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OS JUDEUS NÃO TEM NENHUMA CULPA NA MORTE DE JESUS

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Castiçais
Se o Senhor Jesus Cristo veio a este mundo com a missão de anunciar o Evangelho, padecer e ser crucificado pelos pecados da humanidade, os judeus não tem nenhuma culpa em sua morte. Ao contrário, o mundo é devedor dos judeus, pois, como o próprio Senhor Jesus disse, “a salvação vem dos judeus”.

Se Cristo morreu pelos pecados do povo (humanidade), então, todos nós, gentios, devemos aos judeus essa graça alcançada.

Se for verdade o ensino que diz que sem o sacrifício de Jesus na cruz não haveria salvação para a humanidade decaída, qual a culpa dos judeus em sua morte? Nenhuma. Se como diz Paulo a salvação é primeiramente para os judeus, então, devemos dar graças a eles pelo favor imerecido de Deus nos ter alcançado.

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Mas, ao contrário do que expus acima, os cristãos ocidentais – os gentios –, há séculos discriminam os judeus por acharem que eles foram os culpados pela morte do Filho de Deus. E essa atitude impensada dos gentios se constitui na maior desonestidade e discriminação ao povo escolhido de Deus, os judeus. Aliás, a ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana promoveu, durante a Idade Média, a maior perseguição aos judeus com essa falsa acusação de que eles ultrajaram o Filho de Deus e foram culpados pela sua morte. A primeira atitude diabólica para perseguir o povo escolhido de Deus foi o estabelecimento da guarda do domingo em adoração ao deus-Sol, em oposição à guarda do Santo Sábado do Senhor. O Imperador Romano, Constantino – recém-convertido ao cristianismo –, decretou a abolição da guarda do Sábado e estabeleceu a guarda do domingo, como substituição do culto ao deus-Sol. E bem sabemos que essa guarda do domingo nunca foi para adorar a Jesus Cristo, mas unicamente ao deus-Sol, e inclusive, americanos e ingleses ainda fizeram questão de não esconder essa verdade ao estabelecer o nome do primeiro dia da semana como SUNDAY, isto é, dia do Sol.

O antissemitismo – ou ódio declarado aos judeus – sempre existiu antes e depois da Reforma Protestante, no século XV. O próprio reformador, Matinho Lutero, foi declaradamente um antissemita. E isso se evidenciou nos seus escritos. Até meados da Segunda Guerra Mundial, a maioria das seitas protestantes mantinham uma atitude discriminatória contra os judeus, e inclusive, líderes de algumas dessas igrejas deram apoio ao tirano Adolf Hitler, que mandou exterminar milhões de judeus. Esses crentes antissemitas também foram cúmplices na morte de milhões de judeus. E o clamor do povo judeu martirizado está até registrado na Bíblia.

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Apocalipse 6:9-10).

Durante séculos os judeus foram discriminados e perseguidos pelos cristãos na Europa, além da perseguição promovida pelos palestinos e muçulmanos, sendo, com isso, obrigados a se refugiarem em outros países, como Rússia, Argentina, e até aqui no Brasil.

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JESUS CRISTO NÃO VEIO PARA OS GENTIOS

Os apologistas e teólogos protestantes ensinam que Jesus veio para anunciar o Evangelho e morrer crucificado PELOS PECADOS do povo, ou seja, morrer para tirar os pecados da humanidade. Mas o que a Bíblia relata nas entrelinhas contradiz essa falácia que eles ensinam. Jesus morreu PELA HUMANIDADE, e não pelos pecados da humanidade.

Toda a doutrina protestante foi discriminatória com relação à primazia dos judeus na salvação e no estabelecimento do reino de Deus na Terra.

Embora eles tentem negar, mas Jesus foi enfático ao afirmar que não veio pregar o Evangelho aos gentios, mas, sim, aos judeus, o povo escolhido de Deus.

E se fomos alcançados pelo Evangelho, o fomos por causa da bondade de Deus, e pelo fato de os judeus não tê-lo recebido por unanimidade.

Os apologistas protestantes não enfatizam que os gentios foram alcançados porque a graça de Deus se estendeu até nós, mas sim, porque tomamos a primazia ou preferência. Em outras palavras, segundo eles, Deus abandou o seu povo escolhido e voltou-se para os gentios, dando-lhes preferência. Mas, isso é pura falácia. O próprio apóstolo João deixou claro que Jesus veio para o que era seu, mas muitos não o receberam, porém, a todos quantos o receberam, deu-lhes o direito de serem chamados filhos de Deus. João não está dizendo que os judeus foram excluídos, mas sim, que nós, gentios, fomos alcançados por graça de Deus.

Jesus mandou 70 discípulos em missão para pregar o Evangelho às ovelhas perdidas da casa de Israel. Jesus determinou que fossem pregar apenas às ovelhas perdidas da casa de Israel. E não enviou ninguém para evangelizar os gentios. Só posteriormente Ele chamou Paulo para ser apóstolo dos gentios. Mesmo assim, a primazia sempre foi dos judeus. Dos judeus vieram as leis e os mandamentos; dos judeus vieram a Bíblia e o conhecimento do Deus verdadeiro.

“E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada. Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me. Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos” (Mateus 15:22-26).

Jesus mostrou claramente neste episódio que não veio trazer o Evangelho e a salvação para os gentios, a tal ponto de tratar a mulher cananéia como uma cadela. Era costume dos judeus tratar os samaritanos como porcos, e os cananeus como cães (cachorros). Jesus só atendeu a esta mulher cananéia porque ela foi sábia ao responder ao insulto lhe feito de forma pejorativa.

“[Jesus] Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (João 1:11-12).

Nesta declaração, João não está tirando a primazia dos judeus, mas, sim, dizendo que por causa dessa rejeição por parte de muitos judeus, a graça de Deus foi estendida até nós. E também o apóstolo Paulo enfatizou essa verdade, falando sobre o direito dos judeus e sua primazia em tudo, inclusive afirmando que a salvação vem dos judeus, e que a preferência da salvação dos escolhidos é primeiramente do povo judeu.

“Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus” (João 4:22).

“Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego” (Romanos 1:16).

“Pergunto, pois: Acaso rejeitou Deus ao seu povo? De modo nenhum; por que eu também sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou ao seu povo que antes conheceu. (…) Logo, pergunto: Porventura tropeçaram de modo que caíssem? De maneira nenhuma, antes pelo seu tropeço veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação. Ora se o tropeço deles é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude! Mas é a vós, gentios, que falo; e, porquanto sou apóstolo dos gentios, glorifico o meu ministério, para ver se de algum modo posso incitar à emulação os da minha raça e salvar alguns deles. Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos? Se as primícias são santas, também a massa o é; e se a raiz é santa, também os ramos o são. E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado no lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti. Dirás então: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado. Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu pela tua fé estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme; porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará a ti” (Romanos 11:1-21).

Jesus não foi rejeitado de forma unânime pelos judeus. Ele foi rejeitado pela cúria sacerdotal, pelos ricos, pelos fariseus e pelas autoridades romanas que governavam na época. Naquela época, muitos judeus foram incitados pelos conspiradores a se colocarem contra Jesus e seus ensinamentos.

Igualmente como acontece na política dos dias de hoje, os da classe dominante [os coxinhas] é que se opõem aos líderes que se colocam e lutam pela causa dos menos favorecidos, dos pobres. Jesus foi um líder revolucionário que se opunha à classe sacerdotal da época e se opunha também à classe dos nobres, dos fariseus, e também dos ricos.

“Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo essas parábolas, entenderam que era deles que Jesus falava. E procuravam prendê-lo, mas temeram o povo, porquanto este o tinha por profeta” (Mateus 21:45-46).

“E os principais sacerdotes e os escribas andavam procurando um modo de o matar; pois temiam o povo” (Lucas 22:2).

“Então os principais sacerdotes e os fariseus reuniram o sinédrio e diziam: Que faremos? porquanto este homem vem operando muitos sinais. (…) Ora, os principais sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse, para que o prendessem” (João 11:47,57).

“Mas os principais sacerdotes deliberaram matar também a Lázaro; porque muitos, por causa dele, deixavam os judeus e criam em Jesus” (João 12:10-11).

“Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque nenhum crime acho nele” (João 19:6).

Nesta última citação podemos ver que não era o povão que gritava pedindo a crucificação de Jesus, mas, sim, os principais sacerdotes (a cúria sacerdotal) e os guardas.

Assim como há certo político populista, de esquerda, que foi um grande líder aqui no Brasil e lutou pela causa dos pobres – e tem sua vida vigiada e vasculhada pelos opositores –, Jesus também sofreu esses mesmos ataques. Eles vigiavam Jesus quando andava junto com pecadores e publicanos; eles introduziam olheiros para ver se Jesus falava alguma palavra contra os governantes políticos e religiosos da época, ou se falava alguma coisa contra a Lei de Moisés. E assim Jesus foi perseguido, até ser preso e crucificado.

Quem crucificou Jesus foram os judeus da classe dominante da época, a cúria sacerdotal, os fariseus e os governantes romanos. O povão, aqueles para quem Jesus veio pregar as boas-novas e salvar, esses não tiveram nenhuma culpa na sua morte. Antes, choraram pela sua morte horrenda, ao vê-lo crucificado na cruz. 

Não é preciso citar muitas referências bíblicas para provar que o povão estava ao lado de Jesus e o aceitavam como um profeta enviado por Deus. Basta citar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, dias antes de sua morte, momento em que foi ovacionado pelo povo, que gritava “hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor”. Então, como é possível algum teólogo ou apologista alegar que os judeus não receberam Jesus? É claro que o povo, o povão o recebeu de bom coração e de bom grado. Mas, quem não o recebeu já deixei explicado, acima; e esses não contam para a salvação.

“6 Indo, pois, os discípulos e fazendo como Jesus lhes ordenara,
7 trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram os seus mantos, e Jesus montou.
8 E a maior parte da multidão estendeu os seus mantos pelo caminho; e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho.
9 E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
10 Ao entrar ele em Jerusalém, agitou-se a cidade toda e perguntava: Quem é este?
11 E as multidões respondiam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.
12 Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas;
13 e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores.
14 E chegaram-se a ele no templo cegos e coxos, e ele os curou.
15 Vendo, porém, os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que ele fizera, e os meninos que clamavam no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,
16 e perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e de criancinhas de peito tiraste perfeito louvor?
17 E deixando-os, saiu da cidade para Betânia, e ali passou a noite” (Mateus 21:6-17).

É isso que dá teólogo fanático interpretar a Bíblia sem a devida cautela, tomando ao pé da letra tudo o que está escrito, achando que tudo que ali está é 100% correto e inspirado. João 1:11 não está totalmente certo. Quanto à frase que diz “veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”, esta afirmação está equivocada. Pois, aqueles para quem Jesus veio, isto é, os “seus”, estes o receberam de bom grado e de bom coração. E isso se evidencia pela multidão que o acompanhava e ouvia seus sermões com alegria. Agora, aqueles para quem Jesus não veio, estes não o receberam e o crucificaram.

Alguém pode dizer que João 1:11 está correto, pois, a toda a Bíblia é inspirada pelo Espírito Santo e não contém erros. Só que quem diz isso é crente fanático que não entende nada de interpretação de texto, que não sabe fazer uma análise literária. Se a primeira regra da Hermenêutica é “a Bíblia interpreta a própria Bíblia”, então, é de se notar pelo contexto dos fatos narrados nos quatro evangelhos que o que está escrito em João 1:11 não é totalmente verdadeiro, visto que Jesus veio para os que eram seus, e estes o receberam. Quem não o recebeu foram aqueles para os quais Jesus não veio.

Tanto é verdadeira essa afirmação que fiz sobre João 1:11, que não existe nenhuma referência cruzada nos demais evangelhos e nem nas epístolas paulinas apoiando essa declaração de João. Existe somente uma referência numa parábola citada por Jesus, onde uns concidadãos não queriam que certa pessoa reinasse sobre eles. Mas, isso não quer dizer que eram os judeus que não queriam que Jesus reinasse. O povão queria que Jesus fosse o seu Rei, mas a cúria sacerdotal, os fariseus e os romanos não queriam que Ele se tornasse rei. Por isso, o crucificaram, e ainda escreveram sobre a cruz “Jesus, Rei dos judeus”. E realmente ele era o Rei do povão humilde.

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SE JESUS TEVE QUE MORRER PARA SALVAR A HUMANIDADE, DEVEMOS DAR GRAÇAS AOS JUDEUS PELA SUA MORTE, E NÃO FAZER O CONTRÁRIO, ACUSANDO-OS DE PRATICAR TAL CRIME CONTRA O FILHO DE DEUS.

Agora vou discorrer sobre o significado doutrinário da morte de Cristo.

Vou mostrar que Jesus não veio para morrer “pelos pecados” de toda a humanidade, mas, que Ele veio para morrer “pela humanidade”, isto é, para livrar a humanidade das mãos de Satanás.

“O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz” (Isaías 9:2).

O pecado continua aí no mundo; a grande maioria da humanidade continua mergulhada no pecado. Então, como alguém ousa afirmar que Jesus veio morrer pelos pecados da humanidade, isto é, morrer para perdoar os pecados do povo?

Se como diz a letra da bela música “Jesus, Pão da Vida”, de Cláudio Claro, “o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e por suas chagas fomos sarados”, então devemos a nossa salvação até ao carrasco que chicoteou Jesus e cravou os cravos nos seus pés e mãos. Como se pode notar, não devemos tomar literalmente certas passagens bíblicas. Pois, se assim for, até quem contribuiu com a morte de Jesus tem parte na nossa salvação, pois, se não fosse o carrasco, quem mais executaria a morte de Jesus na cruz?

Ouça a música JESUS, PÃO DA VIDA.

Como diz o apóstolo Paulo, o sangue de Cristo derramado na cruz é símbolo do resgate da humanidade do poder de Satanás. Em outras palavras, o sangue de Cristo derramado não foi para purificar pecado de ninguém; mas foi pura e simplesmente para “pagar o preço” simbólico do resgate das almas que estavam em poder de Satanás. No entanto, não sou totalmente a favor dessa tese doutrinária. Por quê? Porque Jesus não tinha nenhuma culpa pelo estado decaído da humanidade. Sendo assim, Ele não tinha nenhuma obrigação de vir aqui derramar o seu sangue como resgate dos pecadores. Reitero que é mais plausível e digna de crédito a minha tese, de que a vinda de Jesus a este mundo para morrer em favor da humanidade foi unicamente para provar ao Pai que amava a humanidade e que Ele podia depositar total confiança nele. Mas, se Jesus veio pagar o preço por culpa de algo errado que Ele ou o próprio Pai tenha cometido contra a humanidade, isso é de difícil compreensão. Pois, se alguém foi culpado pela queda do homem, esse alguém era quem devia pagar o preço pelo mal que cometeu. E esse alguém é Satanás. Mas, será que Satanás pagou pelo erro que cometeu? Pelo que eu saiba, não. Há quem diga que a história do patriarca Jó – no livro de Jó – é uma parábola que conta a história da humanidade e relata o erro que Deus cometeu ao entregá-la nas mãos de Satanás. E que para Deus se redimir dessa culpa, teve que enviar o seu Filho para dar sua vida, pagando o preço do resgate da aposta que fez com Satanás. E na verdade, a causa do sofrimento de Jó foi uma aposta que Deus fez com Satanás. Só que Satanás perdeu a aposta. Mas, e daí? Qual a moral dessa história? O que Deus ganhou fazendo a tal aposta com Satanás? Uma coisa eu sei: Satanás foi bem enfático ao dizer que os reinos deste mundo lhe foram entregue, e que se Jesus o adorasse, lhe daria também poder sobre a Terra. Sei que esta afirmação de Satanás é verdadeira, pois Jesus não o desmentiu e nem o repreendeu, acusando-o de mentiroso.

“Assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20:28).

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual se deu a si mesmo em resgate por todos” (I Tim. 2:5-6).

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua” (Lucas 4:5-7).

A morte de Jesus tem dois significados: um abrangente, global, que visa resgatar a Terra e a humanidade do poder de Satanás, o Dragão. O outro significado é mais restrito, cuja finalidade foi de salvar e separar para si um povo santo, zeloso e de boas obras. O significado da morte de Jesus não tem efeito sobre todos os pecadores, mas somente sobre aqueles que procuram a salvação, que procuram se voltar para Deus e obedecer aos seus mandamentos.

Se Jesus tivesse que morrer pelos pecados da humanidade, Ele teria que cumprir todos os rituais de sacrifícios pelos pecados prescritos na Lei de Moisés. Jesus teria que padecer e morrer como um “bode expiatório” e não como um “cordeiro”. Nos rituais de sacrifícios pelos pecados do povo eram oferecidos somente bodes e novilhos. Os cordeiros eram oferecidos apenas em holocaustos de ofertas pacíficas, de cheiro suave ao Senhor. Da carne assada dos cordeiros os levitas e sacerdotes podiam comer, mas da carne dos bodes e novilhos eles jamais podiam se alimentar.

NA ANTIGA LEI DE MOISÉS NÃO SE PODIA BEBER O SANGUE DE NENHUM ANIMAL, NEM MESMO SANGUE DE CORDEIRO OFERECIDO EM SACRIFÍCIO.

Se a morte de Jesus obedeceu aos rituais da Lei, por que Ele mandou os discípulos beberem do seu sangue, como sinal de pacto?

A carne assada de cordeiro oferecido em sacrifício de oferta pacífica podia ser consumida, mas o sangue jamais podia ser bebido.

Jesus instituiu a santa ceia, dizendo “pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados”.

“E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mateus 26:27-28).

“E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do pacto, que por muitos é derramado” (Marcos 14:24).

“Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós” (Lucas 22:20).

Repare que o texto diz que o sangue seria derramado “por muitos”, e não por todos os pecadores. E repare também que o texto diz que o sangue seria derramado “para remissão dos pecados”. Ora, isso aí está errado. Se Jesus foi chamado de “Cordeiro de Deus” pelo apóstolo João – e isso ele deixou mais enfatizado no livro de Apocalipse –, por que Jesus diz que seu sangue seria derramado para purificação de pecados? Não, esse texto está equivocado. Pode ter sido traduzido de forma errada, pois sangue de cordeiro nunca foi derramado para remissão de pecados.

A tradução mais correta sobre o significado do derramamento do sangue de Cristo é esta de Lucas 22:20. O sangue de Jesus foi derramado pelo povo, e não pelos pecados do povo.

Durante todo o seu ministério Jesus operou muitos milagres e PERDOAVA OS PECADOS dos que se arrependiam, e dizia: “a tua fé te salvou; perdoado são os teus pecados”. Jesus e seus discípulos realizavam batismo de arrependimento em águas. E até o próprio João, o batista, também realizava batismo de arrependimento. Se havia arrependimento, havia perdão dos pecados. Ora, se Jesus perdoava pecados antes de morrer na cruz e ressuscitar, por que os teólogos tradicionais ensinam que o que garantiu o perdão dos nossos pecados foi o sangue de cristo derramado e o fato da sua ressurreição? Como se percebe, isso é pura falácia. Pois, Jesus perdoou pecados antes de morrer. Portanto, sua morte e seu sangue derramado não foi para perdoar ou purificar pecado de ninguém.

“E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Jesus, pois, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados. (…) Pois qual é mais fácil? dizer: Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda?” (Mateus 9:2,5).

“Então os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?” (Lucas 5:21).

“Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo, levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa” (Marcos 2:10-11).

E SE OS JUDEUS TIVESSEM RECEBIDO JESUS UNANIMEMENTE E SE ELE NÃO TIVESSE MORRIDO NA CRUZ?

Já que os cristãos gentios insistem que era preciso Jesus morrer na cruz para salvar a humanidade, o que teria acontecido se Jesus não tivesse sido crucificado?

Já que os cristãos acusam os judeus de terem crucificado Jesus, o que aconteceria com os gentios se Jesus não tivesse morrido?

Jesus foi enfático ao afirmar que não veio senão para as ovelhas perdidas da casa de Israel. E agora, cristãos, como vão continuar com essa presunção de querer ser melhores que os judeus? Por isso, Jesus fez duras advertências a esses cristãos gentios que querem tomar a primazia dos judeus.

“Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás” (Apoc.2:9).

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Apoc. 3:9).

Jesus ama preferencialmente os judeus. E quem não aceita isso, que amarre uma corda com uma pedra no pescoço e se lance ao mar. Ou então, que se junte ao Estado Islâmico, e seja um ferrenho antissemita. Mas aí você vai se ver com Deus!

A PROVA DO QUE AFIRMO

Para perdoar a humanidade não era necessário sacrifício de ninguém. Deus sendo um ser bondoso e compassivo pode perdoar a todos os pecadores independentemente de que seja necessário alguém morrer por eles. Basta o arrependimento. Pode morrer milhares de “cristos”, mas se não houver arrependimento, ninguém será salvo.

O grande desentendimento dos teólogos e apologistas cristãos nessa questão é que eles ainda não entenderam o real significado da vinda de Jesus a este mundo, para se sacrificar pela humanidade. Eles imaginam que Jesus teve que vir aqui no mundo “morrer pelos pecados do povo”. Mas Jesus não veio para isso. Deus pode perdoar qualquer um sem necessidade de sacrifício de outro alguém por este.

Jesus teve que vir a este mundo para morrer pela humanidade pelo seguinte motivo: Ele tinha que provar ao Pai que amava a humanidade, para poder receber o poder e o domínio aqui na Terra. E para provar isso, teria que dar a sua vida, morrendo na cruz. E por que eu sei disso? Pelo fato de Jesus ter dito na noite da agonia no Jardim do Getsêmane: “Pai, se possível, passa de mim esse cálice. Mas, se não for possível, faça-se a tua vontade”.

“Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. (…) Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. (…) Deixando-os novamente, foi orar terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então voltou para os discípulos e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Eis que é chegada a hora, e o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores” (Mateus 26:38-39, 42, 44-45).

Se não foi este o motivo, qual outro motivo seria?

Se Jesus veio para morrer pelos pecados da humanidade, por que Ele relutaria e pediria para o Pai não obriga-lo a fazer tal coisa? Não era caso de vida ou morte para a humanidade? Por que Jesus iria desistir de uma coisa que havia prometido cumprir?

É óbvio que o motivo da morte de Jesus não foi para purificar pecados. Mas foi para livrar os pecadores do Inferno, isto é, livrar as almas dos pecadores presas no Hades, o submundo dos mortos, que era controlado por Satanás, pois este detinha o poder da morte. Jesus veio para resgatar as almas dos santos e pecadores que estavam presas no Hades, e também para salvar a muitos pecadores que cressem no seu nome e o aceitassem como Salvador.

Quando Jesus diz “Pai, se possível, passa de mim esse cálice”, Ele estava pedindo ao Pai que não o obrigasse a passar por tamanha humilhação morrendo numa cruz, já que era um ente divino, o próprio Filho de Deus. Porém, Jesus não teve alternativa. Se quisesse assumir o comando e o controle da Terra e da humanidade, Ele teria que provar o seu amor, morrendo por nós. E foi essa a prova que Ele teve que cumprir.

“Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8).

“E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele. E disse-me um dentre os anciãos: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos” (Apocalipse 5:3-5).

Satanás, o Lúcifer, havia assumido o comando e o controle da humanidade, mas Ele não foi obrigado a cumprir nenhuma promessa para provar o seu amor por nós. Deus viu que Satanás estava oprimindo e escravizando a humanidade, por isso, teve que providenciar um substituto. E o candidato que se ofereceu para essa missão foi Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus.

Jesus é cognominado de Cordeiro de Deus porque Ele é um ente divino obediente e humilde, pois nunca teve por usurpação ser igual a Deus. Antes, sempre se contentou no cargo e na posição que ocupava.

Mas, agora Jesus recebeu todo o poder nos céus e na Terra. E Ele será Senhor de todos até que tenho colocado todos os inimigos por escabelo de seus pés, e até que tenha derrotado Satanás, definitivamente. Depois, entregará o poder a Deus, e voltará a ocupar o cargo que antes ocupava.

“E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:18-20).

“E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

“Então virá o fim quando ele [Jesus] entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés” (I Coríntios 15:24-25).

CONCLUSÃO

A encarnação de Jesus e sua inevitável morte na cruz era necessário acontecer.

Porém, Jesus não foi levado à cruz de forma natural e nem de forma forçada.

Tudo foi planejado por Jesus para que chegasse à cruz como se fosse de forma natural.

Jesus manteve Judas Iscariotes no grupo porque era necessário, pois ele seria o agente que o trairia e o entregaria às autoridades para ser preso e julgado. O comportamento de Jesus e sua doutrina contundente contra as autoridades romanas, contra a cúria sacerdotal e contra os fariseus foi proposital, para incitá-los, a fim de planejarem a sua morte.

Teve uma ocasião em que Jesus visitou uma sinagoga e foi convidado a ler um trecho do livro do profeta Isaías. Aí ele pregou dizendo que naquele momento havia se cumprido aquela profecia de Isaías. E, devido Jesus se colocar como um profeta enviado por Deus, e também afirmar ser o Filho de Deus, deixou os principais sacerdotes enfurecidos, pois bem conheciam de onde tinha procedido e de que família ele era. Aí pegaram Jesus e o levaram para fora, para jogá-lo de sobre o monte, no precipício. Mas, aí veio a intervenção divina, e todos ficaram sem nenhuma ação, e Jesus passou no meio deles e foi-se para Cafarnaum.

Ora, com esse episódio e mais outros casos, podemos concluir que Jesus poderia ter sido morto, ter sido assassinado em várias oportunidades. Porém, a sua morte não poderia acontecer por um simples assassinato; tinha que acontecer da forma mais cruel possível, neste caso, na cruz do Calvário. Várias oportunidades tiveram os sacerdotes e os fariseus de matarem Jesus. Mas a sua morte não podia acontecer de forma simples.

“16 Chegando a Nazaré, onde fora criado; entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; e abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito:
18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19 e para proclamar o ano aceitável do Senhor.
20 E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
21 Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.
22 E todos lhe davam testemunho, e se admiravam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Este não é filho de José?
23 Disse-lhes Jesus: Sem dúvida me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; Tudo o que ouvimos teres feito em Cafarnaum, faze-o também aqui na tua terra.
24 E prosseguiu: Em verdade vos digo que nenhum profeta é aceito na sua terra.
25 Em verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel nos dias de Elias, quando céu se fechou por três anos e seis meses, de sorte que houve grande fome por toda a terra;
26 e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Serepta de Sidom.
27 Também muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Elizeu, mas nenhum deles foi purificado senão Naamã, o sírio.
28 Todos os que estavam na sinagoga, ao ouvirem estas coisas, ficaram cheios de ira.
29 e, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o despenhadeiro do monte em que a sua cidade estava edificada, para dali o precipitarem.
30 Ele, porém, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.
31 Então desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava no sábado” (Lucas 4:16-31).

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Miquels7 – 27/02/2016.

 

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27/02/2016 - Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS, TEOLOGIA | , ,

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