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SEGUNDO ADVOGADO DE LULA NA ONU, A JUSTIÇA BRASILEIRA É COMBINADA E COMPRADA. ELES CONDENAM QUEM ELES QUEREM

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Geoffrey Robertson deu seu parecer sobre o julgamento do ex-presidente Lula dizendo: “Que tipo de república de bananas é esta?!”.
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Advogado de Lula na ONU, Geoffrey Robertson

Segundo o advogado de Lula na ONU, Geoffrey Robertson, que presenciou o julgamento de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) em Porto Alegre, dia 24/01, os três juízes que votaram a favor da condenação de Lula já tinham seus argumentos escritos e voto determinado a favor da condenação antes mesmo de ouvirem qualquer argumento. Eles apenas leram na tela do computador os argumentos e a decisão favorável à condenação, previamente combinados. Ou seja, para o advogado de Lula na ONU, o correto é um segundo juiz formar e emitir opinião e voto depois da fala do primeiro juiz, e nessa mesma regra segue-se a opinião do terceiro, após ouvir os dois primeiros. O discurso do juiz deve ser espontâneo, na hora.

Porém, os três juízes que julgaram o ex-presidente Lula já tinham seus votos todos combinados, escritos no computador. Por isso que a TV Band News antecipou o resultado dos três juízes, porque foi vazado para a imprensa os seus votos. E como bem disse o próprio Lula, eles formaram um cartel ao determinar voto e sentenças iguais. Eles condenaram Lula por pressão dos políticos de direita e principalmente por pressão dos donos da Rede Globo, os filhos de Roberto Marinho.

Robertson criticou o fato do promotor Mauricio Gotardo Gerum se sentar junto e ter conversas particulares com os desembargadores, além das decisões por escrito dos magistrados estarem prontas antes deles ouvirem os argumentos de defesa e acusação no julgamento.

Veja o que o advogado de Lula disse exatamente:

“Uma corte de apelação é uma situação em que juízes escutam argumentos sobre o processo de um primeiro juiz estar certo ou não. Os juízes falaram 5 horas lendo scripts. Eles tinham a decisão escrita antes de ouvir qualquer argumento. (…) Eu estava lá na sala e vi o promotor-chefe do caso sentado ao lado do relator. Fez seu almoço ao lado dos juízes e depois ainda teve conversas particulares com eles. Isso é uma postura totalmente parcial, isso simplesmente não pode acontecer numa corte. (…) Aqui no Brasil vocês têm um juiz que investiga o caso, define grampos e ações de investigação, para depois também julgar a pessoa no tribunal. Isso é considerado inacreditável na Europa. Impossível. Pois isso tira o direito mais importante de quem está se defendendo: ter um juiz imparcial no seu caso. (…) O juiz Moro atuou com pré-julgamento, pois ele foi o juiz de investigação de Lula. Ele demonizou Lula, contribuiu para filmes e livros que difamaram o ex-presidente e encorajou o público a apoiar sua decisão. Moro jamais poderia se comportar assim na Europa. Depois, divulgou para a imprensa áudios capturado de forma irregular de Lula com a ex-presidente Dilma Rousseff. Pediu desculpas, mas imediatamente deveria ter sido retirado do caso. Tenho experiência com casos de corrupção e, aqui nesta sessão, não vi evidências de corrupção. Foi uma experiência triste sobre o sistema judiciário brasileiro”. (Geoffrey Robertson – Advogado britânico/ONU).

Veja, abaixo, uma entrevista de Geoffrey Robertson, advogado da Organização das Nações Unidas, e que representa Lula na ONU, que deu aos Jornalistas Livres.

Deu seu parecer sobre o julgamento do ex-presidente Lula dizendo: “Que tipo de república de bananas é esta?!”.

https://www.youtube.com/watch?v=tRQmB3NGPX4&t=57s

 

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29/01/2018 Posted by | JUSTIÇA BRASILEIRA, JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS, PERSONALIDADES, POLÍTICA | , , , , | Deixe um comentário