelhos e nem nas epístolas corroborando que o Diabo é ladrão, homicida e salteador.

“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8:44).

Também em I Pedro 5:8 não existe referência cruzada com João 10:10, exceto Jó 1:7. Lá se diz que o Diabo anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar. Porém, essa citação de Pedro é isolada e não encontra apoio em nenhuma outra epístola do Novo Testamento. Na verdade, Pedro usou uma figura de linguagem, chamada de metáfora, referindo-se ao Diabo como um leão, e não como um ladrão ou mercenário; e foi somente ele que se referiu desta maneira. Paulo usou a palavra ‘leão’ apenas uma vez, mas fora de contexto com a citação de Pedro.

Em João 10, Jesus não estava se referindo ao Diabo e Satanás como sendo o tal “pastor mercenário”. Onde já se viu Satanás exercer a função de “pastor”, mesmo que fosse de falso pastor?!! Isso não existe e nem se cogita. Não se pode comparar Satanás como sendo um suposto pastor ou falso pastor. Jesus estava se referindo aos pastores de Israel e, posteriormente, a muitos pastores cristãos de hoje. Jesus falou que “todos os [falsos pastores] que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores”. Logo, vemos que Jesus não estava se referindo exclusivamente ao Diabo como sendo ladrão e salteador, porque o texto está no plural. Ele se referia aos pastores de Israel, e consequentemente, a muitos pastores cristãos de hoje.

Se prestarmos bem atenção na narrativa de Jesus em João 10, podemos entender que Ele estava se referindo aos maus pastores de Israel, os sumo-sacerdotes e muitos sacerdotes que não estavam zelando do povo, mas cuidando da política e recebendo grandes fortunas e acumulando bens.

Após o cativeiro babilônico, os sumo-sacerdotes se tornaram ricos, pois passaram a exercer função política e sacerdotal.

Temos um caso no Novo Testamento, de um levita (isto é, um sacerdote da tribo de Levi), que possuía uma propriedade – coisas que ele não podia acumular em razão de sua função de sacerdote, pois a sua herança era aquilo que se oferecia no Templo, das quais ele tirava uma parte para o seu sustento. Esse levita vendeu a propriedade que possuía e trouxe o dinheiro aos pés dos apóstolos, para que fosse aplicado na assistência aos carentes e necessitados.

“Porque os dízimos que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor em oferta alçada, eu os tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse que nenhuma herança [terras, propriedades] teriam entre os filhos de Israel” (Números 18:24).

“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os [PESSOAS RICAS OU IMPORTANTES DA ÉPOCA] que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade [ASSISTÊNCIA SOCIAL]. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (Atos 4:36-37).

Qual desses pastores mercenários de hoje, que tendo várias propriedades, apartamentos, carrões, mansões, fazendas, aviões e helicópteros, vende algum desses bens e emprega o dinheiro na obra de Deus? Ou seja, qual deles vende uma propriedade e emprega o dinheiro na obra de assistência social? Nenhum. O falso pastor mercenário da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, chega até a chorar na TV, pedindo mais dinheiro para pagar os milhões de reais que ele gasta com aluguel de horário na televisão e aluguéis de templos. Por que ele não vende as mansões que possui, os carrões, as fazendas, o helicóptero e tira metade do dinheiro de sua gorda conta bancária para quitar as dívidas da igreja? Ele não faz isso porque é pastor mercenário. Ele só pede, pede, pede, igualmente como fazem os pastores Silas Malafaia, RR Soares, Renê Terra Nova, etc, etc.

A Igreja de Cristo não é uma instituição humana e nem tão pouco uma empresa com fins lucrativos. Portanto, a Igreja não tem por obrigação pagar salários fixos para pastores. Antes, Jesus disse “de graça recebestes, de graça dai” (Mat. 10:8). Paulo disse que “é melhor dar do que receber” (Atos 20:35). Um tal José (Barnabé), natural de Chipre, descendente da tribo de Levi, sendo um sacerdote levita, tinha o direito a receber alguma ajuda alimentar dos irmãos, e não o dever de doar. Porém, em Atos 4 se diz que ele vendeu uma propriedade que possuía e doou o dinheiro aos apóstolos, não para os próprios apóstolos se beneficiarem do dinheiro, mas para que houvesse partilha dos bens entre os irmãos.

TIRANDO A PROVA REAL

Excluindo-se o Diabo, os padres católicos e os pastores protestantes, quem mais poderia ser chamado de mercenário dentro do Cristianismo? O Diabo? Algumas ovelhas rebeldes? Não! Honestamente falando, nenhum outro, exceto eles mesmos: os padres católicos e os pastores protestantes que recebem salário de suas congregações. Como não querem se fazer autocrítica, eles sempre acusam os pastores das “seitas” de serem os tais “mercenários”.

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Agora confira como esse erro se alastrou nas igrejas evangélicas e no ensino teológico:

No link abaixo tem o desabafo de um “pregador”, que descobriu que o LADRÃO de João 10:10 não é o Diabo, mas sim, os pastores mercenários.

http://manadiariodopregador.blogspot.com.br/2011/04/joao-1010-quem-e-o-ladrao.html

Agora, veja no link, abaixo, a comentarista polarizando o ensinamento de João 10:10 entre Jesus e o Diabo.

http://www.conectadonabiblia.com/2011/08/comentario-de-joao-10-1-18.html

Vejam neste outro link, em pleno século XXI, pessoas ensinando erroneamente o Evangelho:

http://www.iprsaojose.org/ministracoes-de-celula/o-caminho-para-uma-vida-melhor-joao-1010

Um pastor arrogante, que se acha o “mestre” na interpretação das Escrituras, ficou numa tremenda enrascada ao tentar contradizer pessoas como eu e outros que postam vídeos no youtube mostrando os erros de interpretações da Bíblia que há anos vem sendo ensinado nas igrejas. Dê uma olhada lá e leia os comentários:

http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi/apologetica-crista/26/o-ladrao-em-joao-10-10-nao-e-o-diabo.html

Tem um comentário que foi no olho: “Se o Mercenário é o Diabo, por que ele foge ao ver o Lobo? Por acaso, o Diabo foge do Diabo”?

Engraçado que esses teólogos protestantes pentecostais criticam algumas doutrinas e dogmas defendidos pelos teólogos católicos há séculos, mas não querem admitir que estudantes de mentes esclarecidas venham questionar os erros doutrinários que eles vêm ensinando há séculos, igualmente como os católicos. Quando alguém questiona os erros doutrinários dos pastores e teólogos pentecostais, eles vêm com quatro pedras nas mãos dizendo que não temos autoridade nem competência para questionar o que vem sendo ensinado há décadas nas igrejas, inclusive doutrinas defendidas por pastores e escritores de renome das Assembleias de Deus. E será que eles têm competência e autoridade para questionar os ensinos e dogmas defendidos pelos doutores/teólogos da Igreja Católica? Se eles têm…, eu e outros também temos competência para questionar e combater as doutrinas heréticas que são ensinadas no meio pentecostal.

Fui membro da Igreja Assembleia de Deus por mais de vinte anos e como professor de Escola Dominical deparei-me com um monte de ensinos tendenciosos, tidos como únicos verdadeiros. A Assembleia de Deus usou por mais de duas décadas o livro “Seitas e Heresias”, de Raimundo F. de Oliveira, publicado pela 1ª vez em 1987. Os subsídios para as revistas de Escola Dominical eram extraídos deste livro, e também do livro “Religiões, Seitas e Heresias”, de J. Cabral, também publicado na década de 1980. Esses teólogos e escritores pentecostais tratam outras denominações – que não coadunam com suas doutrinas – como SEITAS, mas não querem que sua denominação evangélica seja chamada de “seita”. Ora, tanto as diversas Igrejas Assembleias de Deus, Igreja Universal, Igrejas: Batista, Metodista, Presbiteriana, da Restauração, Renascer, Deus é Amor, Adventistas, etc, todas são SEITAS dentro do Cristianismo. Agora, se são seitas heréticas ou não, isso são outros quinhentos. Eles querem ser religião, mas a religião é apenas uma, que é o CRISTIANISMO. A Igreja Católica é a representante principal do Cristianismo, também chamada de Igreja-Mãe. Protestantismo não é uma religião; é apenas um movimento que surgiu após a Reforma Protestante iniciada com Lutero, no séc. XV. “Adventistas”, “Evangélicos” também não são religiões; são apenas ramos de seitas dentro do Cristianismo. Engraçado que no livro “Seitas e Heresias”, de Raimundo F. de Oliveira, “eles” tecem pau nos ensinos das outras seitas e religiões, e gabam-se de serem os verdadeiros donos da verdade, os verdadeiros intérpretes da Bíblia. Por que “eles”? Porque o que Raimundo F. de Oliveira escreveu é respaldado pelo Conselho Doutrinário das Assembleias de Deus. A editora CPAD só publica livros cujo conteúdo doutrinário é pré-aprovado pelos teólogos e pastores dessa denominação. Eles criticam as doutrinas dos Adventistas, das Testemunhas de Jeová (Russellitas), do Espiritismo, dos Mórmons, da Igreja Católica, etc, etc, mas, não querem ser criticados. Acham-se os donos da verdade. E por suas doutrinas tendenciosas serem muito antigas, e defendidas por teólogos, pastores e escritores de renome, eles acham que não podem ser atacadas e nem questionadas. Quanta presunção!

Para quem quer entender melhor sobre a não validade da prática do dízimo atualmente, leia o artigo no link, abaixo:

http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas/VerdadeSobreDizimo-RWGarganta.htm

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Se esses teólogos de araque querem forçar a barra e polarizar o ensino de João 10 entre Jesus e o Diabo, então eles estão de acordo com o que pensa a fundadora do Teosofismo, a madame Helena Petrovna Blavatsky. Ela afirma que Jesus, ao dizer: “Todos quantos vieram antes de mim”, estava se referindo aos Grandes Iniciados do passado, que vieram antes de Jesus. Mas esbraveja ao dizer que os padres católicos alteraram o texto de João 10:8 quando traduziram a versão Vulgata da Bíblia Sagrada. Para ela, a frase seria assim: “Muitos que vieram antes de mim são ladrões e salteadores” e não “todos”. E talvez, para ela, essa frase nunca existiu, mas foi acrescentada propositalmente pelos padres para desqualificar os grandes Iniciados (outros cristos) que vieram antes de Jesus. Então, Helena Petrovna interpreta João 10 colocando Jesus como um grande Iniciado e Sumo-Sacerdote que surge no início de cada Era Zodiacal. E na verdade, Jesus estava apenas dando dois ensinamentos: primeiro, Ele mesmo sendo a Porta e o maioral dos Bons Pastores (isto é, Sumo-Sacerdote, ou o Pastor dos pastores); segundo, dando o exemplo de que os maus pastores são aqueles que exigem pagamento ou mercê para exercer a função pastoral.

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A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DE UM CRISTÃO É O NÃO APEGO AO DINHEIRO OU ACÚMULO DE RIQUEZAS DESTE MUNDO

Uma das características do verdadeiro cristão é o não acúmulo de riquezas materiais deste mundo. Paulo disse que “se esperarmos Cristo somente para esta vida, somos os mais miseráveis dos homens”. Isto significa que o viver cristão é de simplicidade, humildade, sem ostentação de poder ou riquezas. E que o cristão deve pensar na vida e no gozo que há de ter no Novo Céu e na Nova Terra restaurados. Se o crente não se enquadra nestes aspectos, ele não passa de um pseudocristão.

“Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima” (I Cor. 15:19).

“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração. (…) Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas (Mateus 6:19-21,24).

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro [CUIDANDO QUE DURANTE O EXERCÍCIO PASTORAL SEJA DE DIREITO ACUMULAR RIQUEZAS]; e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (I Tim. 6:3-11).

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É evidente que, na forma atual do mundo em que vivemos, o cristão não deve viver uma vida de miserável. Nem ele nem sua família. Apesar de o ensino do Novo Testamento ser enfático quanto às características do verdadeiro cristão – humildade, simplicidade de vida e distância das riquezas materiais -, o cristão pode ter uma casa boa, um bom emprego, exercer uma boa profissão, possuir um carro popular simples de modo que não demonstre ostentação de poder financeiro. Ele pode possuir um sítio, um apartamento, um bem qualquer, mas tudo sem ostentação e sem intenção de acumular bens e riquezas deste mundo. Na verdade, o problema das riquezas não é com o cristão comum. É com aqueles que se intitulam “pastores” ou “bispos”. Estes não devem possuir riquezas, nem exercer ofício sacerdotal remunerado.

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A FUNÇÃO PASTORAL

A função pastoral, atualmente, virou sinônimo de bom emprego.

Tal como acontece na política – onde os políticos fazem com que seus filhos se tornem políticos profissionais, de tal forma que a prática se torna hereditária -, os pastores evangélicos também fazem a mesma prática imoral. Eles também iniciam os filhos na função pastoral, e com isso, suas famílias se tornam fortes, prósperas e abastadas.

Nas igrejas pentecostais, por aí, andam até consagrando ex-criminosos, ex-marginais assassinos, ex-traficantes, ex-homossexuais e ex-prostitutas a “pastores”, coisas que não acontecia até meados do século XX.

Quando um crente faz curso teológico ele pensa logo em se candidatar a função de Pastor. Eles não pensam em ser um evangelista, um missionário, um professor de escola dominical ou um simples diácono. Eles pensam logo em ser PASTOR porque sabem que essa função é altamente remunerada, por causa do ensinamento errôneo de que o dinheiro do dízimo é de exclusivo usufruto pastoral.

Não se contentando em apenas o marido exercer a função pastoral, agora consagram até as esposas como PASTORAS, tudo isso visando aumentar a renda do casal e o acúmulo de riquezas, a fim de terem uma vida de regalias.

De acordo com a Bíblia, os DÍZIMOS não foram ordenados exclusivamente para sustento dos sacerdotes do Templo em Israel. Pois, a décima parte dos dízimos (dízimos dos dízimos) era separado para sustento dos sacerdotes, outra parte para os levitas e suas famílias, outra parte era destinada para assistência social aos pobres e necessitados.

Vamos analisar. Veja o que diz em Números 18:21.

“Eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, o serviço da tenda da revelação”.

Veja agora Deuteronômio 14:22, 27-29 e 26:12.

“Certamente darás os dízimos de todo o produto da tua semente que cada ano se recolher do campo. (…) Mas não desampararás o levita que está dentro das tuas portas, pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de cada terceiro ano levarás todos os dízimos da tua colheita do mesmo ano, e os depositarás dentro das tuas portas. Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem”.

“Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita do terceiro ano, que é o ano dos dízimos, dá-los-ás ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem. E dirás perante o Senhor teu Deus: Tirei da minha casa as coisas consagradas, e as dei ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, conforme todos os teus mandamentos que me tens ordenado; não transgredi nenhum dos teus mandamentos, nem deles me esqueci” (Deut. 26:12).

Em Deuteronômio 12:17-19 vemos que os próprios dizimistas podiam comer parte dos dízimos (que eram frutos, cereais e animais) diante do Senhor.

“Dentro das tuas portas não poderás comer o dízimo do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, nem os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, nem qualquer das tuas ofertas votivas, nem as tuas ofertas voluntárias, nem a oferta alçada da tua mão; mas os comerás perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher, tu, teu filho, tua filha, o teu servo, a tua serva, e bem assim e levita que está dentre das tuas portas; e perante o Senhor teu Deus te alegrarás em tudo em que puseres a mão. Guarda-te, que não desampares o levita por todos os dias que viveres na tua terra”.

O dízimo também nunca foi ordenado a ser dado em espécie, isto é, em dinheiro vivo. Já no tempo de Moisés e no tempo dos reis de Israel existia DINHEIRO em forma de MOEDAS de bronze, de prata e de ouro. Mas nunca os israelitas dizimaram usando tais moedas. No tempo de Jesus o dinheiro em MOEDA ainda existia. Jesus disse: “Dai a César o que é de César”. Significa que Ele ordenou aos discípulos que pagassem os tributos devidos a César utilizando as MOEDAS criadas pelo governo romano.

As ofertas para manutenção do grande Templo podiam ser dadas em dinheiro vivo, isto é, em MOEDAS romanas daquela época. Mas o dízimo não podia ser dado em MOEDAS. E os sacerdotes eram proibidos de trocar qualquer mantimento do Templo por moedas correntes da época. Jesus citou o caso da viúva pobre que ofertou ao Templo a única moeda que possuía, enquanto os ricos ofertavam do que lhes sobrava.

Aos pastores mercenários que ensinam que os dízimos na Antiga Aliança eram para exclusivo sustento do clero (isto é, sustento dos levitas0, enfatizo que NEM TODOS OS LEVITAS ERAM SACERDOTES. Muitos levitas eram professores (Deut. 24:8 e 33:10; II Crôn. 35:3); Neemias 8:7, outros eram juízes (Deut. 17:8-9 e 21:5; I Crôn. 23:4; II Crôn. 19:8), trabalhadores da saúde (Lev. 13:2 e 14:2; Lucas 17:14), cantores e músicos (I Crôn. 25:1-31; II Crôn. 5:12 e 34:2), escritores, bibliotecários (I Crôn. 2:55; II Crôn. 34:13), arquitetos e construtores (II Crôn. 34:8-13).

Esses pastores que ensinam que o dízimo é destinado exclusivamente para o sustento dos pastores, os “levitas modernos”, devem incluir em sua lista outros LEVITAS DA IGREJA: músicos, cantores, zeladores, construtores, professores, diáconos, presbíteros, anciãos etc. Ou será que eles se acham os únicos levitas no Corpo de Cristo?

Toda a Igreja foi constituída por Deus como reino e sacerdotes. Não somente os líderes (pastores) são os levitas modernos, mas todos os que exercem funções na Igreja. Portanto, o dízimo deveria ser destinado também para estes trabalhadores das igrejas.

No entanto, a Lei dos Dízimos da Antiga Aliança não vigora mais, pois não existe mais santuário terrestre e nem o grande Templo, e muito menos a Ordem Sacerdotal de Arão, pois a Igreja de Cristo é o Santuário de Deus. Na Nova Aliança a Ordem Sacerdotal que existe é a de Melquisedeque, sendo Jesus Cristo o Sumo-Sacerdote. E os “levitas” não mais oferecem sacrifícios pelos pecados, pois Jesus já se ofereceu como único sacrifício por todos.

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2:9).

“Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos” (Apoc. 1:5-6).

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EX-CRIMINOSOS, EX-TRAFICANTES E HOMICIDAS SENDO CONSAGRADOS A PASTORES

Nessas igrejas pentecostais pelo Brasil vemos até ex-traficantes, assassinos, ex-homossexuais, ex-prostitutas e ex-bruxos convertidos sendo consagrados a “pastores”, coisa totalmente inconcebível de acordo com o ensino do Novo Testamento. E esse é um dos sinais do fim dos tempos.

Não vemos nenhum exemplo na Bíblia de que algum ex-criminoso, homicida contumaz, ex-prostituta ou ex-bruxo tenha se tornado SACERDOTE, SUMO-SACERDOTE ou PROFETA.

Nenhum dos discípulos de Jesus possuía antecedentes criminais. A maioria era formada de pessoas humildes, mas de vida irrepreensível diante da sociedade.

Alguns alegam que o apóstolo Paulo era um criminoso antes de se converter ao cristianismo. Porém, Paulo nunca foi bandido e nem criminoso contumaz de acordo com a Lei romana. Paulo era funcionário do governo romano. Ele perseguia e ordenava a prisão dos cristãos porque estava investido de autoridade do governo para fazê-lo.

Aquele ladrão criminoso que foi crucificado juntamente com Cristo, ao qual Jesus prometeu salvação, não pode ser tomado como exemplo.

Até mesmo o grande legislador Moisés não pode ser taxado de criminoso. Ele matou, sim, um egípcio em legítima defesa para salvar um de seus irmãos escravos. Mas isso não o caracterizou como criminoso contumaz.

Paulo ensinou a Timóteo como devia ser a característica do cristão para exercer a função pastoral. Ele não podia ter antecedentes criminais, de tal forma que isso o fizesse se envergonhar.

Confira algumas referências importantes:

“Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos [PASTORES], para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue” (Atos 20:28).

“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tim. 2:15).    

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo. Da mesma forma os diáconos sejam sérios, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância, guardando o mistério da fé numa consciência pura. E também estes sejam primeiro provados, depois exercitem o diaconato, se forem irrepreensíveis” (I Tim. 3:1-10).

Várias características, no texto citado, podem ser observadas para que o cristão possa exercer a função pastoral e diaconal. Não vou descrevê-las para que este artigo não fique muito extenso.

O que deve ser notado, também, é que Paulo nem se preocupou em advertir que homicidas e ex-criminosos jamais podiam aspirar ao episcopado. Pois, isso nem se cogitava, porque era impossível que pessoas com antecedentes criminais se tornassem pastores. Já nas igrejas atuais essa prática é mais do que normal. E isso evidencia o final dos tempos.

Apesar de tudo, acredito que ex-criminosos, ex-traficantes, ex-bruxos, ex-prostitutas e ex-homossexuais convertidos podem exercer alguma função na igreja, mas não a função pastoral. Eles podem, por exemplo, ser evangelistas ou simples pregadores, porteiros, músicos ou cantores e professores de escola dominical.

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COMO ERAM OS PASTORES NA IGREJA PRIMITIVA

Os pastores da Igreja primitiva não eram iguais aos pastores de hoje. Atualmente, muitos pastores e bispos são meros animadores de auditórios; outros até possuem poderes hipnóticos, e chegam a derrubar no chão os crentes de mente fraca; outros são pastores profissionais, com curso teológico; e outros são mercenários de carteirinha.

Porém, de acordo com a Bíblia, o cristão digno de exercer o episcopado deve ser um ANCIÃO, que possua bastante experiência de vida, e que tenha um viver irrepreensível perante a sociedade.

Não vou me alongar muito, dissertando sobre este tópico, para que o texto não fique muito extenso. Mas cito o texto bíblico que mostra que os cristãos que exerciam função pastoral na Igreja primitiva eram ANCIÃOS. Esses anciãos não eram teólogos profissionais, nem animadores de auditório. Eram cristãos experientes, pais de família exemplares e que não possuíam antecedentes criminais.

“A Tito, meu verdadeiro filho segundo a fé que nos é comum, graça e paz da parte de Deus Pai, e de Cristo Jesus, nosso Salvador. Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos [PASTORES], como já te mandei; alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, tendo filhos crentes que não sejam acusados de dissolução, nem sejam desobedientes. Pois é necessário que o bispo [PASTOR] seja irrepreensível, como despenseiro de Deus, não soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; mas hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, temperante; retendo firme a palavra fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes” (Tito 1:1-9).

Outro detalhe importante que devemos nos ater é quanto à remuneração desses anciãos que exerciam o episcopado nas igrejas locais. Eles não eram remunerados, não recebiam salários fixos para exercer a função pastoral. Veja o que diz Pedro sobre os pastores daquela época:

“Aos anciãos [pastores], pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância [isto é, exigindo salário], mas de boa vontade” (I Pedro 5:1-2).

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DIGNO É O TRABALHADOR DO SEU SALÁRIO

“Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário” (I Tim. 5:17).

A palavra “SALÁRIO” foi traduzida de forma tendenciosa no versículo citado, acima. A palavra correta é ALIMENTO.

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Mas, antes de explicar por que a palavra “salário” foi traduzida de forma tendenciosa em I Tim. 5:17, quero falar um pouco sobre como um apologista ou estudante de teologia deve analisar um texto bíblico.

Não vou explicar sobre as várias regras da hermenêutica. Pelo menos vou tomar a regra áurea da hermenêutica: “A Bíblia interpreta a própria Bíblia”. Para isso, temos que dispor de um livro sobre concordância bíblica, ou utilizar uma Bíblia, versão antiga, que traga na coluna do meio ou no rodapé as notas de referências cruzadas; e ter em mãos várias versões da Bíblia, principalmente a primeira versão da Bíblia Sagrada Revista e Atualizada, traduzida por J.F. de Almeida, e uma Bíblia versão da Igreja Católica, cujo a tradução é em linguagem tradicional ou popular. O estudante de teologia não deve usar apenas a Bíblia versão Revista e Corrigida, de J.F. de Almeida, pois nesta versão existem muitas alterações de palavras do texto original, e mesmo, nela, as frases foram colocadas em linguagem formal, erudita. Paulo, Lucas, Mateus e João eram letrados e eruditos, mas mesmo assim, seus escritos não obedeciam rigidamente às regras gramaticais. Que dirá dos escritos de Pedro, Tiago e Judas!

Entenda também sobre isso. O Evangelho de Mateus foi o único escrito em Língua Hebraica, pois seu autor, Mateus, era judeu, e falava hebraico. Outros eruditos acham que Mateus tenha escrito seu Evangelho em Aramaico. Mas outros afirmam que o Hebraico é considerado uma língua sagrada. Alguns eruditos afirmam que os primeiros padres católicos e o Papa confiscaram a versão original do Evangelho de Mateus e o escondeu a sete chaves nos porões do Vaticano. Eles traduziram uma versão em grego e alteraram muitas palavras contidas no texto original, pois, a narrativa de Mateus é mais fiel aos fatos reais e alguns pontos se contradizem com as algumas narrativas dos evangelhos de Marcos, Lucas e João. Mateus não poderia ter escrito originalmente o seu Evangelho na língua grega, nem em Aramaico. Saiba também, que a língua falada no tempo de Jesus era o ARAMAICO, um dialeto siríaco surgido no Oriente Médio. Cada região falava uma versão do dialeto ARAMAICO. E o principal foco desse dialeto foi na região de Aram, na Síria. Até os samaritanos falavam em uma das versões do ARAMAICO. Os historiadores afirmam que Jesus falava em ARAMAICO, e não propriamente em HEBRAICO. Os judeus da época de Jesus abandonaram a língua HEBRAICA e passaram a usar o dialeto ARAMAICO. Eles empregam muitas palavras hebraicas misturadas ao aramaico. Por esse motivo, devemos entender que dialeto não é uma língua formal, com regras gramaticais estabelecidas, e as pessoas falam de forma natural, informal, sem aquele linguajar rebuscado. Jesus e seus discípulos usavam um linguajar informal, simples, natural. E os escritores Mateus, Marcos, Lucas, João e Paulo não seguiam à risca as regras gramaticais, e nem escreviam utilizando um linguajar rebuscado.

A Bíblia que utilizo como principal fonte de estudo e pesquisa é a Versão Revisada da Tradução de João Ferreira de Almeida, de Acordo com os Melhores Textos em Hebraico e Grego, 3ª Impressão – 1988, publicada pela Imprensa Bíblica Brasileira – JUERP. As páginas são em duas colunas e no meio contém notas de referências cruzadas, constando apenas versículos abreviados de outros livros. No final dessa versão da Bíblia existe uma pequena concordância bíblica, mas muito útil, onde podemos localizar qualquer palavra ou assunto bíblico através de uma palavra-chave. E mais um conciso dicionário bíblico. Observe que as Bíblias atuais que são vendidas nas livrarias evangélicas não servem para estudante de teologia, pois elas não trazem notas de rodapé, nem referências cruzadas e nem concordância. Os pastores mercenários imprimem as bíblias dessa forma apenas para fazer comércio com a Palavra de Deus. A Bíblia Sagrada nunca devia ser vendida. Eles não estão interessados em que o povo saiba da verdade pesquisando e estudando a Bíblia Sagrada por si mesmos. Eles querem que o povo leia a Bíblia apenas por devoção e não que a leia sistematicamente, comparando as referências bíblicas, e verificando se é verdade aquilo que eles pregam nos púlpitos. As versões da Bíblia lançadas pela editora do Pr. Silas Malafaia são apenas com fins de marketing comercial. Ele apenas mascara o produto (bíblia), dando uma nova roupagem, acrescentando comentários tendenciosos, para prender os crentes em suas artimanhas. A Bíblia Batalha Espiritual e Vitória Financeira é uma dessas jogadas de marketing.

Bíblia da Vitória Financeira MORRIS

O estudante de teologia deve comparar os textos polêmicos do Novo Testamento com citações similares em outros livros ou citações no Antigo Testamento. Se entender alguma coisa sobre as línguas hebraica e grega, deve ter em mãos as versões da Bíblia em grego e hebraico.

Devemos entender, também, que nem tudo que Paulo escreveu ou citou em suas epístolas foi por inspiração do Espírito Santo. Paulo fez citações de ditados populares da época, coisas que não devem ser atribuídas a uma suposta inspiração divina. Até o próprio Satanás citou um adágio popular que não deixa de ser verdade. Apesar de ser verdade o brocardo que o Diabo citou, isso não quer dizer que ele o fez por inspiração divina. Jó 2:4.

“Então Satanás respondeu ao Senhor: Pele por pele! Tudo quanto o homem tem dará pela sua vida”.

Paulo se utilizou muito dos escritos do Antigo Testamento, isto é, da Torá judaica. Naquela época os escribas ou escritores sagrados não seguiam as regras que existem atualmente, que obriga os autores de livros a citar as fontes de suas informações ou citações, de tal forma que ele não pratique o crime de plágio. Observe que nos livros atuais, além das referências bibliográficas no final do livro, existem notas de rodapé. Os escritores neotestamentários não obedeceram as regras de anotar no rodapé ou no final do livro as fontes de suas citações. Muitos estudantes inexperientes, da Bíblia, usam frases e palavras de Paulo como se ele as tivesse falado inspirado pelo Espírito Santo, enquanto que ele fez apenas uma citação de algo que já havia sido dito há muito tempo. Paulo inclusive fez citações de livros apócrifos – livros que não fazem parte do Cânon das Sagradas Escrituras. Uma delas é esta: “E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hebreus 1:6). Em nenhum livro do Antigo Testamento se encontra esta citação de Paulo. Podemos observar que a maioria das citações que Paulo faz em suas epístolas podem ser comprovadas e verificadas, pois elas foram retiradas da Torá: do Pentateuco, Livros dos Profetas, dos Salmos de Davi e dos Provérbios de Salomão.

Geralmente os neófitos no estudo bíblico costumam afirmar que o principal requisito para se fazer um bom estudo bíblico, uma boa interpretação da Bíblia é dependência total da orientação do Espírito Santo. Só que, por causa dessa atitude infantil, foram criadas  inúmeras heresias que vemos nas igrejas, e que quase ninguém tem certeza se é real o que prega o credo das denominações sobre os temas mais polêmicos. Tenho um irmão mais velho que é semialfabetizado. Ele se converteu a uma dessas igrejas pentecostais de fundo de quintal que surgem todos os dias e se tornou um crente fanático. Acredita mais nas supostas revelações do pastor herege que lhe fez lavagem cerebral do que mesmo na própria Palavra de Deus. Ele me disse que muitas coisas que os teólogos não entendem e não compreendem Deus já lhe revelou através do Espírito Santo, porque ele busca o Espírito antes de ler a Palavra. Aí eu disse: praticamente toda revelação que tu disseres que recebeu do “espírito” sobre determinado assunto da Bíblia, outros milhares de teólogos e estudantes já receberam também; basta ir a uma livraria evangélica e ver o tanto de livros que existem nas prateleiras sobre estudos e interpretações da Bíblia; verás que o que tu achas que é revelação, outros já escreveram há muito tempo. E muitos deles afirmam que receberam iluminação do “espírito” para compreender o texto sagrado. Falei para ele que não basta só dependermos do Espírito Santo para se interpretar a Bíblia, porque na maioria das vezes não temos certeza se o Espírito Santo está realmente agindo em nossa mente; temos que ter muito preparo intelectual, muito estudo; temos que entender no mínimo sobre gramática da Língua Portuguesa, hermenêutica, análise sintática, matemática, geografia bíblica e história geral; e fazermos um estudo bíblico isento de qualquer preconceito ou fanatismo religioso. Os tradutores da Bíblia introduziram muitos erros nos escritos sagrados por causa de fanatismo religioso e ideias pré-concebidas principalmente as concernentes ao povo judeu. Eles se acham o “Israel Espiritual”, enquanto que Jesus, em Apocalipse, chama os tais de “Sinagoga de Satanás”, que querem ser judeus, mas não são.

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VOLTANDO AO ASSUNTO

Agora, falando sobre a frase Digno é o trabalhador do seu salário“, de I Tim. 5:18, vou mostrar que a tradução da palavra “salário”, neste caso, foi mudado de forma proposital pelos tradutores pentecostais e trinitarianos, já que estavam com suas mentes deturpadas com o falso ensino de que pastor deve ser assalariado.

Paulo não fez a citação “Digno é o trabalhador do seu salário” por inspiração divina. Até o próprio Senhor Jesus também fez a referida citação, pois não se trata de algo inédito, mas de um simples ditado popular da época. Agora, a citação que Paulo fez, anterior a esta, encontra-se na Torá. Compare:

“Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário.

“Não atarás a boca ao boi quando estiver debulhando” (Deuteronômio 25:4).

É deste versículo do livro de Deuteronômio que se originou o adágio popular de que “digno é o trabalhador de seu alimento”, pois o boi que debulhava tinha o direito de comer, era digno de se alimentar, por isso os judeus não podiam amarrar a boca do animal. Paulo, quando se referiu a este versículo, o espiritualizou até demais, como se o texto tivesse se referindo mais a eles, os apóstolos, do que ao próprio boi que debulhava. Enquanto que o texto é uma das orientações da Lei de Moisés concernentes aos animais.

“Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Porventura digo eu isto como homem? Ou não diz a lei também o mesmo? Pois na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca do boi quando debulha. Porventura está Deus cuidando dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Com efeito, é por amor de nós que está escrito; porque o que lavra deve debulhar com esperança de participar do fruto. Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as matérias?” (I Cor. 0:7-11).

Paulo não citou a frase “Digno é o trabalhador do seu salário” em razão de Jesus tê-la citado também, pois na época em que ele escreveu a epístola a Timóteo nenhum dos quatro Evangelhos ainda tinham sido escritos. Portanto, Paulo não podia ter feito citação do que estava escrito nos evangelhos. Essa frase era ditado popular comum daquela época.

“Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário” (I Tim. 5:17) – Versão Revista e Corrigida de J.F. de Almeida.

 Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário” – Versão Revista e Atualizada de J.F. de Almeida (mais antiga).

“Pois diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando ele pisar o grão; e ainda: O operário é digno do seu salário” – Versão Bíblia Católica Ave Maria.

Porquanto, afirma a Escritura: “Não amordaces a boca do boi quando estiver debulhando o cereal”, e ainda, “digno é o trabalhador do seu salário” – Versão King James Atualizada.

 “λεγει γαρ η γραφη βουν αλοωντα ου φιμωσεις και αξιος ο εργατης του μισθου αυτου” – Em grego receptus.

Devemos entender que a palavra SALÁRIO aí usada não está se referindo a SALÁRIO no modo como o concebemos atualmente. E nada mais significa que ALIMENTO ou SUSTENTO, em conformidade com a ideia original desse ditado popular escrito em Deuteronômio 25:4 e Mateus 10:10.

Agora veja as duas citações da mesma frase nos Evangelhos, por Jesus:

Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos;   nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento” (Mateus 10:9-10) – Versão Revista e Atualizada de J.F. de Almeida).

“Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento” (Mateus 10:9-10) – Versão Revista e Corrigida de J.F. de Almeida. Ainda bem que nesta versão os tradutores esqueceram de trocar a palavra “alimento” pela palavra “salário”.

“Não leveis bolsa, nem alforge, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho. Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz seja com esta casa. E se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e se não, voltará para vós. Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; pois digno é o trabalhador do seu salário. Não andeis de casa em casa” (Lucas 10:4-7) – Versão Revista e Corrigida de J.F. de Almeida.

Outras versões:

“Não levem nenhum saco de viagem, nem túnica extra, nem sandálias, nem bordão; pois o trabalhador é digno do seu sustento (Mateus 10:10 – Nova Versão Internacional).

“Nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento (Mateus 10:10 – Bíblia Católica).

Não leveis sacolas de viagem, nem uma túnica a mais, segundo par de sandálias ou um cajado; pois digno é o trabalhador do seu sustento (Mateus 10:10 – Bíblia King James Atualizada).

“Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário (Lucas 10:7 – Bíblia Católica Ave Maria).

Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; pois digno é o trabalhador do seu salário (Lucas 10:7 – Almeida Revista e Atualizada).

“Fiquem naquela casa, e comam e bebam o que lhes derem, pois o trabalhador merece o seu salário (Lucas 10:7 – Nova Versão Internacional).

Parece haver uma pequena contradição entre as duas narrações citadas, acima, visto que trata-se do mesmo fato. Pois nas narrações de Marcos e de Mateus se diz que a missão foi de 12 discípulos, que foram enviados de dois em dois a evangelizar; já na narração de Lucas se diz que a missão foi 70 discípulos enviados de dois em dois. Mas isso não interessa debater aqui. Importa é que o fato foi real, e que a história aconteceu realmente. Apesar disso, devemos nos ater às palavras que foram utilizas na narrativa do fato, pois, por causa de uma única palavra o significado do texto pode ser totalmente deturpado pelos que o interpretam.

O ditado popular citado por Jesus em Mateus 10:10 foi escrito corretamente por Mateus: “Porque digno é o trabalhador do seu alimento”. A palavra “ALIMENTO” aí foi traduzida corretamente. Já na narrativa do livro de Lucas 10:7, a palavra ALIMENTO foi trocada por SALÁRIO. Ora, isso é culpa dos tradutores trinitarianos protestantes que não traduziram corretamente o texto sagrado, e tenderam para o sentido moderno do vocábulo. Ainda bem que eles esqueceram de mudar a palavra “alimento” pela palavra “salário”.

Vamos analisar o texto de Lucas 10:7 Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; pois digno é o trabalhador do seu salário”. Ora, que relação tem, neste versículo, o fato de comer e beber com a palavra SALÁRIO? Nenhuma relação há. Tem a ver com COMER e BEBER as palavras ALIMENTO e SUSTENTO. Por acaso Jesus fundou uma empresa e contratou 70 trabalhadores e os enviou a trabalho para no final receberem um pagamento, um salário pelo serviço? Os discípulos de Jesus não saíram em missão de evangelização com intuito de receber SALÁRIO ou PAGAMENTO EM DINHEIRO por seu serviço. Jesus advertiu seus discípulos em missão que não levassem mais do que uma túnica e uma sandália. Por quê? Porque, caso necessitassem, as pessoas iriam prover essas coisas para eles, não necessariamente doando dinheiro para comprar uma roupa nova, mas doando roupas, calçados e o que mais necessitassem. Era uma coisa tão severa a questão do dinheiro, de tal forma que Jesus teve que tomar as devidas precauções, pois, se não, os discípulos voltariam com jumentos carregados de prata e ouro. Jesus também os proibiu de levarem sacolas de viagem. Por quê? Para que não aceitassem nada em troca pelo benefício da pregação do Evangelho, nem dinheiro, nem prata e ouro.

Atualmente muitos pastores e pregadores aceitam e recebem doações de dinheiro vivo, jóias, relógios, carros, motos, cheques e depósitos em suas contas bancárias. De acordo com o ensino de Jesus, só faz essas coisas quem é pastor mercenário.

No grupo de Jesus havia um discípulo que era o tesoureiro: Judas Iscariotes. Jesus permitia que arrecadassem o mínimo necessário para compra de alimentos para os 12 discípulos, nada mais que isso. Algumas lendas apócrifas dizem que Judas ficava “p” da vida quando Jesus curava as pessoas e elas ofereciam dinheiro, prata e ouro, mas Jesus não aceitava nada em troca pelo bem, exceto o alimento. Porém, Judas voltava com aquelas pessoas e pedia dinheiro em troca do bem que Jesus havia lhes feito. Jesus sabia que ele fazia isso, mas mesmo assim não o expulsou do grupo.

Os pastores mercenários atuais quando fazem cruzadas ou quando saem em excursão para arrecadar verbas para sua igreja local, muitas vezes recebem doações de jóias, carros, motos, e bens diversos, além de cheques, depósitos na conta bancária e dinheiro em espécie. Porém, a maioria deles não presta contas desses donativos que recebem em nome da igreja. Às vezes, eles alegam que tais coisas foram presentes pessoais que eles receberam. Mas, isso é desculpa esfarrapada. Pois, se eles saem em missão em nome da igreja para angariar recursos, tudo que recebem não lhes pertence, mas pertence à igreja local. A igreja local é quem decidiria se o seu pastor ficaria com um carro ou uma moto doados. Olha, já fui auxiliar de pastor que tinha esse tipo de atitude. E ele falava com os outros colegas pastores e até com irmãos de outros Estados por telefone e mentia, e pedia que depositassem urgentemente dinheiro em sua conta bancária. Certa vez ele saiu em excursão pelas principais cidades do Brasil e até no exterior para arrecadar recursos para comprar uma embarcação para a igreja. E o que ele trouxe para a igreja? Absolutamente nada. Ele embolsou todos os recursos que recebeu. Caixas de LPs (discos de vinil) que ele recebeu como doação de cantores evangélicos, ele chegou na igreja e distribuiu de presente para os irmãos. Os discos eram para ser vendidos, para que ele arrecadasse o dinheiro para ajudar na compra do barco. Ele não prestou conta de quase nada dos cheques e dos depósitos bancários e dinheiro vivo que ele recebeu pelas cidades onde passou.

Certa vez assisti um vídeo onde o Pastor Silas Malafaia critica aquelas pessoas que querem meter o nariz em coisas que não entendem, e que não participam de nenhuma igreja e depois querem falar sobre dízimos e ofertas que as igrejas arrecadam. Quanto a mim, porém, Malafaia pode ficar despreocupado, porque entendo de todas as falcatruas que esses pastores mercenários fazem com os recursos que seus fiéis doam. Durante alguns anos fui secretário da igreja e, além de redigir o relatório estatístico, ajudava a redigir o balancete financeiro; às vezes presenciava o tesoureiro da igreja mexendo na gaveta e colocando dinheiro no bolso, mas não cheguei a denunciá-lo para o ministério da igreja; na gestão de outro pastor, fui tesoureiro da igreja, e frequentava a sala pastoral, onde ouvia suas conversas ao telefone. De 6 pastores com os quais convivi, dois deles eram tipicamente mercenários, pois se preocupavam mais com dinheiro do que com o bem-estar dos crentes; um deles explorava os crentes que tinham mais recursos financeiros; qualquer coisa que precisasse ele corria lá casa desses irmãos ou mandava chamá-los. Presenciei muitas outras coisas ruins junto a esses pastores, as quais não seria ético citá-las aqui. Além de secretário e tesoureiro, fui líder de adolescente, de jovens e professor de escola dominical. Em razão de não possuir o dom de oratória, fui limitado a exercer apenas estas funções na igreja. Pois se fosse um bom orador, animador de auditório, teria ido longe. Por causa dessas coisas ruim que presenciei, decepcionei-me muito com esses pastores mercenários. Eu também era músico da igreja. Reclamava com o pastor porque o dinheiro arrecado nunca dava para comprar um encordoamento novo para a guitarra, e as coisas a gente fazia tudo improvisado, sem falar na necessidade de um bom teclado, pois o que tinha na igreja parecia mais um brinquedo. Durante o tempo que fui membro fervoroso da igreja desconfiava de muitas coisas; desconfiava dos ensinamentos e dos artigos e subsídios que continham nas revistas da Escola Dominical. Por isso, passei a estudar a Bíblia de forma independente. E busquei o conhecimento que não encontrava e jamais encontraria lendo apenas a literatura indicada pelos meus pastores. Na literatura da escola dominical da Igreja Assembléia de Deus, durante o período de 1980 até 1997, continha muitas aberrações e ensinamentos preconceituosos. A partir de 1998, quando começou a se alastrar a heresia do tal de Movimento G12, foi a gota d’água. Deixei de frequentar a igreja e não fui para nenhuma outra denominação. Quando a heresia do G12 começou na minha cidade foi motivo de muita tristeza para os irmãos. Foi enviado de Manaus para minha cidade um pastor (ou sabe-se lá o que ele era), e trouxe uma cartilha que rezava tudo o que a igreja devia fazer e proceder a partir daquele momento. A liturgia do culto foi modificada completamente, e os hinos da harpa cristã não podiam ser cantados mais que um durante o culto. Os hinos ou corinhos cantados deviam ser aqueles indicados na cartilha que o tal pastor trouxe de Manaus. Senti tristeza ao ver o pastor local ser colocado de lado e outro desconhecido assumir a direção das reuniões de culto. Muitos irmãos não gostaram da mudança e logo se debandaram para outras denominações; alguns resistiram, mas depois deixaram a igreja;  e outros permaneceram lá até hoje obedecendo aos hereges.

***

CONCLUINDO

A Igreja de Cristo não é uma instituição humana e nem tão pouco uma empresa. Portanto, a Igreja não tem por obrigação de pagar salários fixos para pastores. Antes, Jesus disse “de graça recebestes, de graça dai”. Paulo disse que “é melhor dar do que receber”. Um discípulo de nome José (ou Barnabé), natural de Chipre, descendente da tribo de Levi, sendo um levita, tinha o direito a receber alguma ajuda dos irmãos, mas ele doou, aos invés de receber. Em Atos 4 se diz que ele vendeu uma propriedade que possuía e deu o dinheiro aos apóstolos, não para os próprios apóstolos se beneficiarem do dinheiro, mas para que houvesse partilha dos bens entre os irmãos.

“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre, 37 possuindo um campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos”.

Hoje, os pastores recebem milhares de doações em dinheiro, mas eles nunca partilham o dinheiro com os irmãos necessitados.

Os pastores mercenários interpretam erradamente passagens bíblicas para justificar as suas cobiças e desejos de ganâncias e amor ao dinheiro. Por exemplo, eles pegam I Tim 5:17-18 para justificar o recebimento de salários pelos pastores.

“Os anciãos que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário. 19 Não aceites acusação contra um ancião, senão com duas ou três testemunhas”.

Primeiramente, que naquele tempo, a ideia de salário era diferente de hoje. Nesta passagem, acima, Paulo se refere ao direito de “alimentação” como salários dos presbíteros ou anciãos. E tem mais outro problema. Nesta orientação de Paulo a Timóteo, ele não se refere a PASTORES, BISPO ou APÓSTOLOS. Refere-se a ANCIÃOS como pregadores e ensinadores da palavra. Mas note, que durante a história da Igreja, nunca os “anciãos” da Igreja receberam salários. Nem mesmo os evangelistas e missionários receberam salários fixos.

Eles também torcem a expressão “duplicada honra”, afirmando que os pastores devem receber “salários duplicados”. É o cúmulo da vergonha do Evangelho! Eles pagarão caro por tamanha afronta! Pois, no original, a palavra HONRA significa RESPEITO. Ou seja, Paulo aconselha aos irmãos a terem duplicado respeito com os anciãos que ministram a Palavra.

A expressão “digno é o trabalhador do seu salário”, foi mal traduzida. Pois a Igreja não é uma empresa, para que se pague salários aos pregadores ou pastores. Essa expressão foi proferida por Jesus, mas Jesus não falou em salário, mas se referiu a “alimentação”.

A passagem de Mateus 10:6-10 é bem melhor traduzida que a de Lucas 10:7. Nesta passagem a palavra “alimento” foi empregada de maneira correta.

DE GRAÇA RECEBESTE, DE GRAÇA DAI

“Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre, em vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de alparcas, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento”.

Jesus orienta seus discípulos a não se preocuparem com dinheiro para sua alimentação e compras de roupas e calçados, porque os irmãos iriam prover o sustento deles.

Os pastores e obreiros do Evangelho devem receber o seu sustento, mas esse sustento não se traduz em salários fixos. Se os pastores querem usufruir de bens deste mundo, carros e mansões, eles tem que “trabalhar particularmente” para terem essas coisas. Paulo disse que nunca viveu ociosamente e nunca comeu à custa de nenhum irmão. Paulo trabalhava para ajudar no seu sustento.

Os pastores mercenários reclamam dos benefícios sociais que o governo concede às famílias de baixa-renda. E os benefícios que eles recebem (10% do salário de cada fiel) não é muito mais do que o mísero valor que o governo concede aos pobres? Na verdade, eles falam mal do governo, mas não largam o osso. Não deixam de receber os dízimos e de explorar os fiéis. Por que eles não largam o osso e procuram trabalhar?

Mas aqui tem uma palavra escrita especialmente para eles:

“Irmãos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo, nós lhes ordenamos que se afastem de todo irmão que vive ociosamente e não conforme a tradição que receberam de nós. Pois vocês mesmos sabem como devem seguir o nosso exemplo, porque não vivemos ociosamente quando estivemos entre vocês, nem comemos coisa alguma à custa de ninguém. Pelo contrário, trabalhamos arduamente e com fadiga, dia e noite, para não sermos pesados a nenhum de vocês, não por que não tivéssemos tal direito, mas para que nos tornássemos um modelo para ser imitado por vocês. Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma. Pois ouvimos que alguns de vocês estão ociosos; não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia” (II Tessalonicenses 3:6-11).

“Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto. E encontrando um judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles, 3 e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas” (Atos 18:1-3).

“De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes. Vós mesmos sabeis que estas mãos proveram as minhas necessidades e as dos que estavam comigo. Em tudo vos dei o exemplo de que assim trabalhando, é necessário socorrer os enfermos, recordando as palavras do Senhor Jesus, porquanto ele mesmo disse: Coisa mais bem-aventurada é dar do que receber” (Atos 20:33-34).

Qual é o pastor que faz isso, atualmente? Qual é o pastor que trabalha particularmente, e ainda se dedica na obra de Deus?

Eles usam a passagem de II Cor. 11:7-9 para justificar que Paulo recebia salários fixos. Ao contrário, Paulo diz que pregou o Evangelho gratuitamente e nunca foi pesado a ninguém. Só que a palavra “SALÁRIO”, nesta passagem foi mal traduzida. Pois a palavra certa é SUSTENTO ou MANTIMENTOS. Se Paulo diz que DESPOJOU outras igrejas, é evidente que ele não recebia salários ou dízimos, pois DESPOJO é roubo, coisas roubadas. Se Paulo recebeu despojo (coisas roubadas) para servir aos crentes coríntios, que eram carentes, como podemos considerar que isso era algum salário que Paulo recebia?

“Pequei porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus? Outras igrejas despojei (ROUBEI), recebendo delas salário (SUSTENTO), para vos servir (PARA TRAZER AJUDA A VOCÊS); e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado; porque os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei, e ainda me guardarei, de vos ser pesado” (Versão Almeida Revista e Corrigida).

Perceba que a palavra original era “SUSTENTO”, mas os tradutores pentecostais trocaram o vocábulo e substituíram por “salário”, de forma tendenciosa. Se não, vamos conferir o mesmo versículo em outras versões da Bíblia? Repare, também, que o vocábulo “DESPOJEI” está correto em todas as demais versões. Acho que “eles” não perceberam o quanto implicaria o significado da palavra “despojei”, do verbo “despojar”, que significa “roubar”. Se na hora da tradução tivessem se dado conta do quanto implicaria o significado desta palavra, eles rapidinho teriam-na trocado por outra de sentido mais ameno.

“Porventura cometi alguma falta, em vos ter pregado o Evangelho de Deus gratuitamente, humilhando-me para vos exaltar? Para vos servir, despojei outras igrejas, recebendo delas o meu sustentoEstando convosco e passando alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, porque os irmãos que vieram da Macedônia supriram o que me faltava. Em tudo me guardei e me guardarei de vos ser pesado” (Versão Católica – Bíblia Ave Maria).

“Será que cometi algum pecado ao humilhar-me a fim de elevá-los, pregando-lhes gratuitamente o evangelho de Deus? Despojei outras igrejas, recebendo delas sustento, a fim de servi-los. Quando estive entre vocês e passei por alguma necessidade, não fui um peso para ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram aquilo de que eu necessitava. Fiz tudo para não ser pesado a vocês, e continuarei a agir assim” (Bíblia Nova Versão Internacional)

“Ou cometi um pecado por me humilhar, para que vós fôsseis enaltecidos, porque de bom grado, sem custo, vos declarei as boas novas de Deus?  A outras congregações roubei, por aceitar provisões, a fim de ministrar a vós;   contudo, quando estive presente entre vós e padeci necessidade, não me tornei fardo nem mesmo para um único, pois os irmãos que vieram da Macedônia supriram abundantemente a minha deficiência. Sim, guardei-me de todos os modos para não me tornar oneroso para vós, e guardar-me-ei assim” (Tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas – Testemunhas de Jeová).

A versão traduzida pelos Testemunhas de Jeová parece estar exatamente como no original.

Nas passagem, acima, Paulo não está dizendo que recebeu “salários fixos” para servir aos coríntios. Paulo está dizendo que recebeu doações (e não salários) de outras igrejas, para levar mantimentos aos irmãos carentes de Corinto.

Esses pastores mercenários são tão caras-de-pau, que chegam ao cúmulo de interpretar erroneamente o texto para justificar que Paulo recebia “salários”. Na verdade, o que Paulo fez foi receber  MANTIMENTOS de outras igrejas para ajudar os crentes carente de Corinto. Só isso! Se Paulo recebesse algum salário referente aos dízimos e ofertas dos irmãos das outras igrejas, é claro que ele jamais iria dizer que isso era DESPOJO ou roubo.

E mesmo, os crentes não podiam entregar os dízimos nas mãos dos apóstolos, pois naquela época o Grande Templo ainda existia, e os dízimos só podiam ser entregues no Templo para sustento dos levitas. Depois da destruição do Grande Templo no ano 70 d.C. cessou a obrigação de dizimar para os levitas. A obrigação com os dízimos agora era somente para com os órfãos, as viúvas, pobres e estrangeiros necessitados.

Em Coríntios capítulo 9, Paulo justifica que os pregadores do Evangelho tem direito a receber alimento. Ele não está defendendo aí salários fixos. Mas os mercenários alegam que eles possuem famílias, e tem contas para pagar, água, luz, telefone, escola particular ou faculdade dos filhos. Tudo bem. Só que para cobrir essas necessidades, eles tem que trabalhar particularmente. Paulo diz que “os que pregam o Evangelho, que vivam do Evangelho”. Só que a pregação do Evangelho não é comida, nem bebida, e muito menos negócios ou arrecadação de dinheiro.

O Apóstolo Pedro escreveu o texto áureo para os pastores e pregadores do Evangelho. Mas os pastores mercenários passam distante dessa orientação de Pedro. Não querem nem ouvir falar nesse negócio de pregar o Evangelho de graça.

Pedro orienta que o pastoreio das igrejas deva ser voluntário, sem ganância ou exigência de salários. Isso os pastores jamais ensinam nas igrejas. Para eles, essa orientação do apóstolo Pedro não é inspirada. Foi o Diabo que inspirou Pedro a escrever essa barbaridade.

“Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade” (I Pedro 5:1-2).

Apascentar a igreja “por torpe ganância”, é a mesma coisa que pastorear uma igreja visando receber salários fixos para custear o padrão de vida com regalias.

“Pastores e mestres”, de Efésios 4:11, refere-se aos “anciãos” e não a “pastores” formados em teologia ou qualquer curso de pastor. Os anciãos da Igreja são “mestres” por inspiração do Espírito Santo. E são “pastores”, porque são pessoas experientes e capazes de orientar os irmãos a viverem uma vida exemplar como cristãos.

“E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres”.

O QUE É VIVER SEGUNDO A PIEDADE DE I TIMÓTEO 6:3-10?

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro; e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”.

Segundo o dicionário, PIEDADE significa “Amor e respeito às coisas religiosas; religiosidade; devoção”. Logo, entendemos que, viver do Evangelho é viver piedosamente.

Paulo diz que os pastores mercenários corruptos “acham que a piedade é fonte de lucro”. Pois é… O
que dizer, então, dos pastores e bispos pentecostais e neo-pentecostais das igrejas Assembleias de Deus, Igreja da Graça, igrejas Universal, Mundial, Sara Nossa Terra, Min. Intern. da Restauração, entre outras? Todos eles não vivem disso? Todos eles não vivem pregando noite e dia sobre prosperidade, bem-estar e vida financeira?

Vejam um exemplo clássico de pastor mercenário neste vídeo. É um caso explícito de pilantragem.

Nesse vídeo, o pastor Silas Malafaia pede o dinheiro de um mês de aluguel de pessoas desempregada e um absurdo: 30% do salário dos fiéis (otários).

***
SOBRE A PORCENTAGEM DO VALOR DO DÍZIMO

No tempo em que Israel não era um Estado ou uma nação organizada, não existia uma assistência governamental para com os órfãos, as viúvas, idosos e pessoas carentes. Os próprios cidadãos eram responsáveis em prover ajuda material e alimentar para as pessoas desamparadas pelo poder público.

Atualmente, no nosso País, o governo provê auxílio ou aposentadoria para idosos, concede pensão para os órfãos e viúvas. E concede auxílio financeiro para famílias de baixa renda. Por isso, os cidadãos brasileiros não têm tanta obrigação para com os carentes e necessitados.

No entanto, o governo não atende a todos os pobres e necessitados. Por essa razão, os cidadãos ainda têm o dever de ajudar aos carentes e necessitados. Assim como pagamos impostos ao governo para que sejam revertidos em serviços essenciais para a população, também os dízimos entregue nas igrejas deveriam ser revertidos para benefícios das pessoas carentes, não só para prover alimentos e roupas, mas principalmente para construção de moradias para famílias de baixa renda.

Se no tempo da Lei de Moisés Israel fosse uma nação organizada, por certo o valor da porcentagem do dízimo seria bem menor que 10%, pois, o povo já arcaria com pagamento dos impostos ao governo. E também, possivelmente o governo proveria o pagamento dos levitas pelos serviços prestados no Templo.

Resumindo, no tempo quando Israel não era uma nação organizada politicamente, Deus estabeleceu a Lei dos Dízimos, em que uma parte era destinada para sustento dos levitas que cuidavam das oblações no tabernáculo e no Templo, e outra parte, que era destinada para auxílio aos pobres e necessitados. Quem tinha o dever de cuidar dos órfãos, das viúvas e pessoas idosas eram os próprios israelitas. Eles tinham que tirar 10% do que produziam para ajudar os levitas e pessoas carentes, pois os governantes daquela época não proviam benefícios sociais para o população menos favorecida.

***
PASTORES DEVIAM FAZER VOTO DE POBREZA PARA EXERCER O MINISTÉRIO

Um sacerdote ou pastor cristão, que se preze, no momento de ser consagrado ao ministério pastoral, devia fazer voto de pobreza e, no máximo, receber um salário mínimo como auxílio da igreja local. Se quiser possuir riquezas deste mundo, tem que trabalhar, e não viver de regalias com carrões, mansões, aviões, tudo à custa do dinheiro dos fiéis, que na sua maioria é composta de pessoa pobres.

Podemos perceber que esses pastores mercenários não possuíam nada de bens materiais no início de seus ministérios. E todos eles ficaram ricos à custa do dinheiro dos fiéis.

Esses pastores mercenários alegam que os patriarcas e grandes homens da Bíblia eram ricos e prósperos.

Mas eles se esquecem de que Abrão não era pastor e nem sacerdote; era apenas um grande fazendeiro e dono de muitas terras.

Davi nunca foi pastor (isto é, sacerdote) em Israel; era apenas um rei amado e abençoado por Deus. Contudo, cometeu homicídio, praticou adultério, teve várias mulheres com as quais teve mais de 30 filhos. A mesma coisa pode-se falar do seu filho Salomão, que teve mais 1000 mulheres e 300 concubinas.

O nosso Senhor Jesus, sendo Filho do dono de toda a riqueza, sempre foi pobre durante o tempo em que viveu neste mundo. Nem mesmo se aproveitou do seu poder para enriquecer sua família e fazer do seu pai, José, os dos grandes homens de negócio daquela época. Jesus viveu mais de 30 anos sobre a terra, e chegou a dizer que não possuía nada, e que não tinha nenhum lugar em que pudesse reclinar a cabeça.

Paulo, maior pregador de todos os tempos, jamais possuiu riquezas, apesar de toda poder de persuasão que tinha. Antes, fabricava tendas para vender e ajudar no seu sustento. Evangelizou toda a Ásia Menor, viajando pelas estradas, a cavalo, e pelo mar, em navios. Mas não precisou comprar nenhum navio, nenhum barco à vela para viajar de cidade em cidade para pregar o Evangelho.

Na verdade, o problema com as riquezas não é nem tanto com os cristãos comuns, mas com os que se intitulam “pastores”, “bispos” ou “sacerdotes” ou “padres”. Estes devem servir de exemplo, e não podem possuir riquezas, principalmente se for adquirida à custa do dinheiro dos fiéis.

***
COMO AS IGREJAS DEVEM AUXILIAR SEUS PASTORES

O dinheiro dos dízimos devia ser destinado exclusivamente para assistência social, para compra de mantimentos: roupas, calçados, alimentos, e para construção de casas próprias. Para aquisição de casa própria, as famílias carentes devem ser contempladas por sorteio, e devia obedecer a uma rigorosa lista de prioridades, dando preferência para as famílias mais carentes entre todas. Os familiares dos pastores estariam excluídos desta lista de prioridades. Teriam que entrar no cadastro geral das famílias carentes, e aguardar a vez.

Se as igrejas e os pastores fizessem isso com o dinheiro dos dízimos, já teríamos resolvido o problema de moradia dos brasileiros. Pois, milhões e milhões de reais são arrecadados todos os meses. Porém, a maior parte desse dinheiro vai direto para a conta bancária dos pastores mercenários.

Para o auxílio aos pastores locais, as igrejas deviam criar um fundo de assistência pastoral, a partir das ofertas voluntárias que são arrecadas durante os cultos. As ofertas são para manutenção dos “templos” (nome impróprio para os locais de reunião dos crentes), porém, parte das ofertas seria destinada para o fundo de assistência pastoral.

***
UM ÚLTIMO RECADO DE JESUS AOS PASTORES MERCENÁRIOS

Tem uma advertência de Jesus que se encaixa perfeitamente para eles:

“Muitos [PASTORES] me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:22-23).

De quais igrejas são esses MUITOS que vivem dia e noite na TV e nas rádios profetizando (fazendo profetadas), expulsando demônios e enganando os crentes com milagres fajutos?

Não são os pentecostais que mais usam o nome de Jesus para “profetizar”, expulsar demônios e fazer supostos milagres fajutos?

Quem é que mais faz uso do nome de Jesus para expulsar demônios e operar milagres fajutos? Ora! Sãos os pastores mercenários. Está cheio deles nas televisões e nas rádios fazendo essas coisas.

Que Deus tenha misericórdia de suas ovelhas!

EZEQUIEL 34

1 Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz
o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores
apascentar as ovelhas?
3 Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas.
4 A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não
tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
5 Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo,
porquanto se espalharam.
6 As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as
minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as
buscasse.
7 Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:
8 Vivo eu, diz o Senhor Deus, que porquanto as minhas ovelhas foram entregues à rapina, e as minhas
ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores
não procuraram as minhas ovelhas, pois se apascentaram a si mesmos, e não apascentaram as minhas
ovelhas;
9 portanto, ó pastores, ouvi a palavra do Senhor:
10 Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu estou contra os pastores; das suas mãos requererei as minhas
ovelhas, e farei que eles deixem de apascentar as ovelhas, de sorte que não se apascentarão mais a
si mesmos. Livrarei as minhas ovelhas da sua boca, para que não lhes sirvam mais de pasto.
11 Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu, eu mesmo, procurarei as minhas ovelhas, e as
buscarei.
12 Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim
buscarei as minhas ovelhas. Livrá-las-ei de todos os lugares por onde foram espalhadas, no dia de
nuvens e de escuridão.
***
FIM

SISTEMA RELIGIOSO EM CRISE PORQUE DESCOBRIRAM A FARSA DO DÍZIMO

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24/08/2014 - Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS |

6 Comentários »

  1. Deus nos chamou para sustentar os obreiros e não para enriquecê-los. Os pastores precisam cuidar de suas famílias e isto é digno. Há pastores que não tem tempo para visitar os crentes, cuidar da igreja, administrar, se dedicar ao ministério da palavra porque não tem tempo, estão sempre cansados e estressados. se Deus chamou para viver integralmente para obra, ele usar os seus servos para isso, quem quiser falar que fale.
    Tem muitos missionários enviados por Deus, onde não existe empregos, precisam receberem ofertas para o sustento deles e de suas famílias, e essa oferta vem dos crentes. Se Deus chamou tá chamado.

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    Comentário por Ester | 02/07/2015 | Responder

  2. Miquels, muito bom o seu estudo!Só quero acrescentar, que o apóstolo Paulo tinha autoridade para receber o donativo por ser apóstolo!1Co capítulo 9, ele faz sua defesa como apóstolo!No caso de pastores, são “guias locais” não necessitando, portanto, de salário em dinheiro!Os apóstolos iam pregar a palavra de Deus em outras cidades e até outros países, como o caso de Paulo!É por esse motivo que ele faz sua defesa!E diz que não usava esta autoridade porque entendia que o salário estaria no lugar do galardão!Que, quando um guia recebe salário, já recebeu seu galardão!Miquels, sabe porque o dinheiro, “nunca” foi requisito para Deus?Porque o dinheiro corrompe o homem!Continue nesse caminho!excelente postagem!

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    Comentário por Roberto Nogueira | 08/04/2015 | Responder

  3. Por isso estou fora desse sistema, que se confunde com máfia, política etc. Se você considerar que uma igreja tem a média salaria de R$ 2.000,00 que não é comum, dificilmente o pastor vai ter esse mesmo ganho. Lembrando que sempre o que ganham é livre de água, energia, internet, telefone, combustível, aluguel, etc. Por isso muito não querem largar o “osso” por nada. No meu caso fui até processado pelo pastor presidente da denominação em que eu era membro e que nasci nela. Felizmente a justiça dos homens, rejeitou a queixa crime contra mim e deu trânsito um julgado o processo. Motivo? Justamente por eu questionar comportamento ético e falta de cumprimento do estatuto e normas da igreja. Feliz 2015.

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    Comentário por João Moises Jr. | 05/01/2015 | Responder

  4. Eu não sou pastor,mas discordo quando você fala que todo pastor que recebe salário é mercenário,pois como a bíblia ensina que o obreiro é digno do seu salário.O que nós vemos é o abuso de muitos que se auto intitulam pastores,mercenários e ladrões com salários exorbitantes,mas creio que ainda ha homens comprometidos com a palavra de Deus,anônimos que não estão nas mídias mais fazem grande esforços para levarem o verdadeiro evangelho.Creio que estes merecem nosso respeito,oração e ajuda…….

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    Comentário por Rogério | 24/08/2014 | Responder

    • Caro leitor, ainda não concluí este artigo. Quando conlcuir, vc verá que os tradutores da Bíblia trocaram as palavras SUSTENTO e ALIMENTO pela palavra SALÁRIO. Fizeram isso de forma tendenciosa e proposital.

      Sim, todo obreiro, isto é, trabalhador, é digno do seu SALÁRIO. A tradução correta do texto é: “Todo trabalhador é digno do seu alimento (sustento)”.

      Ao subistituirem a palavra SUSTENTO/ALIMENTO pela palavra SALÁRIO, os estudantes de teologia passaram a fazer a exegese do texto sagrado de forma tendenciosa, dando a entender que o vocábulo “SALÁRIO” refere-se ao soldo ou mercê MENSAL que os pastores devem receber.

      Vc pode dizer que o tempo em que vivemos atualmente é diferente, e que se exige que os pastores sejam assalariados para poder sustentar suas famílias.

      Mas aí que se esbarra no problema. O sentido do texto sagrado não pode ser mudado e nem adaptado aos dias de hoje. A Palavra de Deus não pode ser alterada.

      O movimento dos homossexuais evangélicos criaram a versão da Bíblia sagrada traduzida de acordo com os seus interesses. Textos que condenam a prática homossexual foram retirados ou traduzidos de forma a não condenar suas práticas pecaminosas.

      Da mesma forma, os pastores mercenários não podem mudar o sentido do texto sagrado, adpatando-o às circunstâncias dos nossos dias.

      O que é correto entendermos é que o ofício sacerdotal ou pastoral no cristianismo não pode e não deve ser remunerado. O pastor ou sacerdote cristão que aceita remuneração para exercer o ofício é MERCENÁRIO. E Jesus condenou essa prática.

      Jesus nos deixou exemplo. E Paulo disse: “Sedes meus imitadores, como eu sou de Cristo”. Paulo fabricava tendas para ajudar no seu sustento. Quando Paulo visitava as cumunidades cristãs ele sempre recebia ajuda material ou financeira para custear a suas viagens. Ele recebia roupa, calçados e alimentos. Mas jamais ele aceitou ser assalariado.

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      Comentário por Miquels | 24/08/2014 | Responder

    • Rate This, graça e paz, quando na palavra de Deus diz:”o obreiro é digno do seu salário,(1Tm 5-18)Paulo está se referindo ao que Jesus disse…”E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro do seu salário”(Lc10-7).O “salário que Jesus se referiu, foi:pousada, comida e bebida!Paulo não poderia estar falando de outra coisa, porque se assim fora, estava indo contra o desígno de Jesus!

      Abraços

      Roberto Nogueira
      nogueirapi@hotmail.com

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      Comentário por Roberto Nogueira | 03/07/2015 | Responder


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