MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Blog com mensagens e artigos diferentes sobre Deus e a Bíblia

YESU CRISTO, APÓS RESSUSCITAR, REAPARECEU DIVERSAS VEZES AOS APÓSTOLOS, MAS NUNCA FALOU QUE A LEI DE MOISÉS FOI ABOLIDA COM A SUA MORTE

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MESMO APÓS YESU CRISTO RESSUSCITAR, ELE NUNCA FALOU PARA OS APÓSTOLOS QUE A GUARDA DO SÁBADO E AS LEIS DE SACRIFÍCIOS FORAM ABOLIDAS. ELE TEVE MUITAS OPORTUNIDADES PARA FALAR, MAS NÃO DISSE NADA. POR QUÊ? SIMPLESMENTE PORQUE A LEI NUNCA FOI ABOLIDA.

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A Lei de Moisés não foi abolida com a morte de Cristo.

Depois da morte e ressurreição de Yesu Cristo nada mudou em relação à Lei de Moisés. Os mandamentos e as leis de sacrifícios continuaram vigorando. Tanto é que o Grande Templo em Israel continuou existindo com todos os rituais até o ano 70 d.C, quando foi destruído pelos romanos.

Quem inventou essa história que a Lei, a guarda do Sábado e os rituais foram abolidos foi o apóstolo Paulo.

Paulo fala no livro de Hebreus que a antiga aliança caducou, e perdeu a validade. Para ele o que vale agora é a nova aliança que Cristo estabeleceu. Mas eu não concordo com Paulo. Na primeira carta aos Coríntios 11:23-30 Paulo fala sobre a instituição da santa ceia em memória à morte de Cristo e ele diz “pois recebi do Senhor o que também vos entreguei”, mas Paulo não recebeu nenhuma orientação nova diretamente de Yesu. As palavras que Paulo usa se referindo a Yesu ele extraiu do Evangelho de Lucas que já havia sido escrito nessa época. Lucas foi companheiro de Paulo nas viagens. Ele é citado por Paulo em Colossenses 4:14: Saúda-vos Lucas, o médico amado, e Demas”. Na época em que Paulo escreveu a sua primeira carta aos coríntios, entre os anos 55 e 65 d.C, Lucas já tinha concluído a pesquisa sobre a história de Cristo e escrito o evangelho que leva o seu nome. Observe que Paulo repete exatamente as palavras pronunciadas por Yesu no Evangelho de Lucas. E somente no Evangelho de Lucas foi usada a expressão “nova aliança”. Repare também que nos evangelhos de Mateus e Marcos não consta a expressão “nova aliança”, mas tão somente a palavra “aliança”. Logo, a morte de Yesu Cristo não marcou uma nova aliança em substituição à Lei de Moisés. Yesu disse que passariam os céus e a Terra, mas nenhum mandamento da Lei seria abolido. E os céus e a Terra continuam existindo. Portanto, a Lei de Moisés ainda é válida, exceto aqueles mandamentos pesados da tradição dos anciãos. Cristo disse que não veio abolir a Lei, mas cumpri-la. Ou seja, Cristo declara que estava sujeito à Lei e debaixo da Lei. Ele não veio transgredir os mandamentos, mas tão somente praticá-los, exceto aqueles exageros da tradição dos anciãos. O ensino que diz “amarás ao teu próximo e odiarás o teu inimigo” não era uma ordenança da Lei de Moisés; era apenas uma tradição dos anciãos incutida na mente do povo.

“Pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados” (Mateus 26:28).

“E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do pacto, que por muitos é derramado” (Marcos 14:24).

“Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto [nova aliança] em meu sangue, que é derramado por vós” (Lucas 22:20).

Há várias incoerências na tradução dos textos supracitados. 1) Os teólogos tradicionais afirmam, segundo o que diz o Evangelho de Lucas, que o sangue de Cristo derramado na cruz selou uma nova aliança, abolindo a antiga aliança de Deus com Israel, tornando obsoleta ou ineficaz a Lei de Moisés. Porém, Mateus e Marcos não citam Yesu Cristo falando em uma suposta “nova aliança”, mas tão somente uma “aliança”. 2) Os pastores e pregadores afirmam que a morte de Yesu Cristo foi em favor da humanidade, e que seu sangue foi derramado pelos pecados de todos. Mas os textos bíblicos supracitados afirmam que o seu sangue seria DERRAMADO POR MUITOS, e não por todos. E em Lucas diz que seria derramado apenas pelos discípulos.

Yesu Cristo, após ressuscitar, ainda passou 40 dias com os discípulos e nada falou a respeito da Lei ter sido abolida com a sua morte. Em outras ocasiões Yesu Cristo ainda apareceu a Paulo, a Pedro em sonho, e a João na ilha de Patmos, mas nada falou sobre a Lei ter sido abolida nem disse que os rituais do Templo não valiam mais nada. E no próprio Apocalipse cap. 11 Deus mandou João medir os compartimentos do Templo significando que ele seria destruído. Mas mesmo aí não se diz que o Templo seria destruído porque os rituais foram abolidos. E nos evangelhos e no livro de Daniel foi profetizado que o sacrifício contínuo no Templo seria SUSPENSO, e não abolido. Os sacrifícios foram suspensos da mesma forma como aconteceu na destruição do primeiro Templo quando os judeus foram levados cativos para a Babilônia.

“Sim, ele se engrandeceu até o príncipe do exército; e lhe tirou o holocausto contínuo, e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo. E o exército lhe foi entregue, juntamente com o holocausto contínuo, por causa da transgressão; lançou a verdade por terra; e fez o que era do seu agrado, e prosperou. Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados? (Daniel 8:11-13).

“E estarão ao lado dele forças que profanarão o santuário, isto é, a fortaleza, e tirarão o holocausto contínuo, estabelecendo a abominação desoladora” (Daniel 11:31).

“E desde o tempo em que o holocausto contínuo for tirado, e estabelecida a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias” (Daniel 12:11).

Bem! Se o holocausto contínuo foi tirado (abolido, anulado) por causa da morte de Jesus Cristo, então não resta mais dúvidas. A abominação desoladora é o Jesus Cristo falso, que a a Igreja Católica transformou em deus, através da falsa doutrina da trindade.

Quando o Terceiro Templo for reconstruído, os rituais de sacrifícios voltarão a ser realizados e isso está profetizado em Ezequiel 40-48 e no livro do profeta Zacarias.

O Terceiro Templo não será reconstruído pelos judeus sionistas que se aliaram à Besta agora nos últimos dias. Só será reconstruído quando Yesu Cristo tomar posse do reino deste mundo, após a Grande Tribulação, quando Deus destruir os governos do mundo (a Besta) que se aliaram ao grande Dragão, a antiga Serpente.

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Miquels7

08/05/2018 Posted by | DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , | Deixe um comentário

DEUS APROVA O ABORTO EM CASO DE INFIDELIDADE DA MULHER

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Deus aprova, sim, o aborto em caso de gravidez, fruto de adultério da mulher infiel ao marido.

Em Números 5:11-31 o próprio Deus orienta os sacerdotes a realizar o aborto com ervas amargas. Se a mulher infiel estivesse escondendo a gravidez ao marido e jurasse falsamente para o sacerdote que não havia cometido adultério, ela teria que tomar o chá de ervas amargas, ou seja, chá abortivo. E se estivesse mesmo grávida, a criança morreria no seu ventre e suas coxas e ventre ficariam inchados. Mas, se ela não estivesse grávida nada lhe aconteceria se tomasse o chá amargo.

Neste caso a gravidez da mulher seria imperceptível ainda no terceiro mês, podendo fazer o aborto. E o marido enciumado poderia fazer a prova da infidelidade da mulher perante o sacerdote.

NÚMEROS 5
11 Disse mais o Senhor a Moisés:
12 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Se a mulher de alguém se desviar pecando contra ele,
13 e algum homem se deitar com ela, sendo isso oculto aos olhos de seu marido e conservado encoberto, se ela se tiver contaminado, e contra ela não houver testemunha, por não ter sido apanhada em flagrante;
14 se o espírito de ciúmes vier sobre ele, e de sua mulher tiver ciúmes, por ela se haver contaminado, ou se sobre ele vier o espírito de ciúmes, e de sua mulher tiver ciúmes, mesmo que ela não se tenha contaminado;
15 o homem trará sua mulher perante o sacerdote, e juntamente trará a sua oferta por ela, a décima parte de uma efa de farinha de cevada, sobre a qual não deitará azeite nem porá incenso; porquanto é oferta de cereais por ciúmes, oferta memorativa, que traz a iniqüidade à memória.
16 O sacerdote fará a mulher chegar, e a porá perante o Senhor.
17 E o sacerdote tomará num vaso de barro água sagrada; também tomará do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água.
18 Então apresentará a mulher perante o Senhor, e descobrirá a cabeça da mulher, e lhe porá na mão a oferta de cereais memorativa, que é a oferta de cereais por ciúmes; e o sacerdote terá na mão a água de amargura, que traz consigo a maldição;
19 e a fará jurar, e dir-lhe-á: Se nenhum homem se deitou contigo, e se não te desviaste para a imundícia, violando o voto conjugal, sejas tu livre desta água de amargura, que traz consigo a maldição;
20 mas se te desviaste, violando o voto conjugal, e te contaminaste, e algum homem que não é teu marido se deitou contigo,-
21 então o sacerdote, fazendo que a mulher tome o juramento de maldição, lhe dirá:-O Senhor te ponha por maldição e praga no meio do teu povo, fazendo-te o Senhor consumir-se a tua coxa e inchar o teu ventre;
22 e esta água que traz consigo a maldição entrará nas tuas entranhas, para te fazer inchar o ventre, e te fazer consumir-se a coxa. Então a mulher dirá: Amém, amém.
23 Então o sacerdote escreverá estas maldições num livro, e na água de amargura as apagará;
24 e fará que a mulher beba a água de amargura, que traz consigo a maldição; e a água que traz consigo a maldição entrará nela para se tornar amarga.
25 E o sacerdote tomará da mão da mulher a oferta de cereais por ciúmes, e moverá a oferta de cereais perante o Senhor, e a trará ao altar;
26 também tomará um punhado da oferta de cereais como memorial da oferta, e o queimará sobre o altar, e depois fará que a mulher beba a água.
27 Quando ele tiver feito que ela beba a água, sucederá que, se ela se tiver contaminado, e tiver pecado contra seu marido, a água, que traz consigo a maldição, entrará nela, tornando-se amarga; inchar-lhe-á o ventre e a coxa se lhe consumirá; e a mulher será por maldição no meio do seu povo.
28 E, se a mulher não se tiver contaminado, mas for inocente, então será livre, e conceberá filhos.
29 Esta é a lei dos ciúmes, no tocante à mulher que, violando o voto conjugal, se desviar e for contaminada;
30 ou no tocante ao homem sobre quem vier o espírito de ciúmes, e se enciumar de sua mulher; ele apresentará a mulher perante o Senhor, e o sacerdote cumprirá para com ela toda esta lei.
31 Esse homem será livre da iniqüidade; a mulher, porém, levará sobre si a sua iniqüidade.

Se você ainda não se deu conta, entenda que esse mandamento se trata da prática de um aborto de um feto, ou seja, aborto de uma gravidez de poucas semanas que a mulher infiel esteja escondendo do marido. Ou a prática de um aborto feito de forma velada.

CONCLUSÃO

Deus aprova sim o aborto em caso de estupro ou infidelidade da mulher.

No entanto, se a mulher e o homem consentem em praticar aborto voluntário sem que a gravidez seja de risco ou que não seja fruto de estupro, isso se constitui em grave pecado diante de Deus.

Agora, veja o que diz Êxodo 21:22-25.

“Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes; mas se resultar dano, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe” (Êxodo 21:22-25).

Veja o absurdo neste mandamento da Lei de Moisés. Se o aborto fosse considerado coisa tão repugnante, por certo Deus Yavéh dos hebreus teria adotado penas mais severas para quem o praticasse. Porém, veja que por essa lei, a vida da mulher tem mais valor que a vida do bebê no ventre. Se o homem ferisse a mulher e a criança morresse no seu ventre, tudo bem. Pagaria apenas uma multa. Mas se a mulher ferida morresse também, aí sim, a pena seria maior ao infringente, a pena capital. Ou seja, a vida da mãe é mais importante que a vida do bebê. Se a vida do feto tivesse o mesmo valor que a da mãe, a penalidade seria a mesma.

Será que as vidas de seres humanos inocentes, mesmo sendo filhos de ímpios pecadores, têm muita importância para Deus? Veja o que o salmista fala inspirado pelo Espírito Santo:

“Ah! filha de Babilônia, devastadora; feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós; feliz aquele que pegar em teus pequeninos e der com eles nas pedras” (Salmos 137:8-9).

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Outros textos bíblicos que falam sobre aborto:

“Por que não morri ao nascer? por que não expirei ao vir à luz? Por que me receberam os joelhos? e por que os seios, para que eu mamasse? Pois agora eu estaria deitado e quieto; teria dormido e estaria em repouso, com os reis e conselheiros da terra, que reedificavam ruínas para si, ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam as suas casas de prata; ou, como aborto oculto, eu não teria existido, como as crianças que nunca viram a luz” (Jó 3:11-16).

“Então, por que me fizeste sair do ventre? Eu preferia ter morrido antes que pudesse ser visto. Se tão-somente eu jamais tivesse existido, ou fosse levado direto do ventre para a sepultura!” (Jó 10:18-19).

“Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, de modo que os dias da sua vida sejam muitos, porém se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele” (Eclesiastes 6:3).

“Sumam-se como águas que se escoam; sejam pisados e murcham como a relva macia. Sejam como a lesma que se derrete e se vai; como o aborto de mulher, que nunca viu o sol” (Salmos 58:7-8).

“Maldito o dia em que nasci; não seja bendito o dia em que minha mãe me deu à luz. Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho, alegrando-o com isso grandemente. (…) Por que não me matou na madre? assim minha mãe teria sido a minha sepultura, e teria ficado grávida perpetuamente! Por que saí da madre, para ver trabalho e tristeza, e para que se consumam na vergonha os meus dias?” (Jeremias 20:14-18).

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O bispo Hermes Fernandes também fez um comentário sobre a questão do aborto na Bíblia, em Êxodo 21:22. Clique no link, abaixo, para ler.

O que a Bíblia realmente diz sobre o aborto – Por Hermes Fernandes

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-que-a-biblia-realmente-diz-sobre-o-aborto-por-hermes-fernandes-bispo-evangelico-no-rj/

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Miquels7

25/04/2018 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS | , , | Deixe um comentário

UM DOS ERROS MAIS GRAVES DO ENSINO DE PAULO É A CRENÇA DE QUE HUMANOS IRÃO VIVER NO CÉU

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Nosso Senhor Yesu Cristo não prometeu levar nenhum ser humano para morar nos céus. Como já estou cansado de repetir, “céu” não é um lugar delimitado, definido, nem um lugar paradisíaco onde Deus e os anjos habitam. “Céu” é tão somente a designação do espaço sideral acima das nuvens.

Tomé toca as marcas de Cristo

Céu como lugar paradisíaco ou como uma cidade celestial toda adornada de pedras preciosas, com mansões onde os salvos irão habitar se tornou uma crença fantasiosa na mente dos crentes por causa de interpretação errônea do livro de Apocalipse de João. E também por causa de interpretação fantasiosa do que Yesu Cristo falou em João 14.

O ensino de Paulo de que existe uma pátria nos céus, ou que existe uma Jerusalém celestial é pura fantasia de fanáticos religiosos. Em todo o Antigo Testamento não existe uma só menção ou promessas afirmando que humanos justos irão habitar nos céus. Essa confusão toda começou com os escritos do apóstolo Paulo em suas epístolas no Novo Testamento. A promessa que o povo hebreu e os patriarcas receberam de Deus era que os justos iriam ressuscitar no último dia, não para habitar no céu, mas para habitar neste velho planeta Terra. Marta, irmã de Lázaro, confirmou a promessa que os judeus tinham a respeito da vida após a morte. Ela disse: “Eu sei que ele há de ressuscitar no último dia”. E Yesu Cristo confirmou o que ela disse. O salmista também disse que os mansos e os justos herdarão a Terra. E Yesu Cristo também confirmou, dizendo que os pobres e os mansos herdarão a Terra. Nunca se diz na Bíblia que os justos herdarão o céu.

“Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (João 11:24).

“Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz. (…) Pois aqueles que são abençoados pelo Senhor herdarão a terra, mas aqueles que são por ele amaldiçoados serão exterminados” (Salmos 37:11 e 22).

“Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Salmos 37:29).

“E todos os do teu povo serão justos; para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado” (Isaías 60:21).

“E produzirei descendência a Jacó, e a Judá um herdeiro dos meus montes; e os meus escolhidos herdarão a terra e os meus servos nela habitarão” (Isaías 65:9).

“Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra” (Mateus 5:5). [Yesu Cristo que falou herdar a Terra; ele não prometeu herdar o céu].

Toda essa confusão também adveio devido ao fato dos religiosos conceberem o “céu” como um lugar espiritual. Os seres humanos primitivos imaginavam que os seres espirituais habitavam no “céu”, lugar que ficava acima da abóbada celeste. Ora, tudo que existe acima das nuvens e acima das estrelas são coisas físicas, e estão contidas dentro deste Universo físico. Não existe essa ilusão de mundo espiritual ou mundos paralelos, não físicos. E a palavra “espiritual” é um termo arcaico, antigo, usado na Bíblia para designar os seres vivos que não podiam ser vistos a olho nu. Por exemplo, Paulo considerava espiritual os anjos e até os vírus e micróbios, que não podem ser vistos a olho nu.

“Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1:16).

Não existem seres espirituais conforme a concepção religiosa. O que eles chamam de “espiritual” nada mais é do que coisas físicas que não podem ser vistas a olho nu. Yesu Cristo e os anjos são seres físicos, possuem corpos, embora possam se camuflar para que não sejam reconhecidos pelos humanos.

Yesu Cristo se tornou um ser híbrido, isto é, metade homem, metade ser celestial. Ou seja, Yesu Cristo era um ser de uma raça diferente, mais evoluída, que se humanizou a fim de que se tornasse o novo regente da Terra e Senhor dos senhores. Yesu Cristo subiu aos céus em corpo físico, de carne e osso. E da mesma forma que ele subiu aos céus Ele irá regressar com seus anjos.

“Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:11).

E onde se localiza a morada de Deus, de Yesu e dos anjos? Por que os seres humanos não podem habitar junto com Deus e os anjos?

Deus, Yesu Cristo e todas as classes angelicais são seres super aperfeiçoados. Eles habitam neste mesmo mundo físico em algum sistema planetário muito longe da Terra e do Sistema Solar. Há quem diga que eles habitam num sistema planetário próximo da estrela Sírius, na Constelação de Cão Maior. E nós, humanos, somos seres decaídos e não aperfeiçoados.

O falso ensino religioso diz que após o pecador aceitar Yesu Cristo e ser batizado nas águas ele recebe automaticamente a regeneração da alma, do espírito, da mente e do caráter. Mas na realidade não é bem assim que acontece a regeneração. A regeneração e o aperfeiçoamento do caráter do ser humano não acontece num piscar de olhos, quando a pessoa se converte ou aceita a Yesu Cristo. O aperfeiçoamento do ser humano demanda tempo e a prática de boas obras. São a prática de boas obras, o amor e dedicação aos pobres e necessitados que molda o caráter do ser humano e faz com que se torne um ser aperfeiçoado. O desejo por justiça e igualdade social para todos também molda e aperfeiçoa o caráter do ser humano. Mas o amor, o amor ágape, é o principal ingrediente do aperfeiçoamento. Não é qualquer pecador que aceita Yesu Cristo na hora da morte que vai morar no céu. O próprio Satanás, sendo um ser santo, chamado de querubim ungido, se rebelou contra o seu criador! Imagina o que não fariam no céu esses crentes mal-acabados que aceitam Yesu Cristo!

Este velho planeta é e sempre será o habitat natural dos seres humanos.

Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, Moisés, o rei Davi e os profetas tiveram a promessa de Deus de um dia reviver (regenerar ou ressuscitar) para habitar neste velho planeta Terra, e não para ir morar no céu.

“Mas que os mortos hão de ressurgir, o próprio Moisés o mostrou, na passagem a respeito da sarça, quando chama ao Senhor; Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele todos vivem” (Lucas 20:37-38).

“Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração [ou na ressurreição], quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mateus 19:28).

Abraão, Isaque e Jacó irão ressuscitar de carne e osso para governar as nações com Cristo no seu reino eterno aqui mesmo na Terra. A expressão “reino de Deus” e “reino dos céus” significa tão somente o reino que veio dos céus para se estabelecer aqui na Terra. Por favor, creia-me. Se você não consegue entender o que estou explicando, então volte para escola, faça um curso do Ensino Médio e depois faça uma faculdade de Letras para que você possa entender o que significa a expressão “reino dos céus”. Os líderes religiosos fanáticos se gabam de ter o Espírito Santo para ensinar e explicar a Bíblia. Porém, o que eles entendem de Bíblia não serve nem para eles, quanto mais para ensinar os outros. Não falo isso por arrogância. Falo porque estou cansado de ver mentiras sendo repetidas há séculos e ninguém do próprio meio religioso toma providência para desmentir essas heresias. E nós que criticamos essas heresias somos tachados de desviados e hereges. Então, chega! Ou com simplicidade ou com arrogância vão ter que ouvir, e vão ter que me engolir.

“Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus” (Mateus 8:11).

Esse “reino dos céus” não se localiza no céu; se localiza aqui mesmo na Terra. Abraão, Isaque, Jacó e todos os justos irão ressuscitar no último dia para voltar à forma humana. É para isso que servirá a ressurreição: para a pessoa reencarnar ou voltar à forma física, de carne e osso. Não existe esse negócio de ressuscitar para receber um corpo espiritual incorruptível. A maior baboseira dos crentes é acreditar que quando um justo morre ele vai direto para o céu se encontrar com Deus e receber a recompensa e a coroa de glória, e depois, ele terá que retornar para a sepultura para ressuscitar, para novamente ir para o céu. Quanta insensatez desses religiosos malucos!

Paulo disse que carne e sangue não herdarão o reino de Deus.

“Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção” (I Coríntios 15:50).

Esse ensino de Paulo de que carne e sangue não herdarão o reino de Deus é equivocado. Ele falou essa barbaridade porque imaginava que os crentes iriam habitar num mundo espiritual. Os humanos aperfeiçoados que tiverem o privilégio de serem arrebatados, eles irão subir em naves espaciais aos céus, ficarão numa região do espaço próximo da Terra, mas depois regressarão para habitar neste planeta Terra que será restaurado.

Existe uma corrente interpretativa da Bíblia que diz que Yesu Cristo não veio em carne e sangue. Porém, João adverte que quem diz que Yesu Cristo não veio em carne e sangue, esse é um anticristo. Todos os que vão ressuscitar, irão ressuscitar em carne e sangue. E ninguém vai receber corpo espiritual, porque isso é besteirol religioso. Se os crentes creem que quando um justo morre, ele vai direto para o céu, logo, imagina-se que ele recebe um corpo espiritual. Se não tiver corpo espiritual, como ele irá se comunicar com Deus, com Yesu e com os anjos no céu? Na verdade, os mortos irão ressuscitar e receber um corpo físico novinho – mas trazendo as mesmas características físicas -, porém, livre de doenças e de toda contaminação deste planeta corrompido. Esses humanos justos que irão ressuscitar se alimentarão do elixir da vida, do maná escondido, ou do fruto da árvore da vida para que não morram e vivam eternamente, assim como Adão e Eva se alimentavam do fruto da árvore da vida para que vivessem eternamente. Adão e Eva só morreram porque Deus lhes tirou o direito de se alimentar da árvore da vida.

“Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo” (II João 1:7).

Quando Yesu Cristo retornar, ele virá em carne e sangue. Yesu Cristo subiu aos céus em carne e sangue. Yesu Cristo, após ressuscitar, ainda passou 40 dias com seus discípulos e provou que ele era de carne, osso e sangue. Inclusive comeu peixes com seus discípulos na beira da praia. Se Yesu Cristo tinha um corpo espiritual após a ressurreição, como ele poderia comer peixe com seus discípulos? Como ele poderia ter jantado com uns discípulos quando ia de caminho pela estrada de Emaús? Até mandou Tomé tocar o seu lado e suas mãos para constatar as marcas da crucificação. Se Yesu Cristo tivesse ressuscitado num corpo espiritual, ele não traria nenhuma marca no seu corpo. Quando Yesu Cristo disse “se o teu olho te faz tropeçar, arranca-o; pois é melhor entrares na vida (no reino dos céus) com um olho, do que com os dois ires para o inferno”, ele não estava falando de forma figurada; falou de forma literal. O justo que morre cego ou aleijado irá ressuscitar cego e aleijado. Se não for assim, então Yesu Cristo não morreu de verdade; apenas desmaiou e depois que o colocaram no sepulcro ele recobrou os sentidos. Se consideramos que Yesu Cristo morreu de verdade, e ressuscitou, então, devemos considerar que o seu corpo não mudou de aparência, e ele ressuscitou trazendo as marcas dos açoites, dos cravos e da lança que o feriu. Se Yesu Cristo tivesse perdido uma perna ou uma das mãos, ele teria ressuscitado da mesma forma, maneta ou com a perna amputada. Se você não crer no que eu digo, então você também é um Tomé. Só tocando em Yesu Cristo para crer que ele ressuscitou de carne e osso e sangue. E Yesu Cristo subiu aos céus com o mesmo corpo físico que trazia as marcas da crucificação. E segundo a teologia de Paulo, Yesu Cristo não herdou o reino de Deus, porque subiu aos céus em corpo físico, de carne e sangue.

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Miquels7

03/04/2018 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, FANATISMO RELIGIOSO, TEOLOGIA | , , , , , , | Deixe um comentário

MINHA MAIOR PREOCUPAÇÃO – DEIXAR UM LEGADO EDUCATIVO PARA A POSTERIDADE

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A maioria das pessoas só vive para comer, beber e fazer filhos, e não deixam um legado para a posteridade, não servem de referência para nada.

Jesus Cristo anunciando o Reino

As coisas que escrevo não servem para esses crentes velhos que já estão com a mente cauterizada pela lavagem cerebral e fanatismo religioso. Eles mesmos sabendo que estão errados, nunca dão o braço a torcer, e morrem na própria ignorância. Teimar com essa gente é recalcitrar contra os aguilhões.

O que escrevo e ensino é direcionado para os jovens de mente aberta, gente que quer ser inteligente e esclarecida, que procura saber a verdade das coisas para não ser iludida por religiosos fanáticos.

Minha maior preocupação é deixar um legado para a posteridade, para que esses jovens que hoje leem o que escrevo não sejam iludidos e enganados pelos religiosos e por heresias inventadas por causa de interpretação errônea da Bíblia.

Os crentes se iludem com esse negócio de viver no céu. Que céu! Quem disse que “céu” é um lugar específico, localizado, um lugar paradisíaco?!

Céu, como um lugar de habitação de seres espirituais, não passa de ilusão inventada por fanáticos religiosos que fazem interpretação errônea da Bíblia! Quando Yesu Cristo retornar dos céus com seus anjos ele virá em corpo físico, de carne e osso, e seus anjos também virão em corpos físicos.

O “reino dos céus” que a Bíblia fala, não é um reino no céu. Chamem os maiores linguistas, os maiores PhDs em Língua Portuguesa e peçam que expliquem para vocês o que significa a expressão “reino dos céus”. Reino dos céus significa tão somente um “reino que veio do céu” para se instalar aqui na Terra. O reino de Cristo que o Pai lhe concedeu não está nos céus; o seu reino vem do céu para ser instalado aqui na Terra. Nos céus não existem nações onde Cristo possa reinar. Mas os crentes verdadeiros já vivenciam o reino de Cristo, porque ele está dentro de cada um dos justos, das pessoas pacíficas, daqueles que praticam a caridade e a partilha, que lutam pela igualdade social e justiça para todos. Aí o crente neófito, e até mesmo os que se dizem formados em teologia, não sabem fazer interpretação de texto, e se iludem com a expressão “reino dos céus”, achando que esse tal reino é no Céu ou é o próprio céu. Os tradutores da Bíblia sabiam o que estavam escrevendo ao traduzir os textos sagrados, mas eles morreram e não tem como perguntar a eles o que significa a expressão “reino dos céus”. Só resta perguntar aos que sabem verdadeiramente interpretar vocábulos e figuras de linguagem. Aprendi o suficiente sobre Língua Portuguesa para estudar e interpretar corretamente os textos sagrados. Por isso me atrevo a ensinar as verdades das Sagradas Escrituras.

“Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós” (Mateus 17:20-21).

O reino de Deus já está sendo vivenciado na vida e nos corações dos verdadeiros cristãos, daqueles que buscam a paz – e não os que buscam adquirir armas de fogo -; daqueles que lutam por justiça social e distribuição de renda; daqueles que amam o próximo, fazem caridade e acolhem os estrangeiros que vêm se refugiar no nosso país; daqueles que ajudam com mantimentos e alimentos os pobres e necessitados – e não esses que ficam só orando, pedindo para Deus visitar as casas dos pobres, os hospitais, asilos e presídios. Os falsos cristãos oram pedindo para Deus fazer aquilo que Ele ordenou que o crente fizesse.

Nenhum ser humano vai viver no céu. Céu não é um lugar específico. Céu é apenas um nome genérico para designar o espaço sideral acima das nuvens.

Os espíritos dos mortos justos estão aguardando o dia da ressurreição do último dia em algum lugar nesse Universo. A ressurreição existirá para que os santos e justos possam retornar à forma humana novamente, para habitarem neste mesmo planeta Terra.

Por favor, concorde comigo que isso é uma grande ilusão de crente fanático: “Acreditar que quando um crente morre ele vai direto para o “céu” prestar contas com Deus, conhecer Jesus e os patriarcas e cantar com os anjos, e depois esse mesmo crente que morreu terá que voltar para a Terra para ressuscitar e receber um corpo espiritual para voltar de novo para o céu”. Concorda que isso é uma grande maluquice desses crentes fanáticos?

A ressurreição vai acontecer para que os que morreram voltem a forma humana, de carne e osso, para viver novamente neste mundo, e não para voltar de novo ao céu.

Minha preocupação é ensinar o caminho certo para esses crentes que vivem iludidos com fantasias incutidas por fanáticos religiosos.

Se eu partir mais cedo que vocês, e depois de alguns anos constatarem que eu estava com a razão, vão sentir falta das minhas palavras. Podem crer. Geralmente as pessoas ignoram o que escrevo no meu blog, porque elas querem que eu escreva aquilo que elas querem ouvir. Mas um dia elas se lembrarão de mim e vão voltar no meu blog para aprender o que deviam ter aprendido há muito tempo.

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O REINO DOS CÉUS NÃO É NO CÉU. O REINO DOS CÉUS SERÁ ESTABELECIDO AQUI MESMO NA TERRA. POR ISSO YESU CRISTO ENSINOU NA ORAÇÃO DO PAI-NOSSO: “VENHA O TEU REINO”.

“Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e reclinar-se-ão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino dos céus” (Mateus 8:11).

Esse “reino dos céus” que Yesu Cristo se refere em Mateus 8:11 não está localizado nos céus, e nem é o próprio “céu”. Reino dos céus quer dizer o reino de Cristo que virá dos céus para ser implantado aqui na Terra durante mil anos. E depois da purificação do planeta Terra, este mesmo reino será estabelecido eternamente.

Os crentes se iludem com essa história de ir morar no “céu”. E céu não é um lugar específico, paradisíaco. Céu é um nome genético usado na Bíblia para designar o espaço sideral acima das nuvens. Deus, Yesu Cristo e os anjos são seres superaperfeiçoados e santos. Mas eles não são seres espirituais; são seres físicos, possuem corpos, embora possam se camuflar para que não possam ser vistos a olho nu.

Os crentes imaginam que quando um cristão salvo morre, ele vai direto para o céu se encontrar com Deus, abraçar Yesu Cristo e ver Abraão, Isaque e Jacó. Dizem também que os crentes arrebatados não voltarão mais para habitar nesse velho planeta no reino milenar do Messias, e ficarão para sempre cantando com os anjos no céu, ou se embalando numa rede na mansão que Cristo foi preparar para cada um deles. E quem ficará habitando neste velho planeta durante o milênio serão os judeus e povos de outros países que escaparem da morte na Grande Tribulação. A Igreja triunfante estará reinando com Cristo no céu, e os judeus estarão comandando as nações aqui na Terra. É mais ou menos assim a loucura ensinada por esses crentes protestantes.

Porém, o próprio Senhor Yesu Cristo garantiu que Abraão, Isaque e Jacó estarão governando as nações no seu reino aqui na Terra, após a Grande Tribulação. Então, como esses crentes malucos pensam que vão estar ao lado de Abraão, Isaque e Jacó nos céus?

Na ceia da última Páscoa que Yesu Cristo celebrou com seus discípulos, ele se despediu e disse que não mais beberia do fruto da videira até aquele dia em que de novo o bebesse no reino de seu Pai juntamente com os seus discípulos. O problema é que, quando os crentes leem esta declaração de Yesu, eles imaginam que Cristo está se referindo a um reino no céu. Enquanto que ele está se referindo ao reino que seu Pai lhe concedeu aqui mesmo na Terra. Em Apocalipse 21 se diz que Deus estenderá o seu tabernáculo sobre os homens aqui na Terra e com eles habitará. Ou seja, não são os crentes que irão habitar nos céus; é Deus que virá habitar junto com os seres humanos aperfeiçoados aqui na Terra. Yesu Cristo não prometeu levar nenhum dos escolhidos seus para os céus; antes, prometeu levá-los para habitar junto com ele no seu reino, mas aqui mesmo na Terra. É isso que ele quis dizer em João 14: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; vou preparar-vos lugar; viverei outra vez e vos levarei para mim mesmo para que onde eu esteja, estejais vós também”. Nessa passagem de João 14 Yesu Cristo está falando do reino que seu Pai lhe concedeu. Essa passagem da Bíblia causa confusão porque a mensagem foi mal interpretada pelos que a ouviram, ou então, o autor do Evangelho de João não coletou informações corretas sobre o que Yesu Cristo disse em João 14. Tenho plena certeza que o autor do Evangelho de João não foi o discípulo de nome João, irmão de Tiago, filhos de Zebedeu. Tudo indica que a narrativa foi feita por uma pessoa que não presenciou os fatos. Se fosse João o autor, logo, ele teria sido mais preciso na narrativa, porque havia sido testemunha ocular dos fatos. A frase “na casa de meu Pai há muitas moradas” quer dizer “no reino que meu Pai me concedeu haverá muitas moradas”. Em Apocalipse 14 os 144 mil aparecem junto ao Cordeiro no Monte Sião. Ora, esse Monte Sião não se localiza nos céus. Monte Sião é o nome da velha cidade de Jerusalém em Israel. É lá que Cristo estará reinando com os 144 mil, e todos aqueles que ressuscitarem na primeira ressurreição. Abraão, Isaque e Jacó irão ressuscitar de carne e osso, para habitar novamente neste planeta Terra e governar as nações juntamente com Cristo.

“Mas digo-vos que desde agora não mais beberei deste fruto da videira até aquele dia em que convosco o beba de novo, no reino de meu Pai” (Mateus 26:29).

Preste atenção: O reino é de Deus, o Pai, mas seu regente é Cristo. E este reino será estabelecido aqui na Terra, e não nos céus.

“Ao que lhe disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mateus 19:28).

“Mas vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas provações; e assim como meu Pai me conferiu domínio, eu vo-lo confiro a vós; para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Mateus 22:28-30).

Por tudo que é mais sagrado, vocês, pastores e teólogos protestantes: Parem de ensinar heresias; ensinem a verdade como eu faço. Nesta passagem de Mateus 22 Yesu Cristo deixa claro que o seu reino é aqui na Terra e não nos céus. Os salvos vão cear com Cristo no seu reino aqui na Terra e não nos céus.

“E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apoc. 21:3-4).

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25/03/2018 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEOLOGIA | , , , , , , | Deixe um comentário

JOSÉ SARAMAGO QUERIA SABER POR QUE DEUS ACEITOU O SACRIFÍCIO DE ABEL E REJEITOU O DE CAIM, E EU EXPLICO

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Saramago questiona, dizendo: “Por que Deus aceitou o sacrifício de Abel e rejeitou o sacrifício de Caim? Por quê? Deem as voltas que quiserem, não há teólogo no mundo que explique isso”.

José Saramago 2

Outras declarações polêmicas de José Saramago:

“Deus…, onde está? Antigamente diziam que ele está no céu. Mas o céu não existe; não há céu. Céu…, o que é o céu? É um espaço, e tem treze milhões de anos-luz. Imagina… Os limites do Universo encontram-se há 13,7 milhões de anos-luz. Onde está Deus?” (José Saramago).

“Deus, segundo a Bíblia, fez o Universo em seis dias e descansou ao sétimo, até hoje, e nunca mais fez nada”.

“Antes da criação do Universo Deus não fez nada; não consta [na Bíblia]. Um dia, não se sabe por que, decidiu criar o Universo; também não se sabe por que e nem para quê”.

“O Deus da Bíblia não é fiável, não há como ter confiança nele. Quando ele choveu fogo em Sodoma para castigar os homens que gostavam de outros homens e não de mulheres, Abraão arranca dele a promessa de que se houver em Sodoma 10 inocentes, Deus não queimaria Sodoma. Mas, ele queima Sodoma. Não foi contar os inocentes, se havia menos ou se havia mais. E parece que todo mundo se esqueceu de dado tão simples como as crianças. As crianças de Sodoma arderam tal como todos que ali estavam, e elas não tinham pecado”.
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Veja alguns vídeos com declarações polêmicas de José Saramago:

1) José Saramago, o único prêmio Nobel da Língua Portuguesa, fala de estranhas e inexplicáveis atitudes de Deus.

2) José Saramago, escritor português ganhador de Prêmio Nobel de Literatura de 1998 , fala sobre a Bíblia e sobre Deus.

3) O único Prêmio Nobel da Língua Portuguesa fala da Igreja Católica, de Deus e da morte.

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Saramago desafiou os teólogos a explicar por que Deus não aceitou a oferta de Caim. E minha missão aqui é tentar resolver esse desafio.

QUEM FOI JOSÉ SARAMAGO?

José Saramago - Escritor Português

Segundo a Wikipédia, “José de Sousa Saramago GCoISE (Azinhaga, Golegã, 16 de novembro de 1922 – Tías, Lanzarote, 18 de junho de 2010) foi um escritor português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. A 24 de Agosto de 1985 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e a 3 de Dezembro de 1998 foi elevado a Grande-Colar da mesma Ordem, uma honra geralmente reservada apenas a Chefes de Estado. (…) Saramago faleceu no dia 18 de Junho de 2010, aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica. O escritor estava doente havia algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida. O seu funeral teve honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa. As cinzas do escritor foram depositadas aos pés de uma oliveira, em Lisboa em 18 de junho de 2011”.

A obra de José Saramago é vastíssima, entre romances, crônicas, peças teatrais, contos e poesia. Acesse o link, abaixo, para conferir todas as obras e prêmios em que foi agraciado.

https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Saramago

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RESPONDENDO AO QUESTIONAMENTO DE JOSÉ SARAMAGO

Vejamos primeiramente o texto sobre as ofertas de Abel e de Caim:

“Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão. Tornou a dar à luz a um filho-a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar. Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou. Perguntou, pois, o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu o guarda do meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra. Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha punição do que a que eu possa suportar. Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á. O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse. Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden” (Gênesis 4:1-16).

Caim mata Abel

Será que nesse episódio da morte de Abel a primeira maldição sobre a terra proferida por Deus não surtia efeito sobre Caim, pois, agora Ele diz que “quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força?” Deus já tinha amaldiçoado a terra, quando diz a Adão que “maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás” (Gên. 3:17-19). O que dá a entender é que essa maldição proferida sobre Adão não surtia efeito sobre Caim até o momento de ele matar seu irmão Abel.

Mas, vejamos. Desde os tempos mais primitivos, os deuses sempre primaram em receber oferendas de sacrifícios humanos e sacrifícios de animais. Dizem alguns estudiosos que os deuses eram sedentos de sangue. Ofertas ou sacrifícios de frutos e cereais da terra não era bem aceitos e requisitados pelos deuses.

E os deuses eram caprichosos. Eles não aceitavam qualquer animal do rebanho. Eles exigiam em sacrifício os primogênitos dos animais e dos próprios seres humanos. Por essa razão que Deus exigiu em sacrifício o filho primogênito de Abraão para provar a sua fidelidade. Deus fez isso porque Abraão era de Arã, terra dos caldeus, e lá era comum a oferenda de sacrifícios humanos para os deuses. Apesar de Abraão não ter consumado o sacrifício de seu filho exigido pelo Deus Yavéh, mas essa era a regra naquele tempo.

Será que Deus não aceitou a oferta de Caim porque ele queria sentir o cheiro suave de sangue derramado, isto é, sacrifícios de animais, assim como seu irmão Abel havia oferecido? Abel ofereceu animais do seu rebanho, derramou sangue, por isso Deus aceitou a sua oferta. Caim ofereceu uma oferta dos frutos de sua plantação, cereais da terra, mas Yavéh não quis aceitar. Será que naquele tempo Deus estava aceitando somente sacrifícios de animais?

Deus questiona Caim, dizendo “Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar”. O que vejo neste questionamento de Deus é que parece que Caim estava revoltado com alguma coisa. O que seria então? Será que Caim queria porque queria que Deus aceitasse a oferta dos frutos de sua plantação queimada sobre o altar, mas ele não aceitava, porque queria sacrifícios de animais? Talvez Caim quisesse inovar na oferta, imaginando que, se Abel oferecia a Deus as primícias do fruto do seu rebanho de ovelhas, por que não poderia receber do fruto de sua plantação? Ou talvez Deus o tenha orientado a fazer uma troca com seu irmão, a fim de que adquirisse um animal para oferecer em sacrifício, e ele não tenha gostado. Daí talvez o motivo da sua indignação.

Oferta de Abel e de Caim

Os primeiros sacrifícios oferecidos a Yavéh pelos humanos sempre foram de animais. A lei da oferta de cereais sobre o altar só foi ordenada muito tempo depois, quando os israelitas deixaram o Egito, e quando Yavéh estabeleceu a Páscoa e os sacrifícios dos primogênitos tanto dos animais quanto dos humanos.

Depois do sacrifício de Abel, vemos o sacrifício de Noé, feito com animais. Em seguida vemos por diversas vezes referências sobre altar de sacrifícios feitos por Abraão desde a primeira aparição do Deus Yavéh a ele ainda em Harã, terra de Ur dos Caldeus. E também depois que Deus estabelece um pacto com Abraão, ele exige sacrifícios de vários animais, e não vemos nenhuma exigência de cereais e frutos da terra. Depois ainda vemos sacrifícios de animais oferecidos por Jacó, e assim vai.

No entanto, a explicação mais plausível sobre o motivo de Deus não ter aceitado a oferta de Caim vem logo a seguir.

“Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar. Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer. Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gên. 8:20-22).

“Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: à tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera” (Gên. 12:7).

“Então mudou Abrão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor” (Gên. 13:18).

“Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar esta terra em herança. Ao que lhe perguntou Abrão: Ó Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la? Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. Ele, pois, lhe trouxe todos estes animais, partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. E as aves de rapina desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. (…) Quando o sol já estava posto, e era escuro, eis um fogo fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre aquelas metades. Naquele mesmo dia fez o Senhor um pacto com Abrão, dizendo: Â tua descendência tenho dado esta terra” (Gên. 15:7-18).

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José Saramago também questiona o relato bíblico se perguntando “por que Deus não matou Caim, vingando a morte de seu irmão”.

Ora, Deus não matou Caim por razões óbvias. Se Deus seguisse a lei do olho por olho, dente por dente, não sobraria um ser humano vivo na Terra.

Na verdade, apesar de na Bíblia estar repleto de carnificina e derramamento de sangue, mas a vontade do Deus Yavéh era que nunca se derramasse sangue de gente inocente. Por isso, na Lei de Moisés um dos principais mandamentos que deu ao povo foi este: “Não matarás” (Êxodo 20:13).

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A OFERTA DE PRIMÍCIAS DA TERRA NÃO PODIA SER OFERECIDA SOBRE O ALTAR DE HOLOCAUSTO. PORÉM, CAIM DEVE TER OFERECIDO A OFERTA DE SUAS PRIMÍCIAS SOBRE O ALTAR.

Essa ordenança aparece de forma sutil na Bíblia e geralmente os teólogos não percebem. Veja:

“Nenhuma oferta de cereais, que fizerdes ao Senhor, será preparada com fermento; porque não queimareis fermento algum nem mel algum como oferta queimada ao Senhor. Como oferta de primícias oferecê-los-eis ao Senhor; mas sobre o altar não subirão por cheiro suave. Todas as suas ofertas de cereais temperarás com sal; não deixarás faltar a elas o sal do pacto do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal” (Levítico 2:11-13).

Por que em Lev. 2:12 se diz que a oferta das primícias não podia ser oferecida sobre o altar?

Em outras passagens vemos a oferta de cereais sendo oferecida sobre o altar. Mas tinha um “porém”. Era necessário aspergir azeite sobre a oferta de cereais, para que exalasse um bom cheiro suave para Yavéh. Ela não poderia ser oferecida e queimada de qualquer maneira. Talvez Caim tenha oferecido a sua oferta de cereais de qualquer jeito.

Mesmo sendo levada ao tabernáculo a oferta do fruto da terra, isto é, as primícias, não podiam ser levadas diretamente sobre o altar para serem queimadas. Tinha um ritual a ser seguido.

“As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus” (Êxodo 23:19).

“E eis que agora te trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então as porás perante o Senhor teu Deus, e o adorarás” (Deut. 26:10).

“Pendurou o reposteiro à porta do tabernáculo, e pôs o altar do holocausto à porta do tabernáculo da tenda da revelação, e sobre ele ofereceu o holocausto e a oferta de cereais, como o Senhor lhe ordenara” (Êxodo 40:28-29).

A oferta de cereais podia ser oferecida sobre o altar, contando que fosse derramado azeite sobre a massa, para que ficasse um assado aprazível, de cheiro suave para o Deus Yavéh. Será que Caim derramou azeite sobre a oferta de cereais que ofereceu a Yavéh? Acredito que não.

“Quando alguém fizer ao Senhor uma oferta de cereais, a sua oferta será de flor de farinha; deitará nela azeite, e sobre ela porá incenso. (…) Se fizeres ao Senhor oferta de cereais de primícias, oferecerás, como oferta de cereais das tuas primícias, espigas tostadas ao fogo, isto é, o grão trilhado de espigas verdes. Sobre ela deitarás azeite, e lhe porás por cima incenso; é oferta de cereais.” (Levítico 2:1,14-15).

“O sacerdote tomará dela um punhado, isto é, da flor de farinha da oferta de cereais e do azeite da mesma, e todo o incenso que estiver sobre a oferta de cereais, e os queimará sobre o altar por cheiro suave ao Senhor, como o memorial da oferta” (Levítico 6:15).

Havia um altar especial somente para queima de incenso no compartimento do tabernáculo e do Templo chamado Santo dos Santos. Mas o Sumo-Sacerdote fazia um ritual de aspersão de sangue sobre as pontas desse altar pela culpa do povo uma vez só no ano.

“Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de cereais; nem tampouco derramareis sobre ele ofertas de libação. E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as pontas do altar; com o sangue do sacrifício de expiação de pecado, fará expiação sobre ele uma vez no ano pelas vossas gerações; santíssimo é ao Senhor” (Êxodo 30:9-10).

MATANDO A CHARADA

Porém, sobre as ofertas oferecidas por Caim e Abel, Gênesis 4:3-4 diz o seguinte: “Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas”.

Ora, ora, ora! Vejam só o que diz! Abel ofereceu dos PRIMOGÊNITOS de suas ovelhas, mas Caim não ofereceu as PRIMÍCIAS de sua plantação. Ele pegou qualquer fruto de sua plantação e trouxe para oferecer ao seu Deus.

Esta é a explicação mais plausível para a razão do Deus Yavéh não ter aceitado a oferta de Caim.

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A OFERTA OU SACRIFÍCIOS DE CORDEIROS PRIMOGÊNITOS PARA DEUS NUNCA FOI PARA REMISSÃO DE CULPA OU PURIFICAÇÃO DE PECADOS.

Desde a oferta de Abel, quando o Deus Yavéh exigiu os primeiros sacrifícios, até o ano 70 d.C, quando grande Templo foi destruído, os CORDEIROS oferecidos em holocausto como cheiro suave nunca tiveram por finalidade a remissão da culpa ou purificação dos pecados de alguém. Os animais primogênitos, como os CORDEIROS, sempre foram oferecidos em holocausto sobre o altar como uma oferta de cheiro suave ao Deus Yavéh, como demonstração de culto e adoração, e nunca como oferta para remissão de pecados.

Portanto, se todos os cordeiros oferecidos em holocausto apontavam para a pessoa de Yesu Cristo, o Cordeiro de Deus que se ofereceu pela humanidade, logo, a sua morte não foi para perdoar os pecados de ninguém. Nenhum cordeiro oferecido na antiga aliança tinha por finalidade a obtenção de purificação ou perdão dos pecados; tinha finalidade apenas de culto e adoração, e demonstração de fidelidade a Deus.

As ofertas pacíficas eram oferecidas para apaziguar a ira de Yavéh, ou então eram oferecidas como voto ao Senhor, mas nunca eram oferecidas para obtenção de perdão da culpa. Os animais oferecidos nas ofertas pacíficas eram o novilho/bezerro ou bezerra, o carneiro e a ovelha (adultos) e a cabra.

Os animais que eram oferecidos em sacrifícios para obtenção do perdão da culpa ou dos pecados eram o bode, o touro ou novilho, o carneiro (adulto) e a ovelha (carneira adulta); pessoas carentes podiam oferecer alguns tipos de aves como oferta pelo pecado. O bezerro de um ano e o carneiro (adulto) eram oferecidos em holocausto como oferta pacífica de cheiro suave. Porém, os CORDEIROS de um ano sempre eram oferecidos em holocausto como cheiro suave para Yavéh, e jamais eram usados para sacrifícios pelos pecados ou pela culpa. Os teólogos tem que entender isso.

Veja a diferença da ovelha oferecida em sacrifício pelos pecados e do cordeiro oferecido em holocausto. A expressão “um cordeiro que é levado ao matadouro”, de Isaías 53, parece estar equivocada. Quem era levado para o matadouro fora do tabernáculo era o bode, o touro, o carneiro e a ovelha adulta. Os cordeiros eram mortos sobre o altar que ficava dentro do tabernáculo ou do Templo. A tradução do mesmo texto de Isaías 53:7 está bem colocada na citação de Atos 8:32. Lá se diz que a ovelha é que foi levada ao matadouro, e não o cordeiro. Parece-me que os gêneros foram trocados nessas duas passagens.

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca” (Isaías 53:7).

“Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca” (Atos 8:32).

Mas, por que o sangue dos cordeiros era aspergido sobre as quatro pontas do altar? Ora, era aspergido não para purificação, mas para proteção, isto é, para resguardar o altar de contaminação. O ato de espargir o sangue sobre as pontas do altar era um ato de unção. Funcionava tipo uma vacina. A vacina não é dada para quem já está doente, contaminado; é dada para que está são, como forma de proteção e imunidade.

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DEUS ACEITAVA SACRIFÍCIOS HUMANOS EM HOLOCAUSTO NA ANTIGA LEI DE MOISÉS? TUDO INDICA QUE SIM, EMBORA DE FORMA VELADA.

Mesmo Deus Yavéh dizendo que não queria ver nenhum israelita “passando pelo fogo a seu filho ou a sua filha” em holocausto para Baal ou Tamuz, porém, na própria lei dada ao seu povo havia preceitos indicando que alguém poderia fazer voto de entrega de ente seu em sacrifício, e havia casos que a pessoa não podia ser remida, isto é, resgatada.

Portanto, a resposta é “sim”. O Deus Yavéh aceitava sacrifícios humanos, embora de forma velada, isto é, não eram literalmente oferecidos em holocaustos, mas eram mortos, executados. E temos alguns relatos sobre isso e uma situação real em que um homem entregou sua filha primogênita e virgem em sacrifício depois de fazer um voto desastroso. Não há provas de que a moça foi oferecida em holocausto, mas com certeza ela foi executada.

No entanto, o Deus Yavéh proibiu os hebreus de sacrificarem seus filhos ao deus Moloque e prometeu punir severamente que praticasse tal abominação.

“Não oferecerás a Moloque nenhum dos teus filhos, fazendo-o passar pelo fogo; nem profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor” (Lev. 18:21).

“Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros peregrinos em Israel, que der de seus filhos a Moloque, certamente será morto; o povo da terra o apedrejará. Eu porei o meu rosto contra esse homem, e o extirparei do meio do seu povo; porquanto deu de seus filhos a Moloque, assim contaminando o meu santuário e profanando o meu santo nome” (Lev. 20:2-3).

“Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos seus deuses” (Deuteronômio 12:31).

“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deut. 18:10-12).

Em Jeremias 32:24 Deus diz que jamais cogitou em pedir sacrifícios humanos, embora tenha pedido em sacrifício Isaque, filho de Abraão, seu fiel seguidor. No entanto, se o Deus Yavéh era um Deus tribal, de qualquer forma ele era diferente e menos cruel que os outros deuses, pois, pelo menos pedia que se substituísse o sacrifício humano por sacrifícios de animais.

“Também edificaram os altos de Baal, que estão no vale do filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem me passou pela mente, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá” (Jer. 32:24).

“Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar. Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera. (…) Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho; tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos. Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho. Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde se diz até o dia de hoje: No monte do Senhor se proverá” (Gênesis 22:1-14).

Apesar de Deus Yavéh ter pedido em sacrifício o filho de Abraão, mas sua intenção não era que Abraão consumasse o ato, mas apenas o fez para experimentar a sua fidelidade.

AO ESTABELECER A ORDENANÇA DA PÁSCOA, O DEUS YAVÉH EXIGIU EM SACRIFÍCIOS TODOS OS PRIMOGÊNITOS DE ISRAEL, TANTO DOS ANIMAIS COMO DOS HUMANOS, ASSIM COMO OS PRIMOGÊNITOS DAS FAMÍLIAS EGÍPCIAS E DOS ANIMAIS FORAM MORTOS NO CUMPRIMENTO DA DÉCIMA PRAGA.

Os deuses tribais da antiguidade primavam por sacrifícios de crianças inocentes e de moças virgens. E com o Deus Yavéh não poderia ser diferente. Ele exigiu que todos os primogênitos dos filhos dos animais e dos homens lhe fossem dado em sacrifícios. Porém, para não se demonstrar um deus sanguinário e cruel, ele permitiu que os filhos primogênitos dos homens fossem remidos por certa quantia em dinheiro ou resgatados, isto é, trocados por um cordeiro, a fim de serem oferecidos em sacrifícios.

Na ordenança de oferta dos primogênitos humanos não está claro se deviam ser remidos por um cordeiro ou por certa quantia em dinheiro. O que temos bem claro é a remissão de pessoas que seriam dedicadas a Deus por votos.

No estabelecimento da ordenança da Páscoa, o Deus Yavéh declarou que todos os primogênitos eram seus, tantos dos animais quanto dos humanos. Porém, os primogênitos dos humanos ele permitiu que fossem resgatados ou remidos por cinco ciclos de prata. Se não fossem resgatados, teriam que ser sacrificados a Yavéh.

“Portanto guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano. Também quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando te houver dado, separarás para o Senhor tudo o que abrir a madre, até mesmo todo primogênito dos teus animais; os machos serão do Senhor. Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz; e todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás. E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? responder-lhe-ás: O Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito, da casa da servidão. Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Senhor matou todos os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos homens como os primogênitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos os primogênitos, sendo machos; mas a todo primogênito de meus filhos eu resgato” (Êxodo 13:10-15).

“Não tardarás em trazer ofertas da tua ceifa e dos teus lagares. O primogênito de teus filhos me darás” (Êxodo 22:29).

“Todo primogênito de toda a carne, que oferecerem ao Senhor, tanto de homens como de animais, será teu; contudo os primogênitos dos homens certamente remirás; também os primogênitos dos animais imundos remirás. Os que deles se houverem de remir, desde a idade de um mês os remirás, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte jeiras” (Números 18:15-16).

Em Êxodo 13 se diz que os primogênitos dos animais impuros deveriam ser remidos (resgatados) por um cordeiro. Mas, sobre os primogênitos dos humanos não se diz exatamente como deveriam ser remidos (resgatados). Já a lei dos votos estabelecida em Levíticos 14 é bem clara em afirmar que as pessoas consagradas por votos a Deus deviam ser remidas por certa quantia em dinheiro.

Vale lembrar que o sangue do cordeiro morto em sacrifício na comemoração da Páscoa servia para proteger os primogênitos humanos da morte. Ou seja, o cordeiro era quem morria em lugar dos primogênitos. Isso significa que o cordeiro substituía o primogênito humano.

Vemos também o caso de Isaque, filho primogênito de Abraão, que foi substituído por um carneiro (e não por um cordeiro), o qual foi oferecido em sacrifício a Yavéh. Ou seja, o filho primogênito de Abraão foi remido por um carneiro adulto, com chifres? Veja que antes de Abraão chegar no monte Moriá seu filho havia perguntado “onde está o CORDEIRO para o holocausto”. E Abraão respondeu: “Deus proverá para si o cordeiro”. Mas Deus não providenciou um cordeiro, e sim, um carneiro velho, pois tinha chifres. No entanto, os carneiros podiam ser oferecidos em holocausto como oferta pacífica, mas pela lei, não podiam ser usados para remissão de animais primogênitos impuros nem para remir os primogênitos dos humanos.

Sacrifício de Isaque

Vemos também o caso de Isaque, filho primogênito de Abraão, que foi substituído por um carneiro (e não por um cordeiro), o qual foi oferecido em sacrifício a Yavéh. Ou seja, o filho primogênito de Abraão foi remido por um carneiro com chifres. No entanto, antes de Abraão chegar no monte Moriá seu filho pergunta onde está o CORDEIRO para o sacrifício. E Abraão responde: “Deus proverá para si o cordeiro”. Mas Deus não providencia um cordeiro, mas sim um carneiro velho, pois tinha chifres.

“Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho” (Gên. 22:7-8,13).

Muitos teólogos indagam por que a Bíblia relata que Abraão ofereceu um carneiro e não um cordeiro em lugar do seu filho Isaque.

Relembrando, as pessoas que eram devotadas a Deus podiam ser remidas por certa quantia em dinheiro. Porém, em relação aos filhos primogênitos dos humanos se diz que deviam ser remidos, mas não está claro se deviam ser remidos por um cordeiro ou certa quantia em dinheiro. O que está claro é que os primogênitos dos animais considerados impuros deviam ser remidos, isto é, trocados por um cordeiro, mas se o dono do animal não quisesse remi-lo, devia mata-lo do mesmo jeito, quebrando-lhe a cerviz, isto é, o pescoço. Porém, os primogênitos dos animais considerados puros não poderiam ser remidos e deviam ser oferecidos em holocaustos (novilho, cordeiro e cabrito). Acredito que os primogênitos dos humanos eram considerados animais impuros. Por isso, deviam ser remidos ou resgatados por um cordeiro, e não por certa quantia em dinheiro. Mas houve pelo menos duas exceções de sacrifícios de humanos: a filha de Jefté, primogênita e virgem, que foi sacrificada, e o filho de Abraão, primogênito e virgem, que Deus pediu em sacrifício, mas não se consumou, sendo substituído pelo sacrifício de um carneiro.

Mas aí surge uma dúvida. E se o pai de família não quisesse ou não pudesse remir ou resgatar o seu filho primogênito, ele teria que quebrar o pescoço da criança e matá-la do mesmo jeito?

“Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz; e todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás” (Êxodo 13:13).

Compare as duas passagens bíblicas sobre a remissão dos primogênitos e a remissão das pessoas devotadas a Deus.

“Todo primogênito de toda a carne, que oferecerem ao Senhor, tanto de homens como de animais, será teu; contudo, os primogênitos dos homens certamente remirás; também os primogênitos dos animais imundos remirás. Os que deles se houverem de remir, desde a idade de um mês os remirás, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte jeiras. Mas o primogênito da vaca (novilho), o primogênito da ovelha (cordeiro), e o primogênito da cabra (cabrito) não remirás, porque eles são santos. Espargirás o seu sangue sobre o altar, e queimarás a sua gordura em oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor” (Números 18:15-17).

“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém fizer ao Senhor um voto especial que envolva pessoas, o voto será cumprido segundo a tua avaliação das pessoas. Se for de um homem, desde a idade de vinte até sessenta anos, a tua avaliação será de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário. Se for mulher, a tua avaliação será de trinta siclos. Se for de cinco anos até vinte, a tua avaliação do homem será de vinte siclos, e da mulher dez siclos. Se for de um mês até cinco anos, a tua avaliação do homem será de cinco siclos de prata, e da mulher três siclos de prata. Se for de sessenta anos para cima, a tua avaliação do homem será de quinze siclos, e da mulher dez siclos. Mas, se for mais pobre do que a tua avaliação, será apresentado perante o sacerdote, que o avaliará conforme as posses daquele que tiver feito o voto” (Levíticos 27:2-8).

Por essa lei da remissão de pessoas devotadas a Deus, as almas das mulheres valiam menos que a dos homens.

O CASO DAS PESSOAS QUE ERAM DEVOTADAS A DEUS E QUE NÃO PODIAM SER RESGATADAS

A lei de coisas devotadas ou consagradas a Deus determinava que votos que envolvesse sacrifícios de pessoas, neste caso a pessoa poderia ser remida, isto é, comprada por certa quantia de dinheiro de acordo com a idade e o sexo. Porém, havia casos de votos que a pessoa envolvida não poderia ser remida, isto é, resgatada. Tinha que ser morta. Porém, o texto não diz exatamente que a pessoa deveria ser oferecida em sacrifício. Acredito que a pessoa devotada que não podia ser remida era morta, isto é, executa, mas não podia ser oferecida em holocausto, pois, para algo ser oferecido em holocausto tinha que ser puro. No caso da filha de Jefté, que abordarei mais na frente, ela poderia ser oferecida em sacrifício sobre o altar porque era filha primogênita e virgem. Da mesma forma Deus exigiu o sacrifício de Isaque, filho de Abraão, porque ele era primogênito e virgem.

Vejamos:

“Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém, daquilo que possui, seja homem, ou animal, ou campo da sua possessão, será vendida nem será remida; toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor. Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será resgatada; certamente será morta” (Levítico 27:28-29).

Desse texto podemos concluir que o Deus Yavéh realmente aceitava votos de sacrifícios humanos, embora não fossem oferecidos em holocausto, mas apenas mortos. De qualquer forma havia derramamento de sangue humano para Yavéh.

Em Números capítulo 31 temos o caso de 32 pessoas que foram oferecidas em tributo ao Deus Yavéh e entregues ao sacerdote Eleazar. Não sabemos se essas pessoas foram sacrificadas ou se foram remidas, isto é, resgatadas por ouro e joias, obtidas como oferta alçada.

O CASO DA FILHA DE JEFTÉ QUE FOI OFERECIDA EM SACRIFÍCIO

“Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou jurar, ligando-se com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que sair da sua boca fará” (Números 30:2).

No livro de Juízes temos o caso inusitado de um voto desastroso de Jefté que teve que oferecer a sua filha primogênita e virgem em sacrifício ao Deus Yavéh.

“E Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo: Se tu me entregares na mão os amonitas, qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Senhor; eu o oferecerei em holocausto. Assim Jefté foi ao encontro dos amonitas, a combater contra eles; e o Senhor lhos entregou na mão. E Jefté os feriu com grande mortandade, desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim. Assim foram subjugados os amonitas pelos filhos de Israel. Quando Jefté chegou a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a filha única; além dela não tinha outro filho nem filha. Logo que ele a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ai de mim, filha minha! muito me abateste; és tu a causa da minha desgraça! pois eu fiz, um voto ao Senhor, e não posso voltar atrás. Ela lhe respondeu: Meu pai, se fizeste um voto ao Senhor, faze de mim conforme o teu voto, pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom. Disse mais a seu pai: Concede-me somente isto: deixa-me por dois meses para que eu vá, e desça pelos montes, chorando a minha virgindade com as minhas companheiras. Disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então ela se foi com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes. E sucedeu que, ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o voto que tinha feito; e ela não tinha conhecido varão. Daí veio o costume em Israel, de irem as filhas de Israel de ano em ano lamentar por quatro dias a filha de Jefté, o gileadita” (Juízes 11:30-40).

O voto de Jefté foi bem específico. Ele disse: “Qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Senhor; eu o oferecerei em holocausto”. Jefté promete a Deus que a vítima seria oferecida em holocausto. Sendo assim, como os teólogos tradicionais podem afirmar que Jefté não consumou literalmente o seu voto, sacrificando sua própria filha?

Esse tipo de voto feito por Jefté era daqueles em que o animal ou pessoa devotada não podia ser remida ou resgatada. Tinha que ser morta. E neste caso, a promessa era de que a vítima seria oferecida em holocausto.

O capítulo 27 de Levítico trata da lei dos votos e das coisas que eram devotadas ou consagradas ao Deus Yavéh. Havia dois tipos de votos: um simples, onde aquilo que se oferecia podia ser resgatado por certa quantia de dinheiro, e um  especial (sagrado), onde não havia preço de resgate. E que se fosse um animal (inclusive um ser humano) devia morrer (vide v.29).

Ora, se na lei dos votos está dito que uma pessoa devotada a Yavéh podia ser resgatada por certa quantia de dinheiro, por que então Jefté lamentou e chorou por ter prometido oferecer a sua única filha em sacrifício a Yavéh, se ele mesmo podia resgatá-la, pagando certa quantia?

Se ele não podia resgatá-la, o caso era de um voto especial. E se foi um voto sagrado, então a filha de Jefté foi mesmo morta. Sendo assim, será que este caso confirma Levítico 27:29? Se confirma, então Yavéh aceitava sacrifícios humanos, embora de forma velada.

Para servir de sacrifício aceitável a Deus a vítima (oferenda) tinha que ser perfeita, sem defeito algum. Do contrário, Deus não aceitava. E a filha de Jefté, além de primogênita (filha única), era virgem.

“E, quando alguém oferecer sacrifício de oferta pacífica ao Senhor para cumprir um voto, ou para oferta voluntária, seja do gado vacum, seja do gado miúdo, o animal será perfeito, para que seja aceito; nenhum defeito haverá nele” (Levítico 22:21).

CONCLUSÃO PARCIAL

A pergunta que não quer calar: “Por que animais puros e inocentes tinham que pagar pelos pecados dos humanos? Que culpa tinha os cordeiros primogênitos para que fossem imolados e queimados no fogo simplesmente para atender a uma exigência do Deus Yavéh? Que culpa tinha os carneiros, os novilhos e as cabras oferecidos em holocaustos para aplacar a ira de Yavéh?”

Se o ser humano tinha que morrer em consequência dos seus pecados, por que os animais inocentes e indefesos tinham que levar a culpa em seu lugar? Isso não era uma exigência incoerente, imoral e antiética? Por que os animais tinham que sofrer em lugar dos humanos?

Em Ezequiel 18 Deus diz que “a alma que pecar, essa morrerá”. Porém, quem morria eram os novilhos, os bodes, as cabras, etc, em lugar dos pecadores. E em lugar dos filhos primogênitos morriam os cordeiros inocentes e indefesos.

E para completar o sacrilégio, Paulo afirma que “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Hebreus 9:22). Ora, que culpa tem os animais pelos pecados dos seres humanos?

Vai entender isso….!

Só sei que nessa brincadeira, o Deus Yavéh teve que oferecer em sacrifício o seu próprio filho primogênito (unigênito). Há quem diga que Deus ofereceu o seu próprio filho para morrer em seu lugar, para se redimir de alguma culpa ou erro que cometeu. Será que isso procede?

Dizem que os maçons que querem obter riquezas materiais também oferecem em sacrifícios seus filhos primogênitos ao deus Baal ou Tamuz. Outros fazem voto com o capeta, e como garantia oferecem suas esposas e filhos. Se falharem, suas esposas e filhos morrem.

Na lei da circuncisão dada aos hebreus, crianças e estrangeiros que não se circuncidassem eram exterminados, isto é, sacrificados de forma indireta.

“Mas o incircunciso, que não se circuncidar na carne do prepúcio, essa alma será extirpada do seu povo; violou o meu pacto” (Gênesis 17:14).

Existem vários relatos na Bíblia onde o Deus Yavéh só aplaca a sua ira depois que pessoas são mortas à espada ou por pestes, enforcadas ou degoladas, ou seja, depois que há derramamento de sangue, quando essas pessoas são “sacrificadas” de forma indireta.

Podemos concluir que os sacrifícios humanos dedicados ao Deus Yavéh não eram somente aqueles consumados em holocaustos sobre o altar. Mas também quando pessoas eram executadas para aplacar a sua ira. A morte dos primogênitos no Egito foi um terrível sacrifício coletivo de seres humanos e de animais inocentes.

Veja o caso dos 7 filhos de Saul que foram enforcados perante o Deus Yavéh para aplacar a sua ira (II Samuel 21). Tem outro caso também quando Deus incita propositalmente a Davi para fazer o recenseamento do povo de Israel só para ter motivo para ver a morte de milhares de pessoas. E para aplacar a sua ira, Deus oferece três alternativas a Davi: ou ele aceita que a terra de Israel seja atingida com sete anos de fome, ou que ele mesmo seja perseguido e humilhado por seus inimigos durante três meses, ou aceita que seu povo seja afligido por uma terrível praga durante três dias. E Davi aceita que seu povo seja afligido por uma terrível praga. E nessa brincadeira mais de setenta mil israelitas são mortos, tudo para aplacar a ira de Yavéh (II Samuel 24).

Termino indagando ao vento igual fez José Saramago: Por que isso? Por que tanto derramamento de sangue? Por que tanta maldade neste mundo com os animais indefesos, com crianças e pessoas inocentes?

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JOSÉ SARAMAGO INDAGA: “DEUS…. ONDE ESTÁ? ANTIGAMENTE DIZIAM QUE ELE ESTAVA NO CÉU. MAS CÉU NÃO EXISTE; NÃO HÁ CÉU…; O QUE É O CÉU? É UM ESPAÇO, E TEM TREZE MILHÕES DE ANOS-LUZ”.

Saramago de certa forma tem razão em fazer essas indagações que os religiosos não sabem responder com convicção e provas concretas.

Até hoje os crentes imaginam que CÉU é um lugar espiritual que se localiza acima das nuvens, e que é uma cidade de glória e esplendor, um lugar paradisíaco. Enquanto que CÉU é simplesmente o espaço sideral infinito que está além das nuvens.

Paulo disse equivocadamente aos crentes de Filipos que “a nossa pátria está nos céus”.

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Yesu Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

Yesu Cristo quando subiu aos céus, não subiu em corpo glorificado. O seu corpo era humano e mortal, e carregava as marcas da crucificação. E ele quando subiu não se dirigiu a um lugar chamado “céu”.

O que garante a vida eterna aos seres encarnados é o elixir da vida, o fruto da árvore da vida que só os deuses santos conhecem e possuem. Yesu Cristo, mesmo tendo subido aos céus em corpo humano mortal não morre porque ele se alimenta do fruto da vida eterna, do elixir da vida.

Não existe nenhuma pátria nos céus ou uma cidade nos céus, porque céu não é um lugar físico, um lugar determinado e localizado; céu é tão somente o espaço sideral infinito. Os humanos salvos que morreram irão ressuscitar para receber corpos humanos carnais e mortais, para que possam habitar neste mesmo planeta Terra que será restaurado. Yesu Cristo não prometeu levar os seus escolhidos para os céus; prometeu levar para o reino que seu Pai lhe concedeu aqui mesmo na Terra. A expressão “reino dos céus” não quer dizer um reino no céu; quer dizer tão somente um reino que veio dos céus para se estabelecer aqui na Terra. Deus e Yesu não reinam no céu, porque nos céus não existem nações para que se possa reinar. Deus reina dos céus sobre a Terra. E brevemente o reino dos céus será instalado aqui na Terra.

Céu, como lugar espiritual paradisíaco, é apenas fruto da imaginação dos crentes.

Yesu Cristo subiu para o céu, isto é, subiu para o espaço sideral, mas o lugar para onde ele se dirigiu é ignorado, ninguém sabe. Ele pode ter ido para outro sistema solar ou para outra galáxia. E com certeza foi levado por uma nave espacial. Na Bíblia, as naves espaciais de seres extraterrenos sempre aparecem envoltas (camufladas) por uma nuvem branca. Quando Yesu foi abduzido ao alto diante dos seus discípulos, com certeza ele foi sugado por uma nave espacial que estava oculta entre nuvens brancas, pois o texto bíblico diz que uma nuvem o recebeu.

O profeta Ezequiel também contemplou uma nave espacial de seres extraterrenos vinda camuflada por uma nuvem de fumaça, mas deu para ele ouvir o estrondo dos motores e visualizar as labaredas de fogo expelidas pelas turbinas da aeronave.

“Tendo ele [Yesu] dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco” (Atos 1:9-10).

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim: Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si; e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia; assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam” (Ezequiel 1:4-12).

As rodas de Ezequiel A nave com quatro rodas de Ezequiel

Essa visão de Ezequiel nada mais foi que a visão de uma nave espacial que estava encoberta por uma nuvem de fumaça. Os quatro querubins que ele descreveu não eram seres vivos literais, eram esculturas de anjos alados postas nos quatro cantos da nave. A face de cada querubim tinha a aparência de águia, de boi, de leão e de homem. Essa visão de Ezequiel não tem nada de espiritual. Tudo aconteceu aqui mesmo na Terra, pois, a visão dessa nave é descrita novamente no capítulo 10, quando ela desce no pátio ao lado do Grande Templo em Jerusalém.

Modernamente a nave que Ezequiel descreveu seria assim como esta figura, abaixo. Porém, o objeto voador que Ezequiel contemplou tinha a forma quadrada, e possuía quatro rodas que tocavam no solo.

Modernamente a nave que Ezequiel descreveu seria assim

“E cada um tinha quatro rostos: o primeiro rosto era rosto de querubim, o segundo era rosto de homem, o terceiro era rosto de leão, e o quarto era rosto de águia. E os querubins se elevaram ao alto. Eles são os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. E quando os querubins andavam, andavam as rodas ao lado deles; e quando os querubins levantavam as suas asas, para se elevarem da terra, também as rodas não se separavam do lado deles. Quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam, estas se elevavam com eles; pois o espírito do ser vivente estava nelas. Então saiu a glória do Senhor de sobre a entrada da casa, e parou sobre os querubins. E os querubins alçaram as suas asas, e se elevaram da terra à minha vista, quando saíram, acompanhados pelas rodas ao lado deles; e pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles” (Ezequiel 10:14-19).

Como os teólogos imaginam o querubim de Ezequiel

Se os anjos não possuem asas, pior ainda é imaginar que eles têm quatro ou seis asas. Anjos com quatro ou seis asas só podem ser vistos em esculturas ou desenhos. Essa nave que Ezequiel contemplou desceu sobre a terra e tinha quatro rodas; e a nave se movia para os quatro lados, e os querubins de moviam no mesmo sentido que se movia a nave, porque eram esculturas fixadas ao redor da nave. Os querubins tinham olhos por todos os lados. Ora, esses olhos eram lâmpadas ou faróis sobre as esculturas dos anjos alados. Toda nave espacial extraterrestre que se preze tem luzes piscando ao redor dela mesma. As pernas dos querubins eram retas e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro. Logo, conclui-se que eram esculturas, e não seres vivos reais.

A Arca da Aliança com a escultura de dois querubins postos sobre ela, e cujas asas se tocavam, é uma réplica da nave ou módulo que transportava o trono de Deus.

Arca da Aliança

O REI SALOMÃO DISSE QUE DEUS HABITAVA NUMA NUVEM ESCURA

Em I Reis 8 está relatado o dia que a Arca da Aliança foi colocada num local reservado dentro do Templo, e nesse dia a glória de Deus desceu sobre a casa do Senhor em forma de nuvem. Salomão havia mandado esculpir a imagem de dois querubins na sala onde seria guardada a Arca da Aliança. As asas dos querubins ficavam estendidas sobre o lugar da arca como sinal de proteção. Na maioria das versões da Bíblia a frase pronunciada por Salomão foi assim: “O Senhor disse que habitaria na escuridão”. Porém, há outra tradução que diz assim: O Senhor disse que habitaria numa nuvem escura”. No entanto, acho que a tradução mais correta é assim: “O Senhor me disse que habitava numa nuvem escura”. Depois de Salomão pronunciar essa frase, ele diz – perecendo ter pena de Deus – que tinha construído uma morada para Deus, para ser sua eterna habitação.  Em II Crônicas 6:1-2 diz o seguinte: “Então disse Salomão: O Senhor disse que habitaria nas trevas. E eu te construí uma casa para morada, um lugar para a tua eterna habitação”. Portanto, a escuridão ou treva que Deus habita é a nuvem onde ele se oculta para que não seja visto ou reconhecido pelos humanos. Logo, conclui-se que Deus é um ser extraterreno, e não um ser espiritual. “Deus”, na verdade é Elohim, ou seja, são deuses, mas deuses santos.

“Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre em todo tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório” (Levítico 16:2).

“E os sacerdotes introduziram a arca do pacto do Senhor no seu lugar, no oráculo da casa, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins. Pois os querubins estendiam ambas as asas sobre o lugar da arca, e cobriam por cima a arca e os seus varais. Os varais sobressaíam tanto que as suas pontas se viam desde o santuário diante do oráculo, porém de fora não se viam; e ali estão até o dia de hoje. Nada havia na arca, senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera, junto a Horebe, quando o Senhor, fez u pacto com os filhos de Israel, ao saírem eles da terra do Egito. E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a casa do Senhor; de modo que os sacerdotes não podiam ter-se em pé para ministrarem, por causa da nuvem; porque a glória do Senhor enchera a casa do Senhor. Então falou Salomão: O Senhor disse que habitaria na escuridão. Certamente te edifiquei uma casa para morada, assento para a tua eterna habitação” (I Reis 8:6-13).

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A Nova Jerusalém, com ruas de ouro e mar de cristal entendida como uma cidade espiritual que ingenuamente imaginam que descerá sobre um mundo físico, a Terra, descrita no capítulo 21 de Apocalipse, é pura imaginação fértil dos crentes. Essa cidade é simbólica, e representa a comitiva dos 144 mil que foram arrebatados da Terra durante o período da Grande Tribulação. Esse grupo de salvos é especial, e representa a Noiva do Cordeiro, que com ele reinará e governará a Terra durante mil anos. Os outros salvos do povo gentio serão apenas os convidados das bodas do Cordeiro, e muitos reinarão com o Messias e exercerão cargos importantes no reino que virá dos céus.

Nenhum ser humano irá habitar nos céus, porque céu não é um lugar habitável. Céu é apenas o espaço sideral. Todos os salvos que morreram irão ressuscitar para habitar neste mesmo planeta Terra que será restaurado.

Para que servirá a ressureição? Servirá para que os humanos que morreram voltem à forma humana, para poder habitar neste planeta. Se a ressurreição não é para que os mortos voltem à forma humana, carnal, qual a razão de haver ressurreição? A ressurreição, por acaso, será de espíritos? Por acaso, espíritos precisam ressuscitar? Claro que não. Se os crentes salvos que morreram já estão na glória, ao lado de Pai, por que raios eles terão que retornar para as sepulturas para ressuscitar? Não tem cabimento isso.

No ato da ressurreição ninguém irá receber corpos glorificados. Essa crença de corpos incorruptíveis e glorificados é ensino fantasioso de Paulo. Os corpos ressurretos serão livres de doenças e toda sorte de contaminação, mas afirmar que serão corpos espirituais glorificados, aí já é devaneio da mente de crentes malucos.

Não existe nada de coisas espirituais. Tudo neste mundo e neste Universo é físico. O que os crentes imaginam como “espiritual” são coisas que não podem ser vistas a olho nu. A concepção de coisas “espirituais” é algo primitivo e medieval.

Yesu Cristo e seus anjos, quando retornarem a este planeta físico, não virão em corpos espirituais; virão em corpos físicos. Doutra forma, como poderiam ser notados se viessem em corpos espirituais?

Deus Todo-Poderoso, Yesu e os anjos se encontram dentro deste mundo físico, e podem perfeitamente possuir corpos físicos visíveis e não visíveis a olho nu.

E os anjos não possuem asas. Em todos os casos de aparições de anjos registrados na Bíblia, esses seres celestiais nunca foram vistos com asas. As asas dos querubins e dos serafins descritos no livro de Ezequiel, de Isaías e de Apocalipse não são asas reais, são apenas peças de adorno. Os anjos querubins voam movidos a motor de propulsão, e os motores ficam escondidos sob suas asas. Ezequiel quando contemplou os querubins, ouviu o estrondo de suas asas.

Como os teólogos imaginam os serafins com seis asas

E a classe dos anjos serafins não existe. Os supostos serafins com seis asas que Isaías contemplou no capítulo 6 são os mesmos querubins de Ezequiel. João também teve essa mesma visão do trono de Deus e da nave espacial que carrega o seu trono, e também contemplou os querubins com seis asas, e não quatro asas (Apocalipse 4:8).

Quando o povo hebreu caminhava pelo deserto após a saída do cativeiro no Egito, uma nave espacial dos deuses santos seguia pelo céu junto com a multidão. Mas, essa nave seguia camuflada, envolta em uma nuvem durante o dia, e orientava o caminho que deviam seguir. Durante a noite a nave emitia um facho de luz para alumiar o caminho. A luz vinha de potentes faróis. Moisés identificou esse facho de luz como “coluna de fogo”.

“E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvens para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite” (Êxodo 13:21-22).

“Eles ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo; pois tu, ó Senhor, és visto face a face, e a tua nuvem permanece sobre eles, e tu vais adiante deles numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite” (Números 14:14).

“Além disso, tu os guiaste de dia por uma coluna de nuvem e de noite por uma coluna de fogo, para os alumiares no caminho por onde haviam de ir” (Neemias 9:12).

“Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os abandonaste no deserto. A coluna de nuvem não se apartou deles de dia, para guiá-los pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir” (Neemias 9:19).

E também não existe criação de cavalos alados no “céu”. No capítulo 19 de Apocalipse diz que Yesu Cristo descerá com seus anjos montados em cavalos brancos. Ora, essa visão é simbólica, e não pode ser entendida de forma literal. Tolo é quem interpreta o Apocalipse de forma literal.

Para entender sobre essas questões, procure ler os textos do meu blog. Tem tudo lá. É só procurar por palavra-chave, que você vai encontrar.

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“O conhecimento superficial da Bíblia transmitido pelas escolas teológicas cristãs é um grande perigo. Mas, perigo maior é o conhecimento oculto transmitido pelos mestres cabalistas. É preciso ter um conhecimento intermediário entre esses dois ramos do conhecimento. Doutra forma, todos continuarão sendo enganados. Ou então, é necessário que alguém de fora do sistema conscientize as pessoas que estão presas na Matrix” (Miquels7).
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Miquels7

Manaus, 04 de fevereiro de 2018.

 

04/02/2018 Posted by | ATEÍSMO, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE, TEOLOGIA, UFOLOGIA | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Um Olhar Sobre as 70 Semanas de Daniel (A Mirroring of Daniel’s 70 Weeks)

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Este intrigante artigo foi publicado no site Signs of the End no dia 11 de março de 2011 pelo blogueiro e teólogo Daniel W. Matson. No final do post tem mais informações sobre o autor.

Para que a profecia das 70 semanas de Daniel coincidisse com ano de 1967, data em que Israel tomou controle definitivo sobre a cidade de Jerusalém na Guerra dos 6 Dias, ele inverteu a distribuição das 70 semanas, tomando como início 62 semanas (62×7 = 434 anos, iniciando a contagem em 1535 d.C, quando foi ordenado a reconstrução da cidade velha de Jerusalém), depois tomou 7 semanas (7×7 = 49 anos que vai de 1967 a 2017), e por último ele tomou 7 semanas (1×7 = 7 anos, que culmina em 2024).
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Um Olhar Sobre as 70 Semanas de Daniel
(A Mirroring of Daniel’s 70 Weeks)

11 de Março de 2011

The seventy weeks of Daniel is the most famous timeline found in the Bible and probably the most significant. Currently, the 70 weeks are suspended between the 69th and 70th week, waiting to resume when the coming prince from the people who destroyed the Temple in AD 70 arrives on the scene and confirms The Covenant with Israel. This then will launch the final period of seven years. This Prince,  the Antichrist, will ascend to power and attempt to destroy the Jews and those who follow the true God. At the end of this period, the Messiah will come and judge the world, making it a place for those who believe in Him. But this is review. 

(As setenta semanas de Daniel são as linhas de tempo mais famosas encontradas na Bíblia e provavelmente as mais significativas. Atualmente, as 70 semanas são suspensas entre a semana 69 e 70, esperando para retomar quando o próximo príncipe do povo que destruiu o Templo em 70 d.C. chega no local e confirma a Aliança com Israel. Em seguida, será lançado o período final de sete anos. Este Príncipe, o Anticristo, ascenderá ao poder e tentará destruir os judeus e aqueles que seguem o Deus verdadeiro. No final deste período, o Messias virá e julgará o mundo, tornando-o um lugar para aqueles que crêem nele. Mas esta é uma revisão).

Daniel_s 70 Weeks 01

After looking into further details concerning our present time, it does appear that this pattern of weeks is in the process of reoccurring and hence dovetailing with the other. In one article written by Jack Kelley, he mentions that Suleiman the Magnificent decreed that Jerusalem’s walls be rebuilt in AD 1535. He then notes that 483 years later (69 weeks of years) is 2018, which is 70 years or a generation from the creation of Israel in 1948. Jack Kelley, in The Revived Ottoman Empire, sees 2018 as the possible time of the Second Coming, which would conclude the entire 70 weeks of Daniel. However, this does not seem to mesh well with the numbers since from the time of Suleiman’s decree to 2018 would only conclude 69 periods of seven years. It would seem more consistent to have 70 periods of seven stretch from the decree and end at the same time the 70th Week ends. This then would push it out another seven years to 2025. 

(Depois de olhar para mais detalhes sobre o nosso tempo presente, parece que esse padrão de semanas está em processo de repetição e, portanto, de acordo com o outro. Em um artigo escrito por Jack Kelley, ele menciona que Suleiman, o Magnífico, decretou que as muralhas de Jerusalém fossem reconstruídas em 1535 d.C. Ele então observa que 483 anos depois (69 semanas de anos) é 2018, que é 70 anos ou uma geração da criação de Israel em 1948. Jack Kelley, in The Revived Ottoman Empire, vê 2018 como o tempo possível da Segunda Vinda, que concluiria as 70 semanas inteiras de Daniel. No entanto, isso não parece se encaixar bem com os números, já que desde o momento do decreto de Suleiman até 2018 só concluiria 69 períodos de sete anos. Parece mais consistente ter 70 períodos de sete estiramos do decreto e terminam ao mesmo tempo que termina a semana 70. Isso então empurraria outros sete anos até 2025).

However, when Daniel’s 70 weeks were measured from Artaxerxes’ decree in 445 BC to Palm Sunday AD 32, the period was 476 years and not 483 years. This is because the time was converted to 360-day years, which for every 69 years there is 70 360-day years. So if this conversion is done again from the time of Suleiman’s decree in 1535, the span of 69 weeks of 360-day years would end at 2011. Adding seven more years would make the Second Coming in the year 2018. So this may seem like a possible fix, but there is also something else to consider.

(No entanto, quando as 70 semanas de Daniel foram medidas a partir do decreto de Artaxerxes em 445 a.C. até o Domingo de Ramos em 32 d.C., o período era de 476 anos e não de 483 anos. Isso ocorre porque o tempo foi convertido em 360 dias, que por cada 69 anos, há 70 anos de 360 dias. Então, se essa conversão for feita novamente a partir do momento do decreto de Suleiman em 1535, o período de 69 semanas de 360 dias terminaria em 2011. Adicionando mais sete anos, faria a Segunda Vinda no ano de 2018. Então, isso pode parecer uma possível correção, mas também há algo a considerar).

Daniel’s 70 weeks are broken down into segments of seven, sixty-two, and one.  We are told that it will be 7 and 62 weeks until Jesus the Messiah, which is deduced to 69 weeks since it mathematically works from 445 BC to AD 32. Of course, 360-day years are used due to the fact that these years are used in Daniel and Revelation. The famous scientist, Isaac Newton, spent most of his time actually working with Daniel 9. He concluded that there was a possible two-fold nature to the prophecy. This was because in the text it mentions 7 and 62 weeks until the Messiah, but then the 7 weeks are never mentioned again. Only the 62 weeks are mentioned in specific relation to Christ’s coming as the one who would then be cut off. So then, where could the second use of 49 years come into play? 

(As 70 semanas de Daniel são divididas em segmentos de sete, sessenta e dois e uma semana. Disseram-nos que serão 7 e 62 semanas até Jesus, o Messias, que é deduzido para 69 semanas, uma vez que ele trabalha matematicamente de 445 a.C. até 32 d.C. Claro, são utilizados 360 dias, devido ao fato de que esses anos são usado em Daniel e Revelação. O famoso cientista, Isaac Newton, passou a maior parte do tempo trabalhando com Daniel 9. Ele concluiu que havia uma possível natureza dupla para a profecia. Isso ocorreu porque, no texto, menciona 7 e 62 semanas até o Messias, mas as 7 semanas nunca mais são mencionadas. Somente as 62 semanas são mencionadas em relação específica à vinda de Cristo como aquele que seria então interrompido. Então, onde poderia o segundo uso de 49 anos entrar em jogo?).

One of the most significant prophetic events was June 7, 1967 when Israel recaptured the Temple Mount.  When Israel began as a nation in 1948, it suffered a war that left the old city of Jerusalem severely damaged. In 1967 Israel gained control and it was not until April 1, 1969 (Passover) that the Israeli Government formed the Jewish Quarter Development Company (DQDC). Construction in the old city lasted from 1969 to 1985. So, 49 years from the decree on Passover to rebuild Jerusalem in 1969 would lead to Passover 2018. 

(Um dos eventos proféticos mais significativos foi em 7 de junho de 1967, quando Israel recapturou o Monte do Templo. Quando Israel começou como uma nação em 1948, sofreu uma guerra que deixou a antiga cidade de Jerusalém gravemente danificada. Em 1967, Israel ganhou o controle e não foi até 1 de abril de 1969 (Páscoa) que o governo israelense formou a Companhia de Desenvolvimento do Bairro Judeu (DQDC). A construção na cidade velha durou de 1969 a 1985. Assim, 49 anos a partir do decreto sobre a Páscoa para reconstruir Jerusalém em 1969 levaria a Páscoa em 2018).

So then we must get back to this question of 360-day years verses solar years. If we plot 1535 and 1969 as times of significance due to their decrees, it is a period of 434 solar years (62 weeks) that will fit. If we used 360-day years, this portion of time would adjust to 427.7 solar years, which would demand that 1963 be the year–not 1969, to begin the 49 year portion. Therefore, the 360-day calendar is not in view from the time of Suleiman, but apparently the solar year is.   

(Então, devemos voltar a esta questão dos anos de 360 dias, anos solares. Se traçamos 1535 e 1969 como tempos de importância devido aos seus decretos, é um período de 434 anos de energia solar (62 semanas) que se encaixam. Se usássemos anos de 360 dias, essa parcela de tempo se ajustaria a 427,7 anos solares, o que exigiria que 1963 fosse o ano – não 1969, para começar a parcela de 49 anos. Portanto, o calendário de 360 dias não está à vista desde o tempo de Suleiman, mas aparentemente o ano solar é).

There would also be another issue to overcome using 360-day years here in this equation. The period of 490 360-day years would convert to 483 solar years ending in the spring of 2018. With the Second Coming needing to occur during the last three feast days, it would seem that the Second Coming would have to occur on those feasts in 2017. The problem with 2017 is that it is already within seven years at this time, which does not allow enough time for the fulfillment of the 70th Week. 

(Também haveria outra questão a superar usando 360 dias de ano aqui nesta equação. O período de 490 anos de 360 dias se converteria para 483 anos solares que terminaram na primavera de 2018. Com a Segunda Vinda que precisa ocorrer nos últimos três dias da festa, parece que a Segunda Vinda teria que ocorrer nessas festas em 2017. O problema com 2017 é que já está dentro de sete anos neste momento, o que não permite tempo suficiente para o cumprimento da 70ª Semana).

The layout then of Jerusalem building decrees spaced at 434 solar years (62 x 7) seems to clearly indicate that solar years are in use here. Therefore, using the previous examples of solar year counting, as in the timelines to 1914 and 1933, the concluding event is fulfilled during the last year. In 1914 and 1933, World War 1 and Hitler’s Laws of Anti-Semitism were within the 2,520th year. Therefore, it would seem consistent that the period of 490 solar years from Suleiman’s Decree would find fulfillment at the fall feasts within that 490th year. That would be the fall feasts in the year 2024, since the full 490 years would conclude in the spring of 2025. 

(O esquema dos decretos de construção de Jerusalém espaçados em 434 anos solares (62 x 7) parece indicar claramente que os anos solares estão em uso aqui. Portanto, usando os exemplos anteriores de contagem do ano solar, como nos cronogramas até 1914 e 1933, o evento final é cumprido durante o último ano. Em 1914 e 1933, a Guerra Mundial 1 e as Leis de Anti-semitismo de Hitler estavam dentro do 2.520º ano. Por conseguinte, pareceria consistente que o período de 490 anos de energia solar do Decreto de Suleiman encontraria cumprimento nas festas de outono dentro desse 490 ano. Seriam as festas de outono no ano 2024, uma vez que os 490 anos completos se concluirão na primavera de 2025).

Daniel_s 70 Weeks 02Daniel_s 70 Weeks 03

Therefore, it appears that history is “repeating itself” to highlight the placement of the final seven years that were put on hold when the mystery of the Church was inserted at Pentecost. Of course, it would actually be the work of God to demonstrate a similar pattern in the final countdown. With this understanding, it would seem to indicate that the fall feasts in the 483rd year (69 weeks) would occur in the year 2017. Therefore, the 70th Week would run from 2017 to 2024. While the primary meaning of Daniel’s 70 Weeks was suspended at 69 weeks in AD 32, the secondary application of Suleiman’s Decree seems to show the possible placement of the 70th Week.
 

(Portanto, parece que a história está “se repetindo” para destacar a colocação dos últimos sete anos que foram postos em espera quando o mistério da Igreja foi inserido no Pentecostes. Claro, seria realmente o trabalho de Deus demonstrar um padrão semelhante na contagem regressiva final. Com este entendimento, parece indicar que as festas de outono no 483º ano (69 semanas) ocorreriam no ano de 2017. Portanto, a 70ª Semana passaria de 2017 a 2024. Enquanto o significado primário das 70 semanas de Daniel foi suspenso às 69 semanas em 32 d.C., a aplicação secundária do Decreto de Suleiman parece mostrar a possível colocação da 70ª Semana).

The other item to consider again is Newton’s dilemma of the seven weeks. His view was that the seven weeks were somehow lost in the significance of the primary application of Daniel 9 and that somehow the seven weeks would come into play in Christ’s Second Coming. In considering this secondary application, it should be noticed that the period of seven weeks or 49 years is a mirror of the primary application, which is 62 weeks and 7 weeks, as opposed to 7 weeks and 62 weeks. Could this be the final explanation for the seven week mystery? While both timelines are composed of 70 Weeks, the 62 week portion came right before Palm Sunday in AD 32, whereas the seven week portion comes right before the 70th Week in the secondary application. 

(O outro item a considerar novamente é o dilema de Newton das sete semanas. Sua visão era que as sete semanas estavam de alguma forma perdidas no significado da aplicação primária de Daniel 9 e que de alguma forma as sete semanas entrarão em jogo na Segunda Vinda de Cristo. Ao considerar esta hipótese secundária, deve-se notar que o período de sete semanas ou 49 anos é um espelho da aplicação primária, que é de 62 semanas e 7 semanas, em oposição a 7 semanas e 62 semanas. Essa poderia ser a explicação final para o mistério de sete semanas? Enquanto ambas as linhas de tempo são compostas por 70 semanas, a parcela de 62 semanas chegou logo ao Domingo de Ramos em 32 d.C., enquanto a parcela de sete semanas vem logo antes da semana 70 na aplicação secundária).

It seems reasonable then that God has chosen the 70 Weeks of Daniel to narrow down the time to both Advents of Christ. With the Decree of Suleiman the Magnificent in 1535, it would seem that a secondary application of the prophecy may indeed fit. The odds of a 434 year gap between decrees to rebuild Jerusalem are indeed fairly slim.  That other indicators point to 2017 and 2024 also seems to lend support to this theory that the 70th Week runs between those years. If this secondary application is true, it is then a monumental indicator that time is indeed very short and that 2017 is the likely looming year in the initiation of the 70th Week. 

(Parece razoável, então, que Deus escolheu as 70 semanas de Daniel para diminuir o tempo para os dois Adventos de Cristo. Com o Decreto de Suleiman o Magnífico em 1535, parece que uma aplicação secundária da profecia pode certamente caber. As probabilidades de um intervalo de 434 anos entre os decretos para reconstruir Jerusalém são realmente bastante finas. Que outros indicadores apontam para 2017 e 2024 também parecem dar suporte a esta teoria de que a 70ª semana é executada entre esses anos. Se esta aplicação secundária é verdadeira, é então um indicador monumental de que o tempo é realmente muito curto e que 2017 é o provável ano que se aproxima no início da 70ª Semana).

We shall soon see…
(Em breve veremos …).

Update – October 3, 2011 (Utualização em 03/10/2011)

As 2010 passed us by, so has the 2011 Feast of Trumpets. This then seems to just about do away with 2018 as possibly being the concluding time of the 70th Week of Daniel.  Any secondary application of the 70 Weeks from Suleiman the Magnificent’s decree of 1535 would have to then be applied through 2024 using solar years, as stated above. 

(À medida que o 2010 passou por nós, a Festa de Trombetas de 2011 também. Isso parece apenas acabar com 2018 como possivelmente sendo o momento final da 70ª Semana de Daniel. Qualquer aplicação secundária das 70 semanas do decreto de Suleiman Magnificent de 1535 teria que ser aplicada até 2024 usando os anos solares, conforme indicado acima).

Interesting fact: 14,400 days (40 x 360 or 120 x 120) from Black Tuesday (29 Oct 1929) landed on April 1, 1969, which is the date listed above for the Knesset Decree to rebuild Jerusalem.  Another such period from 1969 ended just a day before events of the 2008 economic collapse that started September 5th with FreddieMac. 

(Fato interessante: 14,400 dias (40 x 360 ou 120 x 120) de terça-feira negra (29 de outubro de 1929) culminaram em 1 de abril de 1969, que é a data acima indicada para o Decreto do Knesset para reconstruir Jerusalém. Outro desses períodos de 1969 terminou apenas um dia antes dos eventos do colapso econômico de 2008 que começou no 5 de setembro com o FreddieMac).

FONTE: Signs of the End

http://watchfortheday.org/70weeksrepeat.html

(Traduzido por Miquels7 via Google tradutor)

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Sobre o Autor

Daniel W. Matson atualmente mora em Kennewick, Washington e cresceu na área de Seattle. Após seis anos de serviço na Marinha Nuclear dos Estados Unidos, ele freqüentou o Multnomah Bible College e depois o seu Seminário em Portland, Oregon. Sua tese de mestrado dizia respeito às Sete Igrejas no livro de Apocalipse e seu significado profético em toda a História da Igreja até o retorno de Cristo.

Daniel W. Matson não baseou seus escritos em nenhum código da Bíblia ou em esquemas de encontros populares. Ele acredita que os múltiplos cronogramas entrelatados descobertos neste livro são testemunhas convincentes. Seja um dos primeiros a ler e analisar este livro mais incrível.

Dan também está disponível para discussão ou apresentação dessas descobertas, conforme permitido por sua agenda.

E-mail: Daniel@2010rapture.org

Canal no YouTube:
https://www.youtube.com/channel/UCs5_6i11W9aXhUS6NVQyxqA
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25/01/2018 Posted by | ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , , | Deixe um comentário

OS NOMES JESUS, MESSIAH E LÚCIFER VALEM 666 NA NUMEROLOGIA SECRETA

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Enquanto teólogos e estudantes ingênuos estudarem o Apocalipse e se prenderem apenas entre as duas capas da Bíblia, e não procurar respostas em fontes extra-bíblicas para elucidar os mistérios, nunca sairão da mesmice e do blá-blá-blá de sempre. Continuarão sempre repetindo interpretações infundadas que há séculos vêm sendo disseminadas nos seminários teológicos das diversas seitas protestantes.

Aqui é revelação sem dó! E quem tem mente fraca não aguenta, e se benze, e faz o sinal da cruz. Ou se é um evangélico fanático, diz que é a voz do inimigo querendo confundir o povo de Deus.

E o próprio sinal da cruz católico é um tipo de sinal da Besta. Logo no início quando surgiu o ato de se benzer, o sinal da cruz era feito com o dedo polegar direito somente na testa da pessoa. Depois de alguns séculos, o sinal passou a se estender por sobre o corpo e a testa.

Há mais de cinco anos que rompi de vez com o fanatismo religioso. Livrei-me da teologia enlatada e viciada, cheia de ingenuidade e fantasias. O fanatismo religioso limita a mente humana e não deixa a pessoa pensar livremente. Agora faço uso 100% da minha racionalidade. Depois de fazer uso pleno da minha racionalidade, descobri o quanto os crentes são ingênuos e massa de manobra dos religiosos, que, por sua vez, também são massa de manobra de seus superiores.
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NÃO TEM COMO NÃO ACREDITAR NISSO

Os nomes “Jesus” e “Lúcifer” foram arquitetados nos porões das escolas de magia e mistérios. Esses nomes surgiram do esoterismo cabalístico. E os valores numéricos das palavras criadas pelos ocultistas derivam do Latim (antigo dialeto de Roma, a primeira Besta) e do Inglês (idioma da segunda Besta). Até os algarismos romanos formam o número 666, as seis primeiras letras (I+V+X+L+C+D=666). O apóstolo João criou a charada do número da Besta a partir dos algarismos romanos, que eram os números usados pelos romanos. A letra M, que vale 1000, João colocou como o tempo do reino do Messias, o reino milenar. Ou seja, o valor dos seis primeiros algarismos romanos equivale ao tempo do domínio dos governos humanos sobre a Terra (666). E a sétima letra representa o tempo do domínio dos céus sobre a Terra, o reino dos céus (1000).

O alfabeto indo-arábico tem 26 letras, e estudiosos abelhudos descobriram alguns segredos dos ocultistas; descobriram que o 666 pode ter o mesmo significado de forma invertida, isto é, 999. No ensino esotérico, o número 9 é o número da iniciação (ou do iniciado). O número 11 é conhecido como o número da imperfeição.

Há duas tabelas numéricas secretas. Uma atribui o valor 6 para a primeira letra (A=6), e vai se somando mais 6 a cada letra seguinte. A segunda tabela numérica é mais misteriosa. Nela nenhuma letra possui o valor 9. E o 9 ficou sendo um fator primordial.

Tabela cabalística
Tabela Cabalística

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Primeiro Caso: A primeira letra vale 6 e às seguintes vai se somando + 6.

A=1, B=2, C=3, D=4, e assim por diante. Então, vamos empregar o fator 9 para o valor numérico de cada letra do nome JESUS em Inglês.

A B C D E F G H I J
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
6 12 18 24 30 36 42 48 54 60
K L M N O P Q R S T
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
66 72 78 84 90 96 102 108 114 120
U V W X Y Z
21 22 23 24 25 26
126 132 138 144 150 156

J = 10×9 = 90
E = 5×9 = 45
S = 19×9 = 171
U = 21×9 = 189
S = 19×9 = 171

O resultado total é = 666

O mesmo resultado ocorre com o nome MESSIAH (Messias em Inglês). Veja:

M = 13×9 = 117
E = 5×9 = 45
S = 19×9 = 171
S = 19×9 = 171
I = 9×9 = 81
A = 1×9 = 9
H = 8×9 = 72

Total = 666

L = 12×9 = 108
L = 12×9 = 108
U = 21×9 = 189
C = 3×9 = 27
I = 9×9 = 81
F = 6×9 = 54
E = 5×9 = 45
R = 18×9 = 162

Total = 666

Já li e ouvi falarem muitas blasfêmias contra Jesus, mas esses cálculos, acima, deixaram-me bastante preocupado. Acho que os líderes evangélicos e católicos que lerem este artigo devem dar satisfação ou melhores explicações ao povo cristão. Eu acho que esses cálculos matemáticos não são meras coincidências. Se você tentar pegar nomes de outras pessoas, políticos, ditadores, reis, imperadores, religiosos, não conseguirá obter o valor 666, multiplicando por 9 os valores de cada letra.

M = 13×9 = 117
I = 9×9 = 81
Q = 17×9 = 153
U = 21×9 = 189…………………….Total = 864
E = 5×9 = 45
L = 12×9 = 108
S = 19×9 = 171 

P = 16×9 = 144
A = 1×9 = 9
U = 21×9 = 189…………………….Total = 585
L = 12×9 = 108
O = 15×9 = 135

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O nome do Messias Yeshua ou Yehoshua só dá o valor 666 porque os padres católicos mudaram a transliteração do nome para o Latim, que antes era IESU ou YESU. Trocaram o I pelo J e acrescentaram um S no final. Tudo para poder dar o valor de 666 na numerologia secreta.

O antigo nome de Jesus era Iesu ou JesuVulgata - Nome IESU no Evangelho de João
Figura pag. antigo Evangelho em Latim

Biblia Vulgata Inglesa - Iesv

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O falso nome JESUS não tem poder nenhum. É um nome falso que criaram para substituir o verdadeiro nome do Messias. O verdadeiro nome de Cristo era escrito e pronunciado em Aramaico Siríaco, a língua que os judeus falavam naquele tempo. E o verdadeiro nome do Messias se perdeu, ou os padres católicos esconderam nos porões do Vaticano.

COMO É O NOME DE CRISTO EM GREGO?

O nome hebraico Yeshua (ישוע/ יֵשׁוּעַ) é uma forma alternativa de Yehoshua que vem do original paleo-hebraico Yehoshua (יהושע) Josué, e é o nome completo de Jesus, Yeshua Hamashiach ישוע המשיח (transliterado ao grego Yeshua fica: Ιησου’α, “Iesua”/”Ieshua” [também Ιησου’ς, “Iesu’ “/”Ieshu’ “/”Iesus”]; Yehoshua [יהושוע/ יְהוֹשֻׁעַ‎] fica: Γεχοσούαχ). Fonte: Wikipédia.

Se usássemos o nome de Jesus na sua forma original, hebraica ou aramaica, não passaríamos por esse constrangimento. Em hebraico o nome de Jesus é YESHUA (forma abreviada) ou Yehoshua (forma completa). Da mesma forma, o nome de Deus-Pai deveria ser escrito YAVÉ ou YHVH ou ADONAI, e não JEOVÁ ou SENHOR. “Senhor” era um tratamento usado para o deus Baal.

Agora, temos que rebolar para darmos explicações sobre o por que do valor numérico dos nomes JESUS e LÚCIFER ser 666. Espero que este texto possa ajudar a elucidar a questão, porque os inimigos do verdadeiro Cristo estão procurando de todas as formas encontrar uma vítima para o 666. E, devido a enxurradas de textos e vídeos ofensivos à pessoa de Cristo que estão sendo divulgados na Internet e no YouTube, muitos crentes neófitos e fracos acabarão apostatando da fé se não receberem uma explicação correta.

Para você ficar mais boquiaberto, vamos ao segundo caso e ver por que foi empregado o fator 9 para realizar a multiplicação e a soma.

O valor numérico normal do nome JESUS, no nosso alfabeto, é 74. Mas, nos números secretos da Kabalah (primeira tabela), o nome JESUS tem o valor de 444.

J E S U S SOMA
60 30 114 126 114 444
10 5 19 21 19 74

Porém, o fator 9 foi usado por causa da divisão do 666 por 74. E 74 é 37+37, um número de valor essencial na numerologia bíblica e na Kabalah.

Veja: 666 / 74 = 9

Verificamos também que o nome de LÚCIFER também dá o valor numérico secreto de 444. E no nosso alfabeto também dá 74.

L U C I F E R SOMA
72 126 18 54 36 30 108 444
12 21 3 9 6 5 18 74

E 444 dividido por 74 dá 6, que é o número do homem e número da Terra, ou número incompleto.

O nome “Lúcifer” foi criado por São Jerônimo, na ocasião em que traduziu a Bíblia Vulgata (versão latina da Bíblia Sagrada). Ele traduziu a expressão “estrela da manhã”, de Isaías 14:12, como “Lúcifer”. Note que no livro de Apocalipse Jesus também se intitula “Estrela da Manhã”.

“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!” (Isaías 14:12).

“Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apoc. 22:16b).

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O 666 ESTÁ OCULTO NA PALAVRA KABBALAH

Você sabia que o número 666 está escondido na palavra KABBALAH?

Na numerologia secreta a letra A vale 6. Muitas vezes vemos a palavra Kabala escrita com as consoantes KBL maiúsculas e o A minúsculo: KaBaLa.

Se o A vale 6, então, temos K6B6L6.

Mas, isso não é nada. A verdadeira grafia da palavra Kabala é Kabbalah.

A B C D E F G H I J
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
6 12 18 24 30 36 42 48 54 60
K L                
11 12                

K=11, B=2, L=12 e H=8

Kabbalah = (11×6)+(2x2x6)+(12x6x8) = 66+24+576 = 666

Portanto, meus caros, essa descoberta é a prova cabal de que os nomes JESUS, MESSIAH e LÚCIFER foram arquitetados pelos magos do esoterismo cabalístico nos porões das escolas de magia e mistério. E o Papa e os cardeais da Igreja Católica Apostólica Romana estão por trás disso, não somente os judeus cabalistas e os maçons.

Se 666 é o número do Diabo, na verdade, o Diabo é o próprio homem, especificamente os iniciados das escolas de magia e mistério.

A Kabbalah hermética é um conjunto de ensinamentos repassados somente aos iniciados das escolas de mistério. A Kabbalah hebraica surgiu nas primeiras escolas de mistérios desde os tempos do rei Salomão, rei de Israel, quando este se envolveu com o ocultismo e se desviou dos caminhos de Yavé. Mas ela deriva desde os magos do antigo Egito, de Hermes Trimegistos (Toth), e do mago grego, Homero, que codificou toda a história dos deuses caídos nas mitologias narradas em suas obras Ilíada e Odisseia. Depois que o faraó Ramsés II mandou destruir/queimar o livro de magia de Toth, os magos do Egito pensaram numa maneira de manter o conhecimento oculto sem que despertasse a ira dos governantes. Foi aí que tiveram a ideia de codificar o conhecimento oculto através de símbolos e contos mitológicos. A partir daí eles começaram a chamar Toth de Hermes Trimegisto, isto é, Toth três vezes mais forte, porque agora ninguém poderia destruir o conhecimento oculto. Quando um profano lê um livro sobre a mitologia egípcia e grega ele acha inofensivas aquelas estórias dos deuses do Olimpo. E as escolas de mistérios e magias (Sociedades Secretas) existem para que possam levar o conhecimento oculto via oral. Depois que o maçom conclui o grau 33 ele é convidado para integrar a elite da Maçonaria. Somente aí que é repassado o conhecimento oculto via oral, e ele aprende o conhecimento secreto que está por trás dos símbolos e contos mitológicos. Este é o grande segredo que todo maçom pensa encontrar ao galgar os graus na Maçonaria. Até o grau 33 o maçom pode desistir, pode renunciar, pode voltar. Mas depois que ele entra para a elite, retroceder significa a morte. Ele se tornou um general de Satã aqui na Terra. Ele agora é um pedreiro de Satanás, que vai ajudar a construir o seu reino na Terra.

Segundo os esotéricos cabalistas, “na Kabbalah, o número 666 sempre representou Tiferet, o SOL, desde milhares de anos atrás. Tiferet representa o ser Crístico que habita dentro de todos nós. Dentro da Kabbala, representa todos os deuses iluminados e solares: Apolo, Hórus, Bram, Lugh, Yeshua (Jesus), Krishna, Buda, todos os Boddisatwas, todos os Mestres Ascencionados, todos os Serenões, todos os Mentores, todos os Pretos-velhos e assim por diante. Escolha uma religião ou filosofia e temos um exemplo máximo a ser atingido”.

Para os iniciados das escolas de magia e mistério, como a Maçonaria e a Rosa Cruz, o SOL simboliza a vida e o renascimento. Mas esse significado é para os profanos. O significado real do SOL no esoterismo cabalístico é outro. Neste, o o SOL representa LÚCIFER, a divindade que trouxe o conhecimento para a humanidade. E o SOL é simbolizado pelo número 36. Esse número tem a ver com a geometria. O círculo tem 360º (36×10); o ano tem 360 dias redondos. E o planeta Terra tem um círculo perfeito. O quadrado de 36 casas é cheio de simbolismo no esoterismo. O triangular de 36 é 666. Ou seja, a soma dos números de 1 a 36 é igual a 666.

Os números que representam o SOL são o 6 e o 36. Os números que representam o planeta Vênus são 7 e 49. 

Na Bíblia, Satanás é chamado de Estrela da Manhã; e Jesus também é chamado de Estrela da Manhã. Só que existem duas estrelas da manhã: o Sol e o planeta Vênus. O Sol simboliza Satanás/Lúcifer (nº 6 e 36) e o planeta Vênus simboliza Jesus (Yesu, nº 7 e 49).

Os maçons são adoradores do SOL. Desde o tempo do profeta Ezequiel já existia os ocultistas que adoravam o SOL dentro de um dos compartimentos do grande Templo, em Jerusalém. As lojas maçônicas são parecidas com o Templo de Salomão. E os rituais são voltados para o Leste em direção ao SOL.

“Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O Senhor não nos vê; o Senhor abandonou a terra. Também me disse: Verás ainda maiores abominações que eles fazem. Depois me levou à entrada da porta da casa do Senhor, que olha para o norte; e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz. Então me disse: Viste, filho do homem? Verás ainda maiores abominações do que estas. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o SOL” (Ezequiel 8:12-16).

O deus Tamuz era o amado das mulheres, por quem elas choravam. Elas sacrificavam seus filhos para Tamuz. No livro de Daniel diz que o príncipe que há de vir – o tal Anticristo – não terá respeito pelos deuses de seus pais, nem ao amado das mulheres. Tem uma versão bíblica que diz que ele não terá respeito ao amor das mulheres, aí os tolos dizem que o tal Anticristo seria um homossexual, porque ele não teria prazer em mulheres. Kkkkkkk. Enquanto que o amado das mulheres era o deus Tamuz, por quem elas choravam e sacrificavam os seus filhos. Em Apocalipse 13 diz que o anticristo destruirá todas as religiões, todas as crenças e todos os deuses, e ele se engrandecerá como um deus. Ora, isso nada mais é do que a humanidade em estágio avançado, amadurecida cultural e tecnologicamente, que irá abolir todas as religiões na Terra e se engrandecerá, será dona do seu próprio destino e não dependerá de nenhum um deus.

“E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao amado das mulheres, nem a qualquer outro deus; pois sobre tudo se engrandecerá” (Daniel 11:37).

Existem outros métodos para se criar nomes de forma que seu valor seja 666.

Por exemplo, o nome do nazista Adolf Hitler pode ter sido criado através da Kabbalah. Veja:

Considerando que A=100, B=101, C=102, e assim por diante, a soma das letras do nome de HITLER dá 666 (107+108+119+111+104+117 = 666).

Os nazistas traziam no uniforme a sigla SS. E “s” é sigma, a 18ª letra do alfabeto (6+6+6).

O dinheiro é a marca da Besta e sua característica é o materialismo. As antigas moedas traziam a imagem e a marca do imperador/governante. Logo no princípio, o dinheiro era cunhado em moedas de metal, o bronze, a prata e o ouro. E os valores das moedas eram de acordo com os algarismos romanos: I (1), V (5), X (10), L (50), C (100) e D (500), isto é, 666. No Brasil, as cédulas de cruzeiros eram: de 1, de 5, de 10, de 50, de 100 e de 500 cruzeiros. Ou seja, os valores das cédulas de dinheiro somavam 666. Atualmente criaram as cédulas de 2 e de 20 reais.

Quem vive em busca de prosperidade material e riquezas nesta vida está servindo ao Diabo. A Bíblia diz que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males.

“Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tim. 6:7-10).

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Segundo Caso: A primeira letra vale 9 e às demais vai se somando + 9.

O número 9 é o preferido dos ocultistas. Repare que os valores de algumas letras mudam, como se os números tivessem se invertido nas duas tabelas (J-60 e J-90).

A B C D E F G H I J
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
9 18 27 36 45 54 63 72 81 90
K L M N O P Q R S T
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
99 108 117 126 135 144 153 162 171 180
U V W X Y Z
21 22 23 24 25 26
189 198 207 216 225 234        

Repare que alguns desses números aparecem na Bíblia: 99, 144, 153, etc.

J + E + S  + U + S

90 + 45 + 171 + 189 + 171 = 666 (Número da 2ª Besta?)

L + U + C + I + F + E + R

108 + 189 + 27 + 81 + 54 + 45 + 162 = 666 (Número da 1ª Besta?)

M + E + S + S + I + A + H

117 + 45 + 171 + 171 + 81 + 9 + 72 = 666

E agora, José?! Alguém vai dizer que isso tudo é apenas coincidência?

Jesus vs Satan

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Alguns estudiosos afirmam que a terminação SUS do nome de Jesus significa PORCO em latim e grego; e significa CAVALO em Hebraico. Existem muitas controvérsias sobre a forma atual do nome de Jesus. Uma pessoa que se diz entendida sobre a língua Hebraica comenta a esse respeito. Confira no link:


(http://www.youtube.com/watch?v=Q7LkrCrmQAo)

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Antes de concluir, quero que leiam mais este texto extraído da internet:

SUS, O DEUS-PORCO DOS ROMANOS (Latim)

Iesoús – Os romanos traduziram este nome, dando a ele o sufixo masculino em Latim “-VS” (-us), ou seja: Iesús (IESVS). No Séculos 14, as letras iniciais “I” foram alongadas de modo a distinguí-las da letra “l” em “Iesús” (Jesús). A palavra “Je-SUS” é pronunciada como Gi-SUCE na lingua latina, e surgiu da palavra ou nome em Latim “Ie-SUS”, que se pronuncia assim: “ii-SUCE”. O sufixo para esta palavra é o mesmo para a palavra em Latim, PORCO ou SUÍNO. Excluindo-se a palavra ou nome grego, está palavra em Latim para a palavra PORCO é “SUS” e é identica quando escrita ao sufixo em latim a transliteração em português (e também em inglês) “Ie-SUS” e a “Je-SUS”, ou seja, “SUS”, que se pronuncia “SUCE” ou “ZUS” em inglês e português!

Em Latim a palavra “SUS” significa “SUÍNO” ou “PORCO”, e também possui o mesmo som do sufixo grego, tal como na palavra ou nome “Ie-SOUS”, que se pronuncia “SUCE”. De acordo com a Igreja Católica Romana, o significado das palavras que estão escritas em latim não MUDAM! Se você quiser entender, você irá perceber facilmente que a palavra em latim para PORCO e SUÍNO está escrito “SUS”. Não é difícil de entender! “SUS” em hebraico significa “Cavalo”, porém, em Latim significa “porco”: “SUS”, suis 1. Um suíno, leitão, javali, porco.

Viu agora com clareza quem é o “salvador” dos cristãos? Quando alguém que foi mal ensinado e instruido ora, invoca e adora o nome greco/romano “Jesus”, na verdade, esta orando, invocando e adorando o “deus cavalo da mitologia grega” e o “deus porco da mitologia romana”.

Por motivos e interesses diversos, pessoas bem e mau-intencionadas, resistem a grande verdade a respeito do nome sagrado do Filho de Elohim, o Adhonay Yehoshua Ha-Mashiach. O próprio apóstolo Shaúl (Paulo) perseguiu a verdade e sofreu as conseqüências de ter recalcitrado contra os aguilhões. O amado apóstolo precisou passar pela experiência de um encontro com o próprio Mashiach (Messias) para entender que “contra fatos não existe argumentos”. Em 2 Cor. 13:8, já convertido a verdade, ele escreveu: “Porque nada podemos contra a verdade, a não ser em favor da verdade”. Nosso intuito neste trabalho não é ficar se justificando a ninguém, mas, apenas apresentar a verdade argumentada e baseada diante dos fatos racionais e não de simples atos de sentimentalismo que não conduzem ninguém a lugar algum. Não podemos nos enclausurarmos em nossas cegueiras espirituais, não devemos resistir a verdade, antes devemos acatá-la para nossa vida. Vamos analisar e responder algumas argumentações daqueles que defendem o nome Jesus!

Algumas pessoas, aproveitando a ignorância e falta de conhecimento de alguns que abraçam a fé do nome sagrado Yehoshua, tentam combater com argumentações esdrúxula a verdade que liberta! Por exemplo, alguns “pseudos sábios”, cheios de Teologia (Théos = Zeus grego, Iesous, Iesus etc… + logia – estudo), conhecedores na verdade do deus falso, grego, e não do Adhonay da salvação, achando-se donos da verdade, fazem vistas grossas para os fatos verídicos que comprovam estar o mundo enganado pelo poder do Cristianismo romano. Afinal, quem é o salvador de Roma? A quem Roma invoca como seu deus salvador? Não é por acaso o mesmo “Jesus” dos cristãos? Aliás, Roma não afirma ser o “IESVS”, IESUS, JESUS, etc… um dogma da Igreja Católica Apostólica Romana? Não é o mesmo Jesus, deus cavalo dos gregos e deus porco dos romanos que também o Cristianismo invoca? Os defensores do deus falso Jesus, afirmam, que o nome “Iesus” não poderia ser “deus cavalo” porque é um nome grego e a palavra “SUS” é hebraica. Vamos dar um pouco do próprio veneno deles para que eles bebam.

Se uma palavra hebraica não serve para identificar um deus falso, por ser uma palavra hebraica, um nome grego (eles concordam ser o nome Iesus um nome grego) também não serve para ser o nome do Salvador Yehudym (Judeu), pois as profecias dizem que seu nome seria um nome hebraico, e que a salvação viria dos Yehudyns (Judeus): João 4:22. “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus”. Entenderam?! Sabemos que não se usa este tipo de fórmulas e nem se aplica estes argumentos absurdos para justificar qualquer coisa. “SUS ” é cavalo mesmo! O que afinal estas pessoas estão querendo defender? A verdade que salva e liberta? Sabemos que não.

JESUS NÃO É O NOME DO MESSIAS PELAS SEGUINTES RAZÕES

1- O nome JESUS não é um nome TEOFÓRICO, isto é, o nome JESUS não é derivado do nome do Elohim de Israel. A prova principal de que o nome JESUS não é o nome do Messias, é porque Ele NÃO é um nome TEOFÓRICO.

2- Não existe o nome JESUS na Bíblia Hebraica.

3- Não existe o nome JESUS no Novo Testamento Hebraico.

4- Não existe o nome JESUS no Novo Testamento Grego.

5- Não existe o nome JESUS no Novo Testamento Latim

6- No alfabeto hebraico, grego e latim não existe a letra “J”.

7- O nome JESUS tem duas sílabas “JE” e “SUS”.

8- A 1ª sílaba do nome JESUS é “JE”.

9- “JE” não é a 1ª sílaba do nome do Elohim de Israel e nem do nome do verdadeiro Messias. Esta é a prova principal de que JESUS não é o nome do Messias.

10- Não existe a sílaba “JE” nem no Velho e nem no Novo Testamento Hebraico.

11- O falso nome “Jesus” só apareceu após o século XIV, uma vez que a letra “J” (Jota) só apareceu no século XIV (1400 anos após o Messias ter vindo), sendo impossível que no século primeiro se pudesse escrever um nome com uma letra inexistente. A letra “J”, com o som que lhe é característico, não faz parte nem do hebraico, nem do latim e nem do grego. A igreja primitiva nunca usou o falso nome JESUS.

12- A letra “J” é a prova real de que o nome JESUS é falso.

13- A Sociedade Bíblica do Brasil diz que a 1ª sílaba do nome do Elohim de Israel é YHWH (Bíblia Online 3.0 da Sociedade Bíblica do Brasil).

14- A 2ª sílaba do nome JESUS é “SUS”.

15- Não existe a sílaba “SUS” no nome do verdadeiro Messias.

16- “SUS” em grego e latim significa PORCO.

17- “SUS” em hebraico significa CAVALO.

18- O significado do nome JESUS é: JE É CAVALO.

Conclusão: O nome JESUS faz parte de um sistema maligno para que o mundo NÃO conheça o nome do Elohim de Israel, e também NÃO conheça o nome do verdadeiro Messias. O nome Jesus foi criado para enganar o mundo.

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CONCLUSÃO

Os pastores e pregadores cristãos afirmam que têm realizado muitos prodígios e milagres através do nome de JESUS. Mas os magos de faraó também faziam milagres e prodígios em nome dos deuses deles. O pastor mercenário Benny Hinn é um dos grandes falsos profetas que usam o nome falso de Jesus para fazer prodígios e milagres fajutos. Tenho um vídeo não-oficial da cruzada de Benny Hinn aqui em Manaus, no ano de 2005, onde podemos constatar que não houve nenhum milagre que eles alegam terem sido realizados por este falso profeta. Confira, abaixo, o vídeo onde selecionei as partes que não aparecem no vídeo oficial das cruzadas de Benny Hinn que são publicadas num canal do YouTube. As pessoas doentes e cadeirantes que aparecem na filmagem não são curadas; ele faz uma mudinha dar uns berros, coisa típica de mudo, e diz que ela foi curada; e faz uma senhora de idade passar vexame, fazendo-a correr e crer que foi curada de paralisa nas pernas, sendo que a mesma sofria de um enfisema pulmonar e estava na cadeira inalando oxigênio. E o fenômeno do cai-cai é outro prodígio de mentira que esse falso profeta realiza através do nome falso de Jesus.


(https://www.youtube.com/watch?v=17vnoda0YqU)

Baixe a filmagem completa da cruzada de Benny Hinn em Manaus e veja você mesmo os prodígios e sinais de mentiras realizados por esse falso profeta. Clique no link.

Cruzada de Falsos Milagres de Beny Hinn em Manaus (2005)

Certa vez um discípulo veio avisar Jesus que algumas pessoas estavam usando o nome dele para expulsar demônios. Aí Jesus respondeu: Quem não é contra nós, é por nós. Logo, percebe-se que essas pessoas usavam o nome correto de Cristo. Mas, não se diz que elas eram consagradas para realizar o exorcismo em nome de Yesu.

Em Atos 19 temos o relato dos filhos do sacerdote Ceva que tentaram usar o nome de Yesu para fazer exorcismo, mas não tiveram êxito. Certamente porque eles não tinham consagração e bom testemunho para enfrentar os demônios.

“Ora, também alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome de Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, um dos principais sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: A Jesus conheço, e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois? Então o homem, no qual estava o espírito maligno, saltando sobre eles, apoderou-se de dois e prevaleceu contra eles, de modo que, nus e feridos, fugiram daquela casa” (Atos 19:13-16).

Muitas pessoas são curadas simplesmente pela grande fé que têm em Deus, e não por causa do falso nome do Messias que os pastores e pregadores invocam em vão.

Eu não tenho ideia de como Deus vai agir para julgar esses crentes ingênuos que seguem os ensinos desses falsos pregadores. Só sei que poucos se salvarão. Até mesmo o apóstolo Pedro disse que é difícil um justo se salvar. Imagine esses que seguem esses falsos pastores e acreditam no nome de um falso Cristo.

“E se o justo dificilmente se salva, onde comparecerá o ímpio pecador?” (I Pedro 4:18).

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Miquels7
Manaus, 28 de dezembro de 2017.

28/12/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, CONSPIRAÇÃO, CRISTIANISMO EM CRISE, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O PRÊMIO NOBEL DE TEOLOGIA PARA MIQUELS7

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Uma das grandes questões debatidas entre os religiosos e teólogos em todas as épocas é sobre a existência de Deus, e também a questão da criação da Terra e do Universo. E sabemos que existem várias escolas teológicas com suas explicações mirabolantes sobre esses temas. Mas, os fanáticos preferem ficar com a explicação superficial de alguns textos da Bíblia, apoiados por uma fé cega.

“Deus não é tudo o que dizem a seu respeito. O fanático religioso não está nem aí, e exalta Deus de forma exagerada, criando atributos para Ele, sem ter certeza que Ele os possua” (Miquels7).
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Na era glacial

Só existe uma passagem bíblica onde o próprio Deus declara de forma indireta que foi Ele quem criou a Terra. Isaías 45:12. Porém, esta passagem bíblica foi proferida por um profeta, em nome de Deus. E poucos sabem, mas os profetas falavam coisas de sua própria cabeça, além daquilo que Deus lhes tinha ordenado falar. O crente fanático pensa que Deus falava direto na mente e nos ouvidos do profeta para ele falar ou escrever tudo aquilo que está nos livros. No entanto, eram poucas as palavras que Deus revelava e ordenava o profeta falar. O resto eram pensamentos que ele mesmo inventava e falava de forma apaixonante ou tresloucada sobre Deus. Não vou me deter aqui mostrando como Deus se revelava aos profetas, pois, já publiquei estudos sobre isso no meu blog. Só quero que entendam que Deus só se revelava aos profetas durante a noite, quando este estava dormindo. Pergunte a um bom teólogo sincero e honesto e ele vai te confirmar essa verdade. Todas as palavras que os profetas receberam da parte de Deus para falar ao povo, eles receberam em sonhos ou em visões da noite. E Deus mesmo diz no livro de Deuteronômio que só se revelava aos profetas dessa forma. Portanto, o livro de Isaías é muito grande para acreditarmos que tudo que lá está escrito foi revelação de Deus. Só o capítulo 45 de Isaías é bastante extenso, e sabemos que o que Deus revelou ao profeta para falar a respeito de Ciro, o rei da Pérsia, que iria conquistar o Egito e a Babilônia para libertar o povo de Israel do cativeiro, foi poucas palavras. O restante foi apenas incremento da própria mente do profeta Isaías. Neste mesmo capítulo temos frases próprias do profeta Isaías, e que não tem nada com a mensagem que Deus lhe ordenara falar.

“Eu é que fiz a Terra, e nela criei o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todo o seu exército dei as minhas ordens”.

Por certo, Deus não mandou Isaías falar um monte de coisas que falou sobre Ele somente neste capítulo 45. Igualmente o salmista Davi também falou um monte de frases poéticas e apaixonantes a respeito de Deus, o que não se constitui numa verdade absoluta todas as suas frases. Isso se evidencia nos Salmos 18 e 139. Se for uma verdade absoluta tudo o que Davi escreveu sobre Deus no Salmo 139, então deve ser verdade absoluta a forma como Deus é conforme ele a descreve no Salmo 18: Deus é um dragão que solta fumaça pelas narinas e cospe fogo, e monta num querubim e voa sobre as asas do vento.

Tem momentos que Isaías pára um pouco de falar coisas delirantes sobre Deus no capítulo 45 e escreve frases mais lúcidas e racionais. Veja:

“Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas, ó Deus de Israel, o Salvador. Envergonhar-se-ão, e também se confundirão todos; cairão juntos em ignomínia os que fabricam ídolos. Mas Israel será salvo pelo Senhor, com uma salvação eterna; pelo que não sereis jamais envergonhados nem confundidos em toda a eternidade” (Isaías 45:15-17).

Nesse texto supracitado parece que Isaías volta à sua racionalidade e fala como uma pessoa lúcida.

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Existem casos de profetas na Bíblia que falaram de coisas além do que Deus tinha ordenado falar, e profetizaram mentiras. Veja o caso de Hananias e tire suas conclusões. Será que Isaías e Jeremias não falaram de coisas além do que Deus lhes ordenou falar?
 
Jeremias 28:
 
“5 Então falou o profeta Jeremias ao profeta Hananias, na presença dos sacerdotes, e na presença de todo o povo que estava na casa do Senhor.
6 Disse pois Jeremias, o profeta: Amém! assim faça o Senhor; cumpra o Senhor as tuas palavras, que profetizaste, e torne ele a trazer os utensílios da casa do Senhor, e todos os do cativeiro, de Babilônia para este lugar.
7 Mas ouve agora esta palavra, que eu falo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo:
8 Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antigüidade, profetizaram contra muitos países e contra grandes reinos, acerca de guerra, de fome e de peste.
9 Quanto ao profeta que profetuar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, então será conhecido que o Senhor na verdade enviou o profeta.
10 Então o profeta Hananias tomou o canzil do pescoço do profeta Jeremias e o quebrou.
11 E falou Hananias na presença de todo o povo, dizendo: Isto diz o Senhor: Assim dentro de dois anos quebrarei o jugo de Nabucodonozor, rei de Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, se foi seu caminho.
12 Então veio a palavra do Senhor a Jeremias, depois de ter o profeta Hananias quebrado o jugo de sobre o pescoço do profeta Jeremias, dizendo:
13 Vai, e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o Senhor: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farei jugos de ferro
14 Pois assim diz o Senhor dos exércitos o Deus de Israel Jugo de ferro pus sobre o, pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonozor, rei de Babilônia, e o servirão; e até os animais do campo lhe dei.
15 Então disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fazes que este povo confie numa mentira.
16 Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra. Este ano morrerás, porque pregaste rebelião contra o Senhor.
17 Morreu, pois, Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.
 
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Embora Gênesis 1:1 diga que Deus criou os céus e a Terra, mas tal declaração não foi feita diretamente por Ele, e sim, pelo autor da narrativa da criação, que supostamente atribui-se a Moisés. Todas as outras passagens que afirmam que Deus criou os céus e a Terra foram declarações feitas por profetas, por salmistas e por alguns escritores do Novo Testamento. Nem mesmo Jesus chegou a afirmar que Deus, o Pai, criou os céus e a Terra.

Apesar de no Antigo Testamento ter alguns textos afirmando que Deus criou os céus e a Terra, isso não foi suficiente para os escritores neotestamentários afirmarem categoricamente que Ele criou todas as coisas. E a prova está na declaração do autor da Carta aos Hebreus, onde ele declara explicitamente que os crentes acreditam que Deus criou o mundo apoiados apenas na fé. E fé cega. Pois, fé não é prova de nada. Crer que algo existe apenas se baseando pela fé, não é prova de nada, não é atitude racional, e sim, loucura de religioso fanático. Se alguém diz que acredita em algo pela fé, tal crença deve ser entendida como uma dúvida e não como uma certeza ou verdade absoluta. Se Paulo diz que os crentes acreditam através da fé que Deus criou os mundos e a Terra, isso mostra que não é prova suficiente o que se fala a respeito de Deus nas páginas do Antigo Testamento.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. (…) Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:1-3).

A fé até pode ser o fundamento das coisas que se esperam. Mas, afirmar que fé é a prova das coisas que não se veem, aí já é absurdo e tolice de fanático religioso. Repito: fé não é prova nada. Se fé é a prova e certeza de algo que você acredita, então, amanhã vá a uma casa lotérica e jogue na mega-sena, tendo bastante fé que você vai ganhar, e depois me conta.

Há vários tipos de fé: 1) a fé comum, sinônimo de confiança e esperança, que qualquer ser humano possui; 2) a fé que assegura a confiança do crente no perdão de seus pecados e na certeza da salvação; 3) a fé que faz o crente remover montanhas, isto é, a fé que torna uma pessoa otimista, de tal forma que ela consegue realizar o impossível; 4) e a fé cega (ou burra), que faz o crente acreditar em coisas que não tem certeza se existe. É a respeito dessa fé que estou falando. Quem faz uso da fé cega não está agindo racionalmente, não está fazendo uso 100% da sua racionalidade. A pessoa se deixa levar por paixões religiosas e se torna cega, a tal ponto de pautar o seu viver por crendices tolas.

Mateus 17:20
“Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível”. [Este é o 3º tipo de fé].

Eu acredito em Deus, mas num Deus que se pode explicar, num Deus possível de existir. Agora, quem acredita num Deus que não se explica é um fanático religioso, louco e tolo. Não acredito em Deus da forma como 99% dos crentes acreditam porque faço 100% uso da minha racionalidade, e não me deixo levar por fanatismo religioso e tolice. Procure ler os textos do meu blog para saber o que penso sobre Deus.

FALANDO A RESPEITO DA CRIAÇÃO DA TERRA

A minha teoria sobre do que se trata a narrativa do capítulo 1 de Gênesis é imbatível. Até agora não li e não soube sobre outro estudante da Bíblia ou teólogo que tenha tido ideia semelhante à minha a respeito da narrativa da criação em Gênesis 1. O que li é que certo escritor, explicando sobre a existência dos dinossauros, disse que o planeta Terra não foi criado há 6 ou 7 mil anos atrás, e que também não foram criadas todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Esse escritor chegou a cogitar que a Terra estava um caos e vazia por causa da queda de um meteoro na Península de Yucatan, no México, há 65 milhões de anos, que dizimou a maioria dos animais e todos os dinossauros de sobre a terra. Outro escritor disse que a Terra estava um caos devido Deus ter expulsado Satanás do Céu e este lançado na Terra, e corrompido os antigos habitantes. Por causa disso, Deus teve que intervir e destruir tudo, lançando um meteoro sobre a Terra. Porém, eu mesmo já defendi a tese de que os dinossauros foram seres monstruosos criados pelo antigo regente da Terra, chamado de querubim ungido, que se tornou Diabo e Satanás. Deus interviu e destruiu aquelas criaturas monstruosas. Depois, voltou à Terra e criou seres vivos normais.

Tem um escritor fanático que escreveu um texto mirabolante explicando porque Deus não criou a Terra e o mundo num piscar de olhos, já que ele é Todo-Poderoso, mas criou todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Considero tal explicação uma grande tolice. Tudo isso é fruto de fanatismo religioso, ignorância e falta de usa pleno da racionalidade. Se é que essa pessoa se acha um ser racional.

A MINHA TEORIA SOBRE A NARRATIVA DA “CRIAÇÃO” DE GÊNESIS É INÉDITA

A narrativa da “criação” de Gênesis não tem características de uma verdadeira obra que surgiu do nada, vinda da parte de um Deus considerado Todo-Poderoso, porque apresenta contrapontos e certos absurdos, se imaginado do ponto de vista cronológico.

Na verdade, a cronologia da criação de Gênesis está corretíssima, mas não explicada do ponto de vista religioso, mas, científico.

A narrativa da criação de Gênesis trata da transição da Terra do último período glacial. O último período glacial terminou entre 12 mil e 40 mil anos atrás. E essa glaciação não durou muitos anos, e também não se deu há 65 milhões de anos, no período do extermínio dos dinossauros. Essa glaciação se deu no tempo do reino dos Atlantes, uma primeira raça de humanos que existiu na Terra e que era controlada pelos deuses caídos há 100 mil anos atrás. Deus teve que destruir o reino dos Atlantes de sobre a Terra porque eles se tornaram civilizados e grandes pecadores, e adoravam e serviam ao querubim caído, Satanás, e não a Ele. Satanás transmitiu todo tipo de conhecimento a esse povo. E o mesmo ele fez, engando Eva e Adão, passando o conhecimento proibido. O reino dos Atlantes foi destruído por um meteoro que caiu sobre o reino que se localizava no meio do atual Oceano Atlântico, e que submergiu sob as águas do mar, tendo restado apenas vestígios desse povo por várias partes do planeta, na América do Sul, na costa da África e na Europa. O antigo escritor grego, de nome Platão, foi o que mais escreveu sobre a existência do povo que habitava na lendária Atlântida. Arqueólogos japoneses encontram vestígios da lendária cidade de Atlântida sob as águas profundas do Oceano Atlântico. E ainda existem várias pesquisas em andamento. Quando Deus criou uma nova raça de humanos (Adão e Eva), nesse tempo ainda existiam os sobreviventes do reino dos Atlantes. Foi desse povo que Caim teve medo ao ser expulso de perto de sua família depois que matou seu irmão Abel. Caim temeu e disse para Deus que seria fugitivo na terra e poderia ser morto por quem o encontrasse. Mas quem poderia matar Caim, se naquele tempo só existia ele e seus pais, Adão e Eva? É óbvio que existiam outras tribos de humanos habitando por perto, por isso Caim temeu ser morto. E para que Caim não fosse capturado e morto, Deus colocou-lhe um sinal. E com certeza esse “sinal” que Deus colocou em Caim foi a mudança da coloração de sua pele, para que se parecesse com a pele dos Atlantes, de tal forma que ele seria confundido como um membro da tribo estranha.

E todo estudante da Bíblia deve saber que existem duas narrativas da criação no início do livro de Gênesis. A primeira narrativa vai do primeiro capítulo até o verso 3 do segundo capitulo. A primeira narrativa Moisés tomou do antigo povo sumério, pois, ele foi educado na corte egípcia e era príncipe, e teve contato com muitos livros e aprendeu sobre história antiga com os sacerdotes dos deuses. Nessa narrativa o nome empregado para Deus é “Elohim”, que significa literalmente “os deuses”.

Na primeira narrativa da criação de Gênesis, Deus cria primeiramente as plantas e os animais, e por último cria o homem. Já na segunda narrativa, que começa em 2:4, Deus cria primeiramente o homem, e só depois as plantas e os animais. Nesse narrativa o nome empregado para Deus é YHW (Jeová ou Javé), e tudo indica que esse texto foi tomado do povo hebreu, ancestrais de Moisés. Porém, há um absurdo nessa narrativa. Tem crente que diz que Deus faz nascer uma flor no galho seco de uma árvore e uma planta no deserto. Mas, em Gênesis 2:5 diz que Deus não teve poder para fazer nascer nenhuma planta porque ainda não tinha feito chover sobre a terra. Ora, quer dizer que Deus só podia fazer nascer as plantas se chovesse? Que Deus Todo-Poderoso é esse? E tem crente bobo que imagina que Deus criou as plantas no 3º dia, tudo num período de 24 horas. O texto é bem explícito e diz que Deus teve que esperar chover sobre a terra para poder fazer nascer as plantas, pois, antes disso, só havia um vapor que subia da terra, e regava toda a face da terra, porém, chuva forte não havia. Isso significa que Deus passou mais de um dia esperando chover para poder criar as plantas. Logo, os dias da criação não foram períodos de 24 horas.

“Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra. Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:4-8 – Esse é o início da segunda narrativa da criação).

Existe uma respeitada estudiosa do Antigo Testamento, chamada Ellen van Wolde, da Universidade de Radboud, na Holanda, que defende a tese de que Deus não criou a Terra e os mundos. Ela diz que o verbo “bara” de Gênesis 1:1 não significa “criar algo do nada”, mas significa “separar”. Segundo ela, a frase correta de Gênesis 1:1 é assim: “No princípio Deus separou os céus e a terra”. Em outras palavras, “No princípio os deuses (elohim) separam os céus e a terra”. Isto é, separou as águas e a parte seca, as águas que estavam debaixo e acima do firmamento.

Mas, a minha explicação não é assim. Toda a narrativa da suposta criação de Gênesis bate direitinho com a sequência de acontecimentos que ocorrem durante a transição de um período glacial.

A primeira narrativa da criação de Gênesis foi baseada em informações obtidas dos sumérios. E tais informações os sumérios tomaram do povo descendente dos Atlantes, que sobreviveram à grande catástrofe, vivendo em cavernas, junto com várias espécies de animais e aves. O planeta Terra ficou coberto de cinza vulcânica que tapou toda a luz do Sol, o que ocasionou a glaciação. A Terra ficou toda coberta de grandes geleiras, até os cumes dos montes mais altos. Depois de alguns anos as cinzas vulcânicas começaram a se dissipar e os primeiros raios do Sol começaram a incidir sobre a Terra.

Deus não criou a Terra. Pois, se Deus tivesse criado a Terra, ela não se encontraria num caos, imersa em escuridão. Se Deus é perfeito e Todo-Poderoso, como Ele criaria a Terra em meio ao caos e escuridão? A Terra se encontra nesse estado porque uma grande catástrofe se abateu sobre ela.

“A Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas” (Gênesis 1:2).

Quando o texto diz que Deus viu que a luz era boa, tira toda a sua prorrogativa de onisciente. Que ser onisciente se admira de algo que cria e diz que é algo bom?

Vamos à descrição cronológica de forma sucinta:

1º Dia) No primeiro dia Deus disse “Haja luz, e houve luz”. Ora, na visão ingênua dos sobreviventes que viviam nas cavernas, eram os deuses que tinham criado a luz naquele momento. Mas na verdade, eram os primeiros raios do Sol que surgiram entre as espessas nuvens de cinza vulcânica.

2º Dia) No segundo dia Deus criou a abóbada celeste apoiada sobre fortes colunas (o tal domo ou tampo de vidro transparente e intransponível) e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento, e chamou o firmamento de “céu”. Na imaginação dos humanos da pré-história (e até hoje, na visão dos crentes fanáticos), o céu azul é um firmamento curvo sustentado por imensas colunas, e as estrelas são pequenos luzeiros pendurados sob a abóbada celeste para iluminar durante a noite. A Lua é um luzeiro maior, criado para marcar as semanas e os meses. A morada de Deus e dos anjos fica acima desse firmamento, e tal lugar é um mundo espiritual, para onde os crentes fanáticos pensam que vão morar. E Deus, quando está irado, faz trovejar e lança coriscos e chuva de saraivas e granizos sobre a Terra.

3º Dia) Nesse dia Deus separa para um lado as águas que estavam debaixo do céu, e fez surgir o elemento seco. Às águas chamou “mares”, e a parte seca chamou “terra”. Ora, o que foi isso? Nos primeiros meses que os raios do Sol incidiram sobre a Terra, as grandes geleiras começaram a derreter e a parte seca começou a surgir. E na visão dos sobreviventes das cavernas, eram os deuses que estavam criando a terra seca e separando as águas do mar. Ainda no 3º dia Deus fez surgir a relva e toda espécie de plantas. Na visão dos habitantes das cavernas, eram os deuses criando as plantas e a relva na terra que seca. Ora, os habitantes da Amazônia sabem que quando começa a vazante dos rios, as praias começam a surgir, e do nada nascem todo tipo de plantas. Até quando chove no deserto começam a nascer plantas do nada. Foi assim mesmo que aconteceu no terceiro período da transição da última era glacial. As geleiras derreteram e sobre a terra seca começou a nascer toda sorte de plantas.

4º Dia) No quarto dia Deus cria os grandes luminares no firmamento do céu, o Sol, a Lua e as estrelas. Na interpretação do ponto de vista religioso, isso é um absurdo, pois, se Deus só criou o Sol no 4º dia, que parâmetros Ele usou para contar o 1º, o 2º e o 3º dia, visto que é o Sol que marca o período de um dia? Ora, na visão dos habitantes das cavernas, foi só no quarto dia que Deus criou o Sol, a Lua e as estrelas. O que isso significa do ponto de vista científico? Significa que no 4º período de transição da era glacial as nuvens de cinzas vulcânicas tinham se dissipado completamente, e os habitantes das cavernas puderam ver nitidamente o Sol, a Lua e as estrelas, e diferencia o dia da noite. Pois, antes, eles só sabiam o que era a noite, pois, viviam quase em completa escuridão. E na visão deles, Deus havia criado naquele período os grandes luminares do céu.

5º Dia) Veja que nesse dia Deus não cria os animais mamíferos e herbívoros. Nesse dia Deus cria os peixes, as aves do céu, os monstros marinhos (baleias), e todos os seres viventes que se arrastavam (répteis). O que significa isso? Os habitantes das cavernas viram esses animais saindo sobre a terra para se alimentar da relva do campo e viram as baleias e os peixes no mar. Daí eles imaginaram que Deus havia criado esses seres vivos no quinto período de transição da Terra. Mas na verdade, esses animais começaram a sair das cavernas para procurar comida na terra seca. E os animais maiores só saíram no sexto período de transição da Terra.

6º Dia) Somente no sexto dia Deus cria os grandes animais mamíferos e herbívoros. E por último cria o homem (Adão e Eva) para cuidar da terra, dos animais e das plantas.

Então, foi assim que surgiu a história mais antiga da criação. Os primeiros sobreviventes das cavernas morreram e os seus filhos, descendentes que nunca tinham visto a luz do Sol, foram os responsáveis pela narrativa da criação. E eles narravam do ponto de vista que tinham, vivendo nas cavernas. Os sumérios escreveram a história da criação narrada pelos descendentes dos Atlantes, e essa foi sendo repassada para outros povos, até chegar aos egípcios, e finalmente aos hebreus, caindo nas mãos de Moisés.

Não há explicação melhor do que esta para a narrativa da criação de Gênesis.

Todos os créditos e direitos reservados para Miquels7.


Manaus, 01/11/2017.

NOTA:

Este estudo é apenas um rascunho. Demorei cerca de 3 horas para escrevê-lo, e eu mesmo fiz a revisão e correção ortográfica. Não produzi um texto técnico-filosófico-científico. Se eu fosse publicar em um livro um estudo sobre este tema, é claro que o elaboraria de forma técnica, dentro do padrão filosófico-científico, e passaria vários meses pesquisando obras de autores renomados sobre esse assunto, faria anotações de rodapé e no final do livro incluiria as devidas referências bibliográficas.

Para escrever e defender uma tese ou formular uma teoria não é preciso obedecer a rígidos conceitos filosóficos na elaboração dos argumentos. O que vale é a ideia. Para um bom entendedor, meia palavra basta. Outros podem pegar a ideia e melhorar os argumentos, contanto que sejam dados os devidos créditos ao autor original da ideia. Tem pessoas que são formadas no campo filosófico, entendem de todos os pormenores exigidos na elaboração dos argumentos, mas não tem ideias próprias, não têm imaginação e não produzem nada de novo. É tipo a pessoa que se forma em economia, mas na prática não sabe gerir uma empresa ou o próprio negócio.

Veja bem. Quase todos os ensinos teológicos são teorias. Embora os teólogos não admitam que sejam teorias os argumentos em defesa de determinado assunto da Bíblia, mas são teorias. As doutrinas da trindade, do céu, do inferno, da ressurreição, do arrebatamento, da salvação, da justificação, da vida após a morte; e mais as doutrinas de Deus, dos anjos, da divindade de Cristo e doutrina da criação, todas são TEORIAS. E nos argumentos raramente se veem as expressões ‘talvez’, ‘possivelmente’, ‘acredita-se’, etc. Geralmente as doutrinas ou teorias bíblicas dos cristãos católicos e protestantes são tidas como verdades absolutas, pois, dizem que são baseadas na Bíblia, ou seja, têm base bíblica. No entanto, podem até ter base bíblica, mas base científica e racional a maioria delas não têm. E outra coisa. As denominações religiosas que fazem estudos divergentes dos ditos teólogos ortodoxos são tratadas como seitas, e suas doutrinas são tidas como heréticas.

Como minhas teorias sobre determinado assunto polêmico da Bíblia são focadas dentro da razão e da racionalidade, às vezes faço uso da expressão ‘com certeza’. Já quem baseia seus argumentos apenas na fé cega, aí se torna um sacrilégio empregar a expressão ‘com certeza’.

Miquels7.

02/11/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , , , , | Deixe um comentário

UMA MENTIRA CABELUDA NA BÍBLIA?

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Quando o crente fanático lê a Bíblia ele não se importa nenhum pouco com os números, com os locais citados, não confere se aquilo que lê está certo ou errado. Porque ele já vem com a mente condicionada, achando que a Bíblia é inspirada e que não tem um tantinho de erro ou contradições.

Na Bíblia tem quatro evangelhos, mas apenas três são considerados sinópticos, porque suas narrativas são bem semelhantes: Mateus, Marcos e Lucas. Mas os estudantes de teologia não se perguntam por que há um evangelho estranho entre os livros sagrados, o Evangelho de João. Ainda vou produzir um texto expondo todas as contradições do livro de João em relação aos três evangelhos sinópticos. O Evangelho de João é o campeão em contradições. Parece que foi feito por encomenda, só para contrariar os demais. No Evangelho de João não há registro de nenhuma parábola de Jesus; e a família de Lázaro em Betânia bem como o milagre da ressurreição de Lázaro nem mesmo é referida nos três evangelhos sinópticos. Se a ressurreição de Lázaro foi o maior milagre de Jesus, por que não há registro desse fato nos outros evangelhos? Tudo leva a crer que o Evangelho de João foi forjado com a intenção de deificar a pessoa de Jesus Cristo, ou seja, dar a entender que ele era Deus igual ao Pai. E o livro já começa com esse negócio de o “Verbo se fez carne”, e também o “Unigênito filho de Deus”, termos usados no esoterismo cabalístico. Se o Evangelho de João foi um livro inspirado por Deus, por que muitas de suas informações divergem dos demais evangelhos, principalmente em se tratando de números, de locais, de pessoas?
 
O Evangelho de Lucas, que deveria ser considerado o menos inspirado, é o mais exaltado e tido como o mais exato, visto que ele foi escrito por vontade humana, e não pela vontade ou ordem expressa de Deus. O seu autor, Lucas, era médico, e nem discípulo de Jesus ele foi. Ele não presenciou os milagres de Jesus e nem foi testemunha ocular de nada. Ele mesmo diz a Teófilo, a quem o livro foi endereçado, que fez uma pesquisa minuciosa sobre a história de Jesus, procurando informações com as pessoas que presenciaram os fatos. Logo, percebe-se que não foi Espírito Santo que guiou Lucas durante a escrita do seu evangelho. Se fosse o Espírito Santo, ele nem precisaria ter pesquisado nada, nem precisaria ter dito que fez uma pesquisa minuciosa sobre a história de Jesus. Por que o Evangelho que foi escrito por uma pessoa desconhecida, tendo feito um levantamento minucioso sobre os fatos da história de Jesus é considerado o mais exato e inspirado? Onde está a importância do Espírito Santo na produção do Evangelho de Lucas? E por que o Evangelho de João, que sendo supostamente escrito pelo discípulo de Jesus que presenciou os fatos, é o que mais tem informações conflituosas? Repito para os teólogos fanáticos: Se Lucas foi guiado pelo Espírito Santo para escrever a história de Jesus, ele não precisaria ter feito nenhuma pesquisa, não devia ter inquirido nada de ninguém, pois o Espírito Santo se encarregaria de informá-lo sobre todos os fatos que aconteceram. Não é assim que os teólogos tradicionais ensinam que o Espírito Santo “soprou” na mente dos escritores bíblicos para que escrevessem os livros de forma inspirada?

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A mulher com fluxo de sangue

Marcos 5:25-34
“Ora, certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e despendido tudo quanto possuía sem nada aproveitar, antes indo a pior, tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe o manto; porque dizia: Se tão-somente tocar-lhe as vestes, ficaria curada. E imediatamente cessou a sua hemorragia; e sentiu no corpo estar já curada do seu mal. E logo Jesus, percebendo em si mesmo que saíra dele poder, virou-se no meio da multidão e perguntou: Quem me tocou as vestes? Responderam-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e perguntas: Quem me tocou? Mas ele olhava em redor para ver a que isto fizera. Então a mulher, atemorizada e trêmula, cônscia do que nela se havia operado, veio e prostrou-se diante dele, e declarou-lhe toda a verdade. Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal”.

Alguém tem conhecimento de uma mulher que tenha sofrido durante dois anos ou mais com hemorragia?

Não existe na literatura médica registro de casos de mulheres com sangramento ininterrupto durante vários anos.

Essa mulher aí da história do Evangelho sofria há mais de 12 (doze) anos de fluxo de sangue (hemorragia). Pode isso, Arnaldo? Doze anos?

Uma mulher pode sangrar por vários meses, ou até um ano ou dois. Se o sangramento persistir por muitos meses a mulher pode desenvolver anemia ferropriva e desenvolver outras doenças no seu organismo. E pra piorar a história bíblica, nem mesmo no tempo de Jesus havia transfusão de sangue. Como uma mulher poderia viver com fluxo de sangue todo esse tempo? Isso não tem lógica.

Veja o que diz a medicina sobre perda de sangue ou hemorragia:

“O sangramento é considerado excessivo quando ocorre uma variação significativa do padrão menstrual da mulher. A menstruação varia em cada mulher mas o sangramento é considerado anormal em quatro situações diferentes: quando dura mais de sete dias, quando o ciclo é inferior a 21 dias, quando surgem coágulos no sangue ou quando a perda de sangue supera os 80 mililitros, ou seja, quando o absorvente fica cheio de sangue em apenas uma hora. Além de durar mais tempo, a menstruação também pode ser mais dolorosa nessas ocasiões. Outro sintoma percebido é sensação de fadiga e, em alguns casos, falta de ar, que podem ser também um sintoma de anemia provocada pelo sangramento excessivo”.

“Hemorragia excessiva é a causa mais comum de anemia. Quando se perde sangue, o corpo absorve rapidamente água dos tecidos para a corrente sanguínea, em uma tentativa de manter os vasos sanguíneos preenchidos. Consequentemente, o sangue fica diluído e o hematócrito (porcentagem de glóbulos vermelhos no volume total de sangue) é reduzido. Eventualmente, elevação da produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea pode corrigir a anemia. Com o passar do tempo, contudo, a hemorragia reduz a quantidade de ferro no corpo, de maneira que a medula óssea não consegue aumentar a produção de novos glóbulos vermelhos para substituir os perdidos”.

02/10/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, contradições da bíblia, ESTUDOS BÍBLICOS | , , | Deixe um comentário

FINALMENTE DECIFRADO O ENIGMA: QUEM É A ABOMINAÇÃO DESOLADORA POSTA NO MONTE DO TEMPLO EM JERUSALÉM

NOTA DE ESCLARECIMENTO: Encontrei no YouTube um vídeo publicado por Raimundo Fernandes em 2012 onde ele diz que Deus lhe revelou que o Domo da Rocha é a Abominação da Desolação da profecia de Daniel 12 e Mateus 24. Não havia encontrado esse vídeo de Raimundo na internet porque a expressão que ele usou para se referir à Abominação da Desolação foi “SACRILÉGIO TERRÍVEL”. Ele também publicou um texto em seu blog empregando a mesma expressão “sacrilégio terrível”. Ele se gaba afirmando que foi privilegiado por Deus por fazer tal revelação. Só que isso que ele fala é blefe. Eu escrevi o meu texto sobre o Domo da Rocha, mas jamais afirmei que recebi tal conhecimento por revelação de Deus. E tem mais. Em blogs e sites estrangeiros encontramos menções ao Domo da Rocha como sendo a Abominação Desoladora antes mesmo do ano 2010. Confira nos links logo abaixo.

1) Vídeo de Raimundo Fernandes:

2) Texto publicado no blog de Raimundo Fernandes:
http://www.cristoeosenhor.com/blog/profecia-daniel-1211-12-revelada-texto/

Artigos em sites estrangeiros sobre o Domo da Rocha e a Abominação da Desolação:

1) The Abomination of Desolation Identified At Last
https://escapeallthesethings.com/abomination-desolation/

2) The Dome and the Mosque
http://watchfortheday.org/thedome.html

3) 688 Dome of the Rock!
http://www.beyondtheharbinger.com/27.htm

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ATENÇÃO:  Este artigo inédito foi publicado na internet no blog Mensagens Para a Geração, de Miquels7, dia 29/08/2017. Pesquisei na internet, mas não encontrei nenhum artigo com conteúdo semelhante publicado no YouTube admitindo que a Abominação Desoladora é o Domo da Rocha, a Mesquita de Omar, construída no Monte do Templo em Jerusalém. Nos blogs brasileiros ninguém admite que este santuário profano dos muçulmanos tenha alguma relação com a Abominação Desoladora referida no livro de Daniel 12 e em Mateus 24. 

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UMA EXPLICAÇÃO IMPORTANTE SOBRE O QUE DECLAREI NESTE ARTIGO:

Declarei neste artigo que o apóstolo João foi exilado na Ilha de Patmos antes do ano 70 d.C., mas não é bem assim a informação que queria passar.

Na verdade, João foi exilado na Ilha de Patmos depois do ano 70 d.C. No entanto, muitas das visões que ele escreveu no Apocalipse ele recebeu antes do ano 70, ou seja, antes do seu exílio. Por exemplo, a visão dos fatos relatados no capítulo 11 de Apocalipse ele recebeu antes da destruição do Segundo Templo, o de Herodes. Sem dúvidas, o santuário referido no cap. 11 de Apocalipse é o Segundo Templo de Herodes que foi destruído no ano 70 d.C. Repare que quando Jesus aparece a ele na Ilha de Patmos, ordena que escreva as coisas que tinha visto antes, e as que ele via naquele momento e outras que ainda lhe seriam reveladas. Repare também que existem intervalos nas visões de João (que pode ser de anos ou meses), pois, em certo momento, mais na frente, João descreve a visão de um livrinho que lhe foi dado e ele comeu o livrinho e o anjo disse que ele ainda iria pregar para muitos povos, nações e línguas, ou seja, ainda lhe seriam reveladas mais coisas.

“Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder” (Apoc. 1:19).

“E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel. Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo. Então me disseram: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” (Apoc. 10:9-11).

Se João tivesse empregado a mesma técnica de registro das visões como os demais profetas, não teria havido tanta confusão sobre os relatos do Apocalipse. Veja, por exemplo, Daniel e Ezequiel, que citavam o nome e a data do reinado de certos reis como referência para datar os seus relatos.

“No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus. no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era de setenta anos” (Daniel 9:1-2).

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INTRODUÇÃO

Os teólogos tradicionais ensinam que quando o Anticristo reinar na Terra, após o arrebatamento da Igreja, ele ordenará a reconstrução do Terceiro Templo em Jerusalém e se assentará num trono como deus, para ser adorado. E tal fato será o cumprimento pleno da “abominação desoladora” profetizada no livro de Daniel 12 e referida por Jesus em Mateus 24. Porém, essa interpretação não tem apoio bíblico; é pura forçação interpretativa para tentar encaixar o cumprimento das profecias de Daniel sobre os últimos dias, logo após o arrebatamento. As profecias de Daniel, de Jesus e do Apocalipse já vêm se cumprindo há vários séculos, mas os teólogos tradicionais não admitem. Eles querem forçar o cumprimento das profecias relativas aos últimos dias tudo num período de 7 anos, que eles denominam de Grande Tribulação, e que ainda não ocorreu; e que só ocorrerá após o tal arrebatamento; e que culminará com a chegada do Anticristo.

Domo da Rocha - Mesquita Muçulmana 2

Um dos erros teológicos que causou todo esse embaraço é a afirmação de que os sacrifícios contínuos no Grande Templo foram cessados com a morte e ressurreição de Jesus, e não por ocasião da destruição do Grande Templo no ano 70 d.C. E tudo isso se deu devido ao ensino equivocado de Paulo sobre a abolição da Lei e dos Profetas, o que jamais ocorreu.

“Mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido” (II Cor. 3:14).

“Dizendo: Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna antiquado e envelhece, perto está de desaparecer” (Hebreus 8:13).

É evidente que muitos preceitos do antigo Pacto se tornaram obsoletos. E na verdade, a Lei de Moisés consistia de vários pactos: pacto da celebração da Páscoa, pacto da Circuncisão, pacto da guarda do santo Sábado, pacto das ministrações no Santuário, dos holocaustos e ofertas pelo pecado, e mais do sacrifício contínuo. A Lei de Moisés ainda se dividia em leis cerimoniais e leis civis. Em relação às leis civis, muitos preceitos tornaram-se obsoletos. E foi o próprio Senhor Jesus que revelou o que estava obsoleto na Lei. Por exemplo, Jesus demonstrou que estava obsoleto o mandamento sobre o apedrejamento de mulheres pegas em adultério. E consequentemente subentende-se que o mandamento que determinava o apedrejamento de pederastas (homossexuais) também estava obsoleto. A observação irrestrita do Sábado também estava obsoleta, pois, até os que violavam a guarda do Sábado para colher lenha para se aquecer ou para ajudar um doente eram punidos com a morte. E tudo isso Jesus achou um exagero. Em relação às leis cerimoniais, as festas de Israel e a lei dos dízimos para os levitas Jesus não demonstrou nada contra. Jesus se posicionou de forma contundente contra o zelo excessivo dos doutores da Lei porque estes não cumpriam suas obrigações com fidelidade, mas colocavam pesado fardo sobre o povo, exigindo cumprimento pleno da Lei e até de coisas que nem na Lei estavam prescritas. E Jesus sabia que Deus, o Pai, prefere mais obediência a sacrifícios. E os sacerdotes e o povo não estavam cumprindo os mandamentos mais essenciais em relação ao próximo, pois o segundo maior mandamento da Lei era o amor ao próximo, e dedicação à causa dos órfãos e das viúvas. O povo pecava demais por não obedecer aos mandamentos, e com isso, havia um exagero de sacrifícios pelos pecados. E Deus se enojou disso, chegando ao ponto de abominar os sacrifícios oferecidos pelos judeus. Mas essa atitude de Jeová não anulou em nada a Lei dos sacrifícios e ofertas pelo pecado. Com a destruição do Grande Templo no ano 70 d.C, a Lei cerimonial dos sacrifícios ficou suspensa, e ainda permanecerá até o dia em que Deus autorizar a volta dos sacrifícios no monte do Templo em Jerusalém. Lembre-se que durante o período que os judeus estiveram cativos na Babilônia depois que o primeiro Templo foi destruído, eles não ofereceram nenhum sacrifício, pois, não podiam realizar sacrifícios em terra estranha. Quando o rei da Babilônia autorizou Zorobabel a liderar a reconstrução do segundo Templo, os judeus voltaram a oferecer sacrifícios sobre altares improvisados no monte do Templo. Assim vai acontecer quando Deus ordenar a reconstrução do Terceiro Templo. Mas, para que isso aconteça, o Domo da Rocha (a Mesquita Muçulmana) terá que ser derrubado.

“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Deut. 10:12).

“Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros” (I Samuel 15:22).

“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes” (Isaías 1:11). [Mesmo Jeová dizendo essas coisas, a Lei dos sacrifícios não está sendo invalidada].

“Então se levantou Jesuá, filho de Jozadaque, com seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos; e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, homem de Deus” (Esdras 3:2).

Outro erro teológico é achar que as profecias dos últimos dias só se cumprirão no período da última semana das 70 semanas de Daniel. Ou seja, para os teólogos tradicionais, a 69ª semana de Daniel culminou com a morte do Messias, no ano 27 ou 29 d.C. E a última semana de tempos, a 70ª, ainda não começou a contar e só começará depois do arrebatamento da Igreja. Pode até ser, mas não depois do tal arrebatamento, e sim, após o término do tempo dado aos gentios. Mas, mesmo após a destruição do Templo no ano 70 d.C, outras profecias foram se cumprindo, até o ano 691 d.C, ocasião em que os muçulmanos profanaram de vez o monte do Templo. A partir dessa data começou a contagem do tempo dado aos gentios.

“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações” (Daniel 9:25-26).

Ainda outro erro teológico grave é achar que todos os fatos retratados no Apocalipse se referem ao futuro, e que só se cumpririam após o início do segundo século da Era Cristã. Os teólogos tradicionais calculam que João escreveu o Apocalipse no ano 96 d.C, ou seja, escreveu os relatos depois da destruição do Grande Templo no ano 70 d.C. Porém, isso é um grande equívoco. Primeiramente devemos entender que João não escreveu o Apocalipse num período de um ano ou poucos meses. João foi exilado na ilha de Patmos antes do ano 70 d.C, portanto, antes da destruição do Templo. Isso se evidencia no relato do capítulo 11 de Apocalipse. João passou vários anos recebendo as visões do Apocalipse e também vários anos escrevendo até concluir o livro. Quando Jesus aparece a João pela primeira vez e pede para ele escrever num livro as visões que havia contemplado, ele não tinha pena e pergaminho nas mãos para escrever naquele momento. João só passou a escrever as visões nos pergaminhos meses depois que teve a primeira visão. Ele teve que encomendar o envio de dezenas de pergaminhos para que pudesse relatar as visões. Cada pergaminho era feito de couro curtido de animal, e João não podia escrever rapidamente sobre eles, pois o bom escriba não podia entregar um documento rasurado. Portanto, João levou muito tempo para concluir os escritos do Apocalipse.

“Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: Levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram. Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias. Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da terra. (…) E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará. E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado” (Apoc. 11:1-4,7-8).

Quando o anjo ordena a João para medir o Santuário, isto é, o Grande Templo, por certo ele já se encontrava em Jerusalém. Talvez João tenha sido abduzido e levado pelos anjos até a cidade Santa, dias antes da destruição do Templo no ano 70 d.C. O ato de medir o Santuário, significa que ele vai ser destruído. E Deus diz a João para não medir o átrio que está fora do Santuário, porque foi dado aos gentios, para ser pisado durante 1260 dias, que profeticamente equivalem a 1260 anos. No entanto, o número correto de dias não é 1260 nem 1290 dias, mas, 1335 dias, conforme diz Daniel 12:11-12. O Santuário foi destruído pelos romanos no ano 70 d.C em cumprimento da profecia de Daniel 12. Em Daniel 12:11 diz que “desde o tempo em que o holocausto contínuo for tirado, e estabelecida a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias”. Portanto, Daniel 12 está se referindo à destruição do Templo no ano 70 d.C, e não num imaginário templo que seria construído pelo Anticristo após o arrebatamento da Igreja. E a contagem dos 1260 dias ou 1290 dias não é exatamente a partir do dia da destruição do Templo. A contagem deve começar a partir da instalação da Abominação Desoladora.

Deus advertiu no livro de Zacarias que faria de Jerusalém um “cálice de tontear”. Mas, por quê? Por causa do Domo da Rocha, a Mesquita Muçulmana, que está profanando o local sagrado do Templo do Senhor. Os judeus querem reconstruir o Terceiro Templo no mesmo local do Segundo Templo, mas os muçulmanos não aceitam, pois, para que seja feita a reconstrução, é necessário retirar a Mesquita Muçulmana de lá, mas eles não aceitam jamais que seja retirado o Domo da Rocha. E na verdade, os muçulmanos querem ter o controle total sobre a área do Monte Moriá, o monte do Templo, mas os judeus também reivindicam o seu direito sobre a área do monte santo, que é o local de adoração deles. Por causa dessa disputa da área do monte santo e da rixa entre os judeus e os gentios (palestinos, muçulmanos, árabes, em geral), a cidade de Jerusalém realmente tem se tornado um cálice de tontear.

“Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém” (Zacarias 12:2).

O DOMO DA ROCHA É A ABOMINAÇÃO DESOLADORA

“E desde o tempo em que o holocausto contínuo for tirado, e estabelecida a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias. Bem-aventurado é o que espera e chega aos mil trezentos e trinta e cinco dias” (Daniel 12:11-12).

“E estando ele sentado no monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. (…) Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação da desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Mateus 24:3,15-16).

Um enigma que há séculos tem tirado o sono de centenas de estudiosos da Bíblia finalmente foi decifrado por Miquels7.

O Domo da Rocha, a Mesquita Muçulmana construída no local do monte sagrado do Templo em Jerusalém (que foi destruído no ano 70 d.C e dado para ser pisado pelos gentios), é a “Abominação Desoladora” profetizada em Daniel 12 e referida por Jesus em Mateus 24. A Mesquita Muçulmana está profanando o monte do Templo, e a data de sua fundação é o referencial para a contagem do tempo dado aos gentios e o fim dos tempos.

Desde a construção da Mesquita Muçulmana no monte do Templo, ela tem se tornado motivo de discórdia e ódio entre judeus e gentios. Um versão de Mateus 24:16 diz “quando virdes estar no lugar santo a abominação de desolação”. Repare: “abominação de desolação”. Significa que é algo que promove ódio e discórdia, até gerar conflitos e mortes, que é a desolação. 


A Mesquita Muçulmana ou Domo da Rocha foi construído no ano 691 d.C. E é a partir de sua construção que começa a contagem dos tempos da profecia de Daniel 12. Parece-me que a data do início da construção dessa Mesquita também tem muita relevância na contagem dos tempos. O início da construção se deu no ano 685 d.C. Cálculo: 685 + 1335 = 2020.


O “lugar santo” o qual a profecia se refere é o monte onde o Grande Templo do Senhor foi construído e depois destruído pelos romanos no ano 70 d.C, e onde posteriormente foi instalado a Abominação Desoladora no seu lugar, no ano 691 d.C, profanando o local.

A primeira parte do cumprimento da Abominação Desoladora foi a chegada do exército romano em Jerusalém e a profanação do Monte Santo, quando os soldados entram no Santuário, queimando tudo e derrubando o altar dos sacrifícios.

A segunda diáspora judaica não se deu exatamente no ano 70 d.c, com a fuga dos judeus e a matança dos que ficaram em Jerusalém, e a destruição do Templo. Porém, a segunda diáspora se deu realmente no ano 135 d.C. Segundo relatos históricos, “os judeus, liderados por Simão bar Kochba revoltaram-se novamente contra o domínio de Roma, e Jerusalém foi novamente arrasada por ordem do imperador Adriano, no ano 135. Cerca de 600.000 judeus foram massacrados e sobre os restos da cidade foi edificada uma cidade helênica, e sobre o monte onde se erguera o Santuário de Jeová foi construído um templo dedicado ao principal deus romano, Júpiter Capitolino”.

Mas, o cumprimento das profecias não parou aí.

Veja a seguinte informação:

“Às vezes referido como a “Mesquita de Omar”, na verdade, o Domo da Rocha não é um legado de Omar. Omar construiu uma estrutura mais antiga, mas não o Domo da Rocha. E este edifício é considerado um santuário e não uma mesquita. Os homens oram na mesquita de Al Aqsa, localizado a 200 metros a sul. Os muçulmanos acreditam que este é o lugar onde Abraão esteve a ponto de sacrificar o seu filho Isaque”.

O Domo da Rocha não é tão grandioso assim, mas, ele foi construído com a intenção de substituir o Santuário do Deus de Israel. Portanto, o Domo da Rocha foi feito intencionalmente para profanar o Monte Santo do Senhor.

Tem um artigo publicado na internet falando sobre o local da possível construção do Terceiro Templo. Fala, ainda, sobre o Domo da Rocha, a Mesquita Muçulmana, mas ninguém se toca que ela representa a real Abominação Desoladora. Confira:

http://www.libertar.in/2014/03/onde-sera-o-terceiro-templo-um-ponto.html

O Monte do Templo do Senhor em Jerusalém

A profecia de Apocalipse 11 diz que o Grande Templo em Jerusalém seria destruído pela última vez, e o seu lugar sagrado seria dado aos gentios para ser pisoteado por 1260 dias, que quer dizer 1260 anos. Ou, conforme o livro de Daniel, seriam 1290 dias proféticos, que equivalem a 1290 anos literais.

Não são somente os muçulmanos que pisam e profanam o Monte do Templo em Jerusalém, mas também povos de toda a Terra, os turistas, bem como os cristãos que visitam Israel e fazem orações no Muro das Lamentações.

“E desde o tempo em que o holocausto contínuo for tirado, e estabelecida a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias” (Daniel 12:11).

O cálculo do enigma:

1) 691 + 1260 = 1951 (Apoc. 11:3) Os judeus regressam para Israel, mas o Terceiro Templo não é reconstruído, pois ainda não terminou o tempo dado aos gentios para profanarem o Monte Santo.

2) 691 + 1290 = 1981 (Daniel 12:11) O relógio do tempo do fim começa a contar; Israel se fortalece, mas faz acordo com o governo da Besta; e seus inimigos o cercam e afrontam.

A partir do estabelecimento da “Abominação Desoladora” – a Mesquita Muçulmana no monte do Templo, no ano 691 d.C -, começa a missão das duas testemunhas, as duas oliveiras que assistem diante de Deus, conforme a profecia de Apocalipse 11: O Judaísmo e o Cristianismo são essas duas testemunhas que tem pregado sobre o reino do Messias. A morte das duas testemunhas simboliza a morte do Judaísmo e do Cristianismo, ou a perseguição da Besta (governos humanos) e dos muçulmanos contra os judeus e cristãos, até seu extermínio completo, pois, é assim que está escrito em Apocalipse 13. A ressurreição e o arrebatamento das duas testemunhas simbolizam a primeira ressurreição dos santos e sua ascensão aos céus. E quando se dará isso? Qual o tempo exato da culminância dos últimos acontecimentos? A culminância de tudo pode ser o ano de 2026.

Veja que o profeta Daniel estabelece outra contagem de tempo no mesmo capítulo 12. 

“Bem-aventurado é o que espera e chega aos mil trezentos e trinta e cinco dias” (Daniel 12:12).

Esses 1335 dias refere-se à culminância da profecia. Referem-se ao término do período dado aos gentios para pisarem o Monte Santo, em Jerusalém. Significa que bem-aventurados serão todos aqueles que atravessarem vivos o período de tribulação e perseguição da Besta e dos muçulmanos contra os judeus e cristãos.

3) 691 + 1335 = 2026 (Daniel 12:12) Culminância da Profecia e início da Grande Tribulação para a conquista final da Terra. Note que 2026 é véspera de 2027, tempo que completa 2000 anos da morte de Jesus. Há algumas controvérsias sobre o ano da morte de Jesus, mas, tudo indica que sua morte se deu entre os anos 27 e 33 d.C.

Após a culminância, com a primeira ressurreição e arrebatamento dos escolhidos (os 144 mil judeus), ainda haverá o período do derramamento das 7 taças da ira contra os governantes da Terra, até que ela seja finalmente conquistada. Só depois disso que será tocada a sétima trombeta, anunciando que tudo está cumprido.

“E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu. É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro. E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apoc. 11:13-15).

Esse terremoto em Jerusalém talvez ocorra devido à explosão de uma bomba nuclear. O governo de Israel já construiu vários abrigos antiaéreos e antirradiação nuclear. Mesmo assim, muitos que não conseguirem se abrigar, morrerão atingidos pelas bombas.

Percebam que em Apoc. 11:3 diz que as duas testemunhas profetizarão por 1260 dias (42 meses ou 3 anos e meio), que literalmente significam 1260 anos. Porém, em Apoc. 11:9 diz que vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os corpos das duas testemunhas por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados. O que significam esses três dias e meio? Significam um período de 3 anos e meio em que os judeus e cristãos serão perseguidos e mortos, isto é, o período final dos 7 anos da Grande Tribulação.

Será isso a maior revelação dos últimos tempos?

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Falou e disse Miquels7

 

29/08/2017 Posted by | ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , , | 12 Comentários

O LIVRO “CÂNTICO DOS CÂNTICOS”, DE SALOMÃO, FOI ESCRITO EM HOMENAGEM À JOVEM SULAMITA

O LIVRO “CÂNTICO DOS CÂNTICOS”, DE SALOMÃO, FOI ESCRITO EM HOMENAGEM À SULAMITA, UMA MOÇA VIRGEM QUE TRABALHAVA NA SUA VINHA, A QUAL ELE SEDUZIU.

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Rosa de Sarom 2

O romance poético, em forma de cantata, “Cântico dos Cânticos”, não tem nada de espiritual, e nada tem a ver com Jesus e a Igreja.

O livro “Cântico dos Cânticos” ou “Cantares”, de Salomão, é considerado sagrado e inspirado por Deus tanto pelos judeus como pelos cristãos. Por isso, ele foi incluído no rol dos livros canônicos.

No entanto, este livro “Cânticos dos Cânticos” não tem nada de sagrado e inspirado. Este livro é apenas um romance poético, uma obra-prima da cultura judaica. Ele é superestimado pelos judeus porque é a única obra romântica antiga da cultura hebraica. Não existe na cultura hebraica antiga outra literatura romântica idêntica ao livro de Cantares, de Salomão. Este livro faz parte da cultura e do folclore do povo judeu.

Durante as festas de Israel os judeus costumam ler trechos do livro “Cântico dos Cânticos”, de Salomão. Mas eles leem não no sentido de enaltecer a inspiração e sacralidade do livro, mas o fazem apenas como um incremento da cultura em suas festas. Ler o livro de Cantares nas festas de Israel é o mesmo que cantarolar as músicas folclóricas de festa junina na cultura brasileira.

Assim como nós, cristãos, os judeus também têm suas festas sagradas e folclóricas, que são as sete festas determinadas por Deus. Durante as realizações das festas tem a parte cerimonial sagrada. Mas é óbvio que durante essas festas o povo tem seu momento de descontração, ocasião em que tocam músicas folclóricas, cantam e dançam.

A IDOLATRAÇÃO E DETURPAÇÃO DO LIVRO CÂNTICO DOS CÂNTICOS PELOS CRISTÃOS

Em 2009 escrevi um extenso texto intitulado O INCRÍVEL EQUÍVOCO “JESUS, A ROSA DE SAROM”. Você pode rever este post no link, abaixo.

O INCRÍVEL EQUÍVOCO “JESUS, A ROSA DE SAROM”

Neste post O INCRÍVEL EQUÍVOCO “JESUS, A ROSA DE SAROM” desmascarei o grande erro dos teólogos tradicionais e dos crentes que, em razão de fazerem interpretação errônea do livro de Cantares, de Salomão, inventaram que Jesus é a tal rosa de Sarom, enquanto que rosa de Sarom é a jovem Sulamita, protagonista do romance. De tanto repetirem que Jesus é a rosa de Sarom, a mentira se tornou uma verdade. E ainda hoje tem pastores e crentes pregando nos púlpitos das igrejas, dizendo que Jesus é a rosa de Sarom. E até compositores ainda hoje compõe hinos e músicas gospel com o tema Jesus, a rosa de Sarom.

Se você estiver interessado em ler o texto completo sobre O INCRÍVEL EQUÍVOCO JESUS, A ROSA DE SAROM, clique no link, abaixo, para baixar o arquivo.

LINK (clique aqui para baixar)

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ANÁLISE SUCINTA DO LIVRO CÂNTICO DOS CÂNTICOS

A Sulamita, protagonista do romance em forma de cantata, de Salomão, era uma adolescente, filha de uma família de lavradores de vinha da região de Sulém, em Israel. Esta jovem foi seduzida por Salomão ainda menor de idade, e com ela manteve um romance proibido. Não sei o que deu na cabeça de Salomão e de seus cantores para que produzisse um musical romântico retratando seu romance com essa jovem camponesa, que não tinha nada de nobreza real.

“Não repareis em eu ser morena, porque o sol crestou-me a tez; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, e me puseram por guarda de vinhas; a minha vinha, porém, não guardei” (Cantares 1:6).

Salomão adquiriu uma vinha e contratou a família da jovem Sulamita para que a lavrassem e administrassem.

Para proteger a moça do assédio dos jovens da região, os irmãos da jovem a mantinham reclusa na vinha, a qual Salomão havia dado para aquela família administrar. E durante uma das visitas do rei Salomão à sua vinha, ele se deparou com a jovem Sulamita, e se sentiu encantado pela jovem. Como a jovem era menor de idade, ele não pode levar a moça direto para o seu palácio, para ser mais uma de suas concubinas. Salomão retornou outras vezes à sua vinha, mas de forma discreta, para se encontrar com a jovem, e por ela se apaixonou. Salomão, o amado, entrou na vinha de forma escondida, espreitou a jovem e a seduziu.

Durante o decorrer dos diálogos da cantata não há somente diálogos entre Salomão e sua amada, Sulamita. No capítulo 8, por exemplo, foi acrescentado palavras dos irmãos da jovem. Veja o que eles falaram a respeito da jovem.

“Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios; que faremos por nossa irmã, no dia em que ela for pedida em casamento? Se ela for um muro, edificaremos sobre ela uma torrezinha de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro. Eu era um muro, e os meus seios eram como as suas torres; então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz. Teve Salomão uma vinha em Baal-Hamom; arrendou essa vinha a uns guardas; e cada um lhe devia trazer pelo seu fruto mil peças de prata” (Cantares 8:8-10).

Repare que os irmãos dizem que têm uma irmã adolescente, que ainda não tem os seios formados, e dizem que se ela for um muro, edificariam sobre ela uma torrizinha de prata. E logo em seguida entra a voz da jovem Sulamita dizendo “Eu era um muro, e os meus seios eram como suas torres”. Podemos constatar que a irmã pequena era a mesma jovem Sulamita, que foi seduzida por Salomão.

A Sulamita às vezes ficava sozinha na vinha, e Salomão entrava escondido para espreitá-la. Veja o que diz Cantares 2:9:

“O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, lançando os olhos pelas grades”.

O livro “Cântico dos Cânticos” original era divido em textos tipo um jogral, onde cada protagonista recitava a sua fala. As Bíblias atuais não trazem os versos do livro de Cantares divididos de acordo com a fala de cada personagem. Tem uma versão da Bíblia Católica que traz o livro de Cantares destacadas as vozes dos protagonistas do romance.

O GRANDE EQUÍVOCO DO CAPÍTULO 2 DE CANTARES

Por causa do livro de Cantares ter sido traduzido e colocado nas Bíblias protestantes de qualquer jeito, os teólogos e pastores cometeram um grave erro, ao afirmar que a “rosa de Sarom”, referida no início do capítulo 2 é uma frase proferida pelo amado, o rei Salomão. Como para cada livro da Bíblia os teólogos fanáticos inventaram um cognome para Jesus, eles afirmam que no livro Cântico dos Cânticos Jesus é o amado ou a Rosa de Sarom. E esse erro veio se repetindo durante décadas e décadas, e ainda persiste até os dias atuais. E as autoridades religiosas não se retratam em público a respeito desse erro. Existe até um hino no hinário oficial das Assembleias de Deus intitulado “Uma Flor Gloriosa”, e tal hino faz referência a Jesus, como a Rosa de Sarom, o Lírio dos Vales. E eles ainda entoam esse hino durante os cultos, mas ninguém questiona nada. O tal hino foi composto pelos fundadores da igreja Assembleia de Deus, Daniel Berg e Gunnar Vingren, e é considerado uma obra-prima. E que obra-prima!

“Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amada entre as filhas” (Cantares 2:1-2).

Esse romance com a jovem Sulamita se deu quando Salomão ainda tinha poucas mulheres e concubinas, cerca de 60 mulheres rainhas (mulheres de alta nobreza, e filhas de reis de outros países) e 80 concubinas (mulheres da região de Israel), além de virgens que ele guardava para se tornarem suas futuras concubinas.

“Há sessenta rainhas, oitenta concubinas, e virgens sem número. Mas uma só é a minha pomba, a minha imaculada; ela é a única de sua mãe, a escolhida da que a deu à luz. As filhas viram-na e lhe chamaram bem-aventurada; viram-na as rainhas e as concubinas, e louvaram-na” (Cantares 6:8-9).

O USO SELETIVO DOS VERSOS DO LIVRO DE CANTARES DE SALOMÃO

Existem trechos com conotação sexual no livro de Cantares, mas os crentes são seletivos. Eles não leem as partes absurdas do livro, e escolhem para ler apenas aquelas partes que mais agradam.

“Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir? já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o meu coração estremeceu por amor dele. Eu me levantei para abrir ao meu amado; e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldravas da fechadura” (Cantares 5:3-5).

Os crentes foram ensinados que o “amado” do livro “Cântico dos Cânticos” de Salomão é uma referência a Jesus Cristo. Daí eles escolhem ou selecionam somente aquelas partes do livro que soam bem para ler na igreja e pregar a respeito do “amado de nossas almas”. Eles não pegam, por exemplo, a passagem de Cantares 2:9 porque soa muito mal, e para pregar sobre essa parte que fala que o “amado” (Jesus) anda brechando as casas alheias à procura de moças virgens, pega muito mal.

“O meu amado é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado; eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, lançando os olhos pelas grades” (Cântico dos Cânticos 2:9).

Se trocássemos a expressão “ó filha de Jerusalém” por “rosa de Sarom”, na introdução do capítulo 6, será que os exegetas diriam que o texto estava se referindo ao “amado”, Jesus Cristo?

“Quão formosos são os teus pés nas sandálias, “ó filha de príncipe!” (ó Rosa de Sarom). Os contornos das tuas coxas são como jóias, obra das mãos de artista. O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como montão de trigo, cercado de lírios. Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela. O teu pescoço como a torre de marfim; os teus olhos como as piscinas de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz é como torre do Líbano, que olha para Damasco” (Cantares 6:1-4).

O romance entre Salomão e a Sulamita era um romance proibido, porque a moça ainda era de menor, pois, era uma adolescente que ainda nem tinha os seis bem formados. Isso se evidencia na proibição que seus irmãos lhe impuseram, para que ela não se expusesse em público, e fosse mal falada.

Veja o texto que retrata esse fato:

“Ah! quem me dera que foras como meu irmão, que mamou os seios de minha mãe! quando eu te encontrasse lá fora, eu te beijaria; e [MEUS IRMÃOS] não me desprezariam! Eu te levaria e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me instruirias [SOBRE SEXO?]; eu te daria a beber vinho aromático, o mosto das minhas romãs. A sua mão esquerda estaria debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abraçaria” (Cânticos dos Cânticos 8:1-3).

Esse romance escrito por Salomão e seus cantores retrata um clássico caso de PEDOFILIA, e pedofilia praticada por um grande personagem da Bíblia, o rei de Israel, que é considerado o rei mais mulherengo da história. Salomão teve mais de mil mulheres princesas e trezentas concubinas, além de virgens adolescentes sem número. E essa Sulamita foi uma dessas adolescentes que Salomão seduziu, e ainda declarou que entre todas as mulheres, ela era a sua preferida.

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Falou e disse Miquels7
Intérprete sem frescuras.

 

30/07/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, FESTAS JUDAICAS | , , , , | 1 Comentário

ESCLARECENDO AS TRADUÇÕES E INTERPRETAÇÕES DETURPADAS DA BÍBLIA

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O Cristo falso

Jesus, o Cristo, filho obediente de Deus, não pode ser adorado.

Em Mateus 2 uns magos vindo do Oriente foram até Belém da Judeia procurar saber a respeito do nascimento do REI DOS JUDEUS. E segundo diz a Bíblia, tradução de J. F. de Almeida, eles iriam ADORAR O REI DOS JUDEUS. E mais na frente o rei Herodes também diz que queria saber onde nascera o REI DOS JUDEUS para que pudesse também ir lá, adorá-lo.

Ora, é evidente que nem os magos e nem o rei Herodes adorariam um rei de outra nação. Na antiguidade ninguém nunca adorava um rei. É verdade que as pessoas se prostravam diante do rei como sinal de reverência e ofereciam presentes, mas nunca se adorava um rei como se fosse um deus.

Por aí vemos as deturpações das traduções da Bíblia. E essa que diz que os magos e o rei Herodes queriam ADORAR O REI DOS JUDEUS é a tradução Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida.

Nessa passagem de Mateus 2 a tradução correta da palavra não é ADORAR, mas, HOMENAGEAR. A Bíblia de Jerusalém tem uma melhor tradução.

Veja o texto de Mateus 2:

1 Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam:
2 Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo (HOMENAGEÁ-LO).
3 O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;
4 e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo (o Messias, o Libertador dos Judeus).
5 Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:
6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.
7 Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera;
8 e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore (PRESTE HOMENAGEM A ELE).

Nos evangelhos há vários relatos onde pessoas se PROSTRARAM diante de Jesus. Algumas traduções diz que a pessoa se “prostrou e o adorou”. Parece-me que a expressão “adorou” é um acréscimo tendencioso do próprio escritor do evangelho, ou foi algo acrescentado pelos tradutores.

O ato de se curvar ou se prostrar diante de um rei não significa adoração. Se o ato de se prostrar significasse adoração, então, devemos entender que a Betseba adorou o rei Davi. Veja:

“Foi, pois, Bate-Seba à presença do rei na sua câmara. Ele era mui velho; e Abisague, a sunamita, o servia. Bate-Seba inclinou a cabeça, e se prostrou perante o rei. Então o rei lhe perguntou: Que queres?” (I Reis 1:1516).

A conclusão que se tem a respeito da tradução da palavra “adoração” em Mateus 2:8 é que o rei Herodes, sendo rei, não poderia adorar outro rei, pois, o texto deixa bem claro, que o menino que nasceu não era o “Deus” dos judeus, mas o REI DOS JUDEUS. Portanto, dizer que o rei Herodes falou aos magos que também queria “adorar” o rei dos Judeus é pura falácia. E os magos não eram “reis vindos do Oriente”, coisa nenhuma. O texto não fala nem que eles eram “reis”. Apenas diz “uns magos” vindo do Oriente. Os magos eram bruxos, ou sacerdotes dos deuses de algum reino do Oriente; eles foram enviados como emissários de um rei, pois, quando chegaram na Judeia eles não foram recebidos como chefes de Estado pelo rei Herodes. E aliás, se fossem reis, teriam que andar como uma grande escolta de soldados pelo deserto, e isso não se evidencia na narrativa de Mateus, pois, somente Mateus registrou esse episódio dos magos. E “mago” não significa “sábio”; significa bruxo, ou sacerdote dos deuses.

O texto, a seguir, foi extraído da internet. Nele, o autor sintetiza bem o problema das traduções tendenciosas dos religiosos fanáticos. Leia:

“Os tradutores das bíblias Almeida são uma “benção”. Traduzem hades por inferno, tártaro por inferno, geena por inferno. É o mesmo que dizer que gato, lebre e cachorro significa macaco. Mas, você vai dizer “Aí não, neh”.  Mas o tradutor faz isso quando quer, com a bíblia. A fé pessoal (teologia) do tradutor influência e muito como ele traduz. Traduz “A tua fé te salvou” quando deveria ser traduzido como “A tua fé te curou”. Algumas ainda trazem versículos nos evangelhos dizendo que Jesus foi adorado, quando na verdade significa que pessoas se prostraram diante dele, como um sinal de reverência que era um ato comum e cultural, espalhado por todo o AT. Mas, o que o tradutor faz? Traduz como adoração por que? Porque ele acredita que Jesus é Deus; então ele força o texto a dizer algo que colabora com sua própria fé pessoal. São coisas que parecem bobas, mas que, quando se está lendo e estudando, faz toda diferença. Não sou um fanático pelos “originais” da Bíblia e blá-blá-blá…. Mas, estes pequenos detalhes entre o texto na língua em que foi redigido e a tradução, estes detalhes são importantes e fazem toda diferença”.

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UM JOVEM RICO SE AJOELHOU DIANTE DE JESUS EM SINAL DE RESPEITO, E LHE FEZ UMA PERGUNTA, CHAMANDO-O DE “BOM MESTRE”. AÍ, JESUS O REPREENDEU, DIZENDO QUE NINGUÉM É BOM, SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS. SE NEM MESMO JESUS SE CONSIDERAVA “BOM”, POR QUE OS RELIGIOSOS O TRANSFORMARAM EM UM DEUS IGUAL AO PAI?

Jesus deixou bem claro em muitas passagens bíblicas a quem devemos adorar e prestar culto. E Jesus jamais exigiu adoração para si mesmo. Veja:

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua. Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Lucas 4:5-7).

Um jovem rico se ajoelhou diante de Jesus e ainda o chamou de Bom Mestre. Mas Jesus o repreendeu, dizendo que ninguém é bom, senão um só que é Deus. Ora, se Jesus era Deus, por que nem ele mesmo se considerou “bom”? Só mesmo uma pessoa com mente entorpecida por fanatismo religioso acha que Jesus é Deus.

“Ora, ao sair para se pôr a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele e lhe perguntou: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? ninguém é bom, senão um que é Deus” (Marcos 10:17).

No início do Livro das Revelações (Apocalipse) diz que as revelações foram concedidas por Deus a Jesus. E foi o próprio Senhor Jesus que passou as revelações a João. Não foi um anjo especial de Jesus que passou as revelações a João. Porém, as 7 cartas endereçadas às 7 congregações da Ásia Menor foram enviadas pelos 7 anjos (sete estrelas) que auxiliam Jesus. Jesus primeiramente notificou as mensagens das cartas a João e pediu que escrevesse e enviasse através de seus anjos às igrejas. Durante toda a narrativa do livro de Apocalipse, quem passa as visões a João é o próprio Senhor Jesus, o anjo poderoso, vestido de roupa talar, aquele mesmo Ser Poderoso que apareceu a João no início do livro, e o deixa atemorizado. No capítulo 19 de Apocalipse João chega a dizer que se prostrou diante do anjo poderoso para o adorar, mas este o impediu de adorá-lo, e disse que só a Deus, o Pai, é quem devemos adorar. Portanto, o anjo que Jesus quis adorar no capítulo 19 é o mesmo anjo poderoso, vestido de roupa talar, que lhe apareceu a primeira vez na ilha de Patmos. Esse anjo vestido de roupa talar disse ser o próprio Senhor Jesus. João caiu a seus pés, atemorizado, mas não o adorou, porque sabia que anjos não podem ser adorados. Da mesmo forma o profeta Daniel também se prostrou diante deste mesmo ser poderoso, mas não se prostrou para adorá-lo, mas curvou-se diante dele como sinal de reverência. Perceba que esse Ser Poderoso vestido de roupa talar que apareceu a Daniel é o mesmo Ser Poderoso vestido de roupa talar que apareceu a João na ilha de Patmos e disse ser o Senhor Jesus Cristo. E nem Daniel e nem João adorou esse Ser Poderoso, porque ele não é Deus. Veja as passagens:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre; levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão. Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder. Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra. E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo” (Daniel 10:4-11).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apoc. 1:9-18).

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E TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM

Já faz um tempo que fiz um estudo, o qual publiquei no meu blog, provando que Jesus não é Deus e mostrando as interpretações tendenciosas dos teólogos fanáticos que fundamentaram a herética teoria da trindade divina. A teoria da trindade é um dos maiores engodos do Cristianismo.

Sobre a referência de Hebreus 1:6, onde o escritor cita um texto “duvidoso”, afirmando que os anjos devem adorar o Filho primogênito, por não encontrar referência cruzada em nenhum livro do AT, cheguei a afirmar que esta citação era apócrifa, extraída de um livro não-canônico. Mas, depois de muito pesquisar, encontrei a tal referência no livro dos Salmos. O problema é que os estudiosos tradicionais não conseguiram encontrar na Tanach a referência que o escritor da Carta aos Hebreus se referiu. Por essa razão que não aparece referências cruzadas com relação à citação de Hebreus 1:6 nas versões de J. F. de Almeida. A referida citação se encontra em Salmos 97:7b.

Podemos constatar as deturpações das traduções na própria Bíblia, versão de João Ferreira de Almeida. Por exemplo, quando você lê na Bíblia versão corrigida de Almeida, Hebreus 1:6, insinuando que os anjos devem adorar o Filho, nessa mesma versão podemos encontrar a referida citação no livro dos Salmos (97:7b), a mesma pequena frase transcrita para o livro de Hebreus. Vamos comparar?

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: ‘E todos os anjos de Deus o adorem'” (Hebreus 1:6).

A tradução correta é: “E todos os anjos de Deus lhe prestem honras” (ou lhe prestem homenagens).

“O Senhor reina, regozije-se a terra; alegrem-se as numerosas ilhas. (…) Confundidos são todos os que servem imagens esculpidas, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele, todos os deuses” (Salmos 97:1,7).

A frase “prostrai-vos diante dele todos os deuses” refere-se a adoração a Deus, o Pai, e não ao Filho. Ou o autor da Carta aos Hebreus citou o texto corretamente, mas de forma tendenciosa, para provar que Jesus deve ser adorado, ou citou a frase corretamente, com a intenção de dizer que o Filho deve receber honras assim como Deus pai é honrado. Porém, os tradutores deturparam palavras do texto original. A expressão “deuses” refere-se aos anjos.

O certo é que Jesus é um anjo super-poderoso, e os anjos são seres criados; e nenhuma criatura deve ser adorada. Jesus é um anjo porque João o viu nessa condição de anjo, na ilha de Patmos, vestido de uma roupa talar (vestido de linho fino que chegava até os pés), e tinha os lombos cingidos com um cinto de ouro. Somente os anjos poderosos aparecem vestidos dessa maneira na Bíblia.

Aliás, Jesus é um anjo, mas Ele não possui asas. Jesus, quando ascendeu as céus diante da vista dos seus discípulos, ele não subiu voando, mas foi sugado por uma nave espacial que estava por trás das nuvens. Da mesma forma, parece-me que os varões (anjos) que apareceram aos discípulos, após a subida de Jesus aos céus, não possuíam asas.

“Tendo ele [Jesus] dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco” (Atos 1:9-10).

Parece-me que a crença de que os anjos possuem asas é mais uma lenda, ou fantasia imaginada pelos cristãos, ideias tiradas da leitura dos livros de Daniel, Ezequiel e Apocalipse, do que mesmo algo real.

Se anjos possuem asas, acredito que somente a classe dos querubins são seres alados. Jesus e o arcanjo Miguel não possuem asas. Acredito que até os anjos comuns não possuem asas. Talvez as ditas asas dos anjos sejam apenas peças de adorno.

Na Bíblia tem registro da aparição visível de anjos, mas nunca são descritos possuindo asas. Dois varões apareceram na tenda de Abraão, e segundo os melhores intérpretes, esses varões eram anjos de Deus. Esses dois varões se assentaram e comeram junto com Abraão, mas não são identificados com asas. Temos ainda a aparição visível de dois anjos na cidade de Sodoma, os quais foram lá para tirar de forma forçada a família de Ló por causa da catástrofe que estava preste a acontecer. Os moradores da cidade viram os varões, mas não os identificaram como sendo anjos.

Da mesma forma, também apareceu a Josué um homem muito forte que tinha na mão uma espada. Esse homem se identificou como “Príncipe do Exército do Senhor”. E Josué se prostrou diante dele em reverência. O texto fala que Josué se prostrou e o adorou. Mas essa versão da Bíblia que diz que Josué adorou o anjo é tradução tendenciosa de João Ferreira de Almeida. Na verdade, esse anjo poderoso trata-se do arcanjo Miguel, que é o Príncipe do Exército de Deus.

“Ora, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, e olhou; e eis que estava em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua. Chegou-se Josué a ele, e perguntou-lhe: És tu por nós, ou pelos nossos adversários? Respondeu ele: Não; mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué, prostrando-se com o rosto em terra, o adorou e perguntou-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? Então respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez” (Josué 5:13-15).

Temos, ainda, o episódio da luta de Jacó com um anjo. Como a luta aconteceu de madrugada, quando ainda estava escuro, Jacó não conseguiu identificar o anjo do Senhor, e lutou contra ele com espada, imaginando que fosse um de seus inimigos. O anjo, na verdade, só fazia se defender. E quando já estava clareando o dia, o anjo atingiu com um golpe a coxa de Jacó para que ele parasse de o atacar. Quando o dia começou a clarear Jacó conseguiu identificar que aquele contra quem lutava era o anjo do Senhor. Aí ele se desesperou, porque sabia que o anjo estava lá para lhe trazer a resposta das suas orações. E implorou que o anjo lhe entregasse a mensagem. Quando os crentes comuns leem esse episódio sobre a luta de Jacó com um anjo, eles imaginam cada bobagem! Chegam a dizer que o anjo tocou a coxa de Jacó com a finalidade de o abençoar. Quanta tolice desses crentes! E ainda fazem até hinos com a interpretação errada dessa luta de Jacó com o anjo.

Ora, se o anjo com o qual Jacó lutou tivesse asas, por certo, Jacó não teria tido dificuldade em identificá-lo como o anjo do Senhor. Jacó lutou com espada contra o anjo imaginando que fosse um homem comum. A história da luta de Jacó com o anjo está bastante resumida. Se você ler o início do capítulo 32 de Gênesis vai constatar que Jacó viu vários anjos e disse que eles eram do Exército do Senhor. E o anjo que lutou com Jacó era um desses anjos, mas este não tinha asas, pois, o próprio texto diz que este personagem desconhecido era um homem.

“Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia. Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele. Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares. Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido” (Gên. 32:24-28).

Porém, a ideia principal que os crentes tem a respeito dos anjos possuírem asas vem da leitura de Ezequiel capítulos 1 e 10 que fala a respeito dos querubins com quatro asas, da leitura de Isaías 6, que fala sobre os serafins que possuíam seis asas, e de Apocalipse 4, que também descreve anjos querubins com quatro asas. E nenhum desses querubins, nessas passagens, são seres reais. Os querubins de quatro asas, bem como os serafins de seis asas (que são os mesmos querubins) eram esculturas de anjos esculpidas ao redor da nave onde estava o trono de Deus. Esses querubins estavam fixados nos quatro cantos da nave espacial, e suas asas tocavam umas às outras, assim como se tocavam as asas dos querubins esculpidas sobre a Arca da Aliança. Essa Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial de Deus. E o trono de Deus fica postado sobre ela. Quando o texto diz que “se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa”, significa que o trono de Deus foi retirado de sobre a nave, mudando de lugar. O ruído das asas dos querubins na verdade era o barulho dos motores da nave, que eram movidos a propulsão. No capítulo 1 de Ezequiel o profeta consegue ver a nave vindo camuflada entre as nuvens, mas deu pra ele visualizar o jato de fogo expelido pelas turbinas dos motores a propulsão. As rodas que Ezequiel viu nada mais eram que rodas iguais às de um automóvel, que servia para a nave se locomover de um lado para outro sobre o chão. Ezequiel viu a nave surgindo de entre as nuvens e a primeira coisa que viu foi as esculturas dos querubins ao redor da nave. Ezequiel disse que os querubins tinha aparência de monstros, com cabeça de boi, de águia, de leão e de anjo. E pra completar o absurdo, disse que os querubins tinham pernas eretas e se pareciam com pés de bezerro. Ora, tudo isso indica que esses querubins eram esculturas desenhadas ao redor da nave. Diz ainda que esses querubins não se moviam por si só, e andavam sempre no sentido que a nave se movia sobre as rodas. As asas dos querubins não se mexiam, porque eram esculturas, e o ruído que o escritor sagrado diz que vinha das asas, não eram das asas, mas dos motores da nave. Fico imaginando porque os teólogos não enxergam o óbvio, e ficam imaginando coisas absurdas. Essas visões de Ezequiel não tem nada de “espiritual”. Todos os seres ditos “espirituais” são seres iguais a nós, humanos. A diferença é que eles são mais evoluídos e poderosos.

Veja os textos:

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim: Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si; e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia; assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam” (Ezequiel 1:4-12).

“Depois olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante em forma a um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas giradoras, até debaixo do querubim, enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam de pé ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa; e encheu-se a casa duma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do Senhor. E o ruído das asas dos querubins se ouvia até o átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala” (Ezeq. 10:1-5).

Depois dessas minhas explicações, será que você ainda vai ficar imaginando que os anjos possuem asas?

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MAIS ANÁLISE SOBRE OS ANJOS COM ASAS

Se ainda não se convenceu de que anjos possivelmente não possuem asas, atente para mais explicações.

Existe cerca de quatro citações na Bíblia falando a respeito de anjos voando, uma no livro de Isaías, outra em Daniel e duas no livro de Apocalipse.

“Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz” (Isaías 6:6).

“Sim, enquanto estava eu ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora da oblação da tarde” (Daniel 9:21).

“E olhei, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra” (Apoc. 8:13).

“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo” (Apoc. 14:6).

A primeira coisa que se deve notar é que os anjos não são seres espirituais. Por quê? Porque se fossem seres viventes espirituais não precisariam de asas para voar, pois, a força de gravidade não afeta os espíritos. Na visão que Ezequiel teve sobre os quatro seres viventes, ele diz que os seres viventes se elevaram da terra para cima. Logo, a visão que Ezequiel teve (capítulos 1 e 10) não foi num suposto mundo espiritual, mas foi aqui mesmo na terra, no mundo físico. Ezequiel contemplou a visita de uma cápsula ou nave espacial que trazia sobre ela a glória de Deus (trono de Deus). E onde esta nave aportou? A nave desceu sobre o Grande Templo do Senhor, em Israel, e chegou a pousar no chão. Leia com bastante cuidado para você entender.

Anjos com seis asas - Serafins

Em Isaías 6 e Apocalipse 4 diz que os querubins (que são os mesmos serafins) tinham 6 asas. Já Ezequiel diz que cada querubim tinha 4 asas. Isaías diz que os serafins tinham 6 asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voam. Percebe-se um absurdo na interpretação literal dessa passagem bíblica. Como pode um querubim voar com os rostos tapados? Só na cabeça desses crentes malucos, que não sabem interpretar o texto e ficam imaginando ilusões. Os querubins ou seres viventes das visões de Ezequiel, Isaías, Daniel e João não eram seres reais; eram esculturas de anjos que adornavam a cápsula ou nave espacial que levava a tripulação divina.

ASAS QUE FAZEM BARULHO

Isaías diz que um dos serafins voou levando até ele brasas tiradas do altar e Ezequiel diz que as asas dos querubins faziam estrondo. Podemos concluir que essas asas do anjo que voou não eram reais. Embora as asas fossem adornos, mas sob elas havia um motor a propulsão que faziam os anjos descer e se elevar do chão. Eis a razão do barulho das asas dos anjos.

Se os querubins possuem asas, porém, essas asas não são reais. No livro de Daniel, capítulo 7, temos a descrição de quatro animais simbólicos, e um deles diz-se que possuía asas como de águia, e outro possuía asas de ave. Esses animais simbólicos eram bestas da terra. Besta é qualquer animal selvático, como o boi selvagem (búfalo), cavalo, rinoceronte, etc. Portanto, esses quatro animais da visão de Daniel eram simbólicos, pois, é inadmissível existir um animal mamífero com asas de ave. Da mesma forma, é inadmissível crer que existam anjos (parecidos com os humanos) possuindo asas de ave. Se os anjos possuíssem asas, suas asas seriam parecidas com as de morcegos.

No livro de I Reis diz que Salomão mandou construir esculturas gigantes de uns querubins dentro do compartimento do Templo onde ficava posicionada a Arca da Aliança. As asas dos querubins ficam posicionadas sobre a Arca, como se estivessem protegendo as coisas dentro dela. Além dessas esculturas, havia mais duas esculturas pequenas de querubins fixadas sobre a Arca, postadas uma de frente para a outra, e suas asas se tocavam.

De acordo com as referências bíblicas, podemos notar que somente os querubins (ou serafins) são descritos como possuindo asas. Mas, essas asas não são reais, são adornos, e debaixo delas há um motor movido a propulsão, o qual serve para o querubim se locomover.

Para você ver que não podemos fazer interpretação literal dos textos bíblicos, sem uma profunda análise, veja o absurdo que se fala no livro de Salmos e livro de Crônicas:

“E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.” (Salmos 18:10).

No salmo 18 Davi descreve poeticamente o Deus Todo-Poderoso como um grande dragão que cospe fogo e solta fumaça pelas narinas. E chega ao absurdo de dizer que ele monta nas asas de um querubim e voa. Mas, conclui afirmando que ele voa sobre as asas do vento. Ou seja, voa sobre uma coisa imaginária. E a imaginação não está na mente de Deus, mas na mente do salmista.

Se formos fazer interpretação literal desse texto, devemos entender que as asas dos anjos possuem motores movidos a propulsão, pois Ezequiel diz que as asas dos querubins faziam bastante estrondo. Logo, percebe-se que eram estrondo dos motores sob as asas.

No livro de Apocalipse João tem a visão de uma águia voando sobre o céu proclamando juízos sobre a Terra; e mais na frente ele contempla um anjo voando no céu, proclamando um evangelho eterno aos habitantes da Terra. Sabemos que águia não fala. Sendo assim, podemos deduzir que essa “águia” era um anjo. E se o anjo voava, logo, ele se encontra num local onde existe força de gravidade, para poder existir lógica para o uso das asas. E segundo a concepção de reino espiritual, sabemos que não é necessário o uso de aves para os seres se locomoverem. Portanto, conclui-se que as visões que João teve foram num mundo físico, e não num mundo espiritual.

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DEUS NÃO CONFIA TOTALMENTE NOS SEUS ANJOS, E TEME QUE POSSAM COMETER ALGUMA LOUCURA

“Eis que Deus não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura” (Jó 4:18).

Apesar da frase de Jó 4:18 ser atribuída a Elifaz, amigo de Jó, acredito que ela resume uma verdade.

No final do livro de Jó, Deus ordena que Jó ofereça sacrifícios pelos seus amigos, porque eles não falaram bem a respeito de Deus. Isso não significa que tudo o que os três amigos de Jó falaram foi inverdades. Na verdade, o que eles “não falaram bem” foi a respeito do caráter de Deus. Se admitirmos que tudo o que os três amigos de Jó dissertaram foi devaneios de suas mentes, então, devemos considerar que nem tudo o que Jó falou foi verdades absolutas.

Os amigos de Jó também falaram muitas verdades. E uma dessas verdades é o que disse Elifaz em Jó 4:18. Deus não confia totalmente nos seus anjos, e teme que até possam cometer alguma loucura. Uma prova disso é o próprio querubim ungido, conhecido como Satanás, que se rebelou contra o seu criador.

Se Jesus é um anjo poderoso, logo, Ele não pode ser Deus, nem igual a Deus, pois, os anjos são criaturas passíveis de fraquezas e de cometer erros. Por essa razão, Jesus disse que não deviam chamá-lo de “bom”, porque bom mesmo só existe um, que é Deus. Mesmo contrariando a si mesmo, Jesus chegou a se intitular de o “Bom Pastor”, em João 10. Isso não significa que Jesus era esquizofrênico. Ou seja, uma hora dizia que não deviam chamá-lo de “bom Mestre”, e depois, dizia que era o “bom Pastor”.

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JESUS, O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

O emprego da expressão “Deus Unigênito” em João 1:18, na Bíblia Almeida Corrigida, foi traduzida de forma tendenciosa, para justificar a doutrina da deidade de Jesus.

Na Bíblia de Jerusalém o verso de João 1:18 está traduzido corretamente.

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Bíblia de Jerusalém).

O apóstolo João empregou de forma errada a palavra “unigênito” para se referir a Jesus durante a narração do Evangelho. A palavra correta é PRIMOGÊNITO. O vocábulo “unigênito” está errado porque não existe nenhuma concordância na Bíblia a respeito desse termo utilizado por João, pois, nenhum outro escritor do Novo Testamento empregou essa palavra para se referir a Jesus. Alguns estudiosos alegam que João se utilizou de um termo de cunho esotérico para dizer que Jesus é um ser divino que eclodiu (foi dado à luz) de dentro do próprio Deus.

Jesus é um anjo. Portanto, é uma criatura. Na verdade, Jesus foi o primeiro ser vivo perfeito a ser criado. Ele sempre esteve com Deus desde o dia em que foi criado. Quando a Bíblia diz que Ele é o princípio da criação de Deus, significa que Ele foi a primeira criatura perfeita a ser criada. E todas as outras coisas foram criadas por intermédio dele, menos o Universo, porque este sempre existiu.

Perceba que João escreveu o Apocalipse, mas ele não emprega a palavra “unigênito” para se referir a Jesus, mas utiliza a expressão “princípio da criação”, que significa “primogênito da criação”.

O apóstolo Paulo emprega corretamente a palavra “primogênito” para afirmar que Jesus foi a primeira criatura perfeita criada por Deus. Jesus disse que “antes que Abraão existisse, eu sou”. Ora, se Jesus sendo um Anjo Poderoso, o braço direito de Deus, se encarnou para morrer pela humanidade, logo, ele já existia com Deus antes da criação de Adão e Eva, e antes do surgimento de Abraão, mas não era Deus. Ele estava com Deus no princípio, mas não era Deus Todo-Poderoso. No livro dos Salmos os anjos são chamados de “deuses”. Jesus e os anjos podem ser considerados seres divinos, pois, vivem nos céus, mas não são deuses iguais a Deus Todo-Poderoso. São criaturas.

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Colossenses 1:15).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apoc. 3:14).

“Princípio da criação” significa o “primogênito da criação”, o primeiro ser perfeito a ser criado.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus lhe prestem honras” (Hebreus 1:6).

 

30/07/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | Deixe um comentário

‘CÉU’ E ‘ESPIRITUAL’ NÃO TEM NADA A VER UMA COISA COM A OUTRA

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Em pleno século XXI os crentes ainda desenvolvem uma mente primitiva, selvagem.

Pecadores lançados no lago de fogo

Os crentes, até os dias de hoje, imaginam que tudo o que existe nos céus, acima de nós, são ‘coisas espirituais’. Ora, isso não passa de imaginação primitiva, sem noção, pois, tudo o que existe nos céus, acima de nós, são coisas físicas. Não existe nada de ‘espiritual’ neste Universo. Tudo é físico.

Imaginar que o que existe nos céus é espiritual é a mesma coisa que imaginar que existe outro mundo ou um mundo desconhecido acima da abóboda celeste, e que essa abóboda celeste é sustentada por grandes colunas. E que as estrelas são pequenos luzeiros pendurados debaixo da abóboda celeste.

Os crentes imaginam que Jesus subiu para o céu porque esse lugar é espiritual. Imaginam que o Céu é a habitação dos espíritos. Ora, todos os céus, acima de nós, são físicos. Um ser humano em corpo carnal vivo não pode adentrar todos os céus porque ele precisa de ar para respirar, e bem sabemos que no espaço sideral não existe ar respirável. Para adentrar nos céus siderais é preciso levar um balão de oxigênio ou ir dentro de uma nave espacial com bastante reserva de oxigênio.

Ora, Jesus subiu para o céu porque ele se retirou deste planeta e se foi para um outro planeta aqui mesmo no Sistema Solar ou fora dele. Jesus não foi embora para habitar num mundo espiritual. Ele foi embora para outro sistema planetário, muito longe da Terra.

Jesus subiu aos céus em corpo carnal. Quando Jesus subiu aos céus, o texto bíblico diz que uma nuvem o recebeu ou o encobriu. Ou seja, uma nave espacial o recebeu e o levou para o espaço sideral.

“Tendo Jesus dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos” (Atos 1:9).

O profeta Elias também foi levado por uma carruagem de fogo, que nada mais era que uma nave espacial.

Na Bíblia há um relato de que os habitantes que viviam ao redor do Monte Sinai diziam que ouviam barulhos e sons estranhos na montanha e grande fumaceiro. Quando Moisés subiu ao monte para ver o que se passava, ouviu barulhos e viu grande nevoeiro. Por esses relatos, conclui-se que o barulho vinha dos motores a propulsão da nave, e a fumaça pode ter sido dos motores, ou feitas de propósito para encobrir a nave, para que ninguém identificasse o objeto. Quando Moisés subiu ao monte, um anjo lhe falou de perto de uma sarça ardente. O anjo proibiu que o povo subisse no monte, e só Moisés poderia subir lá. A alegação para que o povo não subisse no monte era porque eles poderiam morrer. Mas, por que só Moisés, sendo humano igual aos demais, podia subir no monte e falar com o anjo? Logo, percebe-se que os anjos não queriam que o povo descobrisse os seus segredos, pois sempre há um curioso que descobre as coisas.

O profeta Ezequiel também teve a visão de uma nave espacial, e a descreveu com motores a propulsão, que soltavam labaredas de fogo, e que a nave vinha envolvida num nevoeiro.

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas” (Ezequiel 1:4-6).

Esses quatro querubins que Ezequiel contemplou eram quatro imagens de anjos esculpidas nas paredes da nave (ou em cada canto da nave) e tinham quatro asas. Isaías e João tiveram esta mesma visão da nave e disseram que os tais querubins tinham seis asas. E o próprio Ezequiel descreve que esses querubins não se mexiam. Para onde as rodas da nave andavam, eles andavam igualmente, para frente e para trás. Uma pessoa que faz uso da razão sabe que um anjo não pode possuir quatro ou seis asas, exceto se se tratar de uma imagem esculpida ou desenho na parede. Portanto, se você que me lê faz uso normal de suas faculdades, entenda que não pode existir anjo vivo com quatro e muito menos com seis asas.

O termo ESPIRITUAL deriva de ‘espírito’, que significa ‘aquilo que não se vê a olho nu’.

Paulo disse que o mundo não entende as coisas que os crentes acreditam pela fé, porque essas coisas se discernem espiritualmente. Paulo falava assim porque ele não sabia que as coisas que existem, mas que não podem ser vistas a olho nu, também são físicas.

Não é porque não vemos uma coisa que essa coisa é espiritual. Não enxergamos os elementos químicos do ar, mas eles estão ao nosso redor. E nem por isso vamos dizer que os elementos do ar são espirituais.

Acredito que cada ser humano é formado por dois corpos: um carnal (físico) e outro ‘espiritual’. O corpo ‘espiritual’ é feito de uma matéria sutil, que não pode ser vista a olho nu. O ser humano não pode subsistir eternamente nesse corpo dito ‘espiritual’, porque ele não tem como interagir como o meio onde habita. Para interagir com o meio físico, é necessário que o corpo ‘espiritual’ se revista do corpo carnal e mortal. Não há sentido viver no espaço sideral (o tal Céu dos crentes) sem um corpo físico, visível a olho nu. Por isso, esse é o objetivo da ressurreição: para que os humanos salvos recebam novamente o corpo carnal e mortal para reviver e habitar eternamente aqui mesmo neste planeta, que será restaurado e governado pelo Messias. Nenhuma criatura é imortal. Todos são mortais. Mesmo o crente salvo, após ressuscitado, continuará sendo mortal. Porém, os que forem obedientes não morrerão, porque Deus concederá o elixir da vida, o fruto da árvore da vida, isto é, o poder que fará com que seus corpos sempre permaneceram jovens. Adão e Eva viviam no paraíso, mas eram mortais. Só não morriam porque recebiam desse poder da imortalidade, que se chamava fruto da árvore da vida.

Um exemplo bem esclarecedor é o caso dos demônios. Se os demônios subsistem em corpos ‘espirituais’, então o que eles estão fazendo aqui na Terra? O lugar deles não é os céus? Por que é obrigatório o espírito do crente ir para os céus? Será que o mundo ‘espiritual’ não está aqui mesmo ao nosso redor?

Alguns exegetas bíblicos atestam que os demônios são os espíritos dos mortos do grande dilúvio, e que para estes não houve destinação de suas almas. Esses espíritos ficaram soltos, vagando no tempo e no espaço. Como muitos desses espíritos eram dos filhos dos gigantes que corromperam a Terra, são espíritos do mal, que vivem constantemente revoltados contra Deus. Por isso, eles se vigam nos seres humanos vivos, principalmente naqueles que são obedientes a Deus.

Apesar dos corpos dos espíritos dos mortos humanos não serem vistos a olho nu, mas eles são formados de matéria. Portanto, são físicos. Só que não podem interagir com o meio físico onde estão contidos. E nem se sentem felizes em subsistir no corpo ‘espiritual’.

Jesus mostrou que os demônios (ou espíritos de humanos) não se sentem confortáveis em seus corpos ‘espirituais’ e, por essa razão, procuram sempre se abrigar num corpo qualquer, de preferência os corpos humanos carnais, porque eles precisam interagir com o meio. Ou então, em razão de sentirem muito frio, procuram os corpos dos humanos vivos para se abrigarem.

“Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa” (Mateus 12:43-45).

Certa vez Jesus expulsou uma legião de demônios que estava no corpo de um endemoninhado, e eles pediram permissão para entrar nos corpos de uns porcos que havia no local. E Jesus autorizou. Por esses relatos, podemos concluir que o subsistir na forma de ‘espírito’ não tem sentido, não traz felicidade. Por isso é necessário a ressurreição, para que possamos assumir um novo corpo físico e carnal.

“Rogaram-lhe, pois, os demônios, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E ele lho permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada, que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram” (Marcos 5:12-13).

Os crentes aprenderam na Bíblia que não podemos enxergar as coisas espirituais com os olhos carnais. Ou seja, temos que ter olhos espirituais para enxergar as coisas espirituais. A questão é que o que supostamente vemos com ditos olhos espirituais não significa que sejam necessariamente coisas espirituais, mas físicas, ou então, coisas ilusórias, como no caso das coisas que vemos em sonhos. Através dos olhos da mente, isto é, em sonhos durante a noite, cada ser humano vivo e carnal pode ver outros mundos, pode contemplar lindas paisagens, pode até ver o inferno, os demônios e dialogar com personagens fictícios sem precisar desse tal olho espiritual. No entanto, tudo isso não passa de imaginações da mente humana.

Jesus disse que os demônios não se sentem felizes e contentes vivendo no suposto mundo ‘espiritual’ deles. Por isso, procuram os corpos humanos para se alojarem ou para se manifestarem através dos sentidos. Então, como os crentes acham que serão felizes vivendo em forma de espírito num mundo espiritual nos céus?

A QUESTÃO DA ONIPOTÊNCIA DE DEUS E A IMORTALIDADE DOS ESPÍRITOS

Os teólogos evangélicos tradicionais ensinam que os pecadores que não forem salvos serão lançados no lago de fogo, e lá sofrerão tormento por toda a eternidade. No entanto, o camarada que defende tamanha crueldade não merece ser chamado de ser humano, e muito menos de cristão. Pois, se nós, humanos, tendo a nossa justiça fraca e falha, sabemos determinar uma pena de acordo com a gravidade do crime praticado pelo criminoso, por que Deus, sendo todo ‘justiça e amor’, iria praticar tamanha crueldade com os pecadores, e jogá-los de igual modo no mesmo buraco, sem nenhuma distinção de pena? Que espécie de deus é esse que os evangélicos adoram?

Se os espíritos dos demônios e dos humanos que morreram subsistem em corpos ‘espirituais’, como esses corpos sobrevivem no mundo ‘espiritual’? De que eles se alimentam para continuar existindo? Será que os espíritos são imortais? Bem…, essa pergunta é muito difícil de ser respondida, mas não impossível.

Acredito que os ‘espíritos’ não são imortais. Creio que os corpos ‘espirituais’ são passivos de destruição ou aniquilamento. Se não admitirmos isso, estamos afirmando que Deus não é onipotente. Ora, se Deus criou os ‘espíritos’ de cada ser humano, como ele não pode desfazer aquilo que criou? Há quem diga que o espírito de cada ser humano é parte da essência ou substância de Deus, por isso ele não morre, não pode ser destruído. E para comprovar isso, utilizam-se de algumas passagem bíblicas, como esta:

“Porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; (…) e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Eclesiastes 12:5-7).

Por outro lado, se os corpos espirituais dos humanos são imortais, então, todos nós somos deuses, embora fracos em poder, e somos subjugados pelos ‘espíritos’ superiores. E se Deus – o Espírito Superior – sentencia os pecadores, seus desafetos, a um sofrimento eterno no lago de fogo, isso o constitui no maior sanguinário das galáxias. Pois, age de forma covarde contra seus irmãos mais fracos. Ou seja, Deus prende seus desafetos, que não tem poder, e os coloca em masmorras eternas, sem que tenham uma revisão de pena, sem que tenham tido um julgamento justo, recebendo uma pena de acordo com a gravidade dos seus delitos. E quem defende tal ensinamento é um louco desvairado.

Conforme já afirmei, os corpos ‘espirituais’ não são imortais. Portanto, são passivos de aniquilamento. Se os corpos ‘espirituais’ necessitam de algum alimento ‘espiritual’ para subsistir, isso eu não sei. O que sei, e o que aprendi na Bíblia de forma correta é que só existe um ser que é imortal: Deus-Pai, o Todo-Poderoso. Os anjos e todos os ‘espíritos’ dos humanos são mortais e passivos de aniquilação. Não creio que o ‘espírito’ de cada ser humano seja parte integrante da essência de Deus. Se isso fosse verdade, cada um de nós seria um pequeno deus, imortal. E se Deus nos condenasse, estaria condenando a si mesmo, ou, no mínimo subjugando seus irmãos ou filhos, por serem inferiores em poder.

Na ressurreição do último dia todos os pecadores irão ressuscitar para serem julgados. Muitos serão salvos. E os que não forem salvos no julgamento do Grande Trono Branco serão lançados no lago de fogo, isto é, no Sol, para o aniquilamento final do ‘espírito’, isto é, do corpo ‘espiritual’. Nada pode subsistir na alta temperatura do Sol. Todos os corpos físicos ou ‘espirituais’ serão aniquilados ou cessados de existir na grande temperatura do Sol. E a própria Bíblia chama a isso de ‘segunda morte’. A primeira morte é a morte do corpo carnal; a segunda é a morte do corpo ‘espiritual’. Portanto, nenhum ‘espírito’ irá permanecer sofrendo eternamente no lago de fogo, pois, isso seria um crime indescritível.

Deus é justiça e amor. Mas, misturado à bondade e justiça de Deus, os religiosos conseguiram colocar ensinamentos terríveis na Bíblia. Ou no mínimo adulteraram os textos bíblicos ao traduzi-los para outros idiomas, com a intenção de amedrontar os fiéis ou fazê-los seguir a religião e obedecê-los por medo do inferno.

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Miquels7

 

22/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , , | Deixe um comentário

A VISÃO DO TRONO DE DEUS DE EZEQUIEL, DANIEL, ISAÍAS E JOÃO

Estudo comparativo da visão que Ezequiel, Daniel, Isaías e João tiveram sobre o Trono de Deus e os querubins.

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By Miquels7 – Todos os direitos reservados

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Estou preparando um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extraterrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem. 

O estudo será postado, abaixo, em imagem de arquivos PDF, pois, a estrutura do texto é feita em colunas, contendo as passagens bíblicas dos lados direito e esquerdo, e na coluna central os comentários.
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Rodas de Ezequiel 03

INTRODUÇÃO

Os deuses criaram a raça humana aqui na Terra com a finalidade de cuidá-la e também para que desfrutassem de toda sua riqueza. Os humanos deviam se multiplicar na face na Terra, mas não podiam adquirir conhecimento e nem obter o domínio sobre a matéria e os cosmos. Não podiam se tornar civilizados. Tinham que permanecer sempre como nativos, isto é, vivendo como os índios, nus, inocentes, sem se envergonhar da nudez. E como prêmio, Deus lhes concedeu o elixir da vida, o fruto da vida eterna, para que nunca morressem. Mas, um dentre os seres celestiais sabotou a criação e frustrou os planos de Deus (ou deuses). O homem “pecou” ao se tornar civilizado e obter o domínio da matéria. Por causa disso, Deus amaldiçoou o homem e também a Terra. Mas, prometeu um dia resgatar os homens bons e também restaurar a Terra ao seu estado original.

Os humanos da raça dos atlantes não representavam um perigo para os deuses e nem para o próprio planeta. Porém, os humanos da raça adâmica se tornaram um grande perigo não só para os deuses, como para o planeta Terra e todo o Sistema Solar.

Comparo o perigo que representa o governo humano civilizado para os deuses e os cosmos, com o perigo que representa o governo da Coréia do Norte em relação aos Estados Unidos e o resto do planeta. Deus (ou os deuses) deixou o homem civilizado se multiplicar e se espalhar sobre a face da Terra, mas subestimou o tamanho do perigo que isso representava. Os cientistas humanos, ao adquirirem o conhecimento e controle da matéria, foram além do que os deuses esperavam. Assim também os EUA e a ONU subestimaram o governo da Coréia do Norte, e não achavam que um dia esse país iria desafiar as grandes potências do planeta Terra, e ser a causa de uma possível tragédia nuclear. Por isso, não resta alternativa aos governantes da Terra, a não ser a destruição do governo da Coréia do Norte. De forma análoga, também podemos comparar e afirmar que Deus subestimou o perigo que o homem poderia representar para o planeta e para os cosmos. Se Deus não subestimou, como dizem os teólogos tradicionais, ele então previu, na sua onisciência, que o homem não teria fim nas más intenções do seu coração, e traçou um plano para pôr fim ao domínio do homem sobre a Terra. E o Livro com sete selos descrito no Apocalipse nada mais é do que esse plano que Deus traçou para destronar o homem do domínio aqui na Terra. Todos os juízos de Deus contidos no Livro de sete selos do Apocalipse serão necessários para que Deus tome o controle do planeta Terra, e faça reinar aqui o Messias, o Ungido, enviado do Céu, para governar as nações e não mais deixar que o homem continue com sua busca desenfreada pelo conhecimento e domínio da matéria.

“Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre (de Babel) que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade” (Gênesis 11:5-8).

Mas os humanos não cessaram de edificar nada, e estão na busca desenfreada pelo conhecimento e o domínio da matéria. Agora eles querem alcançar os cosmos com suas naves espaciais, a procura de outros mundos habitáveis. No entanto, o perigo maior está aqui mesmo no planeta: as bombas nucleares, os vírus mortais e pestes que podem ser espalhadas rapidamente entre a população. Portanto, não resta ou saída. Deus terá que destruir todos os governos humanos aqui da Terra, o tal governo da Besta-666.

Acho que Deus (ou os deuses) não imaginou que o homem que colocou aqui na Terra, com um cérebro limitado, pudesse ir tão longe à busca do conhecimento, ao ponto de dominar a matéria, perscrutando o ínfimo de cada molécula dos elementos químicos. Não imaginou que o conhecimento ou a Ciência humana se voltasse para o controle dos átomos e das moléculas dos elementos químicos. Não tinham ideia da nanotecnologia. Pelas descrições da tecnologia extraterrestre nos livros de Ezequiel, Daniel e Apocalipse, podemos notar que os deuses não têm conhecimento da nanotecnologia. Por isso, mais do que nunca, os humanos se tornaram um perigo mortal para os deuses e para todo o Universo. Pois, nunca haverá limites para os cientistas na busca do conhecimento e domínio da matéria. De qualquer forma, já está traçado um limite para o homem, o qual ele não poderá ultrapassar. Os deuses devem ter aprendido muito com os humanos, tanto na organização de suas sociedades, como na obtenção do conhecimento sobre a matéria, que nem eles tinham. Mas os humanos não podem viver sem o controle de suas ações e intenções de suas mentes limitadas. Alguns ufólogos afirmam que as aparições de discos voadores começaram a surgir com mais frequência depois que foram detonadas as primeiras bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Os deuses desceram para ver o que se passava aqui na Terra, assim como desceram quando os primeiros humanos estavam construindo a grande Torre de Babel. Agora eles estão mais preocupados com os destinos da raça humana, porque ela mesma pode se autodestruir com bombas atômicas.

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SÍNTESE GERAL

Imaginava eu que o profeta Isaías, em sua visão, possivelmente tivesse se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista o mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis. Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel.

Não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E a nave era quadra, tendo o mesmo formato da Arca da Aliança. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins, ao redor da nave, tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição, pois, no segundo relato ele não vê rosto de boi, e ainda acrescenta o rosto de querubim.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que o profeta contemplou não eram literais. Eram figuras de anjos desenhadas ou esculpidas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor e rodas para pousar no chão, bem como o barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Arca da Aliança

01 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João02 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João03 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João

(Continua …….)

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16/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , , , | 9 Comentários

SESSÃO APRENDENDO A BÍBLIA CORRETAMENTE

*****(CORRIGIDO E ACRESCENTADO MAIS INFORMAÇÕES*****

1) Os Anjos Não Cantam, Não Entoam Cânticos

A faculdade de cantar é uma característica exclusiva da raça humana e das aves terrestres.

Em nenhum lugar da Bíblia vemos os anjos entoando cânticos para Deus ou cantando para se divertirem. Nos livros proféticos do Antigo Testamento, nos Salmos e no Apocalipse não há evidência explícita de anjos cantando. O que existe são menções a anjos adorando ou glorificando ao Deus Todo-Poderoso com palavras e não com cânticos.

Os crentes imaginam que vão cantar no Céu junto com os anjos. Outros dizem que haverá coros de anjos no Céu, cantando melodias que não tem fim. Porém, tudo isso não passa de fantasias da mente humana. Sei que há muitos hinos bonitos e comoventes que fazem referências a anjos cantando no céu, e até aprecio esses hinos. No entanto, são crendices que os crentes aprenderam devido a ensino deturpado das Escrituras.

Aprecie esses dois belos hinos de Juarez Arraes e Josué Barbosa Lira clicando nos links, abaixo. São bens inspiradas as melodias desses cânticos, mas a parte da poesia que fala dos anjos cantando não retrata uma verdade. Ademais, o poema desse hino “Canto dos Arcanjos”, de Josué Lira, é lindo, mas a melodia pode não ser inspirada, visto que essa melodia é a mesma do hino 151 da Harpa Cristã, “Fala Jesus Querido”. Não sei exatamente qual desses dois hinos tem a melodia plagiada.

1) CANTO DOS ARCANJOS
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/31+Canto+dos+Arcanjos+-+Josu*c3*a9+B.+Lira,944743596.mp3(audio)

2) CRENTE FIEL
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/30+Crente+Fiel+-+Juarez+Arraes,944743646.mp3(audio)

3) Fala Jesus Querido
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/HINOS+DA+HARPA+CRIST*c3*83/Harpa+de+Ouro+-+640+Hinos+da+Harpa+Crist*c3*a3+(Cr*c3*a9ditos+ao+Devan)/151+FALA+JESUS+QUERIDO,788939749.mp3(audio) 

O ato de cantar é uma arte, mas o cântico humano é motivado por diversos fatores emocionais. As aves cantam sempre quando estão alegres. Os humanos cantam quando estão alegres ou tristes, felizes ou melancólicos. E também cantam para se divertir ou para render culto às divindades.

E os anjos também não tocam instrumentos musicais para louvar a Deus. No Apocalipse aparecem anjos tocando trombetas referentes aos juízos de Deus. Porém, há muitas referências de humanos tocando instrumentos musicais, como harpas, para render louvor a Deus.

No livro de Apocalipse está a prova final de que os anjos não podem aprender a cantar, talvez porque não possuem as cordas vocais semelhantes às dos humanos. Ou talvez porque não existem motivos emocionais para entoarem cânticos.

“E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra” (Apoc. 14:2-3).

Aí está a prova que os anjos não cantam e nem podem aprender a cantar como os humanos cantam.

2) Não Existe a Classe Angelical dos Serafins

Teólogos, exegetas e pastores sempre ensinam que as classes angelicais são: anjos, arcanjos, querubins e serafins. Mas a verdade é que só existe a classe dos anjos comuns, os mensageiros, e classe dos querubins. Arcanjo não é uma classe de anjo, mas uma patente angelical superior.

Na Bíblia existe uma única referência à suposta classe angelical dos SERAFINS no livro de Isaías. Porém, se existe a doutrina dos anjos, os teólogos não podem se utilizar de uma única referência para definir a classe dos serafins. Na verdade, os tais serafins que Isaías contemplou eram os mesmos querubins que o profeta Ezequiel descreveu de forma detalhada. Os serafins de Isaías tinham seis asas, e os querubins de Ezequiel tinham quatro asas. Mas Isaías pode ter se confundido sobre o números de asas. Logo, percebe-se que os serafins de Isaías eram os mesmos querubins de Ezequiel. E Ezequiel contemplou muitos anjos em suas visões, mas não fez nenhuma referência à suposta classe dos serafins. E nem no Apocalipse vemos referências aos tais serafins. Talvez o profeta Isaías não tinha palavras apropriadas para descrever a magnitude dos anjos que contemplou, e os denominou de serafins. Já a classe dos querubins era bem conhecida dos hebreus e é bastante citada na Bíblia. Tanto é que sobre a Arca da Aliança havia a escultura de dois querubins postados um de frente para o outro, com as asas se tocando.

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. (…) Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Isaías 6:1-7).

“Depois olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante em forma a um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas giradoras, até debaixo do querubim, enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam de pé ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa; e encheu-se a casa duma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do Senhor. E o ruído das asas dos querubins se ouvia até o átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala. Sucedeu pois que, dando ele ordem ao homem vestido de linho, dizendo: Toma fogo dentre as rodas, dentre os querubins, entrou ele, e pôs-se junto a uma roda. Então estendeu um querubim a sua mão de entre os querubins para o fogo que estava entre os querubins; e tomou dele e o pôs nas mãos do que estava vestido de linho, o qual o tomou, e saiu. E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas. Então olhei, e eis quatro rodas junto aos querubins, uma roda junto a um querubim, e outra roda junto a outro querubim; e o aspecto das rodas era como o brilho de pedra de crisólita. E, quanto ao seu aspecto, as quatro tinham a mesma semelhança, como se estivesse uma roda no meio doutra roda. Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam, mas para o lugar para onde olhava a cabeça, para esse andavam; não se viravam quando andavam. E todo o seu corpo, as suas costas, as suas mãos, as suas asas, e as rodas que os quatro tinham, estavam cheias de olhos em redor. E, quanto às rodas, elas foram chamadas rodas giradoras, ouvindo-o eu. E cada um tinha quatro rostos: o primeiro rosto era rosto de querubim, o segundo era rosto de homem, o terceiro era rosto de leão, e o quarto era rosto de águia. E os querubins se elevaram ao alto. Eles são os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. E quando os querubins andavam, andavam as rodas ao lado deles; e quando os querubins levantavam as suas asas, para se elevarem da terra, também as rodas não se separavam do lado deles. Quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam, estas se elevavam com eles; pois o espírito do ser vivente estava nelas. Então saiu a glória do Senhor de sobre a entrada da casa, e parou sobre os querubins. E os querubins alçaram as suas asas, e se elevaram da terra à minha vista, quando saíram, acompanhados pelas rodas ao lado deles; e pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles. São estes os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar; e percebi que eram querubins. Cada um tinha quatro rostos e cada um quatro asas; e debaixo das suas asas havia a semelhança de mãos de homem. E a semelhança dos seus rostos era a dos rostos que eu tinha visto junto ao rio Quebar; tinham a mesma aparência, eram eles mesmos; cada um andava em linha reta para a frente. (Ezequiel 10:1-22).

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EXPLICANDO COM MAIS DETALHES A VISÃO DO TRONO DE DEUS E DOS QUERUBINS COM SEIS ASAS

Afirmei, acima, que Isaías possivelmente teria se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista esse mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis.

Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel. Eu não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

Vou postar brevemente um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extra-terrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando eu era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem.

Vejam o relato, em Apocalipse 4, da visão dos querubins:

“2 Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono;
3 e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda.
4 Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro.
5 E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus;
6 também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.
9 E, sempre que os seres viventes davam glória e honra e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive pelos séculos dos séculos”.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que Ezequiel contemplou não eram literais. Eram figuras de querubins desenhadas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor, rodas para pousar no chão, e barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Agora, observe a descrição da visão dos querubins de Ezequiel, no primeiro capítulo. Ezequiel só reconhece que eram querubins os seres viventes que contemplou no capítulo 10.

“1 Ora aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.
5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;
6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;
10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.
12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13 No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
14 E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.
15 Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.
16 O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17 Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam.
18 Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19 E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas.
20 Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22 E por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.
23 E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.
24 E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas.
25 E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26 E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele.
27 E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele.
28 Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.

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Devido aos questionamentos que sei que muitas pessoas irão fazer, afirmando que eu desconheço a Bíblia – e na verdade são elas que estão entorpecidas pelos ensinamentos errôneos -, faz-se necessário acrescentar mais explicações a este post. Pois, quando alguém aparece falando a verdade, as pessoas não querem aceitar de forma alguma, e apelam para a ignorância. Portanto, tenho que fazer outros esclarecimentos a respeito desse assunto. Geralmente as pessoas não confiam no que eu falo, pois acham que eu sou um maluco, que não sei de nada sobre as doutrinas da Bíblia. Sei de quase tudo e um pouco mais. Meu objetivo aqui é desfazer toda essas aberrações doutrinárias que fazem a cabeça dos crentes fanáticos.

Conheço basicamente todas as doutrinas das igrejas e sei do que falo. E não explico detalhadamente as coisas que falo, porque o texto vai ficar muito extenso e cansativo a leitura. Mas, devido aos questionamentos, tenho que acrescentar mais explicações.

As passagens bíblicas que os teólogos se utilizam para comprovar que os anjos cantam são as seguintes: cantaram na criação (Jó 38.7); cantam na volta do pecador (Lc 15.7); cantam na exaltação do Cordeiro (Ap 5.9,10); cantam no arrebatamento dos santos (Ap 14.2,3); cantam no triunfo dos justos (Ap 19.6); cantaram na encarnação de Jesus (Lc 2.13,14). Agora, vejamos as explicações de casa uma dessas referências bíblicas.

1) A referência de Lc 2.13,14 não diz exatamente que os anjos CANTAVAM, mas, que pronunciavam palavras de louvação.

“13 Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.
15 E logo que os anjos se retiraram deles para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém, e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”.

2) A referência de Apoc. 19:6 não garante que a voz de grande multidão seja a dos anjos, mas sim, dos santos que foram salvos. Repare que no final se diz que à grande multidão foi-lhe permitido se vestir de linho fino. E a frase “exultemos e demos-lhe glória” quem diz são os 24 anciãos ou a grande multidão de salvos, e não os anjos.

“5 E saiu do trono uma voz, dizendo: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
6 Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
7 Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou,
8 e foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; pois o linho fino são as obras justas dos santos”.

3) A referência de Apoc. 14:2-3 já foi explicada no meu texto, acima. E o “cântico novo” era entoado somente pela multidão dos 144 mil. E os anjos não podiam aprender e nem entoar aquele cântico junto com a grande multidão de salvos.

“2 E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas.
3 E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra”.

4) A referência de Apoc. 5:9-10 é a mais complicada para explicar. Podemos observar que nessa passagem bíblica não são os anjos que CANTAM, mas, os 24 anciãos. Primeiramente, devemos entender que segundo os melhores exegetas, os 24 anciãos não são anjos, mas seres humanos aperfeiçoados que Deus constituiu como juízes no céu. Devemos entender também, que os quatro seres viventes com rostos de homem, de leão, de águia e de touro da visão de Ezequiel, no primeiro capítulo, não se trata de anjos na sua forma literal. Trata-se de imagens de querubins com 6 asas, esculpidas ao redor do trono, com várias luzes ou lâmpadas, e alto-falantes que ficavam repetindo a frase “santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso”. Você pode ver a descrição detalhada dos quatro seres viventes no capítulo 4 de Apocalipse. Basta comparar com a visão de Ezequiel 1. Ainda se diz que esses quatro seres viventes não tinham descanso e ficavam repetindo aquela frase de louvação de dia e de noite. Logo, percebe-se que as palavras de louvação vinham dos alto-falantes ao redor do trono, colocados atrás das imagens esculpidas dos querubins. Por favor, leia atentamente a descrição dos quatro seres viventes e veja que não se trata de anjos querubins na sua forma literal, mas sim de imagens esculpidas ao redor do trono, assim como Deus ordenou Moisés que esculpisse as imagens dos anjos e colocasse sobre a Arca da Aliança. Leia mais embaixo a passagem do capítulo 4. Observe que só no versículo 11 é que João cita miríades de anjos ao redor do trono que diziam “digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder”. Esses anjos não cantavam. Apenas pronunciavam palavras de louvores.

APOC. 5:
“8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”.

AGORA APOC. 4: A DESCRIÇÃO DOS QUATRO SERES VIVENTES (IMAGENS ESCULPIDAS AO REDOR DO TRONO)

“E ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”.

5) A referência de Lc 15.7 não diz nada sobre anjos cantando no céu.

“7 Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

6) A referência de Jó 38.7 também não pode servir como base para sustentar a doutrina de que os anjos cantam, visto que Jó é um livro poético. E os livros poéticos usam muitas figuras de linguagem, expressões que não podem ser tomadas literalmente. O verbo “CANTAVAM”, empregado nesta tradução, pode significar também o mesmo que JUBILAVAM.

“4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.
5 Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? ou quem a mediu com o cordel?
6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina,
7 quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?”

O trono de Deus que Isaías contemplou no céu, bem como os serafins esculpidos ao seu redor, são os mesmos da visão de Ezequiel e de João no Apocalipse. Os serafins que Isaías contemplou ao redor do trono são os mesmos quatro seres viventes (querubins), com 6 asas, esculpidos ao redor do trono, os quais tinham simbolicamente os rostos de homem, de touro, de leão e de águia, que só os esotéricos sabem dizer qual o significado desses símbolos. Os crentes quando leem essas passagens bíblicas, imaginam que esses quatro seres viventes são literalmente anjos com cara de monstros, com rostos de touro, de leão, de homem e de águia. Que coisa mais bizarra seria se esses anjos querubins fossem realmente como os crentes imaginam! Veja o que diz Isaías 6, e observe que esses serafins são os mesmos quatro seres viventes (querubins) descritos em Ezequiel 1 e Apocalipse 4.

“1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.
2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.
3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”.

Repare que o texto diz que os serafins “clamavam uns para os outros”, pois na verdade, a voz vinha dos alto-falantes postos atrás das esculturas dos serafins (querubins) que estavam fixos ao redor do trono.

QUEM SÃO OS 24 ANCIÃOS REFERIDOS EM APOCALIPSE?

Se você ainda não sabe discernir quem são os 24 anciãos, saiba que esses entes divinos não podem ser anjos. Se eles entoam cânticos é porque não são anjos. Leia, por favor, o texto no link, abaixo:

Quem são os vinte e quatro (24) anciãos em Apocalipse?

https://www.gotquestions.org/Portugues/24-anciaos-Apocalipse.html

Leia mais aqui:
Quem são os 24 anciãos no juízo final?

http://www.abiblia.org/ver.php?id=3568

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Miquels7

14/05/2017 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | 1 Comentário

ENSINANDO O QUE É CRÍTICA LITERÁRIA AOS TEÓLOGOS TRADICIONAIS

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O que escrevo aqui é inédito no mundo e no meio teológico. Duvido que algum teólogo ou exegeta das Escrituras tenha feito uma crítica literária semelhante a esta que aqui apresento. Se surgirem comentários iguais na internet ou em livros a partir desta data, sem citar a fonte ou o autor da ideia, pode crer que é plágio, e plágio baseado em textos publicados por Miquels7 no Blog Mensagens para a Geração.

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Moisés narra o Gênesis

A maioria desses teólogos evangélicos que se formaram não sabe o que é uma crítica literária.

Cerca de 99,999% dos teólogos e intérpretes do Pentateuco não sabe que o escritor de Gênesis – Moisés – inseriu ou citou coisas relativas à Lei de Moisés, em alguns fatos da narrativa de Gênesis. A Lei de Moisés foi estabelecida centenas de anos depois dos fatos narrados no livro de Gênesis. E o autor de Gênesis fez o contrário do que é normal durante uma produção literária. Ele fez referências de coisas do presente durante a narrativa de fatos do passado. O que é um absurdo. O normal é citar textos e fatos do passado em produção de textos relativos ao presente. Ou citar fatos mais antigos em narração de fatos de um passado próximo. Moisés fez o contrário. Citou coisas da Lei ao narrar fatos de um passado remoto.

O livro de Gênesis foi supostamente escrito por Moisés cerca de 2.000 anos após os fatos terem acontecidos. Como Moisés não tinha quase nenhum material de pesquisa datado de antes dos fatos que narrou, então ele não teve como citar uma obra literária anterior, e empregou erroneamente informações do presente numa narrativa do passado.

Apesar de Moisés ter estudado as Ciências com os sábios do Egito e ter tido contato com muitos manuscritos antigos dos Sumérios, mas ele não citou nenhuma obra nominalmente durante a narrativa de Gênesis. Mas há informações ou trechos narrados em Gênesis que evidentemente ele extraiu de algum manuscrito antigo que os sacerdotes dos deuses mantinham eu seu poder. Podemos perceber que Moisés utilizou um texto sumério na primeira parte da narrativa da criação em Gênesis, que vai do capítulo um ao versículo três do segundo capítulo. O primeiro relato da criação é denominado de Elohista, pois, Moisés se refere a Deus como Elohim , cujo significado literal é “os Deuses”. No segundo relato ele emprega INDEVIDAMENTE o termo Jeová ou Javé para se referir a Deus na segunda parte da narrativa da criação, que vai do quarto versículo do capítulo dois até o versículo 24 do terceiro capítulo.

Por que digo que Moisés empregou indevidamente o nome Jeová ou Javé na narrativa de Gênesis? Simplesmente porque ele se utilizou de um nome que foi dado a conhecer centenas de anos depois dos fatos ocorridos. Se um escritor narra fatos de um passado longínquo, ele não pode empregar palavras ou frases de coisas do presente para inserir no relato, pois, isso pode se constituir numa adulteração dos fatos, e pode confundir os leitores. E é exatamente isso que ocorreu em alguns fatos narrados no livro de Gênesis, e que hoje os teólogos e exegetas passam por cima sem perceber, e isso tem gerado muitas controvérsias na formulação de algumas doutrinas.

O próprio Deus declara textualmente a Moisés que o nome Jeová ou Javé só foi dado a conhecer muito tempo depois de os deuses (Elohim) terem aparecido a Abraão em Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia. Veja:

“Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeová, não lhes fui conhecido. Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos” (Êxodo 6:2-4).

Moisés empregou o nome Jeová no Gênesis de forma indevida. O termo ou nome certo que deveria ter empregado para se referir à divindade era ELOHIM, que significa “os deuses”. O próprio Deus Jeová declara a Moisés que não deu a conhecer o seu nome “Jeová” ou “Javé” a Abraão, Isaque e Jacó. O Deus Elohim apareceu a primeira vez a Abraão ainda em Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia. Abraão, Isaque e Jacó se referiam a Deus como Elohim (os deuses), e não como Jeová. Em outras ocasiões se referiam a Deus como o “Altíssimo”, e nunca como Jeová.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho, pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:18-20).

MOISÉS CITOU COISAS DO PRESENTE EM NARRATIVAS DE FATOS DO PASSADO

Vejamos alguns casos em que Moisés emprega indevidamente coisas relativas à Lei em narrativa de fatos do passado. Geralmente ele faz a citação quando termina de narrar um fato, talvez para dar ênfase ou credibilidade à narrativa.

1) Após Moisés terminar a narrativa dos seis dias da criação ele conclui, dizendo: “Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou”. Moisés narra os fatos dos seis dias da criação e conclui que Deus não trabalhou no sétimo dia, por isso, o santificou. E não foi Elohim que disse que havia santificado o sétimo dia. Quem diz é o próprio narrador, citando uma coisa do presente em um relato do passado.

A primeira parte do relato da criação termina em Gên. 2:1. Os dois versículos seguintes são uma conclusão que Moisés faz, referindo-se à santificação do Sábado estabelecido na Lei muito tempo depois.

“Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gên. 2:2-3).

Portanto, Elohim não santificou o Sábado depois do 6º dia da criação. Se assim fosse os israelitas teriam observado a guarda do Sábado muito antes da Lei de Moisés. Em nenhum momento vemos os descendentes de Adão, de Sete ou de Noé guardando a Lei do Sábado. A guarda e observância do Sábado só foi estabelecida depois que os israelitas se firmaram como nação na terra de Canaã.

E o que acarreta isso para a Teologia? Há algum prejuízo à Teologia?

Há, sim. Há muito prejuízo. Porque o estudante de Teologia imagina que tudo o que Moisés escreveu foi direcionado por Deus. Ou seja, se Moisés escreveu, então foi Deus quem falou. E como expus, acima, Deus não santificou o Sábado após o sexto dia da criação, e Moisés emitiu opinião própria citando a Lei do Sábado em relato de fato do passado. Quem tirou essa conclusão que Deus santificou o Sábado após o 6º dia da criação foi o próprio Moisés. A conclusão da narrativa é opinião do próprio narrador. Por não compreenderem esse detalhe da narrativa, os teólogos adventistas empregam o texto de Gênesis 2:2-3 para provar que o Sábado foi santificado por Deus já no início do mundo. E isso não é verdade.

2) Após Moisés narrar o relato da criação de Adão e Eva, ele conclui, afirmando: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. Novamente Moisés citou indevidamente a lei do matrimônio estabelecido por Deus centenas de anos depois.

Moisés não deveria ter feito esse comentário sobre a lei do matrimônio, pois, nem Adão e nem Eva tinham pai ou mãe. Adão e Eva não deixaram a casa de seus pais para se unirem em matrimônio. Logo, percebe-se que essa citação da lei do matrimônio nessa narrativa é totalmente ambígua.

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. (…) Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne (Gênesis 2:18,21-24).

3) Outro exemplo claro é quando o autor de Gênesis diz: “E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”. Esta frase é um acréscimo que Moisés faz citando coisas da Lei para salientar o ato de bondade praticado por Moisés ao sacerdote Melquisedeque. Essa citação da Lei do Dízimo foi feita indevidamente.

Abraão não deu dízimo nenhum a Melquisedeque, porque na época do fato ocorrido a Lei do Dízimo ainda não tinha sido estabelecida. O que Moisés deu a Melquisedeque foi parte do despojo de guerra, e não coisas de sua pose, de sua propriedade, de sua fazenda e do seu gado. O dízimo verdadeiro é relativo ao que a gente possui e produz, fruto de muito trabalho e suor do rosto. E o que Moisés doou a Melquisedeque não foi do fruto de seu trabalho.

Moisés não deveria ter usado a palavra DÍZIMO no livro de Gênesis, porque essa palavra e a própria Lei do Dízimo só surgiu muito tempo depois.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gên. 14:18-20).

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Ainda há outros casos, mas acho que esses três, comentados acima, são suficientes para dar um puxão de orelha nesses teólogos tradicionais. Isso serve para que repensem os fundamentos da doutrina do dízimo e da guarda do Sábado.

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Falou e disse Miquels7

14/04/2017 Posted by | CRÍTICA LITERÁRIA, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

AS CONTRADIÇÕES DA BÍBLIA – PARTE 2

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Há centenas de contradições na Bíblia já conhecidas. Mas há outras ainda mais graves que passam despercebidas.

A morte de Absalão preso pelos cabelos

Os teólogos fanáticos se contorcem de todas as formas para tentar explicar aquilo que eles chamam de “suposta contradição”, mas nem sempre são convincentes. É o tal fanatismo religioso, de achar que na Bíblia não existem erros ou contradições. É claro que existem.

Vejam esses casos. Duvido que consigam explicar essas graves contradições na Bíblia.

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1) Deus diz, através do profeta Jeremias, que não ordenou aos israelitas coisa alguma a respeito de holocaustos e sacrifícios. Mas, no livro de Êxodo está a prova de que Deus instruiu e ordenou a prática de sacrifícios e holocaustos.

a) Deus instrui sacrifícios e holocaustos: Êxodos 8:27; 10:25; 20:24; 29:16-18.

b) Deus não pediu nenhum sacrifício ou holocausto: Jeremias 7:21-23.

“Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei a carne. Pois não falei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem” (Jer. 7:21-23).

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2) O escritor da epístola aos Hebreus afirma que Moisés, DEIXOU o Egito, mas NÃO temeu a fúria do rei, o faraó. Porém, no próprio livro de Êxodo está escrito que ele temeu o rei, e por isso fugiu do Egito.

a) Moisés temeu o rei: Êxodo 2:14-15.

“Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas tu matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Certamente o negócio já foi descoberto. E quando Faraó soube disso, procurou matar a Moisés. Este, porém, fugiu da presença de Faraó, e foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço” (Êx. 2:14-15).

b) Moisés não temeu o rei: Hebreus 11:27.

“Pela fé [Moisés] deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível” (Heb. 11:27).

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3) Jesus afirmou que NINGUÉM subiu ao céu ou desceu do céu, exceto ele próprio. Mas o autor da carta aos Hebreus diz que Enoque foi transladado para o céu para não ver a morte. Então, por que os teólogos ensinam que Enoque e Elias foram transladados para o céu, se o próprio Jesus disse que ninguém subiu ao céu?

a) Ninguém subiu aos céus: João 3:12-13.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (João 3:12-13).

b) Mas alguns já ascenderam aos céus: Enoque (Gênesis 5:24; Hebreus 11:5) e Profeta Elias (II Reis 2:11).

“Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou” (Gên. 5:24).

“Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus” (Heb. 11:5).

“E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (II Reis 2:11).

NOTA PARA OS ESTUDANTES DA BÍBLIA

Em João 3:12-13 Jesus deixa bem claro que apenas Ele foi o único ser (humano ou divino) que subiu e desceu dos céus. Por isso, somente Ele tinha a credencial para falar das coisas do Céu, como é o Céu e o que existe no Céu. Sendo assim, como fica a credibilidade do Livro de Enoch, que narra a sua abdução até os céus, na qual faz algumas descrições de lá? Como fica os relatos das visões do Céu e do trono de Deus descritos nos livros de Isaías, Daniel e Ezequiel? E qual a credibilidade do relato do apóstolo Paulo, que disse ter sido arrebatado até o terceiro céu e ouvido coisas que ao homem comum é vedado falar? (II Coríntios 12). Será uma mentira isso que Jesus disse em João 3:12-13?.

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4) Como o rei Saul morreu? 

Quatro contradições sobre um mesmo assunto. E depois dizem que a Bíblia é perfeita, e não contém um só erro.

a) Saul cometeu suicídio: I Samuel 31:4-6 e I Crônicas 10:4.

b) Saul foi morto por um amalequita: II Sanuel 1:8-10.

c) Saul foi morto pelos filisteus: II Samuel 21:12.

d) Deus mesmo matou Saul: I Crônicas 10:14.

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5) Outra contradição, e no mesmo livro: Os filhos de Absalão.

Absalão teve três filhos e uma filha: II Samuel 14:27.

Absalão morreu e não teve filhos: II Samuel 18:18.

Ergueu até um monumento por motivo de não ter filhos.

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6) Mais outra contradição grosseira na Bíblia: Davi só cometeu um pecado.

Como dizem os pregadores nos púlpitos das igrejas: a Bíblia diz, irmãos, que o rei Davi nunca fez coisas erradas diante de Deus, exceto no caso do seu adultério com a mulher de Urias. Vamos ler isso na palavra do Senhor:

“Porque Davi fez o que era reto aos olhos do Senhor, e não se desviou de tudo o que lhe ordenou em todos os dias da sua vida, a não ser no caso de Urias, o heteu” (I Reis 15:5).

Porém, em II Samuel 24:9-17 está registrado que Davi pecou gravemente diante de Deus por numerar o povo. E por causa desse grave pecado ele foi responsável pela morte de 70 mil israelitas. Toda essa gente morreu por causa do pecado de Davi, e morreu de forma terrível, através de uma grande peste que se alastrou no meio do povo. E Davi mesmo confessou que o povo era inocente.

“E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai” (II Sam. 24:17).

Parece até brincadeira, mas Deus, ao propor a Davi a escolha de três castigos, ele escolheu o castigo para o seu povo, sendo que ele é que havia pecado. Se Davi amasse o seu povo, teria escolhido passar 3 meses sendo perseguido por seus inimigos. Mas ele preferiu ver o seu povo morrer de peste durante 3 dias. Por capricho ou para não ser desmoralizado diante do seu próprio povo, preferiu que o povo se lascasse. E o que dizer da atitude de Jeová ao propor essas barbaridades por causa de sua sede de vingança contra o povo ou por causa do pecado de Davi?! Sem palavras! Neste e em outros casos Davi saiu ileso porque era o queridinho de Jeová, o homem segundo o seu coração. Por esse motivo, Jeová sempre foi bonzinho com Davi. Ele podia praticar seus delitos, mas quem padecia de verdade era o povo por causa de seus erros.

Porém, o mais grave nessa história é o fato de o próprio Senhor Jeová usar de subterfúgio para fazer Davi pecar ao incitá-lo para numerar o povo, para de alguma forma punir os israelitas. Como pode isso….? Se não foi pecado a atitude de Davi na numeração do povo – visto que foi incitado a fazê-lo por Jeová -, sem dúvida, a sua decisão de escolher a morte de 70 mil de seus irmãos foi pura falta de caráter, pelo simples capricho de não querer se passar por fracassado diante de seus inimigos.

“A ira do Senhor tornou a acender-se contra Israel, e o Senhor incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá” (II Samuel 24:1).

Veja:

9 Joabe, pois, deu ao rei o resultado da numeração do povo. E havia em Israel oitocentos mil homens valorosos, que arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil.
10 Mas o coração de Davi o acusou depois de haver ele numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora, ó Senhor, rogo-te que perdoes a iniqüidade do teu servo, porque tenho procedido mui nesciamente.
11 Quando, pois, Davi se levantou pela manhã, veio a palavra do Senhor ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo:
12 Vai, e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três coisas te ofereço; escolhe qual delas queres que eu te faça.
13 Veio, pois, Gade a Davi, e fez-lho saber dizendo-lhe: Queres que te venham sete anos de fome na tua terra; ou que por três meses fujas diante de teus inimigos, enquanto estes te perseguirem; ou que por três dias haja peste na tua terra? Delibera agora, e vê que resposta hei de dar àquele que me enviou.
14 Respondeu Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu.
15 Então enviou o Senhor a peste sobre Israel, desde a manhã até o tempo determinado; e morreram do povo, desde Dã até Berseba, setenta mil homens.
16 Ora, quando o anjo estendeu a mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta; retira agora a tua mão. E o anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.
17 E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai.

O rei Davi cometeu muitos pecados, e não apenas um só. Davi teve várias mulheres concubinas – além de suas quatro esposas -, com as quais teve filhos. Davi teve cerca de 30 filhos.

Davi pecou muitas vezes. Chegou até a compor um Salmo para acusar Jeová de tê-lo abandonado e quebrado o pacto que havia feito com ele. Se Deus virou as costas pra Davi, o motivo foi os seus pecados. Será que no Salmo 89 Davi estava mentindo sobre o caráter e fidelidade de Jeová? Leia também o Salmo 51, onde Davi suplica perdão de Deus pelos seus pecados.

35 Uma vez para sempre jurei por minha santidade; não mentirei a Davi.
36 A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim;
37 será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto o céu durar.
38 Mas tu o repudiaste e rejeitaste, tu estás indignado contra o teu ungido.
39 Desprezaste o pacto feito com teu servo; profanaste a sua coroa, arrojando-a por terra.
40 Derribaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações.
41 Todos os que passam pelo caminho o despojam; tornou-se objeto de opróbrio para os seus vizinhos.

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Vou parar por aqui, porque são inúmeras as contradições de fatos e informações na Bíblia.

Só esses casos já são mais do que suficientes para os crentes deixarem de fanatismo religioso e parar com a idolatração da Bíblia.

A Bíblia contém a Palavra de Deus, contém bons ensinamentos, contém a história do ser divino que veio salvar a humanidade; mas também contém muita barbárie e contradições. E a Bíblia, como um todo, não é a Palavra de Deus, e os seus livros não foram escritos para no futuro serem selecionados de forma tendenciosa pela Igreja Católica, e ser o que é hoje: um livro idolatrado pelos teólogos fanáticos.

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Falou e disse Miquels7

 

25/03/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

Um Zé-Mané Ensinando os Doutores em Teologia a Interpretar o Apocalipse

********(CONCLUÍDO E ACRESCENTADO)********

QUEM SÃO OS INTERLOCUTORES DA NARRATIVA NO FINAL DO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE?

a-volta-de-cristo

Antes de entrar na explanação sobre o Apocalipse, tenho que tecer alguns comentários importantes.

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Tem coisas incríveis no Apocalipse de João que enxergo durante a leitura, e percebo que, depois de quase dois mil anos da cristandade, a quase totalidade dos teólogos continua com uma espécie de venda nos olhos e não conseguem ver nada além do que já viram. É interessante notar que a Bíblia mesmo diz que no tempo do fim os sábios compreenderiam as profecias. Mas só no fim? Por que não antes?

“Muitos se purificarão, e se embranquecerão, e serão acrisolados; mas os ímpios procederão impiamente; e nenhum deles entenderá; mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10).

É claro que quando já estamos próximo do cumprimento de uma profecia os sinais a respeito do acontecimento profetizado são mais evidentes. Jesus mesmo chamou a atenção sobre isso. Com a proximidade de um acontecimento fica mais fácil compreender os sinais de sua chegada.

“Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão” (Mateus 24:32).

Enquanto os teólogos se preocupam em saber o que significa a “figueira” nesta declaração de Jesus, eu, porém, preocupo-me em saber o que é esse “verão”.

Verão é a estação da luz, do calor e do trabalho; ou seja, é um período de tempos trabalhosos, de muita agitação, diversão e descompromisso com o que virá depois.

“Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mateus 24:36-42).

A maioria dos doutores em Teologia afirma que a frase “estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro” está falando do tal arrebatamento. Porém, a interpretação correta diz que esse que é levado é o que se perderá. O que fica é o que será poupado do castigo, da morte ou da calamidade. O texto não se refere a um suposto arrebatamento, mas tão-somente à tribulação que sobrevirá ao mundo nos últimos dias em que muitos escaparão (serão deixados) e outros serão mortos (serão levados). Repare que Jesus disse que o povo antediluviano “não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos”. Ou seja, quem foi LEVADO pelas águas do dilúvio é que pereceu. Também devemos lembrar que durante a invasão de Jerusalém pelo Exército Romano no ano 70 d.C muitos judeus foram poupados da morte. Ou seja, os que ficaram – os deixados para trás – é que foram poupados da morte. Outros que não sofreram a morte imediata foram presos e levados cativos, como escravos. E adivinha quem foi deixado para trás e poupado da morte durante a invasão romana? Justamente os pobres, os mendigos, os doentes e aleijados, que foram deixados para cuidar da terra. O salmista disse que os mansos e os justos herdarão a Terra e nela habitarão para sempre (Salmos 37:11, 29). No Antigo Testamento não há nenhum texto afirmando que os mansos e os justos herdarão o céu. Essa história de que os crentes herdarão o céu é pura heresia e coisa de fanático religioso.

Veja o que Jesus disse no Sermão do Monte:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.1 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:3-12).

Os doutores em Teologia deviam entender e ensinar que a expressão “reino dos céus” está se referindo ao reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra. Não existe reino algum no Céu. Deus não reina exclusivamente sobre anjos, porque anjos não formam nações. Para que haja reino é preciso haver súditos, servos e vassalos. Os anjos não são servos. Se Deus reina no Céu, mas esse reino abrange todo o Universo. Porém, Deus reina especialmente dos céus sobre a Terra, sobre nós. Portanto, devemos entender que “reinos dos céus” quer dizer “reino vindo dos céus sobre nós”. E esse reino será estabelecido definitivamente aqui na Terra depois que todas as coisas forem cumpridas. E esse reino será regido eternamente por Jesus Cristo. A presença permanente de Cristo aqui na Terra junto com os humanos redimidos será igual à presença do próprio Deus no meio de nós. E o reino eterno de Jesus aqui na Terra terá todas as características de um reino humano, mas não será regido como o reino dos homens, e as nações da Terra levarão honras e tributos ao Rei. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmo 47:8).

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. (….) As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:1-3, 24-26).

“Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, a Jerusalém” (Jeremias 3:17).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezequiel 43:7).

“Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias [que estava assentado no Trono], e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:13-14).

Portanto, os salvos irão habitar no reino dos céus aqui mesmo na Terra, e não no Céu, como todos imaginam. E a Nova Jerusalém será a capital do mundo.

Jesus ordenou seus discípulos a pregar, dizendo que era chegado o reino dos céus. E essa é a prova do que afirmei, que o reino dos céus não é um reino localizado no Céu, mas tão-somente um reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra.

“E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7).

“Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque das tais é o reino dos céus” (Mateus 19:14).

Quantas vezes não vi irmãos subir no púlpito da igreja e pregar sobre este versículo de forma totalmente deturpada! A expressão “criança” significa pessoas humildes, pessoas mansas e pacíficas, assim como são as crianças. E a expressão “reino dos céus” não tem nada a ver com um reino no Céu, mas um reino aqui mesmo na Terra.

Quanto à frase “alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus”, vou explicar. Repare que a palavra “céus” está no plural. Na Bíblia não existe a expressão “reino do Céu”, mas somente “reino dos céus”, que quer dizer um reino vindo dos céus sobre nós. Portanto, a frase “porque é grande o vosso galardão nos céus”, a expressão “nos céus” é uma forma abreviada de “reino dos céus” como foi dita logo no início do Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Se omitirmos a palavra “reino” a frase fica assim: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é os céus”. E a palavra “céus” está no plural, e não designa um local exato. “Céus” se refere a todo os espaço sideral. Se os salvos fossem realmente habitar no Céu frase correta seria: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino do Céu” ou “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino no Céu”.

E para um bom entendedor de semântica e análise sintática (sintaxe), na frase “porque deles é reino dos céus”, o verbo ser (é), no singular, está se referindo ao substantivo “reino”, e não ao adjunto adverbial “dos céus”. Portanto, a atenção do intérprete deve ser dada ao vocábulo “reino”, que se refere ao reino do Messias aqui na Terra. Mas os crentes só fixam o olhar na palavra “céus”, e por isso, imaginam que vão morar nos céus.

OS MANSOS HERDARÃO A TERRA, NÃO O CÉU

Fico imaginando por que os crentes não se tocam quando leem no Sermão do Monte a frase Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”!

Se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, por que os crentes ficam imaginando que vão herdar o Céu? Ou será que Jesus estava maluco (sofrendo de esquizofrenia), uma hora falando uma coisa, e mais na frente falando outra?

Pergunto aos doutores em Teologia: Os salvos irão herdar a Terra e viver nela para sempre, ou irão herdar o Céu, e habitar junto com Deus e os anjos?

Se perguntarmos para um crente se ele prefere herdar a Terra ou herdar o Céu, por certo ele irá responder que prefere herdar o Céu. Logo, vemos que é difícil mudar a mentalidade dos crentes sobre essa questão de querer ir morar junto com Deus no Céu, pois, foram doutrinados de forma equivocada, e não aceitam o contraditório.

Ora, se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, logo, a expressão “herdar o reino dos céus” significa herdar o reino vindo dos céus, que será implantado aqui mesmo neste planeta, quando todas as coisas forem cumpridas.

O salmista e os profetas também dizem que os mansos e os justos herdarão a Terra, e não o Céu.

“Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” (Salmos 37:11).

“Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Salmos 37:29).

“Mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdarão o meu santo monte” (Isaías 57:13).

“E todos os do teu povo serão justos; para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado” (Isaías 60:21).

“E produzirei descendência a Jacó, e a Judá um herdeiro dos meus montes; e os meus escolhidos herdarão a terra e os meus servos nela habitarão” (Isaías 65:9).

MAS A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

Há somente três referências cruzadas que apoiam de forma duvidosa isso que Paulo afirmou em Fil. 3:20.

1ª REEFERÊNCIA: Efésios 2:6, 19

“E nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus. (….) Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus”.

Essa afirmação de Paulo, na sua Carta aos Efésios (2:6), parece não se apoiar na realidade, mas apenas em utopia. E isso evidencia um pouco de fanatismo religioso do próprio apóstolo, pois, crente algum irá se assentar no Céu ao lado de Deus.

2ª REFERÊNCIA: Hebreus 11:13-16

“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade”.

Ora, isso que Paulo fala aos hebreus é pura fantasia. Pois, o próprio Judaísmo jamais ensina que os justos que morreram irão reviver para habitar no Céu. E nem mesmo na Toráh (Antigo Testamento) encontramos algum ensino de que os justos que morreram irão ressuscitar para viver no Céu. Marta, irmã de Lázaro, disse que sabia que Lázaro iria ressuscitar no último dia, mas não para ir morar no Céu. E Jesus não ignorou o que ela falou; apenas disse que podia antecipar a ressurreição. Portanto, isso evidencia que os judeus não tinham por esperança uma nova pátria nos céus, mas aqui mesmo na Terra.

“Respondeu-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (João 11:23).

Não existe nenhuma referência cruzada no restante da Bíblia, de forma a corroborar o que Paulo falou aos hebreus, sobre a esperança dos patriarcas de ir morar numa pátria melhor nos céus. Pelo livro de Ezequiel os judeus sabem que o reino eterno do Messias será aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

“Ainda habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; nela habitarão, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ezeq. 37:25).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezeq. 43:7).

Jesus é o Filho de Davi. Portanto, esse Príncipe de Ezequiel será humano, um humano híbrido. Será um ente divino-humano habitando com os humanos. Deus habitará conosco através da pessoa de seu Filho Jesus, o Príncipe.

3ª REFERÊNCIA: Colossenses 3:1

“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”.

As promessas de Deus aos vencedores, ou seja, as recompensas, estas serão concedidas como uma espécie de troféu. É claro que muitos dos salvos exercerão lugar de destaque no Reino Eterno do Messias. Por exemplo, a recomendação de Jesus para que ajuntássemos tesouros no Céu, isso não deve ser interpretado ao pé da letra. As recompensas dos vencedores serão dadas em forma de honras e também lugares de destaque no Reino.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apoc. 2:17).

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações” (Apoc. 2:26).

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono” (Apoc. 3:21).

Observe uma coisa: Jesus se assenta ou se posiciona ao lado do Trono de Deus no Céu, mas nem por isso Ele é Deus, igual ao Pai. Da mesma forma, muitos dos salvos vencedores terão o privilégio de se assentar ao lado do Trono de Cristo, o Messias, no seu Reino Eterno aqui na Terra, mas nem por isso esses privilegiados serão iguais a Jesus em poder e autoridade.

Em relação à pátria dos crentes que Paulo disse estar nos céus, de Filipenses 3:20, o correto seria ele dizer: “Mas a nossa pátria está NO REINO dos céus, na nova Jerusalém, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.

NÃO EXISTE UMA CIDADE NO CÉU DENOMINADA JERUSALÉM

O autor da Carta aos Hebreus foi o único que supôs existir uma cidade celestial, denominada Jerusalém. Mas, isso não procede. Existem outras referências na Bíblia aludindo a uma suposta cidade nos céus, mas nenhuma delas diz exatamente o nome.

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos” (Hebreus 12:22).

Como pode alguém achar que existe uma cidade no Céu com um nome de origem cananéia? Só mesmo na cabeça de religiosos fanáticos!

O nome JERUSALÉM vem da língua do antigo povo cananeu. O vocábulo Jerusalém é formado pela junção de duas palavras: JERU, que significa cidade, e SALÉM, que significa paz. Portanto, Jerusalém significa Cidade de Paz. O Livro apócrifo de Melquisedeque, supostamente escrito por Abraão, conta a lenda de um rei cananeu que tinha um filho, o qual exercia a função de sacerdote. Depois que o rei morreu, o filho (Melquisedeque) assumiu o trono, e passou a exercer as funções de rei e sacerdote ao mesmo tempo. Foi por causa dessa lenda que o escritor da Carta aos Hebreus afirmou que Jesus Cristo é um Sumo-Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque. Por essa razão, Jesus exercerá a função de Rei e Sacerdote no seu Reino Eterno aqui na Terra.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo” (Gênesis 4:18).

“Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4).

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel” (Ezequiel 45:17).

“E no mesmo dia o príncipe proverá, por si e por todo o povo da terra, um novilho como oferta pelo pecado” (Ezequiel 45:22).

“E, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:9-10).

“Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:20).

Durante a história do povo hebreu, os reis, juízes e príncipes nunca ministraram no Grande Templo, oferecendo sacrifícios. A função de ministrar no Templo era exclusiva da Tribo de Levi. E nenhum rei de Israel foi da Tribo de Levi.

No entanto, esse Príncipe de Ezequiel, além de exercer a função de Rei, também exercerá a função de Sacerdote, e administrará os sacrifícios no Templo. Por essa razão Jesus é considerado Rei e Sacerdote. Mas, tem um detalhe: este Príncipe de Ezequiel parece ser tão humano quanto os demais, e o texto bíblico diz que ele oferecerá sacrifícios por si mesmo e pelo povo.

Há quem diga que esse Príncipe de Ezequiel não será o Senhor Jesus Cristo, mas um príncipe dos filhos de Israel, não necessariamente da Tribo de Levi. Outros afirmam que Jesus não pode assumir a função de Sacerdote porque ele não era da Tribo de Levi, mas da de Judá. Mas outros dizem que Jesus é uma exceção, e Ele exercerá as duas funções, conforme reza a lenda de Melquisedeque.

O Monte Sião mencionado em Apoc. 14 refere-se à cidade de Nova Jerusalém aqui mesmo na Terra, depois que o Reino do Messias for estabelecido definitivamente. O que João viu foi uma visão futurística do que foi planejado acontecer, e não um fato real.

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai”.

Devemos compreender que as visões do futuro que Jesus revelou a João não são literais. As visões que João contemplou são os planos que Deus traçou para que aconteçam. Ninguém é onisciente, nem mesmo Deus. Ninguém pode prever o que irá acontecer no futuro. Muitos fatos contemplados nas visões do “futuro” descritas no Apocalipse ainda não aconteceram e podem não acontecer. Tudo que é revelado no Apocalipse são os planos de Deus contidos no Livrão de Sete Selos.

Tudo que João contemplou no Apocalipse foram encenações do que está previsto acontecer nos planos de Deus concernentes à humanidade, e não visões reais de acontecimentos do futuro.

Portanto, o Monte Sião, isto é, a Cidade de Nova Jerusalém onde João contemplou o Cordeiro com os 144 mil judeus, é aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A cidade de Nova Jerusalém que João diz descer dos céus no Apocalipse não é uma cidade física, real, mas uma cidade simbólica. Na verdade, a Nova Jerusalém Celestial que descerá sobre a Terra é a Comitiva dos 144 mil judeus, que serão selados e posteriormente arrebatados antes de serem lançadas as taças da ira de Deus sobre a Terra. Esse grupo de 144 mil judeus representa a Noiva do Cordeiro. E como o próprio texto diz, o grupo desse dos céus como uma noiva ataviada para o noivo. A igreja que representa o grupo de todos os salvos não é a Noiva do Cordeiro. O grupo dos 144 mil é que representa a Noiva do Cordeiro, e esse grupo o segue para onde quer que vá.

“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo” (Apoc. 21:2).

As dimensões da cidade Nova Jerusalém que desce dos céus são todas relacionadas com o número 144, evidenciando que essa cidade simbólica representa o grupo dos 144 mil.

“E ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apoc. 14:3-4).

Os salvos de segunda categoria, que ressuscitarão no último dia, logo após a Grande Tribulação, e também os que foram salvos no julgamento do Grande Trono Branco, formarão as nações que povoarão a nova Terra restaurada. E a antiga cidade de Jerusalém será a capital mundial para sempre.

“As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:24-16).

JESUS NÃO PROMETEU ARREBATAR OS SEUS SEGUIDORES FIÉIS, MAS RESSUSCITÁ-LOS NO ÚLTIMO DIA, NÃO PARA LEVÁ-LOS PARA O CÉU, MAS PARA REINAR COM ELE PARA SEMPRE AQUI NA NOVA TERRA RESTAURADA

“E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:39-40).

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia (…) Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44, 54).

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (João 17:15).

“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura” (Hebreus 13:14).

NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

Esta declaração de Jesus, de João 14:2, tem feito a cabeça de milhões de cristãos, com a esperança de irem morar numa cidade nos céus. Só que esses “lugares” que Jesus foi preparar serão no seu Reino Eterno aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A expressão “na casa de meu Pai há muitas moradas”, significa o mesmo que dizer “no reino que meu Pai me concedeu há muitas moradas”.

Para se fundamentar um ensino ou doutrina é necessário haver pelo menos mais duas referências paralelas (referências cruzadas) que sirvam de respaldo ao texto ou argumento. E sobre esta declaração de Jesus em João 14:2 não há nenhum outro apoio nas Escrituras. Não há referências cruzadas de forma a apoiar o argumento de que no Céu há muitas moradas ou mansões para os crentes salvos.

De tanto os crentes se iludirem com essa estória de morada no Céu, muitos imaginam que vão ganhar uma mansão no Céu; e outros até sonham coisas absurdas. E nem mesmo na Bíblia existe a tal palavra MANSÃO. E o fanatismo é tão absurdo que muitos cantores escreveram hinos falando de mansões no Céu. Lembro-me de um sonho que a irmã Maria Cruz me contou. Ela sonhou que estava no Céu e contemplava muitas casas feitas de palhas e outras bem construídas, parecendo mansões. Aí ela quis saber de quem eram aquelas casas de palhas. Aí alguém respondeu que aquelas casas de palhas eram dos crentes que não faziam a obra de Deus com amor e dedicação. Por aí se vê o tanto de fanatismo dos crentes com essa estória de moradas no Céu.

PARA ONDE VOU, VÓS NÃO PODEIS IR

“Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Procurar-me-eis; e, como eu disse aos judeus, também a vós o digo agora: Para onde eu vou, não podeis vós ir” (João 13:33).

NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU

Ora, Jesus mesmo declarou que somente Ele desceu do Céu e subiu aos céus. Significa que nenhum justo, desde Adão até nossos dias, jamais subiu aos céus para viver permanentemente por lá. Enoque teve o privilégio de ter sido abduzido até os céus, mas ele não podia jamais permanecer por lá, visto que o Céu é habitação somente dos seres aperfeiçoados. E os crentes de hoje não são aperfeiçoados nem a pau! Poucos serão os aperfeiçoados. Da mesma forma, o profeta Elias foi abduzido por uma nave espacial, mas isso não significa que ele foi levado direto para os céus, além do sétimo céu, onde Deus habita, pois lá nem mesmo existe atmosfera para um ser humano vivo respirar.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (João 3:12-13).

Se ninguém subiu aos céus, por que os líderes religiosos cristãos ensinam os crentes neófitos que após a morte o crente vai direto para o Céu? Ora, eles induzem o crente ao erro, e com isso cria-se um fanatismo que se torna difícil lidar.

O ARREBATAMENTO SERÁ APENAS PARA OS 144 MIL JUDEUS, CONFORME ESTÁ DESCRITO EM APOCALIPSE CAP. 7 E 14

“Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Tess. 4:17).

“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apoc. 7:2-4).

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai” (Apoc. 14:1).

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DESTRINCHANDO OS INTERLOCUTORES DO DIÁLOGO NO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE

A interpretação do Livro de Apocalipse de João se torna mais difícil porque o autor escreveu frases misturadas de dois ou mais interlocutores no diálogo. E, portanto, o bom exegeta deve saber separar as falas dos interlocutores. Alguns fatos no livro de Apocalipse não estão colocados em ordem cronológica.

No Céu existe apenas um Trono especial onde se assenta o Deus, Todo-Poderoso. Se existisse a suposta trindade, haveria três tronos especiais no Céu, ao invés de dois ou um só.

Primeiramente, temos que diferenciar os dois personagens que supostamente se assentam juntos no Trono principal no Céu, nas diversas visões dos profetas. Um desses dois personagens é superior e é chamado de o Senhor Deus, Todo-Poderoso, ao qual deve ser direcionada toda adoração. O outro personagem é um pouco inferior, mas também é poderoso, ao qual devemos honras e louvores, mas nunca a adoração. Este segundo personagem sempre fica posicionado à destra (à direita) do que está assentado no Trono principal. Este personagem que se assenta à destra de Deus tem o cargo de Primeiro Ministro; ou seja, ele é o braço direito de Deus, aquele que coordenada e executa todos os planos de Deus, e também o que lidera as hostes celestiais, como um todo.

O texto mais adequado para diferenciar Deus-Pai, Todo-Poderoso e Jesus, o Cordeiro, é o de Daniel 7:9-10, 13-14. Neste fato narrado no livro de Daniel podemos ver claramente a distinção entre Deus-Pai e Jesus, o Filho do Homem. Leia e perceba a distinção:

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de Homem; e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”.

Podemos perceber que o Ser poderoso, denominado de Filho de Homem, é inferior ao Ser poderosíssimo, denominado de Ancião de Dias, que está assentado no Trono. Eis a distinção clara entre Deus-Pai e Jesus. E isso não tem nada a ver com trindade. Deus é um só. Paulo fez essa distinção de forma clara, e não fez menção a um terceiro personagem. Desta forma, não existe possibilidade de uma pessoa de bom senso admitir que exista a tal trindade.

“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também” (I Cor. 8:6).

Jesus, o Cordeiro, nunca aparece assentado sobre um alto e sublime Trono. Sempre o vemos assentado à destra (à direita) da Majestade no Céu. Nunca se diz que o Cordeiro está assentado sobre um trono, no Céu, mas sempre se diz que Ele está posicionado à destra do Trono de Deus. Estêvão teve uma visão do Céu e viu Jesus em pé à destra do Trono de Deus. Ele viu Jesus em pé e não assentado sobre um trono.

“Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55-56).

E tem outro detalhe interessante no livro de Apocalipse que os teólogos tradicionais não percebem. Se Jesus fosse Deus, Ele também seria adorado pelos 24 anciãos e por todos os anjos que se prostram diante do Deus Todo-Poderoso que se assenta sobre o Trono. Toda vez que os anciãos se prostram para adorar, nunca o texto diz que eles se prostram diante do Cordeiro. O texto diz que APENAS UM estava assentado sobre o alto e sublime Trono.

“Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um Trono estava posto no Céu, e um assentado sobre o Trono” (Apoc. 4:2).

Repare na seguinte citação que todos os anjos no Céu se prostram e adoram ao que está assentado no Trono, e mesmo o Cordeiro sendo citado, mas nunca Ele é adorado. Toda adoração é direcionada só ao que está assentado no alto e sublime Trono.

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém” (Apoc. 7:10-12).

Se Jesus será Advogado dos pecadores no julgamento do último dia, logo, Ele não estará assentado sobre um trono, mas tão-somente o Juiz, o Deus Todo-Poderoso.

“E vi um grande Trono Branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles” (Apoc. 20:11).

OUTRAS REFERÊNCIAS QUE MOSTRAM QUEM SE ASSENTA SOBRE O ALTO E SUBLIME TRONO NO CÉU, E ONDE JESUS, O CORDEIRO, FICA POSICIONADO:

“Micaías prosseguiu: Ouve, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a ele, à sua direita e à sua esquerda” (I Reis 22:19).

“Prosseguiu Micaías: Ouvi, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua direita e à sua esquerda” (II Crônicas 18:18).

“O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos contemplam, as suas pálpebras provam os filhos dos homens” (Salmos 11:4).

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmos 47:8).

“O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” (Salmos 103:19).

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo” (Isaías 6:1).

“Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificaríeis vós? e que lugar seria o do meu descanso?” (Isaías 66:1).

“E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele” (Ezequiel 1:26).

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:9-10, 13-14).

“E quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado” (Mateus 23:22).

“Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder” (Mateus 26:64).

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus” (Lucas 22:69).

“Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade” (Hebreus 8:1).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro” (Apoc. 7:10).

“Porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apoc. 7:17).

Jesus disse a Pilatos que o seu reino não era deste mundo. Porém, o reino de Cristo não está no Céu. O Reino de Cristo é aqui na Terra, mas ainda está por ser estabelecido. Jesus também se assentará sobre um trono no seu reino, mas esse trono não é o mesmo do Deus, Todo-Poderoso. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lucas 22:30).

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui” (João 18:36).

“E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apoc. 11:15).

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AGORA, EXPLICANDO APOCALIPSE 22

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno. Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder. Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:9-20).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (…) E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:1, 5).

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Apoc. 21:22).

APOCALIPSE 22 (AS FALAS DOS INTERLOCUTORES SEPAREI POR CORES)

AZUL: João VERDE: Deus Todo-Poderoso VERMELHO: Jesus Cristo

1 E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
2 No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.
3 Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão,
4 e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome.
5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.
6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
17 E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.
18 Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;
19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.
20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus.
21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.

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O significado da palavra SERVO, segundo o dicionário Aurélio:

[Do lat. servu.]
S. m.
1.
Aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens.
2.
Na época feudal, indivíduo cujo serviço estava adstrito à gleba e se transferia com ela, embora não fosse escravo.
3.
Criado, servidor, servente; serviçal.
4.
Escravo (6).

O que significa a palavra CONSERVO?

Segundo os dicionários da internet:

Conservo: Aquele que é servo, juntamente com outrem.
Ou conservo: Aquele que serve junto com outro servo, ou o que serve igualmente.

E o significado de ANJO?

Segundo o Aurélio:

[Do gr. ángelos, pelo lat. angelu.]
S. m.
1. Ser espiritual que, segundo a teologia cristã, a hebraica e a islâmica, serve de mensageiro entre Deus e os homens. 

Pelas definições dadas, acima, conclui-se que os anjos não são servos. Anjos são mensageiros de Deus e não estão listados na categoria de criados, serventes ou escravos. Anjos são seres especiais. Estão listados na categoria de mensageiros, isto é, embaixadores, administradores, executores.

Note que os anjos não são considerados SERVOS de Deus. Esse conceito de servo e conservo é mais aplicado a nós, seres humanos, que adoram e servem a Deus, e rendem-lhe tributos.

Portanto, esse Ser poderoso ao qual João quis adorar é mais que um anjo. Um anjo comum não pode dizer que é conservo nosso e de nossos irmãos, e dos que guardam as palavras do livro de Apocalipse. Pois os anjos não guardam as palavras de livro algum.

Jesus é servo porque Ele se fez carne e veio habitar entre os homens. Por isso, Jesus, além de Rei e Senhor, é também nosso irmão e conservo de Deus.

Se esse anjo que fala com João em Apoc.22:9 diz que é um conservo de João e de seus irmãos, logo, percebe-se que esse anjo não é um anjo comum; é mais que um anjo. Jesus mesmo se declarou ser um SERVO de Deus. E os profetas também testificam que Jesus seria um SERVO do Senhor. Vejamos:

“E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor; e eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.” (Ezequiel 34:23-24).

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão” (Ezequiel 37:24).

“Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11).

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 5:30).

“Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28).

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fil. 2:5-7).

Nesta passagem de Paulo aos filipenses, ele não está declarando que Jesus é Deus. Está apenas dizendo que Jesus era um ente divino que estava com Deus, mas não era Deus.

A FRASE “EU SOU O ALFA E O ÔMEGA”, DE QUEM É?

Apenas três vezes é pronunciada a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse de João. E apenas uma delas foi pronunciada diretamente por Deus. As outras duas citações desta frase são repetições que João acrescentou quando fazia a introdução e conclusão do livro.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

A frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” não faz parte do diálogo entre João e o anjo poderoso no final do capítulo 22. Esta frase foi intercalada no texto pelo próprio João, assim como o fez logo na introdução do livro. Pois, na introdução do livro de Apocalipse João não está dialogando com Jesus, mesmo assim ele cita a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega”, frase dita por Deus-Pai em Apoc. 21:6).

Esse anjo ao qual João se prostrou para adorar não é um anjo comum. Durante as visões dos acontecimentos, alguns anjos se dirigiram a João e dialogaram com ele. Porém, esse anjo que João diz ter pretendido adorar é um anjo muito poderoso, diferentemente dos demais anjos. E João bem sabia que um anjo não pode ser adorado.

A prova que esse Anjo que João quis adorar é Jesus resume-se na frase que diz: “pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”.

“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:10).

Ora, quem passava as visões a João e ordenava-lhe que as escrevesse era Jesus. Em Apoc. 1:2 João declara que viu e ouviu o testemunho de Jesus. Por isso ele diz que o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

“E, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu”.

A expressão “espírito da profecia” quer dizer a verdade da profecia ou a autenticidade da profecia, pois, espírito é vida. Por isso, Jesus sempre dizia a João que “estas palavras são fiéis e verdadeiras” ou “estas são as verdadeiras palavras de Deus”. Jesus nunca mentiu e nunca houve engano em sua boca. Daí a razão de seu testemunho ser autêntico.

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QUANTOS INTERLOCUTORES HÁ NA NARRATIVA?

Os teólogos tradicionais acham que na narrativa do capítulo 22 de Apocalipse há o diálogo de três interlocutores: João, um anjo e Jesus. Eu, também, identifico três interlocutores na narrativa, conforme sublinhei com cores diferentes as palavras de cada um: João, Deus-Pai e Jesus. Na minha perspectiva, não há diálogo de um anjo comum a partir de Apoc. 22:6-20.

Note que as visões de Apocalipse 21:1-8 são reveladas por Jesus, o anjo poderoso, aquele que sempre diz “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. A partir de Apoc, 21:9 até 22:5 João narra as visões mostradas por um anjo comum. Do versículo 6 até o 20 João faz uma espécie de síntese dos relatos. Veja que após o versículo 5 ele repete novamente a frase “E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras”. Nesse momento da narrativa não existe lógica para João escrever essa frase, pois ele não estava dialogando com ninguém; apenas estava narrando as visões.

Portanto, a partir do versículo 6 de Apoc. 22 João faz a concussão final do seu livro. E nesse trecho podemos observar as falas de três interlocutores.

Devemos atentar para o seguinte detalhe: as visões do Apocalipse foram dadas por Jesus Cristo, e isto está evidente logo na introdução do livro. Nenhum outro anjo ordenou João a escrever. As revelações foram dadas exclusivamente por Jesus a João. E no capítulo 22 de Apocalipse João declara que o anjo, ao qual ele se prostrou para adorar, foi quem lhe passou as revelações. Logo, esse anjo era Jesus. Compare:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer” (Apoc. 22:6).

Deus deu as revelações a Jesus, e Ele as notificou a João e ordenou que ele as escrevesse num livro e enviasse pelos sete anjos (sete estrelas) cartas às sete igrejas da Ásia.

O diálogo no final de Apocalipse 22 é um apanhado geral das visões que João tentou resumir.

Repare que João repete algumas frases que antes já havia escrito. Por exemplo, João não se ajoelhou duas vezes diante do Anjo para adorá-lo. Só que ele fala do mesmo fato em dois momentos. Se João tentou uma vez se ajoelhar para adorar o Anjo, é claro que esse gesto ele jamais repetiria depois.

“Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. [Repetição de frase]. (…) E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”. [Repetição do mesmo fato]. (Apoc. 22:6, 9).

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JESUS É O ANJO GABRIEL?

A seita dos Adventistas do Sétimo Dia Ortodoxos ensina que Jesus é o mesmo arcanjo Miguel. Porém, uma vertente dos Adventistas do Sétimo Dia ensina que o anjo poderoso que apareceu a Daniel (Dn 10) é o anjo Gabriel. No entanto, se compararmos as descrições que Daniel fez desse Ser poderoso que lhe apareceu com o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos, podemos concluir que se trata da mesma pessoa. Se esse Ser poderoso que apareceu a Daniel às margens do rio Tigre é o anjo Gabriel, então, conclui-se que o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos é o mesmo anjo Gabriel. Vamos comparar as características?

Mas, antes, entenda uma coisa: OS ANJOS POSSUEM ASAS – SÃO SERES ALADOS. E esse Ser poderoso que apareceu a Daniel e João parece não ser um anjo, porque eles o descrevem da mesma forma, mas não falam nada sobre possuir asas, e além do mais o identificam como “um homem”. E todos sabem que Jesus, sendo um Ser híbrido, divino e humano, não possui asas. Pelo menos não possuía asas mesmo após a ressurreição. No entanto, João identifica Jesus como um ANJO no último capítulo de Apocalipse. Repare nas semelhanças dos seres poderosos que apareceram a João e Daniel. Perceba que Daniel identifica esse ser poderoso como UM HOMEM trajando-se de linho, e não como um anjo. No entanto, os anjos também são vistos trajando-se com vestidos de linho. Já os anjos administradores trazem os lombos cingidos com cinto de ouro.

Daniel sempre se refere a este Ser poderoso que lhe apareceu chamando-o de “homem vestido de linho”. Parece estranho Daniel não o identificá-lo como um anjo (Dn 10:5; 12:6-7). Jesus foi envolto num pano de linho (Mateus 27:59). Apesar dos anjos serem alados (possuírem asas com penas, creio eu), mas eles também se vestem de linho puro e resplandecente. No entanto, só os anjos que administram no santuário celestial é que possuem os lombos cingidos com cinto de ouro (Apoc. 15:6; 19:14).

Portanto, esse ser poderoso que apareceu a Daniel e João tem semelhança de HOMEM, e é um Ser muito mais poderoso que os demais anjos. Vejamos.

DANIEL 10:4-21

4 No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre;
5 levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;
6 o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão.
7 Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.
8 Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma.
9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra.
10 E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo.
12 Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos derradeiros dias; pois a visão se refere a dias ainda distantes.
15 Ao falar ele comigo estas palavras, abaixei o rosto para a terra e emudeci.
16 E eis que um que tinha a semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então abri a boca e falei, e disse àquele que estava em pé diante de mim: Senhor meu, por causa da visão sobrevieram-me dores, e não retenho força alguma.
17 Como, pois, pode o servo do meu Senhor falar com o meu Senhor? pois, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, nem fôlego ficou em mim.
18 Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou.
19 E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste.
20 Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.
21 Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe.

APOCALIPSE 1:9-18

9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.
12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,
13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar [vestido de linho], e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;
14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;
15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.
16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; [eu sou o primeiro e o último].
18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Acho que a frase “eu sou o primeiro e o último” é um acréscimo que João fez por conta própria na narrativa. Pois, a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” não foi pronunciada por Jesus, mas pelo Deus Todo-Poderoso, conforme está descrito em 21:6.

Azul: João Verde: Deus-Pai Vermelho: Jesus

“E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Apoc. 21:5-7).

Atenção: Quem ordena João a escrever é Jesus. E se Jesus diz que as palavras que vem do trono são fiéis e verdadeiras, logo, não é ele quem as pronuncia, mas sim, o Deus Todo-Poderoso, que está assentado no trono. Em outras palavras, Jesus ordena João a escrever as palavras que vem direto do trono. Portanto, quem pronuncia a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” é Deus, Todo-Poderoso, e não Jesus.

Apenas três vezes é repetida a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse. E esta frase é de autoria de Deus-Pai, e não de Jesus. Vejamos.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

Esta frase é pronunciada logo na introdução do livro de Apocalipse, e pelo contexto da narrativa, João está fazendo menção ao que Deus-Pai falou tempos depois, não neste exato momento em que escreve a introdução do livro.

Repare que do versículo primeiro até o sétimo João está fazendo a introdução do livro, saudando as igrejas, e conclui com a palavra “amém”. O versículo que vem logo depois, o oitavo, é uma frase isolada que João pronuncia: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”. Repare que João, no momento que pronuncia esta frase, não está conversando com ninguém. Portanto, essa frase não faz parte de um diálogo, mas é apenas uma frase isolada que João colocou entre as suas próprias palavras, de tão ansioso que estava para escrever as visões.

“Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A frase “eu sou o primeiro e o último” parece não ser de autoria de Jesus, mas apenas um acréscimo que João fez por conta própria. Esse mesmo gesto de Jesus de colocar a mão direita (destra) sobre João também foi feita pelo ser poderoso que apareceu a Daniel. E o ser poderoso que apareceu a Daniel não disse que era “o primeiro e o último”.

“Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra. E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim” (Dn 10:9-12).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

“Quando o vi, caí a seus pés como um morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A PROVA FATAL DE QUE JESUS NÃO É DEUS

No final do capítulo 10 do livro de Daniel, o Ser poderoso que apareceu a Daniel confessa que não é tão poderoso assim, pois disse que o príncipe da Pérsia lhe resistiu por 21 dias, o impedindo de trazer a resposta de sua oração, e ainda declarou que só havia um que o ajudava na batalha: o arcanjo Miguel.

“Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou. E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste. Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe” (Dn 10:18-21).

Esses príncipes da Pérsia e da Grécia são os anjos poderosos a serviço de Satanás, que lutam contra os anjos de Deus.

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AS FRASES PRÓPRIAS DE JOÃO QUE ELE ENXERTOU NA NARRATIVA

Na narrativa de João das cartas às sete igrejas da Ásia, ele introduz cada carta com suas próprias palavras, e só depois escreve o que realmente Jesus ordenou que escrevesse. E numa dessas introduções João denomina Jesus de “Filho de Deus”. E Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

Veja a introdução que João faz com suas próprias palavras quando escreve as cartas. As frases de cor roxa são do próprio João; as de cor vermelha são de Jesus.

A frase “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” é um bordão que João utilizou para chamar a atenção sobre as coisas que havia escrito em cada uma das cartas. Essa frase não é de autoria de Jesus.

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança” (Apoc. 2:1-2).

“Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. (Apoc. 2:8-9).

“Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes: Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás” (Apoc. 2:12-13).

“Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente: Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras” (Apoc. 2:18-19).

Dá para se perceber que a frase “Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente” não é de autoria de Jesus. Jesus não podia referir-se a si mesmo desta maneira, pois quem viu e descreveu Jesus com os olhos como chama de fogo e pés semelhantes ao latão reluzente foi João. Jesus não se viu a si mesmo dessa maneira, de forma a descrever-se numa carta. Logo, percebe-se que todas as descrições que João faz de Jesus na introdução das cartas são de sua autoria.

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar)” (Apoc. 3:7-8).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!” (Apoc. 3:14-15).

Nos quatro evangelhos Jesus sempre se chama a si mesmo de “FILHO DO HOMEM” 77 vezes, e nunca se chama a si mesmo de “Filho de Deus”.

Em Mateus 27:43 os principais sacerdotes, escribas e anciãos escarneciam de Jesus, dizendo: “Confiou em Deus, livre-o ele agora, se lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus”. Apesar de imputarem a frase “Filho de Deus” a Jesus, mas Ele mesmo nunca se declarou ser “Filho de Deus”. A frase que Cristo sempre usava para se referir a si mesmo era “Filho do homem”.

Em Lucas 22:69-70, Jesus no Sinédrio, ao ser inquirido pelos anciãos se Ele se declarava ser o Filho de Deus, Jesus respondeu que eles (os anciãos) é que diziam que Ele era Filho de Deus. Ele, porém, sempre se declarou ser Filho do homem.

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus. Ao que perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu-lhes: Vós dizeis que eu sou”.

É a mesma coisa que Jesus ter dito assim: “Vocês é que estão dizendo que eu sou Filho de Deus; eu sou Filho do homem”.

Em João 5:25 João, na hora de escrever, trocou a expressão “Filho do homem” por “Filho de Deus”. Repito: Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

“Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”.

Novamente em João 10:36 e 11:4 João troca a expressão “Filho de homem” por “Filho de Deus”.

“Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?”.

“Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.

O Evangelho de João é considerado um evangelho esotérico, porque João emprega muitos termos de cunho esotérico, como ‘filho de Deus’, ‘verbo’, ‘unigênito’, ‘novo nascimento’. Por essa razão João trocou muitas vezes a expressão ‘filho do homem’ por ‘filho de Deus’. E só a título de curiosidade: o Evangelho de João parece não ter sido escrito pelo punho do próprio João, pois muitos fatos narrados parece não terem sido presenciados pelo mesmo. Se fosse mesmo João, discípulo de Cristo, o narrador dos fatos no Evangelho que leva o seu nome, por certo teria narrado com mais precisão, pois ele foi testemunha ocular da história de Jesus. O mesmo fato estranho acontece no livro de Apocalipse. João narra o Apocalipse, dialoga com Jesus, mas parece que esse Jesus do Apocalipse lhe é um ser estranho. Se João era o discípulo amado, por que não demonstrou maior intimidade ao dialogar com Jesus no livro de Apocalipse?

Os próprios discípulos Jesus nunca tentaram adorá-lo. Se seus discípulos tivessem tentado lhe adorar, por certo os teria repreendido, dizendo para adorarem a Deus, pois Ele era servo e conservo deles.

O momento que Jesus se transfigurou diante dos seus discípulos no monte (Mateus 17), foi a oportunidade que eles tiveram de se prostrar diante dele e adorá-lo, mas não o fizeram, pois sabiam que Jesus não era Deus, para ser adorado.

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QUEM SÃO OS ANJOS DAS IGREJAS

Aprendi na Escola Dominical que o anjo de cada uma das sete igrejas da Ásia Menor para onde João enviou as cartas, é o PASTOR local. E todos aprendem esses falsos ensinos nas igrejas evangélicas porque isso vem passando de geração em geração, e ninguém se levanta para questionar, pois, já são doutrinados para aceitar tudo que os líderes ensinam.

Na verdade, os anjos das igrejas são os sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro. Esses anjos são as sete estrelas que ficam à destra de Jesus. Jesus ordenou João a escrever as mensagens às sete igrejas, e enviá-las pelos seus anjos emissários.

“Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força” (Apoc. 1:16).

“Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:20).

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (Apoc. 2:1).

Quando Jesus ordena a João, dizendo: “Ao anjo da igreja em Éfeso escreve”, ele está se referindo ao anjo emissário que devia levar a mensagem à igreja. Se são sete anjos emissários, então, esta é a razão de Jesus ter escolhido apenas sete igrejas da Ásia.

Além desses sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro, há também sete espíritos que assistem diante do Trono de Deus. Esses sete espíritos que assistem diante do Trono são anjos muito poderosos, assim como os arcanjos. Os hereges trinitarianos afirmam que esses sete espíritos de Deus, que são enviados por toda a Terra, são uma representação simbólica da 3ª pessoa da trindade, isto é, o Espírito Santo.

“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Apoc. 1:4).

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:5).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

O profeta Zacarias também teve a visão desses sete espíritos que assistem diante de Deus. Com isso podemos constatar que não se trata de uma alegada 3ª pessoa da trindade. Zacarias também vê os dois ramos de oliveira, que representam os dois ungidos que assistem diante de Deus. Há quem diga que esses dois ungidos são Moisés e Elias, os mesmos que apareceram a Jesus no monte da transfiguração.

“Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas? pois estes sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel. São estes os sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra. Falei mais, e lhe perguntei: Que são estas duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal? Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado? Ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isso? E eu disse: Não, meu senhor. Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra” (Zac. 4:10-14).

O QUE É O CORDEIRO IMÓVEL QUE FICA POSICIONADO ENTRE O TRONO PRINCIPAL E OS TRONOS DOS ANCIÃOS?

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono” (Apoc. 5:6-7).

Este Cordeiro que fica em pé, imóvel entre os tronos, e que parecia estar morto e tinha sete chifres e sete olhos, é uma representação simbólica de Jesus. Na verdade, aquilo que João viu era uma estátua esculpida. Por isso João imaginou que fosse um cordeiro morto. E o profeta Zacarias teve a visão dessa estátua simbólica do Cordeiro. A “pedra” que o anjo se refere é Jesus.

“Pois eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos. Eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia” (Zacarias 3:9).

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O CORDEIRO NUNCA É ADORADO

Em todos os momentos que os anciãos, os seres viventes e os anjos se prostram para adorar o Ser Todo-Poderoso que está assentado no trono, nunca se diz que eles adoraram ao Cordeiro. E nas visões do Apocalipse o Cordeiro sempre fica posicionado no meio, entre o trono principal e os tronos dos 24 anciãos.

Só há um momento em que parece que os 24 anciãos adoraram o Cordeiro, mas mesmo aí o Cordeiro não foi adorado, apesar de ter sido mencionado na narrativa. Leia com cuidado e constate que o Cordeiro nunca é adorado. Toda adoração é dirigida ao que está sentado no Trono. Os quatro seres viventes e os anciãos se prostram diante do Cordeiro não em sentido de adoração, mas de reverência. Vejamos Apoc. 5:8-14.

8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.
13 Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos:
14 e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.

No versículo 14 diz que os anciãos prostraram-se e adoraram. Ora, eles não adoraram o Cordeiro, mas tão somente aquele que estava assentado no Trono.

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A DIFERENÇA ENTRE A VOZ DE JESUS E AS VOZES DOS OUTROS ANJOS

O anjo que fala com Jesus tem a voz como de trombeta e como a voz de muitas águas, ou como a voz de grande multidão. Veja a comparação:

“Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas; (…) e a sua voz como a voz de muitas águas” (Apoc. 1:10-11, 15).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apoc. 4:1).

“Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma imensa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e o poder pertencem ao nosso Deus; (…) Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Apoc. 19:1, 6).

Os anjos comuns e os quatro seres viventes clamavam com grande voz, mas nunca se diz que tinham voz de trombeta ou voz de muitas águas ou de grande multidão.

CONCLUSÃO

Gostaria que você, leitor, atentasse para o seguinte detalhe da narrativa do capítulo 22 de Apocalipse.

Note que a narrativa das visões termina no versículo 5. Dos versículos 6 ao 16 João faz uma mistura de palavras de três interlocutores. No entendimento dos teólogos tradicionais, João narra a fala dele próprio, de uma anjo e de Jesus. Vou destacar com cores as falas de cada um, segundo os teólogos tradicionais.

Verde: João Vermelho: O Anjo Azul: Jesus

6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.

As falas identificadas assim estão feitas de forma tendenciosa, pois, um bom crítico literário, ou mesmo um bom intérprete de texto pode notar muitas incoerências na continuidade das frases. No meu ponto de vista, as falas dos versículos 6, 7, 9, 10, 11 e 12 são de uma mesma pessoa: Jesus. Porém, não digo que o meu ponto de vista é único correto. Cada intérprete do Apocalipse pode tirar suas próprias conclusões.

E para terminar, quero dissertar sobre a declaração do escritor aos hebreus que fez a citação de um texto apócrifo para justificar a adoração a Jesus.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hebreus 1:6).

Esta citação, acima, feita pelo escritor aos hebreus, é apócrifa, porque não consta na Toráh, nem nos Salmos e nos Profetas, e também não encontra respaldo em nenhum outro livro da Bíblia.

As demais citações que o escritor da carta aos hebreus cita podem ser conferidas na Toráh, nos Salmos e nos Profetas. Quem possui uma Bíblia com concordância e referências cruzadas pode conferi-las.

Uma citação apócrifa quer dizer uma citação de uma fonte extra-bíblica, ou seja, um texto que foi retirado de um livro não canônico. E de tudo que já li em livros esotéricos e apócrifos, nem mesmo encontrei essa tal citação que diz que os anjos devem adorar o Senhor Jesus. Talvez o escritor estivesse se referindo à voz vinda dos céus no momento em que Jesus foi batizado ou na ocasião da sua transfiguração no monte. Mas, em nenhum desses casos a voz ordena que o Filho seja adorado.

“Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:16-17).

“Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5).

Paulo disse que depois que forem cumpridas todas as coisas, Jesus irá se sujeitar àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. Como pode um Deus se sujeitar a outro Deus¿  E em I Cor. 15:27 Paulo é bem enfático ao dizer que o único que não ficou sujeito a Jesus é o próprio Deus. E isso é óbvio. No entanto, Jesus entregará todo o poder e autoridade a Deus-Pai e a Ele se sujeitará.

“Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (I Cor. 15:27-28).

Logo após a ressurreição Jesus disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18). Ora, se Jesus era Deus, por que somente agora, depois de ressuscitar, Ele diz que recebeu autoridade¿ Logo, percebe-se que ele teve que cumprir uma missão para poder receber poder e autoridade.

Portanto, a Jesus, o Cordeiro, podemos dar honras e louvores, porque é Rei dos reis e Senhor dos senhores – só aqui na Terra. Porém, não podemos adorá-lo, visto que somente o Deus Soberano pode receber adoração.

“E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus” (Apoc. 7:11).

“E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus” (Apoc. 11:16).

“Então os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!” (Apoc. 19:4).

Tudo o que escrevi aqui é a mais pura verdade.

Se não acredita em quase nada do que escrevi, é porque você está com a mente cauterizada por doutrinação errônea. Mas, se você se dispuser a abrir a mente, poderá reler e investigar item por item de tudo que aqui escrevi. Tenho certeza que você compreenderá a verdade, e será mais um a ensinar a Bíblia da forma correta.

 

 

 

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Falou e disse Miquels7
Manaus-AM, 01/01/2017

29/12/2016 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , | Deixe um comentário

JESUS É UM ANJO PODEROSO. NÃO DEVEMOS ADORÁ-LO, MAS REVERENCIÁ-LO

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Eis uma das grandes polêmicas bíblicas esclarecida de forma cabal. Não há como contestar.

Se Jesus é um anjo, ele não pode ser adorado.

 2 Jesus de veste talar e cinto de ouro
Aparência de Jesus, que apareceu a João na ilha de Patmos, é a mesma do anjo que apareceu a Daniel.

Quando João teve a visão de um ser celestial na ilha de Patmos, este ser tinha todas as características e semelhanças de um anjo. E este ser admirável se identificou como sendo o Senhor Jesus Cristo, que havia sido morto e ressuscitado.

No livro de Daniel temos a descrição de um anjo poderoso cuja aparência se assemelha à do anjo poderoso que aparece a João na ilha de Patmos, o qual se vestia de traje talar de linho fino (vestido comprido, até os pés) e tinha cingidos os lombos com cinto de ouro, e tinham os olhos resplandecentes. Alguns intérpretes – como o caso dos adventistas do sétimo dia – afirmam que esse ser poderoso era o anjo Gabriel. Mas se for o Gabriel, então Jesus é o anjo Gabriel, pois a descrição que João faz do ser que lhe aparece é a mesma do ser que aparece a Daniel. Vejamos:

“4 No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre;
5 levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;
6 o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão.
7 Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.
8 Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma.
9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra.
10 E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo.
12 Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos derradeiros dias; pois a visão se refere a dias ainda distantes” (Daniel 10:4-14).

Agora, veja o que diz em Apocalipse:

“9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.
12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,
13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;
14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;
15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.
16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último.
18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apoc. 1:9-18).

Observando a descrição do Anjo nos dois relatos, podemos concluir que trata-se da mesma pessoa. E o ser poderoso que apareceu a Daniel se mostra um pouco limitado em poder, pois disse que o Príncipe do Reino da Pérsia lhe resistiu por 21 dias impedindo-lhe de trazer a resposta da oração de Daniel. E disse ainda que somente um outro ser poderoso lhe ajudava contra o príncipe do Reino da Pérsia, e este ser era o arcanjo Miguel.

No final do livro de Apocalipse há um detalhe que passa despercebido pelos teólogos tradicionais sobre quem é a pessoa de Jesus.

Interpretando cuidadosamente Apocalipse 22:8-13, podemos concluir que o anjo ao qual João se prostrou para adorar é o mesmo Senhor Jesus Cristo, pois João dialoga com esse anjo – que não permitiu que lhe adorasse -, e mais na frente este mesmo anjo continua o diálogo e diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega”. E, como sabemos, “Alfa e Ômega” é um dos títulos de Jesus Cristo.

“8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.

10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo [emissário] para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apoc. 22:8-16).

Esse “anjo” o qual Jesus disse que enviou para testificar as coisas às igrejas, quer dizer o anjo emissário, o qual ficou incumbido de levar as mensagens a cada uma das sete igrejas da Ásia Menor, descritas nos capítulos 2 e 3.

Os teólogos tradicionais ensinam que esse “anjo” de cada uma das 7 igrejas da Ásia refere-se ao pastor da igreja local. Só que isso é interpretação tendenciosa, sem fundamento, pois nas comunidades cristãs da Ásia Menor não existiam pastores, mas sim, anciãos. E cada comunidade não era guiada por UM ancião, mas por VÁRIOS anciãos. Esse “anjo”, na verdade, é um “anjo emissário” – que no caso eram sete anjos -, os quais receberam “cartas” endereçadas às sete igrejas da Ásia. Logo, vemos que esse “anjo” das igrejas nada tem a ver com “pastor”.

Devemos observar bem os detalhes do texto de Apocalipse. Na descrição da visão do Anjo poderoso, João diz que havia sete (7) “estrelas” à sua direita. Logo, podemos concluir que essas “sete estrelas” trata-se de 7 anjos emissários, aos quais Jesus ordenou a João que escrevesse as 7 cartas às 7 igrejas da Ásia para serem levadas por esses 7 anjos emissários. Quando o texto diz “Ao anjo da Igreja em Éfeso escreve”, esse anjo, aí referido, é o anjo emissário, e não o tal pastor da igreja local, como os teólogos tradicionais interpretam.

“Tinha ele na sua destra sete estrelas” (Apoc. 1:16).

Mais na frente, no capítulo 5 de Apocalipse, vemos novamente a referência aos 7 anjos emissários, os quais são descritos como “sete olhos enviados por toda a Terra”.

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

Engraçado que os teólogos tradicionais dizem que esses “sete olhos ou espíritos” é uma alusão ao Espírito Santo, terceira pessoa da suposta trindade. Quanta ignorância e tolice!

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Há duas referências bíblicas que os trinitarianos se utilizam para afirmar que Jesus também é Deus. A de João 1:1-3 e a de Hebreus 1:6.

“1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:1-2).

“6 E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Heb. 1:6).

A primeira referência diz que Jesus, o Verbo, estava com Deus. Ora, estar com Deus não significa que a pessoa seja também um deus. Existem muitos reis, imperadores e presidentes que possuem assessores e chefes de primeiro escalão, que executam suas ordens e são pessoas de alta patente. Mas nem por isso são iguais ao rei ou presidente. Elas podem até conspirar, e se tornarem reis ou presidentes, mas, ilegitimamente, por usurpação do poder. Jesus estava com Deus, mas não tinha intenção de ser igual a Deus. Paulo mesmo enfatiza isso, afirmando que Jesus, ao ser intimado pelo Pai a provar o seu amor pela humanidade, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas despiu-se de sua glória, assumindo a forma de servo para vir se encarnar e morrer pela humanidade.

“5 Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, [isto é, não teve por usurpação ser igual a Deus],
7 mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;
8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fil. 2:5-8).

Como Paulo diz, Jesus subsistia na forma de deus, mas não era Deus. Ora, os anjos também são deuses, pois todo ser que vive no céu é DIVINO. Mas existe apenas um Deus Todo-Poderoso.

Quanto ao fato de João 1:1 dizer que o Verbo era Deus, isso já foi muito debatido nos seminários de todas as seitas protestantes. Os Testemunhas de Jeová, por exemplo, discordam da tradução tradicional deste versículo que afirma que Jesus era Deus. Eles traduziram assim: “No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era um deus”.

O que eu sei é que este Evangelho de João é um evangelho esotérico. Pois o vocábulo VERBO é de cunho esotérico, e não devia constar na Bíblia, haja vista a linguagem da Bíblia ser literal. Quem explica o significado de “Verbo” é o ESOTERISMO, e não a Teologia. Os teólogos pegaram gancho no Esoterismo para afirmar que isso que João fala a respeito do Verbo foi dado por inspiração divina. Você pode pesquisar no Antigo Testamento e nunca encontrará esse vocábulo VERBO, pois ele vem da língua grega, e seu significado surgiu no mundo do Esoterismo.

Quanto ao que o autor da carta aos Hebreus diz no capítulo 1:6, afirmando que os anjos de Deus devem adorar Jesus, posso garantir que essa citação é APÓCRIFA. Podemos verificar e constatar que quase todas as citações que o autor da carta aos Hebreus faz, constam nos livros do Antigo Testamento, na Torá (Pentateuco, Salmos e Profetas). Porém, essa citação do capítulo 1:6 que o autor faz não se encontra em nenhum livro do Antigo Testamento. Portanto, essa citação foi retirada de um livro espúrio, apócrifo, que não faz parte do Cânon do Antigo Testamento.

Essa frase de Hebreus 1:6 “E todos os anjos de Deus o adorem” é uma citação apócrifa, que não tem respaldo em nenhum outro livro da Bíblia, não há nenhuma referência cruzada. E pelas regras da Hermenêutica, uma só citação não serve para fundamentar uma doutrina ou ensinamento.

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Quem tem um contra-argumento para contestar?

Se você tem argumentos sólidos para contestar os meus, então, apresente-os, ou admita que estou com a razão e ajude a propagar a verdade.

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Falou e disse Miquels7.

29/03/2016 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEOLOGIA | , , , , , , | 6 Comentários

OS JUDEUS NÃO TEM NENHUMA CULPA NA MORTE DE JESUS

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Castiçais
Se o Senhor Jesus Cristo veio a este mundo com a missão de anunciar o Evangelho, padecer e ser crucificado pelos pecados da humanidade, os judeus não tem nenhuma culpa em sua morte. Ao contrário, o mundo é devedor dos judeus, pois, como o próprio Senhor Jesus disse, “a salvação vem dos judeus”.

Se Cristo morreu pelos pecados do povo (humanidade), então, todos nós, gentios, devemos aos judeus essa graça alcançada.

Se for verdade o ensino que diz que sem o sacrifício de Jesus na cruz não haveria salvação para a humanidade decaída, qual a culpa dos judeus em sua morte? Nenhuma. Se como diz Paulo a salvação é primeiramente para os judeus, então, devemos dar graças a eles pelo favor imerecido de Deus nos ter alcançado.

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Mas, ao contrário do que expus acima, os cristãos ocidentais – os gentios –, há séculos discriminam os judeus por acharem que eles foram os culpados pela morte do Filho de Deus. E essa atitude impensada dos gentios se constitui na maior desonestidade e discriminação ao povo escolhido de Deus, os judeus. Aliás, a ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana promoveu, durante a Idade Média, a maior perseguição aos judeus com essa falsa acusação de que eles ultrajaram o Filho de Deus e foram culpados pela sua morte. A primeira atitude diabólica para perseguir o povo escolhido de Deus foi o estabelecimento da guarda do domingo em adoração ao deus-Sol, em oposição à guarda do Santo Sábado do Senhor. O Imperador Romano, Constantino – recém-convertido ao cristianismo –, decretou a abolição da guarda do Sábado e estabeleceu a guarda do domingo, como substituição do culto ao deus-Sol. E bem sabemos que essa guarda do domingo nunca foi para adorar a Jesus Cristo, mas unicamente ao deus-Sol, e inclusive, americanos e ingleses ainda fizeram questão de não esconder essa verdade ao estabelecer o nome do primeiro dia da semana como SUNDAY, isto é, dia do Sol.

O antissemitismo – ou ódio declarado aos judeus – sempre existiu antes e depois da Reforma Protestante, no século XV. O próprio reformador, Matinho Lutero, foi declaradamente um antissemita. E isso se evidenciou nos seus escritos. Até meados da Segunda Guerra Mundial, a maioria das seitas protestantes mantinham uma atitude discriminatória contra os judeus, e inclusive, líderes de algumas dessas igrejas deram apoio ao tirano Adolf Hitler, que mandou exterminar milhões de judeus. Esses crentes antissemitas também foram cúmplices na morte de milhões de judeus. E o clamor do povo judeu martirizado está até registrado na Bíblia.

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Apocalipse 6:9-10).

Durante séculos os judeus foram discriminados e perseguidos pelos cristãos na Europa, além da perseguição promovida pelos palestinos e muçulmanos, sendo, com isso, obrigados a se refugiarem em outros países, como Rússia, Argentina, e até aqui no Brasil.

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JESUS CRISTO NÃO VEIO PARA OS GENTIOS

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27/02/2016 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS, TEOLOGIA | , , | Deixe um comentário