MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Blog com mensagens e artigos diferentes sobre Deus e a Bíblia

EXPLICANDO O QUE ESTÁ ERRADO NO ENSINO TEOLÓGICO TRADICIONAL

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Existem coisas na Bíblia que somente pessoas esclarecidas e livres de fanatismo religioso podem explicar. Tem coisas tremendas sobre a Bíblia que você nunca saberá, exceto se pessoas, como eu, com coragem, virem a público e falar. Se ainda vivêssemos como na Idade Média, onde todos indistintamente eram dominados pelo poder religioso, certamente seria um perigo manifestar pensamento e ensinamento contrário aos estabelecidos pela Igreja. Quantos estudiosos não foram obrigados pelos líderes da religião dominante a negar suas convicções políticas e religiosas contrárias! E quantos cientistas não perderam a vida por causa de perseguição de fanáticos religiosos!

Sabemos que existe muita enganação neste mundo, principalmente no meio político e na imprensa. Mas no meio religioso a enganação é bem pior, porque a religião escraviza as pessoas.

Sou o único escritor e intérprete cristão da atualidade que realmente ensina coisas diferentes sobre a Bíblia. Minha missão é desmascarar o ensino religioso tradicional, deturpado, e mostrar a verdade. Não é possível que em pleno século XXI religiosos ainda mantenham uma mente primitiva, acreditando em fantasias da mente, por não fazer uso pleno da sua racionalidade. O fanatismo religioso limita a mente humana, e faz com que a pessoa não use sua capacidade cerebral de forma plena para compreender as coisas.

As coisas que escrevo chocam o crente comum porque ele está acostumado a ouvir ensino deturpado sobre a Bíblia. E mesmo que leia a Bíblia sozinho para tentar compreendê-la, não consegue interpretá-la de forma diferente, pois, se bitolou em ensinos teológicos tradicionais. O crente comum quando lê a Bíblia já vem com a mente condicionada a aceitar tudo que lá está escrito como verdade absoluta. Por isso, não questiona nada. E isso faz parte do engano religioso, para manter as pessoas submissas e presas ao que seus líderes determinam.
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O bode para Azazel

Vou enumerar e comentar somente alguns erros doutrinários propagados há séculos por católicos e evangélicos, mas, não vou citar muitas referências bíblicas para que o texto não fique muito extenso. Se for explicar tim-tim por tim-tim cada caso, terei que escrever um livro com mais de mil páginas.

I – JESUS NÃO É O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO

“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. (…) Eu mesmo vi e já vos dei testemunho de que este é o Filho de Deus. No dia seguinte João estava outra vez ali, com dois dos seus discípulos e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus!” (João 1:29-36).

À primeira vista, pode soar esquisita e herética a declaração que fiz, acima. Acredito que a frase correta dita por João é somente a que está no versículo 36: “Eis o Cordeiro de Deus!”. O complemento “que tira o pecado do mundo” foi um acréscimo feito pelos primeiros copistas religiosos fanáticos.

Quero lembrar que não existe nenhuma cópia original dos livros da Bíblia. E sabemos que cópias mais antigas foram encontradas com rasuras ou desgastadas pelo tempo, e muitas palavras e frases ficaram confusas. Cada escriba que fez a cópia deve ter alterado alguma palavra ou frase. E as traduções para outros idiomas também sofreram algumas adulterações por causa do fanatismo religioso dos tradutores.

Segundo a teologia tradicional, os rituais da antiga Lei de Moisés eram sombras de coisas futuras que se cumpririam na pessoa do Messias, Jesus. Também ensinam que os salmos de Davi e os escritos dos grandes profetas e dos profetas menores apontam para a figura de Jesus Cristo, o Messias. Não vou me deter aqui explicando simbologias e termos teológicos tradicionais, como, por exemplo, “tipo” e “antítipo”, que empregam para explicar os cumprimentos proféticos na pessoa de Jesus. Vou explicar de forma simples, esquecendo que existe essa tal teologia. Os escritores bíblicos escreveram os vários livros, mas não tinham ideia se existia essa tal teologia, e nunca receberam instruções de como escrever um livro. Mesmo assim, seus escritos são idolatrados e tidos como inspirados por Deus.

Existem muitos erros propositais de frases e palavras em alguns livros da Bíblia por causa de traduções tendenciosas feita por religiosos fanáticos, com a finalidade de apoiar ensinamentos heréticos de diversas doutrinas.

Se os rituais da antiga Lei de Moisés apontavam para o ministério de Jesus, o Cristo, e seu sacrifício na cruz, então, o que aconteceu com Ele está tudo errado. Primeiramente, que se Jesus era o Cordeiro de Deus, logo, sua morte não servia para purificar ou perdoar pecados, pois, cordeiros nunca eram oferecidos como oferta pelo pecado. O que era oferecido como oferta pelo pecado eram o bode e o touro. Segundo, que os cordeiros eram imolados sobre o altar dentro do tabernáculo, ou dentro do santuário. E Jesus morreu fora do santuário e não foi imolado sobre um altar. O que era imolado fora do santuário sobre um altar eram os bodes e os touros, oferecidos como oferta pelo pecado. Terceiro, que se Jesus era sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque, como se explica o próprio sacerdote sacrificar-se a si mesmo pelos pecados do povo, visto que em nenhum sacerdócio o próprio sacerdote se oferecia a si mesmo em sacrifício?

Se por hipótese Jesus morreu pelos pecados da humanidade, logo, ele não morreu como um cordeiro, mas como um bode expiatório, ou como um touro, imolado fora do santuário. Paulo, na carta aos Hebreus, diz que Jesus padeceu fora da porta, isto é, fora do santuário. Mas, isso é um ensino deturpado, e a morte de Cristo nada teve com os rituais de sacrifícios pelos pecados, da antiga Lei. No ritual da Lei, dois bodes eram oferecidos no ritual pelos pecados do povo. Um era imolado sobre o altar fora do santuário, e o outro era solto no deserto para Azazel, o Satanás.

LEVÍTICO 16
“5 E da congregação dos filhos de Israel tomará dois bodes para oferta pelo pecado e um carneiro para holocausto.
6 Depois Arão oferecerá o novilho da oferta pelo pecado, o qual será para ele, e fará expiação por si e pela sua casa.
7 Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.
8 E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel.
9 Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado;
10 mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel.
11 Arão, pois, apresentará o novilho da oferta pelo pecado, que é por ele, e fará expiação por si e pela sua casa; e imolará o novilho que é a sua oferta pelo pecado”.

Quase todos os ensinos de Paulo contidos na epístola aos Hebreus sobre o cumprimento dos rituais da antiga Lei na pessoa de Cristo, estão errados ou equivocados. Por causa desse mal entendido de Paulo, os judeus rejeitaram a carta que lhes foi endereçada, bem como todos os escritos dos demais apóstolos.

II – JESUS NÃO MORREU PELOS PECADOS DA HUMANIDADE, MAS PELA HUMANIDADE

Sou a única pessoa no mundo a explicar o verdadeiro motivo da morte de Jesus, o Cristo, na cruz. E vou repeti-lo novamente.

Se Jesus morreu pelos pecados da humanidade e ressuscitou, logo, seu sacrifício foi anulado, pois, ressuscitou. Só valeria seu sacrifício se Ele não tivesse ressuscitado. Aí veio o apóstolo Paulo e passou a fazer ensino equivocado sobre a ressurreição de Jesus, afirmando que se Ele não tivesse ressuscitado, a nossa fé seria vã. Que nada! Se Cristo não tivesse ressuscitado, mais valor teria a sua morte, pois, realmente o pecador iria compreender que alguém deu a vida por ele. Mas, Ele ressuscitou. Logo, isso invalidou o seu sacrifício.

“E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (I Cor. 15:14).

Que nada! Vou explicar novamente o motivo da vinda de Jesus a este mundo e sua morte na cruz.

Se Jesus veio a este mundo certo de sua morte em favor da humanidade, e sem a sua morte ninguém teria chance de salvação, então, como se explica a sua oração suplicando ao Pai que passasse dele o cálice amargo do sacrifício? Jesus seria um Deus covarde? Que brincadeira foi essa? Ou será que, por ele ser um filho, Deus, o pai, lhe obrigou a morrer na cruz em favor da humanidade? Nada disso!

Satanás, o querubim ungido, foi o primeiro regente da Terra e era encarregado de cuidar da primeira humanidade. Naquele tempo o planeta Terra era chamado de o Grande Jardim, um verdadeiro paraíso. Mas, Satanás corrompeu a humanidade primitiva e não deixava ninguém se aperfeiçoar, e exigia adoração exclusiva dos humanos para si, e não deixava ninguém tomar conhecimento de um ser superior a ele. Satanás também exercia domínio sobre o reino dos mortos e os maltratava. Por causa do seu orgulho e do mal que fazia aos humanos, Deus tirou o seu domínio de sobre a Terra e o expulsou das regiões celestes superiores. O seu domínio se restringiu ao submundo, região da Via Láctea e o Sistema Solar, mas ele ainda exercia muita influência aqui na Terra. De tal forma que Deus teve que eleger um novo regente para o planeta Terra, para cuidar dos humanos e das almas dos que habitavam o mundo dos mortos, o Hades. E para complicar ainda mais a situação, Satanás frustrou os planos de Deus ao fazer o primeiro casal da nova raça adâmica se rebelar contra o seu criador. Deus ficou mais irado com Satanás, e desta vez o amaldiçoou e o desertou de vez, dizendo: “Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:14-15).

A frase “sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida” significa que Satanás perdeu parte dos seus poderes e foi deserdado de tudo, e passaria a viver errante nos cosmos. Não se dando por vencido, Satanás, o querubim caído, arquitetou um novo plano. E desta vez ele corrompeu novamente a humanidade, fazendo os homens da linhagem piedosa de Sete pecar, e mais adiante implantou nas mulheres a semente do gigantismo, fazendo com que todos os seres humanos, animais e plantas se tornassem gigantes. O mal foi tão terrível que o único jeito para purificar a Terra foi o extermínio de todos os humanos. Por causa disso, Deus teve que enviar o dilúvio sobre a Terra para purificá-la da semente do mal.

“Estiveste no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda pedra preciosa: a cornalina, o topázio, o ônix, a crisólita, o berilo, o jaspe, a safira, a granada, a esmeralda e o ouro. Em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade. Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei; diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, na injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, à vista de todos os que te contemplavam” (Ezequiel 28:13-18).

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua” (Lucas 4:5-7).

Deus precisava de um novo regente para a Terra. Quem estaria disposto a assumir o lugar do querubim caído?

Jesus, o filho obediente de Deus, aceitou o desafio de cuidar da humanidade. Como disse o apóstolo Paulo, “o qual, subsistindo em forma de Deus (mas não era Deus), não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Felipenses 2:6-8).

Embora Jesus tenha se prontificado a assumir o controle do planeta Terra, Ele precisava provar o seu amor pela humanidade, e que trataria bem dos humanos e das almas dos mortos no Hades. Então, Deus exigiu dele uma prova de amor e de confiança. Então, ele decidiu que viria a este mundo e se sacrificaria na cruz, como prova do seu amor pela humanidade.

Na sua última oração no jardim do Getsêmani, Jesus suplicou ao Pai que não permitisse ele passar por tamanha humilhação diante dos homens, morrendo numa cruz. Mas, como ele tinha que cumprir a prova, então, decidiu ir até o final. Porém, Deus lhe garantiu que não deixaria a sua alma permanentemente no Hades, mas o ressuscitaria. E foi o que aconteceu.

Jesus planejou tudo direitinho para que a sua morte na cruz acontecesse da maneira mais discreta possível, isto é, que sua morte acontecesse de maneira natural, sem apelação. Até a escolha de Judas Iscariotes, que seria o traidor, foi proposital, para que ele chegasse até a morte de cruz. De certa forma, Judas o ajudou, mesmo sem saber, para que fosse condenado e crucificado. E os cristãos, ao invés de maldizer o papel de Judas Iscariotes na história de Cristo, deviam era lhe agradecer por ter ajudado Jesus a cumprir sua missão. Sem o papel de Judas, talvez Jesus não tivesse sido entregue aos romanos para ser condenado e crucificado. E tem mais outro detalhe. Jesus veio determinado para morrer da forma mais cruel possível. Ele não poderia sofrer uma morte simples. Certa vez, depois que participou de um culto na Sinagoga de Nazaré, o povo ficou revoltado com o seu discurso após ter lido o livro do profeta Isaías. Aí o pegaram e o conduziram até um penhasco para lançá-lo no precipício. Mas, ele passou pelo meio de todos e foi para outra cidade. Vemos, nessa episódio, que ele não poderia ter uma morte simples. A missão de Jesus era maior. E ninguém no céu teve tamanha determinação, a ponto de se rebaixar de sua realeza e se humilhar diante de criaturas inferiores. Portanto, a gratidão a Jesus deve ser infinita.

Satanás sabia que Deus havia preparado um novo regente para a Terra, para substituí-lo. E também sabia quem era esse novo regente. Por isso, desde quando Jesus ainda era criança Satanás procurou matá-lo para que não cumprisse a prova de amor pela humanidade. Desde a morte dos inocentes ordenada por Herodes, até o ladrão na cruz desafiando que ele descesse e salvasse a todos, foram investidas de Satanás para impedir que Jesus cumprisse a prova.

Concluindo, Jesus não veio para morrer pelos pecados da humanidade. Ele veio morrer pela humanidade, em favor da humanidade, para resgatá-la do poder do Diabo. Depois que Jesus ressuscitou, conforme o Pai lhe havia garantido, ele exclamou: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na Terra” (Mateus 28:19). E no livro de Apocalipse Jesus diz que agora Ele detém o poder sobre o Hades (Inferno) e sobre as almas dos mortos.

“Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós” (Atos 4:10).

“Não temas; eu sou o primeiro e o último, e o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do hades” (Apoc. 1:17-18).

“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo” (Hebreus 2:14).

III – A LEI DE MOISÉS E OS ESCRITOS DOS PROFETAS NÃO FORAM ABOLIDOS

Uma das graves deturpações do texto bíblico é esta que diz que “a Lei e os profetas vigoraram até João”. Enquanto que o correto é “a Lei e os profetas profetizaram até João”. Isto quer dizer que a abrangência das profecias do Antigo Testamento vai até João e a morte do Messias na cruz no ano 29 d.C. Veja, por exemplo, a profecia das 70 semanas do profeta Daniel que estavam determinadas sobre o povo de Israel até a morte do Messias e a vinda do assolador. Já a destruição do segundo Templo de Herodes no ano 70 d.C. não está predito nos profetas do Antigo Testamento. Quem predisse a destruição do segundo Templo foi o próprio Senhor Jesus.

Baseando-se no que diz Lucas 16:16, os teólogos cristãos passaram a propagar ensino falso, afirmando que a Lei de Moisés foi abolida com a chegada de João, o batista, e com a morte de Cristo. Eles são tão tendenciosos que só pegam a primeira parte do versículo que cita a Lei, para afirmar que a Lei foi abolida, mas não falam nada a respeito dos profetas. Ora, se pela interpretação deles a Lei foi abolida, é óbvio que os escritos proféticos, inclusive o livro dos salmos, também foram abolidos. Embora os cristãos afirmem que a Lei de Moisés e os escritos proféticos foram abolidos, mas eles leem constantemente textos da Lei, dos salmos e dos livros dos profetas do Antigo Testamento nos púlpitos das igrejas.

No entanto, Jesus mesmo declarou que não veio abolir a Lei e nem os escritos proféticos; antes, diz que veio cumprir a Lei, isto é, praticá-la. Jesus chega até a advertir quem tentar violar um dos mandamentos da Lei por menor que seja. E o que fazem os cristãos? Violam o mandamento sobre a guarda do santo Sábado. Este mandamento é válido e é um mandamento eterno, pois, até no reino milenar a guarda do sábado será observada. A Lei e os profetas nunca foram abolidos. Os rituais da Lei cessaram porque o Grande Templo em Jerusalém foi destruído, ficando suspensos os sacrifícios, até que se cumpram o tempo dos gentios e o Terceiro Templo volte a ser erguido. Quando o primeiro Templo de Salomão foi destruído e o povo judeu foi levado cativo para a Babilônia, os rituais também cessaram, só retornando depois que o segundo Templo de Herodes foi erguido. No livro do profeta Ezequiel capítulos 40 a 48 estão descritos os mesmos rituais da antiga Lei de Moisés que serão estabelecidos durante o reino milenar do Messias. No livro do profeta Zacarias fala que serão celebradas as festas tradicionais de Israel, como a festa dos tabernáculos, durante o reino do Messias.

 “A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem forceja por entrar nele” (Lucas 16:16).

“Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João” (Mateus 11:13).

“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir” (Mateus 5:17).

“Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus” (Mateus 5:17-19).

Não sou adepto da igreja dos Adventistas do Sétimo Dia, mas sei que a ordenança do santo Sábado é eterna. Eis as promessas de Deus para quem guardar o Sábado. A guarda do Sábado nos dias atuais não deve ser tão radical como nos tempos da Antiga Lei, mas deve ser observada pelos judeus e cristãos.

“Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto: que se abstém de profanar o sábado, e guarda a sua mão de cometer o mal” (Isaías 56:2).

“Se desviares do sábado o teu pé, e deixares de prosseguir nas tuas empresas no meu santo dia; se ao sábado chamares deleitoso, ao santo dia do Senhor, digno de honra; se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando palavras vãs; então te deleitarás no Senhor, e eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58:13-14).

“E acontecerá que desde uma lua nova até a outra, e desde um sábado até o outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor” (Isaías 66:23).

“Assim diz o Senhor Deus: A porta do átrio interior, que dá para o oriente, estará fechada durante os seis dias que são de trabalho; mas no dia de sábado ela se abrirá; também no dia da lua nova se abrirá” (Ezequiel 46:1) – [Esta profecia é para o tempo do reino milenar do Messias, que ainda não começou].

“E o holocausto que o Príncipe oferecer ao Senhor será, no dia de sábado, seis cordeiros sem mancha e um carneiro sem mancha” (Ezequiel 46:4) – [O Príncipe de Ezequiel, sem dúvidas é Davi, que na verdade é o próprio Senhor Jesus].

“E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse” (Ezequiel 34:23-24). 

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um só pastor; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão” (Ezequiel 37:24).

IV – OS RITUAIS DA LEI PARA PURIFICAÇÃO DE PECADOS AINDA SÃO VÁLIDOS

Paulo disse na sua epístola aos Hebreus que sangue de touros e de bodes não purifica o pecado de ninguém. Da mesma forma digo que o sangue humano também não purifica o pecado de ninguém. Portanto, o sangue de Cristo – que era sangue humano – não foi derramado para purificar o pecado de ninguém.

Os rituais da antiga Lei de Moisés concernentes às ofertas pelo pecado continuam válidos. O problema é que o Grande Templo foi destruído e o sacrifício contínuo foi cessado, e o sacerdócio levítico foi destituído temporariamente, até que volte a ser estabelecido no reino do Messias. Só depois da restauração do Terceiro Templo os rituais de sacrifícios voltarão a ser oferecidos.

V – NÃO DEVEMOS PEDIR NADA A JESUS EM ORAÇÃO, MAS SOMENTE AO PAI

Depois que a Igreja Católica inventou a heresia da santíssima trindade, os cristãos passaram a tratar Jesus como um Deus, e começaram a fazer suas orações diretamente para ele. No entanto, isso é um dos grandes equívocos do Cristianismo.

Nenhum dos apóstolos fez oração se dirigindo diretamente a Jesus como um Deus, suplicando suas bênçãos ou lhe agradecendo alguma graça alcançada. Você pode constatar isso no início e no final de quase todas as epístolas do Novo Testamento. Sempre suas orações começam fazendo menção do nome de Deus-Pai, e só depois mencionam o nome de Jesus, chamando-o de Senhor.

“Graça seja convosco, e paz, da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus” (I Cor. 1:3-4).

Todas as nossas orações devem ser direcionadas somente para Deus-Pai, e nunca para Jesus. Sempre percebi que nas igrejas a maioria dos crentes ora diretamente para Jesus, suplicando as bênçãos. E isso é um grande erro. Jesus ordenou que devêssemos pedir ao Pai aquilo que necessitássemos que Ele (o Pai) o concederia. No Evangelho de João tem alguns versículos traduzidos de forma tendenciosa, somente para induzir o crente a pensar que devemos fazer pedidos a Jesus em oração. A frase “eu o farei”, de João 14:13, etc, foi traduzida de forma tendenciosa. É o Pai que fará, e não o Filho. Jesus também roga por nós diante do Pai, mas quem concede as bênçãos é o Pai. Na verdade, a oração deve ser feita diretamente para o Pai, em nome de Jesus. Ou seja, devemos orar ao Pai suplicando as bênçãos e fazendo menção do nome de Cristo, o qual ensinou seus discípulos a assim fazer as orações.

Jesus não ensinou a oração do Jesus-Nosso. Ele ensinou a oração do Pai-Nosso.

“Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Amém” (Mateus 6:9:13).

“Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (João 15:16).

“Naquele dia nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai, ele vo-lo concederá em meu nome” (João 16:23).

Repare que em João 16:23 a expressão “em meu nome” foi trocada de posição na frase. A tradução correta do versículo é assim:

“Naquele dia nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá”.

VI – DEUS NÃO CUIDA DIRETAMENTE DOS SERES HUMANOS. SÃO OS ANJOS QUE CUMPREM ESSE PAPEL

Quem protege os humanos, servos de Deus, são os anjos. Deus não cuida diretamente dos seres humanos. Os anjos é que exercem esse ofício. Quando oramos a Deus, não é Ele que houve diretamente as nossas orações. São os anjos que ouvem as orações e se encarregam de levá-las até o trono de Deus e depois trazer a resposta. Deus não anda bisbilhotando a vida de ninguém. Ele não fica olhando o que marido e mulher ficam fazendo entre quatro paredes. Até mesmo os anjos agem com descrição e não violam a privacidade dos humanos. Quando o cristão ora a Deus, ele deve deixar a porta do seu quarto aberta, para que o anjo do lado de fora, possa ouvir a sua oração. De preferência devemos orar em lugares abertos para que os anjos fiquem mais à vontade para ouvir as orações. Jesus e seus discípulos sempre oravam em lugares abertos, principalmente nos montes.

Os anjos da guarda protegem invisivelmente os humanos que servem a Deus. Mas nem sempre eles são eficientes na proteção, pois, não conseguem evitar muitas tragédias.

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Salmo 34:7).

A nossa oração não deve ser direcionada ao anjo da guarda, mas somente para Deus. Também jamais devemos orar diretamente para Jesus; todas as nossas queixas, pedidos e agradecimentos devem ser feitos a Deus-Pai, fazendo menção do nome de Jesus. Jesus nunca ensinou que devemos pedir algo a ele em oração. Antes, ensinou que tudo dever ser pedido ao Pai em seu nome.

VII – OS ANJOS NÃO POSSUEM ASAS

Os anjos não possuem asas. Esse ensino de que anjos possuem asas é outro grave erro que vem sendo ensinado durante séculos. Todos os anjos que apareceram aos humanos, relatados na Bíblia, não possuíam asas. As asas dos querubins da visão dos profetas Ezequiel, Isaías e João não são reais, são asas artificiais ou asas que funcionam como adornos, movidas a motor. O profeta Ezequiel disse que ouviu o estrondo das asas dos querubins. Os querubins da visão de Ezequiel 1 e 10 não são reais; esses querubins eram esculturas de anjos alados feitas ao redor da grande arca celestial que sustenta o trono de Deus. Em todas as pinturas e gravuras de anjos que os humanos fazem, todos eles são retratados como possuindo asas com penas de aves. E anjos possuindo asas com penas de aves não procede. Se algum anjo tiver asa, sua asa deve ser igual à asa de um morcego.

Um fanático pode dizer que os anjos não usam asas quando se materializam para manter contato com os humanos. Mas, aí é que está a contradição. Se os anjos são seres espirituais, para que lhe servem as asas no mundo espiritual, visto que lá não existe a força de gravidade? E se os anjos se materializam, aí sim, era necessário o uso de asas, pois, no nosso mundo físico existe a força de gravidade. E as asas seriam necessárias para sua locomoção a longas distâncias.

Pelo visto, é tanta loucura que esses crentes carregam em suas mentes, que é trabalhoso desmenti-las uma por uma.

VIII – NÃO EXISTE UM SANTUÁRIO CELESTIAL COM UMA SUPOSTA ARCA DA ALIANÇA PEQUENA, IGUAL À ARCA PERDIDA QUE MOISÉS CONSTRUIU PARA SER POSTA NO SANTUÁRIO TERRENO. DA MESMA FORMA, NÃO EXISTE UMA CIDADE CELESTIAL DENOMINADA DE NOVA JERUSALÉM

A Arca da Aliança que Deus ordenou a Moisés que construísse para guardar dentro dela as duas tábuas da Lei, uma amostra do maná dado aos hebreus no deserto e a vara de Arão, era uma réplica perfeita do objeto móvel que carrega o trono de Deus nos céus. As esculturas dos querubins com asas estendidas, um de frente para o outro, sobre a Arca é semelhante às esculturas dos querubins das visões de Ezequiel (cap. 1 e 10), de Isaías (cap. 6) e de João (cap. 4 de Apocalipse) colocadas ao redor do objeto móvel que carrega o trono de Deus.

O santuário celestial, descrito nas visões de João no Apocalipse, trata-se de uma grande nave-mãe, na qual fica a Arca da Aliança, que é o objeto móvel que sustenta o trono de Deus. Se o santuário da visão de João, que se abriu no céu, fosse realmente um santuário igual ao erigido por Salomão, ele não teria um trono. E se o texto diz que nele está o trono de Deus, logo, ele não pode ser um santuário igual ao que Deus ordenou Salomão construir. No Santuário (Grande Templo) que Deus ordenou Salomão construir não existia um local ou compartimento especial chamado de trono de Deus. A Arca da Aliança é o objeto que simbolizava esse trono de Deus. É de sobre a Arca da Aliança, de entre os dois querubins, que Deus se manifestava e se ouvia sua voz.

O altar e o incensário que João diz ter visto nas visões do Apocalipse não são literais. Se as taças de ouro continham as orações dos santos, logo, percebe-se que tais objetos e coisas não são literais; são apenas representações simbólicas.

“Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” (Apoc. 5:8).

“Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. Depois do anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto” (Apoc. 8:3-5).

A cidade de Nova Jerusalém que João diz que via descer do céu, nas visões do Apocalipse, não é uma cidade literal, feita de ouro e pedras preciosas. Tudo isso é imaginação fértil dos crentes fanáticos. A cidade é simbólica e representa a comitiva dos 144 mil judeus que foram salvos e arrebatados da Terra. O próprio anjo explica a João quem é a grande cidade, e diz que é a esposa do Cordeiro que descia do céu como uma noiva ataviada para o noivo.

“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. (…) E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a santa cidade de Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, tendo a glória de Deus; e o seu brilho era semelhante a uma pedra preciosíssima, como se fosse jaspe cristalino; e tinha um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel” (Apoc. 21:2-12).

Paulo diz que a “nossa pátria está nos céus”. Mas, isso é um grande equívoco de Paulo. Pois, nenhum humano vai habitar permanentemente nos céus, morada dos seres aperfeiçoados. A habitação dos humanos salvos será sempre aqui neste planeta Terra.

Em duas passagens o apóstolo Paulo faz referência a uma suposta cidade de Jerusalém celestial. Mas isso também é outro grande equívoco, pois, não existe nenhuma cidade nos céus denominada de Jerusalém ou nova Jerusalém.

“Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é nossa mãe” (Gálatas 4:26).

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos” (Hebreus 12:22).

O nome JERUSALÉM é um nome terreno, originário da antiga língua dos cananeus. Portanto, nenhum objeto ou coisa do céu pode ter nomes terrenos. “Jerusalém” significa “cidade de paz”. JERU=CIDADE e SALÉM=PAZ. O sacerdote Melquisedeque era rei de Salém, que significa “paz”, uma cidade cananéia. 

Portanto, o nome “Nova Jerusalém” se refere ao grupo dos redimidos e dos 144 mil que formam a Noiva do Cordeiro, que irá descer dos céus para reinar com Cristo eternamente aqui na nova Terra restaurada.

IX – A SALVAÇÃO NÃO É PELA FÉ, MAS PELAS OBRAS

Ninguém será julgado segundo a sua fé, mas segundo as suas obras. Paulo afirmou que a salvação é somente pela fé, e não pelas obras, para que ninguém se glorie. Ora, isso é um grande equívoco de Paulo, pois, esse ensino não está de acordo com o Evangelho de Cristo. Jesus fez muita ênfase à prática de boas obras e as respectivas recompensas. E uma das recompensas das boas obras é a salvação do crente. Duvida?

Veja isso. Os crentes pensam que vão ser recompensados no céu, recebendo coroas de glória e galardões, e que uns serão mais galardoados que outros. Ora, se vai haver salvos mais galardoados que outros, então, estes hão de que se gloriar. Se não, que importância terá ser mais galardoado que outro, se não poderá manifestar uma alegria maior diante dos demais?! Se um salvo vai se gloriar no céu por ter recebido mais galardões que outros, então, por que alguém não poderia se gloriar de ter alcançado a salvação através da prática de boas obras?

Na igreja aprendemos que Deus vai recompensar os fiéis, aqueles que muito fizeram pela sua obra aqui na Terra, e inclusive irá conceder coroas de glórias e muitos galardões aos vencedores. O ensino teológico tradicional diz que os salvos receberão a recompensa segundo as suas obras. Paulo diz que todos os salvos deverão comparecer ante o tribunal de Cristo para serem julgados e recompensados de acordo com o que fizeram com o corpo, o bem ou o mal, mas segundo os intérpretes tradicionais, isso não quer dizer um julgamento para obtenção da salvação. Mas, afirmo que esse julgamento também é para a salvação. Jesus mesmo disse que a salvação está condicionada à prática de boas obras. Disse ainda que nem todo o que me diz “Senhor, Senhor” entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Deus. Ou seja, não adianta dizer que crê em Jesus pela fé, se não praticar boas obras. A fé sozinha não irá salvá-lo. E qual é a vontade de Deus? A vontade de Deus é que os seus filhos pratiquem as boas obras, que deem atenção aos pobres e necessitados. A prática das boas obras não visa comprar a salvação. O ato de caridade é algo inerente ao cristão. Se você ama a Cristo e faz a vontade de Deus, então você ama naturalmente o próximo, você ajuda o seu semelhante necessitado.

Não é doando aos pobres uma pequena parte da sua fortuna que você alcançará salvação. Todos os aspectos da sua vida também contarão para a salvação. Por exemplo, existem vários bilionários no mundo que doam alguns milhões de sua fortuna para assistência social, mas não estão nem aí para Deus. Ora, isso é hipocrisia. E também sabemos que 1% dos humanos concentra para si a maior parte de toda a riqueza do mundo, e não querem dividi-la com ninguém.

Se você é rico e quer realmente conquistar a salvação através das boas obras, então, venda tudo o que você tem e doe para os pobres, e viva uma vida piedosa seguindo a Jesus. Foi isso que Jesus ensinou a um jovem rico que perguntou o que deveria fazer para obter a vida eterna. Jesus perguntou se ele guardava os mandamentos da Lei, e ele respondeu que sim. Então, disse: “Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens e reparte como os pobres, e terás um tesouro no céu; depois vem, e segue-me” (Lucas 18:22).

O apóstolo Tiago foi quem mais combateu o ensino de Paulo de que a salvação é somente pela fé. Tiago disse que a fé sem as obras é morta. Disse Tiago: “Mostra-me tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas obras”. Tiago diz textualmente que a salvação não é somente pela fé, mas também, e principalmente pelas obras. Justificação pelas obras e salvação pelas obras são a mesma coisa.

“Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé” (Tiago 2:24).

Agora vem a prova final. No capítulo 25 de Mateus Jesus diz que os salvos serão postos à sua direita, e os perdidos à sua esquerda. Depois ele explica por que os que estão à sua direita alcançaram a salvação, e os que estão à sua esquerda alcançaram a perdição. Alcançaram a salvação através da prática de boas obras. O julgamento que Jesus se refere em Mateus 25 é parecido com o do grande Trono Branco descrito em Apocalipse. Confira.

MATEUS 25
31 Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32 e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;
33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.
34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
35 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;
36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.
37 Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?
39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?
40 E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.
41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;
42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;
43 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.
44 Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?
45 Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.
46 E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.

“E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o hades entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras” (Apoc. 20:12-13).

“Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal” (II Cor. 5:10).

“A obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo” (I Cor. 3:13-15).

X – JESUS NÃO É DEUS, NEM ONISCIENTE NEM ONIPRESENTE

Jesus disse: “Onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”.

Veja o que escrevi há um tempo atrás, falando a respeito do atributo “onipresença de Jesus”.

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Quanto ao atributo ONIPRESENÇA de Jesus, os trinitarianos utilizam a seguinte declaração para sustentar seus argumentos: “Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18:20) e também: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28:20). Novamente os trinitarianos pecam por fazer uma interpretação literal do texto. Jesus não é Deus, portanto, Ele não é onipresente. Jesus nada mais quis dizer que estaria “presente em espírito”, e não presente literalmente. Se Jesus é Deus e possui o atributo da “onipresença” – porque disse o que citei anteriormente -, então o nosso irmão Paulo de Tarso também é “Deus”. Olha o que ele disse: “Porque ainda que eu esteja ausente quanto ao corpo, contudo em espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo” (Col. 2:5). Então, Paulo estava blasfemando de Deus, dizendo-se ser onipresente, se fazendo presente em espírito no meio dos crentes de Colosso? A mesma coisa os crentes pensam de Jesus: “Ele não está presente fisicamente aqui conosco, mas espiritualmente Ele está”. Só que os crentes imaginam que essa “presença espiritual” de Jesus no meio dos crentes é por motivo de Ele ser Deus onipresente. Só que Jesus nunca está em FORMA DE ESPÍRITO” no meio dos crentes. Se os crentes esperam a volta de Jesus é porque Ele não está aqui neste mundo. O que se faz presente no meio dos crentes é o “espírito de Cristo”, isto é, “a força de fé e perseverança de Cristo”, ou “a mensagem que Ele nos ensinou, o seu Evangelho”. Isso que quer dizer Jesus estar presente (em espírito) no meio dos crentes. No entanto, se Jesus quiser vir aqui na Terra qualquer dia, Ele vem. Só que dependendo de onde estiver, Ele pode demorar a chegar até aqui no planeta Terra. Veja em Daniel 10:13,21 que Jesus diz que passou 21 dias para trazer a resposta da oração de Daniel. Nesse caso Jesus veio como um anjo poderoso em caráter extraordinário. Esse Anjo que luta com Miguel contra os príncipes da Pérsia e da Grécia não é o Gabriel, pois Gabriel não é arcanjo, não é anjo de guerra; é apenas um mensageiro especial de Jeová. Segundo Lucas 1:19,26 Gabriel é um anjo mensageiro e não um arcanjo. Jesus declara que o arcanjo Miguel é um dos primeiros príncipes. Se existem vários príncipes, porque só Miguel ajuda Jesus? É porque Miguel é o comandante-mor dos exércitos do Céu. João disse: “Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta” (Apoc. 1:10). Mesmo que o “espírito” saia do corpo físico, isso não significa que o “espírito” é onipresente. Supondo que Jesus tenha o poder de desintegrar o seu corpo (seja ele físico ou espiritual) e se apresentar na forma de espírito, isso não significa que o seu espírito será onipresente. Engraçado que Jesus não é onipresente, mas os trinitarianos acham que Satanás é onipresente, pois eles costumam citar o texto de Tiago que diz que o Diabo anda ao nosso derredor querendo nos tragar. Ou seja, o Diabo anda ao derredor dos crentes aqui no Brasil, e no mesmo instante ele está andando ao derredor dos crentes lá no Canadá, nos EUA, na África e na Europa. Eles acham que Satanás se incorpora numa pessoa lá em Brasília e ao mesmo tempo ele está incorporado num pai-de-santo lá em Codó, no Maranhão.
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Para os crentes fanáticos, Satanás é mais onipresente que Jesus.

Use a racionalidade a seu favor, e não a ignorância. Somente os fracos de espírito se deixam dominar pela ignorância.

Jesus disse que “bem-aventurados são os pobres de espíritos, porque deles é o reino dos céus”. Ora, “pobre de espírito” é bem diferente de “fraco de espírito”. Pobres de espírito são aquelas pessoas símplices, sem conhecimento, sem saber humano, sem cultura. Mas isso não impede que ela use sua capacidade de raciocínio, para discernir o que é real ou absurdo. Geralmente os fracos de espírito agem por ignorância, e são presas fáceis dos enganos religiosos. Os fracos de espírito acreditam facilmente em promessas de políticos sem caráter.

Ninguém pode ser onisciente e onipresente, nem mesmo Deus. Sei que essa afirmação choca as pessoas de senso comum, mas a pessoa que usa plenamente sua racionalidade compreende essas coisas, diferente do ateu, que ignora tudo.

Temos que parar com essa loucura religiosa de usar a ignorância como se fosse atitude de uma pessoa sábia.

O crente fanático diz que “Deus é Deus”, e não se importa se o que ele acredita é absurdo ou não. Ele não usa plenamente a sua racionalidade porque o engano religioso lhe impede de discernir as coisas de forma racional. Ele não procura analisar as coisas de forma racional e na sua ignorância diz que quando estiver lá no céu, vai saber de tudo.

Deus não é onisciente, porque ninguém neste mundo físico ou em qualquer outro mundo, ou dimensão cósmica, pode saber todas as coisas. Se Deus fosse onisciente, então, Ele seria culpado de tudo de ruim que acontece no mundo, e o próprio responsável pela desgraça do homem. E quem deveria estar no banco de réu seria Ele, e não Satanás ou os humanos.

A ignorância humana é que faz com que pessoas acreditem que Deus é uma mente universal, que sabe de tudo e controla todas as coisas. Outros dizem que acreditam pela fé. Ora, isso é a mesma coisa que dizer que acredita através da ignorância. Há muitos tipos de fé, e a pior delas é essa de acreditar em algo que não temos certeza se realmente existe. Deus sabe de muitas coisas porque ele é bem informado pelos seus anjos. E o futuro que Deus diz saber não é natural, mas um futuro planejado. Ele prevê o que acontecerá no futuro e faz com que aquilo que predisse aconteça exatamente como anunciou. A descrição sobre a onisciência de Deus que o salmista faz no Salmo 139 não deve ser tomada ao pé da letra, isto é, não deve ser entendida de forma literal. Aquilo que escreveu no Salmo 139 são versos poéticos para exaltar Deus de forma exagerada e apaixonante. Se tudo o que está escrito no Salmo 139 deve ser entendido de forma literal, então, da mesma forma deve ser entendido o Salmo 18.

Jesus disse que até os cabelos da nossa cabeça estão todos contados. Porém, tal declaração não deve ser entendida de forma literal. O próprio relato bíblico pode estar errado. Veja, exemplo, onde está o erro nos relatos de Mateus e Lucas:

“Não se vendem dois passarinhos por um asse? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois, mais valeis vós do que muitos passarinhos” (Mateus 10:29-30).

“Não se vendem cinco passarinhos por dois asses? E nenhum deles está esquecido diante de Deus. Mas até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois mais valeis vós do que muitos passarinhos” (Lucas 12:6-7).

Mateus diz que “nenhum passarinho cairá em terra sem a vontade do Pai”; enquanto que Lucas relata que “nenhum passarinho está esquecido diante de Deus”.

Então, qual foi a declaração correta de Jesus? Acredito que foi esta de Lucas.

Quando Jesus fez essa declaração de que até os cabelos da nossa cabeça estão contados, ele estava falando a respeito da providência divina, querendo dizer que Deus sabe das nossas necessidades, mesmo antes de nos queixarmos para Ele. Ora, Deus sabe das nossas necessidades não por causa de uma suposta onisciência, mas porque Ele é informado pelos anjos sobre as nossas necessidades. A expressão “até os cabelos da vossa cabeça estão contados”, empregado por Jesus, é um exagero de linguagem, para afirmar que Deus sabe de tudo a nosso respeito, não porque seja onisciente, mas porque recebe informações repassadas pelos anjos.

Você, que não é fraco de espírito, e faz uso pleno da sua racionalidade, acha mesmo que Deus anda contando os cabelos de todos os seres humanos, e fica fazendo e refazendo contas todos os dias, por causa dos cabelos que caem ou que são cortados? Só mesmo uma pessoa entorpecida por engano religioso acredita em tal absurdo.

Para saber mais a respeito desse tema “onisciência”, leia os posts mais antigos do meu blog.

Deus também não é onipresente. Se Deus fosse onipresente, então ele não seria um Deus pessoal, mas uma força cósmica, a própria força que controla os elementos químicos do Universo. E quem imagina Deus dessa forma não age de forma racional, mas por pura ignorância.

A herética doutrina da trindade diz que Jesus é Deus, e que, portanto, também é onisciente e onipresente. E fico imaginando o que leva o ser humano a inventar tamanha mentira para iludir os fracos de espírito!

Quando Jesus subiu aos céus uns anjos apareceram aos presentes dizendo que Jesus voltaria do mesmo modo que o tinham visto subir.

A Bíblia diz que quando Jesus retornar, todo olho o verá. Muitos acreditam que todos o verão ao mesmo tempo por causa das redes de TV que noticiarão o fato ao vivo. E uma pessoa de mente sã não pode imaginar que Jesus será visto por todos por ser Deus, onipresente. Quando os discípulos viram Jesus subir aos céus, somente eles presenciaram esse fato. Quem estava em outra cidade, não presenciou o fato. Portanto, o Jesus que subiu aos céus é o mesmo que irá voltar, em carne e osso, e não voltará como um ser espiritual e onipresente.

Jesus, antes de vir a este mundo, era um ente divino aperfeiçoado. Depois que se encarnou, ele se tornou um ser híbrido, isto é, um ser composto de parte humana e divina. E ele voltará na forma humana para governar a Terra e reger as nações com os redimidos.

Jesus e os anjos se locomovem através de naves espaciais invisíveis. Quando Jesus subiu aos céus, após a ressurreição, o relato bíblico diz que uma nuvem o encobriu. E no livro de Ezequiel 1 o profeta tem a visão de uma nave espacial que vem camuflada envolta em uma nuvem, mas dava para ver o fogo emitido pelas turbinas da nave. Na verdade, o que Ezequiel teve não foi uma visão de algo espiritual, mas o vislumbre de algo físico e real. Pois, ele havia sido abduzido, e imaginava estar em outro mundo, ou num mundo espiritual, enquanto que ele estava aqui mesmo na Terra.

EZEQUIEL 1
2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
“4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.
5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;
6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;
10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.
12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.

O que Ezequiel contemplou nesta visão foi uma nave espacial. A Arca da Aliança que Deus ordenou Moisés confeccionar é uma réplica exata dessa nave espacial da visão de Ezequiel. Ela carrega o trono de Deus que fica posto sobre ela. Veja mais detalhes dessa visão no capítulo 10.

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Texto Produzido Por Miquels7
Manaus, 19 de Novembro de 2017.

19/11/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | Deixe um comentário

O PRÊMIO NOBEL DE TEOLOGIA PARA MIQUELS7

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Uma das grandes questões debatidas entre os religiosos e teólogos em todas as épocas é sobre a existência de Deus, e também a questão da criação da Terra e do Universo. E sabemos que existem várias escolas teológicas com suas explicações mirabolantes sobre esses temas. Mas, os fanáticos preferem ficar com a explicação superficial de alguns textos da Bíblia, apoiados por uma fé cega.

“Deus não é tudo o que dizem a seu respeito. O fanático religioso não está nem aí, e exalta Deus de forma exagerada, criando atributos para Ele, sem ter certeza que Ele os possua” (Miquels7).
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Na era glacial

Só existe uma passagem bíblica onde o próprio Deus declara de forma indireta que foi Ele quem criou a Terra. Isaías 45:12. Porém, esta passagem bíblica foi proferida por um profeta, em nome de Deus. E poucos sabem, mas os profetas falavam coisas de sua própria cabeça, além daquilo que Deus lhes tinha ordenado falar. O crente fanático pensa que Deus falava direto na mente e nos ouvidos do profeta para ele falar ou escrever tudo aquilo que está nos livros. No entanto, eram poucas as palavras que Deus revelava e ordenava o profeta falar. O resto eram pensamentos que ele mesmo inventava e falava de forma apaixonante ou tresloucada sobre Deus. Não vou me deter aqui mostrando como Deus se revelava aos profetas, pois, já publiquei estudos sobre isso no meu blog. Só quero que entendam que Deus só se revelava aos profetas durante a noite, quando este estava dormindo. Pergunte a um bom teólogo sincero e honesto e ele vai te confirmar essa verdade. Todas as palavras que os profetas receberam da parte de Deus para falar ao povo, eles receberam em sonhos ou em visões da noite. E Deus mesmo diz no livro de Deuteronômio que só se revelava aos profetas dessa forma. Portanto, o livro de Isaías é muito grande para acreditarmos que tudo que lá está escrito foi revelação de Deus. Só o capítulo 45 de Isaías é bastante extenso, e sabemos que o que Deus revelou ao profeta para falar a respeito de Ciro, o rei da Pérsia, que iria conquistar o Egito e a Babilônia para libertar o povo de Israel do cativeiro, foi poucas palavras. O restante foi apenas incremento da própria mente do profeta Isaías. Neste mesmo capítulo temos frases próprias do profeta Isaías, e que não tem nada com a mensagem que Deus lhe ordenara falar.

“Eu é que fiz a Terra, e nela criei o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todo o seu exército dei as minhas ordens”.

Por certo, Deus não mandou Isaías falar um monte de coisas que falou sobre Ele somente neste capítulo 45. Igualmente o salmista Davi também falou um monte de frases poéticas e apaixonantes a respeito de Deus, o que não se constitui numa verdade absoluta todas as suas frases. Isso se evidencia nos Salmos 18 e 139. Se for uma verdade absoluta tudo o que Davi escreveu sobre Deus no Salmo 139, então deve ser verdade absoluta a forma como Deus é conforme ele a descreve no Salmo 18: Deus é um dragão que solta fumaça pelas narinas e cospe fogo, e monta num querubim e voa sobre as asas do vento.

Tem momentos que Isaías pára um pouco de falar coisas delirantes sobre Deus no capítulo 45 e escreve frases mais lúcidas e racionais. Veja:

“Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas, ó Deus de Israel, o Salvador. Envergonhar-se-ão, e também se confundirão todos; cairão juntos em ignomínia os que fabricam ídolos. Mas Israel será salvo pelo Senhor, com uma salvação eterna; pelo que não sereis jamais envergonhados nem confundidos em toda a eternidade” (Isaías 45:15-17).

Nesse texto supracitado parece que Isaías volta à sua racionalidade e fala como uma pessoa lúcida.

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Existem casos de profetas na Bíblia que falaram de coisas além do que Deus tinha ordenado falar, e profetizaram mentiras. Veja o caso de Hananias e tire suas conclusões. Será que Isaías e Jeremias não falaram de coisas além do que Deus lhes ordenou falar?
 
Jeremias 28:
 
“5 Então falou o profeta Jeremias ao profeta Hananias, na presença dos sacerdotes, e na presença de todo o povo que estava na casa do Senhor.
6 Disse pois Jeremias, o profeta: Amém! assim faça o Senhor; cumpra o Senhor as tuas palavras, que profetizaste, e torne ele a trazer os utensílios da casa do Senhor, e todos os do cativeiro, de Babilônia para este lugar.
7 Mas ouve agora esta palavra, que eu falo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo:
8 Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antigüidade, profetizaram contra muitos países e contra grandes reinos, acerca de guerra, de fome e de peste.
9 Quanto ao profeta que profetuar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, então será conhecido que o Senhor na verdade enviou o profeta.
10 Então o profeta Hananias tomou o canzil do pescoço do profeta Jeremias e o quebrou.
11 E falou Hananias na presença de todo o povo, dizendo: Isto diz o Senhor: Assim dentro de dois anos quebrarei o jugo de Nabucodonozor, rei de Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, se foi seu caminho.
12 Então veio a palavra do Senhor a Jeremias, depois de ter o profeta Hananias quebrado o jugo de sobre o pescoço do profeta Jeremias, dizendo:
13 Vai, e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o Senhor: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farei jugos de ferro
14 Pois assim diz o Senhor dos exércitos o Deus de Israel Jugo de ferro pus sobre o, pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonozor, rei de Babilônia, e o servirão; e até os animais do campo lhe dei.
15 Então disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fazes que este povo confie numa mentira.
16 Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra. Este ano morrerás, porque pregaste rebelião contra o Senhor.
17 Morreu, pois, Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.
 
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Embora Gênesis 1:1 diga que Deus criou os céus e a Terra, mas tal declaração não foi feita diretamente por Ele, e sim, pelo autor da narrativa da criação, que supostamente atribui-se a Moisés. Todas as outras passagens que afirmam que Deus criou os céus e a Terra foram declarações feitas por profetas, por salmistas e por alguns escritores do Novo Testamento. Nem mesmo Jesus chegou a afirmar que Deus, o Pai, criou os céus e a Terra.

Apesar de no Antigo Testamento ter alguns textos afirmando que Deus criou os céus e a Terra, isso não foi suficiente para os escritores neotestamentários afirmarem categoricamente que Ele criou todas as coisas. E a prova está na declaração do autor da Carta aos Hebreus, onde ele declara explicitamente que os crentes acreditam que Deus criou o mundo apoiados apenas na fé. E fé cega. Pois, fé não é prova de nada. Crer que algo existe apenas se baseando pela fé, não é prova de nada, não é atitude racional, e sim, loucura de religioso fanático. Se alguém diz que acredita em algo pela fé, tal crença deve ser entendida como uma dúvida e não como uma certeza ou verdade absoluta. Se Paulo diz que os crentes acreditam através da fé que Deus criou os mundos e a Terra, isso mostra que não é prova suficiente o que se fala a respeito de Deus nas páginas do Antigo Testamento.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. (…) Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:1-3).

A fé até pode ser o fundamento das coisas que se esperam. Mas, afirmar que fé é a prova das coisas que não se veem, aí já é absurdo e tolice de fanático religioso. Repito: fé não é prova nada. Se fé é a prova e certeza de algo que você acredita, então, amanhã vá a uma casa lotérica e jogue na mega-sena, tendo bastante fé que você vai ganhar, e depois me conta.

Há vários tipos de fé: 1) a fé comum, sinônimo de confiança e esperança, que qualquer ser humano possui; 2) a fé que assegura a confiança do crente no perdão de seus pecados e na certeza da salvação; 3) a fé que faz o crente remover montanhas, isto é, a fé que torna uma pessoa otimista, de tal forma que ela consegue realizar o impossível; 4) e a fé cega (ou burra), que faz o crente acreditar em coisas que não tem certeza se existe. É a respeito dessa fé que estou falando. Quem faz uso da fé cega não está agindo racionalmente, não está fazendo uso 100% da sua racionalidade. A pessoa se deixa levar por paixões religiosas e se torna cega, a tal ponto de pautar o seu viver por crendices tolas.

Mateus 17:20
“Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível”. [Este é o 3º tipo de fé].

Eu acredito em Deus, mas num Deus que se pode explicar, num Deus possível de existir. Agora, quem acredita num Deus que não se explica é um fanático religioso, louco e tolo. Não acredito em Deus da forma como 99% dos crentes acreditam porque faço 100% uso da minha racionalidade, e não me deixo levar por fanatismo religioso e tolice. Procure ler os textos do meu blog para saber o que penso sobre Deus.

FALANDO A RESPEITO DA CRIAÇÃO DA TERRA

A minha teoria sobre do que se trata a narrativa do capítulo 1 de Gênesis é imbatível. Até agora não li e não soube sobre outro estudante da Bíblia ou teólogo que tenha tido ideia semelhante à minha a respeito da narrativa da criação em Gênesis 1. O que li é que certo escritor, explicando sobre a existência dos dinossauros, disse que o planeta Terra não foi criado há 6 ou 7 mil anos atrás, e que também não foram criadas todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Esse escritor chegou a cogitar que a Terra estava um caos e vazia por causa da queda de um meteoro na Península de Yucatan, no México, há 65 milhões de anos, que dizimou a maioria dos animais e todos os dinossauros de sobre a terra. Outro escritor disse que a Terra estava um caos devido Deus ter expulsado Satanás do Céu e este lançado na Terra, e corrompido os antigos habitantes. Por causa disso, Deus teve que intervir e destruir tudo, lançando um meteoro sobre a Terra. Porém, eu mesmo já defendi a tese de que os dinossauros foram seres monstruosos criados pelo antigo regente da Terra, chamado de querubim ungido, que se tornou Diabo e Satanás. Deus interviu e destruiu aquelas criaturas monstruosas. Depois, voltou à Terra e criou seres vivos normais.

Tem um escritor fanático que escreveu um texto mirabolante explicando porque Deus não criou a Terra e o mundo num piscar de olhos, já que ele é Todo-Poderoso, mas criou todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Considero tal explicação uma grande tolice. Tudo isso é fruto de fanatismo religioso, ignorância e falta de usa pleno da racionalidade. Se é que essa pessoa se acha um ser racional.

A MINHA TEORIA SOBRE A NARRATIVA DA “CRIAÇÃO” DE GÊNESIS É INÉDITA

A narrativa da “criação” de Gênesis não tem características de uma verdadeira obra que surgiu do nada, vinda da parte de um Deus considerado Todo-Poderoso, porque apresenta contrapontos e certos absurdos, se imaginado do ponto de vista cronológico.

Na verdade, a cronologia da criação de Gênesis está corretíssima, mas não explicada do ponto de vista religioso, mas, científico.

A narrativa da criação de Gênesis trata da transição da Terra do último período glacial. O último período glacial terminou entre 12 mil e 40 mil anos atrás. E essa glaciação não durou muitos anos, e também não se deu há 65 milhões de anos, no período do extermínio dos dinossauros. Essa glaciação se deu no tempo do reino dos Atlantes, uma primeira raça de humanos que existiu na Terra e que era controlada pelos deuses caídos há 100 mil anos atrás. Deus teve que destruir o reino dos Atlantes de sobre a Terra porque eles se tornaram civilizados e grandes pecadores, e adoravam e serviam ao querubim caído, Satanás, e não a Ele. Satanás transmitiu todo tipo de conhecimento a esse povo. E o mesmo ele fez, engando Eva e Adão, passando o conhecimento proibido. O reino dos Atlantes foi destruído por um meteoro que caiu sobre o reino que se localizava no meio do atual Oceano Atlântico, e que submergiu sob as águas do mar, tendo restado apenas vestígios desse povo por várias partes do planeta, na América do Sul, na costa da África e na Europa. O antigo escritor grego, de nome Platão, foi o que mais escreveu sobre a existência do povo que habitava na lendária Atlântida. Arqueólogos japoneses encontram vestígios da lendária cidade de Atlântida sob as águas profundas do Oceano Atlântico. E ainda existem várias pesquisas em andamento. Quando Deus criou uma nova raça de humanos (Adão e Eva), nesse tempo ainda existiam os sobreviventes do reino dos Atlantes. Foi desse povo que Caim teve medo ao ser expulso de perto de sua família depois que matou seu irmão Abel. Caim temeu e disse para Deus que seria fugitivo na terra e poderia ser morto por quem o encontrasse. Mas quem poderia matar Caim, se naquele tempo só existia ele e seus pais, Adão e Eva? É óbvio que existiam outras tribos de humanos habitando por perto, por isso Caim temeu ser morto. E para que Caim não fosse capturado e morto, Deus colocou-lhe um sinal. E com certeza esse “sinal” que Deus colocou em Caim foi a mudança da coloração de sua pele, para que se parecesse com a pele dos Atlantes, de tal forma que ele seria confundido como um membro da tribo estranha.

E todo estudante da Bíblia deve saber que existem duas narrativas da criação no início do livro de Gênesis. A primeira narrativa vai do primeiro capítulo até o verso 3 do segundo capitulo. A primeira narrativa Moisés tomou do antigo povo sumério, pois, ele foi educado na corte egípcia e era príncipe, e teve contato com muitos livros e aprendeu sobre história antiga com os sacerdotes dos deuses. Nessa narrativa o nome empregado para Deus é “Elohim”, que significa literalmente “os deuses”.

Na primeira narrativa da criação de Gênesis, Deus cria primeiramente as plantas e os animais, e por último cria o homem. Já na segunda narrativa, que começa em 2:4, Deus cria primeiramente o homem, e só depois as plantas e os animais. Nesse narrativa o nome empregado para Deus é YHW (Jeová ou Javé), e tudo indica que esse texto foi tomado do povo hebreu, ancestrais de Moisés. Porém, há um absurdo nessa narrativa. Tem crente que diz que Deus faz nascer uma flor no galho seco de uma árvore e uma planta no deserto. Mas, em Gênesis 2:5 diz que Deus não teve poder para fazer nascer nenhuma planta porque ainda não tinha feito chover sobre a terra. Ora, quer dizer que Deus só podia fazer nascer as plantas se chovesse? Que Deus Todo-Poderoso é esse? E tem crente bobo que imagina que Deus criou as plantas no 3º dia, tudo num período de 24 horas. O texto é bem explícito e diz que Deus teve que esperar chover sobre a terra para poder fazer nascer as plantas, pois, antes disso, só havia um vapor que subia da terra, e regava toda a face da terra, porém, chuva forte não havia. Isso significa que Deus passou mais de um dia esperando chover para poder criar as plantas. Logo, os dias da criação não foram períodos de 24 horas.

“Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra. Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:4-8 – Esse é o início da segunda narrativa da criação).

Existe uma respeitada estudiosa do Antigo Testamento, chamada Ellen van Wolde, da Universidade de Radboud, na Holanda, que defende a tese de que Deus não criou a Terra e os mundos. Ela diz que o verbo “bara” de Gênesis 1:1 não significa “criar algo do nada”, mas significa “separar”. Segundo ela, a frase correta de Gênesis 1:1 é assim: “No princípio Deus separou os céus e a terra”. Em outras palavras, “No princípio os deuses (elohim) separam os céus e a terra”. Isto é, separou as águas e a parte seca, as águas que estavam debaixo e acima do firmamento.

Mas, a minha explicação não é assim. Toda a narrativa da suposta criação de Gênesis bate direitinho com a sequência de acontecimentos que ocorrem durante a transição de um período glacial.

A primeira narrativa da criação de Gênesis foi baseada em informações obtidas dos sumérios. E tais informações os sumérios tomaram do povo descendente dos Atlantes, que sobreviveram à grande catástrofe, vivendo em cavernas, junto com várias espécies de animais e aves. O planeta Terra ficou coberto de cinza vulcânica que tapou toda a luz do Sol, o que ocasionou a glaciação. A Terra ficou toda coberta de grandes geleiras, até os cumes dos montes mais altos. Depois de alguns anos as cinzas vulcânicas começaram a se dissipar e os primeiros raios do Sol começaram a incidir sobre a Terra.

Deus não criou a Terra. Pois, se Deus tivesse criado a Terra, ela não se encontraria num caos, imersa em escuridão. Se Deus é perfeito e Todo-Poderoso, como Ele criaria a Terra em meio ao caos e escuridão? A Terra se encontra nesse estado porque uma grande catástrofe se abateu sobre ela.

“A Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas” (Gênesis 1:2).

Quando o texto diz que Deus viu que a luz era boa, tira toda a sua prorrogativa de onisciente. Que ser onisciente se admira de algo que cria e diz que é algo bom?

Vamos à descrição cronológica de forma sucinta:

1º Dia) No primeiro dia Deus disse “Haja luz, e houve luz”. Ora, na visão ingênua dos sobreviventes que viviam nas cavernas, eram os deuses que tinham criado a luz naquele momento. Mas na verdade, eram os primeiros raios do Sol que surgiram entre as espessas nuvens de cinza vulcânica.

2º Dia) No segundo dia Deus criou a abóbada celeste apoiada sobre fortes colunas (o tal domo ou tampo de vidro transparente e intransponível) e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento, e chamou o firmamento de “céu”. Na imaginação dos humanos da pré-história (e até hoje, na visão dos crentes fanáticos), o céu azul é um firmamento curvo sustentado por imensas colunas, e as estrelas são pequenos luzeiros pendurados sob a abóbada celeste para iluminar durante a noite. A Lua é um luzeiro maior, criado para marcar as semanas e os meses. A morada de Deus e dos anjos fica acima desse firmamento, e tal lugar é um mundo espiritual, para onde os crentes fanáticos pensam que vão morar. E Deus, quando está irado, faz trovejar e lança coriscos e chuva de saraivas e granizos sobre a Terra.

3º Dia) Nesse dia Deus separa para um lado as águas que estavam debaixo do céu, e fez surgir o elemento seco. Às águas chamou “mares”, e a parte seca chamou “terra”. Ora, o que foi isso? Nos primeiros meses que os raios do Sol incidiram sobre a Terra, as grandes geleiras começaram a derreter e a parte seca começou a surgir. E na visão dos sobreviventes das cavernas, eram os deuses que estavam criando a terra seca e separando as águas do mar. Ainda no 3º dia Deus fez surgir a relva e toda espécie de plantas. Na visão dos habitantes das cavernas, eram os deuses criando as plantas e a relva na terra que seca. Ora, os habitantes da Amazônia sabem que quando começa a vazante dos rios, as praias começam a surgir, e do nada nascem todo tipo de plantas. Até quando chove no deserto começam a nascer plantas do nada. Foi assim mesmo que aconteceu no terceiro período da transição da última era glacial. As geleiras derreteram e sobre a terra seca começou a nascer toda sorte de plantas.

4º Dia) No quarto dia Deus cria os grandes luminares no firmamento do céu, o Sol, a Lua e as estrelas. Na interpretação do ponto de vista religioso, isso é um absurdo, pois, se Deus só criou o Sol no 4º dia, que parâmetros Ele usou para contar o 1º, o 2º e o 3º dia, visto que é o Sol que marca o período de um dia? Ora, na visão dos habitantes das cavernas, foi só no quarto dia que Deus criou o Sol, a Lua e as estrelas. O que isso significa do ponto de vista científico? Significa que no 4º período de transição da era glacial as nuvens de cinzas vulcânicas tinham se dissipado completamente, e os habitantes das cavernas puderam ver nitidamente o Sol, a Lua e as estrelas, e diferencia o dia da noite. Pois, antes, eles só sabiam o que era a noite, pois, viviam quase em completa escuridão. E na visão deles, Deus havia criado naquele período os grandes luminares do céu.

5º Dia) Veja que nesse dia Deus não cria os animais mamíferos e herbívoros. Nesse dia Deus cria os peixes, as aves do céu, os monstros marinhos (baleias), e todos os seres viventes que se arrastavam (répteis). O que significa isso? Os habitantes das cavernas viram esses animais saindo sobre a terra para se alimentar da relva do campo e viram as baleias e os peixes no mar. Daí eles imaginaram que Deus havia criado esses seres vivos no quinto período de transição da Terra. Mas na verdade, esses animais começaram a sair das cavernas para procurar comida na terra seca. E os animais maiores só saíram no sexto período de transição da Terra.

6º Dia) Somente no sexto dia Deus cria os grandes animais mamíferos e herbívoros. E por último cria o homem (Adão e Eva) para cuidar da terra, dos animais e das plantas.

Então, foi assim que surgiu a história mais antiga da criação. Os primeiros sobreviventes das cavernas morreram e os seus filhos, descendentes que nunca tinham visto a luz do Sol, foram os responsáveis pela narrativa da criação. E eles narravam do ponto de vista que tinham, vivendo nas cavernas. Os sumérios escreveram a história da criação narrada pelos descendentes dos Atlantes, e essa foi sendo repassada para outros povos, até chegar aos egípcios, e finalmente aos hebreus, caindo nas mãos de Moisés.

Não há explicação melhor do que esta para a narrativa da criação de Gênesis.

Todos os créditos e direitos reservados para Miquels7.


Manaus, 01/11/2017.

NOTA:

Este estudo é apenas um rascunho. Demorei cerca de 3 horas para escrevê-lo, e eu mesmo fiz a revisão e correção ortográfica. Não produzi um texto técnico-filosófico-científico. Se eu fosse publicar em um livro um estudo sobre este tema, é claro que o elaboraria de forma técnica, dentro do padrão filosófico-científico, e passaria vários meses pesquisando obras de autores renomados sobre esse assunto, faria anotações de rodapé e no final do livro incluiria as devidas referências bibliográficas.

Para escrever e defender uma tese ou formular uma teoria não é preciso obedecer a rígidos conceitos filosóficos na elaboração dos argumentos. O que vale é a ideia. Para um bom entendedor, meia palavra basta. Outros podem pegar a ideia e melhorar os argumentos, contanto que sejam dados os devidos créditos ao autor original da ideia. Tem pessoas que são formadas no campo filosófico, entendem de todos os pormenores exigidos na elaboração dos argumentos, mas não tem ideias próprias, não têm imaginação e não produzem nada de novo. É tipo a pessoa que se forma em economia, mas na prática não sabe gerir uma empresa ou o próprio negócio.

Veja bem. Quase todos os ensinos teológicos são teorias. Embora os teólogos não admitam que sejam teorias os argumentos em defesa de determinado assunto da Bíblia, mas são teorias. As doutrinas da trindade, do céu, do inferno, da ressurreição, do arrebatamento, da salvação, da justificação, da vida após a morte; e mais as doutrinas de Deus, dos anjos, da divindade de Cristo e doutrina da criação, todas são TEORIAS. E nos argumentos raramente se veem as expressões ‘talvez’, ‘possivelmente’, ‘acredita-se’, etc. Geralmente as doutrinas ou teorias bíblicas dos cristãos católicos e protestantes são tidas como verdades absolutas, pois, dizem que são baseadas na Bíblia, ou seja, têm base bíblica. No entanto, podem até ter base bíblica, mas base científica e racional a maioria delas não têm. E outra coisa. As denominações religiosas que fazem estudos divergentes dos ditos teólogos ortodoxos são tratadas como seitas, e suas doutrinas são tidas como heréticas.

Como minhas teorias sobre determinado assunto polêmico da Bíblia são focadas dentro da razão e da racionalidade, às vezes faço uso da expressão ‘com certeza’. Já quem baseia seus argumentos apenas na fé cega, aí se torna um sacrilégio empregar a expressão ‘com certeza’.

Miquels7.

02/11/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , , , , | Deixe um comentário