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ESCOLAS SEM PARTIDO OU IGREJAS SEM PARTIDO? QUAL O CERTO?

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Opinião do professor 2

Ultimamente tem havido a discussão no Brasil, principalmente nas redes sociais, sobre o assunto “Escola Sem Partido”, tema levantado por fundamentalistas religiosos, e que alguns deputados aloprados transformaram em Projeto de Lei para ser aprovado em alguns Estados da Federação. Aqui no Amazonas esse projeto de Lei da Mordaça para professores das escolas estaduais, particulares e escolas de ensino superior, de autoria do Dep. Platiny Soares, já foi posto em análise pela Assembleia Legislativa, houve debate com opiniões a favor e contra, mas ainda não foi aprovado.

http://www.acritica.com/channels/cotidiano/news/projeto-de-lei-de-platiny-quer-proibir-professores-de-emitir-opiniao 

Na realidade, esse projeto “Escola Sem Partido” é uma mísera ideia de fundamentalistas religiosos, que não tem coisa melhor para propor e pegam idiotices para tentar reprimir opiniões e escolhas do ser humano.

“Escola Sem Partido” é uma grande burrice proposta por pessoas sem noção das coisas. Querem impor o fundamentalismo religioso através de ideias nada sapientes.

O fanatismo religioso e partidário de direita está tão absurdo que querem até proibir as pessoas de usarem roupas de cor vermelha, para não lembrar e nem incutir as ideias do comunismo marxista. Santa ignorância!

Outro dia vi nas redes sociais pessoas propondo “Igrejas Sem Partido”. E é justamente isso que os fundamentalistas religiosos deviam se preocupar. Os grandes pastores evangélicos que exercem influência nas redes sociais deviam por a mão na consciência e ver que Evangelho não deve ser misturado com política mundana. O certo é discutir o tema “Igrejas Sem Partido” e não “Escolas Sem Partido”.

Evangelismo não é política. Igrejas cristãs não deviam se envolver com política, pois política é coisa do mundo. Partido políticos são coisas criadas pelos homens. Igrejas evangélicas não deviam criar partidos políticos, nem permitir que seus líderes se candidatassem. O partido PSC foi criado por evangélicos. E isso não devia existir, principalmente num país de regime democrático como o nosso, onde o Estado é Laico, isto é, aberto à diversidade cultural, étnica e religiosa. Como se sabe, a intenção do PSC é tentar impor o fundamentalismo religioso na sociedade, através de doutrinação, caso elejam representantes para cargos majoritários e tenham uma grande bancada de parlamentares da sigla. O Partido dos Trabalhadores (PT), que acusam estar tentando doutrinar o Marxismo ou sistema comunista no Brasil, apenas propõe ou apoia projetos que são próprios do Estado Laico e da democracia. O PT não apoia nenhum projeto de mordaça ou de fundamentalismo religioso, em que uma maioria reprima os direitos de uma minoria.

No reino de Deus aqui na Terra durante o Reino Milenar não haverá partidos políticos, porque um só rei governará a Terra: Jesus. No antigo reino de Israel não existiam partidos políticos, pois o regime era Monárquico. Depois que os reis de Israel se corromperam, os sumo-sacerdotes também se iludiram e passaram a se envolver em política, exercendo cargo religioso e político ao mesmo tempo. Depois, surgiu a classe política dos saduceus e fariseus, e também a dos zelotes. A ideologia política dos Saduceus e Fariseus era parecida com a dos políticos de Direita e Esquerda dos nossos dias. Já os zelotes eram fundamentalistas.

Enquanto líderes evangélicos ficam apoiando projeto de deputado aloprado sobre “Escola Sem Partido”, deviam era se preocupar com o tema “Igrejas Sem Partido”. Pois, Evangelho não tem nada a ver com política.

Portanto, você que se diz ser cristão, procure apoiar o projeto “Igrejas Sem Partido”, e não ficar preocupado com Escolas Sem Partido.

As escolas não são lugares de doutrinação, mas de discussão de ideias sobre qualquer tema, seja ele sociológico, filosófico ou político. Lugar de doutrinação são os templos das seitas evangélicas. Na escola, mesmo que haja tentativa de doutrinação, porém, cada um fica com a sua consciência. Já nas igrejas evangélicas os crentes são doutrinados, tomam lavagem cerebral e obedecem cegamente os pastores mercenários.

OS TEMPLOS EVANGÉLICOS É QUE SÃO LOCAIS DE DOUTRINAÇÃO

Os membros das seitas protestantes (igrejas evangélicas) não podem tomar partido sobre este ou aquele tema, porque eles não têm escolhas. Eles são doutrinados pesadamente, e devem obedecer cegamente ao que os seus líderes impõem. Os líderes das seitas fazem lavagem cerebral nos seus membros, os crentes, e depois se aproveitam da fé dos pobres coitados, incutindo a doutrina dos dízimos, doutrina do inferno e da condenação dos não crentes, e cerceando a liberdade e prática de diversas coisas, inclusive o de ingerir bebidas alcoólicas, por puro puritanismo. Coisas que Jesus jamais reprimiria os crentes de praticarem, os fundamentalistas religiosos reprimem. Os teólogos exaltam o primeiro milagre de Jesus ao transformar água em vinho, mas não enxergam que o local onde Jesus fez o tal milagre era um local de festa mundana, ou seja, uma festa de casamento, onde os convidados estavam ingerindo bebida alcoólica. E o vinho que Jesus transformou da água era um vinho alcoólico, pois o mestre-sala elogiou o vinho, dizendo que aquele era “vinho bom”. E o próprio Senhor Jesus afirmou que “vinho bom” é o vinho velho. E todos sabem que vinho velho é alcoólico.

“Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho” (João 2:9-10).

“E ninguém deita vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo romperá os odres e se derramará, e os odres se perderão; mas vinho novo deve ser deitado em odres novos. E ninguém, tendo bebido o velho, quer o novo; porque diz: O [vinho] velho é bom” (Mateus 5:37-39).

Paulo recomendou aos crentes de Corinto, dizendo “Não vos embriaguez com vinho, mas enchei-vos do Espírito”. Ora, os pastores fundamentalistas transformaram uma recomendação de Paulo em mandamento. Os crentes da Igreja Primitiva ingeriam vinho alcoólico. Só quem não podia ingerir bebida alcoólica eram os nazireus. E pelo que eu saiba, o Novo Testamento não ensina que os crentes são nazireus. E nenhum dos apóstolos proibiu os crentes de ingerir bebida alcoólica. Da mesma forma, nenhum apóstolo recebeu DÍZIMOS e nenhum escreveu sobre doutrina de dízimos. Porém, os pastores fundamentalistas fazem exatamente o que não está ensinado no Novo Testamento.

Jesus não condenou e nem permitiu o apedrejamento de uma mulher pega em adultério. Da mesma forma, se Jesus tivesse se deparado com um caso de pederastia, ele jamais permitiria o apedrejamento de um homossexual. Porém, os cristãos católicos durante a história, e depois os protestantes na Europa, condenaram os ditos hereges, as bruxas e homossexuais à pena capital na forca ou na fogueira. Vivemos num mundo laico. E o mundo é uma grande cidade, a Grande Babilônia. Aqui pode se fazer de tudo. No entanto, o crente deve viver separado do mundo e das coisas do mundo. Os líderes religiosos não tem que impor doutrinação fundamentalista na sociedade, mas antes, se querem praticar o seu fundamentalismo, devem se afastar e viver isolado da sociedade moderna, distante das coisas do mundo. Se querem viver neste mundo…. Quando os cristãos protestantes tiverem um país único e exclusivamente deles, aí eles poderão impor o fundamentalismo religioso.

“Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela [da Grande Babilônia], povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela” (Apocalipse 18:4-5).

O mundo jaz no maligno. O cristão não pertence a este mundo – em outras palavras, o cristão não deve viver à moda do mundo. A Igreja Católica tentou se misturar com política e se corrompeu. As igrejas protestantes tentam se misturar com política e com o mundo, e se corrompem.

ESCOLAS NÃO SÃO LOCAIS DE DOUTRINAÇÃO, MAS DE DEBATE DE IDEIAS E DE ESCLARECIMENTOS SOBRE VERDADES QUE ANTES NÃO SABÍAMOS.

Como um energúmeno pode tirar essa ideia de que escola é local de doutrinação? Isso não existe. Escola nunca foi local de doutrinação de espécie alguma.

Por exemplo, se escola pública fosse local de doutrinação, o destino de todo estudante era se tornar um ateu, pois nas matérias de História, Ciências e Biologia temos o assunto Teoria da Evolução das Espécies. E o ensino da Teoria da Evolução é a mesma coisa que ensino do Ateísmo. A Teoria da Evolução ensina que as coisas não foram criadas por um suposto “deus”, mas que tudo surgiu por si só; e a vida surgiu através da interação da luz do Sol com a água dos mares e a diversidade biológica surgiu devido às mutações das espécies. No entanto, a Teoria da Evolução é ensinada com intuito de debate de ideias da Ciência, e não se trata de uma verdade absoluta. Mesmo que o professor ensine que o homem surgiu do macaco, isto é, de uma espécie de primatas, o estudante pode duvidar, e não recebe esse ensino como uma doutrinação ou como uma verdade absoluta. Da mesma forma, se o professor fundamentalista tentar impor a Teoria da Criação de Deus como forma de doutrinação, mesmo assim o estudante pode aceitar ou não a ideia. Na escola pública isso é facultativo. Diferentemente da doutrinação que é imposta nos templos evangélicos, onde o membro não pode discordar, mas, sim, obedecer cegamente.

Qualquer tipo de ensino que o estudante recebe na escola ele tem o direito de duvidar ou até de discordar. Se o estudante aprendeu na igreja que o mundo e todas as coisas foram criados por Deus, mesmo que ele aprenda na escola que o homem surgiu do macaco, e que o macaco surgiu da evolução de outras espécies, ele pode continuar acreditando na Teoria da Criação de Deus. E vice-versa. A escola propõe algo ao aluno e não impõe nada. O estudante só tem que ter discernimento para investigar a fundo qual dessas teorias se encaixa na realidade. A Teoria da Evolução propõe os métodos científicos para fins de comprovação de uma verdade. Já a doutrinação religiosa não propõe métodos científicos de comprovação, mas simplesmente incute as supostas “verdades” pela fé cega. Mesmo não havendo métodos científicos para comprovar as verdades bíblicas, os religiosos arrebatam milhões de seguidores.

E POR QUE OS RELIGIOSOS FUNDAMENTALISTAS TEMEM A DOUTRINAÇÃO MARXISTA E HOMOSSEXUAL NAS ESCOLAS?

Temem por burrice. Se o ensino da Teoria da Evolução das Espécies não transforma um crente em ateu de uma hora pra outra, da mesma forma, qualquer outro tema polêmico debatido em sala de aula não vai fazer a cabeça de nenhum estudante. Antes o deixará bem esclarecido sobre determinado assunto.

Repito: Tudo que é debatido na escola não visa a doutrinação, mas o esclarecimento. É na escola que descobrimos verdades que antes não sabíamos. Na realidade, os religiosos fundamentalistas “temem a escola”, e não a doutrinação de certas coisas que consideram ofensivas aos bons costumes. Se botassem todos esses crentes para estudar a Bíblia na escola pública, os pastores estariam perdidos, pois a Bíblia seria ensinada sem fanatismo e sem uso da fé cega. Como os crentes estudam a Bíblia na escola dominical, os pastores a ensinam, mas ensinam como doutrinação e não dão margens para o crente discordar de nada. E como pretexto, alegam que ensinam a verdade porque o Espírito Santo os guia na hora de interpretar os textos bíblicos. E mesmo assim vemos inúmeras seitas, cada uma com suas heresias inspiradas pelo “espírito”. Já na escola pública, o que se ensina, o estudante tem o direito de duvidar e discordar.

Não é falando sobre o tema do homossexualismo em sala de aula que se vai fazer a cabeça dos estudantes e torna-los propensos a se tornarem homossexuais.

Não é falando sobre as teorias marxistas em sala de aula que se vai fazer a cabeça dos estudantes e torna-los propensos a se tornarem comunistas ou socialistas.

Os religiosos fundamentalistas – e até os políticos de direita – tem medo da suposta doutrinação marxista porque eles temem que os estudantes descubram certas verdades. Quais verdades? Uma delas é que o capitalismo é um sistema predador e selvagem, que privilegia os ricos e os mais espertos nos negócios e no mercado de trabalho. O capitalismo desenfreado está levando ao esgotamento de todas as riquezas do nosso planeta. Tanto é que a partir dos anos 1990 as escolas passaram a ensinar a reciclagem de certos materiais que já são escassos na natureza, inclusive evitarem o desperdício de água. O capitalismo incute o consumismo na população, e as indústrias de alimentos gastam bilhões de litros de água potável para preparar alimentos até desnecessários para colocar nas prateleiras dos supermercados. O estudante só descobre esses males do capitalismo lendo a literatura marxista.

Quando alguém tenta reprimir o ensino de algo, é porque teme que os outros descubram certas verdades. Os religiosos não aconselham os crentes a estudarem a Bíblia de forma livre e independente, porque temem que descubram certas verdades que eles ensinam de forma errônea ou tendenciosa nos cultos de doutrina. Já os capitalistas querem proibir o ensino de teorias marxistas nas escolas porque temem que os consumidores parem de consumir certos produtos e frustrem os lucros de suas empresas exploradoras e predadoras.

Por exemplo, é certo que os jovens não devem se envolver com as drogas. E para saber que as drogas são maléficas para o nosso organismo o estudante não precisa prová-la. Basta que aprenda na escola os males provocados pelos entorpecentes. Portanto, não é correto reprimir o ensino sobre o perigo das drogas na escola. Pode-se falar sobre o tema “Liberação da Maconha”, mas os estudantes devem ficar esclarecidos sobre os males provocados ao cérebro pelo uso da maconha.

Pode-se falar de sexo, do uso da camisinha e de gravidez precoce na escola com intuito de esclarecimento e de alerta para jovens e adolescentes. Se reprimir esse tema na escola, a situação tende a piorar.

Na escola podemos falar livremente sobre a questão do aborto, tanto do ponto de vista religioso quanto dos direitos humanos. O que tem que prevalecer é a coerência, sabendo que a mulher violentada tem o direito de não colocar no mundo um filho fruto de um estupro. Por outro lado, o direito ao aborto pretendido pelas ativistas de vida promíscua não pode receber apoio da sociedade. Abortar um ser humano indefeso simplesmente por não querer ter o trabalho de cuidar de uma criança ou por alegar não ter condições financeiras para criá-la ou então por causa de uma gravidez indesejada, não justifica a causa das ativistas.

Da mesma forma, é certo que as pessoas não devem se envolver com ocultismo ou com bruxaria. Mas pode-se perfeitamente falar sobre esses temas em sala de aula. Porém, deve-se frisar que esse tipo de coisa é perigoso e que somente pessoas maiores de idade podem estudar sobre o tema do ocultismo e bruxaria.

Pode-se falar na escola sobre as teorias marxistas, sem, contudo, virar a cabeça dos estudantes. Na escola não existe doutrinação. Todo ensino transmitido fica a critério do estudante discernir entre o melhor e o pior, entre o bom e o ruim, entre o certo e o errado.

Na escola pode-se falar até sobre o Diabo e anjos caídos; pode-se falar sobre vida após a morte, sobre o céu e o inferno. Mas também podemos falar sobre os deuses das mitologias egípcia, grega, celta e romana. Qual o problema em tocar nesses assuntos? Tudo isso deve ser de interesses dos estudantes. Em tudo isso, fica a critério do estudante acreditar ou não nessas coisas.

Concluindo: Lugar de doutrinação são os templos evangélicos, onde os membros não podem discordar de nada que os religiosos ensinam. Escolas não são locais de doutrinação, mas, antes, locais de debates de ideias e de esclarecimentos sobre coisas que não conhecemos, mas que os estudantes têm todo o direito de duvidar ou discordar.

“Igrejas sem partido e sem doutrinação cega”, sim! “Escolas sem partido, sem ideias, sem debates”, jamais!

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Falou e disse Miquels7 – Agosto/2016

 

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09/08/2016 - Posted by | CASOS POLEMICOS, CULTURA, FANATISMO RELIGIOSO, OPINIÃO | ,

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