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‘CÉU’ E ‘ESPIRITUAL’ NÃO TEM NADA A VER UMA COISA COM A OUTRA

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Em pleno século XXI os crentes ainda desenvolvem uma mente primitiva, selvagem.

Pecadores lançados no lago de fogo

Os crentes, até os dias de hoje, imaginam que tudo o que existe nos céus, acima de nós, são ‘coisas espirituais’. Ora, isso não passa de imaginação primitiva, sem noção, pois, tudo o que existe nos céus, acima de nós, são coisas físicas. Não existe nada de ‘espiritual’ neste Universo. Tudo é físico.

Imaginar que o que existe nos céus é espiritual é a mesma coisa que imaginar que existe outro mundo ou um mundo desconhecido acima da abóboda celeste, e que essa abóboda celeste é sustentada por grandes colunas. E que as estrelas são pequenos luzeiros pendurados debaixo da abóboda celeste.

Os crentes imaginam que Jesus subiu para o céu porque esse lugar é espiritual. Imaginam que o Céu é a habitação dos espíritos. Ora, todos os céus, acima de nós, são físicos. Um ser humano em corpo carnal vivo não pode adentrar todos os céus porque ele precisa de ar para respirar, e bem sabemos que no espaço sideral não existe ar respirável. Para adentrar nos céus siderais é preciso levar um balão de oxigênio ou ir dentro de uma nave espacial com bastante reserva de oxigênio.

Ora, Jesus subiu para o céu porque ele se retirou deste planeta e se foi para um outro planeta aqui mesmo no Sistema Solar ou fora dele. Jesus não foi embora para habitar num mundo espiritual. Ele foi embora para outro sistema planetário, muito longe da Terra.

Jesus subiu aos céus em corpo carnal. Quando Jesus subiu aos céus, o texto bíblico diz que uma nuvem o recebeu ou o encobriu. Ou seja, uma nave espacial o recebeu e o levou para o espaço sideral.

“Tendo Jesus dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos” (Atos 1:9).

O profeta Elias também foi levado por uma carruagem de fogo, que nada mais era que uma nave espacial.

Na Bíblia há um relato de que os habitantes que viviam ao redor do Monte Sinai diziam que ouviam barulhos e sons estranhos na montanha e grande fumaceiro. Quando Moisés subiu ao monte para ver o que se passava, ouviu barulhos e viu grande nevoeiro. Por esses relatos, conclui-se que o barulho vinha dos motores a propulsão da nave, e a fumaça pode ter sido dos motores, ou feitas de propósito para encobrir a nave, para que ninguém identificasse o objeto. Quando Moisés subiu ao monte, um anjo lhe falou de perto de uma sarça ardente. O anjo proibiu que o povo subisse no monte, e só Moisés poderia subir lá. A alegação para que o povo não subisse no monte era porque eles poderiam morrer. Mas, por que só Moisés, sendo humano igual aos demais, podia subir no monte e falar com o anjo? Logo, percebe-se que os anjos não queriam que o povo descobrisse os seus segredos, pois sempre há um curioso que descobre as coisas.

O profeta Ezequiel também teve a visão de uma nave espacial, e a descreveu com motores a propulsão, que soltavam labaredas de fogo, e que a nave vinha envolvida num nevoeiro.

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas” (Ezequiel 1:4-6).

Esses quatro querubins que Ezequiel contemplou eram quatro imagens de anjos esculpidas nas paredes da nave (ou em cada canto da nave) e tinham quatro asas. Isaías e João tiveram esta mesma visão da nave e disseram que os tais querubins tinham seis asas. E o próprio Ezequiel descreve que esses querubins não se mexiam. Para onde as rodas da nave andavam, eles andavam igualmente, para frente e para trás. Uma pessoa que faz uso da razão sabe que um anjo não pode possuir quatro ou seis asas, exceto se se tratar de uma imagem esculpida ou desenho na parede. Portanto, se você que me lê faz uso normal de suas faculdades, entenda que não pode existir anjo vivo com quatro e muito menos com seis asas.

O termo ESPIRITUAL deriva de ‘espírito’, que significa ‘aquilo que não se vê a olho nu’.

Paulo disse que o mundo não entende as coisas que os crentes acreditam pela fé, porque essas coisas se discernem espiritualmente. Paulo falava assim porque ele não sabia que as coisas que existem, mas que não podem ser vistas a olho nu, também são físicas.

Não é porque não vemos uma coisa que essa coisa é espiritual. Não enxergamos os elementos químicos do ar, mas eles estão ao nosso redor. E nem por isso vamos dizer que os elementos do ar são espirituais.

Acredito que cada ser humano é formado por dois corpos: um carnal (físico) e outro ‘espiritual’. O corpo ‘espiritual’ é feito de uma matéria sutil, que não pode ser vista a olho nu. O ser humano não pode subsistir eternamente nesse corpo dito ‘espiritual’, porque ele não tem como interagir como o meio onde habita. Para interagir com o meio físico, é necessário que o corpo ‘espiritual’ se revista do corpo carnal e mortal. Não há sentido viver no espaço sideral (o tal Céu dos crentes) sem um corpo físico, visível a olho nu. Por isso, esse é o objetivo da ressurreição: para que os humanos salvos recebam novamente o corpo carnal e mortal para reviver e habitar eternamente aqui mesmo neste planeta, que será restaurado e governado pelo Messias. Nenhuma criatura é imortal. Todos são mortais. Mesmo o crente salvo, após ressuscitado, continuará sendo mortal. Porém, os que forem obedientes não morrerão, porque Deus concederá o elixir da vida, o fruto da árvore da vida, isto é, o poder que fará com que seus corpos sempre permaneceram jovens. Adão e Eva viviam no paraíso, mas eram mortais. Só não morriam porque recebiam desse poder da imortalidade, que se chamava fruto da árvore da vida.

Um exemplo bem esclarecedor é o caso dos demônios. Se os demônios subsistem em corpos ‘espirituais’, então o que eles estão fazendo aqui na Terra? O lugar deles não é os céus? Por que é obrigatório o espírito do crente ir para os céus? Será que o mundo ‘espiritual’ não está aqui mesmo ao nosso redor?

Alguns exegetas bíblicos atestam que os demônios são os espíritos dos mortos do grande dilúvio, e que para estes não houve destinação de suas almas. Esses espíritos ficaram soltos, vagando no tempo e no espaço. Como muitos desses espíritos eram dos filhos dos gigantes que corromperam a Terra, são espíritos do mal, que vivem constantemente revoltados contra Deus. Por isso, eles se vigam nos seres humanos vivos, principalmente naqueles que são obedientes a Deus.

Apesar dos corpos dos espíritos dos mortos humanos não serem vistos a olho nu, mas eles são formados de matéria. Portanto, são físicos. Só que não podem interagir com o meio físico onde estão contidos. E nem se sentem felizes em subsistir no corpo ‘espiritual’.

Jesus mostrou que os demônios (ou espíritos de humanos) não se sentem confortáveis em seus corpos ‘espirituais’ e, por essa razão, procuram sempre se abrigar num corpo qualquer, de preferência os corpos humanos carnais, porque eles precisam interagir com o meio. Ou então, em razão de sentirem muito frio, procuram os corpos dos humanos vivos para se abrigarem.

“Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa” (Mateus 12:43-45).

Certa vez Jesus expulsou uma legião de demônios que estava no corpo de um endemoninhado, e eles pediram permissão para entrar nos corpos de uns porcos que havia no local. E Jesus autorizou. Por esses relatos, podemos concluir que o subsistir na forma de ‘espírito’ não tem sentido, não traz felicidade. Por isso é necessário a ressurreição, para que possamos assumir um novo corpo físico e carnal.

“Rogaram-lhe, pois, os demônios, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E ele lho permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada, que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram” (Marcos 5:12-13).

Os crentes aprenderam na Bíblia que não podemos enxergar as coisas espirituais com os olhos carnais. Ou seja, temos que ter olhos espirituais para enxergar as coisas espirituais. A questão é que o que supostamente vemos com ditos olhos espirituais não significa que sejam necessariamente coisas espirituais, mas físicas, ou então, coisas ilusórias, como no caso das coisas que vemos em sonhos. Através dos olhos da mente, isto é, em sonhos durante a noite, cada ser humano vivo e carnal pode ver outros mundos, pode contemplar lindas paisagens, pode até ver o inferno, os demônios e dialogar com personagens fictícios sem precisar desse tal olho espiritual. No entanto, tudo isso não passa de imaginações da mente humana.

Jesus disse que os demônios não se sentem felizes e contentes vivendo no suposto mundo ‘espiritual’ deles. Por isso, procuram os corpos humanos para se alojarem ou para se manifestarem através dos sentidos. Então, como os crentes acham que serão felizes vivendo em forma de espírito num mundo espiritual nos céus?

A QUESTÃO DA ONIPOTÊNCIA DE DEUS E A IMORTALIDADE DOS ESPÍRITOS

Os teólogos evangélicos tradicionais ensinam que os pecadores que não forem salvos serão lançados no lago de fogo, e lá sofrerão tormento por toda a eternidade. No entanto, o camarada que defende tamanha crueldade não merece ser chamado de ser humano, e muito menos de cristão. Pois, se nós, humanos, tendo a nossa justiça fraca e falha, sabemos determinar uma pena de acordo com a gravidade do crime praticado pelo criminoso, por que Deus, sendo todo ‘justiça e amor’, iria praticar tamanha crueldade com os pecadores, e jogá-los de igual modo no mesmo buraco, sem nenhuma distinção de pena? Que espécie de deus é esse que os evangélicos adoram?

Se os espíritos dos demônios e dos humanos que morreram subsistem em corpos ‘espirituais’, como esses corpos sobrevivem no mundo ‘espiritual’? De que eles se alimentam para continuar existindo? Será que os espíritos são imortais? Bem…, essa pergunta é muito difícil de ser respondida, mas não impossível.

Acredito que os ‘espíritos’ não são imortais. Creio que os corpos ‘espirituais’ são passivos de destruição ou aniquilamento. Se não admitirmos isso, estamos afirmando que Deus não é onipotente. Ora, se Deus criou os ‘espíritos’ de cada ser humano, como ele não pode desfazer aquilo que criou? Há quem diga que o espírito de cada ser humano é parte da essência ou substância de Deus, por isso ele não morre, não pode ser destruído. E para comprovar isso, utilizam-se de algumas passagem bíblicas, como esta:

“Porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; (…) e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Eclesiastes 12:5-7).

Por outro lado, se os corpos espirituais dos humanos são imortais, então, todos nós somos deuses, embora fracos em poder, e somos subjugados pelos ‘espíritos’ superiores. E se Deus – o Espírito Superior – sentencia os pecadores, seus desafetos, a um sofrimento eterno no lago de fogo, isso o constitui no maior sanguinário das galáxias. Pois, age de forma covarde contra seus irmãos mais fracos. Ou seja, Deus prende seus desafetos, que não tem poder, e os coloca em masmorras eternas, sem que tenham uma revisão de pena, sem que tenham tido um julgamento justo, recebendo uma pena de acordo com a gravidade dos seus delitos. E quem defende tal ensinamento é um louco desvairado.

Conforme já afirmei, os corpos ‘espirituais’ não são imortais. Portanto, são passivos de aniquilamento. Se os corpos ‘espirituais’ necessitam de algum alimento ‘espiritual’ para subsistir, isso eu não sei. O que sei, e o que aprendi na Bíblia de forma correta é que só existe um ser que é imortal: Deus-Pai, o Todo-Poderoso. Os anjos e todos os ‘espíritos’ dos humanos são mortais e passivos de aniquilação. Não creio que o ‘espírito’ de cada ser humano seja parte integrante da essência de Deus. Se isso fosse verdade, cada um de nós seria um pequeno deus, imortal. E se Deus nos condenasse, estaria condenando a si mesmo, ou, no mínimo subjugando seus irmãos ou filhos, por serem inferiores em poder.

Na ressurreição do último dia todos os pecadores irão ressuscitar para serem julgados. Muitos serão salvos. E os que não forem salvos no julgamento do Grande Trono Branco serão lançados no lago de fogo, isto é, no Sol, para o aniquilamento final do ‘espírito’, isto é, do corpo ‘espiritual’. Nada pode subsistir na alta temperatura do Sol. Todos os corpos físicos ou ‘espirituais’ serão aniquilados ou cessados de existir na grande temperatura do Sol. E a própria Bíblia chama a isso de ‘segunda morte’. A primeira morte é a morte do corpo carnal; a segunda é a morte do corpo ‘espiritual’. Portanto, nenhum ‘espírito’ irá permanecer sofrendo eternamente no lago de fogo, pois, isso seria um crime indescritível.

Deus é justiça e amor. Mas, misturado à bondade e justiça de Deus, os religiosos conseguiram colocar ensinamentos terríveis na Bíblia. Ou no mínimo adulteraram os textos bíblicos ao traduzi-los para outros idiomas, com a intenção de amedrontar os fiéis ou fazê-los seguir a religião e obedecê-los por medo do inferno.

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Miquels7

 

22/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , , | Deixe um comentário

A VISÃO DO TRONO DE DEUS DE EZEQUIEL, DANIEL, ISAÍAS E JOÃO

Estudo comparativo da visão que Ezequiel, Daniel, Isaías e João tiveram sobre o Trono de Deus e os querubins.

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By Miquels7 – Todos os direitos reservados

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Estou preparando um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extraterrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem. 

O estudo será postado, abaixo, em imagem de arquivos PDF, pois, a estrutura do texto é feita em colunas, contendo as passagens bíblicas dos lados direito e esquerdo, e na coluna central os comentários.
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Rodas de Ezequiel 03

INTRODUÇÃO

Os deuses criaram a raça humana aqui na Terra com a finalidade de cuidá-la e também para que desfrutassem de toda sua riqueza. Os humanos deviam se multiplicar na face na Terra, mas não podiam adquirir conhecimento e nem obter o domínio sobre a matéria e os cosmos. Não podiam se tornar civilizados. Tinham que permanecer sempre como nativos, isto é, vivendo como os índios, nus, inocentes, sem se envergonhar da nudez. E como prêmio, Deus lhes concedeu o elixir da vida, o fruto da vida eterna, para que nunca morressem. Mas, um dentre os seres celestiais sabotou a criação e frustrou os planos de Deus (ou deuses). O homem “pecou” ao se tornar civilizado e obter o domínio da matéria. Por causa disso, Deus amaldiçoou o homem e também a Terra. Mas, prometeu um dia resgatar os homens bons e também restaurar a Terra ao seu estado original.

Os humanos da raça dos atlantes não representavam um perigo para os deuses e nem para o próprio planeta. Porém, os humanos da raça adâmica se tornaram um grande perigo não só para os deuses, como para o planeta Terra e todo o Sistema Solar.

Comparo o perigo que representa o governo humano civilizado para os deuses e os cosmos, com o perigo que representa o governo da Coréia do Norte em relação aos Estados Unidos e o resto do planeta. Deus (ou os deuses) deixou o homem civilizado se multiplicar e se espalhar sobre a face da Terra, mas subestimou o tamanho do perigo que isso representava. Os cientistas humanos, ao adquirirem o conhecimento e controle da matéria, foram além do que os deuses esperavam. Assim também os EUA e a ONU subestimaram o governo da Coréia do Norte, e não achavam que um dia esse país iria desafiar as grandes potências do planeta Terra, e ser a causa de uma possível tragédia nuclear. Por isso, não resta alternativa aos governantes da Terra, a não ser a destruição do governo da Coréia do Norte. De forma análoga, também podemos comparar e afirmar que Deus subestimou o perigo que o homem poderia representar para o planeta e para os cosmos. Se Deus não subestimou, como dizem os teólogos tradicionais, ele então previu, na sua onisciência, que o homem não teria fim nas más intenções do seu coração, e traçou um plano para pôr fim ao domínio do homem sobre a Terra. E o Livro com sete selos descrito no Apocalipse nada mais é do que esse plano que Deus traçou para destronar o homem do domínio aqui na Terra. Todos os juízos de Deus contidos no Livro de sete selos do Apocalipse serão necessários para que Deus tome o controle do planeta Terra, e faça reinar aqui o Messias, o Ungido, enviado do Céu, para governar as nações e não mais deixar que o homem continue com sua busca desenfreada pelo conhecimento e domínio da matéria.

“Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre (de Babel) que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade” (Gênesis 11:5-8).

Mas os humanos não cessaram de edificar nada, e estão na busca desenfreada pelo conhecimento e o domínio da matéria. Agora eles querem alcançar os cosmos com suas naves espaciais, a procura de outros mundos habitáveis. No entanto, o perigo maior está aqui mesmo no planeta: as bombas nucleares, os vírus mortais e pestes que podem ser espalhadas rapidamente entre a população. Portanto, não resta ou saída. Deus terá que destruir todos os governos humanos aqui da Terra, o tal governo da Besta-666.

Acho que Deus (ou os deuses) não imaginou que o homem que colocou aqui na Terra, com um cérebro limitado, pudesse ir tão longe à busca do conhecimento, ao ponto de dominar a matéria, perscrutando o ínfimo de cada molécula dos elementos químicos. Não imaginou que o conhecimento ou a Ciência humana se voltasse para o controle dos átomos e das moléculas dos elementos químicos. Não tinham ideia da nanotecnologia. Pelas descrições da tecnologia extraterrestre nos livros de Ezequiel, Daniel e Apocalipse, podemos notar que os deuses não têm conhecimento da nanotecnologia. Por isso, mais do que nunca, os humanos se tornaram um perigo mortal para os deuses e para todo o Universo. Pois, nunca haverá limites para os cientistas na busca do conhecimento e domínio da matéria. De qualquer forma, já está traçado um limite para o homem, o qual ele não poderá ultrapassar. Os deuses devem ter aprendido muito com os humanos, tanto na organização de suas sociedades, como na obtenção do conhecimento sobre a matéria, que nem eles tinham. Mas os humanos não podem viver sem o controle de suas ações e intenções de suas mentes limitadas. Alguns ufólogos afirmam que as aparições de discos voadores começaram a surgir com mais frequência depois que foram detonadas as primeiras bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Os deuses desceram para ver o que se passava aqui na Terra, assim como desceram quando os primeiros humanos estavam construindo a grande Torre de Babel. Agora eles estão mais preocupados com os destinos da raça humana, porque ela mesma pode se autodestruir com bombas atômicas.

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SÍNTESE GERAL

Imaginava eu que o profeta Isaías, em sua visão, possivelmente tivesse se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista o mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis. Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel.

Não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E a nave era quadra, tendo o mesmo formato da Arca da Aliança. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins, ao redor da nave, tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição, pois, no segundo relato ele não vê rosto de boi, e ainda acrescenta o rosto de querubim.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que o profeta contemplou não eram literais. Eram figuras de anjos desenhadas ou esculpidas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor e rodas para pousar no chão, bem como o barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Arca da Aliança

01 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João02 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João03 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João

(Continua …….)

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16/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , , , | Deixe um comentário

SESSÃO APRENDENDO A BÍBLIA CORRETAMENTE

*****(CORRIGIDO E ACRESCENTADO MAIS INFORMAÇÕES*****

1) Os Anjos Não Cantam, Não Entoam Cânticos

A faculdade de cantar é uma característica exclusiva da raça humana e das aves terrestres.

Em nenhum lugar da Bíblia vemos os anjos entoando cânticos para Deus ou cantando para se divertirem. Nos livros proféticos do Antigo Testamento, nos Salmos e no Apocalipse não há evidência explícita de anjos cantando. O que existe são menções a anjos adorando ou glorificando ao Deus Todo-Poderoso com palavras e não com cânticos.

Os crentes imaginam que vão cantar no Céu junto com os anjos. Outros dizem que haverá coros de anjos no Céu, cantando melodias que não tem fim. Porém, tudo isso não passa de fantasias da mente humana. Sei que há muitos hinos bonitos e comoventes que fazem referências a anjos cantando no céu, e até aprecio esses hinos. No entanto, são crendices que os crentes aprenderam devido a ensino deturpado das Escrituras.

Aprecie esses dois belos hinos de Juarez Arraes e Josué Barbosa Lira clicando nos links, abaixo. São bens inspiradas as melodias desses cânticos, mas a parte da poesia que fala dos anjos cantando não retrata uma verdade. Ademais, o poema desse hino “Canto dos Arcanjos”, de Josué Lira, é lindo, mas a melodia pode não ser inspirada, visto que essa melodia é a mesma do hino 151 da Harpa Cristã, “Fala Jesus Querido”. Não sei exatamente qual desses dois hinos tem a melodia plagiada.

1) CANTO DOS ARCANJOS
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/31+Canto+dos+Arcanjos+-+Josu*c3*a9+B.+Lira,944743596.mp3(audio)

2) CRENTE FIEL
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/30+Crente+Fiel+-+Juarez+Arraes,944743646.mp3(audio)

3) Fala Jesus Querido
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O ato de cantar é uma arte, mas o cântico humano é motivado por diversos fatores emocionais. As aves cantam sempre quando estão alegres. Os humanos cantam quando estão alegres ou tristes, felizes ou melancólicos. E também cantam para se divertir ou para render culto às divindades.

E os anjos também não tocam instrumentos musicais para louvar a Deus. No Apocalipse aparecem anjos tocando trombetas referentes aos juízos de Deus. Porém, há muitas referências de humanos tocando instrumentos musicais, como harpas, para render louvor a Deus.

No livro de Apocalipse está a prova final de que os anjos não podem aprender a cantar, talvez porque não possuem as cordas vocais semelhantes às dos humanos. Ou talvez porque não existem motivos emocionais para entoarem cânticos.

“E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra” (Apoc. 14:2-3).

Aí está a prova que os anjos não cantam e nem podem aprender a cantar como os humanos cantam.

2) Não Existe a Classe Angelical dos Serafins

Teólogos, exegetas e pastores sempre ensinam que as classes angelicais são: anjos, arcanjos, querubins e serafins. Mas a verdade é que só existe a classe dos anjos comuns, os mensageiros, e classe dos querubins. Arcanjo não é uma classe de anjo, mas uma patente angelical superior.

Na Bíblia existe uma única referência à suposta classe angelical dos SERAFINS no livro de Isaías. Porém, se existe a doutrina dos anjos, os teólogos não podem se utilizar de uma única referência para definir a classe dos serafins. Na verdade, os tais serafins que Isaías contemplou eram os mesmos querubins que o profeta Ezequiel descreveu de forma detalhada. Os serafins de Isaías tinham seis asas, e os querubins de Ezequiel tinham quatro asas. Mas Isaías pode ter se confundido sobre o números de asas. Logo, percebe-se que os serafins de Isaías eram os mesmos querubins de Ezequiel. E Ezequiel contemplou muitos anjos em suas visões, mas não fez nenhuma referência à suposta classe dos serafins. E nem no Apocalipse vemos referências aos tais serafins. Talvez o profeta Isaías não tinha palavras apropriadas para descrever a magnitude dos anjos que contemplou, e os denominou de serafins. Já a classe dos querubins era bem conhecida dos hebreus e é bastante citada na Bíblia. Tanto é que sobre a Arca da Aliança havia a escultura de dois querubins postados um de frente para o outro, com as asas se tocando.

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. (…) Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Isaías 6:1-7).

“Depois olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante em forma a um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas giradoras, até debaixo do querubim, enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam de pé ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa; e encheu-se a casa duma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do Senhor. E o ruído das asas dos querubins se ouvia até o átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala. Sucedeu pois que, dando ele ordem ao homem vestido de linho, dizendo: Toma fogo dentre as rodas, dentre os querubins, entrou ele, e pôs-se junto a uma roda. Então estendeu um querubim a sua mão de entre os querubins para o fogo que estava entre os querubins; e tomou dele e o pôs nas mãos do que estava vestido de linho, o qual o tomou, e saiu. E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas. Então olhei, e eis quatro rodas junto aos querubins, uma roda junto a um querubim, e outra roda junto a outro querubim; e o aspecto das rodas era como o brilho de pedra de crisólita. E, quanto ao seu aspecto, as quatro tinham a mesma semelhança, como se estivesse uma roda no meio doutra roda. Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam, mas para o lugar para onde olhava a cabeça, para esse andavam; não se viravam quando andavam. E todo o seu corpo, as suas costas, as suas mãos, as suas asas, e as rodas que os quatro tinham, estavam cheias de olhos em redor. E, quanto às rodas, elas foram chamadas rodas giradoras, ouvindo-o eu. E cada um tinha quatro rostos: o primeiro rosto era rosto de querubim, o segundo era rosto de homem, o terceiro era rosto de leão, e o quarto era rosto de águia. E os querubins se elevaram ao alto. Eles são os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. E quando os querubins andavam, andavam as rodas ao lado deles; e quando os querubins levantavam as suas asas, para se elevarem da terra, também as rodas não se separavam do lado deles. Quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam, estas se elevavam com eles; pois o espírito do ser vivente estava nelas. Então saiu a glória do Senhor de sobre a entrada da casa, e parou sobre os querubins. E os querubins alçaram as suas asas, e se elevaram da terra à minha vista, quando saíram, acompanhados pelas rodas ao lado deles; e pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles. São estes os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar; e percebi que eram querubins. Cada um tinha quatro rostos e cada um quatro asas; e debaixo das suas asas havia a semelhança de mãos de homem. E a semelhança dos seus rostos era a dos rostos que eu tinha visto junto ao rio Quebar; tinham a mesma aparência, eram eles mesmos; cada um andava em linha reta para a frente. (Ezequiel 10:1-22).

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EXPLICANDO COM MAIS DETALHES A VISÃO DO TRONO DE DEUS E DOS QUERUBINS COM SEIS ASAS

Afirmei, acima, que Isaías possivelmente teria se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista esse mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis.

Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel. Eu não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

Vou postar brevemente um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extra-terrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando eu era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem.

Vejam o relato, em Apocalipse 4, da visão dos querubins:

“2 Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono;
3 e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda.
4 Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro.
5 E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus;
6 também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.
9 E, sempre que os seres viventes davam glória e honra e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive pelos séculos dos séculos”.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que Ezequiel contemplou não eram literais. Eram figuras de querubins desenhadas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor, rodas para pousar no chão, e barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Agora, observe a descrição da visão dos querubins de Ezequiel, no primeiro capítulo. Ezequiel só reconhece que eram querubins os seres viventes que contemplou no capítulo 10.

“1 Ora aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.
5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;
6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;
10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.
12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13 No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
14 E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.
15 Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.
16 O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17 Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam.
18 Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19 E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas.
20 Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22 E por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.
23 E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.
24 E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas.
25 E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26 E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele.
27 E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele.
28 Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.

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Devido aos questionamentos que sei que muitas pessoas irão fazer, afirmando que eu desconheço a Bíblia – e na verdade são elas que estão entorpecidas pelos ensinamentos errôneos -, faz-se necessário acrescentar mais explicações a este post. Pois, quando alguém aparece falando a verdade, as pessoas não querem aceitar de forma alguma, e apelam para a ignorância. Portanto, tenho que fazer outros esclarecimentos a respeito desse assunto. Geralmente as pessoas não confiam no que eu falo, pois acham que eu sou um maluco, que não sei de nada sobre as doutrinas da Bíblia. Sei de quase tudo e um pouco mais. Meu objetivo aqui é desfazer toda essas aberrações doutrinárias que fazem a cabeça dos crentes fanáticos.

Conheço basicamente todas as doutrinas das igrejas e sei do que falo. E não explico detalhadamente as coisas que falo, porque o texto vai ficar muito extenso e cansativo a leitura. Mas, devido aos questionamentos, tenho que acrescentar mais explicações.

As passagens bíblicas que os teólogos se utilizam para comprovar que os anjos cantam são as seguintes: cantaram na criação (Jó 38.7); cantam na volta do pecador (Lc 15.7); cantam na exaltação do Cordeiro (Ap 5.9,10); cantam no arrebatamento dos santos (Ap 14.2,3); cantam no triunfo dos justos (Ap 19.6); cantaram na encarnação de Jesus (Lc 2.13,14). Agora, vejamos as explicações de casa uma dessas referências bíblicas.

1) A referência de Lc 2.13,14 não diz exatamente que os anjos CANTAVAM, mas, que pronunciavam palavras de louvação.

“13 Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.
15 E logo que os anjos se retiraram deles para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém, e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”.

2) A referência de Apoc. 19:6 não garante que a voz de grande multidão seja a dos anjos, mas sim, dos santos que foram salvos. Repare que no final se diz que à grande multidão foi-lhe permitido se vestir de linho fino. E a frase “exultemos e demos-lhe glória” quem diz são os 24 anciãos ou a grande multidão de salvos, e não os anjos.

“5 E saiu do trono uma voz, dizendo: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
6 Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
7 Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou,
8 e foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; pois o linho fino são as obras justas dos santos”.

3) A referência de Apoc. 14:2-3 já foi explicada no meu texto, acima. E o “cântico novo” era entoado somente pela multidão dos 144 mil. E os anjos não podiam aprender e nem entoar aquele cântico junto com a grande multidão de salvos.

“2 E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas.
3 E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra”.

4) A referência de Apoc. 5:9-10 é a mais complicada para explicar. Podemos observar que nessa passagem bíblica não são os anjos que CANTAM, mas, os 24 anciãos. Primeiramente, devemos entender que segundo os melhores exegetas, os 24 anciãos não são anjos, mas seres humanos aperfeiçoados que Deus constituiu como juízes no céu. Devemos entender também, que os quatro seres viventes com rostos de homem, de leão, de águia e de touro da visão de Ezequiel, no primeiro capítulo, não se trata de anjos na sua forma literal. Trata-se de imagens de querubins com 6 asas, esculpidas ao redor do trono, com várias luzes ou lâmpadas, e alto-falantes que ficavam repetindo a frase “santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso”. Você pode ver a descrição detalhada dos quatro seres viventes no capítulo 4 de Apocalipse. Basta comparar com a visão de Ezequiel 1. Ainda se diz que esses quatro seres viventes não tinham descanso e ficavam repetindo aquela frase de louvação de dia e de noite. Logo, percebe-se que as palavras de louvação vinham dos alto-falantes ao redor do trono, colocados atrás das imagens esculpidas dos querubins. Por favor, leia atentamente a descrição dos quatro seres viventes e veja que não se trata de anjos querubins na sua forma literal, mas sim de imagens esculpidas ao redor do trono, assim como Deus ordenou Moisés que esculpisse as imagens dos anjos e colocasse sobre a Arca da Aliança. Leia mais embaixo a passagem do capítulo 4. Observe que só no versículo 11 é que João cita miríades de anjos ao redor do trono que diziam “digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder”. Esses anjos não cantavam. Apenas pronunciavam palavras de louvores.

APOC. 5:
“8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”.

AGORA APOC. 4: A DESCRIÇÃO DOS QUATRO SERES VIVENTES (IMAGENS ESCULPIDAS AO REDOR DO TRONO)

“E ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”.

5) A referência de Lc 15.7 não diz nada sobre anjos cantando no céu.

“7 Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

6) A referência de Jó 38.7 também não pode servir como base para sustentar a doutrina de que os anjos cantam, visto que Jó é um livro poético. E os livros poéticos usam muitas figuras de linguagem, expressões que não podem ser tomadas literalmente. O verbo “CANTAVAM”, empregado nesta tradução, pode significar também o mesmo que JUBILAVAM.

“4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.
5 Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? ou quem a mediu com o cordel?
6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina,
7 quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?”

O trono de Deus que Isaías contemplou no céu, bem como os serafins esculpidos ao seu redor, são os mesmos da visão de Ezequiel e de João no Apocalipse. Os serafins que Isaías contemplou ao redor do trono são os mesmos quatro seres viventes (querubins), com 6 asas, esculpidos ao redor do trono, os quais tinham simbolicamente os rostos de homem, de touro, de leão e de águia, que só os esotéricos sabem dizer qual o significado desses símbolos. Os crentes quando leem essas passagens bíblicas, imaginam que esses quatro seres viventes são literalmente anjos com cara de monstros, com rostos de touro, de leão, de homem e de águia. Que coisa mais bizarra seria se esses anjos querubins fossem realmente como os crentes imaginam! Veja o que diz Isaías 6, e observe que esses serafins são os mesmos quatro seres viventes (querubins) descritos em Ezequiel 1 e Apocalipse 4.

“1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.
2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.
3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”.

Repare que o texto diz que os serafins “clamavam uns para os outros”, pois na verdade, a voz vinha dos alto-falantes postos atrás das esculturas dos serafins (querubins) que estavam fixos ao redor do trono.

QUEM SÃO OS 24 ANCIÃOS REFERIDOS EM APOCALIPSE?

Se você ainda não sabe discernir quem são os 24 anciãos, saiba que esses entes divinos não podem ser anjos. Se eles entoam cânticos é porque não são anjos. Leia, por favor, o texto no link, abaixo:

Quem são os vinte e quatro (24) anciãos em Apocalipse?

https://www.gotquestions.org/Portugues/24-anciaos-Apocalipse.html

Leia mais aqui:
Quem são os 24 anciãos no juízo final?

http://www.abiblia.org/ver.php?id=3568

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Miquels7

14/05/2017 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | Deixe um comentário

ENSINANDO O QUE É CRÍTICA LITERÁRIA AOS TEÓLOGOS TRADICIONAIS

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O que escrevo aqui é inédito no mundo e no meio teológico. Duvido que algum teólogo ou exegeta das Escrituras tenha feito uma crítica literária semelhante a esta que aqui apresento. Se surgirem comentários iguais na internet ou em livros a partir desta data, sem citar a fonte ou o autor da ideia, pode crer que é plágio, e plágio baseado em textos publicados por Miquels7 no Blog Mensagens para a Geração.

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Moisés narra o Gênesis

A maioria desses teólogos evangélicos que se formaram não sabe o que é uma crítica literária.

Cerca de 99,999% dos teólogos e intérpretes do Pentateuco não sabe que o escritor de Gênesis – Moisés – inseriu ou citou coisas relativas à Lei de Moisés, em alguns fatos da narrativa de Gênesis. A Lei de Moisés foi estabelecida centenas de anos depois dos fatos narrados no livro de Gênesis. E o autor de Gênesis fez o contrário do que é normal durante uma produção literária. Ele fez referências de coisas do presente durante a narrativa de fatos do passado. O que é um absurdo. O normal é citar textos e fatos do passado em produção de textos relativos ao presente. Ou citar fatos mais antigos em narração de fatos de um passado próximo. Moisés fez o contrário. Citou coisas da Lei ao narrar fatos de um passado remoto.

O livro de Gênesis foi supostamente escrito por Moisés cerca de 2.000 anos após os fatos terem acontecidos. Como Moisés não tinha quase nenhum material de pesquisa datado de antes dos fatos que narrou, então ele não teve como citar uma obra literária anterior, e empregou erroneamente informações do presente numa narrativa do passado.

Apesar de Moisés ter estudado as Ciências com os sábios do Egito e ter tido contato com muitos manuscritos antigos dos Sumérios, mas ele não citou nenhuma obra nominalmente durante a narrativa de Gênesis. Mas há informações ou trechos narrados em Gênesis que evidentemente ele extraiu de algum manuscrito antigo que os sacerdotes dos deuses mantinham eu seu poder. Podemos perceber que Moisés utilizou um texto sumério na primeira parte da narrativa da criação em Gênesis, que vai do capítulo um ao versículo três do segundo capítulo. O primeiro relato da criação é denominado de Elohista, pois, Moisés se refere a Deus como Elohim , cujo significado literal é “os Deuses”. No segundo relato ele emprega INDEVIDAMENTE o termo Jeová ou Javé para se referir a Deus na segunda parte da narrativa da criação, que vai do quarto versículo do capítulo dois até o versículo 24 do terceiro capítulo.

Por que digo que Moisés empregou indevidamente o nome Jeová ou Javé na narrativa de Gênesis? Simplesmente porque ele se utilizou de um nome que foi dado a conhecer centenas de anos depois dos fatos ocorridos. Se um escritor narra fatos de um passado longínquo, ele não pode empregar palavras ou frases de coisas do presente para inserir no relato, pois, isso pode se constituir numa adulteração dos fatos, e pode confundir os leitores. E é exatamente isso que ocorreu em alguns fatos narrados no livro de Gênesis, e que hoje os teólogos e exegetas passam por cima sem perceber, e isso tem gerado muitas controvérsias na formulação de algumas doutrinas.

O próprio Deus declara textualmente a Moisés que o nome Jeová ou Javé só foi dado a conhecer muito tempo depois de os deuses (Elohim) terem aparecido a Abraão em Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia. Veja:

“Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeová, não lhes fui conhecido. Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos” (Êxodo 6:2-4).

Moisés empregou o nome Jeová no Gênesis de forma indevida. O termo ou nome certo que deveria ter empregado para se referir à divindade era ELOHIM, que significa “os deuses”. O próprio Deus Jeová declara a Moisés que não deu a conhecer o seu nome “Jeová” ou “Javé” a Abraão, Isaque e Jacó. O Deus Elohim apareceu a primeira vez a Abraão ainda em Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia. Abraão, Isaque e Jacó se referiam a Deus como Elohim (os deuses), e não como Jeová. Em outras ocasiões se referiam a Deus como o “Altíssimo”, e nunca como Jeová.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho, pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:18-20).

MOISÉS CITOU COISAS DO PRESENTE EM NARRATIVAS DE FATOS DO PASSADO

Vejamos alguns casos em que Moisés emprega indevidamente coisas relativas à Lei em narrativa de fatos do passado. Geralmente ele faz a citação quando termina de narrar um fato, talvez para dar ênfase ou credibilidade à narrativa.

1) Após Moisés terminar a narrativa dos seis dias da criação ele conclui, dizendo: “Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou”. Moisés narra os fatos dos seis dias da criação e conclui que Deus não trabalhou no sétimo dia, por isso, o santificou. E não foi Elohim que disse que havia santificado o sétimo dia. Quem diz é o próprio narrador, citando uma coisa do presente em um relato do passado.

A primeira parte do relato da criação termina em Gên. 2:1. Os dois versículos seguintes são uma conclusão que Moisés faz, referindo-se à santificação do Sábado estabelecido na Lei muito tempo depois.

“Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gên. 2:2-3).

Portanto, Elohim não santificou o Sábado depois do 6º dia da criação. Se assim fosse os israelitas teriam observado a guarda do Sábado muito antes da Lei de Moisés. Em nenhum momento vemos os descendentes de Adão, de Sete ou de Noé guardando a Lei do Sábado. A guarda e observância do Sábado só foi estabelecida depois que os israelitas se firmaram como nação na terra de Canaã.

E o que acarreta isso para a Teologia? Há algum prejuízo à Teologia?

Há, sim. Há muito prejuízo. Porque o estudante de Teologia imagina que tudo o que Moisés escreveu foi direcionado por Deus. Ou seja, se Moisés escreveu, então foi Deus quem falou. E como expus, acima, Deus não santificou o Sábado após o sexto dia da criação, e Moisés emitiu opinião própria citando a Lei do Sábado em relato de fato do passado. Quem tirou essa conclusão que Deus santificou o Sábado após o 6º dia da criação foi o próprio Moisés. A conclusão da narrativa é opinião do próprio narrador. Por não compreenderem esse detalhe da narrativa, os teólogos adventistas empregam o texto de Gênesis 2:2-3 para provar que o Sábado foi santificado por Deus já no início do mundo. E isso não é verdade.

2) Após Moisés narrar o relato da criação de Adão e Eva, ele conclui, afirmando: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. Novamente Moisés citou indevidamente a lei do matrimônio estabelecido por Deus centenas de anos depois.

Moisés não deveria ter feito esse comentário sobre a lei do matrimônio, pois, nem Adão e nem Eva tinham pai ou mãe. Adão e Eva não deixaram a casa de seus pais para se unirem em matrimônio. Logo, percebe-se que essa citação da lei do matrimônio nessa narrativa é totalmente ambígua.

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. (…) Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne (Gênesis 2:18,21-24).

3) Outro exemplo claro é quando o autor de Gênesis diz: “E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”. Esta frase é um acréscimo que Moisés faz citando coisas da Lei para salientar o ato de bondade praticado por Moisés ao sacerdote Melquisedeque. Essa citação da Lei do Dízimo foi feita indevidamente.

Abraão não deu dízimo nenhum a Melquisedeque, porque na época do fato ocorrido a Lei do Dízimo ainda não tinha sido estabelecida. O que Moisés deu a Melquisedeque foi parte do despojo de guerra, e não coisas de sua pose, de sua propriedade, de sua fazenda e do seu gado. O dízimo verdadeiro é relativo ao que a gente possui e produz, fruto de muito trabalho e suor do rosto. E o que Moisés doou a Melquisedeque não foi do fruto de seu trabalho.

Moisés não deveria ter usado a palavra DÍZIMO no livro de Gênesis, porque essa palavra e a própria Lei do Dízimo só surgiu muito tempo depois.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gên. 14:18-20).

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Ainda há outros casos, mas acho que esses três, comentados acima, são suficientes para dar um puxão de orelha nesses teólogos tradicionais. Isso serve para que repensem os fundamentos da doutrina do dízimo e da guarda do Sábado.

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Falou e disse Miquels7

14/04/2017 Posted by | CRÍTICA LITERÁRIA, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

AS CONTRADIÇÕES DA BÍBLIA – PARTE 2

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Há centenas de contradições na Bíblia já conhecidas. Mas há outras ainda mais graves que passam despercebidas.

A morte de Absalão preso pelos cabelos

Os teólogos fanáticos se contorcem de todas as formas para tentar explicar aquilo que eles chamam de “suposta contradição”, mas nem sempre são convincentes. É o tal fanatismo religioso, de achar que na Bíblia não existem erros ou contradições. É claro que existem.

Vejam esses casos. Duvido que consigam explicar essas graves contradições na Bíblia.

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1) Deus diz, através do profeta Jeremias, que não ordenou aos israelitas coisa alguma a respeito de holocaustos e sacrifícios. Mas, no livro de Êxodo está a prova de que Deus instruiu e ordenou a prática de sacrifícios e holocaustos.

a) Deus instrui sacrifícios e holocaustos: Êxodos 8:27; 10:25; 20:24; 29:16-18.

b) Deus não pediu nenhum sacrifício ou holocausto: Jeremias 7:21-23.

“Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei a carne. Pois não falei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem” (Jer. 7:21-23).

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2) O escritor da epístola aos Hebreus afirma que Moisés, DEIXOU o Egito, mas NÃO temeu a fúria do rei, o faraó. Porém, no próprio livro de Êxodo está escrito que ele temeu o rei, e por isso fugiu do Egito.

a) Moisés temeu o rei: Êxodo 2:14-15.

“Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas tu matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Certamente o negócio já foi descoberto. E quando Faraó soube disso, procurou matar a Moisés. Este, porém, fugiu da presença de Faraó, e foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço” (Êx. 2:14-15).

b) Moisés não temeu o rei: Hebreus 11:27.

“Pela fé [Moisés] deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível” (Heb. 11:27).

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3) Jesus afirmou que NINGUÉM subiu ao céu ou desceu do céu, exceto ele próprio. Mas o autor da carta aos Hebreus diz que Enoque foi transladado para o céu para não ver a morte. Então, por que os teólogos ensinam que Enoque e Elias foram transladados para o céu, se o próprio Jesus disse que ninguém subiu ao céu?

a) Ninguém subiu aos céus: João 3:12-13.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (João 3:12-13).

b) Mas alguns já ascenderam aos céus: Enoque (Gênesis 5:24; Hebreus 11:5) e Profeta Elias (II Reis 2:11).

“Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou” (Gên. 5:24).

“Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus” (Heb. 11:5).

“E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (II Reis 2:11).

NOTA PARA OS ESTUDANTES DA BÍBLIA

Em João 3:12-13 Jesus deixa bem claro que apenas Ele foi o único ser (humano ou divino) que subiu e desceu dos céus. Por isso, somente Ele tinha a credencial para falar das coisas do Céu, como é o Céu e o que existe no Céu. Sendo assim, como fica a credibilidade do Livro de Enoch, que narra a sua abdução até os céus, na qual faz algumas descrições de lá? Como fica os relatos das visões do Céu e do trono de Deus descritos nos livros de Isaías, Daniel e Ezequiel? E qual a credibilidade do relato do apóstolo Paulo, que disse ter sido arrebatado até o terceiro céu e ouvido coisas que ao homem comum é vedado falar? (II Coríntios 12). Será uma mentira isso que Jesus disse em João 3:12-13?.

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4) Como o rei Saul morreu? 

Quatro contradições sobre um mesmo assunto. E depois dizem que a Bíblia é perfeita, e não contém um só erro.

a) Saul cometeu suicídio: I Samuel 31:4-6 e I Crônicas 10:4.

b) Saul foi morto por um amalequita: II Sanuel 1:8-10.

c) Saul foi morto pelos filisteus: II Samuel 21:12.

d) Deus mesmo matou Saul: I Crônicas 10:14.

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5) Outra contradição, e no mesmo livro: Os filhos de Absalão.

Absalão teve três filhos e uma filha: II Samuel 14:27.

Absalão morreu e não teve filhos: II Samuel 18:18.

Ergueu até um monumento por motivo de não ter filhos.

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6) Mais outra contradição grosseira na Bíblia: Davi só cometeu um pecado.

Como dizem os pregadores nos púlpitos das igrejas: a Bíblia diz, irmãos, que o rei Davi nunca fez coisas erradas diante de Deus, exceto no caso do seu adultério com a mulher de Urias. Vamos ler isso na palavra do Senhor:

“Porque Davi fez o que era reto aos olhos do Senhor, e não se desviou de tudo o que lhe ordenou em todos os dias da sua vida, a não ser no caso de Urias, o heteu” (I Reis 15:5).

Porém, em II Samuel 24:9-17 está registrado que Davi pecou gravemente diante de Deus por numerar o povo. E por causa desse grave pecado ele foi responsável pela morte de 70 mil israelitas. Toda essa gente morreu por causa do pecado de Davi, e morreu de forma terrível, através de uma grande peste que se alastrou no meio do povo. E Davi mesmo confessou que o povo era inocente.

“E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai” (II Sam. 24:17).

Parece até brincadeira, mas Deus, ao propor a Davi a escolha de três castigos, ele escolheu o castigo para o seu povo, sendo que ele é que havia pecado. Se Davi amasse o seu povo, teria escolhido passar 3 meses sendo perseguido por seus inimigos. Mas ele preferiu ver o seu povo morrer de peste durante 3 dias. Por capricho ou para não ser desmoralizado diante do seu próprio povo, preferiu que o povo se lascasse. E o que dizer da atitude de Jeová ao propor essas barbaridades por causa de sua sede de vingança contra o povo ou por causa do pecado de Davi?! Sem palavras! Neste e em outros casos Davi saiu ileso porque era o queridinho de Jeová, o homem segundo o seu coração. Por esse motivo, Jeová sempre foi bonzinho com Davi. Ele podia praticar seus delitos, mas quem padecia de verdade era o povo por causa de seus erros.

Porém, o mais grave nessa história é o fato de o próprio Senhor Jeová usar de subterfúgio para fazer Davi pecar ao incitá-lo para numerar o povo, para de alguma forma punir os israelitas. Como pode isso….? Se não foi pecado a atitude de Davi na numeração do povo – visto que foi incitado a fazê-lo por Jeová -, sem dúvida, a sua decisão de escolher a morte de 70 mil de seus irmãos foi pura falta de caráter, pelo simples capricho de não querer se passar por fracassado diante de seus inimigos.

“A ira do Senhor tornou a acender-se contra Israel, e o Senhor incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá” (II Samuel 24:1).

Veja:

9 Joabe, pois, deu ao rei o resultado da numeração do povo. E havia em Israel oitocentos mil homens valorosos, que arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil.
10 Mas o coração de Davi o acusou depois de haver ele numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora, ó Senhor, rogo-te que perdoes a iniqüidade do teu servo, porque tenho procedido mui nesciamente.
11 Quando, pois, Davi se levantou pela manhã, veio a palavra do Senhor ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo:
12 Vai, e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três coisas te ofereço; escolhe qual delas queres que eu te faça.
13 Veio, pois, Gade a Davi, e fez-lho saber dizendo-lhe: Queres que te venham sete anos de fome na tua terra; ou que por três meses fujas diante de teus inimigos, enquanto estes te perseguirem; ou que por três dias haja peste na tua terra? Delibera agora, e vê que resposta hei de dar àquele que me enviou.
14 Respondeu Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu.
15 Então enviou o Senhor a peste sobre Israel, desde a manhã até o tempo determinado; e morreram do povo, desde Dã até Berseba, setenta mil homens.
16 Ora, quando o anjo estendeu a mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta; retira agora a tua mão. E o anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.
17 E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai.

O rei Davi cometeu muitos pecados, e não apenas um só. Davi teve várias mulheres concubinas – além de suas quatro esposas -, com as quais teve filhos. Davi teve cerca de 30 filhos.

Davi pecou muitas vezes. Chegou até a compor um Salmo para acusar Jeová de tê-lo abandonado e quebrado o pacto que havia feito com ele. Se Deus virou as costas pra Davi, o motivo foi os seus pecados. Será que no Salmo 89 Davi estava mentindo sobre o caráter e fidelidade de Jeová? Leia também o Salmo 51, onde Davi suplica perdão de Deus pelos seus pecados.

35 Uma vez para sempre jurei por minha santidade; não mentirei a Davi.
36 A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim;
37 será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto o céu durar.
38 Mas tu o repudiaste e rejeitaste, tu estás indignado contra o teu ungido.
39 Desprezaste o pacto feito com teu servo; profanaste a sua coroa, arrojando-a por terra.
40 Derribaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações.
41 Todos os que passam pelo caminho o despojam; tornou-se objeto de opróbrio para os seus vizinhos.

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Vou parar por aqui, porque são inúmeras as contradições de fatos e informações na Bíblia.

Só esses casos já são mais do que suficientes para os crentes deixarem de fanatismo religioso e parar com a idolatração da Bíblia.

A Bíblia contém a Palavra de Deus, contém bons ensinamentos, contém a história do ser divino que veio salvar a humanidade; mas também contém muita barbárie e contradições. E a Bíblia, como um todo, não é a Palavra de Deus, e os seus livros não foram escritos para no futuro serem selecionados de forma tendenciosa pela Igreja Católica, e ser o que é hoje: um livro idolatrado pelos teólogos fanáticos.

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Falou e disse Miquels7

 

25/03/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

Um Zé-Mané Ensinando os Doutores em Teologia a Interpretar o Apocalipse

********(CONCLUÍDO E ACRESCENTADO)********

QUEM SÃO OS INTERLOCUTORES DA NARRATIVA NO FINAL DO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE?

a-volta-de-cristo

Antes de entrar na explanação sobre o Apocalipse, tenho que tecer alguns comentários importantes.

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Tem coisas incríveis no Apocalipse de João que enxergo durante a leitura, e percebo que, depois de quase dois mil anos da cristandade, a quase totalidade dos teólogos continua com uma espécie de venda nos olhos e não conseguem ver nada além do que já viram. É interessante notar que a Bíblia mesmo diz que no tempo do fim os sábios compreenderiam as profecias. Mas só no fim? Por que não antes?

“Muitos se purificarão, e se embranquecerão, e serão acrisolados; mas os ímpios procederão impiamente; e nenhum deles entenderá; mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10).

É claro que quando já estamos próximo do cumprimento de uma profecia os sinais a respeito do acontecimento profetizado são mais evidentes. Jesus mesmo chamou a atenção sobre isso. Com a proximidade de um acontecimento fica mais fácil compreender os sinais de sua chegada.

“Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão” (Mateus 24:32).

Enquanto os teólogos se preocupam em saber o que significa a “figueira” nesta declaração de Jesus, eu, porém, preocupo-me em saber o que é esse “verão”.

Verão é a estação da luz, do calor e do trabalho; ou seja, é um período de tempos trabalhosos, de muita agitação, diversão e descompromisso com o que virá depois.

“Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mateus 24:36-42).

A maioria dos doutores em Teologia afirma que a frase “estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro” está falando do tal arrebatamento. Porém, a interpretação correta diz que esse que é levado é o que se perderá. O que fica é o que será poupado do castigo, da morte ou da calamidade. O texto não se refere a um suposto arrebatamento, mas tão-somente à tribulação que sobrevirá ao mundo nos últimos dias em que muitos escaparão (serão deixados) e outros serão mortos (serão levados). Repare que Jesus disse que o povo antediluviano “não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos”. Ou seja, quem foi LEVADO pelas águas do dilúvio é que pereceu. Também devemos lembrar que durante a invasão de Jerusalém pelo Exército Romano no ano 70 d.C muitos judeus foram poupados da morte. Ou seja, os que ficaram – os deixados para trás – é que foram poupados da morte. Outros que não sofreram a morte imediata foram presos e levados cativos, como escravos. E adivinha quem foi deixado para trás e poupado da morte durante a invasão romana? Justamente os pobres, os mendigos, os doentes e aleijados, que foram deixados para cuidar da terra. O salmista disse que os mansos e os justos herdarão a Terra e nela habitarão para sempre (Salmos 37:11, 29). No Antigo Testamento não há nenhum texto afirmando que os mansos e os justos herdarão o céu. Essa história de que os crentes herdarão o céu é pura heresia e coisa de fanático religioso.

Veja o que Jesus disse no Sermão do Monte:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.1 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:3-12).

Os doutores em Teologia deviam entender e ensinar que a expressão “reino dos céus” está se referindo ao reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra. Não existe reino algum no Céu. Deus não reina exclusivamente sobre anjos, porque anjos não formam nações. Para que haja reino é preciso haver súditos, servos e vassalos. Os anjos não são servos. Se Deus reina no Céu, mas esse reino abrange todo o Universo. Porém, Deus reina especialmente dos céus sobre a Terra, sobre nós. Portanto, devemos entender que “reinos dos céus” quer dizer “reino vindo dos céus sobre nós”. E esse reino será estabelecido definitivamente aqui na Terra depois que todas as coisas forem cumpridas. E esse reino será regido eternamente por Jesus Cristo. A presença permanente de Cristo aqui na Terra junto com os humanos redimidos será igual à presença do próprio Deus no meio de nós. E o reino eterno de Jesus aqui na Terra terá todas as características de um reino humano, mas não será regido como o reino dos homens, e as nações da Terra levarão honras e tributos ao Rei. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmo 47:8).

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. (….) As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:1-3, 24-26).

“Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, a Jerusalém” (Jeremias 3:17).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezequiel 43:7).

“Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias [que estava assentado no Trono], e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:13-14).

Portanto, os salvos irão habitar no reino dos céus aqui mesmo na Terra, e não no Céu, como todos imaginam. E a Nova Jerusalém será a capital do mundo.

Jesus ordenou seus discípulos a pregar, dizendo que era chegado o reino dos céus. E essa é a prova do que afirmei, que o reino dos céus não é um reino localizado no Céu, mas tão-somente um reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra.

“E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7).

“Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque das tais é o reino dos céus” (Mateus 19:14).

Quantas vezes não vi irmãos subir no púlpito da igreja e pregar sobre este versículo de forma totalmente deturpada! A expressão “criança” significa pessoas humildes, pessoas mansas e pacíficas, assim como são as crianças. E a expressão “reino dos céus” não tem nada a ver com um reino no Céu, mas um reino aqui mesmo na Terra.

Quanto à frase “alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus”, vou explicar. Repare que a palavra “céus” está no plural. Na Bíblia não existe a expressão “reino do Céu”, mas somente “reino dos céus”, que quer dizer um reino vindo dos céus sobre nós. Portanto, a frase “porque é grande o vosso galardão nos céus”, a expressão “nos céus” é uma forma abreviada de “reino dos céus” como foi dita logo no início do Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Se omitirmos a palavra “reino” a frase fica assim: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é os céus”. E a palavra “céus” está no plural, e não designa um local exato. “Céus” se refere a todo os espaço sideral. Se os salvos fossem realmente habitar no Céu frase correta seria: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino do Céu” ou “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino no Céu”.

E para um bom entendedor de semântica e análise sintática (sintaxe), na frase “porque deles é reino dos céus”, o verbo ser (é), no singular, está se referindo ao substantivo “reino”, e não ao adjunto adverbial “dos céus”. Portanto, a atenção do intérprete deve ser dada ao vocábulo “reino”, que se refere ao reino do Messias aqui na Terra. Mas os crentes só fixam o olhar na palavra “céus”, e por isso, imaginam que vão morar nos céus.

OS MANSOS HERDARÃO A TERRA, NÃO O CÉU

Fico imaginando por que os crentes não se tocam quando leem no Sermão do Monte a frase Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”!

Se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, por que os crentes ficam imaginando que vão herdar o Céu? Ou será que Jesus estava maluco (sofrendo de esquizofrenia), uma hora falando uma coisa, e mais na frente falando outra?

Pergunto aos doutores em Teologia: Os salvos irão herdar a Terra e viver nela para sempre, ou irão herdar o Céu, e habitar junto com Deus e os anjos?

Se perguntarmos para um crente se ele prefere herdar a Terra ou herdar o Céu, por certo ele irá responder que prefere herdar o Céu. Logo, vemos que é difícil mudar a mentalidade dos crentes sobre essa questão de querer ir morar junto com Deus no Céu, pois, foram doutrinados de forma equivocada, e não aceitam o contraditório.

Ora, se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, logo, a expressão “herdar o reino dos céus” significa herdar o reino vindo dos céus, que será implantado aqui mesmo neste planeta, quando todas as coisas forem cumpridas.

O salmista e os profetas também dizem que os mansos e os justos herdarão a Terra, e não o Céu.

“Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” (Salmos 37:11).

“Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Salmos 37:29).

“Mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdarão o meu santo monte” (Isaías 57:13).

“E todos os do teu povo serão justos; para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado” (Isaías 60:21).

“E produzirei descendência a Jacó, e a Judá um herdeiro dos meus montes; e os meus escolhidos herdarão a terra e os meus servos nela habitarão” (Isaías 65:9).

MAS A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

Há somente três referências cruzadas que apoiam de forma duvidosa isso que Paulo afirmou em Fil. 3:20.

1ª REEFERÊNCIA: Efésios 2:6, 19

“E nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus. (….) Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus”.

Essa afirmação de Paulo, na sua Carta aos Efésios (2:6), parece não se apoiar na realidade, mas apenas em utopia. E isso evidencia um pouco de fanatismo religioso do próprio apóstolo, pois, crente algum irá se assentar no Céu ao lado de Deus.

2ª REFERÊNCIA: Hebreus 11:13-16

“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade”.

Ora, isso que Paulo fala aos hebreus é pura fantasia. Pois, o próprio Judaísmo jamais ensina que os justos que morreram irão reviver para habitar no Céu. E nem mesmo na Toráh (Antigo Testamento) encontramos algum ensino de que os justos que morreram irão ressuscitar para viver no Céu. Marta, irmã de Lázaro, disse que sabia que Lázaro iria ressuscitar no último dia, mas não para ir morar no Céu. E Jesus não ignorou o que ela falou; apenas disse que podia antecipar a ressurreição. Portanto, isso evidencia que os judeus não tinham por esperança uma nova pátria nos céus, mas aqui mesmo na Terra.

“Respondeu-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (João 11:23).

Não existe nenhuma referência cruzada no restante da Bíblia, de forma a corroborar o que Paulo falou aos hebreus, sobre a esperança dos patriarcas de ir morar numa pátria melhor nos céus. Pelo livro de Ezequiel os judeus sabem que o reino eterno do Messias será aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

“Ainda habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; nela habitarão, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ezeq. 37:25).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezeq. 43:7).

Jesus é o Filho de Davi. Portanto, esse Príncipe de Ezequiel será humano, um humano híbrido. Será um ente divino-humano habitando com os humanos. Deus habitará conosco através da pessoa de seu Filho Jesus, o Príncipe.

3ª REFERÊNCIA: Colossenses 3:1

“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”.

As promessas de Deus aos vencedores, ou seja, as recompensas, estas serão concedidas como uma espécie de troféu. É claro que muitos dos salvos exercerão lugar de destaque no Reino Eterno do Messias. Por exemplo, a recomendação de Jesus para que ajuntássemos tesouros no Céu, isso não deve ser interpretado ao pé da letra. As recompensas dos vencedores serão dadas em forma de honras e também lugares de destaque no Reino.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apoc. 2:17).

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações” (Apoc. 2:26).

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono” (Apoc. 3:21).

Observe uma coisa: Jesus se assenta ou se posiciona ao lado do Trono de Deus no Céu, mas nem por isso Ele é Deus, igual ao Pai. Da mesma forma, muitos dos salvos vencedores terão o privilégio de se assentar ao lado do Trono de Cristo, o Messias, no seu Reino Eterno aqui na Terra, mas nem por isso esses privilegiados serão iguais a Jesus em poder e autoridade.

Em relação à pátria dos crentes que Paulo disse estar nos céus, de Filipenses 3:20, o correto seria ele dizer: “Mas a nossa pátria está NO REINO dos céus, na nova Jerusalém, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.

NÃO EXISTE UMA CIDADE NO CÉU DENOMINADA JERUSALÉM

O autor da Carta aos Hebreus foi o único que supôs existir uma cidade celestial, denominada Jerusalém. Mas, isso não procede. Existem outras referências na Bíblia aludindo a uma suposta cidade nos céus, mas nenhuma delas diz exatamente o nome.

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos” (Hebreus 12:22).

Como pode alguém achar que existe uma cidade no Céu com um nome de origem cananéia? Só mesmo na cabeça de religiosos fanáticos!

O nome JERUSALÉM vem da língua do antigo povo cananeu. O vocábulo Jerusalém é formado pela junção de duas palavras: JERU, que significa cidade, e SALÉM, que significa paz. Portanto, Jerusalém significa Cidade de Paz. O Livro apócrifo de Melquisedeque, supostamente escrito por Abraão, conta a lenda de um rei cananeu que tinha um filho, o qual exercia a função de sacerdote. Depois que o rei morreu, o filho (Melquisedeque) assumiu o trono, e passou a exercer as funções de rei e sacerdote ao mesmo tempo. Foi por causa dessa lenda que o escritor da Carta aos Hebreus afirmou que Jesus Cristo é um Sumo-Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque. Por essa razão, Jesus exercerá a função de Rei e Sacerdote no seu Reino Eterno aqui na Terra.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo” (Gênesis 4:18).

“Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4).

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel” (Ezequiel 45:17).

“E no mesmo dia o príncipe proverá, por si e por todo o povo da terra, um novilho como oferta pelo pecado” (Ezequiel 45:22).

“E, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:9-10).

“Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:20).

Durante a história do povo hebreu, os reis, juízes e príncipes nunca ministraram no Grande Templo, oferecendo sacrifícios. A função de ministrar no Templo era exclusiva da Tribo de Levi. E nenhum rei de Israel foi da Tribo de Levi.

No entanto, esse Príncipe de Ezequiel, além de exercer a função de Rei, também exercerá a função de Sacerdote, e administrará os sacrifícios no Templo. Por essa razão Jesus é considerado Rei e Sacerdote. Mas, tem um detalhe: este Príncipe de Ezequiel parece ser tão humano quanto os demais, e o texto bíblico diz que ele oferecerá sacrifícios por si mesmo e pelo povo.

Há quem diga que esse Príncipe de Ezequiel não será o Senhor Jesus Cristo, mas um príncipe dos filhos de Israel, não necessariamente da Tribo de Levi. Outros afirmam que Jesus não pode assumir a função de Sacerdote porque ele não era da Tribo de Levi, mas da de Judá. Mas outros dizem que Jesus é uma exceção, e Ele exercerá as duas funções, conforme reza a lenda de Melquisedeque.

O Monte Sião mencionado em Apoc. 14 refere-se à cidade de Nova Jerusalém aqui mesmo na Terra, depois que o Reino do Messias for estabelecido definitivamente. O que João viu foi uma visão futurística do que foi planejado acontecer, e não um fato real.

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai”.

Devemos compreender que as visões do futuro que Jesus revelou a João não são literais. As visões que João contemplou são os planos que Deus traçou para que aconteçam. Ninguém é onisciente, nem mesmo Deus. Ninguém pode prever o que irá acontecer no futuro. Muitos fatos contemplados nas visões do “futuro” descritas no Apocalipse ainda não aconteceram e podem não acontecer. Tudo que é revelado no Apocalipse são os planos de Deus contidos no Livrão de Sete Selos.

Tudo que João contemplou no Apocalipse foram encenações do que está previsto acontecer nos planos de Deus concernentes à humanidade, e não visões reais de acontecimentos do futuro.

Portanto, o Monte Sião, isto é, a Cidade de Nova Jerusalém onde João contemplou o Cordeiro com os 144 mil judeus, é aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A cidade de Nova Jerusalém que João diz descer dos céus no Apocalipse não é uma cidade física, real, mas uma cidade simbólica. Na verdade, a Nova Jerusalém Celestial que descerá sobre a Terra é a Comitiva dos 144 mil judeus, que serão selados e posteriormente arrebatados antes de serem lançadas as taças da ira de Deus sobre a Terra. Esse grupo de 144 mil judeus representa a Noiva do Cordeiro. E como o próprio texto diz, o grupo desse dos céus como uma noiva ataviada para o noivo. A igreja que representa o grupo de todos os salvos não é a Noiva do Cordeiro. O grupo dos 144 mil é que representa a Noiva do Cordeiro, e esse grupo o segue para onde quer que vá.

“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo” (Apoc. 21:2).

As dimensões da cidade Nova Jerusalém que desce dos céus são todas relacionadas com o número 144, evidenciando que essa cidade simbólica representa o grupo dos 144 mil.

“E ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apoc. 14:3-4).

Os salvos de segunda categoria, que ressuscitarão no último dia, logo após a Grande Tribulação, e também os que foram salvos no julgamento do Grande Trono Branco, formarão as nações que povoarão a nova Terra restaurada. E a antiga cidade de Jerusalém será a capital mundial para sempre.

“As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:24-16).

JESUS NÃO PROMETEU ARREBATAR OS SEUS SEGUIDORES FIÉIS, MAS RESSUSCITÁ-LOS NO ÚLTIMO DIA, NÃO PARA LEVÁ-LOS PARA O CÉU, MAS PARA REINAR COM ELE PARA SEMPRE AQUI NA NOVA TERRA RESTAURADA

“E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:39-40).

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia (…) Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44, 54).

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (João 17:15).

“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura” (Hebreus 13:14).

NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

Esta declaração de Jesus, de João 14:2, tem feito a cabeça de milhões de cristãos, com a esperança de irem morar numa cidade nos céus. Só que esses “lugares” que Jesus foi preparar serão no seu Reino Eterno aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A expressão “na casa de meu Pai há muitas moradas”, significa o mesmo que dizer “no reino que meu Pai me concedeu há muitas moradas”.

Para se fundamentar um ensino ou doutrina é necessário haver pelo menos mais duas referências paralelas (referências cruzadas) que sirvam de respaldo ao texto ou argumento. E sobre esta declaração de Jesus em João 14:2 não há nenhum outro apoio nas Escrituras. Não há referências cruzadas de forma a apoiar o argumento de que no Céu há muitas moradas ou mansões para os crentes salvos.

De tanto os crentes se iludirem com essa estória de morada no Céu, muitos imaginam que vão ganhar uma mansão no Céu; e outros até sonham coisas absurdas. E nem mesmo na Bíblia existe a tal palavra MANSÃO. E o fanatismo é tão absurdo que muitos cantores escreveram hinos falando de mansões no Céu. Lembro-me de um sonho que a irmã Maria Cruz me contou. Ela sonhou que estava no Céu e contemplava muitas casas feitas de palhas e outras bem construídas, parecendo mansões. Aí ela quis saber de quem eram aquelas casas de palhas. Aí alguém respondeu que aquelas casas de palhas eram dos crentes que não faziam a obra de Deus com amor e dedicação. Por aí se vê o tanto de fanatismo dos crentes com essa estória de moradas no Céu.

PARA ONDE VOU, VÓS NÃO PODEIS IR

“Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Procurar-me-eis; e, como eu disse aos judeus, também a vós o digo agora: Para onde eu vou, não podeis vós ir” (João 13:33).

NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU

Ora, Jesus mesmo declarou que somente Ele desceu do Céu e subiu aos céus. Significa que nenhum justo, desde Adão até nossos dias, jamais subiu aos céus para viver permanentemente por lá. Enoque teve o privilégio de ter sido abduzido até os céus, mas ele não podia jamais permanecer por lá, visto que o Céu é habitação somente dos seres aperfeiçoados. E os crentes de hoje não são aperfeiçoados nem a pau! Poucos serão os aperfeiçoados. Da mesma forma, o profeta Elias foi abduzido por uma nave espacial, mas isso não significa que ele foi levado direto para os céus, além do sétimo céu, onde Deus habita, pois lá nem mesmo existe atmosfera para um ser humano vivo respirar.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (João 3:12-13).

Se ninguém subiu aos céus, por que os líderes religiosos cristãos ensinam os crentes neófitos que após a morte o crente vai direto para o Céu? Ora, eles induzem o crente ao erro, e com isso cria-se um fanatismo que se torna difícil lidar.

O ARREBATAMENTO SERÁ APENAS PARA OS 144 MIL JUDEUS, CONFORME ESTÁ DESCRITO EM APOCALIPSE CAP. 7 E 14

“Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Tess. 4:17).

“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apoc. 7:2-4).

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai” (Apoc. 14:1).

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DESTRINCHANDO OS INTERLOCUTORES DO DIÁLOGO NO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE

A interpretação do Livro de Apocalipse de João se torna mais difícil porque o autor escreveu frases misturadas de dois ou mais interlocutores no diálogo. E, portanto, o bom exegeta deve saber separar as falas dos interlocutores. Alguns fatos no livro de Apocalipse não estão colocados em ordem cronológica.

No Céu existe apenas um Trono especial onde se assenta o Deus, Todo-Poderoso. Se existisse a suposta trindade, haveria três tronos especiais no Céu, ao invés de dois ou um só.

Primeiramente, temos que diferenciar os dois personagens que supostamente se assentam juntos no Trono principal no Céu, nas diversas visões dos profetas. Um desses dois personagens é superior e é chamado de o Senhor Deus, Todo-Poderoso, ao qual deve ser direcionada toda adoração. O outro personagem é um pouco inferior, mas também é poderoso, ao qual devemos honras e louvores, mas nunca a adoração. Este segundo personagem sempre fica posicionado à destra (à direita) do que está assentado no Trono principal. Este personagem que se assenta à destra de Deus tem o cargo de Primeiro Ministro; ou seja, ele é o braço direito de Deus, aquele que coordenada e executa todos os planos de Deus, e também o que lidera as hostes celestiais, como um todo.

O texto mais adequado para diferenciar Deus-Pai, Todo-Poderoso e Jesus, o Cordeiro, é o de Daniel 7:9-10, 13-14. Neste fato narrado no livro de Daniel podemos ver claramente a distinção entre Deus-Pai e Jesus, o Filho do Homem. Leia e perceba a distinção:

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de Homem; e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”.

Podemos perceber que o Ser poderoso, denominado de Filho de Homem, é inferior ao Ser poderosíssimo, denominado de Ancião de Dias, que está assentado no Trono. Eis a distinção clara entre Deus-Pai e Jesus. E isso não tem nada a ver com trindade. Deus é um só. Paulo fez essa distinção de forma clara, e não fez menção a um terceiro personagem. Desta forma, não existe possibilidade de uma pessoa de bom senso admitir que exista a tal trindade.

“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também” (I Cor. 8:6).

Jesus, o Cordeiro, nunca aparece assentado sobre um alto e sublime Trono. Sempre o vemos assentado à destra (à direita) da Majestade no Céu. Nunca se diz que o Cordeiro está assentado sobre um trono, no Céu, mas sempre se diz que Ele está posicionado à destra do Trono de Deus. Estêvão teve uma visão do Céu e viu Jesus em pé à destra do Trono de Deus. Ele viu Jesus em pé e não assentado sobre um trono.

“Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55-56).

E tem outro detalhe interessante no livro de Apocalipse que os teólogos tradicionais não percebem. Se Jesus fosse Deus, Ele também seria adorado pelos 24 anciãos e por todos os anjos que se prostram diante do Deus Todo-Poderoso que se assenta sobre o Trono. Toda vez que os anciãos se prostram para adorar, nunca o texto diz que eles se prostram diante do Cordeiro. O texto diz que APENAS UM estava assentado sobre o alto e sublime Trono.

“Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um Trono estava posto no Céu, e um assentado sobre o Trono” (Apoc. 4:2).

Repare na seguinte citação que todos os anjos no Céu se prostram e adoram ao que está assentado no Trono, e mesmo o Cordeiro sendo citado, mas nunca Ele é adorado. Toda adoração é direcionada só ao que está assentado no alto e sublime Trono.

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém” (Apoc. 7:10-12).

Se Jesus será Advogado dos pecadores no julgamento do último dia, logo, Ele não estará assentado sobre um trono, mas tão-somente o Juiz, o Deus Todo-Poderoso.

“E vi um grande Trono Branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles” (Apoc. 20:11).

OUTRAS REFERÊNCIAS QUE MOSTRAM QUEM SE ASSENTA SOBRE O ALTO E SUBLIME TRONO NO CÉU, E ONDE JESUS, O CORDEIRO, FICA POSICIONADO:

“Micaías prosseguiu: Ouve, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a ele, à sua direita e à sua esquerda” (I Reis 22:19).

“Prosseguiu Micaías: Ouvi, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua direita e à sua esquerda” (II Crônicas 18:18).

“O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos contemplam, as suas pálpebras provam os filhos dos homens” (Salmos 11:4).

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmos 47:8).

“O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” (Salmos 103:19).

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo” (Isaías 6:1).

“Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificaríeis vós? e que lugar seria o do meu descanso?” (Isaías 66:1).

“E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele” (Ezequiel 1:26).

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:9-10, 13-14).

“E quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado” (Mateus 23:22).

“Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder” (Mateus 26:64).

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus” (Lucas 22:69).

“Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade” (Hebreus 8:1).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro” (Apoc. 7:10).

“Porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apoc. 7:17).

Jesus disse a Pilatos que o seu reino não era deste mundo. Porém, o reino de Cristo não está no Céu. O Reino de Cristo é aqui na Terra, mas ainda está por ser estabelecido. Jesus também se assentará sobre um trono no seu reino, mas esse trono não é o mesmo do Deus, Todo-Poderoso. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lucas 22:30).

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui” (João 18:36).

“E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apoc. 11:15).

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AGORA, EXPLICANDO APOCALIPSE 22

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno. Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder. Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:9-20).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (…) E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:1, 5).

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Apoc. 21:22).

APOCALIPSE 22 (AS FALAS DOS INTERLOCUTORES SEPAREI POR CORES)

AZUL: João VERDE: Deus Todo-Poderoso VERMELHO: Jesus Cristo

1 E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
2 No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.
3 Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão,
4 e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome.
5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.
6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
17 E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.
18 Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;
19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.
20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus.
21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.

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O significado da palavra SERVO, segundo o dicionário Aurélio:

[Do lat. servu.]
S. m.
1.
Aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens.
2.
Na época feudal, indivíduo cujo serviço estava adstrito à gleba e se transferia com ela, embora não fosse escravo.
3.
Criado, servidor, servente; serviçal.
4.
Escravo (6).

O que significa a palavra CONSERVO?

Segundo os dicionários da internet:

Conservo: Aquele que é servo, juntamente com outrem.
Ou conservo: Aquele que serve junto com outro servo, ou o que serve igualmente.

E o significado de ANJO?

Segundo o Aurélio:

[Do gr. ángelos, pelo lat. angelu.]
S. m.
1. Ser espiritual que, segundo a teologia cristã, a hebraica e a islâmica, serve de mensageiro entre Deus e os homens. 

Pelas definições dadas, acima, conclui-se que os anjos não são servos. Anjos são mensageiros de Deus e não estão listados na categoria de criados, serventes ou escravos. Anjos são seres especiais. Estão listados na categoria de mensageiros, isto é, embaixadores, administradores, executores.

Note que os anjos não são considerados SERVOS de Deus. Esse conceito de servo e conservo é mais aplicado a nós, seres humanos, que adoram e servem a Deus, e rendem-lhe tributos.

Portanto, esse Ser poderoso ao qual João quis adorar é mais que um anjo. Um anjo comum não pode dizer que é conservo nosso e de nossos irmãos, e dos que guardam as palavras do livro de Apocalipse. Pois os anjos não guardam as palavras de livro algum.

Jesus é servo porque Ele se fez carne e veio habitar entre os homens. Por isso, Jesus, além de Rei e Senhor, é também nosso irmão e conservo de Deus.

Se esse anjo que fala com João em Apoc.22:9 diz que é um conservo de João e de seus irmãos, logo, percebe-se que esse anjo não é um anjo comum; é mais que um anjo. Jesus mesmo se declarou ser um SERVO de Deus. E os profetas também testificam que Jesus seria um SERVO do Senhor. Vejamos:

“E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor; e eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.” (Ezequiel 34:23-24).

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão” (Ezequiel 37:24).

“Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11).

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 5:30).

“Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28).

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fil. 2:5-7).

Nesta passagem de Paulo aos filipenses, ele não está declarando que Jesus é Deus. Está apenas dizendo que Jesus era um ente divino que estava com Deus, mas não era Deus.

A FRASE “EU SOU O ALFA E O ÔMEGA”, DE QUEM É?

Apenas três vezes é pronunciada a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse de João. E apenas uma delas foi pronunciada diretamente por Deus. As outras duas citações desta frase são repetições que João acrescentou quando fazia a introdução e conclusão do livro.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

A frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” não faz parte do diálogo entre João e o anjo poderoso no final do capítulo 22. Esta frase foi intercalada no texto pelo próprio João, assim como o fez logo na introdução do livro. Pois, na introdução do livro de Apocalipse João não está dialogando com Jesus, mesmo assim ele cita a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega”, frase dita por Deus-Pai em Apoc. 21:6).

Esse anjo ao qual João se prostrou para adorar não é um anjo comum. Durante as visões dos acontecimentos, alguns anjos se dirigiram a João e dialogaram com ele. Porém, esse anjo que João diz ter pretendido adorar é um anjo muito poderoso, diferentemente dos demais anjos. E João bem sabia que um anjo não pode ser adorado.

A prova que esse Anjo que João quis adorar é Jesus resume-se na frase que diz: “pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”.

“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:10).

Ora, quem passava as visões a João e ordenava-lhe que as escrevesse era Jesus. Em Apoc. 1:2 João declara que viu e ouviu o testemunho de Jesus. Por isso ele diz que o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

“E, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu”.

A expressão “espírito da profecia” quer dizer a verdade da profecia ou a autenticidade da profecia, pois, espírito é vida. Por isso, Jesus sempre dizia a João que “estas palavras são fiéis e verdadeiras” ou “estas são as verdadeiras palavras de Deus”. Jesus nunca mentiu e nunca houve engano em sua boca. Daí a razão de seu testemunho ser autêntico.

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QUANTOS INTERLOCUTORES HÁ NA NARRATIVA?

Os teólogos tradicionais acham que na narrativa do capítulo 22 de Apocalipse há o diálogo de três interlocutores: João, um anjo e Jesus. Eu, também, identifico três interlocutores na narrativa, conforme sublinhei com cores diferentes as palavras de cada um: João, Deus-Pai e Jesus. Na minha perspectiva, não há diálogo de um anjo comum a partir de Apoc. 22:6-20.

Note que as visões de Apocalipse 21:1-8 são reveladas por Jesus, o anjo poderoso, aquele que sempre diz “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. A partir de Apoc, 21:9 até 22:5 João narra as visões mostradas por um anjo comum. Do versículo 6 até o 20 João faz uma espécie de síntese dos relatos. Veja que após o versículo 5 ele repete novamente a frase “E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras”. Nesse momento da narrativa não existe lógica para João escrever essa frase, pois ele não estava dialogando com ninguém; apenas estava narrando as visões.

Portanto, a partir do versículo 6 de Apoc. 22 João faz a concussão final do seu livro. E nesse trecho podemos observar as falas de três interlocutores.

Devemos atentar para o seguinte detalhe: as visões do Apocalipse foram dadas por Jesus Cristo, e isto está evidente logo na introdução do livro. Nenhum outro anjo ordenou João a escrever. As revelações foram dadas exclusivamente por Jesus a João. E no capítulo 22 de Apocalipse João declara que o anjo, ao qual ele se prostrou para adorar, foi quem lhe passou as revelações. Logo, esse anjo era Jesus. Compare:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer” (Apoc. 22:6).

Deus deu as revelações a Jesus, e Ele as notificou a João e ordenou que ele as escrevesse num livro e enviasse pelos sete anjos (sete estrelas) cartas às sete igrejas da Ásia.

O diálogo no final de Apocalipse 22 é um apanhado geral das visões que João tentou resumir.

Repare que João repete algumas frases que antes já havia escrito. Por exemplo, João não se ajoelhou duas vezes diante do Anjo para adorá-lo. Só que ele fala do mesmo fato em dois momentos. Se João tentou uma vez se ajoelhar para adorar o Anjo, é claro que esse gesto ele jamais repetiria depois.

“Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. [Repetição de frase]. (…) E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”. [Repetição do mesmo fato]. (Apoc. 22:6, 9).

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JESUS É O ANJO GABRIEL?

A seita dos Adventistas do Sétimo Dia Ortodoxos ensina que Jesus é o mesmo arcanjo Miguel. Porém, uma vertente dos Adventistas do Sétimo Dia ensina que o anjo poderoso que apareceu a Daniel (Dn 10) é o anjo Gabriel. No entanto, se compararmos as descrições que Daniel fez desse Ser poderoso que lhe apareceu com o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos, podemos concluir que se trata da mesma pessoa. Se esse Ser poderoso que apareceu a Daniel às margens do rio Tigre é o anjo Gabriel, então, conclui-se que o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos é o mesmo anjo Gabriel. Vamos comparar as características?

Mas, antes, entenda uma coisa: OS ANJOS POSSUEM ASAS – SÃO SERES ALADOS. E esse Ser poderoso que apareceu a Daniel e João parece não ser um anjo, porque eles o descrevem da mesma forma, mas não falam nada sobre possuir asas, e além do mais o identificam como “um homem”. E todos sabem que Jesus, sendo um Ser híbrido, divino e humano, não possui asas. Pelo menos não possuía asas mesmo após a ressurreição. No entanto, João identifica Jesus como um ANJO no último capítulo de Apocalipse. Repare nas semelhanças dos seres poderosos que apareceram a João e Daniel. Perceba que Daniel identifica esse ser poderoso como UM HOMEM trajando-se de linho, e não como um anjo. No entanto, os anjos também são vistos trajando-se com vestidos de linho. Já os anjos administradores trazem os lombos cingidos com cinto de ouro.

Daniel sempre se refere a este Ser poderoso que lhe apareceu chamando-o de “homem vestido de linho”. Parece estranho Daniel não o identificá-lo como um anjo (Dn 10:5; 12:6-7). Jesus foi envolto num pano de linho (Mateus 27:59). Apesar dos anjos serem alados (possuírem asas com penas, creio eu), mas eles também se vestem de linho puro e resplandecente. No entanto, só os anjos que administram no santuário celestial é que possuem os lombos cingidos com cinto de ouro (Apoc. 15:6; 19:14).

Portanto, esse ser poderoso que apareceu a Daniel e João tem semelhança de HOMEM, e é um Ser muito mais poderoso que os demais anjos. Vejamos.

DANIEL 10:4-21

4 No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre;
5 levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;
6 o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão.
7 Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.
8 Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma.
9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra.
10 E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo.
12 Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos derradeiros dias; pois a visão se refere a dias ainda distantes.
15 Ao falar ele comigo estas palavras, abaixei o rosto para a terra e emudeci.
16 E eis que um que tinha a semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então abri a boca e falei, e disse àquele que estava em pé diante de mim: Senhor meu, por causa da visão sobrevieram-me dores, e não retenho força alguma.
17 Como, pois, pode o servo do meu Senhor falar com o meu Senhor? pois, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, nem fôlego ficou em mim.
18 Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou.
19 E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste.
20 Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.
21 Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe.

APOCALIPSE 1:9-18

9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.
12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,
13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar [vestido de linho], e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;
14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;
15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.
16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; [eu sou o primeiro e o último].
18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Acho que a frase “eu sou o primeiro e o último” é um acréscimo que João fez por conta própria na narrativa. Pois, a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” não foi pronunciada por Jesus, mas pelo Deus Todo-Poderoso, conforme está descrito em 21:6.

Azul: João Verde: Deus-Pai Vermelho: Jesus

“E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Apoc. 21:5-7).

Atenção: Quem ordena João a escrever é Jesus. E se Jesus diz que as palavras que vem do trono são fiéis e verdadeiras, logo, não é ele quem as pronuncia, mas sim, o Deus Todo-Poderoso, que está assentado no trono. Em outras palavras, Jesus ordena João a escrever as palavras que vem direto do trono. Portanto, quem pronuncia a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” é Deus, Todo-Poderoso, e não Jesus.

Apenas três vezes é repetida a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse. E esta frase é de autoria de Deus-Pai, e não de Jesus. Vejamos.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

Esta frase é pronunciada logo na introdução do livro de Apocalipse, e pelo contexto da narrativa, João está fazendo menção ao que Deus-Pai falou tempos depois, não neste exato momento em que escreve a introdução do livro.

Repare que do versículo primeiro até o sétimo João está fazendo a introdução do livro, saudando as igrejas, e conclui com a palavra “amém”. O versículo que vem logo depois, o oitavo, é uma frase isolada que João pronuncia: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”. Repare que João, no momento que pronuncia esta frase, não está conversando com ninguém. Portanto, essa frase não faz parte de um diálogo, mas é apenas uma frase isolada que João colocou entre as suas próprias palavras, de tão ansioso que estava para escrever as visões.

“Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A frase “eu sou o primeiro e o último” parece não ser de autoria de Jesus, mas apenas um acréscimo que João fez por conta própria. Esse mesmo gesto de Jesus de colocar a mão direita (destra) sobre João também foi feita pelo ser poderoso que apareceu a Daniel. E o ser poderoso que apareceu a Daniel não disse que era “o primeiro e o último”.

“Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra. E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim” (Dn 10:9-12).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

“Quando o vi, caí a seus pés como um morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A PROVA FATAL DE QUE JESUS NÃO É DEUS

No final do capítulo 10 do livro de Daniel, o Ser poderoso que apareceu a Daniel confessa que não é tão poderoso assim, pois disse que o príncipe da Pérsia lhe resistiu por 21 dias, o impedindo de trazer a resposta de sua oração, e ainda declarou que só havia um que o ajudava na batalha: o arcanjo Miguel.

“Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou. E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste. Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe” (Dn 10:18-21).

Esses príncipes da Pérsia e da Grécia são os anjos poderosos a serviço de Satanás, que lutam contra os anjos de Deus.

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AS FRASES PRÓPRIAS DE JOÃO QUE ELE ENXERTOU NA NARRATIVA

Na narrativa de João das cartas às sete igrejas da Ásia, ele introduz cada carta com suas próprias palavras, e só depois escreve o que realmente Jesus ordenou que escrevesse. E numa dessas introduções João denomina Jesus de “Filho de Deus”. E Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

Veja a introdução que João faz com suas próprias palavras quando escreve as cartas. As frases de cor roxa são do próprio João; as de cor vermelha são de Jesus.

A frase “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” é um bordão que João utilizou para chamar a atenção sobre as coisas que havia escrito em cada uma das cartas. Essa frase não é de autoria de Jesus.

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança” (Apoc. 2:1-2).

“Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. (Apoc. 2:8-9).

“Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes: Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás” (Apoc. 2:12-13).

“Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente: Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras” (Apoc. 2:18-19).

Dá para se perceber que a frase “Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente” não é de autoria de Jesus. Jesus não podia referir-se a si mesmo desta maneira, pois quem viu e descreveu Jesus com os olhos como chama de fogo e pés semelhantes ao latão reluzente foi João. Jesus não se viu a si mesmo dessa maneira, de forma a descrever-se numa carta. Logo, percebe-se que todas as descrições que João faz de Jesus na introdução das cartas são de sua autoria.

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar)” (Apoc. 3:7-8).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!” (Apoc. 3:14-15).

Nos quatro evangelhos Jesus sempre se chama a si mesmo de “FILHO DO HOMEM” 77 vezes, e nunca se chama a si mesmo de “Filho de Deus”.

Em Mateus 27:43 os principais sacerdotes, escribas e anciãos escarneciam de Jesus, dizendo: “Confiou em Deus, livre-o ele agora, se lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus”. Apesar de imputarem a frase “Filho de Deus” a Jesus, mas Ele mesmo nunca se declarou ser “Filho de Deus”. A frase que Cristo sempre usava para se referir a si mesmo era “Filho do homem”.

Em Lucas 22:69-70, Jesus no Sinédrio, ao ser inquirido pelos anciãos se Ele se declarava ser o Filho de Deus, Jesus respondeu que eles (os anciãos) é que diziam que Ele era Filho de Deus. Ele, porém, sempre se declarou ser Filho do homem.

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus. Ao que perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu-lhes: Vós dizeis que eu sou”.

É a mesma coisa que Jesus ter dito assim: “Vocês é que estão dizendo que eu sou Filho de Deus; eu sou Filho do homem”.

Em João 5:25 João, na hora de escrever, trocou a expressão “Filho do homem” por “Filho de Deus”. Repito: Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

“Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”.

Novamente em João 10:36 e 11:4 João troca a expressão “Filho de homem” por “Filho de Deus”.

“Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?”.

“Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.

O Evangelho de João é considerado um evangelho esotérico, porque João emprega muitos termos de cunho esotérico, como ‘filho de Deus’, ‘verbo’, ‘unigênito’, ‘novo nascimento’. Por essa razão João trocou muitas vezes a expressão ‘filho do homem’ por ‘filho de Deus’. E só a título de curiosidade: o Evangelho de João parece não ter sido escrito pelo punho do próprio João, pois muitos fatos narrados parece não terem sido presenciados pelo mesmo. Se fosse mesmo João, discípulo de Cristo, o narrador dos fatos no Evangelho que leva o seu nome, por certo teria narrado com mais precisão, pois ele foi testemunha ocular da história de Jesus. O mesmo fato estranho acontece no livro de Apocalipse. João narra o Apocalipse, dialoga com Jesus, mas parece que esse Jesus do Apocalipse lhe é um ser estranho. Se João era o discípulo amado, por que não demonstrou maior intimidade ao dialogar com Jesus no livro de Apocalipse?

Os próprios discípulos Jesus nunca tentaram adorá-lo. Se seus discípulos tivessem tentado lhe adorar, por certo os teria repreendido, dizendo para adorarem a Deus, pois Ele era servo e conservo deles.

O momento que Jesus se transfigurou diante dos seus discípulos no monte (Mateus 17), foi a oportunidade que eles tiveram de se prostrar diante dele e adorá-lo, mas não o fizeram, pois sabiam que Jesus não era Deus, para ser adorado.

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QUEM SÃO OS ANJOS DAS IGREJAS

Aprendi na Escola Dominical que o anjo de cada uma das sete igrejas da Ásia Menor para onde João enviou as cartas, é o PASTOR local. E todos aprendem esses falsos ensinos nas igrejas evangélicas porque isso vem passando de geração em geração, e ninguém se levanta para questionar, pois, já são doutrinados para aceitar tudo que os líderes ensinam.

Na verdade, os anjos das igrejas são os sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro. Esses anjos são as sete estrelas que ficam à destra de Jesus. Jesus ordenou João a escrever as mensagens às sete igrejas, e enviá-las pelos seus anjos emissários.

“Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força” (Apoc. 1:16).

“Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:20).

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (Apoc. 2:1).

Quando Jesus ordena a João, dizendo: “Ao anjo da igreja em Éfeso escreve”, ele está se referindo ao anjo emissário que devia levar a mensagem à igreja. Se são sete anjos emissários, então, esta é a razão de Jesus ter escolhido apenas sete igrejas da Ásia.

Além desses sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro, há também sete espíritos que assistem diante do Trono de Deus. Esses sete espíritos que assistem diante do Trono são anjos muito poderosos, assim como os arcanjos. Os hereges trinitarianos afirmam que esses sete espíritos de Deus, que são enviados por toda a Terra, são uma representação simbólica da 3ª pessoa da trindade, isto é, o Espírito Santo.

“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Apoc. 1:4).

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:5).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

O profeta Zacarias também teve a visão desses sete espíritos que assistem diante de Deus. Com isso podemos constatar que não se trata de uma alegada 3ª pessoa da trindade. Zacarias também vê os dois ramos de oliveira, que representam os dois ungidos que assistem diante de Deus. Há quem diga que esses dois ungidos são Moisés e Elias, os mesmos que apareceram a Jesus no monte da transfiguração.

“Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas? pois estes sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel. São estes os sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra. Falei mais, e lhe perguntei: Que são estas duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal? Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado? Ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isso? E eu disse: Não, meu senhor. Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra” (Zac. 4:10-14).

O QUE É O CORDEIRO IMÓVEL QUE FICA POSICIONADO ENTRE O TRONO PRINCIPAL E OS TRONOS DOS ANCIÃOS?

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono” (Apoc. 5:6-7).

Este Cordeiro que fica em pé, imóvel entre os tronos, e que parecia estar morto e tinha sete chifres e sete olhos, é uma representação simbólica de Jesus. Na verdade, aquilo que João viu era uma estátua esculpida. Por isso João imaginou que fosse um cordeiro morto. E o profeta Zacarias teve a visão dessa estátua simbólica do Cordeiro. A “pedra” que o anjo se refere é Jesus.

“Pois eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos. Eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia” (Zacarias 3:9).

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O CORDEIRO NUNCA É ADORADO

Em todos os momentos que os anciãos, os seres viventes e os anjos se prostram para adorar o Ser Todo-Poderoso que está assentado no trono, nunca se diz que eles adoraram ao Cordeiro. E nas visões do Apocalipse o Cordeiro sempre fica posicionado no meio, entre o trono principal e os tronos dos 24 anciãos.

Só há um momento em que parece que os 24 anciãos adoraram o Cordeiro, mas mesmo aí o Cordeiro não foi adorado, apesar de ter sido mencionado na narrativa. Leia com cuidado e constate que o Cordeiro nunca é adorado. Toda adoração é dirigida ao que está sentado no Trono. Os quatro seres viventes e os anciãos se prostram diante do Cordeiro não em sentido de adoração, mas de reverência. Vejamos Apoc. 5:8-14.

8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.
13 Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos:
14 e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.

No versículo 14 diz que os anciãos prostraram-se e adoraram. Ora, eles não adoraram o Cordeiro, mas tão somente aquele que estava assentado no Trono.

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A DIFERENÇA ENTRE A VOZ DE JESUS E AS VOZES DOS OUTROS ANJOS

O anjo que fala com Jesus tem a voz como de trombeta e como a voz de muitas águas, ou como a voz de grande multidão. Veja a comparação:

“Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas; (…) e a sua voz como a voz de muitas águas” (Apoc. 1:10-11, 15).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apoc. 4:1).

“Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma imensa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e o poder pertencem ao nosso Deus; (…) Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Apoc. 19:1, 6).

Os anjos comuns e os quatro seres viventes clamavam com grande voz, mas nunca se diz que tinham voz de trombeta ou voz de muitas águas ou de grande multidão.

CONCLUSÃO

Gostaria que você, leitor, atentasse para o seguinte detalhe da narrativa do capítulo 22 de Apocalipse.

Note que a narrativa das visões termina no versículo 5. Dos versículos 6 ao 16 João faz uma mistura de palavras de três interlocutores. No entendimento dos teólogos tradicionais, João narra a fala dele próprio, de uma anjo e de Jesus. Vou destacar com cores as falas de cada um, segundo os teólogos tradicionais.

Verde: João Vermelho: O Anjo Azul: Jesus

6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.

As falas identificadas assim estão feitas de forma tendenciosa, pois, um bom crítico literário, ou mesmo um bom intérprete de texto pode notar muitas incoerências na continuidade das frases. No meu ponto de vista, as falas dos versículos 6, 7, 9, 10, 11 e 12 são de uma mesma pessoa: Jesus. Porém, não digo que o meu ponto de vista é único correto. Cada intérprete do Apocalipse pode tirar suas próprias conclusões.

E para terminar, quero dissertar sobre a declaração do escritor aos hebreus que fez a citação de um texto apócrifo para justificar a adoração a Jesus.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hebreus 1:6).

Esta citação, acima, feita pelo escritor aos hebreus, é apócrifa, porque não consta na Toráh, nem nos Salmos e nos Profetas, e também não encontra respaldo em nenhum outro livro da Bíblia.

As demais citações que o escritor da carta aos hebreus cita podem ser conferidas na Toráh, nos Salmos e nos Profetas. Quem possui uma Bíblia com concordância e referências cruzadas pode conferi-las.

Uma citação apócrifa quer dizer uma citação de uma fonte extra-bíblica, ou seja, um texto que foi retirado de um livro não canônico. E de tudo que já li em livros esotéricos e apócrifos, nem mesmo encontrei essa tal citação que diz que os anjos devem adorar o Senhor Jesus. Talvez o escritor estivesse se referindo à voz vinda dos céus no momento em que Jesus foi batizado ou na ocasião da sua transfiguração no monte. Mas, em nenhum desses casos a voz ordena que o Filho seja adorado.

“Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:16-17).

“Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5).

Paulo disse que depois que forem cumpridas todas as coisas, Jesus irá se sujeitar àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. Como pode um Deus se sujeitar a outro Deus¿  E em I Cor. 15:27 Paulo é bem enfático ao dizer que o único que não ficou sujeito a Jesus é o próprio Deus. E isso é óbvio. No entanto, Jesus entregará todo o poder e autoridade a Deus-Pai e a Ele se sujeitará.

“Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (I Cor. 15:27-28).

Logo após a ressurreição Jesus disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18). Ora, se Jesus era Deus, por que somente agora, depois de ressuscitar, Ele diz que recebeu autoridade¿ Logo, percebe-se que ele teve que cumprir uma missão para poder receber poder e autoridade.

Portanto, a Jesus, o Cordeiro, podemos dar honras e louvores, porque é Rei dos reis e Senhor dos senhores – só aqui na Terra. Porém, não podemos adorá-lo, visto que somente o Deus Soberano pode receber adoração.

“E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus” (Apoc. 7:11).

“E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus” (Apoc. 11:16).

“Então os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!” (Apoc. 19:4).

Tudo o que escrevi aqui é a mais pura verdade.

Se não acredita em quase nada do que escrevi, é porque você está com a mente cauterizada por doutrinação errônea. Mas, se você se dispuser a abrir a mente, poderá reler e investigar item por item de tudo que aqui escrevi. Tenho certeza que você compreenderá a verdade, e será mais um a ensinar a Bíblia da forma correta.

 

 

 

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Falou e disse Miquels7
Manaus-AM, 01/01/2017

29/12/2016 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , | Deixe um comentário

JESUS É UM ANJO PODEROSO. NÃO DEVEMOS ADORÁ-LO, MAS REVERENCIÁ-LO

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Eis uma das grandes polêmicas bíblicas esclarecida de forma cabal. Não há como contestar.

Se Jesus é um anjo, ele não pode ser adorado.

 2 Jesus de veste talar e cinto de ouro
Aparência de Jesus, que apareceu a João na ilha de Patmos, é a mesma do anjo que apareceu a Daniel.

Quando João teve a visão de um ser celestial na ilha de Patmos, este ser tinha todas as características e semelhanças de um anjo. E este ser admirável se identificou como sendo o Senhor Jesus Cristo, que havia sido morto e ressuscitado.

No livro de Daniel temos a descrição de um anjo poderoso cuja aparência se assemelha à do anjo poderoso que aparece a João na ilha de Patmos, o qual se vestia de traje talar de linho fino (vestido comprido, até os pés) e tinha cingidos os lombos com cinto de ouro, e tinham os olhos resplandecentes. Alguns intérpretes – como o caso dos adventistas do sétimo dia – afirmam que esse ser poderoso era o anjo Gabriel. Mas se for o Gabriel, então Jesus é o anjo Gabriel, pois a descrição que João faz do ser que lhe aparece é a mesma do ser que aparece a Daniel. Vejamos:

“4 No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre;
5 levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;
6 o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão.
7 Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.
8 Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma.
9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra.
10 E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo.
12 Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos derradeiros dias; pois a visão se refere a dias ainda distantes” (Daniel 10:4-14).

Agora, veja o que diz em Apocalipse:

“9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.
12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,
13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;
14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;
15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.
16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último.
18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apoc. 1:9-18).

Observando a descrição do Anjo nos dois relatos, podemos concluir que trata-se da mesma pessoa. E o ser poderoso que apareceu a Daniel se mostra um pouco limitado em poder, pois disse que o Príncipe do Reino da Pérsia lhe resistiu por 21 dias impedindo-lhe de trazer a resposta da oração de Daniel. E disse ainda que somente um outro ser poderoso lhe ajudava contra o príncipe do Reino da Pérsia, e este ser era o arcanjo Miguel.

No final do livro de Apocalipse há um detalhe que passa despercebido pelos teólogos tradicionais sobre quem é a pessoa de Jesus.

Interpretando cuidadosamente Apocalipse 22:8-13, podemos concluir que o anjo ao qual João se prostrou para adorar é o mesmo Senhor Jesus Cristo, pois João dialoga com esse anjo – que não permitiu que lhe adorasse -, e mais na frente este mesmo anjo continua o diálogo e diz: “Eu sou o Alfa e o Ômega”. E, como sabemos, “Alfa e Ômega” é um dos títulos de Jesus Cristo.

“8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.

10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo [emissário] para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã” (Apoc. 22:8-16).

Esse “anjo” o qual Jesus disse que enviou para testificar as coisas às igrejas, quer dizer o anjo emissário, o qual ficou incumbido de levar as mensagens a cada uma das sete igrejas da Ásia Menor, descritas nos capítulos 2 e 3.

Os teólogos tradicionais ensinam que esse “anjo” de cada uma das 7 igrejas da Ásia refere-se ao pastor da igreja local. Só que isso é interpretação tendenciosa, sem fundamento, pois nas comunidades cristãs da Ásia Menor não existiam pastores, mas sim, anciãos. E cada comunidade não era guiada por UM ancião, mas por VÁRIOS anciãos. Esse “anjo”, na verdade, é um “anjo emissário” – que no caso eram sete anjos -, os quais receberam “cartas” endereçadas às sete igrejas da Ásia. Logo, vemos que esse “anjo” das igrejas nada tem a ver com “pastor”.

Devemos observar bem os detalhes do texto de Apocalipse. Na descrição da visão do Anjo poderoso, João diz que havia sete (7) “estrelas” à sua direita. Logo, podemos concluir que essas “sete estrelas” trata-se de 7 anjos emissários, aos quais Jesus ordenou a João que escrevesse as 7 cartas às 7 igrejas da Ásia para serem levadas por esses 7 anjos emissários. Quando o texto diz “Ao anjo da Igreja em Éfeso escreve”, esse anjo, aí referido, é o anjo emissário, e não o tal pastor da igreja local, como os teólogos tradicionais interpretam.

“Tinha ele na sua destra sete estrelas” (Apoc. 1:16).

Mais na frente, no capítulo 5 de Apocalipse, vemos novamente a referência aos 7 anjos emissários, os quais são descritos como “sete olhos enviados por toda a Terra”.

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

Engraçado que os teólogos tradicionais dizem que esses “sete olhos ou espíritos” é uma alusão ao Espírito Santo, terceira pessoa da suposta trindade. Quanta ignorância e tolice!

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Há duas referências bíblicas que os trinitarianos se utilizam para afirmar que Jesus também é Deus. A de João 1:1-3 e a de Hebreus 1:6.

“1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1:1-2).

“6 E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Heb. 1:6).

A primeira referência diz que Jesus, o Verbo, estava com Deus. Ora, estar com Deus não significa que a pessoa seja também um deus. Existem muitos reis, imperadores e presidentes que possuem assessores e chefes de primeiro escalão, que executam suas ordens e são pessoas de alta patente. Mas nem por isso são iguais ao rei ou presidente. Elas podem até conspirar, e se tornarem reis ou presidentes, mas, ilegitimamente, por usurpação do poder. Jesus estava com Deus, mas não tinha intenção de ser igual a Deus. Paulo mesmo enfatiza isso, afirmando que Jesus, ao ser intimado pelo Pai a provar o seu amor pela humanidade, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas despiu-se de sua glória, assumindo a forma de servo para vir se encarnar e morrer pela humanidade.

“5 Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, [isto é, não teve por usurpação ser igual a Deus],
7 mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;
8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fil. 2:5-8).

Como Paulo diz, Jesus subsistia na forma de deus, mas não era Deus. Ora, os anjos também são deuses, pois todo ser que vive no céu é DIVINO. Mas existe apenas um Deus Todo-Poderoso.

Quanto ao fato de João 1:1 dizer que o Verbo era Deus, isso já foi muito debatido nos seminários de todas as seitas protestantes. Os Testemunhas de Jeová, por exemplo, discordam da tradução tradicional deste versículo que afirma que Jesus era Deus. Eles traduziram assim: “No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era um deus”.

O que eu sei é que este Evangelho de João é um evangelho esotérico. Pois o vocábulo VERBO é de cunho esotérico, e não devia constar na Bíblia, haja vista a linguagem da Bíblia ser literal. Quem explica o significado de “Verbo” é o ESOTERISMO, e não a Teologia. Os teólogos pegaram gancho no Esoterismo para afirmar que isso que João fala a respeito do Verbo foi dado por inspiração divina. Você pode pesquisar no Antigo Testamento e nunca encontrará esse vocábulo VERBO, pois ele vem da língua grega, e seu significado surgiu no mundo do Esoterismo.

Quanto ao que o autor da carta aos Hebreus diz no capítulo 1:6, afirmando que os anjos de Deus devem adorar Jesus, posso garantir que essa citação é APÓCRIFA. Podemos verificar e constatar que quase todas as citações que o autor da carta aos Hebreus faz, constam nos livros do Antigo Testamento, na Torá (Pentateuco, Salmos e Profetas). Porém, essa citação do capítulo 1:6 que o autor faz não se encontra em nenhum livro do Antigo Testamento. Portanto, essa citação foi retirada de um livro espúrio, apócrifo, que não faz parte do Cânon do Antigo Testamento.

Essa frase de Hebreus 1:6 “E todos os anjos de Deus o adorem” é uma citação apócrifa, que não tem respaldo em nenhum outro livro da Bíblia, não há nenhuma referência cruzada. E pelas regras da Hermenêutica, uma só citação não serve para fundamentar uma doutrina ou ensinamento.

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Quem tem um contra-argumento para contestar?

Se você tem argumentos sólidos para contestar os meus, então, apresente-os, ou admita que estou com a razão e ajude a propagar a verdade.

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Falou e disse Miquels7.

29/03/2016 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEOLOGIA | , , , , , , | 1 Comentário

OS JUDEUS NÃO TEM NENHUMA CULPA NA MORTE DE JESUS

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Castiçais
Se o Senhor Jesus Cristo veio a este mundo com a missão de anunciar o Evangelho, padecer e ser crucificado pelos pecados da humanidade, os judeus não tem nenhuma culpa em sua morte. Ao contrário, o mundo é devedor dos judeus, pois, como o próprio Senhor Jesus disse, “a salvação vem dos judeus”.

Se Cristo morreu pelos pecados do povo (humanidade), então, todos nós, gentios, devemos aos judeus essa graça alcançada.

Se for verdade o ensino que diz que sem o sacrifício de Jesus na cruz não haveria salvação para a humanidade decaída, qual a culpa dos judeus em sua morte? Nenhuma. Se como diz Paulo a salvação é primeiramente para os judeus, então, devemos dar graças a eles pelo favor imerecido de Deus nos ter alcançado.

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Mas, ao contrário do que expus acima, os cristãos ocidentais – os gentios –, há séculos discriminam os judeus por acharem que eles foram os culpados pela morte do Filho de Deus. E essa atitude impensada dos gentios se constitui na maior desonestidade e discriminação ao povo escolhido de Deus, os judeus. Aliás, a ICAR – Igreja Católica Apostólica Romana promoveu, durante a Idade Média, a maior perseguição aos judeus com essa falsa acusação de que eles ultrajaram o Filho de Deus e foram culpados pela sua morte. A primeira atitude diabólica para perseguir o povo escolhido de Deus foi o estabelecimento da guarda do domingo em adoração ao deus-Sol, em oposição à guarda do Santo Sábado do Senhor. O Imperador Romano, Constantino – recém-convertido ao cristianismo –, decretou a abolição da guarda do Sábado e estabeleceu a guarda do domingo, como substituição do culto ao deus-Sol. E bem sabemos que essa guarda do domingo nunca foi para adorar a Jesus Cristo, mas unicamente ao deus-Sol, e inclusive, americanos e ingleses ainda fizeram questão de não esconder essa verdade ao estabelecer o nome do primeiro dia da semana como SUNDAY, isto é, dia do Sol.

O antissemitismo – ou ódio declarado aos judeus – sempre existiu antes e depois da Reforma Protestante, no século XV. O próprio reformador, Matinho Lutero, foi declaradamente um antissemita. E isso se evidenciou nos seus escritos. Até meados da Segunda Guerra Mundial, a maioria das seitas protestantes mantinham uma atitude discriminatória contra os judeus, e inclusive, líderes de algumas dessas igrejas deram apoio ao tirano Adolf Hitler, que mandou exterminar milhões de judeus. Esses crentes antissemitas também foram cúmplices na morte de milhões de judeus. E o clamor do povo judeu martirizado está até registrado na Bíblia.

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Apocalipse 6:9-10).

Durante séculos os judeus foram discriminados e perseguidos pelos cristãos na Europa, além da perseguição promovida pelos palestinos e muçulmanos, sendo, com isso, obrigados a se refugiarem em outros países, como Rússia, Argentina, e até aqui no Brasil.

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JESUS CRISTO NÃO VEIO PARA OS GENTIOS

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27/02/2016 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS, TEOLOGIA | , , | Deixe um comentário

O MAPA DO APOCALIPSE – ELABORADO POR MIQUELS7

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Elaborei resumidamente em 4 páginas o Mapa do Apocalipse.

A interpretação é muito diferente da tradicional, e foi isso que consegui entender durante anos de estudo da Bíblia.

Com este resumo você já pode ter uma ideia de quão diferente é a minha visão e interpretação do Apocalipse.

Ainda postarei no meu blog um estudo bem mais detalhado do Apocalipse, explicando tim-tim por tim-tim cada capítulo, principalmente os pontos mais polêmicos e que causam divergências.

Mapa do Apocalipse - Elaborado por Miquels7 (2016) pág.1

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Mapa do Apocalipse - Elaborado por Miquels7 (2016) pág.2
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Mapa do Apocalipse - Elaborado por Miquels7 (2016) pág.3
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Mapa do Apocalipse - Elaborado por Miquels7 (2016) pág.4

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Para baixar o Mapa do Apocalipse no formato PDF, clique em MAPA DO APOCALIPSE.

 

23/02/2016 Posted by | ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , | 2 Comentários

PROVANDO QUE NÃO HAVERÁ ARREBATAMENTO PARA OS CRENTES GENTIOS

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Os mortos ressuscitarão primeiro

A Primeira Ressurreição não será feita por fases, e ela só ocorrerá uma única vez após a Grande Tribulação. E pelo que Paulo ensinou, o ARREBATAMENTO só ocorrerá após a PRIMEIRA RESSURREIÇÃO. Portanto, é errado esperar o arrebatamento para antes da Grande Tribulação, ou para antes da PRIMEIRA RESSURREIÇÃO.

“Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Tessal. 4:15-17).

Note que esse “NÓS, QUE FICARMOS VIVOS”, refere-se aos judeus, especificamente ao grupo de 144 mil, que serão selados e guardados durante a Grande Tribulação, aguardando o arrebatamento que só acontecerá após a PRIMEIRA RESSURREIÇÃO.

“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apoc. 7:2-4).

Só haverá uma RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS NO ÚLTIMO DIA. E os mártires da Grande Tribulação também são justos, por isso eles ressuscitam / REVIVEM e reinam com Cristo (Apoc. 20:1-4).

A ressurreição de Jesus foi uma exceção à regra. Paulo diz que Jesus foi as primícias dos que dormem. Os mortos que ressuscitaram junto com Jesus no momento de sua ressurreição trata-se, na verdade, das almas dos mortos que ele transportou do Hades para o Santuário Celestial. O texto de Mateus diz que muitos que ressurgiram dos mortos na ressurreição com Jesus foram vistos por muitas pessoas. Mas o texto não deixa claro se estes que ressuscitaram voltaram a conviver com seus parentes. Se voltaram a viver com seus parentes, então eles voltaram a morrer novamente. Todos os que foram ressuscitados na Bíblia, à exceção de Jesus, voltaram a morrer, inclusive Lázaro. E a Bíblia diz que ao homem é ordenado a morrer uma única vez. Se realmente houve casos de ressurreição de mortos, verdadeiramente mortos, então isso contraria o texto que diz que ao homem está ordenado a morrer uma única vez. Portanto, a ressurreição de Jesus foi uma exceção à regra, porque Ele ressuscitou em carne, osso e sangue, para nunca mais morrer. Por isso que a verdadeira PRIMEIRA RESSURREIÇÃO só acontecerá no último dia, depois da Grande Tribulação.

“Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. (…) Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (I Cor. 15:20-23).

“E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia” (João 6:39).

“Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (João 11:24).

Em Daniel 12:2 está bem distinto a PRIMEIRA e a SEGUNDA ressurreição. A primeira ressurreição – a dos justos – acontecerá em uma única fase antes do estabelecimento do Reino Milenar; a segunda ressurreição – a dos ímpios – acontecerá após o Reino Milenar de Cristo.

“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2).

Em textos anteriores expliquei I Cor. 15:23, que diz: “Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda”. Disse que neste versículo deveria ter uma vírgula depois da palavra Cristo, pois Cristo é um nome singular e a palavra “primícias” está no plural. Sendo assim, Cristo seria a PRIMÍCIA dos que dormem, e não primícias. Disse ainda que as PRIMÍCIAS seriam os mortos que ressuscitaram juntamente com Cristo, e que foram vistos por muitas pessoas, conforme Mateus 27:51-53. Se estes foram ressuscitados para nunca mais morrer, então estes foram levados para um lugar reservado nas alturas. Mas, se estes ressuscitaram e voltaram a conviver com seus parentes na terra, então eles voltaram a morrer novamente, assim como Lázaro.

“E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados; e, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele [isto é, depois da ressurreição de Jesus], entraram na cidade santa, e apareceram a muitos” (Mateus 27:51-53).

Portanto, a RESSURREIÇÃO DO ÚLTIMO DIA é a ressurreição definitiva, onde o ser humano ressurreto não mais voltará a morrer. Os santos que ressuscitarem no último dia ainda serão MORTAIS. Só existe um ser que é imortal, que é Deus. Somente Ele possui nele só a imortalidade.  Os santos só serão “imortais” porque receberão o elixir da vida, o maná escondido, que fará com que vivam eternamente.

“Aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (I Tim. 6:16).

OUTRO DETALHE INTERESSANTE

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11/02/2016 Posted by | ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , | Deixe um comentário

OS SETE SELOS DO APOCALIPSE E A HISTÓRIA DA HUMANIDADE ATRAVÉS DOS SÉCULOS

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Os artigos que publico aqui no blog vieram para quebrar tabus e paradigmas; vieram para quebrar conceitos preconcebidos de uma teologia arcaica e viciada.

Tenho planos de escrever bastante, sobre muitos assuntos. Já escrevi sobre alguns temas polêmicos e sei que muitos internautas e até pastores e teólogos já os leram. E fico satisfeito em ter escrito, porque do que jeito que escrevo ninguém escreve. E aqui no blog na internet os artigos ficam expostos para todos lerem, a hora que quiserem. Muitos não dão valor, pois acham os argumentos pífios, sem apoio hermenêutico, e outros alegam que distorço a Palavra de Deus, e outros “santões” alegam que não possuo o Espírito Santo de Deus para escrever ou ensinar sobre a Bíblia. Porém, o interessante é que de alguma forma o que escrevo vai servir para muitos reverem seus conceitos. Só o tempo dirá se estou certo ou errado. Se você não produz nada de novo, e só fica no bla-bla-bla teológico de sempre, então não venha aqui criticar o que escrevo. Antes, aproveite para ler e apreciar algo diferente, que não se vê por aí.

E o assunto, tema deste artigo, é mais um que esperava escrever e revelar ao mundo antes de morrer, porque sei que dificilmente alguém escreveria sobre este assunto como eu, devido essa teologia arca e viciada que persiste entre os teólogos tradicionais.

Cada artigo que publico aqui no blog considero como uma vitória.

Passei por vários problemas na vida, e muita das vezes até em perigo de morte. Mas Deus, através de seus anjos, preservou a minha vida. E hoje aqui estou vivo para contar algo diferente sobre tudo que já se sabe, que já se descobriu. Às vezes me pergunto por que Deus não permitiu que eu morresse em muitos momentos em que estive perto da morte. Vi muitas pessoas que rogaram praga sobre mim ou desejaram o meu mal ficarem na pior, tanto materialmente quanto espiritualmente. Muitos que diziam que eu seria amaldiçoado por não dar o dízimo, vejo que eles é que foram amaldiçoados e ficaram desempregados. Muitos dos que se achavam “santões” e consideravam-me um herege, atualmente não são nada, não têm nada a oferecer. O conhecimento que possuíam sobre a Bíblia e sobre Deus não serviu nem para eles, quanto mais para ensinar aos outros.

Muitos crentes que costumam julgar os outros, principalmente daqueles que discordam de certas doutrinas heréticas – como a doutrina dos dízimos, doutrina da trindade e do sofrimento eterno no lago de fogo -, não passam mais que dois anos como “santões”. Ou eles se desviam, ou esfriam na fé, ou cometem algum escândalo, que o deixam desmoralizados. Vi muitas irmãs que viviam em campanha de oração nas casas uma das outras, para expulsar os demônios de suas famílias, expulsar o devorador, e decretar vitórias ou fazer profetadas, e passados um ano já não eram as mesmas, os problemas da vida sobrevieram e umas esfriaram, outras deixaram a igreja, umas se separaram do marido, e outras não sei por onde andam. A maioria dos crentes pentecostais são fogo de palha; no início recebem lavagem cerebral, viram “santões”, e se julgam melhores que os outros. Porém, passados um ou dois anos já não são os mesmos, compram fiado e não pagam, ficam desempregados, viram caloteiros e depois ficam fazendo campanha para Jesus pagar suas dívidas.

O crente humilde persevera, vem as tribulações da vida, mas ele permanece firme e fiel.

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OS SETE SELOS DO APOCALIPSE REVELAM O PLANO DE DEUS PARA O RESGATE DA TERRA DO PODER DO DIABO, A QUAL SERÁ DADA COMO HERANÇA AOS REMIDOS

(continua)

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10/10/2015 Posted by | ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , , | Deixe um comentário

ÉDEN NÃO É O NOME DO JARDIM QUE DEUS CRIOU – ÉDEN É O NOME PRIMITIVO DO PLANETA TERRA

***************************(EDITANDO. AGUARDE)****************************
Recentemente li subsídios da revista do professor de EBD (Escola Bíblica Dominical) e percebi que tem comentaristas se utilizando de informações novas sobre interpretação do capítulo 1 de Gênesis. Na verdade, está havendo certo roubo de interpretações apologéticas da Bíblia publicadas em artigos na internet, pois quem as utiliza, não cita a fonte. Valem-se de informações preciosas de textos publicados, mas não sentem nenhum constrangimento em usar o “ctl + c” e “ctl + v” para usá-las como se fossem produzidas de seu próprio punho e intelecto.

Todos os teólogos e escritores evangélicos, tradicionais, são quase unânimes quanto à interpretação dos primeiros capítulos do livro de Gênesis. Mas, tenho observado que alguns têm defendido ideias até pouco tempo rejeitadas.

Fui o primeiro cristão evangélico, aqui na internet, a afirmar que Deus não criou o Universo; e que também, não criou o planeta Terra. Fui, também, o primeiro a afirmar que Deus não é onisciente nem onipresente, e que Ele NÃO ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO. Todo crente que se preza, afirma categoricamente que Deus é onisciente (sabe de tudo, até dos nossos pensamentos) e onipresente (que está em todo lugar, ao mesmo tempo). Quanto a esta minha tese apologética, será dificílimo alguém aceita-la, apoiá-la ou copiá-la, pois vai contra o senso-comum de 99,9% dos crentes. Quanto aos ateus apoiá-la, nem se cogita, pois eles negam a existência de qualquer divindade.

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Se alguém acha que estou ofendendo a Deus por dizer que Ele não é onisciente, e que sou mais estúpido que os ateus, olha só o que tenho a dizer aos que se dizem crentes e acreditam que Deus é onisciente, e que sabe até dos nossos pensamentos! A pior ofensa a Deus é a hipocrisia.

Não existe gente mais hipócrita neste mundo do que o crente. Sabe por quê? Porque o crente acredita que Deus é tudo, que Deus é onipresente, onipotente e, acima de tudo, onisciente, isto é, que sabe de todas as coisas, e que está em todos os lugares ao mesmo tempo nos observando e até lendo os nossos pensamentos, MAS, apesar de saber de tudo isso, o crente pratica um monte de coisas erradas durante o dia, tudo NA PRESENÇA DE DEUS. O crente mente; o crente peca por pensamento; o crente engana até o pastor, dentro da igreja, na hora de dar o dízimo; o crente compra CDs piratas; o crente faz gatos na ligação de água ou luz; o crente conta piadas indecentes NA PRESENÇA DE DEUS; outros crentes veem revistas pornô ou assistem a vídeos pornográficos escondidos no quarto, porém, NA PRESENÇA DE DEUS; outros assistem vídeos pornô na internet escondidos no quarto. O crente mente na presença de Deus quando um mendigo lhe pede uma esmola, mas ele diz que não tem nenhuma moeda, mas sua carteira está cheia de notas graúdas. O crente diz que é 100% Jesus, mas é fã de certos cantores gospel, e outros são torcedores fanáticos de time de futebol. Se na hora do jogo de seu time predileto tiver marcado um culto, ele prefere assistir ao jogo a ir ao culto. O pastor ensina que é pecado o jovem se masturbar, mas até ele mesmo se masturba. O crente faz um monte de coisas erradas NA PRESENÇA DE DEUS, mas ele não sente um pingo de remorso, medo ou constrangimento. O crente faz de tudo para que os irmãos ou outras pessoas não descubram seus podres, mas ele não sente um pingo de medo de Deus, que está vendo tudo o que está fazendo de errado. Se você é crente e acredita que Deus é onisciente, e que sabe de tudo, até dos nossos pensamentos, mas pratica grande parte dessas coisas erradas que citei, então você é um grande hipócrita. E dificilmente Deus salvará um hipócrita. Agora, compare quem é pior: eu, por dizer que Deus não é onisciente, ou você, que é crente, mas que pratica um monte de coisas erradas NA PRESENÇA DE DEUS, sem nenhum constrangimento?

Se sou honesto e vivo em retidão na presença de Deus e dos homens, sou e faço isso por pura convicção e vontade própria, e não por medo de que Ele esteja me espionando e até lendo os meus pensamentos. A maioria dos crentes diz que “teme” a Deus, mas o temem por medo de que Ele esteja vendo tudo o que fazem de certo ou errado, e não por convicção própria.

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Também fui um dos primeiros (se não o primeiro) a formular uma tese diferente sobre o relato da criação no primeiro capítulo de Gênesis. Só que tem gente pegando galho na minha tese e usando tais ideias como se fossem suas.

Alguns intérpretes renomados já haviam defendido a tese de o planeta Terra estar um “caos”, conforme Gênesis 1:2, devido à catástrofe causada pela queda de um meteoro, que destruiu o reino de Lúcifer, e que também causou a extinção dos dinossauros. Porém, os apologistas não foram mais além do que isso com essa teoria.

Dizem alguns apologistas que existe um intervalo de milhões ou bilhões de anos entre o versículo 1 e 2 de Gênesis.

“1. No princípio criou Deus (Elohim) os céus e a Terra. 2. A Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”.

Vou tentar desvendar alguns mistérios ocultos sobre o começo da humanidade.

E o primeiro caso a retratar será o da ordem da criação, nos capítulos 1 e 2 de Gênesis.

Todo bom estudante da Bíblia, seminarista e teólogo neófito (teólogo recém-formado) precisa entender uma coisa: Existe uma clara contradição sobre a ordem da criação nos dois relatos de Gênesis. O crente quando lê o Gênesis não percebe as incoerências e contradições dos dois relatos da criação porque ele já vem com a mente condicionada, achando que tudo que lá está escrito é inspiradíssimo por Deus, e que nada está errado, e que não se deve questionar, pois a Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada.

Quando você sair desse mundinho de lavagem cerebral, cuja mente os fanáticos religiosos condicionaram com ensinos fantasiosos, conhecerás a verdade e a verdade te libertará. Isso que estou falando não é muito diferente do caso de Adão e Eva vivendo com a mente condicionada, presos em um Paraíso, do qual não podiam se afastar, nem desobedecer às ordens de Deus. Você, que é um religioso fanático, precisa sair da caverna da ignorância e lavagem cerebral e vir para fora, para ter uma nova visão de mundo. Depois que você ler os relatos, a seguir, você terá uma nova compreensão da vida, da existência e do mundo.

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HÁ DOIS RELATOS DA CRIAÇÃO EM GÊNESIS

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08/10/2015 Posted by | ARQUEOLOGIA, CASOS POLEMICOS, CATÁSTROFES, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , , | 2 Comentários

A DOUTRINA DA TRINDADE É O MAIOR ENGODO DO CRISTIANISMO

*****************(CONCLUÍDO E ACRESCENTADO)*****************

A Doutrina da Trindade é a Maior Heresia do Cristianismo

Trindade

Os líderes de cada seita religiosa cristã, seja ela antiga ou as que surgem por aí todos os dias, sempre alegam que receberam revelação de Deus para fundar o ministério. Só que Deus não é deus de confusão.

Todos os dias surgem novas denominações evangélicas, principalmente do ramo pentecostal, cada uma com um nome chamativo ou inusitado, às vezes acompanhado de “mundial”, “universal” ou “global”. O Brasil é um celeiro dessas seitas diabólicas. O país está se tornando uma verdadeira “babilônia”, cheio de seitas cristãs, todas elas visando os dízimos e dinheiro fácil, pois foram inspiradas no Deus “Mamon”. Assisti a uma reportagem do jornalista Roberto Cabrini, na qual fez uma pesquisa sobre quantas seitas são fundadas todos os meses no Brasil. Foi grande seu espanto ao constatar que os registros de seitas em cartórios não aconteciam todos os meses, mas todos os dias. Ele encontrou até anúncio de venda de igrejas em jornais, onde se incluía toda a mobília, instrumentos musicais e alguns membros.

“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon [às riquezas]” (Mateus 6:24).

Esses líderes religiosos são tão obcecados por dinheiro, que eles não mostram o Estatuto da Igreja, não mostram o “credo” deles antes da pessoa ACEITAR Jesus. A pessoa se converte, se batiza, mas eles não falam no que eles acreditam, quais são as suas doutrinas e quais eles não acreditam. Hoje em dia tem crente novo convertido que só descobre o “credo” da sua igreja através da internet.

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09/09/2015 Posted by | CASOS POLEMICOS, DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

LÁZARO, MARTA E MARIA: A HISTÓRIA MAL CONTADA

*****************************(CONCLUÍDO)*******************************
Tive que assistir atentamente a mini-série Jesus de Nazareth, de Franco Zeffirelli, gravada em 1974, para observar alguns detalhes das gravações, e investigar se realmente as cenas da história de Jesus continham ou não absurdos. Na sinopse diz que o filme foi baseado nas narrativas do Evangelho de Lucas.

E realmente constatei alguns absurdos e erros até primários no roteiro de algumas cenas. Se atualmente fossem refilmadas as cenas da história de Jesus de acordo com o Evangelho de Lucas, acredito que fariam completamente diferente da filmagem de Franco Zeffirelli.

A super-produção “Rei dos Reis”, de 1961, é muito mais realística sobre os costumes da época de Cristo; as cenas descrevem melhor como agia a cúria sacerdotal judaica; e como atuava a dinastia herodia que governava a Judéia, em sintonia com os generais do Império Romano. Mesmo assim, constatei muitos erros absurdos, como no episódio da visita de Jesus a João Batista no cárcere e o caso da encenação dos tais “três reis magos” que visitaram o menino Jesus e lhe ofereceram presentes. Em canto nenhum nos evangelhos se diz que os tais magos eram “reis” vindo de países diferentes do Oriente; apenas diz que eram “uns magos que vieram do Oriente”. Por acaso, naquela época haviam reis em países do Oriente que temiam ou serviam ao Deus de Israel? Além do mais, como poderiam três reis do Oriente serem amigos, e virem até a Judéia em cima de camelos, sem escolta de soldados? Muito boa essa história, né?! E o mais absurdo são os nomes que os doutores católicos arranjaram para denominar esses “três reis magos”. Devemos entender uma coisa. Esses três personagens que visitaram Jesus eram emissários de um rei qualquer do Oriente, talvez da Pérsia (Irã) ou da Babilônia (Iraque). Eles eram “magos”, isto é, feiticeiros e sacerdotes dos deuses pagãos. Nada mais do que isso. Esses magos também estudavam profecias da literatura de outros povos e muitas dessas profecias tinham a ver também com alinhamento dos corpos celestes. Eles sabiam, pela literatura dos hebreus – a Torá -, que nasceria um Messias que vinha salvar o povo da opressão de seus inimigos e essa profecia iria se cumprir quando certos astros no céu ficassem alinhados. A estrela que foi vista nos céus sobre a cidade de Belém nada mais era que esse tal alinhamento dos planetas. Os magos vieram apenas conferir se a profecia era verdadeira mesmo.

Outra coisa que não achei adequada na super-produção “Rei dos Reis” foi a vestimenta típica da época. A vestimenta típica usada pelo povão ou atores coadjuvantes, além de serem muita coloridas, eram muito luxuosas e bem confeccionadas. Na mini-série Jesus de Nazareth, de Franco Zefirelli, a vestimenta típica do povão deixou a desejar, pois foram mal feitas e as pessoas pareciam maltrapilhas.

Com o advento do computador e da internet pudemos estudar melhor os livros da Bíblia, através de aplicativos que facilitam a busca por palavra-chave de eventos narrados. E desde 2005 tenho estudado muito os textos bíblicos usando esses e outros mecanismos que facilitam o entendimento, tais como dicionários bíblicos, enciclopédias, bíblias com concordância, referências cruzadas e notas de rodapé, principalmente as versões antigas. As bíblicas atuais que o povão compra nas livrarias não servem para estudo bíblico; servem apenas para leitura devocional. Os líderes religiosos atuais não querem que os crentes descubram as verdades bíblicas através de um estudo sério, comparativo, consultando outras versões da Bíblia, e estudando muitos textos publicados na interenet por teólogos e apologistas independentes.

É estudando a Bíblia seriamente e sistematicamente, e lendo muita literatura cristã recomendada e não recomendada que a gente se liberta dos maus líderes religiosos e dos pastores mercenários. Enquanto o crente ficar só com aquela bibliazinha debaixo do braço e indo à igreja só para ouvir o sermão do pastor mercenário, ele nunca se libertará dos cães gulosos, dos mercadores da fé.

Mas deixa isso pra lá! Esta geração está perdida mesmo, nas mãos desses falsos líderes religiosos! Talvez a nova geração de jovens cristãos que agora procura se informar mais através da internet possa entender o que se passa no mundo religioso.

Dizem que os políticos do interior do Brasil, os coronéis do sertão, eram sempre eleitos pelo voto de cabresto. O povão era tratado como gado por esses políticos. Quanto mais analfabeto fosse o povo, melhor era para eles, de modo a se perpetuarem no poder. Eles enganavam as famílias oferecendo pequenas cestas de alimentos que não duravam uma semana; davam dentaduras e até alguns trocados para enganar o povo besta; abriam poços artesianos para doar água pro povo. Com isso eles faziam chantagem e diziam que se o povo não votasse neles, perderiam todas essas coisas, perderiam até a água de beber.

Agora o povo brasileiro do sertão está mais politizado, apesar de ter uma boa parcela que ainda usa o voto de cabresto, e vende seu voto por alguns trocados. Porém, quanto mais os jovens tiverem acesso a internet, serão mais bem politizados e mais bem informados. Se o povão (classe média e baixa) se informarem somente pelos canais de TV aberta, como Globo, Band, Record e SBT, estarão alienados da realidade política e econômica do nosso país. Pois tem dois ou três canais de TV aberta neste País que funcionam como uma máfia midiática, e manipulam as informações, e agem por interesses políticos e econômicos. Eles sempre colocam informações ruins na mente dos brasileiros, manipulam suas mentes através de novelas e programas de entretenimento; divulgam somente notícias ruins para jogar a população contra o governo. Com isso, a economia do nosso País é prejudicada, os pequenos acionistas saem perdendos seus pequenos investimentos por causa das frequentes quedas das bolsas de valores. E isso tudo ocorre por causa das informações tendenciosas divulgadas por certos veículos de comunicação de massa. Se esses veículos colocassem informações equilibradas, mostrando pontos positivos e negativos, mostrando o que está dando certo e o que está errado, aí sim, essa imprensa seria livre e imparcial. Todo jornalista diz ser ético e independente, mas não é isso que ocorre. Todos eles são puxa-sacos de seus patrões; o que os seus chefes mandam fazer, eles fazem, se não, serão demitidos. Se o dono do jornal é a favor do governo, se simpatiza com o governo, então todos os jornalistas daquele veículo de comunicação terão que andar na mesma linha, publicando mais coisas boas e falando sempre bem do governo. Se o patrão é de direita e não gosta do governo atual, então todos os jornalistas dessa empresa trabalhão unânimes, numa só linha de informações, publicando bastante coisas negativas, para tentar manipular a opinião pública, e forçá-los a fazer manifestações, pedindo o afastamento do governo.

Não precisava falar dessas coisas de política num assunto de natureza bíblica e religiosa, mas para compreendermos o processo de manipulação das mentes e das massas é necessário fazermos essas comparações. Não é somente no campo político que as pessoas são manipuladas. No campo religioso acontece algo parecido. Os religiosos não querem que os crentes fiéis estudem “particularmente” a Bíblia, pois, podem descobrir muitas verdades que eles não ensinam, ou que ensinam de forma tendenciosa, para torná-los escravos de seus interesses. Se descobrirem, por exemplo, que a Lei dos Dízimos não tem mais vigor na dispensação da graça, esses pastores mercenários vão desertar, vão abandonar o rebanho, pois perdendo essa boquinha, não poderão manter o seu padrão de vida social e econômico, e nunca irão enriquecer, porque o povo vai apenas ofertar aquelas moedinhas durante os cultos e não mais darão 10% dos seus ganhos para os cães gulosos. Cães gulosos quem diz é a Bíblia.

“E estes cães são gulosos, nunca se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, todos sem exceção” (Isaías 56:11).

“Todos, sem exeção”??? Talvez a minha Bíblia esteja mal traduzida. Só pode!
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09/02/2015 Posted by | CASOS POLEMICOS, CRISTIANISMO EM CRISE, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , , | 3 Comentários

JESUS NUNCA ESTÁ PRESENTE ESPIRITUALMENTE NO MEIO DOS CRENTES

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O tema que abordarei aqui será motivo de grande revolta e indignação contra minha pessoa, mas tenho que escrevê-lo.

Já tô cheio de ver tanto ensino deturpado da Bíblia ser disseminado em livros, revistas, escolas dominicais, em shows e programas de tv, e na própria música evangélica e católica. Não consigo notar nenhum “teólogo novo” para tentar consertar os erros doutrinários das igrejas pentecostais, neopentecostais e afins. Sempre os novos seminaristas aprendem as mesmas baboseiras de sempre e ficam repetindo décadas e décadas, até a mentira e o erro doutrinário se tornar uma “verdade” mentirosa.

Não sou de sistema teológico calvinista nem arminiano. Minha interpretação é independente desses seguimentos religiosos. Explico de acordo com a verdade bíblica, sem fanatismo, sem tender para lado A ou B.

Se você tiver coragem de conhecer verdades que nunca encontrará em outro lugar, então leia todo o texto. Sei que o que escrevo vai de encontro às principais correntes teológicas. Mas quem ler, acredito que aprenderá algo novo, antes nunca imaginado.
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Nosso Senhor Jesus Cristo VEIO a este mundo, padeceu, morreu pela humanidade, ressuscitou e FOI EMBORA deste mundo. Mas Ele prometeu VOLTAR.

Se Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu “VOLTAR”, é porque Ele foi embora desta Terra, não está mais aqui. Se os crentes esperam a sua volta, é porque Ele não está aqui na Terra. E nem “espiritualmente” Ele está!

Se Jesus estivesse presente conosco todo o tempo, mesmo espiritualmente, não haveria necessidade de Ele voltar, pois Ele estaria aqui conosco e poderia perfeitamente falar com seus seguidores, orientar, etc. Mas Ele não está.

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07/01/2015 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , , , | Deixe um comentário

FORAM OS “FILHOS DE DEUS”, OS CRENTES DA LINHAGEM PIEDOSA DE SETE, E NÃO OS ANJOS, OS RESPONSÁVEIS PELA DEGENERAÇÃO DO GÊNERO HUMANO ANTEDILUVIANO

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SERÁ QUE A DEGENERAÇÃO DA RAÇA HUMANA ANTEDILUVIANA FOI CAUSADA POR INICIATIVA DOS CRENTES, OS CHAMADOS FILHOS DE DEUS, DESCENDENTES DA LINHAGEM DE SETE?

OU FORAM AS CAINITAS QUE CORROMPERAM OS FILHOS DE DEUS??? QUEM TEVE A INICIATIVA?

DESDE QUANDO A UNIÃO SEXUAL ENTRE CRENTES E DESCRENTES GERA PESSOAS DEFORMADAS FISICAMENTE OU COM GIGANTISMO? 

POR ACASO, DE ONDE CAIM TOMOU SUA ESPOSA? ELA NÃO TERIA SIDO TOMADA DE UM DOS DESCENDENTES DE SETE? E ONDE É QUE SE DIZ NA BÍBLIA QUE, POR CAIM TER TOMADO UMA MULHER PURA E SANTA DOS DESCENDENTES DE SETE, OS SEUS FILHOS NASCERAM COM ANOMALIAS GENÉTICAS E SE TORNARAM GIGANTES?

FOI COMPROVADO CIENTIFICAMENTE QUE, SE UM CRENTE SE CASAR COM UMA MULHER DESCRENTE, OS FRUTOS OBTIDOS DESSE RELACIONAMENTO SERÃO AMALDIÇOADOS OU DEFORMADOS?

POR ACASO, AS MULHERES DA DESCENDÊNCIA DE SETE ERAM TODAS FEIAS, HORROROSAS DE TAL FORMA QUE OS FILHOS DE DEUS NÃO MAIS A SUPORTARAM, E FORAM OBRIGADOS A BUSCAR AS BELAS FILHAS DOS HOMENS, DESCENDENTES DE CAIM,  PARA SE CASAREM???

ESSES TEÓLOGOS DE ARAQUE NOS OBRIGAM A FAZER CADA PERGUNTA!!! **********************************************************

Alguns pastores blogueiros, que se acham detentores da verdadeira forma de se interpretar a Bíblia e que acham que possuem a teologia mais correta, estavam pedindo para que surgisse na Internet um texto com o título muito polêmico, como deste post.

Fiquei revoltado com a forma debochada com que certo pastor pentecostal, blogueiro e escritor se referiu à polêmica entrevista do Pr. Caio Fábio ao programa “The Noite”, de Danilo Gentili, no SBT, dia 23/06/2014.

Veja neste link o resumo de sua entrevista:

http://noticias.gospelmais.com.br/the-noite-caio-fabio-sofreu-abuso-sexual-infancia-68864.html

E assista ao vídeo da entrevista:

http://www.youtube.com/watch?v=cbhUEhvm7W0

O link do post onde o referido pastor faz comentários debochados sobre a entrevista de Caio Fábio é este:

http://cirozibordi.blogspot.com.br/2014/06/um-famoso-pastor-no-sbt.html

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06/07/2014 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , | 4 Comentários

A LEI SOBRE O DÍZIMO FOI ABOLIDA

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SEI QUE NÃO ADIANTA GRITAR O MAIS ALTO POSSÍVEL E MOSTRAR NA CARA DESSES FALSOS PASTORES, LADRÕES E SALTEADORES, QUE A LEI DO DÍZIMO NA NOVA ALIANÇA FOI ABOLIDA E NÃO É MAIS OBRIGATÓRIA NA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA. JÁ EXISTEM DEZENAS DE ESTUDOS DE GENTE SÉRIA, PASTORES E TEÓLOGOS, SOBRE O DÍZIMO, DEMONSTRANDO QUE SUA PRÁTICA NÃO É MAIS VÁLIDA NA NOVA ALIANÇA, DEPOIS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO. FOI A IGREJA CATÓLICA QUEM RESSUSCITOU A PRÁTICA DO DÍZIMO, POIS ALEGAVA QUE OS PADRES CATÓLICOS SÃO A CONTINUIDADE DO SACERDÓCIO LEVÍTICO. PARA HAVER UMA REVOLUÇÃO, É PRECISO HAVER REVOLTA E INCONFORMISMO COM O QUE ESTÁ ERRADO. NO SÉCULO XVI, MARTINHO LUTERO, INCONFORMADO COM AS PRÁTICAS ANTI-CRISTÃS DA IGREJA CATÓLICA, REBELOU-SE,  E PUBLICOU AS 95 TESES, ACUSANDO OS ERROS DA IGREJA. ATUALMENTE, JÁ EXISTEM MAIS DO QUE 95 TESES MOSTRANDO OS ERROS DOS CRISTÃOS PROTESTANTES, PENTECOSTAIS, NEO-PENTECOSTAIS, MAS ELES FINGEM QUE NÃO ENXERGAM. MAS ESTÃO PREOCUPADOS COM ESSAS “TESES” SENDO PUBLICADAS NA INTERNET, À VISTA DE MUITOS INTERNAUTAS. POIS ELES CORREM O RISCO DE PERDER A “MAMATA” COM AS COBRANÇAS DO DÍZIMO E OUTROS TIPOS DE BARGANHA EM PROL DA “OBRA” (PODER, FAMA E ACÚMULO DE RIQUEZAS PESSOAIS). É PRECISO HAVER UMA REVOLTA URGENTE CONTRA ESSES FALSOS PASTORES. NÃO ADIANTA SÓ PUBLICAR AS “TESES” NAS INTERNET. É PRECISO HAVER UMA REVOLUÇÃO, E ESTA SÓ ACONTECERÁ COM UMA GRANDE REVOLTA E MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DOS EVANGÉLICOS SÉRIOS DO BRASIL.
SOU EVANGELICO, MAS NÃO DOU DÍZIMO. APENAS OFERTO NA IGREJA. E NUNCA FALTOU O NECESSÁRIO PARA MINHA FAMÍLIA. ESSE NEGÓCIO DE DEVORADOR NEM APARECE NA MINHA CASA, POIS ISSO É APENAS COISAS QUE OS LADRÕES PÕE NA CABEÇA DOS FRACOS. TENHO DOIS EMPREGOS E NUNCA ME SENTI AMEAÇADO OU AMALDIÇOADO POR NÃO DAR O DÍZIMO.
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A LEI SOBRE O DÍZIMO FOI ABOLIDA

O dízimo foi constituído por causa dos sacerdotes do Sacerdócio Levítico, que administravam os sacrifícios pelo pecado do povo todos os dias. E Abraão deu dízimo ao Melquisedeque porque este era sacerdote do Deus Altíssimo, mas ele era humano e seu ofício foi transitório.

Porém, o autor da Carta aos Hebreus nos diz que os mandamentos da antiga Lei, concernente aos sacerdotes, foi ab-rogado, ou seja, foi anulado depois que Cristo realizou uma única vez o sacrifício perfeito. Jesus Cristo se constituiu um sacerdote eterno segundo a Ordem Sacerdotal de Melquisedeque. Ele agora ministra em um Santuário Celestial, e portanto, não há mais necessidade de ninguém dar os dízimos para sustentar sacerdotes levitas, pois, o Sacerdócio Levítico foi anulado. E o antigo Templo FOI DESTRUÍDO PELA VONTADE DE DEUS no ano 70 AD, porque não havia mais necessidade de sacerdotes humanos mortais para ministrar pelos pecados do povo.

Jesus falou. em Mateus 23:23, que a pratica mais importante que devemos fazer é o AMOR, e não o ato de dar os dízimos. Jesus falou isso porque ele ainda estava sob o vigor da Lei. Depois que Cristo morreu e ressuscitou, os mandamentos levíticos concernentes ao dízimo, foram abolidos.

Jesus Cristo realizou um único sacrifício oferecendo-se a si mesmo sobre cruz, e agora ministra no Céu. Portanto, não há mais necessidade de dar dízimos para sacerdotes ou pastores aqui na Terra.

A salvação agora é gratuita e pela fé. Os pregadores do evangelho devem receber, sim, ajuda para o trabalho de evangelização, mas não o dízimo. Podem receber doações de ofertas, como Paulo recebia.

O apóstolo Paulo, maior evangelista de todos os tempos, nunca recebeu e nunca cobrou dízimos para evangelizar. Antes, ele fabricava tendas para ajudar no seu sustento e custear suas viagens, para que não ficasse pesado aos irmãos, que eram carentes. Ele evangelizou toda a Ásia Menor, num tempo em que não existia avião, nem trem, nem hotéis de luxo para se hospedar, como fazem os pastores de hoje. Os falsos pastores mercenários, de hoje, possuem carros de luxo, mansões, aviões, helicópteros, emissoras de TV, fazendas, apartamentos em outros países e ainda se hospedam em hotéis de luxo, e os crentes bobos ainda ficam orando por eles. Vão ser burros assim lá não sei aonde!!!

O mandamento de Malaquias 3:10, concernente ao dízimo, foi abolido com a morte de Cristo.

Deus não mandou construir os templos dessas igrejas que hoje existem. Só houve um Templo que Deus autorizou ser construído, mas este foi destruído pela vontade de Deus, pois não havia mais necessidade… 

Certa vez, uma mulher samaritana alegou que a adoração certa devia ser no Monte Moriá, em Samaria, e não em Jerusalém, no grande Templo. Mas Jesus lhe disse que ia chegar a hora em que nem em Jerusalém nem naquele monte se adoraria ao Pai, mas os verdadeiros adoradores adorariam ao Pai em espírito e em verdade, em qualquer lugar, sem a necessidade de templos. Vede a ref. abaixo.

No tempo em que Jesus viveu aqui na Terra a Lei do Dízimo estava em vigor e o Grande Templo em Jerusalém estava funcionando perfeitamente. Jesus passou mais de 3 anos anunciado as boas-novas. Mas, digam-me quantas vezes Jesus e seus discípulos foram cultuar no Templo? Quantas vezes foram lá levar os dízimos? Lembro-me apenas duas vezes: uma, quando falou da pobre viúva que OFERTOU uma única moeda. Essa mulher pobre ofertou moeda, dinheiro vivo. Ela não dizimou. E outra vez, foi na ocasião em que expulsou os cambistas e vendedores do Templo.

Agora, Jesus ia frequentemente às Sinagogas nos dias de sábado, pois lá era um lugar de reunião e estudo da Torá. E a Sinagoga não era chamada de Templo. Assim também os prédios das igrejas atuais não devem ser chamados de “templos”, mas de congregação ou casa de reunião.

Jesus estava em Jerusalém antes de morrer crucificado, e lá estava o grande Templo. Mas ele fez sua última reunião e realizou a “Santa Ceia” (Páscoa) em outro lugar, juntamente com seus discípulos. 

Os templos das igrejas católicas e evangélicas, que hoje existem, não devem ser chamados de “templos”, mas apenas de capela, congregação ou casa de oração. Os crentes é que são o “templo do Espírito Santo”.

Os templos da Igreja Católica e das igrejas evangélicas são imitações dos templos dos deuses pagãos da Ásia Menor e da Grécia. Os deuses antigos tinham seus templos suntuosos. E as igrejas evangélicas fizeram o mesmo, cada uma construindo um “templo falso” para Deus. Esses “templos” não tem nada a ver com o Grande Templo sagrado que Deus mandou construir. E foi apenas um. Mas esse Grande Templo Deus permitiu que fosse destruído.

Os pastores e evangelistas não podem alegar que são herdeiros do Sacerdócio Levítico, pois o mesmo já se acabou. E também não podem alegar que são sacerdotes da Ordem de Melquisedeque, pois há apenas um sacerdote dessa ordem, que é Jesus. E ele não necessita de dízimos.

***
“Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado [ANULADO] por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus. (…) Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus; que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo” (Heb. 7:19-27).

***
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mateus 23:23).

***
“Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto. E encontrando um judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles, e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas” (Atos 18:1-3).

***
“E quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado; porque os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei, e ainda me guardarei, de vos ser pesado” (II Cor. 11:9). (Os pastores de hoje são um fardo pesado para os fiéis).

***
“Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:20-23).

***

QUEM DÁ A SEMENTE AO QUE SEMEIA É DEUS, E ESTA SEMENTE, É O EVANGELHO, E NÃO DINHEIRO.

O dízimo nunca foi dado em espécie, isto é, em dinheiro vivo, em papel moeda. Podemos ver nos quatro Evangelhos, que no tempo de Jesus já existia dinheiro em moeda, mas nunca se usava as moedas para dar dízimo.

A “Casa do Tesouro”, de Malaquias 3:10 não era um COFRE ou depósito de dinheiro. Era um armazém onde se estocavam os dízimos em forma de mantimentos para sustento dos levitas. E os levitas não podiam trocar os mantimentos por dinheiro, para comprar o que quisessem, pois lhes era proibido.

Os falsos pastores de hoje distorcem o significado dos textos bíblicos para justificar a dádiva do dízimo. Vejamos este:

***
“Ora, aquele [DEUS] que dá a semente [EVANGELHO] ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (II Cor. 9:10).

***

Percebam o absurdo que os pastores mercenários fizeram com a interpretação falsa deste texto de Paulo. “Aquele que dá a semente ao que semeia” é o próprio Deus.

A SEMENTE é o evangelho da salvação. E Deus também dá o pão para sustento dos missionários. Ou seja, Deus abençoa os crentes, dando-lhes os mantimentos necessário para seu sustento, e esse mesmo crente também tira parte do que Deus lhe dá para ajudar no SUSTENTO dos missionários. Repare: é SUSTENTO, e não salário fixo de vários mil reais.

Inventaram que o ato de SEMEAR é contribuir com dinheiro vivo para obra de Deus. Tudo mentira. Eles iludem os crentes a “semear dinheiro” para pagar programas de TV, pagar redes de TV, comprar aviões, fazendas, construir templos suntuosos, e bancar a vida de riqueza e luxo que levam.

Eles ainda enganam, alegando que, se você não pode ser um missionário e não pode sair por outros lugares evangelizando, você pode PAGAR para outro ir em seu lugar. Isso é uma das maiores mentiras. Fazem isso por ganância. Pois, a Palavra de Deus diz que o crente é sal da terra e luz do mundo, e onde ele estiver, lá ele será um evangelizador. Você que é um cristão, pode ser um missionário aí mesmo no seu bairro, na sua rua, na sua cidade.

***

QUEM É O LADRÃO

“8 Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.
9 Eu sou a porta; se alguém entrar por mim será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens.
10 O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
11 Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
12 Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.
13 Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas.
14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem” (João 10:8-14).

***

Analisando cuidadosamente este texto, concluímos que:

JESUS É O BOM PASTOR
SATANÁS É O LOBO
FALSOS PASTORES SÃOS OS LADRÕES E SALTEADORES
MERCENÁRIOS SÃO OS FALSOS PASTORES

***

Os falsos pastores e pregadores dizem que o Ladrão é o Satanás, enquanto que, pela interpretação correta do texto, podemos ver que os ladrões e salteadores são os falsos pastores.

Os falsos pastores sugam o melhor de suas ovelhas, e não se importam com o bem-estar social e econômico de suas ovelhas.

Os falsos pastores roubam o melhor de suas ovelhas, isto é, seus bens, seus salários, suas vidas.

Jesus é o bom Pastor. E os demais são pastores maus. Vejam esta profecia contra os pastores infiéis, que comem o melhor de suas ovelhas (a lã e a gordura = o conforto e dízimo, salário), mas não as apascentam como deveriam.

***

“Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as buscasse” (Ezequiel 34:1-6).

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Por favor, leia e se inteire sobre as “teses” dos “martinhos luteros” de hoje, principalmente sobre o ROUBO DOS DÍZIMOS que os falsos pastores, das falsas igrejas evangélicas do Brasil, praticam contra os membros de suas igrejas, usando artifícios de lavagem cerebral, enganando e oprimindo os fiéis com doutrinas do medo, e outros meios desonestos de tirar dinheiro do povo ingênuo.

1) Teólogo publica monografia contestando doutrina do dízimo.
http://noticias.gospelmais.com.br/teologo-monografia-contestando-doutrina-dizimo-38123.html

2) Monografia de bacharelado em teologia sobre o DÍZIMO – João Bosco Costa Vieira.
http://pt.scribd.com/doc/96753612/DIZIMO-Joao-Bosco-Costa-Vieira

3) A Verdade Sobre o Dízimo.
http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas/VerdadeSobreDizimo-RWGarganta.htm

3) Estudo As 10 Mentiras Sobre o Dízimo. http://ateuignorante.blogspot.com.br/2013/05/as-10-maiores-mentiras-sobre-o-dizimo.html

4) Dízimo a mentira contada há 2.000 anos. http://integras.blogspot.com.br/2009/05/dizimo-mentira-contada-ha-2000-anos.html

5) Comentário sobre a não validade do dízimo na Nova Aliança.
http://oraculum.blog.br/blogoraculum/index.php/opinioes/dizimo/

6) Igrejas arrecadam R$ 39,1 milhões por dia em dízimos e ofertas, revela Receita Federal.
http://noticias.gospelmais.com.br/receita-federal-igrejas-39-milhoes-dia-dizimos-ofertas-62742.html

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Todo o dinheiro que essas igrejas e pastores ladrões arrecadam anualmente com dízimos e ofertas, daria para resolver a situação triste de milhões de pessoas que vivem na pobreza e na mais pura miséria neste planeta.

Quase todas as igrejas evangélicas e pentecostais ensinam o contrário do que Jesus mandou ensinar. Mas por causa de ambição, amor ao dinheiro e desejo de poder e riquezas neste mundo, eles não param de praticar o erro.

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Miquels7

24/11/2013 Posted by | CASOS POLEMICOS, CRISTIANISMO EM CRISE, DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS, MOBILIZAÇÃO | , , , , | 7 Comentários

JESUS É FILHO BIOLÓGICO ESPIRITUAL DE DEUS?

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POSTEI MUITO POUCO ESTE ANO NO BLOG. MAS ESTE AQUI VALE POR VÁRIOS QUE DEIXEI DE POSTAR. É O MAIS IMPORTANTE DESTE ANO. OS COMENTÁRIOS, AQUI, PODEM AJUDAR MUITOS TEÓLOGOS NOVATOS, QUE AINDA NÃO CONHECEM OS PONTOS DIFÍCEIS DA TEOLOGIA. É UM ESTUDO MODESTO, SEM ERUDIÇÃO NAS FORMULAÇÕES DAS FRASES. MAS CREIO QUE VALE A PENA LER. APRECIE COM MODERAÇÃO.
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JESUS É FILHO BIOLÓGICO ESPIRITUAL DE DEUS?

Este comentário é um pouco extenso, porque, para explicar direitinho um assunto polêmico como este, não podemos nos esquecer de certos detalhes imprescindíveis.

Os católicos chamam Maria de “mãe de Deus”. E isso tem certa lógica, pois se Jesus é considerado “Deus”, segundo o Dogma da Trindade, ele também é filho biológico de Maria. E Maria por certo o chamava de “filho”.

Mas, se Jesus não é filho biológico de Deus, logo, ou ele é filho adotivo, ou uma criatura, como as demais que ele criou, assim como criou os anjos, por exemplo.

Se dizemos que Jesus é “Deus”, e Maria foi sua genitora e mãe biológica, logo, podemos dizer que Maria é a mãe de “Deus” Filho.

E se admitirmos que Jesus foi “gerado” ou concebido pelo Espírito Santo – e se o Espírito Santo é o próprio Espírito do Pai -, então Jesus é filho biológico de Deus, e Maria é genitora do “Deus” Filho. Mesmo sabendo que Jesus já era um ser divino pré-existente, podemos considerar que Maria foi sua mãe biológica quanto à sua humanização. Por essa razão, ela foi chamada de bem-aventurada ou favorecida por Deus.

Mas, se teimarmos em dizer que Maria não foi “mãe” do Deus-Filho coisa nenhuma (por ele ser um ser divino eterno, e sendo Jesus o “Filho” unigênito de Deus, composto da mesma substância), temos que admitir que houve uma “mãe celeste” para que ele surgisse. Logo, se não existiu essa mãe celeste, teremos que admitir que Deus é um ser andrógino. Só assim se poderia explicar ser Jesus um “filho biológico” (da mesma substância) de Deus-Pai. E se dissermos que Deus-Pai não é um ser andrógino, então, devemos considerar que Jesus, como ser divino, também é um ser criado por Ele, assim como criou os anjos.

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Sem dúvida, Deus é Pai biológico de Jesus na forma humana, não na espiritual. Pois Jesus foi concebido pelo Espírito do Pai, quando desceu sobre Maria. Deus é Espírito, e sua glória se manifestou sobre Maria.

Por causa dessa concepção inusitada de Jesus, alguns críticos da Bíblia afirmam que o próprio Deus Yavéh transgrediu o décimo mandamento da Lei que ele mesmo deu ao povo hebreu, pois ele não procurou uma mulher solteira para que Jesus fosse concebido, mas antes, cobiçou ou tomou uma mulher que já era casada, no caso, Maria, que era desposada com José.

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20:17).

Mas, sabemos que Deus é Deus, foi Ele quem criou as criaturas e estabelceu as leis espirituais e humanas, então, Ele tem o direito de transgredir ou abolir qualquer lei que tenha imposto…

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Na Bíblia vemos textos que sugerem que Jesus Cristo foi um ser divino “criado” ou gerado por Deus, antes de vir ao mundo.

“Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?” (Hebreus 1:5).

“Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Heb. 5:5).

“E nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas; também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:13-18).

O texto afirma que ele, Jesus, é antes de todas as coisas, isto é, que foi o primeiro ser criado. Diz também que ele é o princípio, ou a causa do surgimento dos mundos e dos seres vivos.

Ora, por essas afirmações concluímos que Deus-Pai não teve princípio. Mas Jesus teve.

Teologicamente falando, Deus-Pai não é o primeiro, porque ele nunca teve princípio.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Heb. 1:6).

Engraçado que este texto do autor da Carta aos Hebreus se contradiz com a declaração do apóstolo João, que afirmou que Jesus é Unigênito Filho de Deus.

Sabemos que “primogênito” é o primeiro filho, e que “unigênito” é único filho. A final de contas, Jesus é primogênito ou unigênito Filho de Deus?

Observe que a expressão “e todos os anjos de Deus o adorem” é citação apócrifa. Quase todas as citações ou referências que o autor aos Hebreus faz, podemos conferi-las nos livros do Antigo Testamento. Existem várias citações no livro de Hebreus que foram extraídas de livros apócrifos. Mas não vou me estender nesse assunto aqui.

“A qual Deus nos tem cumprido, a nós, filhos deles, levantando a Jesus, como também está escrito no salmo segundo: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Atos 13:33).

“Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Salmos 2:7).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apoc. 3:14).

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Os teólogos católicos inventaram a Trindade, em cuja definição “supõe-se” que Jesus é a 2ª Pessoa da Trindade, formado da mesma “substância” do Pai. Ou seja, que Jesus é formado da mesma essência biológica do Pai. Mas esse Dogma da Trindade foi uma teoria bem engendrada, criada pelos padres da Igreja Católica, para combater o Arianismo e tentar encaixar Jesus como divindade, já que os judeus também não admitem que o seu Deus Yaveh (Jeová) tenha um filho biológico. A palavra Trindade nem ao menos existe na Bíblia, mas foi formulada para criar um dogma que não tem lógica, e o inpuseram à força para os cristãos.

Os judeus ortodoxos não aceitam até hoje que Jesus Cristo seja o Messias prometido de Israel e nem o consideram como um “Deus” ou filho de Deus, mas apenas como um profeta (impostor). Os judeus messiânicos acreditam que Jesus é o Messias prometido da mesma forma como os cristãos ocidentais acreditam, e ainda acreditam que ele é “Deus” igual ao Pai.

Se a doutrina da Trindade afirma que Jesus é eterno – que nunca foi criado espiritualmente -, e sempre existiu ao lado do Pai, e que é composto da mesma “substância” do Pai, logo, ele não pode ser considerado filho biológico de Deus. Mas, por outro lado, pode ser considerado filho por “afinidade” e por causa da obediência ao Pai. Mas se ele obedece ao Pai, logo ele é submisso e inferior ao Pai em autoridade. Existem várias referências bíblicas que atestam que Jesus não é igual ao Pai em poder e autoridade. Se Jesus sempre foi submisso ao Pai e obedece à sua autoridade, logo, ele não é igual a Deus.

Irei comentar, com as devidas referências, alguns motivos e razões que atestam que Jesus não é  igual ao Pai em poder e autoridade.

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PRIMEIRO: No Antigo Testamento (AT), de Gênesis a Malaquias, não vemos nenhuma referência concreta que ateste que Deus Jeová tenha um “filho biológico”. Porém, no AT vemos os anjos e seres humanos serem chamados de “filhos de Deus” e até de “deuses”.

“Eu disse: Vós sois deuses, e filhos do Altíssimo, todos vós” (Salmos 82:6).

E o próprio Jesus confirma:

“Responderam-lhe os judeus: Não é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque, sendo tu homem, te fazes Deus. Tornou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses? Se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?” (João 10:33-36).

Se os anjos também são chamados de “filhos de Deus”, por que Jesus não entra na mesma categoria deles? E por que os anjos não são considerados “deuses” também? Se Jesus é filho e é considerado “Deus”, por que os anjos, que são filhos também, não são considerados deuses, já que eles são seres divinos e muito poderosos?

“Chegou outra vez o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor; e veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor” (Jó 2:1).

No livro de Jó, a expressão “filhos de Deus” refere-se aos anjos, e não aos humanos.

Na verdade, Jesus nunca disse diretamente ser “filho de Deus” por concepção biológica. Os fariseus é que tiravam essa conclusão das coisas que Jesus declarava, pois achavam que Jesus estava querendo se igualar a Deus.

Da forma com que Jesus responde aos fariseus, invocando um texto dos Salmos de Davi, vemos que ele mesmo atesta que não se considerava “filho de Deus” por concepção biológica, mas filho em razão de ter sido um enviado de Deus, um profeta do Altíssimo.

No entanto, existe apenas uma referência no Livro de Provérbios (livro não-profético), mas que não é suficiente para se sustentar uma verdade teológica, pois para isso é preciso haver mais de uma referência. Trata-se de uma profecia, não de Salomão, mas de Agur, filho de Jaqué de Massá. Confira Provérbios 30:4.

“Quem subiu ao céu e desceu? [Jesus?] quem encerrou os ventos nos seus punhos? mas amarrou as águas no seu manto? quem estabeleceu todas as extremidades da terra? qual é o seu nome [Yavéh?], e qual é o nome de seu filho? [Yeoshua?] Certamente o sabes!”

O próprio Senhor Jesus parece ter confirmado esta passagem de Provérbios. Veja João 3:12-13.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem”.

Engraçado que Jesus começa afirmando que “ninguém subiu ao céu”, senão o mesmo que desceu do céu, isto é, ele próprio. Isso nos dá a entender que ele havia descido a este mundo em tempos remotos, antes mesmo de ter-se humanizado. E prova, também, que os salvos que já morreram ainda não subiram ao céu, pois ninguém subiu aos céus, exceto ele. A Bíblia afirma que Enoque e Elias foram tomados por Deus daqui da Terra, mas isso não significa que eles adentraram no céu, habitação de Deus.

Apesar de terem inventado a doutrina da Trindade, vemos que Jesus nunca se declarou ser “filho de Deus” por concepção biológica. Ele sempre dizia ser o “Filho do homem”, coisa totalmente contrária ao que tentam nos passar com o Dogma da Trindade. A expressão “Filho do homem” é antagônica à expressão “Filho de Deus”. Será que Jesus se dizia ser “filho do homem” por ironia, ou por vaidade, não querendo se exaltar?

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SEGUNDO: No Novo Testamento (NT), o evangelista João afirma que os crentes em Jesus seriam também  chamados de “filhos de Deus”. Logo, percebe-se que para se tornar um “filho de Deus”, não precisa ser gerado biologicamente. E João ainda reafirma que são “filhos” não gerados da carne e do sangue, mas gerados pelo Espírito de Deus, através de um novo nascimento espiritual.

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (João 1:12-13).

Um dos fatores de os teólogos terem considerado Jesus um filho biológico de Deus, foi em razão de João ter se referido a ele com a expressão “Unigênito filho de Deus”. Somente João se referiu a Jesus usando esse termo “unigênito”, que quer dizer “filho único”.

Mas o termo “unigênito” também foi usado para se referir ao único filho de Abraão, gerado com sua legítima esposa.

“Pela fé Abraão, sendo provado, ofereceu Isaque; sim, ia oferecendo o seu unigênito aquele que recebera as promessas” (Hebreus 11:17).

O termo “Unigênito” é de cunho esotérico. Um estudante da Bíblia, bem inteirado, sabe que o Evangelho de João é cheio de traços esotéricos. As palavras “verbo”, “unigênito”, “batismo”, “novo nascimento” são de cunho esotérico. A palavra “verbo” foi usada apenas pelo evangelista João, inclusive no Apocalipse. Somente João se referiu a Jesus como “filho unigênito de Deus”. Nem Paulo e nem os outros apóstolos e evangelistas o identificaram assim.

Alguns teólogos usam uma declaração que Pedro fez para atestar que Jesus é “Deus” Filho. Só que a expressão “Filho do Deus vivo”, do Livro de Mateus, não consta nos outros dois evangelhos em que é  citado o mesmo fato.

“Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:15-16).

Lembrando que no Livro de Mateus houve muita adulteração de palavras pelos tradutores católicos.

Engraçado que nessa mesma passagem de Mateus 16, em que Jesus elogia Pedro por ter feito tal declaração por inspiração divina, logo em seguida, ele mesmo repreende a Pedro por estar sendo usado pelo Diabo para falar besteiras. “Para trás de mim, Satanás!”, disse Jesus.

Agora, veja a mesma declaração de Pedro nos outros evangelhos:

“Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo” (Marcos 8:29).

“Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus” (Lucas 9:20).

Vemos aí, que não se observa a expressão “Filho de Deus”, porque essa expressão é apenas uma ênfase, para salientar que “Cristo” é o ungido ou enviado da parte de Deus.

A expressão “Filho de Deus”, nos quatro evangelhos, serve apenas para evidenciar que “Cristo” é o ungido de Deus, ou o “Messias”, e não para testificar que Jesus é um filho biológico espiritual de Deus-Pai.

Ref. 1:

“Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus. Ele, porém, os repreendia, e não os deixava falar; pois sabiam que ele era o Cristo” (Lucas 4:41).

Os demônios sabiam que Jesus era o “Cristo”, o ungido, o Messias que havia de vir. A relevância deste texto não é a expressão “Filho de Deus”, mas a condição de Jesus ser o “Cristo” ou “Ungido”, o “Messias” que havia de vir. Portanto, a expressão “Filho de Deus” equivale a “Cristo”, o ungido de Deus.

Ref. 2:

“Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. (…) Então ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo” (Mateus 16:16,20).

Novamente observamos no texto a ênfase de que “Filho de Deus” equivale a “Cristo”. Jesus mesmo pede que ninguém revele que ele é o Cristo, o ungido, o Messias prometido; mas não proíbe ninguém a declarar que ele é “Filho”.

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TERCEIRO: A doutrina da Trindade assegura que Jesus é Deus, igual ao Pai, em poder e autoridade, onisciência, onipresença e onipotência. Só que Jesus chegou a afirmar aos seus discípulos que não sabia o “dia do seu retorno a este mundo” para salvar os judeus e reinar com eles. Veja a declaração:

“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão. Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem”. (Mateus 24:35-37).

Ora, se Jesus fosse “Deus”, onisciente, igual ao Pai, como pode afirmar que não sabia do dia e hora da sua vinda? Doutra maneira, Jesus, sendo “Deus”, estaria “mentindo” aos seus discípulos, ao afirmar que não sabia o dia e hora de seu retorno? Na teologia assembleiana, alguns autores alegam que Jesus não mentiu nessa passagem, ao fazer tal declaração de que não sabia, mas que ele apenas se “omitiu”. Ora, se omitir é quase a mesma coisa que mentir.

Os exegetas se contorcem para explicar essa declaração de Jesus, e continuam afirmando que Ele é Deus.

Antes de retornar aos céus, Jesus deu as últimas instruções aos seus discípulos. Foi nessa ocasião que alguns deles indagaram a Jesus sobre os tempos em que se cumpririam todas as coisas. Olha o que Jesus respondeu:

“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade”. (Atos 1:6-7).

Segundo os exegetas assembleianos, Jesus aí teria se omitido também, e não quis dizer nada sobre a sua vinda, mesmo sabendo quando seria.

No entanto, Jesus não é mentiroso. Jesus não é “Deus” igual ao Pai. Por isso, foi sincero e disse que nem ele mesmo sabia. Ele foi bem claro ao afirmar que apenas o Pai é quem sabe a data do cumprimento de todas as coisas e a data de seu retorno.

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Sabemos que houve muita adulteração de palavras e acrescentamento de textos em alguns livros da Bíblia. Por isso, é preciso a gente ficar explicando certos erros de concordância e de tradução, para poder justificar os argumentos.

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Por exemplo, o Evangelho de Mateus foi o único livro do NT escrito em aramaico, pois o seu autor, Mateus, era judeu e falava aramaico. Alguns eruditos afirmam que os padres católicos traduziram o Livro de Mateus para a língua grega, mas acrescentaram palavras e adulteram alguns versículos, e deram fim na cópia original do livro. Por que os livros do AT foram conservados na própria língua original, hebraico e aramaico, e o livro de Mateus não?

Sem dúvida, no Evangelho de Mateus existem algumas adulterações feitas pelos primeiros tradutores. Outros tradutores tentaram corrigir alguns erros de tradução, mas mesmo assim ainda persistem alguns erros. Atualmente as editoras nem fazem questão de colocar observações nos rodapés das páginas da Bíblia para que ninguém possa levantar questionamentos. Vou citar três casos.

Na minha Bíblia de estudo, publicada pela JUERP-RJ, em 1989, diz na nota de introdução que é uma versão atualizada, de acordo com os manuscritos mais aceitos em hebraico e grego. Existem várias notas de rodapé em algumas páginas dos quatro Evangelhos, salientando que certas palavras ou trechos não se encontram nos manuscritos mais aceitos. E nos demais casos, os enxertos apócrifos nem foram incluídos. Os manuscritos mais aceitos são as versões mais antigas possíveis dos livros da Bíblia.

Primeiro, o trecho do capítulo 16 de Marcos, dos versículos 9 ao 20, não consta nos manuscritos mais aceitos. Isso significa que tal texto foi acrescentado posteriormente pelos tradutores.

Segundo, somente no Evangelho de Mateus aparece a ordem de Jesus para batizar “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mas, nenhum dos apóstolos obedeceu essa ordem, e nem ao menos aludiram a ela ou a invocaram. No livro de Atos dos Apóstolos não existe nenhum caso em que os apóstolos tenham batizado alguém invocando essa ordem de Jesus. Antes, Pedro apenas dizia que os novos convertidos fossem “batizados em nome de Jesus Cristo”, e não em nome da trindade. Acredita-se que os tradutores católicos teriam adulterado o versículo 19 de Mateus 28, para dar ênfase à doutrina da trindade, assim como fizeram na primeira epístola de João.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

“Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos 10:47-48).

A palavra “século”, no texto supracitado, também foi adulterada, pois, no original é “Era”.

O trecho correto seria escrito assim:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em meu nome, ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação da era (ou do tempo)”.

Terceiro, os tradutores católicos acrescentaram um versículo a mais na primeira epístola de João para que desse ênfase ou embasamento para a doutrina da trindade.

O trecho adulterado é assim:

6. Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.
7. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.
8. E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam num.

Observe que o argumento do versículo 7 nunca existiu, e foi acrescentado de propósito na Bíblia para dar respaldo à doutrina da trindade.

Tempos depois, outros eruditos descobriram nos manuscritos mais antigos, que este trecho do versículo 7 do capítulo 5 da primeira epístola de João nunca existiu.

Agora, veja o texto correto:

6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só pela água, mas pela água e pelo sangue.
7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam.

Note que nem a palavra “num” ou “um” aparece no final desta citação bíblica.

Porém, quase todas as versões das bíblias vendidas nas livrarias evangélicas atualmente vem com essas adulterações ou enxertos apócrifos nos livros sagrados, e os editores nem mesmo fazem questão de colocar observação no rodapé das páginas.

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No capítulo 5 do Evangelho de João, Jesus declara de forma indireta ser “Filho” de Deus-Pai, mas “filho” na condição de “enviado”, de “Messias” ou “Cristo”, e não filho biológico espiritual. Nesse contexto Jesus se considerava um “embaixador” de Deus, um representante legal de Deus-Pai na Terra. Mas ele nunca tentou demonstrar que era igual a Deus-Pai em poder e autoridade.

Jesus também declarou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

Quem entende bem de semântica e de sintaxe ou interpretação de textos, sabe que Jesus, nessa passagem, não está declarando ser igual ao Pai em essência ou substância divina, e poder, mas está simplesmente dizendo ser “um com o Pai” em sentido de propósito, de concordância, de intenção, de afinidade.

No mesmo Evangelho de João, Jesus prova que ele não é igual ao Pai, ocasião em que ele lava os pés dos seus discípulos.

“Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou” (João 13:26).

Se Jesus Cristo fez-se de servo, e se considerava um enviado de Deus, logo, ele não era igual ao Pai. Estava com Deus, mas não era igual a Deus. O contrário do que João afirmou no seu Evangelho (cap. 1).

Engraçado que, mesmo Jesus tendo dito que o Pai era maior do que ele, os apologistas tentam incutir a obscura doutrina da trindade.

“Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu” (João 14:28).

Paulo declara, em sua epístola aos Coríntios, que após a consumação do plano de Deus com relação à salvação dos pecadores e a aniquilação de Satanás, Jesus entregará o poder e a autoridade que recebeu temporariamente do Pai, para que viesse executar o plano de redenção da humanidade. Sendo assim, Deus-Pai será tudo em todos, e Jesus será lembrado eternamente como o grande Redentor da humanidade.

“Então virá o fim quando ele entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte. Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho [JESUS] se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (I Coríntios 15:24-28).

Essa declaração bombástica de Paulo põe por terra o Dogma da Santíssima Trindade.

Paulo afirmou que Jesus não teve por usurpação ser igual a Deus, mas se despiu da sua glória, se tornando servo. Isso significa que Jesus tinha posição de destaque no céu, mas ele não quis se exaltar, a tal ponto de se auto-proclamar como Deus. Lúcifer, que tinha as mesmas prerrogativas de Jesus, se exaltou e quis ser igual a Deus, por isso foi deposto de seu cargo.

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:5-7).

Outra versão diz assim:

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que sendo em forma de “Deus”, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”. (Fil. 2:5-7).

O que significa “usurpação”? Usurpar significa se apossar por fraude e forçosamente de um poder e uma glória que não lhe pertence.

Jesus mesmo declarou que nada fazia de si mesmo, mas o Espírito do Pai que estava nele é quem realiza as obras. Ora, como Jesus pode ser considerado Deus Poderoso igual ao Pai, se ele mesmo disse que não fazia nada por si mesmo? Jesus também era assistido pelos anjos, para que realizasse as obras.

“Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28).

“Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram” (Mateus 4:11).

“E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (João 1:51).

“Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:53).

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Os apologistas alegam que Jesus é Deus porque operava milagres. Ora, os profetas do Antigo Testamento também operaram milagres e até fizeram mortos ressuscitar e o mar se abrir, e nem por isso foram considerados “deuses”.

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Outro argumento forte que os trinitarianos usam para alegar que Jesus é Deus, é o ato de perdoar pecados, que, segundo eles, esta é uma prerrogativa inerente a Deus. Mas, como seus argumentos são parciais e desonestos, eles caem em contradição. Pois, no próprio Evangelho Jesus comissiona seus discípulos e lhes confere o poder de perdoar pecados. Se perdoar pecados fosse apenas prerrogativa de Deus, com que ordem Jesus autorizou seus discípulos, a não ser com a permissão de Deus?

“Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos” (João 20:21-23).

“Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu” (Mateus 18:18).

É óbvio que essa prerrogativa ou autoridade de perdoar pecados não é para qualquer crente. Ela é conferida a sacerdotes consagrados, e cheios do Espírito Santo. O Papa, por exemplo, usa dessa prerrogativa.

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No Evangelho de João e no Apocalipse Jesus chama a Deus-Pai de “meu Deus”. Se Jesus é Deus igual a Deus-Pai, como pode chamar Deus de “meu Deus”?

“Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20:17).

“Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus” (Apocalipse 3:2).

“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome” (Apoc. 3:12).

Os unitarianos – que não acreditam na trindade -, morrem afirmando que “Jesus” é o verdadeiro nome de Deus, e que esse nome é eterno. Porém, no texto supra-citado, o próprio Jesus declara que receberá um NOVO NOME.

Jesus será eternamente conhecido como o grande redentor e salvador da humanidade. Mas o seu nome atual, Jesus, que significa “Yavéh é salvador”, é um nome transitório.

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Certa vez li um artigo de um teólogo de araque, recém-formado, num site de uma conceituada denominação evangélica, o qual discorria sobre o episódio da morte de Estêvão, o primeiro mártir, que fora apedrejado até a morte pelos judeus tradicionalistas. Dei risadas da conclusão que ele teve ao se referir à suposta terceira pessoa da trindade nesse episódio. Pois, ele só percebeu dois entes divinos: Deus-Pai, sentado no trono, e Jesus, em pé, à sua destra. Segundo ele, o Espírito Santo não pode ser contemplado por Estêvão na visão, porque, “possivelmente (sic) ele estaria em uma missão aqui na Terra”. (Rsrsrs).

“Ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus. Então eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele e, lançando-o fora da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo” (Atos 7:54-58).

Esses teólogos tradicionais querem ensinar Trindade, mas nem eles tem noção do que seja trindade. Se o Espírito Santo é Deus, se é uma terceira pessoa, onisciente e onipresente, por que Estêvão não o contemplou? E por que o bobo do apologista ainda disse que ele estava ausente no céu, porque estava numa missão especial aqui na Terra? Cada absurdo!

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Uma prova de que Jesus não é igual a Deus-Pai, é a sua ordem para orarmos ou pedirmos alguma coisa sempre a Deus-Pai, e nunca diretamente a ele. A “Oração do Pai-Nosso”, de Mateus 6 e a sua oração sacerdotal do capítulo 17 de João também são provas de que Jesus não é igual ao Pai. Se Jesus também é “Deus”, Todo-Poderoso, como pode um Deus orar a outro Deus?

Jesus ensinou a Oração do Pai-Nosso, mas nunca sugeriu que devêssemos pedir em oração alguma coisa diretamente a ele. Sempre disse que devíamos orar e pedir algo de Deus em seu nome.

“Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino” (Lucas 11:2).

“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (João 15:16).

Na tradução do texto de João 14:14 faltou acrescentar a expressão “ao Pai”.

“Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei”.

A tradução correta seria assim:

“Se pedirdes alguma coisa ao Pai, em meu nome, eu a farei”.

Jesus mesmo é o agente executor das ordens de Deus.

Os apóstolos nunca oravam diretamente a Jesus, invocando o seu nome. Podemos ver no início das epístolas de Paulo sua saudação e oração inicial, invocando sempre a Deus primeiramente; só depois que fazia referência a Jesus.

“Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé” (Romanos 1:8).

“Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus” (I Cor. 1:4).

“Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém” (Gálatas 1:3-5).

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo” (Efésios 1:3).

Paulo nunca invocou diretamente o nome de Jesus como o fazem os crentes de hoje.

Atualmente, a maioria os crentes quando oram, já começam invocando o nome de Jesus.

“Senhor Jesus, estamos aqui, meu Deus, na tua presença,…; viemos te pedir, meu Pai, uma benção especial para o teu servo”.

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No capítulo 17 de João vemos outra prova de que Jesus não é igual a Deus-Pai. Veja o que ele falou:

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste. Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (João 17:3-5).

Jesus nem ao menos faz menção à suposta terceira pessoa da trindade nesta declaração. Ele se refere-se a apenas duas pessoas distintas: “que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo”.

Jesus estava com Deus antes que o mundo existisse, mas ele não era igual ao Pai, Todo-Poderoso. Paulo declarou que Jesus não quis, por usurpação, ser igual a Deus. Os anjos também já existiam antes dos mundos existirem. O querubim ungido, Lúcifer, também já existia antes da criação dos mundos físicos.

Vejam. Os crentes, que se dizem salvos, garantem que vão viver eternamente junto com Deus, habitar ao lado de Deus. Vão estar ao lado de Deus, mas não vão ser “deuses”. Só porque Jesus disse que estava com Deus antes que o mundo existisse não quer dizer que ele seja igual a Deus.

Em um reino qualquer deste mundo, existem pessoas mais achegadas ao Rei, que recebem funções administrativas, como de executor, de embaixador ou de regente interino. E é o que ocorria com Jesus antes de vir ao mundo. Ele exercia função máxima no reino de Deus, e Lúcifer também tinha as mesmas prerrogativas.

O arcanjo Miguel também é um ente divino poderoso, e grande General dos exércitos de Deus. Mas nem por isso ele se proclama Deus ou igual a Deus. Nós podemos até temê-lo como um “Deus” poderoso, porque nós em relação a ele, somos insignificantes.

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O problema com a doutrina da Trindade é o seguinte.

Por a religião judaica (ou dos hebreus), ser uma religião monoteísta, que adota ou adora apenas um Deus, os cristãos tiveram dificuldade em aceitar Jesus como um filho biológico de Deus, porque aí estariam incorrendo no pecado de politeísmo, que Deus havia ordenada na Lei, que não adorassem outros deuses.

Depois que a Igreja passou a fazer parte do Império Romano, o Papa e os padres católicos tiveram poder para impor uma lei ou dogma que obrigasse a todos obedecer. E foi isso o que fizeram, criando o Dogma da Santíssima Trindade, para combater as “heresias” do arianismo, que dizia que Jesus não era Deus, mas um semideus, um enviado de Deus, um profeta poderoso.

Ário foi um erudito famoso de Alexandria (280-336 AD), segundo o qual, Jesus Cristo era uma criatura de natureza intermediária entre a divindade e a humanidade.

Antes de aparecer o Dogma da Trindade, os padres católicos estavam sem saída, pois a Lei de Deus no AT proibia o politeísmo. Como, então, conciliar isso?

Foi aí que bolaram a doutrina da trindade de Deus, para explicar que Deus não é composto de três deuses distintos, mas de três pessoas distintas, formadas da mesma substância. Fizeram apenas trocar a palavra “deuses” por “pessoas”. E há séculos os teólogos tradicionais vêm empurrando essa doutrina falsa na mente dos cristãos.

Inventaram também a tal de “unidade composta”. Será que ao menos isso existe? Claro que não. O que existe é “substância composta” e substância simples. Existe também a solução homogênea e heterogênea com agregado de vários elementos.

Nem em Matemática nem em Física existe este conceito de “unidade composta”.

Em Matemática existe o número misto, formado por uma parte inteira e outra fracionária. Por exemplo, 2 1/2 é um número misto.

Uma hora os trinitarianos usam conceitos matemáticos para explicar a trindade; outras vezes, usam a química para descrevê-la.

Alguns trinitarianos alegam que, matematicamente, a trindade não é a união de três deuses, mas, união de três pessoas compondo uma unidade composta. E que a trindade não se define por 1+1+1 = 3, mas, 1x1x1 = 1. Ora, esse último argumento é fraco, pois em matemática, o fator 1 é considerado um elementro neutro, sem importância, pois ele não altera o produto. Considerando, então, os entes da trindade como fator 1, quem é e quem não o elemento neutro? Todos são elementos neutros. E o que isso explica? Nada. Quem determinou que a multiplicação é a operação matemática para justificar a trindade?

Se matematicamente não conseguem explicar a trindade, então, partem para a explicação química. A tal “unidade composta” é entendida erroneamente como “substância composta”, pois dizem que os entes que compõem a trindade são formados do mesmo elemento (essência), e por isso, são indivisíveis. Ora, se são do mesmo elemento, então já não podem ser substância composta, mas substância pura ou simples, formada por átomos do mesmo elemento químico.

Por exemplo, a substância química de nome Ozônio (O3), é considerada simples, pois é formada de 3 átomos do mesmo elemento, o oxigênio. Logo, percebe-se que não é uma “unidade composta”, mas, uma “substância simples”.

Com argumentos falsos, afirmam que a Trindade é uma unidade composta de três pessoas distintas. Engraçado que eles afirmam que são três pessoas distintas, mas que uma não vive sem a outra, ou que elas são indivisíveis. Mas, só que esses argumentos são apenas teorias, e são coisas inventadas, e jamais algum apóstolo de Cristo ou escritor bíblico se ocupou em explicar a trindade, porque, para eles, trindade nunca existiu, porque Deus é um só, absoluto.

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Os trinitarianos chegam até a recorrer à língua hebraica para tentar justificar a trindade como sendo uma “unidade composta” de três pessoas e não três deuses.

Eles pegam o texto de Deuteronômio 6:4 para justificar a trindade, alegando que o termo ECHAD, traduzido como “único”, indica uma “unidade composta”.

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor”.

Esses caras se metem a querer explicar vocábulos da língua hebraica, mas não sabem distinguir um numeral de um adjetivo.

Eles invocam até o relato do primeiro casal da Bíblia, onde Deus diz que eles seriam uma só carne. Afirmam que o termo empregado para “uma só” é echad, sendo, portanto, uma unidade composta.

“Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gen. 2:24).

O casamento pode até dar conotação de unidade, mas isso é apenas teórico. Pois, na realidade, mesmo sendo casado, o homem continua sendo uma pessoa distinta e separada fisicamente da mulher, e podem até se separar.

Segundo um professor de hebraico, a palavra ECHAD em hebraico significa apenas “um”, numeral 1.

Já a palavra YACHID significa “único”, isto é, um adjetivo.

Só que não adianta tapar o sol com a peneira, pois existem outras passagem bíblicas em que o termo echad é usado para indicar apenas uma unidade absoluta, uma pessoa, e não um grupo de pessoas.

“Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só [echad] testemunha não morrerá” (Deut. 17:6).

“Há um [echad] que é só, não tendo parente; não tem filho nem irmão e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas” (Ecles. 4:8).

Nos versículos, supracitados, as expressões “um” e “uma só”, no original, é echad. E significa nada mais que numeral 1. E entendemos perfeitamente que aí o significado do termo não é uma unidade composta, mas simplesmete um, numero 1, quantidade 1.

Quanto ao adjetivo yachid, traduzido como “único” ou absoluto, podemos ver em Gênesis 22:2.

“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único [yachid] filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi”.

Então, não existe esse troço de “unidade composta”. Isso é invenção de teólogos para tentar justificar uma doutrina falsa.

Quanto ao texto de Deut. 6:4, é certo que o termo empregado é ACHAD (um = 1) e não YACHID (único).  Mas isso não ajuda em nada entender a tal trindade. Antes, mostra que Deus é mesmo “um só”, que também pode ser entendido como “único”, ou absoluto. Veja a tradução normal:

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é UM SÓ Senhor”.

Os unicistas, que são contra a trindade, afirmam que neste texto não cabe o termo ECHAD, pois não há concordância com o restante da frase; antes, dizem eles, o termo correto é YACHID. Logo, para eles, a tradução correta é “único Senhor”. Pois, para eles a frase com o termo ECHAD ficaria assim:

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é um Senhor”. (errado).

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. (correto).

A trindade não pode ser explicada, porque simplesmente é uma teoria falsa, e o que é falso não se pode explicar. A Igreja Católica a estabeleceu como Dogma, e obrigou os cristãos a aceitá-la.

E nem adianta argumentar com negócio de dizer que a palavra Elohim, em Gênesis, deve ser traduzida por “Deus”, pois, o seu significado mesmo é “deuses”.

Moisés, ao escrever os primeiros capítulos de Gênesis usou duas fontes de informação: uma suméria e outra hebraica (ou egípcia). A primeira parte do capítulo 1 de Gênesis é chamada de narração eloísta, e a segunda, de javista.

Os sumérios e babilônios achavam que os deuses (elohim) haviam criado os mundos. Os hebreus, adoradores de Yavéh ou Javé, ensinavam que Deus (Adonai) havia criado os mundos.

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Vou mostrar mais uma prova irrefutável de que a Trindade não existe.

Certa vez, Jesus dissertando para os seus discípulos, advertiu-os sobre o pecado imperdoável. E nesse episódio, referiu-se apenas a ele mesmo e ao Espírito Santo como entes divinos a quem somos passivos de ofender ou pecar.

“Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro” (Mateus 12:32).

Por que Jesus não incluiu a ofensa contra Deus-Pai, Todo-Poderoso, nessa afirmação?

Ora, se Jesus é Deus e o Espírito Santo é Deus, por que a ofensa para um é passiva de perdão e para outro, a ofensa não será perdoada?

Na verdade, o Espírito Santo ao qual Jesus se refere nessa passagem, não é uma suposta terceira pessoa da trindade, mas trata-se do mesmo Espírito de Deus-Pai. Jesus mesmo declarou que Deus é Espírito.

“Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).

No Antigo Testamento, o pecado que não tinha perdão era o ato de blasfemar contra Yavéh ou tomar o seu nome em vão.

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20:7).

“Não jurareis falso pelo meu nome, assim profanando o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor” (Lev. 19:12).

Logo, conclui-se que Espírito Santo é o mesmo Espírito de Deus-Pai, porque Deus é Espírito. E quem ofende o Espírito Santo, está ofendendo o próprio Deus-Pai. E nessa questão, Jesus mesmo se declarou inferior ao Pai, pois, da sua parte, perdoaria as ofensas dirigidas a ele.

Ainda não se convenceu? Vou mais além.

Em Gênesis 1:1-2 nos diz que o “Espírito de Deus” pairava sobre a face das águas. Ora, esse Espírito não se trata de uma suposta terceira pessoa da trindade, mas trata-se tão somente da manifestação do próprio Deus-Pai em Espírito, porque ele é Espírito. Logo, era a glória do próprio Deus Criador que pairava, isto é, que passeava sobre a face das águas.

“No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”.

Quanto ao “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”, de Gênesis 1:26, posso garantir que Deus-Pai, Todo-Poderoso, não possui imagem ou semelhança, porque ele é Espírito.

Quem criou os mundos físicos e as criaturas viventes foi o Filho, Jesus Cristo, o princípio da criação de Deus, auxiliado pelos anjos. Por ele foram criadas todas as coisas, inclusive os seres humanos.

Na verdade, Jesus já possuía uma imagem física semelhante à dos anjos. Portanto, a ordenação “façamos”, de Gênesis 1:26, refere-se a Jesus e ao grupo de anjos que o auxiliavam na criação do mundo e dos seres viventes.

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Portanto, Jesus não é um “Deus” igual a Deus-Pai, Todo-Poderoso. Ele se tornou “Deus” por designação de Deus-Pai, pois Paulo confirma que, após a consumação de tudo, Jesus entregará o poder e autoridade que recebeu do Pai para que exercesse ofício de divindade aqui na Terra, a fim de cumprir o plano de redenção da humanidade.

Jesus é um ser divino (porque veio do céu, e todo ser que vem do céu é considerado divino), e Ele é um ser criado, mas é superior ao Lúcifer, ao arcanjo Miguel e demais anjos poderosos. Ele é o princípio da criação de Deus. Não podemos determinar quando Jesus surgiu, mas sabemos que ele já existia junto com Deus desde o príncípio do mundo. Jesus não existia com Deus desde a eternidade, porque a eternidade não teve início. Dizer que Jesus já existia com Deus desde a eternidade, é forçação de barra. Dizer que Jesus é “pai da eternidade”, é pura heresia. As traduções forçadas de certos vocábulos da língua hebraica foi o que gerou todas essas polêmicas e conceitos errôneos sobre a divindade.

Se aparecesse um anjo poderoso agora diante de você, com vestes resplandecentes, você talvez se prostraria diante dele e o temeria ou até o adoraria, pois ele é um ser divino, um semi-deus. O próprio apóstolo João, no Apocalipse, quis adorar o anjo que revelava a ele as visões. Mas o anjo o advertiu para que não o adorasse.

Jesus veio a este mundo para poder assumir o papel que Lúcifer exercia. Ele teve que provar ao Pai que era capaz de morrer pela humanidade e cuidar bem da humanidade. Jesus intercedeu diante do Pai para que não fosse necessário ele morrer numa cruz para provar seu amor pela humanidade. Por isso, disse: “Pai, se possível, passa de mim esse cálice”. Jesus havia implorado para Deus-Pai não fizesse ele passar por tamanha humilhação. Mas não teve jeito. Ele tinha que provar que amava a humanidade.

Quando Jesus morreu e ressuscitou, ele exclamou:

“Foi me dado todo o poder (autoridade) no céu e na Terra” (Mateus 28:18).

Foi só aí que Jesus tomou o poder e autoridade que antes Deus havia confiado a Lúcifer.

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua” (Lucas 4:5-7).

Neste episódio, Jesus não desmentiu as declarações de Satanás, mas apenas o repreendeu, por estar tentando a Deus e querendo ser adorado como Deus.

Quem detinha o poder da morte era o Diabo. Era ele quem mandava no Inferno e nas almas dos mortos no Hades.

“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo” (Hebreus 2:14).

Mas Jesus desceu até às partes mais baixas da Terra (Hades) e levou cativo o cativeiro.

“Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas” (Efésios 4:8-10).

Por isso Jesus declarou em Apocalipse 1:18.

“Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno”.

Quem manda agora no Hades é Jesus. Satanás não mais oprime as almas dos mortos. Jesus e seus anjos agora cuidam dos mortos. Porém, os mortos passivos de perdão, que cometeram pecados veniais, e os que aguardavam a ressurreição no seio de Abraão (parte do Hades chamada de “paraíso), foram transportados para outro local, numa região celestial distante, onde Satanás e seus anjos não tem acesso. Somente os pecadores que cometeram pecados imperdoáveis e os anjos líderes que pecaram, estão presos no fundo do Hades, no local chamado de poço do abismo, ou thártarus. Acho que o antigo Hades ainda funciona como QG, quartel-general de Satanás e seus anjos. Por isso que muitos crentes tem revelação sobre o inferno, e lá contemplam pecadores sofrendo, porque sabem que não terão perdão nem salvação, e muitas vezes contemplam o Diabo por lá.

Deus-Pai deu autoridade a Jesus para ser temido e adorado, mas não acima dele. Lúcifer também tinha essa prerrogativa de ser adorado, mas ele sempre se colocava acima de Deus-Pai, por isso perdeu o posto para Jesus.

Lúcifer quis se tornar um “Deus” por usurpação, mas Deus o destituiu do posto que ocupava.

“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13-14).

“Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade. Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas” (Ezequiel 28:14-16).

A Bíblia diz que Jesus já existia desde o princípio ao lado do Pai. Mas esse “princípio” é o princípio dos mundos criados, e não princípio da eternidade, porque a eternidade nunca teve princípio.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8:58).

“Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós” (I Ped. 1:20).

Sim, Jesus existia antes de Abraão, mas não existiu sempre. Ele teve um princípio de existência, (como já foi demonstrado aqui), sendo ele, o princípio da criação de Deus.

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Para concluir, quero ainda falar sobre a tal Ordem Sacerdotal de Melquisedeque.

Alguns teólogos acreditam que Melquisedeque teria sido uma aparição de Jesus, o Messias, antes de seu nascimento.

É um pouco estranho o nome de Melquisedeque ser de origem hebraica, pois, o relato bíblico afirma que ele era rei de uma cidada cananéia, de nome Salém.

Melquisedeque significa “Rei de Justiça”; Salém, significa “Paz” ou cidade de paz. Salém seria a antiga forma do atual termo Shalom, que significa “paz”. Do nome Salém pode ter derivado o nome Jerusalém.

No Antigo Testamento existem apenas duas citações do lendário personagem Melquisedeque.

E no Novo Testamento, temos referência sobre esse personagem apenas na epístola aos Hebreus.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:18-20).

“Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4).

“Como também em outro lugar diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:6).

“Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Heb. 6:20).

“De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?” (Heb. 7:11).

Existe um livro apócrifo chamado Livro de Melquisedeque (supostamente escrito por Abraão), que conta a história desse tal Melquisedeque, príncipe de Salém, uma cidade dos cananeus. Melquisedeque era príncipe e sacerdote, filho único de um rei de nome Adonias.

Note que o nome Adonias faz-nos lembrar do nome Adonai, outro nome do Deus Yavéh dos hebreus.

Mas será que havia um reino de paz, e um sacerdote de Deus no meio daquele povo ímpio?

Quem sabe contar direitinho essa história sobre esse estranho príncipe-sacerdote cananeu, são os iniciados de alto grau da Maçonaria e de outras escolas de mistérios.

Da minha parte, vou tentar mostrar por que Jesus é considerado sumo-sacerdote dessa desconhecida Ordem Sacerdotal de Melquisedeque.

Sabemos que Deus estabeleceu a Ordem Sacerdotal de Levi, filho de Arão, irmão de Moisés (Êxodo 28). E jamais existiu outra ordem sacerdotal durante a história dos hebreus até o surgimento de Jesus e depois. A Ordem Sacerdotal Levítica também é conhecida como Ordem de Arão ou Sacerdócio Arônico.

Lembremo-nos que Deus escolheu e determinou que a descendência de Levi exercesse a função sacerdotal, o sacerdócio do tabernáculo, e depois, do grande Templo. Arão foi o primeiro sumo-sacerdote. E isso durou até nos dias do exílio, e depois. Um dos sumo-sacerdotes do tempo do exílio babilônico dos hebreus foi Josadaque.

Os descendentes de Levi não podiam exercer a função de Rei de Israel nem Rei de Judá.

Em Ezequiel, a ordem sacerdotal do sacerdote Zadoque é a mesma de Arão.

Deus proibiu que os descendentes das outras tribos de Israel exercessem função sacerdotal.

Era vedado ao Rei exercer função sacerdotal. Os reis de Israel não exerceram função sacerdotal. Mas, sabemos que toda regra tem suas exceções.

Segundo as profecias, o Messias exerceria a função de Rei e Sacerdote. Por isso se diz que ele seria da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, pois este era príncipe e sacerdote do Deus Altíssimo.

Durante sua trajetória de vida aqui na Terra, Jesus não exerceu nenhuma função sacerdotal. Porém, segundo o Salmos 110:4, o Rei-Messias também exercerá a função de sacerdote.

Tem outro entrave em relação a Jesus exercer a função de sacerdote.

A Bíblia diz que Jesus era da descendência de Davi, e Davi era descendente da Tribo de Judá, que não podia exercer função sacerdotal. Portanto, Jesus não podia exercer função sacerdotal pela ordem levítica. Então, como justificar que ele cumpriu os ritos da Lei através de sua morte?

Por essa razão é que o autor da Carta aos Hebreus teve que se apoiar nos ritos da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque para poder justificar a morte de Cristo como o Messias que havia de vir.

E se Jesus é Deus, e é Rei ou Príncipe-Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, quando ele  exerceu ou quando exercerá essa função?

O autor da carta aos Hebreus tentou explicar esse emaranhado teológico. Mas explicou de forma mística. Ou seja, ele diz que Cristo, após sua morte sacrifical, passou a exercer a função de Sumo-Sacerdote e fez a administração simbólica no Santuário Celestial. Para mim, essa explicação mística não faz muito sentido. Primeiramente, porque as administrações do santuário do Antigo Pacto eram sombras ou figuras das coisas celestiais. E lá não vemos nenhuma vez algum sacerdote ou sumo-sacerdote sacrificando-se a si mesmo sobre o altar, como oferta pelo pecado do povo. E o autor aos hebreus nos faz crer que Jesus, como sumo-sacerdote da Ordem de Melquisedeque, se ofereceu a si mesmo, ao morrer na cruz, pelos pecados da humanidade, tendo se apresentado depois no Santuário Celestial. E tem outro problema. A cruz não pode ser considerada um “santuário”, de forma que o sacrifício de Jesus tivesse validade num ritual macabro desse tipo.

“Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem. Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que esse sumo sacerdote também tivesse alguma coisa que oferecer” (Heb.8:1-3).

O que Jesus tinha para oferecer neste Santuário Celestial? A sua própria vida?

Se o Melquisedeque era figura de Jesus Cristo, será que esse Melquisedeque se imolou a si mesmo sobre algum altar de um santuário qualquer, em sacrifício pelos pecados dos cananeus?

Olha, não me recordo se no livro apócrifo de Melquisedeque, ele próprio tenha se sacrificado pelos pecados do povo.

Se Jesus é sacerdote para sempre, será que ele continuará exercendo ETERNAMENTE essa função de ministrador do Santuário Celestial, para expiação dos pecados das criaturas decaídas deste vasto Universo?

Na lei sacrifical do Antigo Pacto, o sumo-sacerdote não se oferecia a si mesmo sobre o altar; mas oferecia um cordeiro ou cabrito sem mancha sobre o altar “dentro do Santuário”. Para os pecados graves do povo, eram oferecidos um novilho ou um bode, e este ritual era feito sobre o altar “fora do Santuário”.

De acordo com a Ordem de Levi, se Jesus era o Cordeiro de Deus, ele teria que ter se oferecido como sacrifício sobre o altar, dentro do Santuário. Porém, o autor aos Hebreus nos diz que ele padeceu “fora da porta”, isto é, fora do Santuário. Sendo assim, Jesus não padeceu como cordeiro, mas como novilho ou bode.

“Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta” (Heb. 13:12).

Portanto, Jesus não cumpriu integralmente os ritos da Ordem Sacerdotal de Levi, mas cumpriu os ritos da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, pois, talvez nessa ordem de Melquisedeque o próprio sacerdote se oferecia em sacrifício pelos pecados do povo. Talvez. Não tenho certeza.

Quanto ao meu entendimento, acho que o autor aos Hebreus cometeu alguns equívocos.

Acho muito confusas algumas explicações do autor da Carta aos Hebreus, pois ele apresenta uma conotação mística e esotérica do sacrifício de Jesus. Se os rituais da Antiga Aliança foram cumpridos em Jesus, como Cordeiro de Deus ele teria que ter se oferecido sobre o altar dentro do Santuário, e não fora. E Cristo padeceu fora, mas não foi sobre um altar, mas sobre uma terrível cruz. E tem mais outro detalhe. Como Cristo poderia se oferecer em sacrifício, se nem função de sacerdote ele exerceu durante seus três anos e meio de ministério?

Porém, segundo o autor aos Hebreus, Jesus se ofereceu, sim, em sacrifício, mas foi no “Santuário Celestial”.

“Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação), e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?” (Heb. 9:11-14).

Isto que é uma explicação mística e esotérica!

Então, isso só pode significar duas coisas: Que Jesus morreu duas vezes. Morreu uma vez aqui na Terra, sobre a cruz, exercendo a função de bode ou novilho expiatório; e morreu outra vez, no Santuário Celestial, como cordeiro imaculado.

Como o salmista diz que Jesus, o Messias, é um sacerdote eterno, segundo a Ordem de Melquisedeque, então ele continua até hoje ministrando no Santuário Celestial, pois sua função é para sempre.

No entanto, acho que Jesus ainda não exerceu a principal função de Sumo-sacerdote da Ordem de Melquisedeque. Mas ele ainda vai exercer durante o Reino Milenar, pois nesse reino ele será Rei e Sacerdote, segundo as profecias de Ezequiel.

Jesus é Sumo-sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque por ele exercer as funções de SACERDOTE E REI ao mesmo tempo. E não por ele ter se sacrificado a si mesmo.

De acordo com as profecias de Ezequiel (cap. 40-48) – sobre o reino do Príncipe ou Messias de Israel -, a ministração sacerdotal do Novo Templo será a cargo dos levitas descendentes do sacerdote Zadoque. Mas o “Príncipe” (ou Rei, governante) também terá parte na ministração dos rituais de sacrifícios. Esse sacerdote Zadoque era da Ordem Sacerdotal de Levi.

“Mas a câmara que olha para o norte é para os sacerdotes que têm a guarda do altar, a saber, os filhos de Zadoque, os quais dentre os filhos de Levi se chegam ao Senhor para o servirem” (Ezequiel 40:46).

“Aos sacerdotes levitas que são da linhagem de Zadoque, os quais se chegam a mim para me servirem, diz o Senhor Deus, darás um bezerro para oferta pelo pecado” (Ezeq. 43:19).

“Sim, será para os sacerdotes consagrados dentre os filhos de Zadoque, que guardaram a minha ordenança, e não se desviaram quando os filhos de Israel se extraviaram, como se extraviaram os outros levitas” (Ezequiel 48:11).

Ezequiel nos diz que esse “Príncipe” também exercerá a função sacerdotal, pois, diz que ele fará sacrifícios por ele mesmo e pelo povo.

“No primeiro mês, no dia catorze de mês, tereis a páscoa, uma festa de sete dias; pão ázimo se comerá. E no mesmo dia o príncipe proverá, por si e por todo o povo da terra, um novilho como oferta pelo pecado” (Ezequiel 45:21-22).

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel” (Ezeq. 45:17).

Teologicamente e escatologicamente falando, este “Príncipe” de Ezequiel trata-se do mesmo Jesus que virá estabelecer o reino de Deus aqui na Terra durante mil anos. Nesse tempo, o terceiro Templo será reconstruído e todas as administrações do santuário serão novamente estabelecidas.

Ainda no livro de Ezequiel diz-nos que “Davi” será o grande regente do Reino Milenar. Mas, de acordo com o ensino teológico tradicional, não existe doutrina da reencarnação. Portanto, esse “Davi” que irá legislar no futuro reino glorioso de Israel não será o antigo rei Davi, mas, será outro personagem.

Sabemos que Jesus era chamado de “Filho de Davi”. Portanto, podemos assegurar que esse “Príncipe” de Ezequiel será o mesmo Senhor Jesus Cristo, descendente de Davi.

O problema é que esse “Príncipe” de Ezequiel terá família, e terá uma parte territorial separada para ele e seus descendentes. Sendo assim, os teólogos tradicionais não admitem que esse “Príncipe” seja Jesus, mas, sim, um personagem importante, da mesma descendência de Davi.

Só que Deus afirma que o “meu servo Davi será Príncipe” no meio do povo. E quem foi chamado de filho de Davi foi Jesus Cristo.

“E suscitarei sobre elas um só pastor para apascentá-las, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse” (Ezequiel 34:23-24).

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão. (…) e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ezeq. 37:24-25).

Observe este detalhe: “E Davi, meu servo, será seu Príncipe eternamente”.

Como um ser humano normal poderá servir como príncipe ou rei eternamente? Logo, concluímos que se trata da pessoa de Jesus Cristo, o Messias, o Príncipe de Israel.

Quanto a isso, o Apocalipse não deixa dúvidas de que o grande regente, durante o Reino Milenar, será Jesus Cristo (Cordeiro) e os 144 mil. Portanto, é mais difícil não acreditar que Jesus será esse Príncipe de Ezequiel.

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai. (…) Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apoc. 14:1,4).

A expressão “estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá”, indica que eles exercerão função de administração durante o Reino Milenar. Estes são os salvos escolhidos da Terra para se assentar ao lado de Cristo e julgar (governar) as nações. O problema é que os teólogos tradicionais não admitem isso que acabei de afirmar, pois esse grupo de 144 mil é composto apenas de judeus. Aí eles batem o pé, dizendo que esse é um grupinho qualquer de judeus salvos que “irão morrer como mártires durante a Grande Tribulação”. Puro besteirol teológico.

O Apocalipse tem uma linguagem muito mística e esotérica, e por isso, leva os cristãos a imaginarem coisas fantasiosas. Na verdade, muitos eventos do Apocalipse são acontecimentos simples e naturais, mas os personagens fantásticos e os simbolismos místicos empregados nas narrativas levam os crentes a imaginar fantasias.

***

Se este sumo-sacerdote Melquisedeque nunca existiu, e é apenas um personagem lendário da terra dos cananeus, então a citação dele na Bíblia seria para indicar uma referência à função sacerdotal que Jesus teria exercido antes de ter vindo ao mundo. Parece muito improvável isso que digo. Mas pode ter sido isso mesmo.

Apesar do autor da Carta aos Hebreus ter alegado que Jesus não se ofereceu em sacrifícios várias vezes, desde a fundação do mundo, mas uma passagem da Bíblia sugere que Jesus (Cordeiro de Deus) foi morto desde o começo do mundo.

“Doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Heb. 9:26).

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro, que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8).

Vemos, claramente, que o texto afirma que o Cordeiro foi “morto desde a fundação do mundo”.

Se a interpretação do autor aos Hebreus está correta, então, essa referência de Apoc. 13:8 está errada ou foi mal traduzida. Se estiver mal traduzida, o correto é assim:

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos, desde a fundação do mundo, no livro do Cordeiro que foi morto” (Apoc. 13:8).

Ora, se os cordeiros, oferecidos em sacrifícios desde o começo do mundo, são figuras do Cristo que havia de se oferecer, isto esclarece a declaração de Apoc. 13:8.

A referência de Apocalipse 17:8 está bem traduzida, quando cita o termo “desde a fundação do mundo”. Veja:

“E os que habitam sobre a terra, e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, se admirarão”.

Jesus, sendo o princípio da criação de Deus, pode ter exercido não só a função de criador dos mundos e das criaturas, mas também de regente e redentor das muitas criaturas que ele mesmo criou neste vasto Universo. Talvez Jesus não seja conhecido como redentor apenas dos terráqueos, mas de outras criaturas inteligentes que habitam em outros mundos. Somente um personagem com as qualificações de Jesus pode exercer, ao mesmo tempo, as funções de criador, regente e redentor ou salvador. Termino aqui.

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Falou e disse Miquels7.

Manaus, 17/11/2013.

17/11/2013 Posted by | DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , , , | 1 Comentário

CRÍTICA SOBRE O QUE OS EVANGÉLICOS PENSAM, ASPIRAM E DEFENDEM

O REINO MESSIÂNICO NA TERRA SERÁ DITATORIAL

Aos evangélicos e cristãos que são contra o Comunismo ou Socialismo, mas são ávidos defensores da Democracia, tenho a dizer que a Bíblia prega o contrário do que vocês defendem.

Vocês, evangélicos, defendem muito a Democracia, e são contra o Comunismo, mas não sabem discernir o que a Bíblia fala a respeito do reino do Messias aqui na Terra.

Então, por que vocês não são contra o Reino Milenar do Messias, que será uma ditadura durante mil anos?

As seguintes referências bíblicas mostram que o reino do Messias será uma baita ditadura durante mil anos: Apocalipse 2:26-27; 12:5; 19:15.

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai” (Apoc. 2:26-27).

“Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso” (Apoc. 19:15).

A expressão “Reger as nações com vara de ferro”, significa que o governo será ditatorial, sem democracia, com exigência de total submissão dos povos ao ditames do Rei de Israel, o Messias. Quem não acatar, e for se rebelar, será sumariamente destruído.

Em Zacarias cap. 14 está escancarado que o reino do Messias será ditatorial, pois não aceitará nenhum descontentamento, nenhuma revolta.

“Esta será a praga com que o Senhor ferirá todos os povos que guerrearam contra Jerusalém: apodrecer-se-á a sua carne, estando eles de pé, e se lhes apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e a língua se lhes apodrecerá na boca” (Zac. 14:12).

Essa profecia é tão terrível, porque revela até possível uso de armas químicas, como a bomba atômica, para destruir os inimigos de Israel. A parte do texto que diz “apodrecer-se-á a sua carne, estando eles de pé”, está sugerindo destruição por armas químicas. Será que o Messias será tão complacente com os revoltosos, a ponto de destrui-los sumariamente com armas químicas???

Imagina quantos inocentes morrerão com mortes terríveis, pois não serão as criancinhas que se revoltarão contra os ditames do reino do Messias, mas seus pais. E quase ninguém será poupado.

O conceito ou senso de justiça que os evangélicos tem hoje, não é o mesmo senso de justiça que será adotado pelo Rei Messias. Então, não adianta tomar a Bíblia como modelo de justiça.

“Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos. E se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos exércitos, não cairá sobre ela a chuva. E, se a família do Egito não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá a praga com que o Senhor ferirá as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos. Esse será o castigo do Egito, e o castigo de todas as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos” (Zac. 14:16-19).

No reino do Messias não haverá democracia e o sol e a chuva não será para todos, como é hoje. E os revoltosos padecerão com terríveis pragas.

Esses revoltosos que restarem serão obrigados a adorar o Rei Messias. E isso acontecerá durante mil anos. Muitas ditaduras na Terra não chegam a durar 100 anos.

Esta será a bela Democracia do reino do Messias durante mil anos? Será que os crentes pensam que poderão fazer no reino do Messias o mesmo que eles fazem hoje na democracia aqui na Terra???

Possivelmente, no reino milenar do Rei Messias de Israel e dos cristãos haverá mais mortes do que em todos os reinos comunistas que já houveram aqui na Terra, como Rússia, China, Coréia do Norte e Irã. O reino do Messias abrangerá toda a Terra, todos os países do mundo, durante 1.000 anos. E o texto fala que TODOS OS QUE RESTAREM DE TODAS AS NAÇÕES DA TERRA serão obrigados a adorar o Rei Messias. Significa que os demais serão dizimados.

Se no reino milenar do Messias já será assim, sem Democracia, com completa submissão de todos os povos ao Rei Messias e os judeus, imagina como não será no Céu?!

Quero saber onde os sabichões vão achar argumento para justificar que o reino milenar do Messias não será ditatorial.

O reino do Messias pode até ser próspero, sem males e doenças, mas que será um reino ditatorial, isso não tem dúvida. O Messias será justo, e no seu reino não haverá corrupção. Porém, não será nada complacente com a liberdade das pessoas, e subjugará a todos, indistintamente.

Por essas e outras revelações da Bíblia, sou a favor do Comunismo ou Socialismo.

Democracia é coisa do Diabo, que surgiu de uma das sete cabeças da Besta, ou do Dragão, Lúcifer, que foi o reino da Grécia, e que a Segunda Besta, os EUA juntamente com o chifre menor, a Grã-Bretanha, espalha por todos os países do mundo.

Engana-se quem pensa que é o Governo da Besta (ou do tal Anti-Cristo) que será ditatorial em toda a Terra. Embora no capítulo 13 de Apocalipse indique que o Governo da Besta será ditatorial, mas na verdade, está claro que será a Democracia, o capitalismo e o humanismo que levará a grande maioria dos povos da Terra a abandonar a crença em Deus e seguir o seu próprio caminho. É algo tão sutil isso que está acontecendo, que as pessoas nem desconfiam. A Marca da Besta é o dinheiro, e todos estão sendo dependentes do sistema bancário em todo o mundo, e dependentes da internet. No reino da Besta (Anti-cristo) serão mortos os religiosos, e as religiões serão suprimidas até serem extintas. A adoração se constituirá na exaltação ao humanismo e a democracia, que é a forma de Governo Humano ou Governo da Besta. Só que o Dragão deu o seu poder a Besta. Portanto, humanismo, democracia e adoração ao Dragão, são a mesma coisa. Tudo é voltado para o capeta. A Serpente fez acordo com os líderes humanos. E eles morrerão abraçados, juntamente com todos os que os seguirem.

Atualmente as pessoas [até mesmo os crentes] que estão melhorando de vida, e que estão adquirindo mais conhecimento, vão aos poucos abandonando a crença em Deus, achando a Bíblia um livro ultrapassado, sem valor. Estão dando mais valor ao humanismo, e relegando os preceitos bíblicos a segundo plano. Na Europa e nos EUA, as pessoas de padrão de vida mais elevado e que tem mais estudos, geralmente se tornam ateus, pois acham que não precisam mais de Deus para suprir suas necessidades e resolver os seus problemas.

O Governo Messiânico, sim, é que será ditatorial. E serão mortos não somente aqueles que forem lutar contra o governo do Messias, mas também até aqueles que se recusarem a visitar o Rei pelo menos uma vez por ano e depositar riquezas aos pés dos judeus. Se se recusarem a obedecer a ordem do Rei, serão atingidos por terríveis pragas, além de não receberem chuva para as suas plantações. Serão cobrados altos impostos de todos os países da Terra durante o reino milenar. E o Messias não estará nem aí pra esse negócio de humanismo, direitos humanos e democracia. No reino do Messias serão mortos todos aqueles que se recusarem a adorar o Deus do Céu e seu Messias.

E agora, o que os evangélicos tem a dizer sobre o seu Messias?

Será que o Messias que eles esperam não é este mesmo prometido na Bíblia?

O Messias dos evangélicos e cristãos de hoje é complacente com a teologia da prosperidade, tolera as diferenças e gostos das pessoas, aceita a democracia, acata os direitos humanos e preza o humanismo; é a favor da causa dos homossexuais e das prostitutas; não tolera o comunismo e regimes ditatoriais. É nisso que vocês acreditam???

Admira-me muito desses pastores de araque defender a democracia e os direitos humanos, mas não dizer nada contra o reino messiânico ditatorial que se instalará aqui na Terra durante mil anos.

Os crentes gostam de ler aquelas passagem do Apocalipse onde Jesus promete aos salvos vencedores julgar (governar) as nações ao seu lado durante o reino milenar.

Bando de hipócritas!!!!

Hoje esses crentes hipócritas, que acham que serão salvos e que vão reinar com Cristo, defendem a democracia, falam mal dos comunistas que não respeitam os direitos humanos. Mas quando estiverem no reino, governando as nações ao lado de Cristo com vara de ferro, aí eles não estarão nem aí para democracia e direitos humanos. Hipócritas!

No texto bíblico está claro que no reino milenar do Messias haverá milhões de mortos por se recusarem a acatar os ditames vindo de Israel. Os árabes, os muçulmanos, os chineses, os ateus, os homossexuais, e todos os que se revoltarem contra Israel e seu Messias serão dizimados, sem nenhuma complacência. E advinha quem estará sendo conivente com tudo isso??? Os vencedores, os crentes que serão salvos e se assentarão ao lado do Messias para massacrar as nações.

E o crente não pode se esquivar agora, dizendo que no reino do Messias será outra realidade, e que os humanos de lá não terão valor como os de hoje tem.  Ou que os governantes do reino milenar serão insensíveis, e não terão sentimento nem respeito pelas pessoas que não quiserem adorar o Messias e acatar as suas ordens. Só posso garantir que a morte de um ser humano de forma cruel durante o reino milenar do Messias, por não acatar as ordens, terá o mesmo efeito de uma morte cruel realizada em nossos dias.

Tão quanto os regimes comunistas, a Igreja, em nome de Deus e da religião, dizimou milhares de seres humanos sem complacência, na fogueira, na forca, na guilhotina. Será que no reino milenar os salvos que estarão governando o mundo ao lado de Cristo vão aceitar o massacre das nações? Será que terão os mesmos sentimentos de repulsa e pavor pela violação dos direitos humanos, ou vão ficar insensíveis ao direito de liberdade das pessoas?

Se acham que ficarão inertes, apenas acatando a ordem do Messias, então esses crentes [QUE ACHAM QUE SERÃO SALVOS] que hoje defendem a democracia, a liberdade, os direitos humanos, e são contra os regimes ditatoriais, NÃO PASSAM DE UM BANDO DE HIPÓCRITAS! Pois tudo o que eles são contra, hoje, no reino do Messias eles praticarão, ou no mínimo, serão coniventes.

Ou então, deixe de hipocrisia, e admita que o reino do Messias será ditatorial. E pare de falar mal do comunismo e dos partidos de esquerda.

Update (Acréscimo)

Se você pesquisar na internet artigos e comentários sobre o Reino Milenar do Messias (ou Reino Milenial), verá que só falam do lado bom do reino, do período de paz e prosperidade na Terra. E não falam nada a respeito do outro lado do governo de Cristo, que será ditatorial, que não haverá democracia, e que regiões de vários países serão devastadas com a seca e as pragas. Durante o Reino Milenar não será toda a Terra um paraíso; apenas a região de Israel e adjacência será como um paraíso, e ao redor da cidade de Jerusalém será construída uma grande muralha, para que os cães não possam entrar. “Cães” refere-se aos cananeus, muçulmanos e demais gentios. As autoridades de todos os países da Terra terão que prestar culto obrigatório ao Deus de Israel e ao Messias pelo menos uma vez por ano, e depositar tributos aos pés dos judeus. E quem se recusar, sofrerá severas punições, incluindo-se até privação da própria subsistência dos habitantes desses países. Na cidade não entrará nada que contamine, e nas 12 portas haverá guarnições dia e noite. Quem estiver fora da cidade e também os moradores dos demais países poderão padecer privações, fome, sede e morte.

“Toda a terra [DE ISRAEL] em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém; ela será exaltada, e habitará no seu lugar, desde a porta de Benjamim até o lugar da primeira porta, até a porta da esquina, e desde a torre de Hananel até os lagares do rei. E habitarão nela, e não haverá mais maldição; mas Jerusalém habitará em segurança” (Zacarias 14:10-11).

A expressão “toda a terra”, está se referindo apenas à região de Israel e adjacências, e não a todo o planeta Terra.

Repito: no Reino Milenar, só se tornará um paraíso a região de Israel. E a cidade de Jerusalém será murada e fortificada.

“As suas portas [DA JERUSALÉM TERRESTRE] não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações [TRIBUTOS]. E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Apoc. 21:25-27).

“Ficarão de fora [da cidade de Jerusalém fortificada] os cães [ou cananeus, gentios, muçulmanos], os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira” (Apoc. 22:15).

Estes trechos de Apocalipse referem-se ao período do Reino Milenar.

Para que se entenda melhor que parte da Terra se tornará um paraíso, é preciso ler cuidadosamente os capítulos 40 a 48 de Ezequiel, e também, os capítulos 60 a 66 de Isaías. Veja trechos de Ezequiel, que foram repetidos no Apocalipse:

“E junto do rio, à sua margem, de uma e de outra banda, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer. Não murchará a sua folha, nem faltará o seu fruto. Nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário [ou do Trono de Deus e do Cordeiro]. O seu fruto servirá de alimento e a sua folha de remédio” (Ezequiel 47:12).

Agora, confira com Apocalipse 22:1-2:

“E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações”.

Agora, compare Isaías com Apocalipse:

“Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor” (Isaías 65:17-19).

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1).

Se analisarmos direito, essa expressão “novo céu e nova terra”, não se refere a todo o planeta Terra, mas apenas à região de Israel, ou as adjacências da cidade de Jerusalém. Veja que o texto diz que o novo céu e a nova serão motivos de regozijo apenas para os habitantes de Jerusalém, e não para os demais habitantes do planeta Terra. Tanto é que, nos capítulos 65 e 66 de Isaías fala a respeito da rejeição final dos rebeldes.

Ora, se durante o Reino Milenar, toda a Terra fosse um paraíso, de fartura, paz e prosperidade, é claro que não haveria rebeldes.

Quase todos os teólogos admitem que as profecias do cap. 21 e 22 de Apocalipse referem-se ao tempo pós-milenial, quando Deus destruir tudo aqui na Terra e depois recriar novos céus e nova Terra totalmente diferentes. A coisa é tão absurda que eles chegam a imaginar que os novos céus e a nova Terra não serão formados de coisas físicas, mas de elementos espirituais. E que a cidade dourada, a Nova Jerusalém, descerá dos céus e ficará pairando entre a terra e o céu, iluminando 24 horas por dia todo o paraíso criado para os santos. Chegam a imaginar, também, que não existirá mais o Sol físico e a Lua, pois, “a cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, porém a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Só que a imaginação de que tudo isso será algo real, literal, é pura fantasia. Por que eu sei disso?

Primeiro, porque se a Cidade Nova Jerusalém descer dos céus somente após o reino milenar, e se ela for literal, mas espiritual, para que ela precisará ter uma grande muralha de proteção, e ainda ficarem um querubim em cada porta para não deixar entrar nada que contamine, se todas as coisas estarão restauradas, e os ímpios e o mal já não existirão mais???

Segundo, porque se todas as coisas forem restauradas, e o mal, o pecado e a morte e todos os ímpios forem exterminados, por que na profecia diz que haverá nações habitando a Terra e que elas darão glória e tributos à Cidade de Jerusalém??? E por que também se diz que as folhas da árvore da vida servirão de cura ou de remédio para as nações, já que as doenças e a morte já não existirão mais???

Portanto, as narrativas dos cap. 21 e 22 de Apocalipse foram escritas numa linguagem tão enigmática e poética, a tal ponto de levar milhões de cristãos a imaginarem coisas fantasiosas. Basta ler os cap. 40 a 48 de Ezequiel, e os cap. 60 a 66 de Isaías para se ter a verdadeira noção de como serão as coisas futuras aqui na Terra. Lembrando, os cap. 21 e 22 de Apocalipse são um resumo enigmático e poético das profecias de Isaías e Ezequiel.

Concluindo, volto a reiterar que, a noiva do Cordeiro são os 144 mil israelitas selados, salvos e arrebatados antes da grande tribulação. Na verdade, a cidade de Nova Jerusalém que desce do céu, referida em Apocalipse 21, não é uma cidade literal. A Nova Jerusalém que desce do Céu quer dizer a comitiva dos 144 mil, também denominados de a Noiva do Cordeiro. As dimensões da cidade (12×12=144), 12 portas, 12 fundamentos, fazem referência aos 144 mil israelitas santos e aperfeiçoados, que governarão o mundo ao lado do Messias. Creio que outros salvos, dos gentios, que vencerem, também terão o privilégio de estar ao lado do Messias para governar as nações com vara de ferro. Eles governarão o mundo com Cristo a partir da Jerusalém terrestre, que será fortificada e murada.

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AINDA PRETENDO FAZER UM ESTUDO COMPLETO SOBRE COMO SERÁ AS RELAÇÕES POLÍTICAS DO REINO DO MESSIAS COM AS NAÇÕES DA TERRA, DURANTE MIL ANOS.
Falou e disse Miquels7

24/06/2013 Posted by | ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, ISRAEL E AS PROFECIAS | , , , | 2 Comentários

MAIS UMA VEZ: QUEM É A GRANDE BABILÔNIA?

Resumindo:

As profecias do Apocalipse não se referem a pequenos fatos, grupos isolados, seitas cristãs; elas se referem a macros acontecimentos da História da humanidade.

Resumo em 7 pontos:

1- Grande Babilônia é o Planeta Terra (ISTO É, todos os seus sistemas políticos, religiosos, democracia, capitalismo, humanismo, consumismo); uma verdadeira Babel, uma verdadeira Jericó.

2- As antigas cidades de Babel ou Babilônia, Jericó e Roma simbolizam o Planeta Terra e não a Igreja Católica ou a cidade de Jerusalém.

3- Os Sete Montes são os Sete Continentes da Terra, onde se assenta a Grande Babilônia simbólica. [NÃO É CONTRADIÇÃO ISSO QUE AFIRMEI. COMPREENDERÁ QUEM FOR MUITO ENTENDIDO. “PLANETA TERRA”, QUE ME REFIRO, NÃO É UM TERMO LITERAL].

4- A Primeira Besta (que saiu das águas do dilúvio ou do Mar Mediterrâneo) tem 7 cabeças – que são os reinos que governaram a Terra a partir de Ninrode (Torre de Babel) -, e representam os 7 reinos que governaram e governarão a Terra, até que se cumpram os planos de Deus com relação à humanidade decaída. A sexta cabeça foi o Império Romano do Ocidente que, após a sua queda no ano 476 d.C, se fragmentou em 10 nações europeias.

5- A Segunda Besta é os EUA – que surgiu da terra (a Nova Terra, América) -, onde está o trono da Besta (Sede da ONU) e o World Trade Center (Centro Financeiro Mundial) que foi posto abaixo pelos terroristas muçulmanos. A Segunda Besta é o Falso Profeta, porque propaga a Democracia e o Capitalismo como solução para os problemas da humanidade. Ela, através da ONU, tenta implantar esse Sistema (Democracia) em todos os países da Terra, juntamente com o nefasto Sistema Capitalista.

6- O Sétimo Reino na Terra não pode ser governo humano, porque 7 é o Número Perfeito, o Número que está relacionado aos planos de Deus. O próximo Governo Mundial será o 7º Reino, o Governo de Cristo, com os Judeus. Após o 7ª Reino, que durará Mil Anos, é que virá o 8º Reino, que é dos sete, isto é, que é parte das 7 cabeças da primeira Besta. Entenda: o 8º Reino é a sétima cabeça da primeira Besta. Entendeu agora?

7- Em breve Israel será invadido, para que se cumpram as profecias de Ezequiel 39, dando início a primeira Batalha do Armagedom. Só que desta vez o Irã não utilizará a bomba atômica para atacar Israel. Após Israel fazer um ataque preventivo contra as usinas nucleares do Irã, o exército iraniano invadirá Israel e virão como gafanhotos sobre a Terra; e os palestinos, o Líbano, a Síria e o Egito também se
juntarão aos iranianos. Os EUA, a Grã-Bretanha e a França estarão de mãos atadas e não poderão fazer nada pra defender Israel, por temer retaliação da China e da Rússia. A maioria dos judeus fugirá para outros países, e os árabes, palestinos, iranianos, Egito, Síria e Líbano saquearão as cidades e levarão os despojos; invadirão o Monte do Templo e lá assentarão uma abominação. Depois de um tempo a ONU (ou um plano da parte de Deus) intervirá e fará com que os Judeus retornem ao País e tomem posse de Israel e da Cidade de Jerusalém e do Monte do Templo. Se isso for um plano de Deus aplicado indiretamente, creio que Israel fará ALGO ESPANTOSO, para que possa retomar a nação, ser respeitado por todos os países e ditar leis sobre a Terra durante mil anos. Acredito que isso se dará em relação a Economia, pois os judeus são donos da maior parte das riquezas do mundo; eles mandam na maior parte de todo o dinheiro que circula na Terra. Li um livro (que não me recordo o nome) que em tempos remotos, quando a Europa vivia em crise no século XIX, o Rei de Portugal tomou emprestado grande quantia em dinheiro dos judeus ricos e abastados que lá viviam, para livrar o país da decadência econômica. E isso vem acontecendo até hoje. Podemos dizer que os judeus são donos dos maiores bancos do mundo. Sendo assim, todos os países europeus e ocidentais se tornarão reféns dos banqueiros judeus. Talvez a Rússia, a China e os países árabes não tenham tanta interferência por parte dos banqueiros judeus. A profecia que trata sobre o futuro Reino de Cristo com os judeus aqui na Terra, do profeta Zacarias, diz que, durante o Reino Milenar, todas as nações da Terra pagarão tributos a Israel e a ela (Jerusalém) trarão as riquezas em prata e ouro para depositar no Santo Templo. Durante o Reino Milenar de Cristo, as nações inimigas de Israel maquinarão um plano para atacar e destruir Israel e o seu Cristo, e tomar o poder na Terra. Elas tomarão  o poder na Terra por um breve período de tempo (porque vai-se para a perdição), então, é aí que se dará a verdadeira Batalha do Armagedom, quando arquitetarem um ataque final contra Israel, para destruir de vez essa nação. Nesse momento é que serão usadas bombas atômicas para atacar Israel; mas o feitiço virará contra o próprio feiticeiro, porque Deus intervirá e salvará Israel e as nações reunidas aos milhões no Vale da Decisão, nas planícies de Megiddo, no Iraque, se autodestruirão, e os anjos terminarão de fazer o estrago, porque fogo descerá do Céu.

A Grande Babilônia pegando fogo e sendo destruída, descrita no cap. 18 de Apocalipse, representa o Planeta Terra sendo destruído, e todos os seus sistemas.

Espero ter sido claro.

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Falou e disse Miquels7

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1 Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com a sua glória.
2 E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável.
3 Porque todas as nações têm bebido do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.
4 Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
5 Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniqüidades dela.
6 Tornai a dar-lhe como também ela vos tem dado, e retribuí-lhe em dobro conforme as suas obras; no cálice em que vos deu de beber dai-lhe a ela em dobro.
7 Quanto ela se glorificou, e em delícias esteve, tanto lhe dai de tormento e de pranto; pois que ela diz em seu coração: Estou assentada como rainha, e não sou viúva, e de modo algum verei o pranto.
8 Por isso, num mesmo dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será consumida no fogo; porque forte é o Senhor Deus que a julga.
9 E os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em delícias, sobre ela chorarão e prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio;
10 e, estando de longe por medo do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! pois numa só hora veio o teu julgamento.
11 E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra; porque ninguém compra mais as suas mercadorias:
12 mercadorias de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho fino, de púrpura, de seda e de escarlata; e toda espécie de madeira odorífera, e todo objeto de marfim, de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore;
13 e canela, especiarias, perfume, mirra e incenso; e vinho, azeite, flor de farinha e trigo; e gado, ovelhas, cavalos e carros; e escravos, e até almas de homens.
14 Também os frutos que a tua alma cobiçava foram-se de ti; e todas as coisas delicadas e suntuosas se foram de ti, e nunca mais se acharão.
15 Os mercadores destas coisas, que por ela se enriqueceram, ficarão de longe por medo do tormento dela, chorando e lamentando,
16 dizendo: Ai! ai da grande cidade, da que estava vestida de linho fino, de púrpura, de escarlata, e adornada com ouro, e pedras preciosas, e pérolas! porque numa só hora foram assoladas tantas riquezas.
17 E todo piloto, e todo o que navega para qualquer porto e todos os marinheiros, e todos os que trabalham no mar se puseram de longe;
18 e, contemplando a fumaça do incêndio dela, clamavam: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?
19 E lançaram pó sobre as suas cabeças, e clamavam, chorando e lamentando, dizendo: Ai! ai da grande cidade, na qual todos os que tinham naus no mar se enriqueceram em razão da sua opulência! porque numa só hora foi assolada.
20 Exulta sobre ela, ó céu, e vós, santos e apóstolos e profetas; porque Deus vindicou a vossa causa contra ela.
21 Um forte anjo levantou uma pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.
22 E em ti não se ouvirá mais o som de harpistas, de músicos, de flautistas e de trombeteiros; e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e em ti não mais se ouvirá ruído de mó;
23 e luz de candeia não mais brilhará em ti, e voz de noivo e de noiva não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.

09/03/2013 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS | , , | 8 Comentários