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LÁZARO, MARTA E MARIA: A HISTÓRIA MAL CONTADA

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Tive que assistir atentamente a mini-série Jesus de Nazareth, de Franco Zeffirelli, gravada em 1974, para observar alguns detalhes das gravações, e investigar se realmente as cenas da história de Jesus continham ou não absurdos. Na sinopse diz que o filme foi baseado nas narrativas do Evangelho de Lucas.

E realmente constatei alguns absurdos e erros até primários no roteiro de algumas cenas. Se atualmente fossem refilmadas as cenas da história de Jesus de acordo com o Evangelho de Lucas, acredito que fariam completamente diferente da filmagem de Franco Zeffirelli.

A super-produção “Rei dos Reis”, de 1961, é muito mais realística sobre os costumes da época de Cristo; as cenas descrevem melhor como agia a cúria sacerdotal judaica; e como atuava a dinastia herodia que governava a Judéia, em sintonia com os generais do Império Romano. Mesmo assim, constatei muitos erros absurdos, como no episódio da visita de Jesus a João Batista no cárcere e o caso da encenação dos tais “três reis magos” que visitaram o menino Jesus e lhe ofereceram presentes. Em canto nenhum nos evangelhos se diz que os tais magos eram “reis” vindo de países diferentes do Oriente; apenas diz que eram “uns magos que vieram do Oriente”. Por acaso, naquela época haviam reis em países do Oriente que temiam ou serviam ao Deus de Israel? Além do mais, como poderiam três reis do Oriente serem amigos, e virem até a Judéia em cima de camelos, sem escolta de soldados? Muito boa essa história, né?! E o mais absurdo são os nomes que os doutores católicos arranjaram para denominar esses “três reis magos”. Devemos entender uma coisa. Esses três personagens que visitaram Jesus eram emissários de um rei qualquer do Oriente, talvez da Pérsia (Irã) ou da Babilônia (Iraque). Eles eram “magos”, isto é, feiticeiros e sacerdotes dos deuses pagãos. Nada mais do que isso. Esses magos também estudavam profecias da literatura de outros povos e muitas dessas profecias tinham a ver também com alinhamento dos corpos celestes. Eles sabiam, pela literatura dos hebreus – a Torá -, que nasceria um Messias que vinha salvar o povo da opressão de seus inimigos e essa profecia iria se cumprir quando certos astros no céu ficassem alinhados. A estrela que foi vista nos céus sobre a cidade de Belém nada mais era que esse tal alinhamento dos planetas. Os magos vieram apenas conferir se a profecia era verdadeira mesmo.

Outra coisa que não achei adequada na super-produção “Rei dos Reis” foi a vestimenta típica da época. A vestimenta típica usada pelo povão ou atores coadjuvantes, além de serem muita coloridas, eram muito luxuosas e bem confeccionadas. Na mini-série Jesus de Nazareth, de Franco Zefirelli, a vestimenta típica do povão deixou a desejar, pois foram mal feitas e as pessoas pareciam maltrapilhas.

Com o advento do computador e da internet pudemos estudar melhor os livros da Bíblia, através de aplicativos que facilitam a busca por palavra-chave de eventos narrados. E desde 2005 tenho estudado muito os textos bíblicos usando esses e outros mecanismos que facilitam o entendimento, tais como dicionários bíblicos, enciclopédias, bíblias com concordância, referências cruzadas e notas de rodapé, principalmente as versões antigas. As bíblicas atuais que o povão compra nas livrarias não servem para estudo bíblico; servem apenas para leitura devocional. Os líderes religiosos atuais não querem que os crentes descubram as verdades bíblicas através de um estudo sério, comparativo, consultando outras versões da Bíblia, e estudando muitos textos publicados na interenet por teólogos e apologistas independentes.

É estudando a Bíblia seriamente e sistematicamente, e lendo muita literatura cristã recomendada e não recomendada que a gente se liberta dos maus líderes religiosos e dos pastores mercenários. Enquanto o crente ficar só com aquela bibliazinha debaixo do braço e indo à igreja só para ouvir o sermão do pastor mercenário, ele nunca se libertará dos cães gulosos, dos mercadores da fé.

Mas deixa isso pra lá! Esta geração está perdida mesmo, nas mãos desses falsos líderes religiosos! Talvez a nova geração de jovens cristãos que agora procura se informar mais através da internet possa entender o que se passa no mundo religioso.

Dizem que os políticos do interior do Brasil, os coronéis do sertão, eram sempre eleitos pelo voto de cabresto. O povão era tratado como gado por esses políticos. Quanto mais analfabeto fosse o povo, melhor era para eles, de modo a se perpetuarem no poder. Eles enganavam as famílias oferecendo pequenas cestas de alimentos que não duravam uma semana; davam dentaduras e até alguns trocados para enganar o povo besta; abriam poços artesianos para doar água pro povo. Com isso eles faziam chantagem e diziam que se o povo não votasse neles, perderiam todas essas coisas, perderiam até a água de beber.

Agora o povo brasileiro do sertão está mais politizado, apesar de ter uma boa parcela que ainda usa o voto de cabresto, e vende seu voto por alguns trocados. Porém, quanto mais os jovens tiverem acesso a internet, serão mais bem politizados e mais bem informados. Se o povão (classe média e baixa) se informarem somente pelos canais de TV aberta, como Globo, Band, Record e SBT, estarão alienados da realidade política e econômica do nosso país. Pois tem dois ou três canais de TV aberta neste País que funcionam como uma máfia midiática, e manipulam as informações, e agem por interesses políticos e econômicos. Eles sempre colocam informações ruins na mente dos brasileiros, manipulam suas mentes através de novelas e programas de entretenimento; divulgam somente notícias ruins para jogar a população contra o governo. Com isso, a economia do nosso País é prejudicada, os pequenos acionistas saem perdendos seus pequenos investimentos por causa das frequentes quedas das bolsas de valores. E isso tudo ocorre por causa das informações tendenciosas divulgadas por certos veículos de comunicação de massa. Se esses veículos colocassem informações equilibradas, mostrando pontos positivos e negativos, mostrando o que está dando certo e o que está errado, aí sim, essa imprensa seria livre e imparcial. Todo jornalista diz ser ético e independente, mas não é isso que ocorre. Todos eles são puxa-sacos de seus patrões; o que os seus chefes mandam fazer, eles fazem, se não, serão demitidos. Se o dono do jornal é a favor do governo, se simpatiza com o governo, então todos os jornalistas daquele veículo de comunicação terão que andar na mesma linha, publicando mais coisas boas e falando sempre bem do governo. Se o patrão é de direita e não gosta do governo atual, então todos os jornalistas dessa empresa trabalhão unânimes, numa só linha de informações, publicando bastante coisas negativas, para tentar manipular a opinião pública, e forçá-los a fazer manifestações, pedindo o afastamento do governo.

Não precisava falar dessas coisas de política num assunto de natureza bíblica e religiosa, mas para compreendermos o processo de manipulação das mentes e das massas é necessário fazermos essas comparações. Não é somente no campo político que as pessoas são manipuladas. No campo religioso acontece algo parecido. Os religiosos não querem que os crentes fiéis estudem “particularmente” a Bíblia, pois, podem descobrir muitas verdades que eles não ensinam, ou que ensinam de forma tendenciosa, para torná-los escravos de seus interesses. Se descobrirem, por exemplo, que a Lei dos Dízimos não tem mais vigor na dispensação da graça, esses pastores mercenários vão desertar, vão abandonar o rebanho, pois perdendo essa boquinha, não poderão manter o seu padrão de vida social e econômico, e nunca irão enriquecer, porque o povo vai apenas ofertar aquelas moedinhas durante os cultos e não mais darão 10% dos seus ganhos para os cães gulosos. Cães gulosos quem diz é a Bíblia.

“E estes cães são gulosos, nunca se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, todos sem exceção” (Isaías 56:11).

“Todos, sem exeção”??? Talvez a minha Bíblia esteja mal traduzida. Só pode!
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Muitas pessoas vêm aqui no blog criticar os meus textos. Uns metidos a letrados dizem que os meus textos são toscos, com argumentos pífios, sem consistência para convencer os leitores. Em parte eu sei muito bem disso.

Só que eu trabalho com a verdade e em prol da verdade. Não produzo textos técnicos ou meramente retóricos.

Muita gente metida a letrada quer ver retórica nos meus textos para poder se convencer e dar crédito àquilo que escrevo.

Vão perder tempo vindo aqui pensando encontrar um texto retórico, com argumentos profundos e eloquentes.

Na verdade, os estudantes neófitos de teologia querem ver retórica nos meus textos e não conteúdo ou verdade.

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Já vi de tudo sobre apologia ou defesa dos textos históricos e doutrinas da Bíblia. Cada apologista puxa a brasa para a sua sardinha. A maioria deles não trabalha com a verdade, nem se preocupam em ser coerentes com a verdade. Para eles, o importante é a retórica; com ela você convence qualquer um, mesmo não sendo verdade o que você defende.

É assim que funciona a teologia protestante tradicional. É só retórica. Não há uma preocupação em comprovar cientificamente ou com elementos mais consistentes e honestos o objeto de estudo. “Deus é Deus, e pronto! Acabou-se! Cala-te! A doutrina da trindade é difícil de ser compreendida pela imaginação humana, mas ela existe, Deus é uno e triuno, e pronto! Acabou-se! Não há nada mais que questionar!” Essa é a teologia protestante, sem consistência, sem uma verdade coerente.

Já ajudei alguns estudantes de teologia a elaborar a monografia de conclusão do curso. Digitei, formatei e corrigi muitos erros ortográficos e erros de estruturação de frases. Como pessoas que mal sabem escrever e pouca coisa entendem sobre gramática da Língua Portuguesa pretendem se tornar teólogos? Só sendo teólogos de araque, mesmo! Mas eles garantem que o que importa é ter a unção do Espírito Santo. Se não tiver unção não adianta ser doutor nisso ou naquilo. É risível ver a alegação absurda que usam para se justificarem. E com isso produzem ensinamentos errôneos e fracos. E ainda há outro problema grave praticado pelos estudantes de teologia. Eles se apropriam ou roubam ideias ou textos de outros autores, e colocam como se fossem suas próprias ideias. Quase nada eles produzem de si mesmos. Quase tudo é copiado de outras fontes, de outros livros. E a própria regra de produção acadêmica e literária determina que sejam feitas as devidas “referências bibliográficas” no final das monografias, dos anti-projetos e dos livros publicados. Sendo assim, fica provado que eles apenas usaram ideias de outros autores, melhoraram um pouco o texto modificando as frases ou acrescentaram outras ideias paralelas.

A doutrina mais difícil de ser retratada e exposta como uma verdade inquestionável é a Doutrina de Deus, ou a doutrina que afirma que existe um Ser Todo-Poderoso que criou o Universo e tudo o que nele há. Essa aí esbarra em muitos pontos não claros e inconsistentes, mas os apologistas tradicionais pulam por cima disso, e chegam ao absurdo de dizer que não podemos compreender isso agora, porque somos humanos e limitados, mas quando estivermos na eternidade, iremos compreender todos os segredos de Deus. Argumentos fracos e apelativos. Como não conseguem convencer pela retórica, apelam para a pequenez de suas mentes fracas.

Comparo o estudo teológico tradicional como o estudo de contos de fada. O estudante estuda a Bíblia e lê muita literatura recomendada; estuda algumas matérias do curriculo tradicional; faz a defesa de sua monografia, e por fim, torna-se um teólogo. Depois, gradua-se em Bacharel em Teologia e torna-se um expert em Bíblia; e por fim, cursa o Doutorado em Teologia. Muitos tornam-se “Doutor em Divindade”. Mas é aquela coisa: doutor em divindade tipo daquelas divindades da mitologia grega, que para mim são contos fantasiosos, embora havendo uma verdade oculta por trás daqueles mitos.

Muitos tornam-se expert em “conto da Chapeuzinho Vermelho”; sabem tudo sobre a Chapeuzinho vermelho, o Lobo Mal e a vovozinha. Mas não se preocupam em diferenciar o que é verdade e fantasia. O importante é aprender de cor e salteado aquilo tudo, dizer que é formado nisso e naquilo, mas sem se preocupar se aquilo tudo é real ou fantasioso.

Faz alguns anos que li na internet a tese de doutorado de um adventista que se formou na Universidade do Vaticano. A sua tese era sobre a validade da guarda do Sábado. Ele defendeu a sua tese retoricamente, com argumentos bem consistentes baseados na Bíblia. Todos elogiaram sua tese, inclusive o Papa. Mas ficou apenas nisso, apenas no elogio. Agora, o convencimento de que aquilo tudo que o adventista escreveu é uma verdade inquestionável, não passou pela cabeça do Papa e nem dos seus cardeais.

Há também um pastor e teólogo evangélico que elaborou uma tese sobre a não validade da prática dos dízimos na dispenasação da graça e, inclusive, publicou esse estudo na internet. Ele se utilizou de argumentos retóricos, baseados na Bíblia. Esquematizou tudo, ficou tudo perfeito. Muitos o elogiaram, e disseram que ele foi muito corajoso em fazer esse estudo e contradizer a opinião da maioria, que foi doutrinada com ensinamentos errôneos e tendenciosos. Outros o atacaram ferozmente, dizendo que o pastor é um herege, e que fica deturpando a Palavra de Deus. Eu, particulamente, achei muito consistente, corrreto e contudente o seu estudo sobre a não validade da prática dos dízimos em nossos dias.

Na verdade, o estudo teológico dos teólogos das seitas só tem valor para os próprios adéptos de lá. Estudantes de outras seitas podem discordar, porque talvez sigam outra corrente teológica. Cada seita tende para certa corrente teológica, quais sejam: arminiana, calvinista, agostiniana, adventista, wesleyana, metodista, unicista, russelita, smithiana, etc. Embora teólogos da seita dos unicistas, doutores em Divindade, tenham publicado estudos sobre a Unicidade de Deus, e declarado herética a doutrina da trindade, mesmo assim, os teólogos de outras seitas, de corrente teológica diferente, não aceitam, discordam e não aprovam tais estudos. Então, é assim que funciona os estudos teológicos. Cada um puxa a brasa para sua sardinha. E só dão créditos os próprios adéptos daquela seita.

O que me deixa incomodado é o fato de todos eles não darem margem para as dúvidas ou questionamentos. Eles se julgam inspirados pelo Espírito Santo quando escrevem e defendem suas doutrinas. São presunçosos e arrogantes.

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Os religiosos me enganaram muito bem com essa história mal contada de Lázaro, Marta e Maria. Talvez porque eles também foram enganados, pois, vem trazendo em suas literaturas da EBD os mesmos blá-blá-blás de sempre. Vou tirar a limpo essa história, embora confessando que não poderei ir muito a fundo, pois não disponho de bastante material de pesquisa.

Os téologos “filhinhos de papai”, que dispõe de tempo livre e de uma biblioteca com vasto material de pesquisa, podem pegar as minhas ideias aqui expostas e elaborar um estudo bem detalhado com melhores informações históricas e mais consistentes com a realidade.

Farei um estudo comparativo das narrativas de três evangelhos sobre a história de Lázaro, Marta e Maria. As minhas fontes de pesquisas serão a própria Bíblia, dicionários bíblicos, algumas enciclopédias tradicionais, enciclopédias da internet e textos pertinentes publicados na internet, em que os autores informam as fontes de suas pesquisas.

Vou começar citando os textos de três evangelhos que retratam os eventos da famosa família de Betânia.

“Estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher que trazia um vaso de alabastro cheio de bálsamo precioso, e lho derramou sobre a cabeça, estando ele reclinado à mesa. Quando os discípulos viram isso, indignaram-se, e disseram: Para que este desperdício? Pois este bálsamo podia ser vendido por muito dinheiro, que se daria aos pobres. Jesus, porém, percebendo isso, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? pois praticou uma boa ação para comigo. Porquanto os pobres sempre os tendes convosco; a mim, porém, nem sempre me tendes. Ora, derramando ela este bálsamo sobre o meu corpo, fê-lo a fim de preparar-me para a minha sepultura. Em verdade vos digo que onde quer que for pregado em todo o mundo este evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua” (Mateus 26:6-13).

“Estando ele em Betânia, reclinado à mesa em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro cheio de bálsamo de nardo puro, de grande preço; e, quebrando o vaso, derramou-lhe sobre a cabeça o bálsamo. Mas alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício do bálsamo? Pois podia ser vendido por mais de trezentos denários que se dariam aos pobres. E bramavam contra ela. Jesus, porém, disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela praticou uma boa ação para comigo. Porquanto os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; a mim, porém, nem sempre me tendes. ela fez o que pode; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. Em verdade vos digo que, em todo o mundo, onde quer que for pregado o evangelho, também o que ela fez será contado para memória sua” (Marcos 14:3-9).

“Veio, pois, Jesus seis dias antes da páscoa, a Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Deram-lhe ali uma ceia; Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus, e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava. Respondeu, pois Jesus: Deixa-a; para o dia da minha preparação para a sepultura o guardou; porque os pobres sempre os tendes convosco; mas a mim nem sempre me tendes” (João 12:1-8).

1) QUEM ERA LÁZARO DE BETÂNIA? QUAL O VERDADEIRO NOME DE LÁZARO?

Primeiramente devemos entender que os quatro evangelhos contém erros por causa de conclusões precipitadas dos seus narradores ou tradutores. Principalmente no Evangelho de Marcos, o narrador, depois que termina de citar um evento, faz conclusões próprias, muitas vezes equivocadas. Não vou me deter aqui explicando essas coisas. Um bom crítico literário pode observar essas coisas que falo se ele ler com cuidado, comparando as narrativas dos quatro evangelhos. Os estudiosos dizem que o Evangelho de João foi escrito pelo próprio punho de João, discípulo de Cristo. Porém, observa-se pelas conclusões que o narrador do Evangelho de João não se parece com o próprio João. Pois, se fosse o próprio João o narrador, ele teria sido mais preciso nas declarações e conclusões que faz, pois havia sido testemunha ocular dos acontecimentos, pois andava sempre ao lado de Jesus e presenciava os fatos de perto. Quanto ao estilo narraitvo dos evangelhos de Marcos e Lucas podermos entender perfeitamente o motivo de algumas falhas, pois eles não foram discípulos de Jesus e nem testemunhas oculares dos fatos.

Uma prova de que o narrador do Evangelho de João não é o próprio João está no cap. 11:2, onde se faz referência a um acontecimento que só será narrado mais na frente, no capítulo 12. João, como discípulo de Jesus e testemunha ocular não poderia narrar os fatos dessa forma. E nem teria esquecido de registrar as parábolas de Jesus. Se foi escrito pelo próprio punho de João, então fica evidente que o Evangelho que leva o seu nome foi alterado e acrescentado muitas opiniões próprias dos copistas e tradutores.

“E Maria, cujo irmão Lázaro se achava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo, e lhe enxugou os pés com os seus cabelos [cap.12]” (João 11:2).

Pelas três referências, citadas acima, dos evangelhos, podemos concluir com toda certeza que Lázaro era o mesmo Simão, o leproso. Alguns críticos afirmam que esse Simão se trata de um outro parente da família de Lázaro. Eles forçam assim a interpretação para poder justificar a inerrância das Escrituras Sagradas. Quem só aprendeu sobre a história de Lázaro, Mara e Maria lendo o Evangelho de João não é bom estudante da Bíblia. É fraco e pode faltar com a verdade.

Repare que os três fatos extraídos dos três evangelhos são iguais. Não há dúvidas de que se trata do mesmo fato ocorrido. Pela cronologia, observamos que o fato ocorre já nos últimos eventos da história de Jesus, um pouco antes da sua entrada triunfal em Jerusalém.

Pela narrativa de Mateus e de Marcos podermos entender melhor os fatos narrados nos capítulos 11 e 12 de João.

Mais na frente concluo afirmando quem era realmente esse Lázaro de Betânia.

Betânia, segundo o Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia:

Gr. Bethania, do heb. Bêth-‘ani, “casa dos pobres”.

Uma aldeia na vertente oriental do Monte das Oliveiras, cerca de 2,5 km a este de Jerusalém, na estrada que liga Jerusalém a Jericó. Era em Betânia que se situava a casa de Lázaro, Marta e Maria, que Jesus visitou em várias ocasiões (Mt 21:17; Mc 11:1, 11, 12; Lc 10:38; Jo 11:1); era também onde vivia Simão, o leproso, onde Maria ungiu Jesus (Mt 26:6-13; Mc 14:3). A ascensão teve lugar não muito longe desta aldeia (Lc 24:50, 51). O local chama-se actualmente el-‘Azarîyeh, em homenagem a Lázaro, cujo túmulo aí se encontra. Em Ne 11:32 aparece como Anania.

2) QUEM ERA MARIA? QUAL A SUA PROFISSÃO?

Na minha igreja quando algum irmão, pastor ou pregador lia a história de Lázaro, Marta e Maria era sempre pelo Evangelho de João ou de Lucas. Vejamos um episódio acontecido na casa de Marta e Maria, que é muito lido nas igrejas:

“Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada” (Lucas 10:38-42).

Repare que a última frase do texto é conclusão pessoal do narrador. Não é frase atribuída a Jesus. Jesus concluiu dizendo que “entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só”. A frase seguinte é do narrador. E esse tipo de conclusão tem sido precipitada em muitos casos nos evangelhos.

Maria passava muito tempo conversando com Jesus porque era solteira, descompromissada. Mas era uma tremenda prostituta. Ela não estava afim de ouvir os ensinamentos de Jesus. Ela conversava muito com Jesus porque Ele era o único que lhe dava valor e atenção. Pois naquela época as prostitutas eram desprezadas e não tinham valor na sociedade.

Sei que ninguém até agora se convenceu dessas atrocidades que falei sobre Maria. Coitadinha da Maria, pois fico falando dizendo que ela era uma prostituta!

Porém, deixei a bala de prata para usar no momento exato: agora. Irei citar o texto do Evangelho de Lucas e comparar com os demais que já citei.

A MULHER PECADORA

“Um dos fariseus convidou-o para comer com ele; e entrando em casa do fariseu, reclinou-se à mesa. E eis que uma mulher pecadora que havia na cidade, quando soube que ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com bálsamo; e estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés e ungia-os com o bálsamo. Mas, ao ver isso, o fariseu que o convidara falava consigo, dizendo: Se este homem fosse profeta, saberia quem e de que qualidade é essa mulher que o toca, pois é uma pecadora. E respondendo Jesus, disse-lhe: Simão, tenho uma coisa a dizer-te. Respondeu ele: Dize-a, Mestre. Certo credor tinha dois devedores; um lhe devia quinhentos denários, e outro cinqüenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles, pois, o amará mais? Respondeu Simão: Suponho que é aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe Jesus: Julgaste bem. E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta com suas lágrimas os regou e com seus cabelos os enxugou. Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não tem cessado de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo; mas esta com bálsamo ungiu-me os pés. Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama. E disse a ela: Perdoados são os teus pecados. Mas os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados? Jesus, porém, disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lucas 7:36-50).

Os teólogos e tradutores da Bíblia não colocaram referências cruzadas neste texto de Lucas – que fala sobre a mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus – com o caso de Maria, irmã de Marta e Lázaro – que também usou um vaso de alabastro com bálsamo ou nardo puro e também ungiu os pés de Jesus -, fato narrado em Mateus, Marcos e João. Esse caso da mulher pecadora, que ungiu os pés de Jesus, é único, citado apenas no Evangelho de Lucas, mas tem tudo a ver com o caso de Maria, irmã da Lázaro. Eles não colocaram referências cruzadas, porque acham que essa mulher pecadora narrada em Lucas 7 não tem nada a ver com Maria, irmã de Marta, que também ungiu Jesus com bálsamo ou nardo puro.

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É impressionante o tanto de textos publicados na internet sobre a mulher pecadora, de Lucas 7. Digite “mulher pecadora” no Google e veja o tanto de textos a respeito desse assunto.

Um dos comentaristas alega que o texto não diz que a tal pecadora era uma “prostituta”. E que o termo “pecadora” foi usado de forma genérica pelo narrador. Porém, que outro delito uma mulher poderia praticar em Israel, de forma a ser tachada de “mulher pecadora” a não ser o pecado da prostituição ou do adultério?

Tem uma blogueira que chegou perto de descobrir a verdade sobre Maria, irmã de Lázaro, de Betânia. Mas ela desistiu de ir mais a fundo. Veja:

http://www.atendanarocha.com/2012/10/a-pecadora-que-ungiu-os-pes-de-jesus_16.html

Veja outro blogueiro que chega ir mais a fundo nos questionamentos, porém, não tem um ponto de vista parecido ao exposto aqui por mim:

http://www.abiblia.org/ver.php?id=616&id_autor=2&id_utente=&caso=perguntas#.VOgpU1t8PIU

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Mas irei agora explicar por que a mulher pecadora é a mesma Maria, irmã de Marta e Lázaro.

Essa mulher pecadora, citada em Lucas 7, também não tem nada a ver com a outra Maria, a Madalena, que muitos estudiosos dizem ter sido uma ex-prostituta convertida que servia Jesus e seus discípulos com seus bens, pois era muito rica.

Temos três pistas que provam que essa mulher pecadora de Lucas 7 era a mesma Maria, irmã de Lázaro. Primeiro: o fato do nome SIMÃO aparecer na narrativa de Lucas e também na narrativa de João. Existem várias pessoas de nome “Simão” nos evangelhos. Mas seria muita coincidência haver dois “Simãos” em cujas casas Jesus costumava frequentar e duas mulheres diferentes se achegar e lhe ungir os pés com mesmo tipo de óleo precioso. Segundo: a mulher ter usado o mesmo método de unção e os mesmo tipo de unguento ou bálsamo. Terceiro: o fato da mulher pecadora ter UNGIDO OS PÉS de Jesus – e não a cabeça -, e enxugado com seus cabelos; e Maria, irmã de Lázaro, ter feito o mesmo procedimento, UNGINDO OS PÉS de Jesus e os tendo enxugado com seus cabelos.

Repare que Mateus e Marcos afirmam que a mulher derramou o vaso de perfume sobre a cabeça de Jesus; enquanto que Lucas e João atestam que o vaso de alabastro foi derramado sobre seus pés. No entanto, a certeza que temos é que a mulher pecadora e a Maria, irmã de Lázaro, utilizaram o mesmo material, e a mesma maneira de ungir Jesus, ficando claro que se trata da mesma pessoa.

Seriam incompletos os fatos sobre a história de Jesus narrados no Evangelho de Lucas se nada se falasse a respeito da família de Lázaro de Betânia, tendo em vista que esse é o Evangelho mais completo e fruto de muita investigação, como o próprio autor declara na introdução. Como poderia faltar os fatos acontecidos em Betânia? Pois, aparentemente, o que se tem registrado em Lucas sobre a família de Lázaro em Betânia é a apenas o que está em Lucas 10:38-42.

O narrador, em Lucas 10, não especifica o local ou qual a cidade que Jesus estava quando entrou como convidado na casa do fariseu. Porém, creio que esse fato aconteceu em Betânia. É mais um fato ocorrido em Betânia narrado em Lucas.

Acredito que este fariseu de Lucas 10:38 é o mesmo Simão, o leproso, ou seja, o mesmo Lázaro. Pela narrativa de João podemos verificar que Lázaro era uma pessoa muita importante e querida na cidade de Betânia. E esse fariseu de Lucas 10:38 era uma pessoa muito importante na sociedade da época, pois convidou Jesus para jantar em sua casa. Os judeus denunciaram Jesus aos fariseus informando o que Ele tinha feito a Lázaro. E até os principais sacerdotes queriam a morte de Lázaro.

“Mas os principais sacerdotes deliberaram matar também a Lázaro; porque muitos, por causa dele, deixavam os judeus e criam em Jesus” (João 12:10-11).

Como este foi o primeiro encontro de Jesus na casa do fariseu – que na verdade era Simão, o leproso, ou Lázaro -, também foi o primeiro encontro de Maria, a pecadora, com Jesus. O narrador de Lucas parece não ter muita informação sobre os encontros de Jesus na casa de Lázaro em Betânia. Por isso, a narrativa de Lucas 7 parece não ter nenhum paralelo com a história de Lázaro de Betânia narradas em Mateus, Marcos e João.

A pecadora entrou na casa do fariseu para ungir os pés de Jesus porque era sua parenta. Logo, era sua própria irmã, uma prostituta. Ele cochichou aos ouvidos dos que estavam ao seu lado dizendo: “Se este homem (Jesus) fosse profeta, saberia quem e de que qualidade é essa mulher que o toca, pois é uma pecadora”. O fariseu a conhecia muito bem, pois era sua parenta. Perceba que, no final das contas, Jesus perdoa a pecadora e diz: “A tua fé te salvou; vai-te em paz”. Talvez o narrador tenha esquecido de escrever a frase completa que Jesus costumava dizer nesses casos: “Vai-te em paz e não peques mais”.

Só que Maria, a pecadora, voltou a pecar e viver na prostituição. E de acordo com a narrativa de João 12, esse foi o motivo de ela ter derramado novamente um vaso de alabastro com nardo puro nos pés de Jesus e os enxugado com seus cabelos, como havia feito na primeira vez. Ela fez isso suplicando novamente o perdão de Jesus, pois seus pecados eram muitos.

Quanto ao relato de João 11:2 que fala sobre o ato de Maria ungir o Senhor com bálsamo, se o narrador não estava se referindo ao fato que seria narrado mais na frente, no capítulo 12, então, ele estava se referindo a um fato acontecido antes do capítulo 11, que no caso seria o ato da mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus na casa de um fariseu (Lucas 7).

“E Maria, cujo irmão Lázaro se achava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo, e lhe enxugou os pés com os seus cabelos” (João 11:2).

Foi a partir desse encontro na casa do fariseu que Jesus conheceu Maria, a pecadora, e ficou amigo de Lázaro e de Marta. Toda vez que Jesus os visitava em Betânia, Maria, a pecadora, era uma das primeiras a se achegar a Ele para conversar.

Em Lucas 10:38-42 Marta fica incomodada com Maria, pois a mesma só queria saber de conversar com Jesus e não queria lhe ajudar com os afazeres na cozinha e preparar a ceia para o ilustre visitante.

Mas, por que Maria conversava tanto com Jesus? Na verdade, Maria conversava com Jesus não porque quisesse aprender seus ensinamentos, mas porque Jesus era a única pessoa que lhe dava atenção naquela sociedade. As prostitutas não mereciam respeito e nem atenção na época de Jesus e eram rejeitadas pela sociedade. Jesus foi a única pessoa com quem Maria pode conversar, desabafar e pedir conselhos.

3) LÁZARO DE BETÂNIA “MORREU” ACOMETIDO DE LEPRA

Uma pergunta que muitos teólogos não conseguem responder é: qual foi a causa da morte de Lázaro?

Jesus frequentava a casa de um tal Simão, o leproso, em Betânia, segundo diz Mateus 26 e Marcos 14. E pelo que já foi exposto, acima, esse Simão era o mesmo Lázaro. E de acordo com a narrativa da mulher pecadora, de Lucas 7, o fariseu era esse mesmo Simão, o leproso, com o qual Jesus havia se encontrado pela primeira vez. Jesus se tornou amigo de Simão, o fariseu leproso, de Betânia. E se simpatizou por toda sua família.

Mas, aí surge uma pergunta crucial: Se Mateus e Marcos dizem que esse tal Simão era um LEPROSO, e o próprio evangelista João também o cita no capítulo 12, por que Jesus passou esse tempo todo frequentando sua casa e não o curou da lepra? Se Jesus o tivesse curado da lepra, os evangelistas se referiam a ele como Simão, o ex-leproso, o qual Jesus havia curado. Mas isso não ocorre. Como Jesus frequenta a casa de um leproso e não o cura da lepra?

A LEI DE CONVIVÊNCIA DOS LEPROSOS

Segundo a Lei de Moisés, um leproso não poderia conviver com outras pessoas saudáveis de sua família. Ele teria que ficar isolado ou junto de outros leprosos, em vilas de leprosos. Os leprosos tinham que permanecer fora do arraial do povo.

Veja algumas passagens bíblicas:

“As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos serão desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo! Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial” (Levítico 13:45-46).

“Ordena aos filhos de Israel que lancem para fora do arraial todo leproso, todo o que padece fluxo e todo imundo por ter tocado em algum morto; tanto homem como mulher os lançareis; para fora do arraial os lançareis, para que não contaminem o arraial, no meio do qual eu habito” (Números 5:2-3).

“Assim, ficou leproso o rei Uzias até ao dia da sua morte; e morou, por ser leproso, numa casa separada, porque foi excluído da Casa do Senhor; e Jotão, seu filho, tinha a seu cargo a casa do rei, julgando o povo da terra” (II Crônicas 26:21.

Veja agora o que diz o conciso dicionário bíblico que tem na minha Bíblia de estudo:

“LEPRA. A palavra no hebraico golpe, moléstia considerada castigo mais penoso infligido pela mão de Deus. Em Levítico (caps.13, 14; cf. Núm. 12:10-15), se encontra sua descrição e também as leis relacionadas com a lepra. As úlceras do Egito (Deut. 28:27,35) eram possivelmente a elefantíase, que, segundo opinião geral, foi a moléstia que acometeu Jó, bastante diferente da lepra. Os leprosos eram forçados a morar fora do arraial (Núm. 5:1-4; 12:10-15), e quando vissem os transeuntes, clamassem: imundo, imundo!”.

Outra fonte diz o seguinte:

” A lepra (em hebraico: tzaraat ou çãra‘ath) era uma palavra usada para várias doenças de pele. Em outros casos, a mesma palavra falava de manchas em roupas ou paredes, que nós poderíamos chamar hoje de fungo ou mofo, em suma, algo que era cerimonialmente impuro. De acordo com a Lei, uma pessoa leprosa era considerada imunda: “Disse o Senhor a Moisés e a Arão: O homem que tiver na sua pele inchação (inchaço), ou pústula (erupção), ou mancha lustrosa (mancha brilhante), e isto nela se tornar como praga de lepra, será levado a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, sacerdotes. O sacerdote lhe examinará a praga na pele; se o pêlo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais funda do que a pele da sua carne, é praga de lepra; o sacerdote o examinará e o declarará imundo” (Lv 13: 1-3). (…) Quando um leproso era ‘purificado’ e assim pronunciado pelo sacerdote, é provável que a condição era auto-limitante, não verdadeiramente lepra (hanseníse). Sendo considerados puros (Lv 14: 1-32), o homem ou a mulher voltavam ao sacerdote e eram aspergidos sete vezes com sangue de uma ave limpa molhado num ramo de hissopo ou pau de cedro. Outra ave era solta em campo aberto”.

Pelo que foi citado, acima, como poderia habitar junto de seus familiares um tal Simão, leproso? É de se estranhar esse fato, não achas?

Portanto, chego à seguinte conclusão. Esse Simão, o leproso, era o mesmo fariseu em cuja casa Jesus entrou como convidado para um banquete. E também era o mesmo Lázaro, irmão de Marta e Maria, pessoa muita conhecida e importante na cidade de Betânia. Mas, por que não o expulsaram do meio da comunidade? Talvez por ele ser muito rico e tendo muita influência, por ser um fariseu, tenha subornado os sacerdotes para que não o excluissem da cidade.

O SIGNIFICADO DO NOME “LÁZARO”

Quase todos os dicionários e enciclopédias afirmam que Lázaro foi um personagem bíblico, irmão de Marta e Maria, de Betânia; ou, que também foi o nome de um mendigo, citado por Jesus em Lucas 16. Quanto ao significado do nome, costuma-se dizer que é uma transliteração do nome hebraico Eleazar para o aramaico ou grego. Nos primeiros dicionários, o significado do nome era posto em dúvida. Porém, nos dicionários mais modernos os autores nem fizeram caso de saber se era verdade a afirmação de que o nome Lázaro é o mesmo Eleazar.

Veja o que se diz na Wikipédia:

Lázaro de Betânia é um personagem bíblico descrito no Evangelho segundo João como um amigo que Jesus teria ressuscitado, irmão de Marta e de Maria. Seu nome provavelmente do grego corresponde ao hebraico Eleazar (אלעזר), e significa literalmente “Deus ajudou”.

Outra fonte diz o seguinte:

A partir do grego Eleázaros, é o mesmo que Eleazar, nome originado no hebraico Elazar, através da união dos elementos El que significa “Deus, Senhor” e ézer, que quer dizer “socorro” e significa “Deus socorreu, Deus ajudou”.

O MENDIGO LÁZARO DE LUCAS 16

Por que alguns estudiosos associam somente o nome “Lázaro” da parábola do Rico e Lázaro, citada por Jesus, a “leproso” ou acometido de chagas, e o nome “Lázaro”, irmão de Marta e Maria, não associam a leproso?

Pesquisando em dicionários ou enciclopédias, sempre os estudiosos associam o nome “Lázaro” a leproso.

Por que somente o Lázaro, o mendigo de Lucas 16, seria leproso, e o Lázaro de Betânia não?

Na verdade, tudo isso são afirmações forçadas e duvidosas. Pois um quanto o outro nome tem o mesmo significado.

“Ora, havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e todos os dias se regalava esplendidamente. Ao seu portão fora deitado um mendigo, chamado Lázaro, todo coberto de úlceras; o qual desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as úlceras” (Lucas 16:19-21).

Sabemos que em Israel os leprosos eram proibidos de ficar na cidade no meio das pessoas sãs. Porém, de acordo com a narrativa, o mendigo Lázaro foi deixado por alguém no portão da casa do tal homem rico.

Sabemos também que Jesus sempre empregou personagens fictícios nas narrações de suas parábolas. Alguns estudiosos alegam que o mendigo Lázaro, da Parábola do Rico e Lázaro, e o Pai Abraão, são os únicos casos de personagens reais que Jesus utilizou em uma parábola. Porém, discordo de que o nome Lázaro seja um nome próprio comum, utilizado em Israel.

Podemos concluir também que a parábola do Rico e Lázaro seja uma história fictícia pelo fato de ser impossível um mendigo doente, cheio de chagas, frequentar a casa de um homem rico e estar em volta de sua mesa de banquete juntando pedaços de comida.

Mas, se alguém ainda tem dúvidas, talvez analisando a imagem, abaixo, possa concluir se era possível ou não um mendigo doente ou leproso ficar no portão da casa de um rico.

Lázaro o leproso

***

O NOME “LÁZARO” ERA UM TERMO PEJORATIVO USADO PARA SE REFERIR AOS LEPROSOS

Alguns estudiosos alegam que a Parábola do Rico e Lázaro, de Lucas 16, não é uma parábola, mas a narração de um fato verídico, pois emprega nomes de personagens reais. Porém, alguns alegam que não há nenhuma regra que obrigue que uma parábola não tenha nomes próprios. E mesmo, a narrativa de o Rico e Lázaro está posta em meio a outras parábolas. Logo, conclui-se que este fato narrado por Jesus é mais uma de suas parábolas.

Como já explicado, acima, Simão, o leproso era o mesmo Lázaro de Betânia. O nome verdadeiro de Lázaro era Simão. “Lázaro” era um termo pejorativo, em aramaico, que os judeus empregavam para se referir aos leprosos.

No tempo de Jesus, a língua que os judeus falavam era o aramaico siríaco, e não o grego. Portanto, o evangelista João empregou o nome “Lázaro” do aramaico e não do grego.

Sendo assim, nos evangelhos de Mateus e Marcos, a expressão “Simão, o leproso” quer dizer “Simão, o lázaro”.

APENAS OS CRISTÃOS DÃO O NOME DE LÁZARO AOS SEUS FILHOS

Os cristãos não deviam colocar o nome de “Lázaro” em seus filhos, pois significa “leproso”. Apenas os cristãos usam inadivertidamente esse nome para “abençoar” seus filhos.

“Lázaro” é um termo pejorativo, que os judeus usavam para se referir aos leprosos; assim como “cães” era um termo pejorativo que eles usavam para se referir aos cananeus ou gentios; e “porcos” para se referir aos samaritanos.

Não existe prova suficiente em nenhum dicionário ou enciclopédia que ateste que o nome “Lázaro” seja Eleazar, uma forma transliterada ou adptada do termo hebraico para o grego ou aramaico.

“Não deis aos cães [cananeus] o que é santo, nem lanceis aos porcos [samaritanos] as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6).

“E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada. Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me. Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos [cães]. Ao que ela disse: Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos” (Mateus 15:22-27).

Na citação, acima, Jesus emprega o termo pejorativo “cães” ou “cachorrinhos” para se referir aos cananeus. Por esse episódio vemos que até mesmo Jesus fez acepção de pessoas, ignorando o pedido da mulher cananéia, e ainda a tratou como cachorrinha. Porém, por causa da resposta sábia dessa mulher ele teve que socorrê-la.

“Disse-lhe então a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (Porque os judeus não se comunicavam com os samaritanos)” (João 4:9).

Os judeus tinham raiva dos samaritanos desde o tempo em que Israel foi dividido em dois reinos: do Sul e do Norte. Eles alegavam que os samaritanos eram profanos por não adorar o Senhor no Templo em Jerusalém, e adoravam no Monte Gerizim (corrigido aqui), em Samaria. Por isso, eles eram tratados como porcos imundos e profanos.

***

A palavra LÁZARO tem mais a ver com ASILADO, aquele que fica recluso em local separado por ter algum problema de saúde.

***

4) A MORTE DE LÁZARO E SUA APARENTE RESSURREIÇÃO

Se realmente Lázaro ressuscitou de entre os mortos, e depois voltou a morrer de novo, como conciliar o que diz a Bíblia em Hebreus 9:27-28? Se Jesus ressuscitou mesmo Lázaro, então ele não mais poderia morrer, porque aos homens é ordenado morrer uma só vez. E agora, José! Como explicar isso?!

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”.

Lázaro, de nome Simão, o leproso, “morreu” porque estava doente em estado terminal devido a lepra.

Jesus mesmo declarou que Lázaro não estava morto quando anunciaram a ele sua morte.

Na verdade, os familiares de Lázaro o colocaram em estado terminal no jazigo para ali morrer; ele foi colocado “enfaixado” no jazigo porque esse era um procedimento que se utilizava para que uma pessoa sã não tocasse nas chagas do leproso. Não era costume, em Israel, enfaixar um morto qualquer para ser enterrado. Mas na frente transcreverei um texto que mostra quais os procedimentos tomados pelos judeus no preparo de um funeral e como era preparado para o enterro o corpo de um defunto.

Sabemos que somente os egípcios tinham o costume de “enfaixar” os mortos para o processo de mumificação. Em Israel esse procedimento não se fazia com os mortos.

Observe as imagens, abaixo, e veja como os estudiosos, sem ter noção das coisas, imaginam que o corpo de Lázaro foi preparado para o enterro assim como os egípicios preparavam seus mortos para mumificação.

Lázaro Ressucitado 1 Lázaro Ressucitado 2 Lázaro Ressucitado 3 Lázaro Ressucitado 4 Lázaro Ressucitado 5

Lázaro poderia não estar morto quando Jesus supostamente o ressuscitou, dizendo: Lázaro, vem para fora!

Marta disse que Lázaro estava no jazigo há quatro dias e já cheirava mal. Porém, se ele estava coberto de chagas da lepra, era lógico que poderia estar cheirando mal, exalando mal cheiro.

“Ora, estava enfermo um homem chamado Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. E Maria, cujo irmão Lázaro se achava enfermo, era a mesma que ungiu o Senhor com bálsamo, e lhe enxugou os pés com os seus cabelos. Mandaram, pois, as irmãs dizer a Jesus: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. (…)  E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, ficará bom. Mas Jesus falara da sua morte; eles, porém, entenderam que falava do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu; e, por vossa causa, folgo de que eu lá não estivesse, para que creiais; mas vamos ter com ele” (João 11:1-4; 11-15).

Se Jesus disse que aquela enfermidade não era para morte, significa que Lázaro não iria morrer.

Mas, por que o narrador tem dificuldade para relatar o fato? Se fosse o próprio João o narrador do Evangelho, então ele não teria dificuldade em relatar os fatos, pois havia presenciado tudo.

A frase “Lázaro morreu” parece ser uma declaração forçada do narrador para encerrar definitivamente a questão de que Lázaro havia morrido.

Na minha opinião, há duas hipóteses para explicar esse caso da morte e ressurreição de Lázaro.

PRIMEIRA: Essa primeira hipótese seria tipo uma conspiração. Jesus teria combinado com Lázaro para que se fingisse de morto, para poder realizar um “milagre da ressurreição” à vista de todos, afim de impressionar os moradores de Betânia. Por isso, fez pouco caso quando o avisaram da suposta morte de Lázaro e ainda se demorou quatro dias até ir a Betânia. Como ele sabia que Lázaro não tinha morrido de verdade, disse que Lázaro apenas dormia.

SEGUNDA: Mesmo Lázaro sendo leproso, Jesus não o curou imediatamente, mas esperou a sua doença piorar, pois tinha plano de realizar um poderoso e grande milagre na cidade de Betânia. Jesus, após ser avisado da morte de Lázaro, se demorou mais quatro dias até ir ter com ele. Lázaro teria sido colocado em estado terminal no jazigo, todo enfaixado por causa das chagas da lepra. Jesus ordenou que tirassem a pedra que fechava a porta do jazigo e disse: Lázaro, vem para fora! Lázaro podia não estar morto de verdade.

Devido esse episódio da ressurreição de Lázaro ter relatos estranhos, leva muitos a duvidar de que realmente ele tenha morrido.

Sabemos também, pela Torá, que havia possibilidade de um acometido de lepra ser curado. Porém, havia vários tipos de chagas e doenças de pele, e todas eram denominadas genericamente de “lepra”. E a verdadeira lepra era difícil de ser curada.

Acredito que houve um milagre da cura da doença de Lázaro, realizado por Jesus em Betânia. Porém, quanto à sua ressurreição, há fortes indícios de que ele não havia morrido de verdade, mas apenas dormia. Jesus mesmo disse que sua doença não era para morte.

***

Sei que na Bíblia há outros relatos de ressurreição de mortos.

No Antigo Testamento há relato da ressurreição do filho de uma viúva (I Reis 17:17-24), da mulher sunamita (II Reis 4:32-37 e do homem que foi encostado nos ossos de Eliseu (II Reis 13:20-21).

Mas, é possível que tais mortes não havia acontecido de verdade. Tais pessoas podiam estar apenas desmaiadas.

Além da suposta ressurreição de Lázaro, Jesus ainda teria ressuscitado mais duas pessoas: o filho duma viúva (Lucas 7:11-15 e a filha de Jairo (Lucas 8:41-42; 49-55). Podemos concluir que tais pessoas tivessem apenas desmaiadas.

Há relato também de que muitos santos que haviam morrido ressuscitaram depois da morte de Jesus (Mateus 27:52).

Em Atos dos Apóstolos há dois relatos de ressurreição de mortos: Tabita (Atos 9:36-43 e Êutico (Atos 20:9-10). Também podemos deduzir que nestes casos essas pessoas pudessem estar apenas desmaiadas.

Quanto ao relato dos santos que foram ressuscitados por ocasião da morte de Jesus, creio que esse foi um grupo especial de mortos que ressuscitaram, chamados de “primícias dos que dormem”. E eles não poderiam mais morrer.

Se uma pessoa que “morreu realmente” pode ressuscitar, então isso contraria o que está escrito no Novo Testamento. Se uma pessoa que morreu pode ressuscitar e morrer de novo, então ela, por sucessivos milagres, pode ressuscitar e morrer quantas vezes quiser. E isso contraria o ensino que diz que ao homem é ordenado morrer uma só vez.

E o próprio apóstolo Paulo também falou que Cristo morreu uma só vez e ressuscitou e já não pode mais morrer.

“Sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele” (Romanos 6:9).

“Eu sou Jesus, o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apoc. 1:18).

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hebreus 9:27-28).

Não sei se fui claro. Porém, pelo ensino das escrituras, só existem três momentos oficiais de ressurreição: o primeiro foi Cristo, depois, as primícias dos que dormem, e por último, os demais mortos no dia do Senhor.

“Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (I Cor. 15:23).

Você pode notar que na Bíblia, versão revista e corrigida de Almeida, não há uma vírgula entre as palavras “Cristo” e “as primícias”. Mas é óbvio que deve existir ali uma vírgula.

Corrigindo:

“Cada um, porém, na sua ordem: Cristo, as primícias, e depois os que são de Cristo, na sua vinda”.

A palavra “primícias” está no plural, se referindo a um grupo de santos que já foram ressuscitados.

Em todos esses casos de ressurreição na Bíblia não houve uma ressurreição de verdade. Se analisarmos todos os casos, exceto o de Lázaro, veremos que as pessoas que supostamente haviam morrido não passavam de 24 horas do ocorrido, seus corpos ainda estavam intactos. Elas podiam estar simplesmente desmaiadas.

Uma ressurreição de verdade ocorrerá quando um cadáver que estiver há vários dias só pele e ossos voltar a viver. Não há nenhum registro na Bíblia e nem na história da humanidade de uma ressurreição em que o corpo já estivesse em decomposição ou enterrado, exceto o de Lázaro de Betânia. Mas no caso de Lázaro há muitas dúvidas de que ele estivesse realmente morto, pois o próprio Jesus disse que aquela enfermidade não era para a morte, e que seu amigo apenas dormia. Só essas duas declarações já nos garante que Lázaro não havia morrido. Agora, não sei qual o motivo real de Jesus ter feito toda aquela encenação para suspostamente ressuscitar Lázaro. Os estudiosos garantem que a ressuscitação de Lázaro foi o MAIOR milagre de Jesus. Mas eles questionam: “por que sendo o maior milagre, os outros evangelistas não registraram a ressurreição de Lázaro?”. O próprio doutor Lucas – que declara a Teófilo que fez pesquisa minuciosa sobre a história de Jesus, inquirindo as testemunhas que conviveram com Ele e presenciaram os milagres -, por que não registrou o milagre da ressurreição de Lázaro? Talvez porque este não foi o maior milagre de Jesus. Talvez o narrador do Evangelho de João – que não foi o próprio João – tenha recebido informações desencontradas sobre o caso do milagre de Jesus em Betânia, na casa de Lázaro.

***

5) COMO ERA O PROCESSO DE ENTERRO JUDEU ANTIGAMENTE

O seguinte texto foi extraído de uma fonte na internet:

“A tradição judaica reconhece a democracia da morte. Exige, portanto, que todos os judeus sejam enterrados no mesmo tipo de veste – uma mortalha branca simples. Ricos ou pobres, todos são iguais perante D’us, e aquilo que determina sua recompensa não é a roupa que vestem, mas aquilo que são. Há quase 2.000 anos, Rabi Gamaliel instituiu essa prática para que os pobres não ficassem envergonhados e os ricos não exibissem o custo de suas roupas do funeral”.

Alguns estudiosos afirmam que os judeus não utilizavam a prática de cremação dos seus mortos. A cremação era uma prática terminantemente proíbida, pois violava as leis de Jeová e era um método usado pelos pagãos. No entanto, existem dois relatos de cremação na Bíblia: os cadáveres de Saul e de seus filhos foram queimados, mas os ossos foram enterrados (I Samuel 31:8-13. Veja também Amós 6:9-10.

A maneira normal de enterro em jazigo era da forma que está escrito em Marcos 15:43-46.

“José de Arimatéia, ilustre membro do sinédrio, que também esperava o reino de Deus, cobrando ânimo foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Admirou-se Pilatos de que já tivesse morrido; e chamando o centurião, perguntou-lhe se, de fato, havia morrido. E, depois que o soube do centurião, cedeu o cadáver a José; o qual, tendo comprado um pano de linho, tirou da cruz o corpo, envolveu-o no pano e o depositou num sepulcro aberto em rocha; e rolou uma pedra para a porta do sepulcro”.

A forma que o corpo de Lázaro foi preparado e sepultado no jazido é um pouco estranha. Logo, percebe-se que o seu corpo não estava em estado normal no dia do falecimento. Parece que não usaram nenhum lençol para cobrir o seu corpo; apenas enfaixaram com tiras de pano todo o seu corpo, e também o seu rosto. Repare que o texto de João 11:44 diz que o seu rosto estava envolto com um lenço; enquanto que o correto seria o seu corpo estar coberto com um pano ou lençol de linho.

“Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir” (João 11:44).

“Mas Pedro, levantando-se, correu ao sepulcro; e, abaixando-se, viu somente os panos de linho; e retirou-se, admirando consigo o que havia acontecido” (Lucas 24:12).

“Tomaram, pois, o corpo de Jesus, e o envolveram em panos de linho com as especiarias, como os judeus costumavam fazer na preparação para a sepultura” (João 19:40).

6) COMO É O PROCESSO DE ENTERRO DOS MORTOS EM ISRAEL, ATUALMENTE

Para concluir, transcrevo um artigo de uma fonte confiável, que explica detalhamente o processo de enterro judeu.

(…) “Quando o carro da funerária chega ao Cemitério Israelita, o caixão é levado a um quarto reservado que tem um lavatório e uma bancada, e cujas paredes são forradas com azulejos brancos. Ali, o Comitê Fúnebre irá preparar o morto para o sepultamento. As mulheres preparam um corpo feminino e, os homens, um masculino. Em primeiro lugar, retiram o corpo do caixão e o colocam sobre a bancada, onde é lavado com álcool. Este ritual representa um tributo valioso prestado ao falecido, por parte da comunidade judaica, sendo denominado tahará (purificação). Segundo a tradição, o ritual da purificação se repete há milênios: assim como veio, assim irá, isto é, da mesma forma que um recém-nascido é lavado, após o nascimento, e ingressa no mundo fisicamente limpo e espiritualmente puro, ao partir, também precisa ser purificado, ainda que de maneira simbólica.

A seguir, o corpo é vestido com uma mortalha, feita com morim branco e composta pelos seguintes elementos: uma calça comprida fechada até os pés, uma camisa, um camisão, uma espécie de cinto, um capuz (para cobrir a cabeça e o pescoço), e dois sacos, abertos em uma dos lados (para cobrir as duas mãos). A mortalha já pode vir confeccionada, ou é costurada à mão durante o velório. Se, por algum motivo, não houver uma disponível, o morto pode ser enrolado somente com um lençol branco de linho ou algodão” (…).

O texto completo está no link, abaixo.

http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=255:enterro-judeu-&catid=40:letra-e&Itemid=184

************************************
FIM

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09/02/2015 - Posted by | CASOS POLEMICOS, CRISTIANISMO EM CRISE, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , ,

7 Comentários »

  1. Realmente seus textos sao enormes e pessimos…ao inves de duvidar e questionar, porque vc nao decide CRER e abrir sua boca só para construir, edificar, curar…ah, vai caçar o que fazer …que tal ajudar alguem ou alguens ao inves de perder tempo rebatendo historias da BIBLIA…

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    Comentário por marli | 25/07/2017 | Responder

  2. É lamentável, uma pessoa que se diz tão estudiosa de assuntos religiosos e teológicos, como também tão crítica a pastores, falar de maneira pífia e herética a respeito da ressurreição de Lázaro e demais citados pelo mesmo. Estava fazendo uma pesquisa, e me deparei com tal matéria, prosseguir lendo achando que haveria consistência, mas infelizmente perdi o meu tempo com tamanha heresia.

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    Comentário por Evandro! | 14/05/2017 | Responder

    • Tá com inveja, rapaz? Vc não tem capacidade pra escrever nem 10% do que escrevo e ainda vem querer falar coisas sem noção. Eu não escrevo o que vc quer ouvir, as mesmas coisas que os teólogos tradicionais. Parece-me que um único que escreve diferente, faz estudo bíblico diferente aqui na internet sou eu. E vc em vez de valorizar, ainda vem criticar. Só aqui no meu blog vc encontrará coisas novas, estudos novos, interpretações da Bíblia mais coerentes e dentro da realidade. Se vc não quer saber de algo novo, então nunca mais volte aqui e vá procurar porcarias em outros sites.

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      Comentário por Miquels7 | 16/05/2017 | Responder

      • kkkkkkkkk, coisas novas…o povo gosta de coisas novas E boas…o que vc escreve é para os que ainda estao buscando. Para os que creem ja tem coisas boas na vida, cessou as buscas…vc continue aí nessa onda, buscando, buscando, correndo atras…quem precisa alcançar algo, é porque esse algo ta correndo de vc!!!!!!

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        Comentário por marli | 25/07/2017

      • Eu não estou buscando nada, não estou procurando a verdade de nada. Já sei da verdade e o propósito deste blog é apenas prestar um serviço a esta geração de crentes lerdos e tapados, pra ver se enxergam a verdade e parem de se alimentar de ilusões. Para me conhecer realmente, leia todos os posts do meu blog, não me julgue lendo apenas um texto. Tenho publicado textos aqui desde o ano de 2008.

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        Comentário por Miquels7 | 29/07/2017

    • texto enorme e se graça…desista de escrever viu, esse nao é o seu forte!!!!!! Aliás vc é bem fracoide, porque SEM DEUS, ng vai a lugar nenhum…pare de questionar e se ENTREGUE, se desamarre, se liberte das questoes, das perguntas tolas, apenas viva, entendeu??????

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      Comentário por marli | 25/07/2017 | Responder

  3. Muito bom

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    Comentário por edna | 26/05/2015 | Responder


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