MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Blog com mensagens e artigos diferentes sobre Deus e a Bíblia

SE EU TIVESSE VIVIDO NA IDADE MÉDIA, POR CERTO, TERIA SIDO QUEIMADO VIVO NA FOGUEIRA DA INQUISIÇÃO

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A Igreja Católica Romana, em nome da religião cristã, condenou milhares de pessoas à pena de morte na fogueira e na guilhotina por serem consideradas hereges e subversivas. Quem contrariasse as doutrinas e dogmas da Igreja era forçado a se retratar e negar suas convicções, e se não negasse, era preso e depois condenado à execução sumária. Tudo isso fizeram em nome de uma religião que se baseia em TEORIAS sobre Deus, Jesus, anjos, demônios, céu e inferno. A começar por xxx, no século Xxx, que propagou a doutrina da Unidade de Cristo; depois, na Idade Média, com o matemático e astrônomo, Galileu Galilei, que apresentou a teoria de que a Terra é que gira ao redor do Sol, e não o contrário; e posteriormente, no século XV, com a perseguição aos judeus e protestantes com a Santa Inquisição, a Igreja Católica executou milhares de pessoas consideras hereges, tudo em nome de uma crença baseada em teorias. Os padres católicos e os líderes protestantes, tendo uma crença baseada em TEORIAS, sem apresentar uma única prova, perseguiam e matavam os estudiosos e cientistas cujas teorias eram, na sua maioria, sustentadas com provas materiais. A Igreja propôs as teorias da Trindade e da Criação de Deus, sem apresentar nenhuma prova concreta; e os cientistas apresentaram a teoria do Heliocentrismo e da Evolução das Espécies, com provas matemáticas e bastantes provas materiais. Mas quem prevalecia? Sempre prevalecia os que não tinham prova nenhuma para apresentar. E assim os religiosos continuam até os dias de hoje condenando os “hereges” que não aceitam e contrariam suas teorias, digo, suas doutrinas e dogmas.
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Fogueira da Santa Inquisição Católica

A minha crítica aqui, contra os religiosos, não é para ridicularizar ou menosprezar a religião cristã ou qualquer outra crença. Antes, este texto serve para mostrar que os cristãos e protestantes querem ter razão, fazer prevalecer e impor uma crença baseada em teorias e sem respaldo científico, e além de tudo, ainda ter a cara de pau de querer desqualificar a Ciência e a crença dos outros.

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Continua…………..

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29/04/2017 Posted by | DOUTRINAS E DOGMAS, HISTÓRIA CRISTÃ | , , , , , | Deixe um comentário

A DOUTRINA DA TRINDADE É O MAIOR ENGODO DO CRISTIANISMO

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A Doutrina da Trindade é a Maior Heresia do Cristianismo

Trindade

Os líderes de cada seita religiosa cristã, seja ela antiga ou as que surgem por aí todos os dias, sempre alegam que receberam revelação de Deus para fundar o ministério. Só que Deus não é deus de confusão.

Todos os dias surgem novas denominações evangélicas, principalmente do ramo pentecostal, cada uma com um nome chamativo ou inusitado, às vezes acompanhado de “mundial”, “universal” ou “global”. O Brasil é um celeiro dessas seitas diabólicas. O país está se tornando uma verdadeira “babilônia”, cheio de seitas cristãs, todas elas visando os dízimos e dinheiro fácil, pois foram inspiradas no Deus “Mamon”. Assisti a uma reportagem do jornalista Roberto Cabrini, na qual fez uma pesquisa sobre quantas seitas são fundadas todos os meses no Brasil. Foi grande seu espanto ao constatar que os registros de seitas em cartórios não aconteciam todos os meses, mas todos os dias. Ele encontrou até anúncio de venda de igrejas em jornais, onde se incluía toda a mobília, instrumentos musicais e alguns membros.

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon [às riquezas]” (Mateus 6:24).

Esses líderes religiosos são tão obcecados por dinheiro, que eles não mostram o Estatuto da Igreja, não mostram o “credo” deles antes da pessoa ACEITAR Jesus. A pessoa se converte, se batiza, mas eles não falam no que eles acreditam, quais são as suas doutrinas e quais eles não acreditam. Hoje em dia tem crente novo convertido que só descobre o “credo” da sua igreja através da internet.

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09/09/2015 Posted by | CASOS POLEMICOS, DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

A LEI SOBRE O DÍZIMO FOI ABOLIDA

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SEI QUE NÃO ADIANTA GRITAR O MAIS ALTO POSSÍVEL E MOSTRAR NA CARA DESSES FALSOS PASTORES, LADRÕES E SALTEADORES, QUE A LEI DO DÍZIMO NA NOVA ALIANÇA FOI ABOLIDA E NÃO É MAIS OBRIGATÓRIA NA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA. JÁ EXISTEM DEZENAS DE ESTUDOS DE GENTE SÉRIA, PASTORES E TEÓLOGOS, SOBRE O DÍZIMO, DEMONSTRANDO QUE SUA PRÁTICA NÃO É MAIS VÁLIDA NA NOVA ALIANÇA, DEPOIS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO. FOI A IGREJA CATÓLICA QUEM RESSUSCITOU A PRÁTICA DO DÍZIMO, POIS ALEGAVA QUE OS PADRES CATÓLICOS SÃO A CONTINUIDADE DO SACERDÓCIO LEVÍTICO. PARA HAVER UMA REVOLUÇÃO, É PRECISO HAVER REVOLTA E INCONFORMISMO COM O QUE ESTÁ ERRADO. NO SÉCULO XVI, MARTINHO LUTERO, INCONFORMADO COM AS PRÁTICAS ANTI-CRISTÃS DA IGREJA CATÓLICA, REBELOU-SE,  E PUBLICOU AS 95 TESES, ACUSANDO OS ERROS DA IGREJA. ATUALMENTE, JÁ EXISTEM MAIS DO QUE 95 TESES MOSTRANDO OS ERROS DOS CRISTÃOS PROTESTANTES, PENTECOSTAIS, NEO-PENTECOSTAIS, MAS ELES FINGEM QUE NÃO ENXERGAM. MAS ESTÃO PREOCUPADOS COM ESSAS “TESES” SENDO PUBLICADAS NA INTERNET, À VISTA DE MUITOS INTERNAUTAS. POIS ELES CORREM O RISCO DE PERDER A “MAMATA” COM AS COBRANÇAS DO DÍZIMO E OUTROS TIPOS DE BARGANHA EM PROL DA “OBRA” (PODER, FAMA E ACÚMULO DE RIQUEZAS PESSOAIS). É PRECISO HAVER UMA REVOLTA URGENTE CONTRA ESSES FALSOS PASTORES. NÃO ADIANTA SÓ PUBLICAR AS “TESES” NAS INTERNET. É PRECISO HAVER UMA REVOLUÇÃO, E ESTA SÓ ACONTECERÁ COM UMA GRANDE REVOLTA E MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DOS EVANGÉLICOS SÉRIOS DO BRASIL.
SOU EVANGELICO, MAS NÃO DOU DÍZIMO. APENAS OFERTO NA IGREJA. E NUNCA FALTOU O NECESSÁRIO PARA MINHA FAMÍLIA. ESSE NEGÓCIO DE DEVORADOR NEM APARECE NA MINHA CASA, POIS ISSO É APENAS COISAS QUE OS LADRÕES PÕE NA CABEÇA DOS FRACOS. TENHO DOIS EMPREGOS E NUNCA ME SENTI AMEAÇADO OU AMALDIÇOADO POR NÃO DAR O DÍZIMO.
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A LEI SOBRE O DÍZIMO FOI ABOLIDA

O dízimo foi constituído por causa dos sacerdotes do Sacerdócio Levítico, que administravam os sacrifícios pelo pecado do povo todos os dias. E Abraão deu dízimo ao Melquisedeque porque este era sacerdote do Deus Altíssimo, mas ele era humano e seu ofício foi transitório.

Porém, o autor da Carta aos Hebreus nos diz que os mandamentos da antiga Lei, concernente aos sacerdotes, foi ab-rogado, ou seja, foi anulado depois que Cristo realizou uma única vez o sacrifício perfeito. Jesus Cristo se constituiu um sacerdote eterno segundo a Ordem Sacerdotal de Melquisedeque. Ele agora ministra em um Santuário Celestial, e portanto, não há mais necessidade de ninguém dar os dízimos para sustentar sacerdotes levitas, pois, o Sacerdócio Levítico foi anulado. E o antigo Templo FOI DESTRUÍDO PELA VONTADE DE DEUS no ano 70 AD, porque não havia mais necessidade de sacerdotes humanos mortais para ministrar pelos pecados do povo.

Jesus falou. em Mateus 23:23, que a pratica mais importante que devemos fazer é o AMOR, e não o ato de dar os dízimos. Jesus falou isso porque ele ainda estava sob o vigor da Lei. Depois que Cristo morreu e ressuscitou, os mandamentos levíticos concernentes ao dízimo, foram abolidos.

Jesus Cristo realizou um único sacrifício oferecendo-se a si mesmo sobre cruz, e agora ministra no Céu. Portanto, não há mais necessidade de dar dízimos para sacerdotes ou pastores aqui na Terra.

A salvação agora é gratuita e pela fé. Os pregadores do evangelho devem receber, sim, ajuda para o trabalho de evangelização, mas não o dízimo. Podem receber doações de ofertas, como Paulo recebia.

O apóstolo Paulo, maior evangelista de todos os tempos, nunca recebeu e nunca cobrou dízimos para evangelizar. Antes, ele fabricava tendas para ajudar no seu sustento e custear suas viagens, para que não ficasse pesado aos irmãos, que eram carentes. Ele evangelizou toda a Ásia Menor, num tempo em que não existia avião, nem trem, nem hotéis de luxo para se hospedar, como fazem os pastores de hoje. Os falsos pastores mercenários, de hoje, possuem carros de luxo, mansões, aviões, helicópteros, emissoras de TV, fazendas, apartamentos em outros países e ainda se hospedam em hotéis de luxo, e os crentes bobos ainda ficam orando por eles. Vão ser burros assim lá não sei aonde!!!

O mandamento de Malaquias 3:10, concernente ao dízimo, foi abolido com a morte de Cristo.

Deus não mandou construir os templos dessas igrejas que hoje existem. Só houve um Templo que Deus autorizou ser construído, mas este foi destruído pela vontade de Deus, pois não havia mais necessidade… 

Certa vez, uma mulher samaritana alegou que a adoração certa devia ser no Monte Moriá, em Samaria, e não em Jerusalém, no grande Templo. Mas Jesus lhe disse que ia chegar a hora em que nem em Jerusalém nem naquele monte se adoraria ao Pai, mas os verdadeiros adoradores adorariam ao Pai em espírito e em verdade, em qualquer lugar, sem a necessidade de templos. Vede a ref. abaixo.

No tempo em que Jesus viveu aqui na Terra a Lei do Dízimo estava em vigor e o Grande Templo em Jerusalém estava funcionando perfeitamente. Jesus passou mais de 3 anos anunciado as boas-novas. Mas, digam-me quantas vezes Jesus e seus discípulos foram cultuar no Templo? Quantas vezes foram lá levar os dízimos? Lembro-me apenas duas vezes: uma, quando falou da pobre viúva que OFERTOU uma única moeda. Essa mulher pobre ofertou moeda, dinheiro vivo. Ela não dizimou. E outra vez, foi na ocasião em que expulsou os cambistas e vendedores do Templo.

Agora, Jesus ia frequentemente às Sinagogas nos dias de sábado, pois lá era um lugar de reunião e estudo da Torá. E a Sinagoga não era chamada de Templo. Assim também os prédios das igrejas atuais não devem ser chamados de “templos”, mas de congregação ou casa de reunião.

Jesus estava em Jerusalém antes de morrer crucificado, e lá estava o grande Templo. Mas ele fez sua última reunião e realizou a “Santa Ceia” (Páscoa) em outro lugar, juntamente com seus discípulos. 

Os templos das igrejas católicas e evangélicas, que hoje existem, não devem ser chamados de “templos”, mas apenas de capela, congregação ou casa de oração. Os crentes é que são o “templo do Espírito Santo”.

Os templos da Igreja Católica e das igrejas evangélicas são imitações dos templos dos deuses pagãos da Ásia Menor e da Grécia. Os deuses antigos tinham seus templos suntuosos. E as igrejas evangélicas fizeram o mesmo, cada uma construindo um “templo falso” para Deus. Esses “templos” não tem nada a ver com o Grande Templo sagrado que Deus mandou construir. E foi apenas um. Mas esse Grande Templo Deus permitiu que fosse destruído.

Os pastores e evangelistas não podem alegar que são herdeiros do Sacerdócio Levítico, pois o mesmo já se acabou. E também não podem alegar que são sacerdotes da Ordem de Melquisedeque, pois há apenas um sacerdote dessa ordem, que é Jesus. E ele não necessita de dízimos.

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“Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado [ANULADO] por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus. (…) Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus; que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo” (Heb. 7:19-27).

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“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mateus 23:23).

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“Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto. E encontrando um judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles, e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas” (Atos 18:1-3).

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“E quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado; porque os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei, e ainda me guardarei, de vos ser pesado” (II Cor. 11:9). (Os pastores de hoje são um fardo pesado para os fiéis).

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“Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:20-23).

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QUEM DÁ A SEMENTE AO QUE SEMEIA É DEUS, E ESTA SEMENTE, É O EVANGELHO, E NÃO DINHEIRO.

O dízimo nunca foi dado em espécie, isto é, em dinheiro vivo, em papel moeda. Podemos ver nos quatro Evangelhos, que no tempo de Jesus já existia dinheiro em moeda, mas nunca se usava as moedas para dar dízimo.

A “Casa do Tesouro”, de Malaquias 3:10 não era um COFRE ou depósito de dinheiro. Era um armazém onde se estocavam os dízimos em forma de mantimentos para sustento dos levitas. E os levitas não podiam trocar os mantimentos por dinheiro, para comprar o que quisessem, pois lhes era proibido.

Os falsos pastores de hoje distorcem o significado dos textos bíblicos para justificar a dádiva do dízimo. Vejamos este:

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“Ora, aquele [DEUS] que dá a semente [EVANGELHO] ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (II Cor. 9:10).

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Percebam o absurdo que os pastores mercenários fizeram com a interpretação falsa deste texto de Paulo. “Aquele que dá a semente ao que semeia” é o próprio Deus.

A SEMENTE é o evangelho da salvação. E Deus também dá o pão para sustento dos missionários. Ou seja, Deus abençoa os crentes, dando-lhes os mantimentos necessário para seu sustento, e esse mesmo crente também tira parte do que Deus lhe dá para ajudar no SUSTENTO dos missionários. Repare: é SUSTENTO, e não salário fixo de vários mil reais.

Inventaram que o ato de SEMEAR é contribuir com dinheiro vivo para obra de Deus. Tudo mentira. Eles iludem os crentes a “semear dinheiro” para pagar programas de TV, pagar redes de TV, comprar aviões, fazendas, construir templos suntuosos, e bancar a vida de riqueza e luxo que levam.

Eles ainda enganam, alegando que, se você não pode ser um missionário e não pode sair por outros lugares evangelizando, você pode PAGAR para outro ir em seu lugar. Isso é uma das maiores mentiras. Fazem isso por ganância. Pois, a Palavra de Deus diz que o crente é sal da terra e luz do mundo, e onde ele estiver, lá ele será um evangelizador. Você que é um cristão, pode ser um missionário aí mesmo no seu bairro, na sua rua, na sua cidade.

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QUEM É O LADRÃO

“8 Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.
9 Eu sou a porta; se alguém entrar por mim será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens.
10 O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
11 Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
12 Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.
13 Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas.
14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem” (João 10:8-14).

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Analisando cuidadosamente este texto, concluímos que:

JESUS É O BOM PASTOR
SATANÁS É O LOBO
FALSOS PASTORES SÃOS OS LADRÕES E SALTEADORES
MERCENÁRIOS SÃO OS FALSOS PASTORES

***

Os falsos pastores e pregadores dizem que o Ladrão é o Satanás, enquanto que, pela interpretação correta do texto, podemos ver que os ladrões e salteadores são os falsos pastores.

Os falsos pastores sugam o melhor de suas ovelhas, e não se importam com o bem-estar social e econômico de suas ovelhas.

Os falsos pastores roubam o melhor de suas ovelhas, isto é, seus bens, seus salários, suas vidas.

Jesus é o bom Pastor. E os demais são pastores maus. Vejam esta profecia contra os pastores infiéis, que comem o melhor de suas ovelhas (a lã e a gordura = o conforto e dízimo, salário), mas não as apascentam como deveriam.

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“Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as buscasse” (Ezequiel 34:1-6).

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Por favor, leia e se inteire sobre as “teses” dos “martinhos luteros” de hoje, principalmente sobre o ROUBO DOS DÍZIMOS que os falsos pastores, das falsas igrejas evangélicas do Brasil, praticam contra os membros de suas igrejas, usando artifícios de lavagem cerebral, enganando e oprimindo os fiéis com doutrinas do medo, e outros meios desonestos de tirar dinheiro do povo ingênuo.

1) Teólogo publica monografia contestando doutrina do dízimo.
http://noticias.gospelmais.com.br/teologo-monografia-contestando-doutrina-dizimo-38123.html

2) Monografia de bacharelado em teologia sobre o DÍZIMO – João Bosco Costa Vieira.
http://pt.scribd.com/doc/96753612/DIZIMO-Joao-Bosco-Costa-Vieira

3) A Verdade Sobre o Dízimo.
http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas/VerdadeSobreDizimo-RWGarganta.htm

3) Estudo As 10 Mentiras Sobre o Dízimo. http://ateuignorante.blogspot.com.br/2013/05/as-10-maiores-mentiras-sobre-o-dizimo.html

4) Dízimo a mentira contada há 2.000 anos. http://integras.blogspot.com.br/2009/05/dizimo-mentira-contada-ha-2000-anos.html

5) Comentário sobre a não validade do dízimo na Nova Aliança.
http://oraculum.blog.br/blogoraculum/index.php/opinioes/dizimo/

6) Igrejas arrecadam R$ 39,1 milhões por dia em dízimos e ofertas, revela Receita Federal.
http://noticias.gospelmais.com.br/receita-federal-igrejas-39-milhoes-dia-dizimos-ofertas-62742.html

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Todo o dinheiro que essas igrejas e pastores ladrões arrecadam anualmente com dízimos e ofertas, daria para resolver a situação triste de milhões de pessoas que vivem na pobreza e na mais pura miséria neste planeta.

Quase todas as igrejas evangélicas e pentecostais ensinam o contrário do que Jesus mandou ensinar. Mas por causa de ambição, amor ao dinheiro e desejo de poder e riquezas neste mundo, eles não param de praticar o erro.

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Miquels7

24/11/2013 Posted by | CASOS POLEMICOS, CRISTIANISMO EM CRISE, DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS, MOBILIZAÇÃO | , , , , | 7 Comentários

JESUS É FILHO BIOLÓGICO ESPIRITUAL DE DEUS?

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POSTEI MUITO POUCO ESTE ANO NO BLOG. MAS ESTE AQUI VALE POR VÁRIOS QUE DEIXEI DE POSTAR. É O MAIS IMPORTANTE DESTE ANO. OS COMENTÁRIOS, AQUI, PODEM AJUDAR MUITOS TEÓLOGOS NOVATOS, QUE AINDA NÃO CONHECEM OS PONTOS DIFÍCEIS DA TEOLOGIA. É UM ESTUDO MODESTO, SEM ERUDIÇÃO NAS FORMULAÇÕES DAS FRASES. MAS CREIO QUE VALE A PENA LER. APRECIE COM MODERAÇÃO.
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JESUS É FILHO BIOLÓGICO ESPIRITUAL DE DEUS?

Este comentário é um pouco extenso, porque, para explicar direitinho um assunto polêmico como este, não podemos nos esquecer de certos detalhes imprescindíveis.

Os católicos chamam Maria de “mãe de Deus”. E isso tem certa lógica, pois se Jesus é considerado “Deus”, segundo o Dogma da Trindade, ele também é filho biológico de Maria. E Maria por certo o chamava de “filho”.

Mas, se Jesus não é filho biológico de Deus, logo, ou ele é filho adotivo, ou uma criatura, como as demais que ele criou, assim como criou os anjos, por exemplo.

Se dizemos que Jesus é “Deus”, e Maria foi sua genitora e mãe biológica, logo, podemos dizer que Maria é a mãe de “Deus” Filho.

E se admitirmos que Jesus foi “gerado” ou concebido pelo Espírito Santo – e se o Espírito Santo é o próprio Espírito do Pai -, então Jesus é filho biológico de Deus, e Maria é genitora do “Deus” Filho. Mesmo sabendo que Jesus já era um ser divino pré-existente, podemos considerar que Maria foi sua mãe biológica quanto à sua humanização. Por essa razão, ela foi chamada de bem-aventurada ou favorecida por Deus.

Mas, se teimarmos em dizer que Maria não foi “mãe” do Deus-Filho coisa nenhuma (por ele ser um ser divino eterno, e sendo Jesus o “Filho” unigênito de Deus, composto da mesma substância), temos que admitir que houve uma “mãe celeste” para que ele surgisse. Logo, se não existiu essa mãe celeste, teremos que admitir que Deus é um ser andrógino. Só assim se poderia explicar ser Jesus um “filho biológico” (da mesma substância) de Deus-Pai. E se dissermos que Deus-Pai não é um ser andrógino, então, devemos considerar que Jesus, como ser divino, também é um ser criado por Ele, assim como criou os anjos.

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Sem dúvida, Deus é Pai biológico de Jesus na forma humana, não na espiritual. Pois Jesus foi concebido pelo Espírito do Pai, quando desceu sobre Maria. Deus é Espírito, e sua glória se manifestou sobre Maria.

Por causa dessa concepção inusitada de Jesus, alguns críticos da Bíblia afirmam que o próprio Deus Yavéh transgrediu o décimo mandamento da Lei que ele mesmo deu ao povo hebreu, pois ele não procurou uma mulher solteira para que Jesus fosse concebido, mas antes, cobiçou ou tomou uma mulher que já era casada, no caso, Maria, que era desposada com José.

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20:17).

Mas, sabemos que Deus é Deus, foi Ele quem criou as criaturas e estabelceu as leis espirituais e humanas, então, Ele tem o direito de transgredir ou abolir qualquer lei que tenha imposto…

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Na Bíblia vemos textos que sugerem que Jesus Cristo foi um ser divino “criado” ou gerado por Deus, antes de vir ao mundo.

“Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?” (Hebreus 1:5).

“Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Heb. 5:5).

“E nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas; também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:13-18).

O texto afirma que ele, Jesus, é antes de todas as coisas, isto é, que foi o primeiro ser criado. Diz também que ele é o princípio, ou a causa do surgimento dos mundos e dos seres vivos.

Ora, por essas afirmações concluímos que Deus-Pai não teve princípio. Mas Jesus teve.

Teologicamente falando, Deus-Pai não é o primeiro, porque ele nunca teve princípio.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Heb. 1:6).

Engraçado que este texto do autor da Carta aos Hebreus se contradiz com a declaração do apóstolo João, que afirmou que Jesus é Unigênito Filho de Deus.

Sabemos que “primogênito” é o primeiro filho, e que “unigênito” é único filho. A final de contas, Jesus é primogênito ou unigênito Filho de Deus?

Observe que a expressão “e todos os anjos de Deus o adorem” é citação apócrifa. Quase todas as citações ou referências que o autor aos Hebreus faz, podemos conferi-las nos livros do Antigo Testamento. Existem várias citações no livro de Hebreus que foram extraídas de livros apócrifos. Mas não vou me estender nesse assunto aqui.

“A qual Deus nos tem cumprido, a nós, filhos deles, levantando a Jesus, como também está escrito no salmo segundo: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Atos 13:33).

“Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Salmos 2:7).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apoc. 3:14).

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Os teólogos católicos inventaram a Trindade, em cuja definição “supõe-se” que Jesus é a 2ª Pessoa da Trindade, formado da mesma “substância” do Pai. Ou seja, que Jesus é formado da mesma essência biológica do Pai. Mas esse Dogma da Trindade foi uma teoria bem engendrada, criada pelos padres da Igreja Católica, para combater o Arianismo e tentar encaixar Jesus como divindade, já que os judeus também não admitem que o seu Deus Yaveh (Jeová) tenha um filho biológico. A palavra Trindade nem ao menos existe na Bíblia, mas foi formulada para criar um dogma que não tem lógica, e o inpuseram à força para os cristãos.

Os judeus ortodoxos não aceitam até hoje que Jesus Cristo seja o Messias prometido de Israel e nem o consideram como um “Deus” ou filho de Deus, mas apenas como um profeta (impostor). Os judeus messiânicos acreditam que Jesus é o Messias prometido da mesma forma como os cristãos ocidentais acreditam, e ainda acreditam que ele é “Deus” igual ao Pai.

Se a doutrina da Trindade afirma que Jesus é eterno – que nunca foi criado espiritualmente -, e sempre existiu ao lado do Pai, e que é composto da mesma “substância” do Pai, logo, ele não pode ser considerado filho biológico de Deus. Mas, por outro lado, pode ser considerado filho por “afinidade” e por causa da obediência ao Pai. Mas se ele obedece ao Pai, logo ele é submisso e inferior ao Pai em autoridade. Existem várias referências bíblicas que atestam que Jesus não é igual ao Pai em poder e autoridade. Se Jesus sempre foi submisso ao Pai e obedece à sua autoridade, logo, ele não é igual a Deus.

Irei comentar, com as devidas referências, alguns motivos e razões que atestam que Jesus não é  igual ao Pai em poder e autoridade.

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PRIMEIRO: No Antigo Testamento (AT), de Gênesis a Malaquias, não vemos nenhuma referência concreta que ateste que Deus Jeová tenha um “filho biológico”. Porém, no AT vemos os anjos e seres humanos serem chamados de “filhos de Deus” e até de “deuses”.

“Eu disse: Vós sois deuses, e filhos do Altíssimo, todos vós” (Salmos 82:6).

E o próprio Jesus confirma:

“Responderam-lhe os judeus: Não é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque, sendo tu homem, te fazes Deus. Tornou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses? Se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?” (João 10:33-36).

Se os anjos também são chamados de “filhos de Deus”, por que Jesus não entra na mesma categoria deles? E por que os anjos não são considerados “deuses” também? Se Jesus é filho e é considerado “Deus”, por que os anjos, que são filhos também, não são considerados deuses, já que eles são seres divinos e muito poderosos?

“Chegou outra vez o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor; e veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor” (Jó 2:1).

No livro de Jó, a expressão “filhos de Deus” refere-se aos anjos, e não aos humanos.

Na verdade, Jesus nunca disse diretamente ser “filho de Deus” por concepção biológica. Os fariseus é que tiravam essa conclusão das coisas que Jesus declarava, pois achavam que Jesus estava querendo se igualar a Deus.

Da forma com que Jesus responde aos fariseus, invocando um texto dos Salmos de Davi, vemos que ele mesmo atesta que não se considerava “filho de Deus” por concepção biológica, mas filho em razão de ter sido um enviado de Deus, um profeta do Altíssimo.

No entanto, existe apenas uma referência no Livro de Provérbios (livro não-profético), mas que não é suficiente para se sustentar uma verdade teológica, pois para isso é preciso haver mais de uma referência. Trata-se de uma profecia, não de Salomão, mas de Agur, filho de Jaqué de Massá. Confira Provérbios 30:4.

“Quem subiu ao céu e desceu? [Jesus?] quem encerrou os ventos nos seus punhos? mas amarrou as águas no seu manto? quem estabeleceu todas as extremidades da terra? qual é o seu nome [Yavéh?], e qual é o nome de seu filho? [Yeoshua?] Certamente o sabes!”

O próprio Senhor Jesus parece ter confirmado esta passagem de Provérbios. Veja João 3:12-13.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem”.

Engraçado que Jesus começa afirmando que “ninguém subiu ao céu”, senão o mesmo que desceu do céu, isto é, ele próprio. Isso nos dá a entender que ele havia descido a este mundo em tempos remotos, antes mesmo de ter-se humanizado. E prova, também, que os salvos que já morreram ainda não subiram ao céu, pois ninguém subiu aos céus, exceto ele. A Bíblia afirma que Enoque e Elias foram tomados por Deus daqui da Terra, mas isso não significa que eles adentraram no céu, habitação de Deus.

Apesar de terem inventado a doutrina da Trindade, vemos que Jesus nunca se declarou ser “filho de Deus” por concepção biológica. Ele sempre dizia ser o “Filho do homem”, coisa totalmente contrária ao que tentam nos passar com o Dogma da Trindade. A expressão “Filho do homem” é antagônica à expressão “Filho de Deus”. Será que Jesus se dizia ser “filho do homem” por ironia, ou por vaidade, não querendo se exaltar?

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SEGUNDO: No Novo Testamento (NT), o evangelista João afirma que os crentes em Jesus seriam também  chamados de “filhos de Deus”. Logo, percebe-se que para se tornar um “filho de Deus”, não precisa ser gerado biologicamente. E João ainda reafirma que são “filhos” não gerados da carne e do sangue, mas gerados pelo Espírito de Deus, através de um novo nascimento espiritual.

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (João 1:12-13).

Um dos fatores de os teólogos terem considerado Jesus um filho biológico de Deus, foi em razão de João ter se referido a ele com a expressão “Unigênito filho de Deus”. Somente João se referiu a Jesus usando esse termo “unigênito”, que quer dizer “filho único”.

Mas o termo “unigênito” também foi usado para se referir ao único filho de Abraão, gerado com sua legítima esposa.

“Pela fé Abraão, sendo provado, ofereceu Isaque; sim, ia oferecendo o seu unigênito aquele que recebera as promessas” (Hebreus 11:17).

O termo “Unigênito” é de cunho esotérico. Um estudante da Bíblia, bem inteirado, sabe que o Evangelho de João é cheio de traços esotéricos. As palavras “verbo”, “unigênito”, “batismo”, “novo nascimento” são de cunho esotérico. A palavra “verbo” foi usada apenas pelo evangelista João, inclusive no Apocalipse. Somente João se referiu a Jesus como “filho unigênito de Deus”. Nem Paulo e nem os outros apóstolos e evangelistas o identificaram assim.

Alguns teólogos usam uma declaração que Pedro fez para atestar que Jesus é “Deus” Filho. Só que a expressão “Filho do Deus vivo”, do Livro de Mateus, não consta nos outros dois evangelhos em que é  citado o mesmo fato.

“Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:15-16).

Lembrando que no Livro de Mateus houve muita adulteração de palavras pelos tradutores católicos.

Engraçado que nessa mesma passagem de Mateus 16, em que Jesus elogia Pedro por ter feito tal declaração por inspiração divina, logo em seguida, ele mesmo repreende a Pedro por estar sendo usado pelo Diabo para falar besteiras. “Para trás de mim, Satanás!”, disse Jesus.

Agora, veja a mesma declaração de Pedro nos outros evangelhos:

“Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo” (Marcos 8:29).

“Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus” (Lucas 9:20).

Vemos aí, que não se observa a expressão “Filho de Deus”, porque essa expressão é apenas uma ênfase, para salientar que “Cristo” é o ungido ou enviado da parte de Deus.

A expressão “Filho de Deus”, nos quatro evangelhos, serve apenas para evidenciar que “Cristo” é o ungido de Deus, ou o “Messias”, e não para testificar que Jesus é um filho biológico espiritual de Deus-Pai.

Ref. 1:

“Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus. Ele, porém, os repreendia, e não os deixava falar; pois sabiam que ele era o Cristo” (Lucas 4:41).

Os demônios sabiam que Jesus era o “Cristo”, o ungido, o Messias que havia de vir. A relevância deste texto não é a expressão “Filho de Deus”, mas a condição de Jesus ser o “Cristo” ou “Ungido”, o “Messias” que havia de vir. Portanto, a expressão “Filho de Deus” equivale a “Cristo”, o ungido de Deus.

Ref. 2:

“Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. (…) Então ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo” (Mateus 16:16,20).

Novamente observamos no texto a ênfase de que “Filho de Deus” equivale a “Cristo”. Jesus mesmo pede que ninguém revele que ele é o Cristo, o ungido, o Messias prometido; mas não proíbe ninguém a declarar que ele é “Filho”.

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TERCEIRO: A doutrina da Trindade assegura que Jesus é Deus, igual ao Pai, em poder e autoridade, onisciência, onipresença e onipotência. Só que Jesus chegou a afirmar aos seus discípulos que não sabia o “dia do seu retorno a este mundo” para salvar os judeus e reinar com eles. Veja a declaração:

“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão. Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem”. (Mateus 24:35-37).

Ora, se Jesus fosse “Deus”, onisciente, igual ao Pai, como pode afirmar que não sabia do dia e hora da sua vinda? Doutra maneira, Jesus, sendo “Deus”, estaria “mentindo” aos seus discípulos, ao afirmar que não sabia o dia e hora de seu retorno? Na teologia assembleiana, alguns autores alegam que Jesus não mentiu nessa passagem, ao fazer tal declaração de que não sabia, mas que ele apenas se “omitiu”. Ora, se omitir é quase a mesma coisa que mentir.

Os exegetas se contorcem para explicar essa declaração de Jesus, e continuam afirmando que Ele é Deus.

Antes de retornar aos céus, Jesus deu as últimas instruções aos seus discípulos. Foi nessa ocasião que alguns deles indagaram a Jesus sobre os tempos em que se cumpririam todas as coisas. Olha o que Jesus respondeu:

“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade”. (Atos 1:6-7).

Segundo os exegetas assembleianos, Jesus aí teria se omitido também, e não quis dizer nada sobre a sua vinda, mesmo sabendo quando seria.

No entanto, Jesus não é mentiroso. Jesus não é “Deus” igual ao Pai. Por isso, foi sincero e disse que nem ele mesmo sabia. Ele foi bem claro ao afirmar que apenas o Pai é quem sabe a data do cumprimento de todas as coisas e a data de seu retorno.

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Sabemos que houve muita adulteração de palavras e acrescentamento de textos em alguns livros da Bíblia. Por isso, é preciso a gente ficar explicando certos erros de concordância e de tradução, para poder justificar os argumentos.

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Por exemplo, o Evangelho de Mateus foi o único livro do NT escrito em aramaico, pois o seu autor, Mateus, era judeu e falava aramaico. Alguns eruditos afirmam que os padres católicos traduziram o Livro de Mateus para a língua grega, mas acrescentaram palavras e adulteram alguns versículos, e deram fim na cópia original do livro. Por que os livros do AT foram conservados na própria língua original, hebraico e aramaico, e o livro de Mateus não?

Sem dúvida, no Evangelho de Mateus existem algumas adulterações feitas pelos primeiros tradutores. Outros tradutores tentaram corrigir alguns erros de tradução, mas mesmo assim ainda persistem alguns erros. Atualmente as editoras nem fazem questão de colocar observações nos rodapés das páginas da Bíblia para que ninguém possa levantar questionamentos. Vou citar três casos.

Na minha Bíblia de estudo, publicada pela JUERP-RJ, em 1989, diz na nota de introdução que é uma versão atualizada, de acordo com os manuscritos mais aceitos em hebraico e grego. Existem várias notas de rodapé em algumas páginas dos quatro Evangelhos, salientando que certas palavras ou trechos não se encontram nos manuscritos mais aceitos. E nos demais casos, os enxertos apócrifos nem foram incluídos. Os manuscritos mais aceitos são as versões mais antigas possíveis dos livros da Bíblia.

Primeiro, o trecho do capítulo 16 de Marcos, dos versículos 9 ao 20, não consta nos manuscritos mais aceitos. Isso significa que tal texto foi acrescentado posteriormente pelos tradutores.

Segundo, somente no Evangelho de Mateus aparece a ordem de Jesus para batizar “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mas, nenhum dos apóstolos obedeceu essa ordem, e nem ao menos aludiram a ela ou a invocaram. No livro de Atos dos Apóstolos não existe nenhum caso em que os apóstolos tenham batizado alguém invocando essa ordem de Jesus. Antes, Pedro apenas dizia que os novos convertidos fossem “batizados em nome de Jesus Cristo”, e não em nome da trindade. Acredita-se que os tradutores católicos teriam adulterado o versículo 19 de Mateus 28, para dar ênfase à doutrina da trindade, assim como fizeram na primeira epístola de João.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

“Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos 10:47-48).

A palavra “século”, no texto supracitado, também foi adulterada, pois, no original é “Era”.

O trecho correto seria escrito assim:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em meu nome, ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação da era (ou do tempo)”.

Terceiro, os tradutores católicos acrescentaram um versículo a mais na primeira epístola de João para que desse ênfase ou embasamento para a doutrina da trindade.

O trecho adulterado é assim:

6. Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.
7. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.
8. E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam num.

Observe que o argumento do versículo 7 nunca existiu, e foi acrescentado de propósito na Bíblia para dar respaldo à doutrina da trindade.

Tempos depois, outros eruditos descobriram nos manuscritos mais antigos, que este trecho do versículo 7 do capítulo 5 da primeira epístola de João nunca existiu.

Agora, veja o texto correto:

6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só pela água, mas pela água e pelo sangue.
7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam.

Note que nem a palavra “num” ou “um” aparece no final desta citação bíblica.

Porém, quase todas as versões das bíblias vendidas nas livrarias evangélicas atualmente vem com essas adulterações ou enxertos apócrifos nos livros sagrados, e os editores nem mesmo fazem questão de colocar observação no rodapé das páginas.

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No capítulo 5 do Evangelho de João, Jesus declara de forma indireta ser “Filho” de Deus-Pai, mas “filho” na condição de “enviado”, de “Messias” ou “Cristo”, e não filho biológico espiritual. Nesse contexto Jesus se considerava um “embaixador” de Deus, um representante legal de Deus-Pai na Terra. Mas ele nunca tentou demonstrar que era igual a Deus-Pai em poder e autoridade.

Jesus também declarou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

Quem entende bem de semântica e de sintaxe ou interpretação de textos, sabe que Jesus, nessa passagem, não está declarando ser igual ao Pai em essência ou substância divina, e poder, mas está simplesmente dizendo ser “um com o Pai” em sentido de propósito, de concordância, de intenção, de afinidade.

No mesmo Evangelho de João, Jesus prova que ele não é igual ao Pai, ocasião em que ele lava os pés dos seus discípulos.

“Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou” (João 13:26).

Se Jesus Cristo fez-se de servo, e se considerava um enviado de Deus, logo, ele não era igual ao Pai. Estava com Deus, mas não era igual a Deus. O contrário do que João afirmou no seu Evangelho (cap. 1).

Engraçado que, mesmo Jesus tendo dito que o Pai era maior do que ele, os apologistas tentam incutir a obscura doutrina da trindade.

“Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu” (João 14:28).

Paulo declara, em sua epístola aos Coríntios, que após a consumação do plano de Deus com relação à salvação dos pecadores e a aniquilação de Satanás, Jesus entregará o poder e a autoridade que recebeu temporariamente do Pai, para que viesse executar o plano de redenção da humanidade. Sendo assim, Deus-Pai será tudo em todos, e Jesus será lembrado eternamente como o grande Redentor da humanidade.

“Então virá o fim quando ele entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte. Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho [JESUS] se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (I Coríntios 15:24-28).

Essa declaração bombástica de Paulo põe por terra o Dogma da Santíssima Trindade.

Paulo afirmou que Jesus não teve por usurpação ser igual a Deus, mas se despiu da sua glória, se tornando servo. Isso significa que Jesus tinha posição de destaque no céu, mas ele não quis se exaltar, a tal ponto de se auto-proclamar como Deus. Lúcifer, que tinha as mesmas prerrogativas de Jesus, se exaltou e quis ser igual a Deus, por isso foi deposto de seu cargo.

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:5-7).

Outra versão diz assim:

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que sendo em forma de “Deus”, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”. (Fil. 2:5-7).

O que significa “usurpação”? Usurpar significa se apossar por fraude e forçosamente de um poder e uma glória que não lhe pertence.

Jesus mesmo declarou que nada fazia de si mesmo, mas o Espírito do Pai que estava nele é quem realiza as obras. Ora, como Jesus pode ser considerado Deus Poderoso igual ao Pai, se ele mesmo disse que não fazia nada por si mesmo? Jesus também era assistido pelos anjos, para que realizasse as obras.

“Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28).

“Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram” (Mateus 4:11).

“E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (João 1:51).

“Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:53).

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Os apologistas alegam que Jesus é Deus porque operava milagres. Ora, os profetas do Antigo Testamento também operaram milagres e até fizeram mortos ressuscitar e o mar se abrir, e nem por isso foram considerados “deuses”.

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Outro argumento forte que os trinitarianos usam para alegar que Jesus é Deus, é o ato de perdoar pecados, que, segundo eles, esta é uma prerrogativa inerente a Deus. Mas, como seus argumentos são parciais e desonestos, eles caem em contradição. Pois, no próprio Evangelho Jesus comissiona seus discípulos e lhes confere o poder de perdoar pecados. Se perdoar pecados fosse apenas prerrogativa de Deus, com que ordem Jesus autorizou seus discípulos, a não ser com a permissão de Deus?

“Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos” (João 20:21-23).

“Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu” (Mateus 18:18).

É óbvio que essa prerrogativa ou autoridade de perdoar pecados não é para qualquer crente. Ela é conferida a sacerdotes consagrados, e cheios do Espírito Santo. O Papa, por exemplo, usa dessa prerrogativa.

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No Evangelho de João e no Apocalipse Jesus chama a Deus-Pai de “meu Deus”. Se Jesus é Deus igual a Deus-Pai, como pode chamar Deus de “meu Deus”?

“Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20:17).

“Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus” (Apocalipse 3:2).

“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome” (Apoc. 3:12).

Os unitarianos – que não acreditam na trindade -, morrem afirmando que “Jesus” é o verdadeiro nome de Deus, e que esse nome é eterno. Porém, no texto supra-citado, o próprio Jesus declara que receberá um NOVO NOME.

Jesus será eternamente conhecido como o grande redentor e salvador da humanidade. Mas o seu nome atual, Jesus, que significa “Yavéh é salvador”, é um nome transitório.

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Certa vez li um artigo de um teólogo de araque, recém-formado, num site de uma conceituada denominação evangélica, o qual discorria sobre o episódio da morte de Estêvão, o primeiro mártir, que fora apedrejado até a morte pelos judeus tradicionalistas. Dei risadas da conclusão que ele teve ao se referir à suposta terceira pessoa da trindade nesse episódio. Pois, ele só percebeu dois entes divinos: Deus-Pai, sentado no trono, e Jesus, em pé, à sua destra. Segundo ele, o Espírito Santo não pode ser contemplado por Estêvão na visão, porque, “possivelmente (sic) ele estaria em uma missão aqui na Terra”. (Rsrsrs).

“Ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus. Então eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele e, lançando-o fora da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo” (Atos 7:54-58).

Esses teólogos tradicionais querem ensinar Trindade, mas nem eles tem noção do que seja trindade. Se o Espírito Santo é Deus, se é uma terceira pessoa, onisciente e onipresente, por que Estêvão não o contemplou? E por que o bobo do apologista ainda disse que ele estava ausente no céu, porque estava numa missão especial aqui na Terra? Cada absurdo!

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Uma prova de que Jesus não é igual a Deus-Pai, é a sua ordem para orarmos ou pedirmos alguma coisa sempre a Deus-Pai, e nunca diretamente a ele. A “Oração do Pai-Nosso”, de Mateus 6 e a sua oração sacerdotal do capítulo 17 de João também são provas de que Jesus não é igual ao Pai. Se Jesus também é “Deus”, Todo-Poderoso, como pode um Deus orar a outro Deus?

Jesus ensinou a Oração do Pai-Nosso, mas nunca sugeriu que devêssemos pedir em oração alguma coisa diretamente a ele. Sempre disse que devíamos orar e pedir algo de Deus em seu nome.

“Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino” (Lucas 11:2).

“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (João 15:16).

Na tradução do texto de João 14:14 faltou acrescentar a expressão “ao Pai”.

“Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei”.

A tradução correta seria assim:

“Se pedirdes alguma coisa ao Pai, em meu nome, eu a farei”.

Jesus mesmo é o agente executor das ordens de Deus.

Os apóstolos nunca oravam diretamente a Jesus, invocando o seu nome. Podemos ver no início das epístolas de Paulo sua saudação e oração inicial, invocando sempre a Deus primeiramente; só depois que fazia referência a Jesus.

“Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé” (Romanos 1:8).

“Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus” (I Cor. 1:4).

“Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém” (Gálatas 1:3-5).

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo” (Efésios 1:3).

Paulo nunca invocou diretamente o nome de Jesus como o fazem os crentes de hoje.

Atualmente, a maioria os crentes quando oram, já começam invocando o nome de Jesus.

“Senhor Jesus, estamos aqui, meu Deus, na tua presença,…; viemos te pedir, meu Pai, uma benção especial para o teu servo”.

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No capítulo 17 de João vemos outra prova de que Jesus não é igual a Deus-Pai. Veja o que ele falou:

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste. Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (João 17:3-5).

Jesus nem ao menos faz menção à suposta terceira pessoa da trindade nesta declaração. Ele se refere-se a apenas duas pessoas distintas: “que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo”.

Jesus estava com Deus antes que o mundo existisse, mas ele não era igual ao Pai, Todo-Poderoso. Paulo declarou que Jesus não quis, por usurpação, ser igual a Deus. Os anjos também já existiam antes dos mundos existirem. O querubim ungido, Lúcifer, também já existia antes da criação dos mundos físicos.

Vejam. Os crentes, que se dizem salvos, garantem que vão viver eternamente junto com Deus, habitar ao lado de Deus. Vão estar ao lado de Deus, mas não vão ser “deuses”. Só porque Jesus disse que estava com Deus antes que o mundo existisse não quer dizer que ele seja igual a Deus.

Em um reino qualquer deste mundo, existem pessoas mais achegadas ao Rei, que recebem funções administrativas, como de executor, de embaixador ou de regente interino. E é o que ocorria com Jesus antes de vir ao mundo. Ele exercia função máxima no reino de Deus, e Lúcifer também tinha as mesmas prerrogativas.

O arcanjo Miguel também é um ente divino poderoso, e grande General dos exércitos de Deus. Mas nem por isso ele se proclama Deus ou igual a Deus. Nós podemos até temê-lo como um “Deus” poderoso, porque nós em relação a ele, somos insignificantes.

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O problema com a doutrina da Trindade é o seguinte.

Por a religião judaica (ou dos hebreus), ser uma religião monoteísta, que adota ou adora apenas um Deus, os cristãos tiveram dificuldade em aceitar Jesus como um filho biológico de Deus, porque aí estariam incorrendo no pecado de politeísmo, que Deus havia ordenada na Lei, que não adorassem outros deuses.

Depois que a Igreja passou a fazer parte do Império Romano, o Papa e os padres católicos tiveram poder para impor uma lei ou dogma que obrigasse a todos obedecer. E foi isso o que fizeram, criando o Dogma da Santíssima Trindade, para combater as “heresias” do arianismo, que dizia que Jesus não era Deus, mas um semideus, um enviado de Deus, um profeta poderoso.

Ário foi um erudito famoso de Alexandria (280-336 AD), segundo o qual, Jesus Cristo era uma criatura de natureza intermediária entre a divindade e a humanidade.

Antes de aparecer o Dogma da Trindade, os padres católicos estavam sem saída, pois a Lei de Deus no AT proibia o politeísmo. Como, então, conciliar isso?

Foi aí que bolaram a doutrina da trindade de Deus, para explicar que Deus não é composto de três deuses distintos, mas de três pessoas distintas, formadas da mesma substância. Fizeram apenas trocar a palavra “deuses” por “pessoas”. E há séculos os teólogos tradicionais vêm empurrando essa doutrina falsa na mente dos cristãos.

Inventaram também a tal de “unidade composta”. Será que ao menos isso existe? Claro que não. O que existe é “substância composta” e substância simples. Existe também a solução homogênea e heterogênea com agregado de vários elementos.

Nem em Matemática nem em Física existe este conceito de “unidade composta”.

Em Matemática existe o número misto, formado por uma parte inteira e outra fracionária. Por exemplo, 2 1/2 é um número misto.

Uma hora os trinitarianos usam conceitos matemáticos para explicar a trindade; outras vezes, usam a química para descrevê-la.

Alguns trinitarianos alegam que, matematicamente, a trindade não é a união de três deuses, mas, união de três pessoas compondo uma unidade composta. E que a trindade não se define por 1+1+1 = 3, mas, 1x1x1 = 1. Ora, esse último argumento é fraco, pois em matemática, o fator 1 é considerado um elementro neutro, sem importância, pois ele não altera o produto. Considerando, então, os entes da trindade como fator 1, quem é e quem não o elemento neutro? Todos são elementos neutros. E o que isso explica? Nada. Quem determinou que a multiplicação é a operação matemática para justificar a trindade?

Se matematicamente não conseguem explicar a trindade, então, partem para a explicação química. A tal “unidade composta” é entendida erroneamente como “substância composta”, pois dizem que os entes que compõem a trindade são formados do mesmo elemento (essência), e por isso, são indivisíveis. Ora, se são do mesmo elemento, então já não podem ser substância composta, mas substância pura ou simples, formada por átomos do mesmo elemento químico.

Por exemplo, a substância química de nome Ozônio (O3), é considerada simples, pois é formada de 3 átomos do mesmo elemento, o oxigênio. Logo, percebe-se que não é uma “unidade composta”, mas, uma “substância simples”.

Com argumentos falsos, afirmam que a Trindade é uma unidade composta de três pessoas distintas. Engraçado que eles afirmam que são três pessoas distintas, mas que uma não vive sem a outra, ou que elas são indivisíveis. Mas, só que esses argumentos são apenas teorias, e são coisas inventadas, e jamais algum apóstolo de Cristo ou escritor bíblico se ocupou em explicar a trindade, porque, para eles, trindade nunca existiu, porque Deus é um só, absoluto.

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Os trinitarianos chegam até a recorrer à língua hebraica para tentar justificar a trindade como sendo uma “unidade composta” de três pessoas e não três deuses.

Eles pegam o texto de Deuteronômio 6:4 para justificar a trindade, alegando que o termo ECHAD, traduzido como “único”, indica uma “unidade composta”.

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor”.

Esses caras se metem a querer explicar vocábulos da língua hebraica, mas não sabem distinguir um numeral de um adjetivo.

Eles invocam até o relato do primeiro casal da Bíblia, onde Deus diz que eles seriam uma só carne. Afirmam que o termo empregado para “uma só” é echad, sendo, portanto, uma unidade composta.

“Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gen. 2:24).

O casamento pode até dar conotação de unidade, mas isso é apenas teórico. Pois, na realidade, mesmo sendo casado, o homem continua sendo uma pessoa distinta e separada fisicamente da mulher, e podem até se separar.

Segundo um professor de hebraico, a palavra ECHAD em hebraico significa apenas “um”, numeral 1.

Já a palavra YACHID significa “único”, isto é, um adjetivo.

Só que não adianta tapar o sol com a peneira, pois existem outras passagem bíblicas em que o termo echad é usado para indicar apenas uma unidade absoluta, uma pessoa, e não um grupo de pessoas.

“Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só [echad] testemunha não morrerá” (Deut. 17:6).

“Há um [echad] que é só, não tendo parente; não tem filho nem irmão e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas” (Ecles. 4:8).

Nos versículos, supracitados, as expressões “um” e “uma só”, no original, é echad. E significa nada mais que numeral 1. E entendemos perfeitamente que aí o significado do termo não é uma unidade composta, mas simplesmete um, numero 1, quantidade 1.

Quanto ao adjetivo yachid, traduzido como “único” ou absoluto, podemos ver em Gênesis 22:2.

“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único [yachid] filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi”.

Então, não existe esse troço de “unidade composta”. Isso é invenção de teólogos para tentar justificar uma doutrina falsa.

Quanto ao texto de Deut. 6:4, é certo que o termo empregado é ACHAD (um = 1) e não YACHID (único).  Mas isso não ajuda em nada entender a tal trindade. Antes, mostra que Deus é mesmo “um só”, que também pode ser entendido como “único”, ou absoluto. Veja a tradução normal:

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é UM SÓ Senhor”.

Os unicistas, que são contra a trindade, afirmam que neste texto não cabe o termo ECHAD, pois não há concordância com o restante da frase; antes, dizem eles, o termo correto é YACHID. Logo, para eles, a tradução correta é “único Senhor”. Pois, para eles a frase com o termo ECHAD ficaria assim:

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é um Senhor”. (errado).

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. (correto).

A trindade não pode ser explicada, porque simplesmente é uma teoria falsa, e o que é falso não se pode explicar. A Igreja Católica a estabeleceu como Dogma, e obrigou os cristãos a aceitá-la.

E nem adianta argumentar com negócio de dizer que a palavra Elohim, em Gênesis, deve ser traduzida por “Deus”, pois, o seu significado mesmo é “deuses”.

Moisés, ao escrever os primeiros capítulos de Gênesis usou duas fontes de informação: uma suméria e outra hebraica (ou egípcia). A primeira parte do capítulo 1 de Gênesis é chamada de narração eloísta, e a segunda, de javista.

Os sumérios e babilônios achavam que os deuses (elohim) haviam criado os mundos. Os hebreus, adoradores de Yavéh ou Javé, ensinavam que Deus (Adonai) havia criado os mundos.

***

Vou mostrar mais uma prova irrefutável de que a Trindade não existe.

Certa vez, Jesus dissertando para os seus discípulos, advertiu-os sobre o pecado imperdoável. E nesse episódio, referiu-se apenas a ele mesmo e ao Espírito Santo como entes divinos a quem somos passivos de ofender ou pecar.

“Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro” (Mateus 12:32).

Por que Jesus não incluiu a ofensa contra Deus-Pai, Todo-Poderoso, nessa afirmação?

Ora, se Jesus é Deus e o Espírito Santo é Deus, por que a ofensa para um é passiva de perdão e para outro, a ofensa não será perdoada?

Na verdade, o Espírito Santo ao qual Jesus se refere nessa passagem, não é uma suposta terceira pessoa da trindade, mas trata-se do mesmo Espírito de Deus-Pai. Jesus mesmo declarou que Deus é Espírito.

“Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).

No Antigo Testamento, o pecado que não tinha perdão era o ato de blasfemar contra Yavéh ou tomar o seu nome em vão.

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20:7).

“Não jurareis falso pelo meu nome, assim profanando o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor” (Lev. 19:12).

Logo, conclui-se que Espírito Santo é o mesmo Espírito de Deus-Pai, porque Deus é Espírito. E quem ofende o Espírito Santo, está ofendendo o próprio Deus-Pai. E nessa questão, Jesus mesmo se declarou inferior ao Pai, pois, da sua parte, perdoaria as ofensas dirigidas a ele.

Ainda não se convenceu? Vou mais além.

Em Gênesis 1:1-2 nos diz que o “Espírito de Deus” pairava sobre a face das águas. Ora, esse Espírito não se trata de uma suposta terceira pessoa da trindade, mas trata-se tão somente da manifestação do próprio Deus-Pai em Espírito, porque ele é Espírito. Logo, era a glória do próprio Deus Criador que pairava, isto é, que passeava sobre a face das águas.

“No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”.

Quanto ao “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”, de Gênesis 1:26, posso garantir que Deus-Pai, Todo-Poderoso, não possui imagem ou semelhança, porque ele é Espírito.

Quem criou os mundos físicos e as criaturas viventes foi o Filho, Jesus Cristo, o princípio da criação de Deus, auxiliado pelos anjos. Por ele foram criadas todas as coisas, inclusive os seres humanos.

Na verdade, Jesus já possuía uma imagem física semelhante à dos anjos. Portanto, a ordenação “façamos”, de Gênesis 1:26, refere-se a Jesus e ao grupo de anjos que o auxiliavam na criação do mundo e dos seres viventes.

***

Portanto, Jesus não é um “Deus” igual a Deus-Pai, Todo-Poderoso. Ele se tornou “Deus” por designação de Deus-Pai, pois Paulo confirma que, após a consumação de tudo, Jesus entregará o poder e autoridade que recebeu do Pai para que exercesse ofício de divindade aqui na Terra, a fim de cumprir o plano de redenção da humanidade.

Jesus é um ser divino (porque veio do céu, e todo ser que vem do céu é considerado divino), e Ele é um ser criado, mas é superior ao Lúcifer, ao arcanjo Miguel e demais anjos poderosos. Ele é o princípio da criação de Deus. Não podemos determinar quando Jesus surgiu, mas sabemos que ele já existia junto com Deus desde o príncípio do mundo. Jesus não existia com Deus desde a eternidade, porque a eternidade não teve início. Dizer que Jesus já existia com Deus desde a eternidade, é forçação de barra. Dizer que Jesus é “pai da eternidade”, é pura heresia. As traduções forçadas de certos vocábulos da língua hebraica foi o que gerou todas essas polêmicas e conceitos errôneos sobre a divindade.

Se aparecesse um anjo poderoso agora diante de você, com vestes resplandecentes, você talvez se prostraria diante dele e o temeria ou até o adoraria, pois ele é um ser divino, um semi-deus. O próprio apóstolo João, no Apocalipse, quis adorar o anjo que revelava a ele as visões. Mas o anjo o advertiu para que não o adorasse.

Jesus veio a este mundo para poder assumir o papel que Lúcifer exercia. Ele teve que provar ao Pai que era capaz de morrer pela humanidade e cuidar bem da humanidade. Jesus intercedeu diante do Pai para que não fosse necessário ele morrer numa cruz para provar seu amor pela humanidade. Por isso, disse: “Pai, se possível, passa de mim esse cálice”. Jesus havia implorado para Deus-Pai não fizesse ele passar por tamanha humilhação. Mas não teve jeito. Ele tinha que provar que amava a humanidade.

Quando Jesus morreu e ressuscitou, ele exclamou:

“Foi me dado todo o poder (autoridade) no céu e na Terra” (Mateus 28:18).

Foi só aí que Jesus tomou o poder e autoridade que antes Deus havia confiado a Lúcifer.

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua” (Lucas 4:5-7).

Neste episódio, Jesus não desmentiu as declarações de Satanás, mas apenas o repreendeu, por estar tentando a Deus e querendo ser adorado como Deus.

Quem detinha o poder da morte era o Diabo. Era ele quem mandava no Inferno e nas almas dos mortos no Hades.

“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo” (Hebreus 2:14).

Mas Jesus desceu até às partes mais baixas da Terra (Hades) e levou cativo o cativeiro.

“Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas” (Efésios 4:8-10).

Por isso Jesus declarou em Apocalipse 1:18.

“Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno”.

Quem manda agora no Hades é Jesus. Satanás não mais oprime as almas dos mortos. Jesus e seus anjos agora cuidam dos mortos. Porém, os mortos passivos de perdão, que cometeram pecados veniais, e os que aguardavam a ressurreição no seio de Abraão (parte do Hades chamada de “paraíso), foram transportados para outro local, numa região celestial distante, onde Satanás e seus anjos não tem acesso. Somente os pecadores que cometeram pecados imperdoáveis e os anjos líderes que pecaram, estão presos no fundo do Hades, no local chamado de poço do abismo, ou thártarus. Acho que o antigo Hades ainda funciona como QG, quartel-general de Satanás e seus anjos. Por isso que muitos crentes tem revelação sobre o inferno, e lá contemplam pecadores sofrendo, porque sabem que não terão perdão nem salvação, e muitas vezes contemplam o Diabo por lá.

Deus-Pai deu autoridade a Jesus para ser temido e adorado, mas não acima dele. Lúcifer também tinha essa prerrogativa de ser adorado, mas ele sempre se colocava acima de Deus-Pai, por isso perdeu o posto para Jesus.

Lúcifer quis se tornar um “Deus” por usurpação, mas Deus o destituiu do posto que ocupava.

“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13-14).

“Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade. Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas” (Ezequiel 28:14-16).

A Bíblia diz que Jesus já existia desde o princípio ao lado do Pai. Mas esse “princípio” é o princípio dos mundos criados, e não princípio da eternidade, porque a eternidade nunca teve princípio.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8:58).

“Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós” (I Ped. 1:20).

Sim, Jesus existia antes de Abraão, mas não existiu sempre. Ele teve um princípio de existência, (como já foi demonstrado aqui), sendo ele, o princípio da criação de Deus.

***

Para concluir, quero ainda falar sobre a tal Ordem Sacerdotal de Melquisedeque.

Alguns teólogos acreditam que Melquisedeque teria sido uma aparição de Jesus, o Messias, antes de seu nascimento.

É um pouco estranho o nome de Melquisedeque ser de origem hebraica, pois, o relato bíblico afirma que ele era rei de uma cidada cananéia, de nome Salém.

Melquisedeque significa “Rei de Justiça”; Salém, significa “Paz” ou cidade de paz. Salém seria a antiga forma do atual termo Shalom, que significa “paz”. Do nome Salém pode ter derivado o nome Jerusalém.

No Antigo Testamento existem apenas duas citações do lendário personagem Melquisedeque.

E no Novo Testamento, temos referência sobre esse personagem apenas na epístola aos Hebreus.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:18-20).

“Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4).

“Como também em outro lugar diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:6).

“Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Heb. 6:20).

“De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?” (Heb. 7:11).

Existe um livro apócrifo chamado Livro de Melquisedeque (supostamente escrito por Abraão), que conta a história desse tal Melquisedeque, príncipe de Salém, uma cidade dos cananeus. Melquisedeque era príncipe e sacerdote, filho único de um rei de nome Adonias.

Note que o nome Adonias faz-nos lembrar do nome Adonai, outro nome do Deus Yavéh dos hebreus.

Mas será que havia um reino de paz, e um sacerdote de Deus no meio daquele povo ímpio?

Quem sabe contar direitinho essa história sobre esse estranho príncipe-sacerdote cananeu, são os iniciados de alto grau da Maçonaria e de outras escolas de mistérios.

Da minha parte, vou tentar mostrar por que Jesus é considerado sumo-sacerdote dessa desconhecida Ordem Sacerdotal de Melquisedeque.

Sabemos que Deus estabeleceu a Ordem Sacerdotal de Levi, filho de Arão, irmão de Moisés (Êxodo 28). E jamais existiu outra ordem sacerdotal durante a história dos hebreus até o surgimento de Jesus e depois. A Ordem Sacerdotal Levítica também é conhecida como Ordem de Arão ou Sacerdócio Arônico.

Lembremo-nos que Deus escolheu e determinou que a descendência de Levi exercesse a função sacerdotal, o sacerdócio do tabernáculo, e depois, do grande Templo. Arão foi o primeiro sumo-sacerdote. E isso durou até nos dias do exílio, e depois. Um dos sumo-sacerdotes do tempo do exílio babilônico dos hebreus foi Josadaque.

Os descendentes de Levi não podiam exercer a função de Rei de Israel nem Rei de Judá.

Em Ezequiel, a ordem sacerdotal do sacerdote Zadoque é a mesma de Arão.

Deus proibiu que os descendentes das outras tribos de Israel exercessem função sacerdotal.

Era vedado ao Rei exercer função sacerdotal. Os reis de Israel não exerceram função sacerdotal. Mas, sabemos que toda regra tem suas exceções.

Segundo as profecias, o Messias exerceria a função de Rei e Sacerdote. Por isso se diz que ele seria da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, pois este era príncipe e sacerdote do Deus Altíssimo.

Durante sua trajetória de vida aqui na Terra, Jesus não exerceu nenhuma função sacerdotal. Porém, segundo o Salmos 110:4, o Rei-Messias também exercerá a função de sacerdote.

Tem outro entrave em relação a Jesus exercer a função de sacerdote.

A Bíblia diz que Jesus era da descendência de Davi, e Davi era descendente da Tribo de Judá, que não podia exercer função sacerdotal. Portanto, Jesus não podia exercer função sacerdotal pela ordem levítica. Então, como justificar que ele cumpriu os ritos da Lei através de sua morte?

Por essa razão é que o autor da Carta aos Hebreus teve que se apoiar nos ritos da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque para poder justificar a morte de Cristo como o Messias que havia de vir.

E se Jesus é Deus, e é Rei ou Príncipe-Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, quando ele  exerceu ou quando exercerá essa função?

O autor da carta aos Hebreus tentou explicar esse emaranhado teológico. Mas explicou de forma mística. Ou seja, ele diz que Cristo, após sua morte sacrifical, passou a exercer a função de Sumo-Sacerdote e fez a administração simbólica no Santuário Celestial. Para mim, essa explicação mística não faz muito sentido. Primeiramente, porque as administrações do santuário do Antigo Pacto eram sombras ou figuras das coisas celestiais. E lá não vemos nenhuma vez algum sacerdote ou sumo-sacerdote sacrificando-se a si mesmo sobre o altar, como oferta pelo pecado do povo. E o autor aos hebreus nos faz crer que Jesus, como sumo-sacerdote da Ordem de Melquisedeque, se ofereceu a si mesmo, ao morrer na cruz, pelos pecados da humanidade, tendo se apresentado depois no Santuário Celestial. E tem outro problema. A cruz não pode ser considerada um “santuário”, de forma que o sacrifício de Jesus tivesse validade num ritual macabro desse tipo.

“Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem. Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que esse sumo sacerdote também tivesse alguma coisa que oferecer” (Heb.8:1-3).

O que Jesus tinha para oferecer neste Santuário Celestial? A sua própria vida?

Se o Melquisedeque era figura de Jesus Cristo, será que esse Melquisedeque se imolou a si mesmo sobre algum altar de um santuário qualquer, em sacrifício pelos pecados dos cananeus?

Olha, não me recordo se no livro apócrifo de Melquisedeque, ele próprio tenha se sacrificado pelos pecados do povo.

Se Jesus é sacerdote para sempre, será que ele continuará exercendo ETERNAMENTE essa função de ministrador do Santuário Celestial, para expiação dos pecados das criaturas decaídas deste vasto Universo?

Na lei sacrifical do Antigo Pacto, o sumo-sacerdote não se oferecia a si mesmo sobre o altar; mas oferecia um cordeiro ou cabrito sem mancha sobre o altar “dentro do Santuário”. Para os pecados graves do povo, eram oferecidos um novilho ou um bode, e este ritual era feito sobre o altar “fora do Santuário”.

De acordo com a Ordem de Levi, se Jesus era o Cordeiro de Deus, ele teria que ter se oferecido como sacrifício sobre o altar, dentro do Santuário. Porém, o autor aos Hebreus nos diz que ele padeceu “fora da porta”, isto é, fora do Santuário. Sendo assim, Jesus não padeceu como cordeiro, mas como novilho ou bode.

“Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta” (Heb. 13:12).

Portanto, Jesus não cumpriu integralmente os ritos da Ordem Sacerdotal de Levi, mas cumpriu os ritos da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, pois, talvez nessa ordem de Melquisedeque o próprio sacerdote se oferecia em sacrifício pelos pecados do povo. Talvez. Não tenho certeza.

Quanto ao meu entendimento, acho que o autor aos Hebreus cometeu alguns equívocos.

Acho muito confusas algumas explicações do autor da Carta aos Hebreus, pois ele apresenta uma conotação mística e esotérica do sacrifício de Jesus. Se os rituais da Antiga Aliança foram cumpridos em Jesus, como Cordeiro de Deus ele teria que ter se oferecido sobre o altar dentro do Santuário, e não fora. E Cristo padeceu fora, mas não foi sobre um altar, mas sobre uma terrível cruz. E tem mais outro detalhe. Como Cristo poderia se oferecer em sacrifício, se nem função de sacerdote ele exerceu durante seus três anos e meio de ministério?

Porém, segundo o autor aos Hebreus, Jesus se ofereceu, sim, em sacrifício, mas foi no “Santuário Celestial”.

“Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação), e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?” (Heb. 9:11-14).

Isto que é uma explicação mística e esotérica!

Então, isso só pode significar duas coisas: Que Jesus morreu duas vezes. Morreu uma vez aqui na Terra, sobre a cruz, exercendo a função de bode ou novilho expiatório; e morreu outra vez, no Santuário Celestial, como cordeiro imaculado.

Como o salmista diz que Jesus, o Messias, é um sacerdote eterno, segundo a Ordem de Melquisedeque, então ele continua até hoje ministrando no Santuário Celestial, pois sua função é para sempre.

No entanto, acho que Jesus ainda não exerceu a principal função de Sumo-sacerdote da Ordem de Melquisedeque. Mas ele ainda vai exercer durante o Reino Milenar, pois nesse reino ele será Rei e Sacerdote, segundo as profecias de Ezequiel.

Jesus é Sumo-sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque por ele exercer as funções de SACERDOTE E REI ao mesmo tempo. E não por ele ter se sacrificado a si mesmo.

De acordo com as profecias de Ezequiel (cap. 40-48) – sobre o reino do Príncipe ou Messias de Israel -, a ministração sacerdotal do Novo Templo será a cargo dos levitas descendentes do sacerdote Zadoque. Mas o “Príncipe” (ou Rei, governante) também terá parte na ministração dos rituais de sacrifícios. Esse sacerdote Zadoque era da Ordem Sacerdotal de Levi.

“Mas a câmara que olha para o norte é para os sacerdotes que têm a guarda do altar, a saber, os filhos de Zadoque, os quais dentre os filhos de Levi se chegam ao Senhor para o servirem” (Ezequiel 40:46).

“Aos sacerdotes levitas que são da linhagem de Zadoque, os quais se chegam a mim para me servirem, diz o Senhor Deus, darás um bezerro para oferta pelo pecado” (Ezeq. 43:19).

“Sim, será para os sacerdotes consagrados dentre os filhos de Zadoque, que guardaram a minha ordenança, e não se desviaram quando os filhos de Israel se extraviaram, como se extraviaram os outros levitas” (Ezequiel 48:11).

Ezequiel nos diz que esse “Príncipe” também exercerá a função sacerdotal, pois, diz que ele fará sacrifícios por ele mesmo e pelo povo.

“No primeiro mês, no dia catorze de mês, tereis a páscoa, uma festa de sete dias; pão ázimo se comerá. E no mesmo dia o príncipe proverá, por si e por todo o povo da terra, um novilho como oferta pelo pecado” (Ezequiel 45:21-22).

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel” (Ezeq. 45:17).

Teologicamente e escatologicamente falando, este “Príncipe” de Ezequiel trata-se do mesmo Jesus que virá estabelecer o reino de Deus aqui na Terra durante mil anos. Nesse tempo, o terceiro Templo será reconstruído e todas as administrações do santuário serão novamente estabelecidas.

Ainda no livro de Ezequiel diz-nos que “Davi” será o grande regente do Reino Milenar. Mas, de acordo com o ensino teológico tradicional, não existe doutrina da reencarnação. Portanto, esse “Davi” que irá legislar no futuro reino glorioso de Israel não será o antigo rei Davi, mas, será outro personagem.

Sabemos que Jesus era chamado de “Filho de Davi”. Portanto, podemos assegurar que esse “Príncipe” de Ezequiel será o mesmo Senhor Jesus Cristo, descendente de Davi.

O problema é que esse “Príncipe” de Ezequiel terá família, e terá uma parte territorial separada para ele e seus descendentes. Sendo assim, os teólogos tradicionais não admitem que esse “Príncipe” seja Jesus, mas, sim, um personagem importante, da mesma descendência de Davi.

Só que Deus afirma que o “meu servo Davi será Príncipe” no meio do povo. E quem foi chamado de filho de Davi foi Jesus Cristo.

“E suscitarei sobre elas um só pastor para apascentá-las, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse” (Ezequiel 34:23-24).

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão. (…) e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ezeq. 37:24-25).

Observe este detalhe: “E Davi, meu servo, será seu Príncipe eternamente”.

Como um ser humano normal poderá servir como príncipe ou rei eternamente? Logo, concluímos que se trata da pessoa de Jesus Cristo, o Messias, o Príncipe de Israel.

Quanto a isso, o Apocalipse não deixa dúvidas de que o grande regente, durante o Reino Milenar, será Jesus Cristo (Cordeiro) e os 144 mil. Portanto, é mais difícil não acreditar que Jesus será esse Príncipe de Ezequiel.

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai. (…) Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apoc. 14:1,4).

A expressão “estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá”, indica que eles exercerão função de administração durante o Reino Milenar. Estes são os salvos escolhidos da Terra para se assentar ao lado de Cristo e julgar (governar) as nações. O problema é que os teólogos tradicionais não admitem isso que acabei de afirmar, pois esse grupo de 144 mil é composto apenas de judeus. Aí eles batem o pé, dizendo que esse é um grupinho qualquer de judeus salvos que “irão morrer como mártires durante a Grande Tribulação”. Puro besteirol teológico.

O Apocalipse tem uma linguagem muito mística e esotérica, e por isso, leva os cristãos a imaginarem coisas fantasiosas. Na verdade, muitos eventos do Apocalipse são acontecimentos simples e naturais, mas os personagens fantásticos e os simbolismos místicos empregados nas narrativas levam os crentes a imaginar fantasias.

***

Se este sumo-sacerdote Melquisedeque nunca existiu, e é apenas um personagem lendário da terra dos cananeus, então a citação dele na Bíblia seria para indicar uma referência à função sacerdotal que Jesus teria exercido antes de ter vindo ao mundo. Parece muito improvável isso que digo. Mas pode ter sido isso mesmo.

Apesar do autor da Carta aos Hebreus ter alegado que Jesus não se ofereceu em sacrifícios várias vezes, desde a fundação do mundo, mas uma passagem da Bíblia sugere que Jesus (Cordeiro de Deus) foi morto desde o começo do mundo.

“Doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Heb. 9:26).

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro, que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8).

Vemos, claramente, que o texto afirma que o Cordeiro foi “morto desde a fundação do mundo”.

Se a interpretação do autor aos Hebreus está correta, então, essa referência de Apoc. 13:8 está errada ou foi mal traduzida. Se estiver mal traduzida, o correto é assim:

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos, desde a fundação do mundo, no livro do Cordeiro que foi morto” (Apoc. 13:8).

Ora, se os cordeiros, oferecidos em sacrifícios desde o começo do mundo, são figuras do Cristo que havia de se oferecer, isto esclarece a declaração de Apoc. 13:8.

A referência de Apocalipse 17:8 está bem traduzida, quando cita o termo “desde a fundação do mundo”. Veja:

“E os que habitam sobre a terra, e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, se admirarão”.

Jesus, sendo o princípio da criação de Deus, pode ter exercido não só a função de criador dos mundos e das criaturas, mas também de regente e redentor das muitas criaturas que ele mesmo criou neste vasto Universo. Talvez Jesus não seja conhecido como redentor apenas dos terráqueos, mas de outras criaturas inteligentes que habitam em outros mundos. Somente um personagem com as qualificações de Jesus pode exercer, ao mesmo tempo, as funções de criador, regente e redentor ou salvador. Termino aqui.

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Falou e disse Miquels7.

Manaus, 17/11/2013.

17/11/2013 Posted by | DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , , , | 1 Comentário

OPERAÇÃO DO ERRO – ATENTAI, POVO CRISTÃO E EVANGÉLICO!

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(CORRIGIDO, ACRESCENTADO E ATUALIZADO)

Faço este comentário para chamar a atenção dos cristãos, de forma que estejam atentos a três fatos terríveis que podem estar acontecendo em nossos dias.  

“E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira” (II Tessalonicenses 2:11).

 

1ª)  A OPERAÇÃO DO ERRO  

A operação do erro pode ser provocada por Satanás, mas também ela acontece por determinação de Deus.  

Mas qual o objetivo de Deus determinar (permitir propositalmente) a operação do erro?  

“Operação do Erro” significa algo proposital que é determinado acontecer para que um grupo de pessoas não compreenda a verdade ou fique confuso, ou não chegue ao aperfeiçoamento, ou não tome posse da sabedoria ou da educação para que possa melhorar de vida ou subir de posição social. Sintetizando melhor, Operação do Erro é um tipo de CONSPIRAÇÃO. Às vezes, a operação do erro pode acontecer em virtude da desobediência e do pecado de um povo ou de uma nação como forma de punição. Mas existe uma outra face da operação do erro. Um exemplo clássico está em Gênesis 3:22-24.  

“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.
O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado.
E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida”.  

Por que Deus não quis que o homem se aproximasse da Árvore da Vida? Será que o homem, depois de ficar consciente das coisas, passou a ser uma ameaça ao Criador?  

Vou citar algumas referências bíblicas para que tirem as conclusões:  

“Eu, porém, endurecerei o coração de Faraó e multiplicarei na terra do Egito os meus sinais e as minhas maravilhas” (Êxodo 7:3).  

“Depois disse o Senhor a Moisés: vai a Faraó, porque tenho endurecido o seu coração, e o coração de seus servos, para manifestar estes meus sinais no meio deles” (Êxodo 10:1).  

Deus endurecendo o coração de uma pessoa para que ela não aja com naturalidade, é um tipo de conspiração. Você não acha? Se Deus queria que o Faraó libertasse o seu povo espontaneamente, jamais teria dito que lhe endurecia o coração.   

“Também levantei a minha mão para eles (ISRAELITAS) no deserto, jurando que os espalharia entre as nações, e os dispersaria entre os países;
porque não haviam executado as minhas ordenanças, mas rejeitaram os meus estatutos, e profanaram os meus sábados, e os seus olhos se iam após os ídolos de seus pais.
Também lhes dei estatutos que não eram bons, e ordenanças pelas quais não poderiam viver;
e os deixei contaminar-se em seus próprios dons, nos quais faziam passar pelo fogo todos os que abrem a madre, para os assolar, a fim de que soubessem que eu sou o Senhor” (Ezequiel 20:23).   

Que tipo de “estatutos maus” eram estes que Deus deu aos israelitas no deserto? Seria por acaso a própria Lei? Veja que o texto diz claramente “ordenanças pelas quais não podiam viver”. Ou seriam então estes “estatutos maus” as mensagens dos falsos profetas que “Deus enviava”? Isso também não foi um tipo de conspiração, ou seja, operação do erro? Ou seria mais ou menos assim: Vou lhes dar leis e estatutos ruins de se cumprir para que este povo seja sempre obstinado e não consiga se aperfeiçoar diante de mim. Você decide.  

“Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor” (I Samuel 16:14). 

Se fosse no tempo atual, o texto diria que “o atormentava um espírito maligno da parte do Diabo”. No caso de Saul, Satanás não leva culpa alguma, porque o espírito maligno foi enviado da parte do Senhor.   

Apologistas é o que não faltam para justificar que na verdade o espírito maligno veio da parte de Satanás.  

E para o povo do tempo do Novo Testamento (e para os dias atuais) será que não foi direcionado algum tipo de conspiração? Houve sim, e bastante aterrador!  

“Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem. 
Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava (Mateus 13:13,34).  

Pra que isso? Qual a finalidade disso? Qual a intenção de Deus com isso?  

Veja agora este, mais chocante:  

“Respondeu ele: A vós (DISCÍPULOS) é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros (PECADORES) se fala por parábolas; para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam” (Lucas 8:10).   

“Quando se achou só, os que estavam ao redor dele, com os doze, interrogaram-no acerca da parábola. 
E ele lhes disse: A vós é confiado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes diz por parábolas; 
para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam e sejam perdoados” (Marcos 4:10-12).  

A última frase deste texto é um caso muito grave. A não ser que o evangelista Marcos tenho obtido uma informação errada a respeito do que Cristo realmente tenha dito, isso é um caso de verdadeira conspiração ou operação do erro. Ou seja, Jesus teria sido induzido pelo Pai a falar em forma de Parábolas para que os judeus não compreendessem a verdade, ou não entendessem que Jesus era o Messias. Porque se Jesus tivesse falado a mensagem “abertamente” jamais os judeus o crucificariam, ou jamais Ele teria sido levado ao matadouro.  

É dito no próprio Evangelho que Jesus não explicava todas as parábolas aos seus discípulos. Eles também permaneceram confusos sobre muitas coisas. Jesus, porém, prometeu o Consolador (Espírito Santo) que lhes faria lembrar de tudo. Lhes faria “lembrar”; mas “Entender” muitas coisas que Jesus disse até hoje se torna difícil, mesmo com a presença do Consolador.  

Qual a intenção de Deus não querer que as pessoas do mundo entendessem a mensagem das boas-novas de salvação?   

Lembre-se que Jesus seguiu fielmente a cartilha onde o Pai lhe instruiu tudo quanto devia fazer e proceder.   

“Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar” (João 12:49).   

O livro de Apocalipse é um livro de profecias e mensagens para os judeus e para a Igreja, mas é cheio de enigmas e símbolos. Por que isso? Além do mais, o livro de Apocalipse não tem nada de REVELAÇÃO, e sim, ocultamento da mensagem através de símbolos e enigmas. Isso não é revelação. É um tipo de conspiração, porque dá margem para todo tipo de interpretação, que podem induzir ao erro, e muitas pessoas erram o caminho por não compreender a mensagem.  

Certo autor disse que “no Concílio de Nicéia ocorrido em 325 EC, o livro de Apocalipse foi rejeitado, por ser considerado não-canônico, e somente no século IV, é que foi incluído, com a realização do Concílio de Cartago em 397 EC, após muita pressão dos bispos proto-ortodoxos para usá-lo como arma de evangelização na Europa que ainda resistia às conversões forçadas”. Até mesmo o fundador do protestantismo, Martinho Lutero, considerava apócrifo o livro de Apocalipse e que não deveria estar na Bíblia. Isso é fato comprovadíssimo pelos anais da historia. Será que a inclusão do Apocalipse na Bíblia foi proposital, para ocorrer a operação do erro?

Qual será a intenção de Deus com tudo isso?  

 

2ª) OS EVANGÉLICOS PODEM ESTAR COMETENDO OS MESMOS ERROS DOS JUDEUS COM RELAÇÃO À INTERPRETAÇÃO DAS PROFECIAS SOBRE À VINDA DO MESSIAS (OU VOLTA DE JESUS) E O ARREBATAMENTO  

Será que isso não foi proposital? Não seria a operação do erro?  

Os judeus esperavam a vinda do Messias de uma forma, mas quebraram a cara.

Temo que do mesmo modo os evangélicos da Nova Era vão quebrar a cara, pois batem sempre na mesma tecla de que Jesus retornará antes dessa tal Grande Tribulação.

Antes do século XIX não se falava em arrebatamento da Igreja como se ensina atualmente.

A Igreja Católica e a Anglicana não ensinam sobre arrebatamento e volta de Jesus como os evangélicos ensinam.

O ensino sobre arrebatamento, como se concebe hoje em dia, surgiu com o movimento da Seita dos Adventistas do Sétimo, na metade do século XIX. Foi no século XIX que surgiram as seitas mais relevantes, como Adventistas, Testemunhas de Jeová (Russelitas), os Mórmons (de José Smith), os Espíritas (Espiritismo) e os Pentecostais. No século XX surgiu os Neopentecostais, que pregam a teologia da prosperidade e afins.

A fundadora do movimento adventista escreveu um amontoado de literatura, e os adeptos desse movimento dão mais valor ao que ela escreveu que o próprio exame livre da Bíblia. Será que Ellen G. White foi um instrumento para propagar a operação do erro?

O neologismo PENTECOSTAL é uma heresia, pois Pentecoste não tem nada a ver com o cristianismo. Simplesmente tomaram o nome de uma festa judaica e cunharam como se fosse algo do cristianismo. O equívoco ocorreu por causa da interpretação errada do fato da efusão do Espírito Santo ocorrido no dia de Pentecoste, em Jerusalém, fato esse prometido por Jesus Cristo. O fato do derramamento do Espírito Santo ter ocorrido no dia de Pentecoste não dá o direito dos evangélicos darem outro sentido a esta festa judaica. Interpretando erroneamente, imaginam que agora existe uma outra festa de Pentecoste cristã. Agora dá pra entender quem realmente quer ser judeu e não o é. Pegaram uma festa judaica e transformaram em outra coisa. Quem fez isso são os pseudo-judeus, que querem ser judeus e não o são.

Os padres e papas da ICAR foram responsável pela canonização dos livros do Novo Testamento. Eles tiveram acesso à cópias mais autênticas dos quatro Evangelhos. Se eles não dão tanta ênfase ao arrebatamento da Igreja, então deve ter alguma coisa que os padres católicos e o papa esconde dos cristãos.

Ou então a ICAR é instrumento de Deus (ou do Diabo) para a operação do erro.

A Igreja Católica permanece praticamente unificada desde a sua fundação, com exceção de duas ramificações, como a Igreja Anglicana e Igreja Católica Russa ou Ortodoxa. Ultimamente, o movimento católico carismático, influenciado pelos pentecostais, quase cria um novo racha na ICAR.

Porém, a rebelião protestante iniciada por Martinho Lutero foi causadora da difusão de inúmeras seitas heréticas, grande apostasia e divisão descontrolada do corpo de Cristo (a Igreja). E agora no século XXI a situação ficou bem pior, porque há uma confusão geral no meio protestante, acarretado pela contaminação dos crentes da Nova Era. E justamente esses neologismos, seitas e ensinamentos heréticos surgiram com o movimento protestante.

Agora pense uma coisa. Será que o surgimento de Martinho Lutero e a reforma protestante não foi algo proposital da parte de Deus, surgido para a operação do erro? Será que foi da vontade de Deus o racha que Martinho Lutero causou na Igreja Católica? Até que ponto isso foi bom ou ruim?

Existe menos de 500 milhões de protestantes no mundo contra mais de 6 bilhões de adeptos das outras religiões, cuja maioria são católicos e muçulmanos. O que isso significa? Os protestantes e evangélicos, além de serem a minoria, estão se auto-destruindo, tornando suas igrejas mais inchadas, cheias de facções e doutrinas anti-bíblicas. Segundo algumas estimativas, existe mais de 35.000 diferentes seitas protestantes no mundo!!! Para mais detalhe clique aqui.

Escrevi, anteriormente, que “Sem sombra de dúvida, a mensagem do livro de Apocalipse é voltada mais para os judeus”. Ou seja, o drama do Apocalipse é voltado mais para a causa dos judeus e não dos gentios.

E vou acrescentar mais um detalhe, para que fique bem clara a minha exposição.

No capítulo 21 de Apocalipse diz-se que a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, poussui 12 portas e sobre as 12 portas está escrito os nomes das 12 tribos de Israel. Veja:

“(…) e tinha (a Cidade) um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel” (21:12).

Bom…, se nas portas de Cidade estão os nomes das 12 tribos dos filhos de Israel, onde fica a Igreja, nessa história? Se está escrito somente os nomes das tribos de Israel na Nova Jerusalém, isso significa que a Cidade e deles e para eles.

Mas o texto também diz que a Cidade Santa tem um muro com 12 fundamentos, nos quais está escrito os nomes dos 12 apóstolos do Cordeiro. Será que isso quer dizer que a Igreja formada pelos gentios irá morar em cima dos muros da cidade? (rsrsrs…)

E mais outra coisa. No capítulo 22 de Apocalipse diz-se que fora da Cidade Santa ficarão os CÃES. E quem são esses “cães”?

“Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira” (22:15).

Os “cães” refere-se aos cananeus ou gentios. Atualmente os cananeus são representados pelos palestinos e povos de outras nações (fora os descendentes de Ismael – os árabes).

Os judeus tratavam os cananeus como “cães” (cachorros, cachorrinhos); e aos samaritanos chamavam de “porcos”. Veja as referências:

“Não deis aos cães (cananeus) o que é santo, nem lanceis aos porcos (samaritanos) as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6).

“E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada.
Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós.
Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me.
Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos (Israel) e lançá-lo aos cachorrinhos (cananeus).
Ao que ela disse (se humilhando ainda mais): Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.
Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã” (Mateus 15:22-28).

“Assim vós sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, o meu santo monte; Jerusalém será santa, e estranhos (gentios, cananeus, palestinos) não mais passarão por ela” (Joel 3:17).

“(…) Naquele dia não haverá mais cananeu na casa do Senhor dos exércitos” (Zacarias 14:21b).

Porém, se as promessas e profecias bíblicas do Antigo Testamento e as que vemos no Apocalipse não se referem ao povo de Israel físico, então os teólogos terão que provar biblicamente que existe o Israel Espiritual, e que o governo milenar será tratado com o Israel Espiritual, e não com o Israel físico.

Para ajudá-los, verifiquem o que Paulo disse em Efesios 2:19-22.

Se Jesus só tratará com o Israel Espiritual (que creio que não existe), então o que será do Israel físico, o povo judeu, que habita atualmente a terra santa?

O que você acha? 

Uma coisa eu sei. Algum desses movimentos, ou mesmo a própria ICAR, pode estar sendo instrumento para a operação do erro.

A maioria dos crentes evangélicos é a favor da visão pré-tribulacionista e pré-milenista sobre o arrebatamento e a segunda volta de Jesus. Interpretam o Apocalipse de forma tendenciosa e de forma ingênua. Sem sombra de dúvidas, a mensagem do livro de Apocalipse é voltada mais para os judeus. Um estudioso bem atento descobrirá esta verdade no Apocalipse. Há quem diga que o Apocalipse foi escrito por um judeu cristão e enviado aos judeus espalhados pelas cidades do Império Romano. Sem dúvida! E este foi justamente João, o evangelista, judeu nato. Existe um evangelho com uma linguagem totalmente diferente no NT: o Evangelho de João. Alguns o chamam de Evangelho Esotérico. Realmente! O único escritor neotestamentário que se referiu a Jesus como VERBO (LOGOS) foi o apóstolo João (João 1:1, 14; I João 1:1; Apoc. 19:13). Nenhum outro escritor tinha esse conhecimento esotérico. “Verbo” é um termo de cunho esotérico. E o próprio livro de Apocalipse (do mesmo autor) é também um livro de linguagem esotérica. Só esses teólogos papagaios que não sabem disso.  

Já não bastasse os teólogos preconceituosos afirmar que os 144 mil judeus selados no Apocalipse serão mártires na Grande Tribulação (Apoc. 7), agora inventaram que existe mais um outro grupo de 144 mil salvos que representam os salvos não-judeus ou gentios (Apoc. 14). Isso é um absurdo, é pura forçação de barra, para tentar encaixar os gentios com proeminência na trama do Apocalipse. Os 144 mil judeus selados são chamados de “virgens” e isto designa um estado da noiva, que deve ser virgem.  

Imaginam eles – os crentes gentios – que são melhores do que os primeiros cristãos que foram mortos nas arenas romanas e dilacerados pelos leões. Bye, bye visão pré-milenista! É melhor se prevenir, porque as coisas em breve irão piorar, e muito, não só para os judeus, mas também para os cristãos gentios.  

Outra coisa. No Novo Testamento não existe nenhuma referência de que a Igreja de Cristo é a Noiva do Cordeiro. Só existe uma citação sobre noiva no Evangelho de João (3:29), e mesmo assim ainda se refere aos judeus salvos. As outras citações sobre “noiva” só acontece no Apocalipse. E significa que a “noiva” de Cristo (o Messias) é o Israel remanescente. Nas epístolas de Paulo nunca é ensinado que a Igreja é a noiva de Jesus. É ensinado que a Igreja é um Corpo, e Jesus é a Cabeça. Ou seja, Marido e Mulher (casal), é que constitui uma só carne; porém, noivo e noiva não são uma só carne. Portanto, fica entendido que a Noiva é o povo de Israel remanescente salvo e os convidados do noivo são os gentios salvos, que participarão da bodas do Cordeiro. Isso Jesus deixou bem evidente na Parábola das Dez Virgens. Entenda que a Igreja é formada pelos salvos, tantos judeus como gentios. Mas quanto à noiva, isso é particular, e trata-se dos salvos da nação de Israel.   

O terrível preconceito contra os judeus fez com que católicos e evangélicos perdessem o foco da real mensagem da Bíblia e o papel dos judeus na historia, e criassem uma teologia viciada, cheia de erros e preconceitos.  

Eu gostaria de saber quem é capaz de descobrir a que grupo de cristãos Jesus se referia quando os comparou a “SINAGOGA DE SATANÁS” no livro de Apocalipse!   

Não existe nenhuma nação no mundo, nenhum grupo de pessoas que queira ser chamado de “judeus”, nem por brincadeira. Os judeus são odiados por todas as nações, menos por um grupo que os ama muito e chega até a ostentar a bandeira de Israel nos púlpitos de suas igrejas. O único grupo de pessoas na terra que teimam em querer ser chamado de o “ISRAEL ESPIRITUAL” são os crentes protestantes, REPRESENTADOS ESPECIALMENTE PELOS ADVENTISTAS DO SÉTIMO, QUE GUARDAM O SÁBADO. AO OBSERVAR A GUARDA DO SÁBADO, OS ADVENTISTAS DEMONSTRAM QUE QUEREM SER JUDEUS, MAS NÃO O SÃO. Nem os católicos fazem isso. Será que agora dá pra entender quem são estes que se dizem ser judeus e não o são?  

“Conheço a tua tribulação e a tua pobreza, mas tu és rico, e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém, são sinagoga de Satanás” (Apoc. 2:9).   

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Apoc. 3:9).   

Agora me digam com sinceridade se estas duas referências são direcionadas aos cristãos gentios ou aos cristãos judeus (samaritanos por exemplo), ou a um grupo qualquer de pseudo-judeus? Será que existe na Terra algum grupo de pseudo-judeus? Seriam eles os evangélicos protestantes, que se auto-intitulam de o ISRAEL ESPIRITUAL?  

Sei perfeitamente que a questão dos evangélicos se chamarem de o ISRAEL ESPIRITUAL é por causa da interpretação equivocada do que é dito em Gálatas 6:16 e I Pedro 2:9.   

“E a todos quantos andarem conforme esta norma, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus(Gentios e Judeus).   

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa (ISRAEL ESPIRITUAL?), o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.   

Só quero que saibam que o apóstolo Pedro era um judeu nato, do pé rachado.  

Escrevi, anteriormente, que “sem sombra de dúvida, a mensagem do livro de Apocalipse é voltada mais para os judeus”. Ou seja, o drama do Apocalipse é voltado mais para a causa dos judeus e não dos gentios.

E vou acrescentar mais um detalhe, para que fique bem clara a minha exposição.

No capítulo 21 de Apocalipse diz-se que a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, poussui 12 portas e sobre as 12 portas estão escritos os nomes das 12 tribos de Israel. Veja:

“(…) e tinha (a Cidade) um grande e alto muro com doze portas, e nas portas doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel” (21:12).

Bom…, se nas portas de Cidade estão os nomes das 12 tribos dos filhos de Israel, onde fica a Igreja dos gentios, nessa história? Se está escrito somente os nomes das tribos de Israel na Nova Jerusalém, isso significa que a Cidade é deles e para eles.

Se nas portas estão os nomes das tribos de Israel, isso significa que só entrarão por elas os judeus. E agora, onde fica a Igreja dos gentios nessa história?

Mas o texto também diz que a Cidade Santa tem um muro com 12 fundamentos, nos quais estão escritos os nomes dos 12 apóstolos do Cordeiro. Será que isso quer dizer que a Igreja formada pelos gentios irá morar em cima dos muros da cidade? (rsrsrs…)

E mais outra coisa. No capítulo 22 de Apocalipse diz-se que fora da Cidade Santa ficarão os CÃES. E quem são esses “cães”?

“Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira” (22:15).

Os “cães” refere-se aos cananeus ou gentios. Atualmente os cananeus são representados pelos palestinos e povos de outras nações (fora os descendentes de Ismael – os árabes).

Os judeus tratavam os cananeus como “cães” (cachorros, cachorrinhos); e aos samaritanos chamavam de “porcos”. Veja as referências:

“Não deis aos cães (cananeus) o que é santo, nem lanceis aos porcos (samaritanos) as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6).

“E eis que uma mulher cananéia, provinda daquelas cercania, clamava, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim, que minha filha está horrivelmente endemoninhada.
Contudo ele não lhe respondeu palavra. Chegando-se, pois, a ele os seus discípulos, rogavam-lhe, dizendo: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós.
Respondeu-lhes ele: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.
Então veio ela e, adorando-o, disse: Senhor, socorre-me.
Ele, porém, respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos (Israel) e lançá-lo aos cachorrinhos (cananeus).
Ao que ela disse (se humilhando ainda mais): Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos.
Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã”
(Mateus 15:22-28).

“Assim vós sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus, que habito em Sião, o meu santo monte; Jerusalém será santa, e estranhos (gentios, cananeus, palestinos) não mais passarão por ela” (Joel 3:17).

“(…) Naquele dia não haverá mais cananeu na casa do Senhor dos exércitos” (Zacarias 14:21b).

Porém, se as promessas e profecias bíblicas do Antigo Testamento e as que vemos no Apocalipse não se referem ao povo de Israel físico, então os teólogos terão que provar biblicamente que existe o Israel Espiritual, e que o governo milenar será tratado com o Israel Espiritual, e não com o Israel físico.

O que sei é que JUDEU É JUDEU, E NÃO HAVERÁ OUTRO POVO QUE SUBSTITUA OS JUDEUS.

A operação do erro está fazendo com que os teólgos protestantes confundam essa verdade.

Para ajudá-los, verifiquem o que Paulo disse em Efesios 2:19-22. Será que o que Paulo diz aí se trata do Israel Espiritual?

Se Jesus só tratará com o Israel Espiritual (que creio que não exista), então o que será do Israel físico, o povo judeu, que habita atualmente a terra santa?

Diletos leitores, em breve a proeminência dos gentios será encerrada e os judeus voltarão a ter a plena primazia em tudo.

Cristo predisse em Mateus 21:43 que os judeus perderiam TEMPORARIAMENTE a primazia sobre o reino de Deus.

“Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo (gentios) que dê os seus frutos”.

E o apóstolo Paulo ratifica na carta aos Romanos (11:25) que o endurecimento de Israel durará até que a plenitude dos gentios seja alcançada.

“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte (não todos) sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado;
e assim todo o Israel será salvo (…)”.

Depois de encerrado a era da graça, bye, bye gentios!!! Os judeus tomarão a primazia em tudo, novamente.

É muita presunção dos evangélicos e cristãos ocidentais (gentios) querer se tornar o Israel Espiritual, tomando o lugar do legítimo povo eleito!

Além do mais, Paulo, ainda falando sobre este assunto,  afirma que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. Veja Rom. 11:29. Se os judeus são o povo eleito, esse dom ou vocação não pode ser dado a outro povo. Já vi tanta heresia ser pregada sobre esta passagem de Rom. 11:29. Mas o sentido verdadeiro do texto é este que digo aqui.

Se em Rom. 11:26 Paulo diz que “todo o Israel será salvo”, é evidente que ele está falando do Israel físico, do povo judeu que habita atualmente o Estado de Israel. Então, não tem essa de “israel espiritual”!

Espero ter sido claro. Se ainda não fui claro, haja paciência!!!!

Sabe por que a gente custa entender a verdade? Porque fomos doutrinados erroneamente, com uma teologia viciada, preconceituosa e cheia de interpretações tendenciosas. A RELIGIÃO, EM SI, TAMBÉM CAUTERIZA A MENTE, E A DOUTRINAÇÃO ERRADA AINDA MAIS. Admito que aprendi muita coisa com essa teologia tradicional, mas graças da Deus, não tomei lavagem cerebral. Ainda conservo alguns vícios de erros doutrinários, mas aos poucos vou me libertando através do verdadeiro estudo da Palavra de Deus, sem ter preconceito, sem agir de forma tendenciosa.

Os flamenguistas e corintianos dizem que serão fanáticos pelo time até morrer. Assim, também, alguns unicistas, adventistas, etc, dizem que seguirão fielmente à seita até morrer. E isso não é nada correto.

Se você diz que será um seguidor fiel de Jesus até morrer, aí tudo bem!!! Mas, se você está seguindo a doutrina errada, se está seguindo no caminho errado e não quer deixar, então aí é imprudência (burrice).

  

3ª) A PALAVRA FINAL DE JESUS CONTRA OS FALSOS PASTORES, BISPOS, APÓSTOLOS E PREGADORES DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E AFINS   

Essa palavra de Jesus será uma surpresa aterradora para os crentes da Nova Era, principalmente para os falsos pregadores da teologia da prosperidade. Eis a palavra final:   

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. (…) 
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? 
Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:15, 22-23).   

Será que os tele-pregadores (evangélicos) da teologia da prosperidade e afins não se enxergam nestes textos da Bíblia? Talvez eles pensam que estas palavras de Jesus se referem aos padres católicos ou aos macumbeiros? Grandes tolos! O texto está bem diante deles, mas a OPERAÇÃO DO ERRO não permite que eles a entendam.  

Respondam-me uma coisa: QUAL GRUPO DE CRISTÃOS NESTE MUNDO FAZ MAIS USO DO NOME DE JESUS PARA PROFETIZAR, EXPULSAR DEMÔNIOS E OPERAR MILAGRES DO QUE OS PROTESTANTES (EVANGÉLICOS)? É claro que estas palavras de Jesus estão falando diretamente com os tais. Não existe outra alternativa. E isso pesa mais para os protestantes do movimento pentecostal e da teologia da prosperidade.  

Aos críticos, quero que entendam que estou escrevendo de FORA para DENTRO. Se eu estivesse dentro, seria expulso como herege, e ninguém me daria ouvido. Ninguém dá ouvido ao profeta da própria pátria. É sempre assim que fazem, ou expulsam ou matam o profeta. Assim fizeram em Israel. Mas Deus usa as coisas loucas deste mundo para confundir os sábios, os presunçosos e os ditos “ungidos”. É necessário o aviso vir de quem está de fora para que alguém possa temer e repensar o que está fazendo.   

O que escrevo é algo que NUNCA SE VIU ANTES NA HISTÓRIA DA TEOLOGIA.   

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Miquels – 23/03/2010

23/03/2010 Posted by | CASOS POLEMICOS, CRISTIANISMO EM CRISE, DOUTRINAS E DOGMAS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , | 2 Comentários

JESUS CRISTO NÃO PODE SER ADORADO NO TEMPLO EM ISRAEL!!!

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Em breve publicarei um pequeno estudo sobre alguns ensinamentos escatológicos dos livros de Daniel e Apocalipse que a quase totalidade dos teólogos e estudantes da Bíblia debate e nunca chega a um consenso, porque essas interpretações estão todas erradas (no meu ponto de vista, é claro!).

O que vou escrever, nenhum teólogo ou estudante da Bíblia até agora se atreveu a escrever. Sei que isso irá chocar muita gente, mas a verdade um dia terá que ser dita, doa em quem doer. E não adianta me chamar de herege! Até mesmo Jesus foi chamado de herege!

Explanarei sobre os seguintes assuntos:

1) A real finalidade ou propósito de Jesus ter vindo morrer pela humanidade. Irei explicar o “por que” de Ele ter vindo. Muito se tem dito sobre o motivo da vinda de Jesus para morrer. João 3:16 parece esclarecer tudo. Mas não é bem assim. Se Jesus veio certo de morrer pela humanidade, por que na sua intercessão no Horto das Oliveiras ele pediu: “Pai, se possivel, passa de mim esse cálice!” (?). Parecia mais que Jesus estava pagando por um crime que havia cometido. Por que Jesus suplicou ao Pai no dia da sua crucificação: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!” (?). Será que os judeus e romanos crucificaram Jesus sem saber que estavam sendo induzidos a fazer isso propositalmente, sem saber o por quê? E se não tivessem crucificado Jesus? E se Jesus tivesse sido assassinado, como fizeram com o João Batista?

2) A doutrina da trindade é heresia. Não existe trindade. Isso é invenção da ICAR, e que a maioria das igrejas protestantes adotou. Se os teólogos da ICAR foram inspirados por Deus para criar essa heresia, porque os protestantes não adotaram os outros dogmas criados pelos teólogos da ICAR? Só o dogma da santíssima trindade foi inspirado? E o dogma do purgatório?

3) Quem será o sétimo reino na Terra. Quem será o oitavo rei ou reino.

4) O que será a abominação que será colocada no terceiro Templo que será reconstruido em Jerusalém. O por que de Jesus Cristo não poder ser adorado em pé de igualdade com Deus Jeová, o Pai.

Só pra não deixá-los com muita curiosidade, darei algumas pistas aqui.

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Em breve o mundo conhecerá as verdades sobre os enigmas do Apocalipse e do livro de Daniel.

Não serei o único a revelar. Outros estudantes desses últimos dias trarão mais luz sobre os últimos acontecimentos escatológicos. E sei que muitos aprenderão algumas verdades aqui, e poderão explicitá-las bem melhor.

Só dando uma pista:

1) O Sétimo Reino na Terra será o Governo de Cristo com a Igreja

O governo de Cristo na Terra durante mil anos também será um império, e tambem será uma mistura de governo humano com divino.

O sétimo império na Terra não será 100% humano. O sétimo será o governo de Cristo e a Igreja na Terra.

O oitavo reino é a sétima cabeça da primeira besta ou dragão. Entre o sexto e o sétimo império humano haverá o império de Cristo e da igreja durante mil anos.

Por isso se diz que o oitavo rei ou reino é dos sete. Ou seja, o reino da sétima cabeça da besta ou dragão só ocorrera após o governo de Cristo na Terra que é o sétimo. Só que o reino de Cristo é o sétimo, mas não referente à sétima cabeça da besta. A sétima cabeça da besta só assumirá após o reino de Cristo e da igreja.

Lembre-se que após o reino milenar de Cristo e a Igreja aqui na Terra o dragão será solto do abismo e fará surgir o oitavo reino que na verdade é a sétima cabeça do dragão (besta).

2) Imagem de Jesus e Maria no Templo???? Não pode!!!!

Em breve o mundo ficará abismado em saber que a abominação que será colocado no novo templo construido em Jerusalem para ser adorado será a imagem de Nossa Senhora e a imagem de Jesus Cristo.

Pessoal, se o 3º templo for reconstruido com apoio da Maçonaria e do Vaticano, o Papa fará com que seja colocado no Templo a imagem de Jesus para ser adorado e tambem a imagem de Nossa Senhora (Maria – mãe de Deus).

Jesus não pode ser adorado no templo. O templo é exclusivo de Jeová (Deus-Pai).

Em breve publicarei um estudo explicando todos esses fatos.

Jesus disse ao Lúcifer no cap. 4 de Mateus: “Só ao teu Deus adorarás e só a Ele servirás”. Jesus jamais insinuou que ele devesse ser adorado também. Jesus jamais entrou no Templo em Jerusalém para ser adorado ou dizendo aos judeus para que o adorasse também.

Quando Jesus retornar a este mundo e entrar no templo, ele entrará não para ser adorado, mas para adorar a Jeová, o Pai. Por favor, leiam os capítulos 40 a 48 de Ezequiel, e percebam que este templo de Ezequiel ainda não foi construido. O côvado usado para medir o templo é medida de anjo. O côvado de Ezequiel mede 50 cm, e não 45 cm conforme o côvado normal. Compare com as medidas da Nova Jerusalém no livro de Apocalipse, e veja que lá se diz que a cana usada para medir é baseada em medida de anjo.
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Outra coisa. Em Ezequiel cap. 40 a 48 fala sobre um “PRÍNCIPE”. E este Principe é Jesus Cristo. Observe que ele entra no Templo para sacrificar por si e pelo povo. Se Jesus é Deus em igualdade com Jeová, como ele sacrifica por si, também? E outra coisa: o Príncipe de Ezequiel jamais é adorado.
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Se Jesus é Deus em pé de igualdade com Jeová, por que em Apocalipse Jesus chama Deus-Pai de “meu Deus”?
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“Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus“. Apoc. 3:2.
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“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome” (JESUS TERÁ OUTRO NOME). Apoc. 3:12.

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No cap. 4 de Mateus Jesus afirma para Satanás: “Só ao teu Deus adorarás e só a Ele servirás”. Jesus não disse “só a Deus-Pai e a Mim adorarás”.
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E posso provar tudo isso com muitas outras referências bíblicas.
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Em breve vou explicar tudo isso.
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Jesus pode ser adorado, mas não acima de Deus-Pai ou em pé de igualdade com Jeová.

A partir de hoje muitos que leram isto aqui ficarão com a pulga atrás da orelha.

No livro do profeta Daniel se diz que o “príncipe” (que virá do povo romano) fará que seja adorado um deus que seus pais não conheciam.

Vocês sabem qual o deus que os imperadores romanos não conheciam?

JESUS CRISTO. Os romanos adoravam todos os deuses conhecidos na antiguidade, e também conheciam Jeová, o Deus de Israel, mas o único deus que não conheciam era Jesus Cristo. Vocês sabiam disso?

Quem foi o imperador romano que instituiu um deus para ser adorado que seus pais não conheciam?

Foi o imperador Constantino, no século III. E qual foi o deus que passou a ser adorado em lugar do “deus sol”, cultuado no dia 25 de dezembro?

JESUS CRISTO.

No século III a adoração a Jesus Cristo foi oficializada e o cristianismo passou a ser a religião oficial de Roma.

Agora compliquei tudo, não acham?

Mas não se desesperem!!!

Jesus pode ser adorado também, mas não em igualdade com Jeová.

Aguardem!

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Atenção!!!!!!
Miquels – Todos os direitos reservados – 2010.

03/03/2010 Posted by | CASOS POLEMICOS, DOUTRINAS E DOGMAS, ESCATOLOGIA BÍBLICA, TEMAS DIFÍCEIS | , , | 8 Comentários

“A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE É DEMONÍACA”

Achei por bem repassar este poste, já publicado em alguns blogs, sobre a entrevista com o pastor Ronaldo Didini publicada pela Revista Cristianismo Hoje (Marcos Couto, dezembro 2008/janeiro 2009, edição 8, ano 2, páginas 56-58). Depois de reaparecer na televisão, agora ligado à Igreja Mundial do Poder de Deus, Ronaldo Didini repudia parte do que acreditou no passado.

Posto, aqui, somente uma parte da entrevista, e logo abaixo deixo o link para quem quiser ler a matéria completa.

Deixo uma pergunta no ar:

“Por que a teologia da prosperidade não funciona para os crentes pobres dos países africanos?” ====================================================

PARTE DA ENTREVISTA:
pastor-ronaldo-didini
(…)

Por que o senhor critica tanto a teologia da prosperidade?

Porque ela é demoníaca. Penso que os líderes evangélicos deveriam se unir e dar um basta nesses ensinos. A teologia da prosperidade bateu no fundo do poço e já deveria haver uma conscientização de muitos líderes acerca disso. Todos que optam por esse caminho ficam satisfeitos apenas em ir bem financeiramente, não ter sofrimento de nenhum tipo. Querem ficar independentes, achando que não precisam de mais nada. Os pregadores da prosperidade não têm contato com o povo e não enxergam isso, porque são pobres, cegos, miseráveis e estão nus. O homem não tem que ditar regras a Deus e dizer a ele como e a que horas fazer o milagre. Minha crítica a essa teologia é que ela proclama aquilo que é terreno e não o que é sagrado, sobrenatural. Com o tempo, tal mensagem se desgasta e o resultado está aí. Eu fui missionário em nações muito pobres da África. Por que a teologia da prosperidade não funciona lá? Para responder essa questão, o teólogo da prosperidade não está preparado. Se não funciona lá, ela é antibíblica. Jesus falou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus. Ora, se a teologia da prosperidade fosse bíblica, todos seriam ricos e quase ninguém acabaria salvo. Pregar e acreditar na teologia da prosperidade é como construir um castelo na areia ou fazer um gigante com pés de barro – mais cedo ou mais tarde, tudo cairá.

Mas durante muito tempo o senhor militou em igrejas propagadoras da teologia da prosperidade… Quem mudou, suas ex-igrejas ou o senhor?

Não mudei o meu pensamento. Foi a obra do Espírito Santo que me amadureceu. Sou muito grato por tudo que recebi na Igreja Universal e na Igreja da Graça. Não tenho nada contra essas instituições e nem contra seus líderes. Minha diferença é doutrinária. Uma coisa é enxergar, e outra é mudar, se for preciso, sair do sistema, quando ele se torna mais poderoso do que a Bíblia. O catolicismo está cheio de exemplos assim. Todos os padres sabem que não é uma bula papal que pode dizer que o líder é infalível ou que Maria subiu ao céu com seu corpo. Mas o sistema Católico Apostólico Romano requer que essa doutrina seja aceita, e muitos a defendem em nome desse sistema.

O senhor não teme ser considerado ingrato por seus ex-líderes?

Como eu disse, nada tenho contra Macedo ou Soares. Tanto, que quando eu saí da Universal, foi como que se perdesse meu chão. A Iurd para mim era mais importante que qualquer outra coisa na vida; eu amava aquele ministério, dava minha vida por ele. Depois, conheci a Igreja da Graça. O missionário Soares me ajudou muito naquela época, pastoreando minha vida por dois anos. Foi um verdadeiro pai, preocupando-se com minha alma, porque eu não estava bem espiritualmente. A teologia da prosperidade me fez um mal tremendo. Continuei caindo e bati no fundo do poço quando abri a igreja lá em Portugal [a Igreja do Caminho, inaugurada por Didini em Lisboa em 2003]. Estava sozinho com minha mulher e duas malas de roupas começando uma igreja na periferia. Então, aprendi que ou dependia de Deus ou o meu ministério ia acabar. Deus me ensinou muito naqueles cinco anos, até me colocar ao lado do apóstolo Valdemiro.

O bispo Renato Suhett, que saiu atirando da Universal e até abriu uma igreja onde criticava abertamente o que chamava de “sistema religioso” montado por Edir Macedo, acaba de voltar à Iurd. O senhor já foi chamado para retornar á Universal?

Nunca fui chamado para retornar à Igreja Universal, até porque já disse publicamente que não tenho interesse em regressar. Aqui, na Mundial, é como que se eu tivesse voltado para a Iurd em que comecei nos anos 80, uma igreja viva. Creio que, se o Suhett voltou, sabe o que está fazendo. Mas eu estou em casa agora.

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Para ler a matéria completa acesse o link:

NOTICÍAS CRISTÃS: ‘A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE É DEMONÍACA’

Obs: Leia, no final, os comentários dos leitores sobre o caso.

PARA LER MAIS SOBRE O DILEMA DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, ACESSE:

Quando a Prosperidade Gospel Falha  (Cristianismo Hoje)

Miquels – 28/04/2009

29/04/2009 Posted by | DOUTRINAS E DOGMAS, MENSAGENS DE ALERTA, NOTÍCIAS CRISTÃS | | Deixe um comentário