MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Blog com mensagens e artigos diferentes sobre Deus e a Bíblia

O PRÊMIO NOBEL DE TEOLOGIA PARA MIQUELS7

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Uma das grandes questões debatidas entre os religiosos e teólogos em todas as épocas é sobre a existência de Deus, e também a questão da criação da Terra e do Universo. E sabemos que existem várias escolas teológicas com suas explicações mirabolantes sobre esses temas. Mas, os fanáticos preferem ficar com a explicação superficial de alguns textos da Bíblia, apoiados por uma fé cega.
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Na era glacial

Só existe uma passagem bíblica onde o próprio Deus declara de forma indireta que foi Ele quem criou a Terra. Isaías 45:12. Porém, esta passagem bíblica foi proferida por um profeta, em nome de Deus. E poucos sabem que os profetas falavam coisas de sua própria cabeça, além do que Deus lhes tinha ordenado falar. O crente fanático pensa que Deus falava direto na mente e nos ouvidos do profeta para ele falar ou escrever tudo aquilo que está nos livros. No entanto, eram poucas as palavras que Deus revelava e ordenava o profeta falar. O resto eram pensamentos que ele mesmo inventava e falava de forma apaixonante ou tresloucada sobre Deus. Não vou me deter aqui mostrando como Deus se revelava aos profetas, pois, já publiquei estudos sobre isso no meu blog. Só quero que entendam que Deus só se revelava aos profetas durante a noite, quando este estava dormindo. Pergunte a um bom teólogo sincero e honesto e ele vai te confirmar essa verdade. Todas as palavras que os profetas receberam da parte de Deus para falar ao povo, eles receberam em sonhos ou em visões da noite. E Deus mesmo diz no livro de Deuteronômio que só se revelava aos profetas dessa forma. Portanto, o livro de Isaías é muito grande para acreditarmos que tudo que lá está escrito foi revelação de Deus. Só o capítulo 45 de Isaías é bastante extenso, e sabemos que o que Deus revelou ao profeta para falar a respeito de Ciro, o rei da Pérsia, que iria conquistar o Egito e a Babilônia para libertar o povo de Israel do cativeiro, foi poucas palavras. O restante foi apenas incremento da própria mente do profeta Isaías. Neste mesmo capítulo temos frases próprias do profeta Isaías, e que não tem nada com a mensagem que Deus lhe ordenara falar.

“Eu é que fiz a Terra, e nela criei o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todo o seu exército dei as minhas ordens”.

Por certo, Deus não mandou Isaías falar um monte de coisas que falou sobre Ele somente neste capítulo 45. Igualmente o salmista Davi também falou um monte de frases poéticas e apaixonantes a respeito de Deus, o que não se constitui numa verdade absoluta todas as suas frases. Isso se evidencia nos Salmos 18 e 139. Se for uma verdade absoluta tudo o que Davi escreveu sobre Deus no Salmo 139, então deve ser verdade absoluta a forma como Deus é conforme ele a descreve no Salmo 18: Deus é um dragão que solta fumaça pelas narinas e cospe fogo, e monta num querubim e voa sobre as asas do vento.

Tem momentos que Isaías pára um pouco de falar coisas delirantes sobre Deus no capítulo 45 e escreve frases mais lúcidas e racionais. Veja:

“Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas, ó Deus de Israel, o Salvador. Envergonhar-se-ão, e também se confundirão todos; cairão juntos em ignomínia os que fabricam ídolos. Mas Israel será salvo pelo Senhor, com uma salvação eterna; pelo que não sereis jamais envergonhados nem confundidos em toda a eternidade” (Isaías 45:15-17).

Nesse texto supracitado parece que Isaías volta à sua racionalidade e fala como uma pessoa lúcida.

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Existem casos de profetas na Bíblia que falaram de coisas além do que Deus tinha ordenado falar, e profetizaram mentiras. Veja o caso de Hananias e tire suas conclusões. Será que Isaías e Jeremias não falaram de coisas além do que Deus lhes ordenou falar?
 
Jeremias 28:
 
“5 Então falou o profeta Jeremias ao profeta Hananias, na presença dos sacerdotes, e na presença de todo o povo que estava na casa do Senhor.
6 Disse pois Jeremias, o profeta: Amém! assim faça o Senhor; cumpra o Senhor as tuas palavras, que profetizaste, e torne ele a trazer os utensílios da casa do Senhor, e todos os do cativeiro, de Babilônia para este lugar.
7 Mas ouve agora esta palavra, que eu falo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo:
8 Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antigüidade, profetizaram contra muitos países e contra grandes reinos, acerca de guerra, de fome e de peste.
9 Quanto ao profeta que profetuar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, então será conhecido que o Senhor na verdade enviou o profeta.
10 Então o profeta Hananias tomou o canzil do pescoço do profeta Jeremias e o quebrou.
11 E falou Hananias na presença de todo o povo, dizendo: Isto diz o Senhor: Assim dentro de dois anos quebrarei o jugo de Nabucodonozor, rei de Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, se foi seu caminho.
12 Então veio a palavra do Senhor a Jeremias, depois de ter o profeta Hananias quebrado o jugo de sobre o pescoço do profeta Jeremias, dizendo:
13 Vai, e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o Senhor: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farei jugos de ferro
14 Pois assim diz o Senhor dos exércitos o Deus de Israel Jugo de ferro pus sobre o, pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonozor, rei de Babilônia, e o servirão; e até os animais do campo lhe dei.
15 Então disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fazes que este povo confie numa mentira.
16 Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra. Este ano morrerás, porque pregaste rebelião contra o Senhor.
17 Morreu, pois, Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.
 
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Embora Gênesis 1:1 diga que Deus criou os céus e a Terra, mas tal declaração não foi feita diretamente por Ele, e sim, pelo autor da narrativa da criação, que supostamente atribui-se a Moisés. Todas as outras passagens que afirmam que Deus criou os céus e a Terra foram declarações feitas por profetas, por salmistas e por alguns escritores do Novo Testamento. Nem mesmo Jesus chegou a afirmar que Deus, o Pai, criou os céus e a Terra.

Apesar de no Antigo Testamento ter alguns textos afirmando que Deus criou os céus e a Terra, isso não foi suficiente para os escritores neotestamentários afirmarem categoricamente que Ele criou todas as coisas. E a prova está na declaração do autor da Carta aos Hebreus, onde ele declara explicitamente que os crentes acreditam que Deus criou o mundo apoiados apenas na fé. E fé cega. Pois, fé não é prova de nada. Crer que algo existe apenas se baseando pela fé, não é prova de nada, não é atitude racional, e sim, loucura de religioso fanático. Se alguém diz que acredita em algo pela fé, tal crença deve ser entendida como uma dúvida e não como uma certeza ou verdade absoluta. Se Paulo diz que os crentes acreditam através da fé que Deus criou os mundos e a Terra, isso mostra que não é prova suficiente o que se fala a respeito de Deus nas páginas do Antigo Testamento.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. (…) Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:1-3).

A fé até pode ser o fundamento das coisas que se esperam. Mas, afirmar que fé é a prova das coisas que não se veem, aí já é absurdo e tolice de fanático religioso. Repito: fé não é prova nada. Se fé é a prova e certeza de algo que você acredita, então, amanhã vá a uma casa lotérica e jogue na mega-sena, tendo bastante fé que você vai ganhar, e depois me conta.

Há vários tipos de fé: 1) a fé comum, sinônimo de confiança e esperança, que qualquer ser humano possui; 2) a fé que assegura a confiança do crente no perdão de seus pecados e na certeza da salvação; 3) a fé que faz o crente remover montanhas, isto é, a fé que torna uma pessoa otimista, de tal forma que ela consegue realizar o impossível; 4) e a fé cega (ou burra), que faz o crente acreditar em coisas que não tem certeza se existe. É a respeito dessa fé que estou falando. Quem faz uso da fé cega não está agindo racionalmente, não está fazendo uso 100% da sua racionalidade. A pessoa se deixa levar por paixões religiosas e se torna cega, a tal ponto de pautar o seu viver por crendices tolas.

Mateus 17:20
“Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível”. [Este é o 3º tipo de fé].

Eu acredito em Deus, mas num Deus que se pode explicar, num Deus possível de existir. Agora, quem acredita num Deus que não se explica é um fanático religioso, louco e tolo. Não acredito em Deus da forma como 99% dos crentes acreditam porque faço 100% uso da minha racionalidade, e não me deixo levar por fanatismo religioso e tolice. Procure ler os textos do meu blog para saber o que penso sobre Deus.

FALANDO A RESPEITO DA CRIAÇÃO DA TERRA

A minha teoria sobre do que se trata a narrativa do capítulo 1 de Gênesis é imbatível. Até agora não li e não soube sobre outro estudante da Bíblia ou teólogo que tenha tido ideia semelhante à minha a respeito da narrativa da criação em Gênesis 1. O que li é que certo escritor, explicando sobre a existência dos dinossauros, disse que o planeta Terra não foi criado há 6 ou 7 mil anos atrás, e que também não foram criadas todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Esse escritor chegou a cogitar que a Terra estava um caos e vazia por causa da queda de um meteoro na Península de Yucatan, no México, há 65 milhões de anos, que dizimou a maioria dos animais e todos os dinossauros de sobre a terra. Outro escritor disse que a Terra estava um caos devido Deus ter expulsado Satanás do Céu e este lançado na Terra, e corrompido os antigos habitantes. Por causa disso, Deus teve que intervir e destruir tudo, lançando um meteoro sobre a Terra. Porém, eu mesmo já defendi a tese de que os dinossauros foram seres monstruosos criados pelo antigo regente da Terra, chamado de querubim ungido, que se tornou Diabo e Satanás. Deus interviu e destruiu aquelas criaturas monstruosas. Depois, voltou à Terra e criou seres vivos normais.

Tem um escritor fanático que escreveu um texto mirabolante explicando porque Deus não criou a Terra e o mundo num piscar de olhos, já que ele é Todo-Poderoso, mas criou todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Considero tal explicação uma grande tolice. Tudo isso é fruto de fanatismo religioso, ignorância e falta de usa pleno da racionalidade. Se é que essa pessoa se acha um ser racional.

A MINHA TEORIA SOBRE A NARRATIVA DA “CRIAÇÃO” DE GÊNESIS É INÉDITA

A narrativa da “criação” de Gênesis não tem características de uma verdadeira obra que surgiu do nada, vinda da parte de um Deus considerado Todo-Poderoso, porque apresenta contrapontos e certos absurdos, se imaginado do ponto de vista cronológico.

Na verdade, a cronologia da criação de Gênesis está corretíssima, mas não explicada do ponto de vista religioso, mas, científico.

A narrativa da criação de Gênesis trata da transição da Terra do último período glacial. O último período glacial terminou entre 12 mil e 40 mil anos atrás. E essa glaciação não durou muitos anos, e também não se deu há 65 milhões de anos, no período do extermínio dos dinossauros. Essa glaciação se deu no tempo do reino dos Atlantes, uma primeira raça de humanos que existiu na Terra e que era controlada pelos deuses caídos há 100 mil anos atrás. Deus teve que destruir o reino dos Atlantes de sobre a Terra porque eles se tornaram civilizados e grandes pecadores, e adoravam e serviam ao querubim caído, Satanás, e não a Ele. Satanás transmitiu todo tipo de conhecimento a esse povo. E o mesmo ele fez, engando Eva e Adão, passando o conhecimento proibido. O reino dos Atlantes foi destruído por um meteoro que caiu sobre o reino que se localizava no meio do atual Oceano Atlântico, e que submergiu sob as águas do mar, tendo restado apenas vestígios desse povo por várias partes do planeta, na América do Sul, na costa da África e na Europa. O antigo escritor grego, de nome Platão, foi o que mais escreveu sobre a existência do povo que habitava na lendária Atlântida. Arqueólogos japoneses encontram vestígios da lendária cidade de Atlântida sob as águas profundas do Oceano Atlântico. E ainda existem várias pesquisas em andamento. Quando Deus criou uma nova raça de humanos (Adão e Eva), nesse tempo ainda existiam os sobreviventes do reino dos Atlantes. Foi desse povo que Caim teve medo ao ser expulso de perto de sua família depois que matou seu irmão Abel. Caim temeu e disse para Deus que seria fugitivo na terra e poderia ser morto por quem o encontrasse. Mas quem poderia matar Caim, se naquele tempo só existia ele e seus pais, Adão e Eva? É óbvio que existiam outras tribos de humanos habitando por perto, por isso Caim temeu ser morto. E para que Caim não fosse capturado e morto, Deus colocou-lhe um sinal. E com certeza esse “sinal” que Deus colocou em Caim foi a mudança da coloração de sua pele, para que se parecesse com a pele dos Atlantes, de tal forma que ele seria confundido como um membro da tribo estranha.

E todo estudante da Bíblia deve saber que existem duas narrativas da criação no início do livro de Gênesis. A primeira narrativa vai do primeiro capítulo até o verso 3 do segundo capitulo. A primeira narrativa Moisés tomou do antigo povo sumério, pois, ele foi educado na corte egípcia e era príncipe, e teve contato com muitos livros e aprendeu sobre história antiga com os sacerdotes dos deuses. Nessa narrativa o nome empregado para Deus é “Elohim”, que significa literalmente “os deuses”.

Na primeira narrativa da criação de Gênesis, Deus cria primeiramente as plantas e os animais, e por último cria o homem. Já na segunda narrativa, que começa em 2:4, Deus cria primeiramente o homem, e só depois as plantas e os animais. Nesse narrativa o nome empregado para Deus é YHW (Jeová ou Javé), e tudo indica que esse texto foi tomado do povo hebreu, ancestrais de Moisés. Porém, há um absurdo nessa narrativa. Tem crente que diz que Deus faz nascer uma flor no galho seco de uma árvore e uma planta no deserto. Mas, em Gênesis 2:5 diz que Deus não teve poder para fazer nascer nenhuma planta porque ainda não tinha feito chover sobre a terra. Ora, quer dizer que Deus só podia fazer nascer as plantas se chovesse? Que Deus Todo-Poderoso é esse? E tem crente bobo que imagina que Deus criou as plantas no 3º dia, tudo num período de 24 horas. O texto é bem explícito e diz que Deus teve que esperar chover sobre a terra para poder fazer nascer as plantas, pois, antes disso, só havia um vapor que subia da terra, e regava toda a face da terra, porém, chuva forte não havia. Isso significa que Deus passou mais de um dia esperando chover para poder criar as plantas. Logo, os dias da criação não foram períodos de 24 horas.

“Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra. Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:4-8 – Esse é o início da segunda narrativa da criação).

Existe uma respeitada estudiosa do Antigo Testamento, chamada Ellen van Wolde, da Universidade de Radboud, na Holanda, que defende a tese de que Deus não criou a Terra e os mundos. Ela diz que o verbo “bara” de Gênesis 1:1 não significa “criar algo do nada”, mas significa “separar”. Segundo ela, a frase correta de Gênesis 1:1 é assim: “No princípio Deus separou os céus e a terra”. Em outras palavras, “No princípio os deuses (elohim) separam os céus e a terra”. Isto é, separou as águas e a parte seca, as águas que estavam debaixo e acima do firmamento.

Mas, a minha explicação não é assim. Toda a narrativa da suposta criação de Gênesis bate direitinho com a sequência de acontecimentos que ocorrem durante a transição de um período glacial.

A primeira narrativa da criação de Gênesis foi baseada em informações obtidas dos sumérios. E tais informações os sumérios tomaram do povo descendente dos Atlantes, que sobreviveram à grande catástrofe, vivendo em cavernas, junto com várias espécies de animais e aves. O planeta Terra ficou coberto de cinza vulcânica que tapou toda a luz do Sol, o que ocasionou a glaciação. A Terra ficou toda coberta de grandes geleiras, até os cumes dos montes mais altos. Depois de alguns anos as cinzas vulcânicas começaram a se dissipar e os primeiros raios do Sol começaram a incidir sobre a Terra.

Deus não criou a Terra. Pois, se Deus tivesse criado a Terra, ela não se encontraria num caos, imersa em escuridão. Se Deus é perfeito e Todo-Poderoso, como Ele criaria a Terra em meio ao caos e escuridão? A Terra se encontra nesse estado porque uma grande catástrofe se abateu sobre ela.

“A Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas” (Gênesis 1:2).

Quando o texto diz que Deus viu que a luz era boa, tira toda a sua prorrogativa de onisciente. Que ser onisciente se admira de algo que cria e diz que é algo bom?

Vamos à descrição cronológica de forma sucinta:

1º Dia) No primeiro dia Deus disse “Haja luz, e houve luz”. Ora, na visão ingênua dos sobreviventes que viviam nas cavernas, eram os deuses que tinham criado a luz naquele momento. Mas na verdade, eram os primeiros raios do Sol que surgiram entre as espessas nuvens de cinza vulcânica.

2º Dia) No segundo dia Deus criou a abóbada celeste apoiada sobre fortes colunas (o tal domo ou tampo de vidro transparente e intransponível) e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento, e chamou o firmamento de “céu”. Na imaginação dos humanos da pré-história (e até hoje, na visão dos crentes fanáticos), o céu azul é um firmamento curvo sustentado por imensas colunas, e as estrelas são pequenos luzeiros pendurados sob a abóbada celeste para iluminar durante a noite. A Lua é um luzeiro maior, criado para marcar as semanas e os meses. A morada de Deus e dos anjos fica acima desse firmamento, e tal lugar é um mundo espiritual, para onde os crentes fanáticos pensam que vão morar. E Deus, quando está irado, faz trovejar e lança coriscos e chuva de saraivas e granizos sobre a Terra.

3º Dia) Nesse dia Deus separa para um lado as águas que estavam debaixo do céu, e fez surgir o elemento seco. Às águas chamou “mares”, e a parte seca chamou “terra”. Ora, o que foi isso? Nos primeiros meses que os raios do Sol incidiram sobre a Terra, as grandes geleiras começaram a derreter e a parte seca começou a surgir. E na visão dos sobreviventes das cavernas, eram os deuses que estavam criando a terra seca e separando as águas do mar. Ainda no 3º dia Deus fez surgir a relva e toda espécie de plantas. Na visão dos habitantes das cavernas, eram os deuses criando as plantas e a relva na terra que seca. Ora, os habitantes da Amazônia sabem que quando começa a vazante dos rios, as praias começam a surgir, e do nada nascem todo tipo de plantas. Até quando chove no deserto começam a nascer plantas do nada. Foi assim mesmo que aconteceu no terceiro período da transição da última era glacial. As geleiras derreteram e sobre a terra seca começou a nascer toda sorte de plantas.

4º Dia) No quarto dia Deus cria os grandes luminares no firmamento do céu, o Sol, a Lua e as estrelas. Na interpretação do ponto de vista religioso, isso é um absurdo, pois, se Deus só criou o Sol no 4º dia, que parâmetros Ele usou para contar o 1º, o 2º e o 3º dia, visto que é o Sol que marca o período de um dia? Ora, na visão dos habitantes das cavernas, foi só no quarto dia que Deus criou o Sol, a Lua e as estrelas. O que isso significa do ponto de vista científico? Significa que no 4º período de transição da era glacial as nuvens de cinzas vulcânicas tinham se dissipado completamente, e os habitantes das cavernas puderam ver nitidamente o Sol, a Lua e as estrelas, e diferencia o dia da noite. Pois, antes, eles só sabiam o que era a noite, pois, viviam quase em completa escuridão. E na visão deles, Deus havia criado naquele período os grandes luminares do céu.

5º Dia) Veja que nesse dia Deus não cria os animais mamíferos e herbívoros. Nesse dia Deus cria os peixes, as aves do céu, os monstros marinhos (baleias), e todos os seres viventes que se arrastavam (répteis). O que significa isso? Os habitantes das cavernas viram esses animais saindo sobre a terra para se alimentar da relva do campo e viram as baleias e os peixes no mar. Daí eles imaginaram que Deus havia criado esses seres vivos no quinto período de transição da Terra. Mas na verdade, esses animais começaram a sair das cavernas para procurar comida na terra seca. E os animais maiores só saíram no sexto período de transição da Terra.

6º Dia) Somente no sexto dia Deus cria os grandes animais mamíferos e herbívoros. E por último cria o homem (Adão e Eva) para cuidar da terra, dos animais e das plantas.

Então, foi assim que surgiu a história mais antiga da criação. Os primeiros sobreviventes das cavernas morreram e os seus filhos, descendentes que nunca tinham visto a luz do Sol, foram os responsáveis pela narrativa da criação. E eles narravam do ponto de vista que tinham, vivendo nas cavernas. Os sumérios escreveram a história da criação narrada pelos descendentes dos Atlantes, e essa foi sendo repassada para outros povos, até chegar aos egípcios, e finalmente aos hebreus, caindo nas mãos de Moisés.

Não há explicação melhor do que esta para a narrativa da criação de Gênesis.

Todos os créditos e direitos reservados para Miquels7.


Manaus, 01/11/2017.

NOTA:

Este estudo é apenas um rascunho. Demorei cerca de 3 horas para escrevê-lo, e eu mesmo fiz a revisão e correção ortográfica. Não produzi um texto técnico-filosófico-científico. Se eu fosse publicar em um livro um estudo sobre este tema, é claro que o elaboraria de forma técnica, dentro do padrão filosófico-científico, e passaria vários meses pesquisando obras de autores renomados sobre esse assunto, faria anotações de rodapé e no final do livro incluiria as devidas referências bibliográficas.

Para escrever e defender uma tese ou formular uma teoria não é preciso obedecer a rígidos conceitos filosóficos na elaboração dos argumentos. O que vale é a ideia. Para um bom entendedor, meia palavra basta. Outros podem pegar a ideia e melhorar os argumentos, contanto que sejam dados os devidos créditos ao autor original da ideia. Tem pessoas que são formadas no campo filosófico, entendem de todos os pormenores exigidos na elaboração dos argumentos, mas não tem ideias próprias, não têm imaginação e não produzem nada de novo. É tipo a pessoa que se forma em economia, mas na prática não sabe gerir uma empresa ou o próprio negócio.

Veja bem. Quase todos os ensinos teológicos são teorias. Embora os teólogos não admitam que sejam teorias os argumentos em defesa de determinado assunto da Bíblia, mas são teorias. As doutrinas da trindade, do céu, do inferno, da ressurreição, do arrebatamento, da salvação, da justificação, da vida após a morte; e mais as doutrinas de Deus, dos anjos, da divindade de Cristo e doutrina da criação, todas são TEORIAS. E nos argumentos raramente se veem as expressões ‘talvez’, ‘possivelmente’, ‘acredita-se’, etc. Geralmente as doutrinas ou teorias bíblicas dos cristãos católicos e protestantes são tidas como verdades absolutas, pois, dizem que são baseadas na Bíblia, ou seja, têm base bíblica. No entanto, podem até ter base bíblica, mas base científica e racional a maioria delas não têm. E outra coisa. As denominações religiosas que fazem estudos divergentes dos ditos teólogos ortodoxos são tratadas como seitas, e suas doutrinas são tidas como heréticas.

Como minhas teorias sobre determinado assunto polêmico da Bíblia são focadas dentro da razão e da racionalidade, às vezes faço uso da expressão ‘com certeza’. Já quem baseia seus argumentos apenas na fé cega, aí se torna um sacrilégio empregar a expressão ‘com certeza’.

Miquels7.

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02/11/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , , , | Deixe um comentário

JESUS BEBIA CERVEJA, SIM!

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Quantas vezes não vi pastores e professores da escola dominical inventando meios absurdos para explicar que o vinho que Jesus transformou da água na festa de casamento em Caná da Galiléia era um vinho não-alcoólico! Tudo isso por causa de puritanismo, de ensino fundamentalista que proíbe a ingestão de bebida alcoólica, porque é pecado. Certa vez questionei um antigo pastor da igreja que frequentava, e perguntei se o vinho que Jesus transformou da água era alcoólico, pois, o mestre-sala, ao prová-lo, disse que era “vinho bom”, e sabemos que em festa secular de casamento é servido bebida alcoólica. Aí ele disse que o vinho que Jesus transformou da água não era alcoólico, e o mestre-sala não tinha condições de saber, pois, estava bêbado e não tinha paladar para diferenciar um vinho alcoólico do não-alcoólico. E ficou nisso a explicação. Hoje sei que o mestre-sala de uma festa não pode se embebedar, pois, é ele quem dirige a festa, ele é o mestre-de-cerimônia. Logo, podemos concluir que o mestre-de-cerimônia da festa de Caná da Galiléia não estava bêbado quando provou do vinho que Jesus transformou. Os crentes puritanos, fundamentalistas, pegam textos seletivos da Bíblia para afirmar que beber vinho alcóolico e cerveja é pecado. Mas não sabem responder por que nos tempos do Antigo Testamento patriarcas, sacerdotes, reis e profetas se embriagaram e isso não foi considerado pecado. Noé se embriagou (Gênesis 9:18-21); Abraão bebeu vinho com Melquisedeque (Gên. 14:18); Isaque bebeu vinho (Gên. 27:24-25); José bebeu vinho com seus irmãos (Gên. 43:34); Davi se embriagou com Urias (II Sam. 11:12-13); Salomão, e tantos outros personagens da Bíblia consumiam vinho forte, alcoólico, e Deus nãos os condenou. E bem sabemos que o vinho forte ou o natural era uma bebida tradicional nas ceias das famílias israelitas.
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Jesus comendo e bebendo com publicanos e pecadores

“Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras” (Mateus 11:19).

No tempo de Jesus, a bebida social não era a cerveja e nem o champanhe, mas o vinho alcoólico. Vinho não-alcoólico era servido para crianças.

Segundo o relato dos evangelhos, o primeiro milagre de Jesus aconteceu numa festa de casamento em Caná da Galiléia, onde transformou água em vinho, e vinho alcoólico, pois quando levaram o vinho para o mestre-sala provar, ele disse que era o melhor vinho, o vinho bom (João 2).

Os crentes fundamentalistas e puritanos, e teólogos fanáticos ensinam que vinho bom é vinho novo, não-alcoólico. Porém, Jesus mesmo afirmou que vinho velho, alcoólico, é o vinho bom.

“E ninguém deita vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho novo romperá os odres e se derramará, e os odres se perderão; mas vinho novo deve ser deitado em odres novos. E ninguém, tendo bebido o [vinho] velho, quer o novo; porque diz: O [vinho] velho é bom” (Lucas 5:37-39).

Por que o vinho velho é bom? Porque é alcoólico.

Se Jesus fosse contra bebida alcoólica, ele nem teria ensinado como se deve armazenar o vinho nos barris para envelhecer até se tornar alcoólico.

O que acontecia com Jesus era que ele “bebia socialmente” junto com publicanos e pecadores. Mas, Jesus não bebia para se embriagar. Ele frequentou casas de muitos amigos, como por exemplo, a casa da família de Lázaro, a casa de Zaqueu, a casa de Nicodemos e a casa de Simão, o leproso, na qual participou de um jantar, e com certeza não se recusou a beber do vinho que era costume ter na mesa de manjares.

Simples assim?!

Em Marcos 14:25 Jesus diz aos seus discípulos que não mais beberia do fruto da videira (do vinho), até aquele dia em que iria beber novamente no reino de Deus. Desta declaração de Jesus surge uma pergunta: Será que no Céu (o reino dos céus que os crentes fanáticos imaginam) haverá plantações de vinhas e produção de vinho para Jesus beber com os salvos nas bodas do Cordeiro? É óbvio que esse “reino de Deus” não é no céu ou nos céus, é aqui mesmo na Terra. Jesus não estava falando de um reino no céu, mas falava a respeito do reino que Deus lhe tinha concedido administrar aqui na Terra. Como seres espirituais vão beber vinho de uva no Céu? Só mesmo na cabeça desses crentes fanáticos!

“Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da videira, até aquele dia em que o beber de novo, no reino de Deus” (Marcos 14:25).

O reino de Deus ou reino de Cristo não é no Céu; ele vem dos céus.

“Porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus” (Lucas 22:18).

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Se ainda tem algum crente puritano que não sabe nada da história de Jesus, e acha que eu sou um herege, afirmando que Jesus bebia cerveja, vou ter que desenhar pra que entenda.

Jesus, falando para uma multidão incrédula, disse que João, o batista, não veio comendo nem bebendo, e diziam: “Tem demônio”. E quanto a si mesmo, Jesus disse que veio comendo e bebendo com publicanos e pecadores, e o povo não questionou nada, nem disse que tinha demônio. O que Jesus quis dizer com isso?

Será que João não comia e nem bebia, realmente? Que tipo de comida e bebida Jesus estava se referindo? Claro que João bebia água e comia gafanhotos e mel silvestre. Mas, porque Jesus disse que João não comia pão e nem bebia vinho? Porque estava se referindo à bebida alcoólica e comidas servidas em banquetes. João, o batista, era NAZIREU, e todo nazireu era consagrado para Deus e não podia comer certos alimentos e nem ingerir bebida forte (Lucas 1:13-15). E Jesus não era nazireu, e ele mesmo confessou que comia e bebia vinho junto com publicanos e pecadores, e participava de banquetes na casa de amigos.

Agora, leia o texto bíblico de novo e aprenda a interpretá-lo:

“Porquanto veio João, não comendo [pão] nem bebendo [vinho], e dizem: Tem demônio. Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Entretanto a sabedoria é justificada pelas suas obras” (Mateus 11:18:19).

“Ora, João usava uma veste de pelos de camelo, e um cinto de couro em torno de seus lombos; e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre” (Mateus 3:4). [João se alimentava e se vestia dessa maneira porque era nazireu. Veja o texto seguinte].

“Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João; e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte [pois será nazireu]; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe” (Lucas 1:13-15).

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Engraçado que pastores e teólogos sabem que a bebida alcoólica só era proibida para os nazireus durante o cumprimento do seu voto ao Senhor. Quanto aos sacerdotes que administravam no Grande Templo, eles só não podiam ingerir bebida forte quando entravam no átrio interior ou na tenda da revelação (Levítico 10:9; Ezeq. 44:21), mas, fora isso, os sacerdotes podiam beber vinho alcoólico. E o povo podia consumir bebida alcoólica (mosto) livremente (Gên. 27:28; Deut. 14:23-27; Salmos 104:15; Ecles. 9:7-8; Cantares 7:8-9; Isaías 25:6; 27:2; 65:21; Amós 9:14;  ). Porém, os crentes puritanos inventaram que “todos” os verdadeiros cristãos são “narireus” e “levitas” e “sacerdotes” de Deus, por isso, não podem ingerir bebidas alcoólicas. Só que esse ensino puritano é radical, antibíblico e absurdo, e contraria até certos textos da Bíblia onde se diz que o vinho alegra a alma, e que no reino do Messias as famílias beberão vinhos das videiras da terra.

Havia casos em que o voto do nazireado não era para sempre, pois, depois de cumprido o voto e feito o ritual no santuário, o nazireu voltava a ingerir bebida alcoólica.

“Falou também o Senhor a Arão, dizendo: Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da revelação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso pelas vossas gerações” (Levítico 10:8-9).

“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém, seja homem, seja mulher, fizer voto especial de nazireu, a fim de se separar para o Senhor, abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá, vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem bebida alguma feita de uvas, nem comerá uvas frescas nem secas. Por todos os dias do seu nazireado não comerá de coisa alguma que se faz da uva, desde os caroços até as cascas. Por todos os dias do seu voto de nazireado, navalha não passará sobre a sua cabeça; até que se cumpram os dias pelos quais ele se tenha separado para o Senhor, será santo; deixará crescer as guedelhas do cabelo da sua cabeça” (Números 6:2-5).

“Esta, pois, é a lei do nazireu: no dia em que se cumprirem os dias do seu nazireado ele será trazido à porta da tenda da revelação, (…) Depois o sacerdote tomará a espádua cozida do carneiro, e um pão ázimo do cesto, e um coscorão ázimo, e os porá nas mãos do nazireu, depois de haver este rapado o cabelo do seu nazireado; e o sacerdote os moverá como oferta de movimento perante o Senhor; isto é santo para o sacerdote, juntamente com o peito da oferta de movimento, e com a espádua da oferta alçada; e depois o nazireu poderá beber vinho” (Números 6:13-20).

“Mas se o caminho te for tão comprido que não possas levar os dízimos, por estar longe de ti o lugar que Senhor teu Deus escolher para ali por o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; então vende-os, ata o dinheiro na tua mão e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher. E aquele dinheiro darás por tudo o que desejares, por bois, por ovelhas, por vinho, por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; comerás ali perante o Senhor teu Deus, e te regozijarás, tu e a tua casa. Mas não desampararás o levita que está dentro das tuas portas, pois não tem parte nem herança contigo” (Deut. 14:24-27).

Em I Samuel 1:24, Ana leva um odre de vinho para os sacerdotes no Templo. O odre de vinho fazia parte da oferta que ela ofereceu no templo, mas era aspergido sobre o touro apenas a terça parte do vinho. E quem iria consumir o restante do vinho? Lógico que seriam os sacerdotes. Deus ordenou que se dessem o dízimo do mosto aos sacerdotes.

“Ao sacerdote darás as primícias do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e as primícias da tosquia das tuas ovelhas” (Deut. 18:4).

Alguém poderá contestar e dizer que o vinho que se usava para as ofertas de libação não era vinho forte, alcoólico. Mas, era sim! E tem mais! A Bíblia também diz que a bebida forte (mosto) alegra a Deus e aos homens. Como alegra a Deus? Se não alegrasse, para que Deus pedia que se oferecesse bebida forte na oferta de libação?

“A oferta de libação do mesmo será a quarta parte de um him para um cordeiro; no lugar santo oferecerás a libação de bebida forte ao Senhor” (Números 28:7).

“Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouçar sobre as árvores?” (Juízes 9:13).

Em I Samuel 25:8, Abigail envia dois odres de vinho para o rei Davi, juntamente com outros presentes, que seriam para os servos de Davi. Também Jessé, pai de Davi, um homem temente a Deus, fabricava vinhos, e chega a enviar um odre de vinho para o rei Saul, que era ungido do Senhor, mas que bebia muito vinho (I Samuel 16:20).

Também em II Samuel 16:1 se diz que Ziba levou um odre de vinho para Davi e seus servos. Se os homens de Davi consumiam vinho, é óbvio que ele também bebia com eles.

Se Davi, o homem segundo o coração de Deus, consumia vinho forte, por que os pastores protestantes, puritanos, ficam com essa bobagem de proibir o consumo de bebida alcoólica?

Se bebida alcoólica fosse pecado, o apóstolo Paulo não teria jamais recomendado a Timóteo que consumisse um pouco de vinho. Timóteo não podia ser dado ao vinho, pois, exercia liderança na igreja, e devia dar bons exemplos.

“Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (I Tim. 5:23).

Engraçado que em I Coríntios 11, Paulo exorta os crentes da igreja de Corinto e faz menção à bebida alcoólica na igreja, mas, mas pastores e teólogos ignoram isso. Apesar da confusão que havia durante a ceia na igreja de Corinto, mas, Paulo não condenou o uso de bebida alcoólica. Apenas exortou os irmãos para que fizessem as coisas com decência e ordem, e uns não comessem mais que outros e nem se embriagassem. Leia o texto e confira nas entrelinhas que Paulo faz menção de bebida alcoólica na igreja, mas não condena o seu uso. Antes, exorta que se querem comer à vontade e se embriagar, que façam em suas casas.

“Porque, antes de tudo, ouço que quando vos ajuntais na igreja há entre vós dissensões; e em parte o creio. E até importa que haja entre vós facções, para que os aprovados se tornem manifestos entre vós. De sorte que, quando vos ajuntais num lugar, não é para comer a ceia do Senhor; porque quando comeis, cada um toma antes de outrem a sua própria ceia; e assim um fica com fome e outro se embriaga. Não tendes porventura casas onde comer e beber? Ou desprezais a igreja de Deus, e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto não vos louvo” (I Cor. 11:18-22).

Em I Cor. 10:31, Paulo exorta os irmãos de Corinto a que comessem e bebessem, ou fizessem qualquer outra coisa, tudo para glória de Deus”. O que ele estava querendo ensinar com isso? Estava orientando os irmãos para que praticassem as coisas com moderação. E isso incluía a ingestão de bebida alcoólica com moderação.

Em Romanos 13:13, Paulo também diz para vivermos honestamente, não em glutonarias e bebedeiras. Essa exortação nada mais é do que um pedido para fazermos as coisas com moderação, sem exageros.

Quando Paulo diz em Efésios 5:18 “Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do Espírito”, isso não é um mandamento, mas apenas uma recomendação. Só que os pastores puritanos pegaram essa recomendação de Paulo e a transformaram em mandamento. Assim mesmo faziam os doutores da Lei, de Israel, que inventaram ordenanças que não estavam na Lei, e impunham pesado fardo para o povo carregar que nem eles mesmos carregavam.

“Ele, porém, respondeu: Ai de vós também, doutores da lei! porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos” (Lucas 11:46).

Apesar dos prós e contras das bebidas alcoólicas, cada cristão tem o livre arbítrio, e pode escolher fazer o voto de nazireado para não ingerir jamais bebida forte. Mas essa escolha não deve ser imposta por lideranças da igreja como uma lei ou mandamento para todos, pois, quem fazia tais ordenanças absurdas eram os doutores da Lei, de Israel, que inventavam preceitos para obrigar o povo a cumprir, mas eles mesmos não cumpriam.

No livro do profeta Jeremias há o relato interessante de um pai de família que determinou um mandamento, ordenando que todos da sua família jamais ingerissem bebida alcoólica, por todas as gerações. E os filhos e netos daquele pai cumpriram o mandamento fielmente. Aí o profeta Jeremias fala para o povo rebelde dizendo que aquela família cumpriu fielmente o mandamento do pai, mas a casa de Israel não quis cumprir os mandamentos do Senhor.

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Textos bíblicos usados pelos puritanos para condenar o uso de bebida alcoólica:

“O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não é sábio” (Prov. 20:1).

“Quem ama os prazeres empobrecerá; quem ama o vinho e o azeite nunca enriquecera” (Prov. 21:17).

“Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne” (Prov. 23:20).

“Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada” (Prov. 23:30).

“Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Prov. 23:31).

“Ai dos que se levantam cedo para correrem atrás da bebida forte e continuam até a noite, até que o vinho os esquente!” (Isaías 5:11).

“Têm harpas e alaúdes, tamboris e pífanos( e vinho nos seus banquetes; porém não olham para a obra do Senhor, nem consideram as obras das mãos dele” (Isaías 5:12).

“Ai dos que são poderosos para beber vinho, e valentes para misturar bebida forte” (Isaías 5:22).

“Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, estão tontos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte; erram na visão, e tropeçam no juízo” (Isaías 28:7).

“Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar” (Daniel 1:8).

“Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço” (Lucas 21:34).

“Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece” (Rom. 14:21).

“Nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos [bêbados], nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (I Cor. 6:10).

“E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito” (Efésios 5:18).

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso” (I Tim. 3:2-3).

“Da mesma forma os diáconos sejam sérios, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância” (I Tim. 3:8 ).

“Pois é necessário que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro de Deus, não soberbo, nem irascível, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância” (Tito  1:7).

“As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam reverentes no seu viver, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras do bem” (Tito  2:3).

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Mas, veja o que disse sobre o vinho forte o mesmo rei Salomão que escreveu os provérbios:

“Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda; assim se encherão de fartura os teus celeiros, e trasbordarão de mosto [vinho] os teus lagares” (Prov. 3:9-10).

“Dai bebida forte ao que está para perecer, e o vinho ao que está em amargura de espírito” (Prov. 31:6).

“Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne, sem deixar de me guiar pela sabedoria, e como me apoderar da estultícia, até ver o que era bom que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu, durante o número dos dias de sua vida” (Ecles. 2:3).

“Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe o teu vinho com coração contente; pois há muito que Deus se agrada das tuas obras” (Ecles. 9:7).

“Para rir é que se dá banquete, e o vinho alegra a vida; e por tudo o dinheiro responde” (Ecles. 10:19).

“Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho” (Cântico dos Cânticos 1:2).

“Venho ao meu jardim, minha irmã, noiva minha, para colher a minha mirra com o meu bálsamo, para comer o meu favo com o meu mel, e beber o meu vinho com o meu leite. Comei, amigos, bebei abundantemente, ó amados” (Cântico dos Cânticos 5:1).

“Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; então sejam os teus seios como os cachos da vide, e o cheiro do teu fôlego como o das maçãs, e os teus beijos como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes” (Cantares 7:8-9).

“Eu te levaria e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me instruirias; eu te daria a beber vinho aromático, o mosto das minhas romãs” (Cantares 8:2).

Os crentes puritanos usam de forma seletiva os textos do livro Cântico dos Cânticos (Cantares de Salomão). Os versos que soam bem e não causam constrangimento eles usam para ler nos cultos, mas outros versos interessantes, como estes três últimos, supracitados, eles desprezam, e não leem de jeito nenhum.

Sobre o “milagre” da transformação da água em vinho, feito por Jesus na festa de casamento em Caná da Galiléia (João 2), tem um texto interessante que peguei na Internet. Será que Jesus transformou, mesmo, 100% água em vinho, ou ele simplesmente mandou os discípulos colocarem um barril de vinho forte em cada talha e depois ordenou que acrescentassem porções de água no vinho para a bebida render? Pois, temos informações de que os rabinos judeus determinavam que o vinho fermentado fosse diluído com água. Leia o seguinte texto e tire suas conclusões.

“Entre os judeus dos tempos bíblicos, os costumes sociais e religiosos não permitiam o uso de vinho puro, fermentado ou não. O Talmude (uma obra judaica que trata das tradições do judaísmo entre 200 a.C. e 200 d.C.) fala, em vários trechos, da mistura de água com vinho (e.g., Shabbath 77; Pesahim 1086). Certos rabinos insistiam que, se o vinho fermentado não fosse misturado com três partes de água, não podia ser abençoado e contaminaria quem o bebesse. Outros rabinos exigiam dez partes de água no vinho fermentado para poder ser consumido. Um texto interessante temos no livro de Apocalipse, quando um anjo, falando do “vinho da ira de Deus”, declara que ele será “não misturado”, isto é, totalmente puro. (Apoc. 14.10)”.

Concluindo, o puritanismo dos crentes (cristãos evangélicos) é pura caretice. Para os fundamentalistas, a proibição de bebida alcoólica é necessária para que o cristão ande em santidade, para que possa alcançar os céus e a vida eterna. Para outros, é apenas um costume que torna o viver do crente agradável a Deus e exemplar diante dos homens. E ainda para outros, a abstinência de bebida forte é apenas uma forma de preservar o corpo longe de doenças e problemas de saúde, ou para evitar o vício do alcoolismo. Que cada um fique com suas crendices e caretices. Mas, que fique claro que a ingestão de bebidas alcoólicas não é e nunca foi pecado.

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Miquels7 – Manaus, 22/10/2017.

 

 

23/10/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | Deixe um comentário

OS MOTIVOS PELOS QUAIS OS CRISTÃOS SERÃO EXTERMINADOS

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Cristãos perseguidos no mundo

Em Apocalipse 12 diz que o Dragão encontrará dificuldade para perseguir a “mulher” (os judeus) protegida no deserto, e vai fazer guerra ao resto da sua descendência. A “descendência da mulher”, conforme diz Gênesis 3, são todas as pessoas pacíficas e tementes a Deus, como os cristãos e muçulmanos (na verdade, nem todos, néh!).

“Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gên. 3:14-15).

“E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus. E o dragão parou sobre a areia do mar” (Apoc. 12:17-18).

Também em Apocalipse 13 diz que a Besta perseguirá os santos (os judeus ortodoxos espalhados por todo o mundo) até exterminá-los. Apenas 144 mil dos judeus ortodoxos serão arrebatados no meio da tribulação que há de vir sobre toda a Terra. O Dragão do capítulo 12 é a mesma Besta do capítulo 13; só que o Dragão não faz o serviço pessoalmente; ele deu sua autoridade e poder aos governos humanos para executarem seus intentos. Não é o Dragão que irá pessoalmente perseguir e exterminar os que servem a Deus; são os governos humanos, representados especialmente pelos Estados Unidos da América e pela ONU.

“Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação. E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça” (Apoc. 13:7-9).

Os países socialistas e ateístas asiáticos não trabalham em conluio com o Dragão, pois, eles ignoram tanto a Deus quanto ao Diabo. Países como China e Coreia do Norte são nações naturais da Terra que se desenvolveram sem a influência do Grande Dragão. Porém, as grandes potências europeias, como Itália/Roma, França, Alemanha e Reino Unido (Inglaterra), bem como a Rússia e alguns países árabes-muçulmanos são marionetes do Grande Dragão, e exercem sua autoridade e poder.

POR QUE OS CRISTÃOS SERÃO PERSEGUIDOS E EXTERMINADOS?

Nos últimos dias, os cristãos serão muito mais perseguidos e exterminados que mesmo os muçulmanos. Por quê? Por causa do fanatismo dos cristãos ocidentais. O fanatismo dos cristãos ocidentais é bem pior que o fanatismo dos muçulmanos.

A maioria das seitas cristãs, principalmente as pentecostais e neopentecostais, não pregam o amor, a paz, a tolerância, a justiça e a caridade entre os humanos, nem pregam o Evangelho do reino de Cristo, mas pregam o ódio e a discriminação; pregam sobre riquezas aqui na terra; e exploram a fé dos fiéis para subtrair o pouco que ganham; pregam coisas absurdas, como o arrebatamento fictício, e ameaçam os descrentes com o sofrimento e condenação no inferno fictício; pregam o mal para os outros, e para eles somente o céu fictício.

Como isso se dará?

Os cristãos ocidentais (europeus, americanos do norte, do sul e central) estão se tornando uma praga com o fanatismo religioso que estão espalhando no planeta, pregando erroneamente sobre a iminente volta de Jesus e o tal arrebatamento fictício. Eles alardeiam de norte a sul, de leste a oeste do planeta, espalhando suas crenças baseadas em fantasias, por fazerem interpretações equivocadas de textos da Bíblia.

Conforme o tempo vai se passando e as promessas fictícias que eles alardeiam não se cumprem, mais desesperados eles ficam, pregando suas sandices. Por exemplo, eles pregam que depois que os salvos (a Igreja) forem arrebatados, o mundo entrará em colapso e haverá grandes catástrofes sobre a face da Terra. Depois da grande catástrofe, irá se instalar na Terra o governo ditatorial do anticristo, que irá durar 7 sete anos, período que eles chamam de Grande Tribulação, momento em que os cristãos que ficarem para trás serão perseguidos e exterminados. Só que nada disso irá acontecer como eles preveem. Os cristãos serão exterminados não por causa do anticristo, depois do tal arrebatamento, mas por causa dessas loucuras que eles andam espalhando nos quatro quadrantes do planeta, sobre o fim do mundo, o arrebatamento e a volta de Jesus.

Preste atenção. À medida que os anos vão se passando, nada que os crentes apregoam vai acontecer. Aí eles ficam mais desesperados ainda, visto que os males e catástrofes que eles desejavam para os outros estarão vindo sobre eles também. Mas eles não se darão por vencidos ou convencidos, e continuarão alardeando suas crenças loucas no planeta. Até que chegará o momento em que a Besta dará um basta nessas loucuras dos cristãos, incluindo-se também as loucuras dos muçulmanos e todos os religiosos em geral. A perseguição da Besta não será focada somente sobre os cristãos, judeus e muçulmanos; será sofre todas as religiões e credos. O objetivo será exterminar as crenças em coisas infundadas e fantasiosas. Eles (os agentes da Besta) chegarão à conclusão que as crendices tolas por si só não são maléficas à mente humana, mas o que as torna maléficas é o ato das seitas tentarem espalhar suas loucuras aos outros seres humanos. Então, o objetivo será conter de forma drástica o aumento das seitas, até destruí-las completamente da face da Terra.

A Besta fará com que os próprios cristãos se odeiem entre si e se matem. Da mesma forma fará com os muçulmanos.

“E, por isso que hei de exterminar do meio de ti o justo e o ímpio, a minha espada sairá da bainha contra toda a carne, desde o sul até o norte” (Ezequiel 21:4)

O intento da Besta em exterminar os cristãos e todos os religiosos do planeta será cumprido em parte, pois, o governo da Besta, isto é, dos governos atuais do mundo, não durarão para sempre. Os juízos de Deus estão sendo preparados para serem derramados sobre a Terra, sobre o trono da Besta e sobre todos aqueles que não querem saber de Deus. Embora os cristãos sejam quase todos exterminados por suas loucuras, mas muitos se salvarão do massacre promovido pela Besta.

Os cristãos, de forma geral, acham que o Diabo (Dragão e Satanás) quer ser adorado pelos humanos, e por isso, vai erguer a tal imagem da primeira Besta para que seja adorado por todos os terráqueos. Mas esse ensino é pura meninice de teólogo fanático.

O objetivo do Dragão não é ser adorado. O Dragão trouxe conhecimento aos humanos sobre o bem e o mal. Ele quer a parceria dos governos humanos para poder lutar contra o Deus Todo-Poderoso. Na verdade, o objetivo do Dragão é ajudar os humanos a se libertarem do domínio do Deus Todo-Poderoso e com isso, se tornarem seus aliados. No entanto, depois de feito tudo, o Dragão permitirá que os humanos se corrompam, e também promoverá coisas para que se corromperem ainda mais. A Democracia é a principal arma que Satanás usou nesses últimos tempos para corromper os humanos. O Dragão quis trazer liberdade aos humanos, mas eles não sabem usufruir dessa tal liberdade. E o próprio Dragão se aproveitará da fragilidade humana para escravizá-la. Foi assim que ele fez com os primeiros humanos, o povo que vivia no continente perdido, chamado de Atlântida. Deus teve que destruir o reino dos Atlantes. Mas Satanás não se deu por vencido, e corrompeu a atual humanidade. Por isso, os governos humanos atuais que se aliaram ao Dragão, bem como toda a humanidade pecadora que adora a Besta, terão que ser exterminados. O script de tudo que irá acontecer com a humanidade, os governos humanos e o planeta Terra está escrito no Apocalipse de João. Não há quem possa impedir.

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QUAL SERÁ O ESTOPIM PARA A DERROCADA DOS CRISTÃOS?

Os cristãos católicos e evangélicos do Brasil e do mundo não têm ideia do que está prestes a acontecer com a religião cristã.

A maioria dos cristãos pensa que está tudo bem com o Cristianismo, e que a história de Jesus Cristo está bem contada na Bíblia. Porém, ficarão de queixo caído com o que está prestes a ser revelado.

Muitos podem me questionar dizendo: Como os EUA e a ONU vão perseguir os cristãos e tentar acabar com o Cristianismo na Terra visto que a América é cristã, e a Igreja Católica é muito forte no mundo e exerce influência sobre os grandes governos do mundo, principalmente sobre os EUA? Como a religião cristã pode ser destruída se os evangélicos são o grupo que mais cresce no mundo depois do Islamismo?

Sim. Os EUA são, atualmente, o maior país defensor da religião cristã e dos judeus. Mas isso não será sempre assim. Ultimamente o presidente dos EUA, Donald Trump, se recusou a continuar participando como membro da Unesco porque a maioria dos membros não reconheceu o direito dos judeus sobre o monte do Templo, em Jerusalém. Isso significa que os EUA estão mais para o lado dos judeus (Judaísmo) do que para o lado dos cristãos (Cristianismo).

O estopim para a derrocada dos cristãos será a DESMORALIZAÇÃO da Igreja Católica Apostólica Romana e do Papa, e depois que isso ocorrer, o Cristianismo não se sustentará na Terra. A religião cristã só é forte na Terra por causa da Igreja Católica de Roma. Se os alicerces da ICAR forem derrubados, nenhuma seita cristã se sustentará, porque ela é o grande baluarte do Cristianismo. Se a ICAR cair, os protestantes evangélicos não se sustentarão. Na verdade, as seitas (denominações) cristãs e evangélicas não são nada sem a Igreja Católica de Roma.

E como se dará a desmoralização da ICAR?

A Igreja Católica Romana só não foi desmoralizada até hoje perante o mundo em virtude do serviço secreto do Vaticano, exercido através da Opus Dei, a sociedade secreta criada para defender os interesses do Papa e dos cardeais, com a finalidade de esconder os segredos da história de Jesus Cristo, e de manter o poder da Igreja na Terra.

Em breve serão revelados os segredos que a ICAR esconde sobre a verdadeira história de Jesus de Nazaré, o profeta judeu que foi transformado em “Deus” pelos cristãos. As provas contra a farsa da ICAR e da divindade de Cristo estão escondidas a sete chaves no Museu do Louvre, em Paris. Quem está por trás dessa trama são pessoas ligadas à Maçonaria, essa mesma que foi responsável pela fundação dos Estados Unidos da América. A Maçonaria é inimiga da fé cristã. Os maçons de alto grau são declaradamente satanistas. E a Maçonaria é uma seita ou sociedade secreta com fins escusos. Porém, sabemos dos seus intentos porque vários ex-maçons relataram ter ouvido dos maçons da elite os planos dessa sociedade maligna.

Os líderes cristãos e evangélicos do mundo todo dirão que isso foi um plano arquitetado pelo Diabo para acabar com a Igreja. Realmente, concordo que esse plano é diabólico arquitetado pelos maçons. Porém, será feito com a permissão de Des. Também concordo com o que será revelado sobre a verdadeira identidade de Jesus e o desmascaramento da ICAR e a farsa do Jesus que transformaram em “Deus”. O cristianismo propagado pela ICAR e igrejas evangélicas é falso, e não reflete o verdadeiro Evangelho do Cristo, o Messias, Servo de Jeová e profeta judeu que viveu há dois mil anos atrás.

Os conspiradores maçônicos provarão que o atual Evangelho de Mateus foi modificado pelos padres católicos com a intenção de justificar o ensino da teoria da trindade divina, e que o Evangelho de João foi feito intencionalmente com mensagens confusas sobre a história de Jesus para tentar deificar a sua pessoa, isto é, dar a entender que Jesus é “Deus”. O Evangelho de João é completamente diferente dos outros três evangelhos chamados de sinópticos, e muitas de suas histórias sobre os fatos ocorridos com Jesus são divergentes. Só os teólogos fanáticos que não percebem esses disparates do Evangelho de João, ou ignoram de propósito. Quanto aos escritos de Paulo, dirão que este era um lunático, e que ficou assim depois que caiu de seu cavalo indo pela Estrada de Damasco. Dirão também que a Epístola aos Hebreus é fantasiosa e cheia de contradições sobre o Judaísmo. Dirão ainda que o Jesus que apareceu a Paulo não é o mesmo Jesus dos evangelhos sinópticos, pois, o Jesus dos evangelhos sinópticos não aboliu a antiga Lei Mosaica, não foi contra o Judaísmo e nem blasfemou se proclamando Deus igual ao Pai.

Quando os segredos que a ICAR esconde há séculos forem revelados ao mundo, toda a cristandade ficará chocada e chorará. Milhares de igrejas católicas serão queimadas nos EUA, na Europa e no mundo. E as igrejas cristãs também não escaparão do massacre. E a perseguição dos muçulmanos contra os cristãos será ainda maior. E depois disso acontecer, o Papa irá renunciar, e nenhum outro cardeal terá coragem de se candidatar ao cargo de Papa. Os cristãos evangélicos do Ocidente tentarão resistir e continuar com a fé cristã, mas tudo será em vão.

Feito isso, a Besta, isto é, os EUA, se voltará para Israel, e fará um pacto com o povo escolhido de Deus, os judeus, para apoiá-los e defende-os. Só que esse pacto não será feito com os judeus ortodoxos, mas com os judeus sionistas, esses que estabeleceram o Estado de Israel sem a ordem divina. E o próximo passo será a reconstrução do Terceiro Templo. Na verdade, Israel já tem feito acordo com a Besta desde a implantação do Estado de Israel pelo movimento sionista. Porém, esse novo acordo será de mais estreitamento com o povo de Israel, a fim de darem início à reconstrução do Terceiro Templo. E isso será o estopim para um grande conflito no Oriente Médio, momento em que a Besta (EUA), com aval da ONU, apoiada pelo poderio militar e bélico de Israel, dará um basta nas ameaças dos muçulmanos contra os judeus. Irã, Egito, Palestina, Turquia, Líbano, Síria e demais países árabes não poderão resistir contra a Besta e contra Israel até o momento em que Deus permitir. Os muçulmanos serão expulsos do Monte do Templo para que sejam iniciadas as obras da reconstrução do novo Templo.

Deu para entender agora por que o governo americano defende tanto o Estado de Israel? Eles vão menosprezar os cristãos por causa do escândalo e da desmoralização da Igreja Católica, e se voltarão para a “mulher deixada no deserto”.

No capítulo 12 de Apocalipse se diz que a “mulher” (Israel), após dar a luz ao filho varão (os 144 mil) é deixada no “deserto” a fim de ficar protegida da influência do Dragão (Satanás). O grupo dos 144 mil judeus será arrebatado no momento certo e ninguém no mundo irá perceber esse evento, pois, o número de 144 mil pessoas desaparecendo é quase insignificante comparando-se com os 7 bilhões de seres humanos vivos na Terra. Repare que no capítulo 17 de Apocalipse o profeta diz viu uma “mulher” assentada sobre uma Besta cor de escarlata caminhando no deserto. Logo, conclui-se que essa “mulher” é aquela mesma que foi deixada no deserto longe da vista do Dragão. Só que essa mulher se corrompe e monta sobre a Besta, que são os governos humanos. Também se diz que essa mulher é a grande cidade de Babilônia que reina sobre os reis da Terra. Os teólogos evangélicos fanáticos afirmam que essa mulher de Apocalipse 17 é a Igreja Católica de Roma. Outros a identificam como representante de todas as religiões da Terra. Eu mesmo já identifiquei essa mulher como sendo o próprio planeta Terra, com suas religiões, culturas e comércios pelo sistema capitalista, pois podemos perceber isso no capítulo 18, na lamentação dos mercadores e poderosos após sua queda. Na verdade, as cidades de Jericó, Babilônia e Egito são símbolos do mundo como um todo, isto é, do planeta Terra. E depois que a mulher montou na Besta cor de escarlata, Jerusalém, a grande cidade que reina sobre os reis da Terra, ficou sendo símbolo do mundo decaído. Podemos perceber que a grande cidade de Babilônia do capítulo 17 de Apocalipse é Jerusalém pelo que se diz sobre ela no capítulo 11, onde João a compara com “Sodoma” e “Egito”. Veja:

“E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado” (Apoc. 11:8).

Ou seja, tanto faz chamar Jerusalém de Sodoma, Egito e grande Babilônia.

No entanto, o pacto da Besta com a mulher não durará muito tempo, pois, esta será traída. Apocalipse de João diz que Besta se voltará contra a mulher e a deixará desolada e nua. Já defendi em meus escritos afirmando que essa mulher é o sistema religioso dominante no mundo representado pela Igreja Católica, e que a Besta iria trair o Papa e iria destruir o Cristianismo. Pelo que já descrevi, acima, sobre o plano maçônico para acabar com a ICAR, dá no mesmo. A mulher pode ser o sistema religioso liderado pela ICAR ou pode ser a cidade de Jerusalém (Israel) que se corrompeu através do Sionismo.

“Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas. E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo” (Apoc. 17:15-16).

No seu Evangelho Jesus disse que não veio abolir a Lei e ainda exortou com veemência aqueles que tentarem violar os mandamentos da Lei de Moisés por menor que seja. Jesus também falou sobre o seu reino. A expressão “reino dos céus” não significa um reino no céu. Jesus não tem um reino no céu. O seu reino ainda está por ser estabelecido aqui na Terra. Disse ele: Bem-aventurado sois vós, os pobres, porque vosso é o reino dos céus.

Por favor, você que é cristão evangélico fanático, abra sua mente e pare com essa loucura de reino no Céu. Não existe nenhum reino no céu prometido por Cristo. O reino que Cristo prometeu será aqui mesmo na Terra. Jesus nunca usou a expressão REINO NO CÉU ou REINO DO CÉU. Se você ainda teimar, convoque os melhores professores entendidos em Língua Portuguesa para lhe explicar que a expressão “reino dos céus” não quer dizer um reino no céu, mas um reino que veio do céu para se estabelecer aqui na Terra. Jesus declarou a Pilatos que o seu reino não era deste mundo. Ora, o que Cristo quis dizer com isso? Quis dizer que o seu reino não era como o dos humanos, mas um reino divino, baseado na paz, na justiça e no amor. Leia as palavras do verdadeiro Cristo que as igrejas deviam estar pregando, e não os ensinos deturpados do evangelho ensinado por Paulo.

Mateus 5

3 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
4 Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
5 Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra.
6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos.
7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.
8 Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
9 Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.
10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
11 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa.
12 Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.
13 Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
15 nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa.
16 Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
17 Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir.
18 Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido.
19 Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.

E tenho dito. Anote bem o que aqui escrevi.

Agora, leia todo o capítulo 17 de Apocalipse para entender o que escrevi. Leia também o capítulo 18.

Apocalipse  17

1 Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;
2 com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição.
3 Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres.
4 A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição;
5 e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra.
6 E vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. Quando a vi, maravilhei-me com grande admiração.
7 Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres.
8 A besta que viste era e já não é; todavia está para subir do abismo, e vai-se para a perdição; e os que habitam sobre a terra e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo se admirarão, quando virem a besta que era e já não é, e que tornará a vir.
9 Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada;
10 são também sete reis: cinco já caíram; um existe; e o outro ainda não é vindo; e quando vier, deve permanecer pouco tempo.
11 A besta que era e já não é, é também o oitavo rei, e é dos sete, e vai-se para a perdição.
12 Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam o reino, mas receberão autoridade, como reis, por uma hora, juntamente com a besta.
13 Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.
14 Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e eleitos, e fiéis.
15 Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas.
16 E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.
17 Porque Deus lhes pôs nos corações o executarem o intento dele, chegarem a um acordo, e entregarem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.
18 E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.

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Miquels7 – Manaus, 18/10/2017

18/10/2017 Posted by | CRISTIANISMO EM CRISE, FANATISMO RELIGIOSO, GOVERNO DA BESTA, ISRAEL E AS PROFECIAS, MENSAGENS DE ALERTA, MENSAGENS ESPECIAIS, REVELAÇÕES APOCALIPTICAS, SOCIEDADES SECRETAS, TEMAS SÓ PARA TEÓLOGOS DISCUTIR | , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O MAIOR ESQUERDISTA DA HISTÓRIA

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O maior Esquerdista da História não foi Karl Marx nem Friedrich Engels, nem algum outro socialista moderno.

Você sabe exatamente quem foi a primeira pessoa no mundo que se revoltou contra tudo, contra o sistema político e religioso de sua época, e se posicionou como o primeiro grande Esquerdista da História?

Jesus o maior esquerdista da história

Jesus Cristo! Isso mesmo! Jesus Cristo foi o primeiro grande Esquerdista da História.

Jesus Cristo foi o grande personagem na História que se revoltou contra os religiosos de sua época, se colocou contra os ricos e poderosos que oprimiam o povo, e foi contra a pena de morte, foi a favor dos pobres, dos doentes e de todos aqueles que eram oprimidos e explorados.

Alguém vai contrariar? Contra fatos não há argumentos.

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Você sabe quem foi o crente fiel a Deus que governou uma nação ímpia e idólatra desde quando era jovem, mas não impôs a sua religião nem estabeleceu como lei os costumes de sua família nem criou lei para adoração ao seu Deus, e cuja família cresceu e se tornou um grande povo naquele país sem, contudo, conspirar para tomar o poder, e que durante seu governo o país prosperou como nunca, e que quando morreu toda a nação pranteou por sua morte?

Esse foi José, filho mais novo do patriarca Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão, que governou o grande Egito. Somente depois de sua morte, quando outro faraó assumiu o poder, que seu povo foi oprimido. Mesmo assim eles não conspiraram para tomar o poder.

Aqui no Brasil os evangélicos pretendem eleger um presidente crente para que possam tomar o poder, e dizer que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo.

Os evangélicos são tão audaciosos que no final da década de 1990 (1998), quando surgiu a heresia do G12, previram que dentro de 15 anos eles seriam maioria no Brasil. Quebraram a cara! Já estamos em 2017 e nada se concretizou. O que tem muito no Brasil é cristão joio, crente joio.

Teve outro crente que se tornou grande governador em país estranho, a Babilônia. Esse foi o profeta Daniel. Quando Sadraque, Mesaque e Abedenego escaparam da fornalha ardente, o rei decretou que o Deus de Israel fosse adorado em todo o país e decretado como Deus vivo e poderoso. Mas mesmo assim não há indícios de que os hebreus tenham influenciado a cultura e os costumes do povo Babilônico, nem dos persas. Depois que os judeus voltaram do cativeiro, os babilônios e persas continuaram do mesmo jeito, com sua idolatria, com seus costumes.

Aqui no Brasil os evangélicos querem influenciar em tudo.

Jesus mandou seus apóstolos anunciarem as boas novas do seu reino, e não tentar dominar países e o mundo, e impor suas crenças e costumes.

14/10/2017 Posted by | ESQUERDISMO, MENSAGENS ESPECIAIS, POLITICA, Socialismo | , , , | Deixe um comentário

VIAGEM DE NAVIO NA TERRA PLANA

É cada loucura que aparece nesses últimos tempos!

Se você ver o tanto de sites e vídeos no YouTube falando e defendendo o modelo da Terra Plana, e arrebatando milhares de seguidores incautos, vai ficar abismado. Parece que virou uma seita de lunáticos os adeptos da Terra Plana. Já são milhares e cada dia cresce mais os adeptos. E os verdadeiros cientistas não fazem nada para conter essa idiotice que infesta a internet, que pode estar levando à loucura milhares de jovens no mundo.

E adivinha de onde surgiu a teoria da Terra Plana! Da Bíblia.

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Planisfério - Terra Plana

No modelo da Terra Plana, o Chile e a Austrália ficam nos extremos do Mapa Mundi.

Se a Terra fosse plana, então não tinha como um navio saindo do Chile pelo Oceano Pacífico chegar à Austrália sem passar pelos Oceanos Atlântico e Índico.

No entanto, sabemos que navios partindo do Chile, via Oceano Pacífico, chegam ao Japão e à Austrália.

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Os verdadeiros cientistas tiveram um árduo trabalho científico durante séculos para explicar o nosso mundo, o nosso Universo, o planeta Terra, a Lua e os demais planetas do Sistema Solar, bem como as leis que ordenam os movimentos dos astros no espaço. Mas, aí vem um bando de lunáticos religiosos, pseudo-cientistas provar que a Terra é plana, que a Lua e o Sol estão bem pertinho dela, e ainda têm audácia de afirmar que os maiores cientistas do mundo estão enganando a humanidade com a teoria da Terra redonda e do heliocentrismo.

Comparo as teorias (heresias) dos estudiosos da Terra Plana com as heresias dos teólogos tradicionais. Suas teorias são infundadas e muitas delas infantis, e não podem ser comprovadas cientificamente, mas querem ter razão. E ainda iludem milhões de pessoas com suas teorias sem fundamento.

Daqui a pouco vão dizer que não existem mais os três grandes Oceanos da Terra, e que existe apenas um Oceano. Ou vão dizer que a costa do Chile está ao lado da Austrália, ou que o Chile está do lado errado do Mapa Mundi.

Se a Terra fosse plana e o Chile e a Austrália estivessem como estão nos extremos do Mapa Mundi, então um navio saindo do Chile só poderia chegar na África, na Europa e na Ásia passando pelo Canal do Panamá ou contornando o continente Sul Americano, passando pelo Estreito de Magalhães. Porém, sabemos que os navios do Chile não seguem essa rota pelo sul do continente Sul Americano, exceto se for para chegar à Argentina, ao Uruguai e ao Brasil.

14/10/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, CONSPIRAÇÃO, MENSAGENS ESPECIAIS | , , , , | Deixe um comentário

A NARRATIVA DA CRIAÇÃO DE GÊNESIS, SEGUNDO MIQUELS7

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Os teólogos tradicionais têm que admitir: A narrativa da criação de Gênesis trata-se da transição da Terra no período da última Era Glacial. Segundo alguns geólogos, a última glaciação da Terra deu-se no período de 100 mil a 12 mil anos atrás. Veja o que diz a Wikipédia:

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Último Período Glacial

“O Último período glacial, também referido como Idade do Gelo, Glaciação Wisconsin, Glaciação Würms, Würmiano ou Laurenciano, é a designação dada ao último episódio de glaciação da Terra registado durante a presente idade geológica. Teve lugar durante a última parte do Pleistoceno, de aproximadamente 110.000 a 10.000 anos antes do presente e é a mais conhecida das glaciações antropológicas.

Foi definida por A. Penck e E. Brückner (1901-1909), como glaciações alpinas (RISS, Mindel, Günz, Donau). Sua definição é baseada em observações geológicas consequentes da redução significativa das temperaturas médias durante um longo período (gelo de água fluvial, morenas) nos Alpes. Considera-se que ela começou há 100 mil anos e terminou há 12 mil.

Esta glaciação foi a última acontecida na Terra, e com ela se considera terminado o período Pleistoceno e as denominadas “glaciações antropológicas” por cientistas, devido ao fato de terem sido usadas para a travessia do homem para a América do Norte”.

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A criação de Gênesis 1

A presente teoria sobre o real significado da criação de Gênesis é de autoria de Miquels7. Nenhum outro estudioso da Bíblia ou teólogo escreveu sobre esse fato ou teve ponto de vista ou ideia semelhante.

Deus não criou o planeta Terra. O nosso planeta já existia antes dos deuses (Elohim) aparecerem. Quando os Elohim apareceram a segunda vez, viram que a Terra estava um caos, imersa em escuridão, completamente coberta de gelo, porque as nuvens de cinza vulcânicas tapavam a luz do Sol. Esse estado em que ficou o planeta Terra foi devido a uma catástrofe, resultado da queda de um meteoro sobre a área em que se encontra o atual Oceano Atlântico, há mais de 100 mil anos atrás. Com a queda desse imenso meteoro, o Reino dos Atlantes submergiu sob as águas do Oceano que cercava o continente que existia entre a África e a América do Sul. Muitos humanos do Reino dos Atlantes sobreviveram à catástrofe, e se esconderam em cavernas da Terra, bem como muitas aves e animais. Os Atlantes foram uma raça de humanos que existiu na Terra antes do surgimento da Raça Adâmica, criada pelos deuses (Elohim). Nos livros de histórias antigas e na internet podemos ver os vestígios do Reino dos Atlantes que ficaram espalhados nos quatro cantos do planeta, que até hoje muitos cientistas não sabem explicar a origem. Foi o filósofo grego Platão quem descreveu em uma de suas obras a história do Reino dos Atlantes. Os humanos que sobreviveram em cavernas da Terra no período da última Era Glacial tiveram filhos em meio à escuridão do planeta; os mais velhos morreram e pouca informação passaram para os seus descendentes. E esses descendentes não tinham noção da existência do Sol, da Lua e das estrelas. Quando as nuvens de cinzas vulcânicas começaram a se dispersar, os primeiros raios do Sol começaram a surgir. Então, esses sobreviventes das cavernas imaginavam que os deuses estavam criando a luz. A narrativa de Gênesis parece até um conto de fada ou conto infantil, mas, na verdade, trata-se de algo que realmente aconteceu. Mas esse fato precisa ser explicado do ponto de vista científico, assim como estou fazendo. Os religiosos explicam o relato da criação de Gênesis como um conto infantil, um conto de fada. Quem crê de forma literal na narrativa da criação de Gênesis tem idade mental de um criança que acredita em contos de fada.

Se Gênesis diz que Deus criou no princípio a Terra, e esta era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo, significa que Ele a criou na escuridão. Deus, sendo luz, criou a Terra em total escuridão. Ora, acreditar dessa forma é meninice. E tal crença seria um mito, e não algo real e racional.

Que Deus é esse, onisciente e todo-poderoso, que se surpreende ao criar a luz, visto que a Bíblia mesmo diz que Ele é luz?! Deus viu que a luz era boa. Ora, isso já o desqualifica como um ser onisciente.

A narrativa de Gênesis tem todas as características do processo de transição pelo qual passou a Terra na última Era Glacial. E a narrativa segue em ordem cronológica todo o processo.

OS PROCESSOS DE TRANSIÇÃO DA TERRA

Em Gênesis diz que a Terra estava um caos, imersa na escuridão, coberta de geleiras, porque as nuvens de cinzas vulcânicas tapavam completamente a luz do Sol.

No primeiro dia (ou primeiro período de transição) Deus cria a luz. Ora, isso é mito se acreditarmos de forma literal na narrativa. Após dezenas de anos, as nuvens de cinza vulcânicas começam a se dispersar, e surgiram os primeiros raios do Sol sobre a Terra.

Quando os primeiros raios do Sol começam a atingir a Terra, os humanos sobreviventes nas cavernas começam a diferenciar o período do dia e da noite.

No segundo dia (período de transição), as nuvens vulcânicas ainda não tinham se dispersado completamente, mas os raios do Sol começaram a aquecer o planeta e derreter as grandes geleiras que cobriam os montes.

No terceiro dia Deus faz a separação das águas e da terra seca (mito). Cientificamente, nesse período as grandes geleiras derretem e aparece a parte seca.

Ainda no terceiro período começa a surgir a relva, e brotam do nada toda sorte de plantas. Esse mesmo fenômeno acontece nas praias nos rios da Amazônia, logo que termina a enchente grande. Começam a nascer todo tipo de plantas às margens dos rios e sobre as praias.

No quarto dia Deus criou os grandes luminares do céu: o Sol, a Lua e as estrelas (mito). Explico esse contrassenso.

Se é o Sol que determina a separação da luz e das trevas, e o que determina a contagem dos dias, por que esse astro só foi criado no quarto dia? Que parâmetros os Elohim empregaram para contar o primeiro dia, o segundo dia e o terceiro dia, visto que é o Sol que determina o período do dia e da noite?

Na realidade, foi somente no quarto dia que os humanos sobreviventes das cavernas puderam contemplar nitidamente o Sol, a Lua e as estrelas. E na perspectiva deles, era os deuses (Elohim) que haviam criado naquele período o Sol, a Lua e as estrelas.

No quinto dia Deus cria as aves do céu e todos os animais sobre a terra (mito). Explico.

No quinto período de transição, as aves e os animais saem das cavernas para se alimentar dos peixes, da grama e da vegetação que começou a cobrir a Terra seca. Na visão dos humanos sobreviventes, eram os deuses criando as aves e os animais.

No sexto dia ou período Deus cria os animais domésticos, selváticos e os répteis, e por último cria o homem para cuidar da terra e da criação.

Porém, no livro de Gênesis existem duas narrativas sobre a criação, mas muitos estudantes e até mesmo teólogos não percebem, ou fingem que não tem importância, pois, segundo eles, a Bíblia é a palavra de Deus e não contém erros. Mas, contém muitos erros. Eles não percebem porque já têm a mente condicionada para aceitar como verdades inquestionáveis qualquer coisa que a Bíblia diz. Estudam a Bíblia com fanatismo, sem fazer uma análise crítica e científica nos textos, para conferir se as informações contidas são reais ou fictícias, ou se se contradizem.

A primeira narrativa é de origem suméria, e denomina-se ‘Elohista’, e vai de Gên.1:1-31 a 2:1-3. E o nome empregado para se referir à divindade é Elohim, que significa literalmente “os deuses”.

A segunda narrativa da criação começa em Gên.2:4-17 e é totalmente contrária da primeira. Esta narrativa é denominada “Javista”, porque o termo empregado para se referir à divindade é Javé ou YHWH. Portanto, é uma narrativa de origem hebraica. Nela, Deus primeiro cria o homem, depois cria as plantas, as aves e os animais.

Em Gên. 3:5 diz que não havia brotado nenhuma erva ou planta do campo porque Deus não havia feito chover. Ora, que Deus Todo-Poderoso é esse que não podia fazer nenhuma planta brotar sem água?

A RAÇA ADÂMICA E A RAÇA DOS ATLANTES

Os teólogos tradicionais não admitem que existiu outra raça de humanos na Terra além da raça adâmica. Para eles, todas as diferentes etnias de humanos (nefilins, índios americanos, brancos europeus, negros africanos, asiáticos, esquimós, pigmeus, mongóis, aborígenes australianos) descendem de um mesmo ancestral (Adão e Eva) que apareceu na Terra há 6 mil anos.

Na verdade, os Elohim criaram uma nova raça de humanos diferente das anteriores, mais evoluída e de cor branca, a Raça Adâmica.

Porém, antes de prosseguir, quero salientar sobre mitos e fantasias alimentadas pelos crentes e até por pessoas ditas “eruditas” (teólogos e “doutores” em Bíblia), que não passam de adultos com uma mente infantil.

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Temos que parar de acreditar nos relatos do livro de Gênesis como se fossem estórias infantis, que iludem meninos que acreditam em contos de fada e em Papai-Noel.

Quando Gênesis 3 diz que a “Serpente” era a mais astuta das alimárias do campo que Deus havia criado, o relato não está tratando de uma história infantil para entreter criancinhas. “Serpente” é um termo de cunho esotérico que o escritor de Gênesis empregou para se referir ao anjo caído, chamado Satanás. Esse anjo era o sinete da perfeição, o mais astuto e inteligente dos anjos, a tal ponto de seduzir uma legião de anjos (a terça parte) e vagar errante pelos cosmos. Não. Não existiu nenhuma “cobra falante” no Jardim do Éden, que conversava com Eva. “Serpente” quer dizer o próprio Diabo em si. Só que ele não estava DENTRO do Jardim Santo para conversar e iludir Eva a comer do fruto do mal. Que Deus é este que faz um belo jardim, um paraíso, para um casal de humanos ali habitar em perfeita paz e tranquilidade, mas põe um ninho de serpente no meio do Jardim para tentar aquele casal? Só na cabeça desses crentes e teólogos que acreditam em contos de fada! Onde já se viu Deus criar uma bela casa toda cercada e protegida para um casal habitar e dentro dela colocar uma serpente venenosa para ficar só na espreita, esperando a hora para atacar?

O Jardim do Éden era um local bem protegido e só tinha uma entrada. Nenhuma pessoa estranha e nem Satanás podia entrar naquele recinto santo. Adão e Eva eram seres humanos mortais. Apesar de viveram nus como os nativos, Deus lhes concedia o elixir da vida, o fruto da Árvore da Vida, que lhes dava o poder da imortalidade. Mas quando o casal desobedeceu a ordem do criador de não se afastarem do Jardim Santo para dar ouvido à Serpente, Deus os puniu e os expulsou, tirando-lhes o direito de comer do fruto da vida eterna. Deus vendo que o casal podia voltar e entrar no Jardim Santo e comer da Árvore da Vida teve que fechar a entrada e colocar anjos querubins para protegê-lo de qualquer invasor.

O homem decaído conseguiu o que queria: o conhecimento do bem e do mal e o contato com a civilização. O homem da Raça Adâmica, sendo criado à imagem e semelhança de Deus, não aceitou se sujeitar e se rebelou contra o próprio Criador, e quis se tornar senhor de si mesmo e do mundo que o rodeia. E atualmente esse homem decaído não para na sua busca incessante pelo conhecimento. O homem da raça adâmica decaída não pode ser senhor de nada neste mundo porque ele é um ser imperfeito, dominador e opressor. Atualmente o homem está tendo controle sobre a matéria e as forças da natureza. E nessa busca desenfreada pelo poder e o domínio de tudo, o homem tem se tornado uma grave ameaça para sua própria espécie e para todo o planeta. Se nada ou ninguém impedir o homem na sua busca pelo controle da natureza e domínio da matéria, chegará o dia em que ele baterá no peito e dirá que tem o poder e o controle de tudo, e que tem o poder de um deus para criar e destruir os elementos da natureza. A bomba atômica, a nanotecnologia e a codificação do genoma humano são exemplos de poderes que o homem decaído tem alcançado.

“Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito” (Gên. 3:1).

“E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (Apoc. 12:9).

“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente. O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gên. 3:22-24).

Satanás, a Serpente, esperou o momento certo para dar o bote em Eva. Ele esperou Eva sair das dependências do Jardim Santo a se aventurar em floresta desconhecida. O anjo caído passou conhecimento proibido para Eva, a qual se sentiu fascinada, e não deu ouvido à ordem de Deus para se afastar da Árvore do Mal. Satanás levou Eva até o reino dos Atlantes, e lá ela contemplou pessoas trajando-se com vestimentas. Foi a partir daí que ela e Adão passaram a ter vergonha de andarem nus, pois, passaram a ter conhecimento de uma civilização avançada. A Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal era a raça dos Atlantes que habitava no meio do Grande Jardim, isto é, no meio do planeta Terra, com os quais Adão e Eva estavam proibidos de manter contato. Esses Atlantes do tempo de Adão e Eva eram uma raça de humanos que sobreviveu ao grande cataclismo que devastou o continente que existia sobre as águas do Oceano Atlântico, em razão da queda de um meteoro há 100 mil anos atrás. Os Atlantes eram um povo civilizado, trajavam-se com roupas e possuíam tecnologia. Tinham Ciência e conhecimento do bem e do mal. Era um povo que cultuava os deuses caídos (anjos caídos) e praticavam toda sorte de bruxaria e encantamentos. Assim como nem todos os nefilins foram extintos pela catástrofe do grande Dilúvio, os Atlantes também não foram totalmente exterminados da face da Terra quando a catástrofe se abateu sobre o continente onde habitavam.

Temos que deixar a meninice de lado e parar com a crendice infantil de achar que o simples ato de Eva comer uma fruta de aparência aprazível foi a causa da queda da humanidade no pecado. A queda da humanidade foi o simples fato do homem ter mantido contato e conhecimento da civilização. A ideia original de Deus ao criar a Raça Adâmica era que esta se mantivesse pura, inocente, sem conhecimento da civilidade. Deus criou Adão e Eva como humanos nativos, isto é, como índios selvagens. Por isso, a Bíblia diz que eles andavam nus e não se envergonhavam. Os povos indígenas não-civilizados sempre andam nus e não se envergonham. Os índios só começam a usar vestimentas depois que mantém contato com os civilizados. Os povos indígenas são os verdadeiros guardiões da Terra. As tribos indígenas podem passar gerações e gerações e viver milhares de anos, mas eles não inventam nenhuma tecnologia, não possuem Ciência, não sabem fundir o ferro para construir ferramentas e armas para a guerra, não depredam a natureza, e protegem os animais. Suas canoas e embarcações continuam sendo de madeira e suas casas de palha. Essa era a ideia original de Deus quando criou a nova raça de humanos sobre a Terra. Os povos civilizados inventam tecnologias, têm Ciência, depredam a natureza, dizimam as florestas e o meio ambiente, e matam os animais para fins de comercialização. Os índios matam para se alimentar. Além do mais, os civilizados sabem fundir o ferro para construir ferramentas e armas para a guerra. E agora nesses últimos 70 anos temos visto que a atual civilização humana está prestes a colocar fim no próprio planeta com as armas nucleares. A própria raça humana e a natureza estão ameaçadas de extinção por causa do pecado do homem em ter conhecido a civilização. E o culpado disso tudo foi Satanás, o anjo rebelde. Mas tem humanos que acham muito bom as tecnologias que a atual civilização tem inventado e proporcionado para o bem e usufruto de poucos. A maioria da civilização vive na miséria e na penúria, vivendo explorada e esquecida.

As igrejas evangélicas e a católica não podem evangelizar os povos indígenas não-civilizados, pois eles não carregam o pecado original, o pecado da civilização. Os povos indígenas não-civilizados são o remanescente da verdadeira Raça Adâmica, a raça pura e inocente que os Elohim criaram na Terra.

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A PROVA DA EXISTÊNCIA DE OUTRAS RAÇAS DE HUMANOS HABITANDO NO TEMPO DE ADÃO E EVA

Muitos teólogos e estudiosos da Bíblia tem se questionado, querendo entender de onde Caim arranjou sua mulher, já que ele havia sido expulso da terra onde seus pais habitavam. Porém, o máximo que conseguem explicar é que Caim tomou uma de suas irmãs ou sobrinhas, descendentes do seu terceiro irmão de nome Sete. Porém, isso é conclusão precipitada, sem fundamento.

Quando Caim matou seu irmão, Abel, Deus o expulsou de perto de seus pais, e passou a andar errante sobre a terra. Aí ele reclamou de Deus por tê-lo obrigado a sair de perto de sua família a vagar pelo mundo. Caim disse para Deus: “Eis que hoje me lanças da face da terra, e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra, e será que todo aquele que me achar, me matará. O Senhor, porém, disse-lhe: Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse. E saiu Caim de diante da face do Senhor, e habitou na terra de Node, do lado oriental do Éden” (Gên. 4:14-16).

Se só existiam naquele momento Caim e seus pais, Adão e Eva, qual a razão de Caim ter temido ser morto por alguém que o encontrasse? Uns teimosos dizem que Caim teve medo de ser morto pelas feras do campo e da floresta. Porém, pelo contexto da narrativa, Caim estava com medo de ser encontrado e morto por outras tribos de humanos que ele sabia que habitavam por perto. Deus disse ainda que quem matasse Caim seria vingado sete vezes. Ora, esse castigo de ser vingado sete vezes não podia ser aplicado a um animal ou fera do campo. E tem mais: naquele tempo havia a lei do vingador. Quando alguém matava um familiar seu, esse alguém era procurado e perseguido até ser morto e vingado a morte do familiar. No entanto, essa vingança não se dava quando alguém matava um membro da própria família, pois, se prevalecesse a lei do vingador, não sobraria ninguém vivo da família. Por essa razão, Caim não estava temendo ser morto por algum familiar seu que porventura quisesse vingar a morte de Abel.

A razão de Deus ter colocado uma marca em Caim era com o fim de protegê-lo para que ninguém de outra tribo o matasse. A marca colocada em Caim foi a cor de sua pele que foi alterada. Por certo, os da Raça Adâmica eram de pele branca, e os da Raça dos Atlantes eram de pele escura ou parda. Se Caim tivesse a mesma cor de pele dos Atlantes ele não seria morto e seria confundido como um membro da civilização dos Atlantes. Foi da Raça dos Atlantes que Caim tomou sua mulher. Como diz o texto, os Atlantes que sobreviveram ao grande cataclismo habitavam na terra de Node, ao oriente do Éden. Repare que esse “Éden” não é o Jardim Santo que Deus criou para Adão e Eva. Éden era o antigo nome dado ao planeta Terra. Veja que a Bíblia diz que o Jardim Santo foi plantado ao oriente do Éden. Mas a terra de Node era um pouco mais afastada da área do Jardim Santo.

A descendência da mulher são os humanos piedosos e pacíficos, os chamados filhos de Deus, que não buscam a Ciência e a tecnologia e não fundem o metal para construir armas para a guerra. A descendência da Serpente são os anjos caídos, mas também são todos os homens maus e poderosos, que fundem o ferro e constroem armas para guerrear, que derramam sangue, que depredam a natureza e dizimam os animais. Os humanos que amam a Ciência e a tecnologia, e vivem em busca de riquezas materiais também são filhos da Serpente, são os que aprovam o conhecimento que Satanás passou para Adão e Eva. Dizem que se o anjo caído não tivesse transmitido o conhecimento proibido aos humanos (o ‘fruto proibido’), a humanidade até hoje estaria vivendo reclusa num pequeno paraíso sem poder se afastar de lá, sem poder explorar o mundo e desfrutar de suas riquezas. Mas isso é história pra boi dormir. Se o homem não tivesse pecado, isto é, tomado conhecimento da civilização, até hoje o nosso planeta era um verdadeiro paraíso, com toda sua fauna e flora bem preservada.

Existem notícias na internet dando conta de que a Terra está prestes a ser atacada por alienígenas. E que eles vão atacar para matar e destruir. E não duvido disso. Os Elohim estão a par de tudo que acontece no planeta. Eles sabem do grande arsenal nuclear dos EUA, da China, da Rússia, da França, do Paquistão e da Coreia do Norte. Os Elohim estão preocupados com o fim da raça humana e de todos os animais. E quem é responsável por esta ameaça à vida na Terra é a raça humana decaída, esta que comeu do fruto proibido e não se arrependeu. E os Elohim estão prestes a por fim nos homens maus para proteger o planeta Terra da destruição completa.

Eu creio assim. E você continua acreditando em contos de fada?

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Muitos teólogos, pastores e estudiosos cristãos estão tendo uma visão diferente sobre os fatos e relatos da Bíblia por causa de Miquels7 e dos textos publicados em seu blog. Se Miquels7 não existisse, muitas coisas sobre Deus, Jesus, as profecias de Daniel, Ezequiel e Apocalipse ficariam sem solução, sem um ponto de vista diferente. Se Miquels7 desaparecer, muito conhecimento vai desaparecer também. Miquels7 não surgiu por acaso. Miquels7 tem muito conhecimento para revelar.

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Miquels7

 

03/09/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | Deixe um comentário

QUEM SÃO OS “SEPULCROS CAIADOS” NOS DIAS ATUAIS?

Este texto é inédito na internet, falando de forma contundente sobre os “sepulcros caiados”. Ninguém tem coragem e entendimento para escrever de forma contundente sobre esse assunto. Só aqui no blog do Miquels7 você lê textos que falam com toda sinceridade, com clareza, com coerência, revelando os erros teológicos e as crendices absurdas dos crentes, alimentadas há séculos.
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Jesus chamou os fundamentalistas religiosos de sua época, os fariseus, os sacerdotes e doutores da Lei, de SEPULCROS CAIADOS: Tudo limpinho e bonito por fora, mas por dentro só podridão.

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.” (Mateus 23:27-28).

Os sacerdotes fundamentalistas de Israel tinham um zelo excessivo pela Lei. Eles exigiam que o povo cumprisse rigorosamente os mandamentos da Lei, sem tropeçar em nenhum deles. Mas, mandamentos essenciais que os próprios sacerdotes e líderes do povo deviam praticar, eles não cumpriam, e ainda colocavam um jugo pesado para o povo carregar. Eles viviam do bom e do melhor, sem preocupação, porque o povo tinha a obrigação de sustentá-los com os dízimos (que nunca foi dinheiro vivo, mas mantimentos); pois, os dízimos não eram somente para eles, mas tinha que ser repartido também entre os pobres, os órfãos e as viúvas. Os sacerdotes desprezavam e viravam as costas para os desvalidos dentre o povo; não davam atenção aos pobres, aos órfãos e às viúvas, e permitiam todo tipo de injustiças. Por causa disso, Deus ameaça severamente os sacerdotes e pede no livro de Malaquias para o povo trazer os dízimos à casa do tesouro. Essa casa do tesouro eram os armazéns onde se estocavam os mantimentos, os quais eram destinados para os sacerdotes e suas famílias, e também para todos os que necessitassem entre os pobres do povo. Eles mantinham aparência de bons pastores, de líderes justos, mas por dentro eram cheios de luxúria, de avareza e de pecados, verdadeiros sepulcros caiados. Qualquer desvio de conduta, qualquer delito pequeno que alguém praticasse eles decretavam punição severa. Se um cidadão estivesse espancado e caído no chão, eles passavam de largo e não ajudavam; só mesmo um bom samaritano, a quem eles chamavam de “porcos”, podia se compadecer dos desvalidos. Se alguém estivesse doente e precisando de ajuda no dia de sábado, eles deixavam morrer à míngua, porque causa do zelo excessivo da guarda do sábado.

Jesus veio para acabar com o fundamentalismo religioso de sua época. Fez e ensinou várias coisas que iam contra os ensinos tradicionais dos anciãos e dos sacerdotes que zelavam pelo cumprimento da Lei. A quebra de ordenanças simples da Lei os sacerdotes condenavam severamente. A Lei dizia “olho por olho, dente por dente”; “amai a vossos irmãos e odiai a vossos inimigos”, e nem mesmo essa ordenança de “odiar os inimigos” estava prescrita na Lei de forma explícita, mas os sacerdotes a transformaram em mandamento. Por causa desses e de tantos outros absurdos praticados pelo fundamentalismo religioso Jesus se revoltou e ensinou coisas totalmente ao contrário. Jesus disse: “Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem”. Para conter a violência e o ódio aos desafetos, e inclusive o ódio contra pessoas de outras nacionalidades que habitam no país (xenofobia), Jesus disse: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao homem mau; mas a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”. Jesus veio revolucionar, ensinando o caminho da paz e do amor.

Jesus efetuou curas nos dias de sábado, e tal atitude levou os fundamentalistas religiosos à loucura, a tal ponto de tramarem a sua morte. Jesus e seus discípulos colheram espigas de milho no dia de sábado, porque estavam com muita fome, devido a longas jornadas que faziam de cidade em cidade. E os fundamentalistas religiosos estavam de olho em tudo que Jesus e seus discípulos faziam. Jesus impediu o apedrejamento de uma mulher adúltera, e ainda disse que quem estivesse sem pecado, que atirasse a primeira pedra. Na Lei está escrito que os homossexuais devem ser mortos, apedrejados. Se Jesus tivesse se deparado com uma situação de tentativa de apedrejamento de um homossexual, por certo, Ele teria impedido, tal como fez com a mulher adúltera que queriam apedrejar.

Jesus subiu a um monte e visualizou uma grande multidão que andava sem rumo, sem levar nada na mão, a procura de um libertador da opressão do jugo romano. E Jesus teve compaixão da grande multidão, efetuou milagres e saciou a fome do povo, multiplicando os pães e peixes. Jesus bateu de frente com os ricos e poderosos de sua época, dizendo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico avarento se salvar. Jesus disse que os ricos avarentos já receberam a sua recompensa nesta vida; e no por vir eles não terão nada de galardão para receber, muito menos a salvação. Jesus também bateu de frente com os pastores mercenários, esses pastores que recebem salários para cuidar do rebanho e fazer a obra de Deus, e ainda os chamou de ladrões e salteadores (João 10).

Por causa de tantas coisas que Jesus fez contra o fundamentalismo religioso, ele foi perseguido, julgado e condenado à morte. Mas tudo ele fez por amor, e ainda se tornou símbolo de libertação do pecado, do ódio, da guerra e da opressão dos ricos e políticos poderosos. Jesus tornou-se símbolo de vida, de acolhimento e de luta em prol da causa dos pobres, dos injustiçados, dos presos, dos desvalidos, dos fracos e dos oprimidos pelo pecado.

E QUEM SÃO OS ‘SEPULCROS CAIADOS’ DOS NOSSOS DIAS?

Sepulcros caiados dos nossos dias são todos os pastores mercenários (que recebem salários para pastorear) e todos os crentes e religiosos fundamentalistas, que tem um zelo excessivo pelos ensinamentos da Bíblia, mas que eles mesmos não praticam os mandamentos de Cristo e nem fazem a obra de Deus por amor. São ávidos em vigiar e reparar a conduta dos outros, mas não olham para dentro de si mesmos. São os que fazem a obra de Deus só visando os dízimos, ou só se forem pagos, porque querem receber o galardão no tempo presente. E outros líderes religiosos, metidos a moralistas, que zelam de forma excessiva pela obediência a certos mandamentos da Bíblia, e querem impor a força o seu fundamentalismo religioso, mas pisam sobre outros mandamentos que eles deviam praticar. Colocam um jugo pesado para os crentes carregarem, e viram as costas para os problemas dos fiéis. Eles vivem do bom e do melhor, tem mansão, tem carro de luxo, tem avião, e quando viajam por aí, se hospedam nos melhores hotéis, e quando são convidados para pregar em outras cidades, ainda cobram altos cachês.

Os cantores gospel, que só visam o dinheiro com a vendagem de suas músicas e de shows que realizam de cidade em cidade, também são ‘sepulcros caiados’. Todos esses mega cantores gospel são ricos, possuem mansões, têm carros blindados, cobram até para cantar em outras igrejas, e vivem do bom e do melhor. O rei Davi fez mais de 100 salmos (hinos de louvores), mas não cobrou nenhum direito autoral, nem se utilizou da profissão de cantor e de músico para se promover ou ganhar dinheiro. E os cantores gospel pegam os salvos de Davi, colocam uma melodia qualquer, gravam no CD e põe à venda nas grandes lojas do país para faturar milhões de reais. São verdadeiros salafrários.

Os pastores mercenários não se compadecem dos pobres, dos fracos, dos desvalidos, dos injustiçados e dos oprimidos. Com a desculpa esfarrapada de que a ‘obra de Deus’ é somente pregar o evangelho para arrependimento, a fim de livrar a alma do pecador do inferno, eles recebem altos salários proveniente dos dízimos e das ofertas, vivem uma vida regalada, provam do bom e do melhor desta vida, e viram as costas para os problemas do povo, e quando fazem que se importam, ainda iludem os fiéis, enganando com falsas promessas de prosperidade para aquele que der mais oferta, para aquele que for mais fiel nos dízimos, mesmo que esteja precisando do dinheiro para comprar remédio para o filho doente, ou comprar o próprio alimento. São verdadeiros ladrões e salteadores.

OS PASTORES MERCENÁRIOS RESOLVEM SEUS PROBLEMAS PESSOAIS E DA SUA DENOMINAÇÃO RELIGIOSA COM DINHEIRO, MAS QUEREM QUE OS FIÉIS RESOLVAM SEUS PROBLEMAS PESSOAIS APENAS COM A FÉ. SÃO VERDADEIROS CANALHAS!

A obra de Deus, que os pastores mercenários deviam fazer, eles não fazem, que é visitar e amparar os órfãos e as viúvas nas suas dificuldades materiais, isto é, os pobres e os desvalidos e desamparados pelo poder público; visitar e ajudar os doentes nos hospitais e asilos, visitar e ajudar os presos políticos, os presos considerados “ladrões de galinha”, esses que estão presos por terem furtado algum alimento para si ou para sua família; lutar pela causa dos injustiçados, discriminados e oprimidos pelos ricos e poderosos. (Leia Mateus 25: “Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me”). A salvação é pelas obras, e não pela fé.

Os crentes fundamentalistas religiosos não querem fazer o bem, praticar a caridade, porque isso pode configurar que eles estão tentando alcançar a salvação através das obras. São zelosos em obedecer ao ensino equivocado de Paulo, de que a salvação é somente pela fé, e em virtude desse fundamentalismo religioso, eles deixam de praticar o bem, e fazer a verdadeira obra de Deus.

“Aquele, pois, que sabe E PODE fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4:17).

Os fundamentalistas religiosos se preocupam tanto com os homossexuais e com os que defendem a liberação das drogas e do aborto, mas eles não se preocupam verdadeiramente com a pessoa humana em si. Eles só se preocupam em vigiar e julgar os que não estão cumprindo à risca os ensinamentos da Bíblia, seja crente ou descrente. Querem por força impor seu fundamentalismo religioso num país democrático, onde a Constituição estabelece que o Estado é laico. Os evangélicos querem fazer prevalecer os símbolos cristãos nas repartições públicas, enquanto que os ateus e agnósticos querem que sejam retirados todos e qualquer símbolo religioso. E os dois lados estão errados. Se o nosso Estado é laico, então devem prevalecer nas repartições públicas todos os símbolos religiosos, inclusive os símbolos do ateísmo, do Islamismo, do Budismo, do Espiritismo, etc. Deve estar lá todos os símbolos religiosos, para qualquer um ver e escolher o que quer seguir. Não é porque a maioria da população do país é cristã, evangélica ou católica que se vai querer prevalecer a religião dominante sobre os demais. A democracia é coisa própria da Grande Babilônia, onde todos os gostos e crenças são permitidos. Enquanto formos uma democracia, todos devem ter seu espaço para ser o que quiser ou praticar qualquer culto, ou seguir qualquer religião, ou nenhuma. Mas, cada um dentro do seu quadrado, sem perturbar a vida alheia, sem avançar sobre o direito dos outros. Os evangélicos querem ter o direito de perturbar os outros com suas caixas de som, pregando nos terminais de ônibus, no metrô e nas esquinas das ruas, mas não querem que os outros tenham o direito de divulgar as suas crenças. E esse fundamentalismo religioso deve acabar.

O recado está dado. Cumpra-se, publique-se e cientifique-se.

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Miquels7 – Doa em quem doer.

21/08/2017 Posted by | IGREJA E MISSÃO, MENSAGENS ESPECIAIS, REFLEXÃO | , , , | Deixe um comentário

FATOS PREVISTOS NO APOCALIPSE PODEM NÃO ACONTECER EXATAMENTE COMO FORAM PLANEJADOS POR DEUS

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Cavalos-Apocalipse

Ninguém pode determinar o que acontecerá no futuro, exceto se algo for planejado para que aconteça no momento certo.

Ninguém pode saber o futuro, nem mesmo Deus.

Sei que é chocante falar isso, mas alguém tem que dizer. E falo sem medo de errar.

Depois de tudo que já estudei sobre a Bíblia e suas profecias, deparei-me com uma verdade inconveniente: Deus não é onisciente nem onipresente. Ninguém pode ser onipresente, muito menos onisciente. Deus é Todo-Poderoso, mas, existem certos atributos dados a Ele pelos crentes e pelos teólogos que não são verdadeiros, e jamais podem ser comprovados. A Bíblia diz muitas coisas sobre Deus, seus atributos, seu caráter, mas apenas diz… Porém, nada pode ser comprovado. Acredita-se em tudo pela fé cega.

No entanto, existem muitas evidências que comprovam que Deus não é onisciente, nem onipresente. Há evidências na Bíblia que comprovam que o futuro que Deus diz conhecer é um futuro planejado para que aconteça.

Por exemplo, no livro de Daniel Deus revelou ao profeta que 70 semanas haviam sido determinadas até o surgimento e morte do Messias. E o nascimento e morte de Jesus coincidiram exatamente com a profecia. Porém, os fatos profetizados foram planejados para acontecer na data programada; os fatos sobre o nascimento e morte de Jesus não aconteceram por si só, sem interferência de Deus. Deus interferiu no curso da história, para que se cumprisse o que havia prometido. O anjo, por exemplo, foi enviado à cidade de Nazaré na data programada, para que anunciasse o nascimento de Jesus. Maria FOI ENGRAVIDADA (forçadamente) pelo Espírito Santo na data pré-estabelecida, para que o nascimento do menino coincidisse com a profecia. Se Deus fosse esperar por José para engravidar Maria, o nascimento de Jesus jamais coincidiria com a profecia.

“Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo” (Daniel 9:24).

Outro exemplo é o tempo predeterminado por Deus sobre a duração do cativeiro do povo hebreu no Egito. Deus prometeu dar a Abraão e sua descendência as terras de Canaã, mas disse que seu povo seria peregrino e escravo durante 400 anos, mas não disse em qual lugar e por qual nação. O cativeiro do povo hebreu foi tudo planejado por Deus. Deus permitiu que José fosse vendido aos mercadores do Egito, e planejou tudo de antemão para que a família de Jacó fosse levada para lá. Se Deus sabia de antemão que o povo hebreu seria explorado e mantido como escravo, ele poderia ter mudado o curso da história; Ele poderia ter abençoado a família de Jacó lá mesmo em Canaã, mas preferiu castigar o seu povo no Egito, para depois levá-los pelo pior caminho no deserto, até voltar à terra prometida. Ou seja, Deus fez a família de Jacó dar uma volta à toa pelo mundo, para depois voltar para o local de onde haviam saído, vindo pelo pior caminho, o deserto. E ainda levaram 40 anos de sofrimento, peregrinando no deserto. E Deus colocou a culpa do sofrimento na rebeldia do povo. Mas Ele bem podia ter evitado tanto sofrimento, abençoando e prosperando a descendência de Jacó lá mesmo em Canaã, sem ser preciso fazer o povo sofrer como escravo durante 400 anos no Egito, e mais 40 anos no deserto.

“Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos” (Gênesis 15:13).

A Igreja Católica inventou a doutrina (teoria) da Trindade para transformar Jesus em Deus. E Jesus deixou claro que não era Deus, e jamais se autodenominou “Filho de Deus”. Quem inventou essa estória de que Jesus é “Filho de Deus” foram os padres hereges da ICAR. Jesus sempre se autodenominou “Filho do Homem”, jamais disse ser igual a Deus. Por causa de seus feitos, os milagres, os teólogos atribuíram a Ele poderes divinos, enquanto que Ele mesmo disse que só fazia as coisas por intermédio de Deus, seu Pai. Muitos profetas do AT, como Moisés, Elias e Eliseu, também realizaram milagres, fizeram o mar se abrir e mortos ressuscitar, mas nem por isso eles foram considerados “Deuses”.

Uma das provas que atestam que Jesus não é Deus, nem onisciente, é a declaração que fez em Mateus 24, dizendo que ninguém sabe o dia e hora do seu retorno, mas somente o Pai sabe. Por que Jesus disse isso? Porque é Deus, o Pai, quem planeja os fatos que vão acontecer. E por certo, a data de seu retorno ainda não havia sido planejada. E se já havia sido planejada, Ele ainda não tinha sido notificado.

“Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai” (Mateus 24:36).

Para justificar suas heresias absurdas, os teólogos ensinam que Jesus “sabia o dia da sua volta”, mas Ele resolveu se “omitir” e não quis revelá-la aos seus discípulos. Aprendi sobre isso lendo literatura dos teólogos da Assembleia de Deus. Se Jesus é Deus e é onisciente, ele não omitiu coisa nenhuma; Ele “mentiu” ao dizer que não sabia o dia da sua volta. Como eu sei que Jesus não é Deus, compreendo perfeitamente todas as coisas que Ele declarou sem nenhuma dificuldade.

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ALGUMAS PROFECIAS DO APOCALIPSE PODEM NÃO ACONTECER EXATAMENTE COMO PROGRAMADAS

Deus não é onisciente. Todas as revelações dadas a João, no Apocalipse, foram apenas visões ou encenações de fatos que possivelmente aconteceriam de acordo com o planejamento de Deus; outros eventos futuros que João contemplou nas visões são fatos programados para serem executados no momento certo da História. A queda da Grande Babilônia, o surgimento da Segunda Besta (governos humanos), terremotos, queda de meteoro no mar e morte da terça parte dos animais, maremotos, Guerra nuclear (Guerra do Armagedom), bramidos dos mares, aquecimento global, morte e  perseguição dos cristãos e do povo judeu, tudo foi planejado por Deus para acontecer na hora certa. E muitas coisas que foram planejadas podem não acontecer exatamente como foram programadas.

Deus pode ter mudado recentemente o curso da História devido ao avanço da tecnologia humana. Parece-me que a invenção do computador, da bomba atômica e do domínio do homem sobre a matéria (manipulação do átomo e a nanotecnologia) são fatos que não estavam previstos nos planos de Deus. Deus queria destruir o poder dos governos humanos rebeldes (Besta) com pestes, terremotos e queda de meteoros, e incitando nação conta nação para guerrear com cavalos, naus, flechas e espadas. Porém, parece que Ele não contava com o poderio militar humano, poderosos caças supersônicos, e o grande arsenal de armas nucleares, que podem destruir totalmente o planeta e exterminar a vida na Terra. Deus não queria e não quer destruir toda a Terra e nem exterminar completamente a humanidade. No entanto, parece-me que Ele se sente acuado e não pode executar o que planejou para destruir os governos humanos, porque o poderio militar e nuclear deles é muito grande e perigoso.

Tem um caso inusitado na Bíblia, descrito nos livro de Josué e de Juízes, onde se diz que os israelitas não destruíram totalmente algumas nações cananeias que habitavam nos vales entre as montanhas porque possuíam poderosos carros de ferro (veículos de guerra). Porém, tempos depois, Deus refez os planos e fez com que os israelitas apenas “expulsassem” do vale os cananeus que possuíam carros de ferro. Tecnologia para destruir carros de madeira Deus tinha para oferecer aos israelitas, mas armas para destruir carros de ferro Ele não tinha para oferecer, e tiveram que mudar os planos.

“Assim estava o Senhor com Judá, o qual se apoderou da região montanhosa; mas não pôde desapossar os habitantes do vale, porquanto tinham carros de ferro” (Juízes 1:19).

Da mesma forma acredito que Deus tenha adiado a execução de seus planos devido ao avanço repentino da tecnologia humana. Os humanos só se tornaram fortes há pouco mais de 60 anos, quando inventaram a bomba atômica e o computador. E a última ameaça aos planos arcaicos de Deus é o domínio completo da matéria e da genética, a nanotecnologia e a decodificação do genoma humano. Parece-me que aos olhos de Deus a raça humana está ficando indestrutível e desafiando o seu poder. No livro de Gênesis vemos que Deus interferiu e não deixou que os humanos construíssem a Torre de Babel (torre da Grande Babilônia), porque o povo havia se unido e tinham um só intento, e estavam se tornando uma ameaça para os seus planos. Agora Deus se depara novamente com a mesma situação. E o que Ele fará agora? Se o homem está se tornando indestrutível, o único jeito de detê-lo é destruindo todo o planeta.

Acredito que Deus já modificou os seus planos concernentes aos últimos dias, antes do estabelecimento do reino do Messias aqui na Terra.

O bom estudioso das profecias do Apocalipse tem que atentar para os detalhes das revelações que presto aqui. Doutra forma, vai quebrar a cara. Coisas que os escatologistas pensam que vai acontecer podem não ocorrer exatamente como eles imaginam.

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Miquels7

10/08/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | 1 Comentário

ESCLARECENDO AS TRADUÇÕES E INTERPRETAÇÕES DETURPADAS DA BÍBLIA

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O Cristo falso

Jesus, o Cristo, filho obediente de Deus, não pode ser adorado.

Em Mateus 2 uns magos vindo do Oriente foram até Belém da Judeia procurar saber a respeito do nascimento do REI DOS JUDEUS. E segundo diz a Bíblia, tradução de J. F. de Almeida, eles iriam ADORAR O REI DOS JUDEUS. E mais na frente o rei Herodes também diz que queria saber onde nascera o REI DOS JUDEUS para que pudesse também ir lá, adorá-lo.

Ora, é evidente que nem os magos e nem o rei Herodes adorariam um rei de outra nação. Na antiguidade ninguém nunca adorava um rei. É verdade que as pessoas se prostravam diante do rei como sinal de reverência e ofereciam presentes, mas nunca se adorava um rei como se fosse um deus.

Por aí vemos as deturpações das traduções da Bíblia. E essa que diz que os magos e o rei Herodes queriam ADORAR O REI DOS JUDEUS é a tradução Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida.

Nessa passagem de Mateus 2 a tradução correta da palavra não é ADORAR, mas, HOMENAGEAR. A Bíblia de Jerusalém tem uma melhor tradução.

Veja o texto de Mateus 2:

1 Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam:
2 Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo (HOMENAGEÁ-LO).
3 O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;
4 e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo (o Messias, o Libertador dos Judeus).
5 Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:
6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.
7 Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera;
8 e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore (PRESTE HOMENAGEM A ELE).

Nos evangelhos há vários relatos onde pessoas se PROSTRARAM diante de Jesus. Algumas traduções diz que a pessoa se “prostrou e o adorou”. Parece-me que a expressão “adorou” é um acréscimo tendencioso do próprio escritor do evangelho, ou foi algo acrescentado pelos tradutores.

O ato de se curvar ou se prostrar diante de um rei não significa adoração. Se o ato de se prostrar significasse adoração, então, devemos entender que a Betseba adorou o rei Davi. Veja:

“Foi, pois, Bate-Seba à presença do rei na sua câmara. Ele era mui velho; e Abisague, a sunamita, o servia. Bate-Seba inclinou a cabeça, e se prostrou perante o rei. Então o rei lhe perguntou: Que queres?” (I Reis 1:1516).

A conclusão que se tem a respeito da tradução da palavra “adoração” em Mateus 2:8 é que o rei Herodes, sendo rei, não poderia adorar outro rei, pois, o texto deixa bem claro, que o menino que nasceu não era o “Deus” dos judeus, mas o REI DOS JUDEUS. Portanto, dizer que o rei Herodes falou aos magos que também queria “adorar” o rei dos Judeus é pura falácia. E os magos não eram “reis vindos do Oriente”, coisa nenhuma. O texto não fala nem que eles eram “reis”. Apenas diz “uns magos” vindo do Oriente. Os magos eram bruxos, ou sacerdotes dos deuses de algum reino do Oriente; eles foram enviados como emissários de um rei, pois, quando chegaram na Judeia eles não foram recebidos como chefes de Estado pelo rei Herodes. E aliás, se fossem reis, teriam que andar como uma grande escolta de soldados pelo deserto, e isso não se evidencia na narrativa de Mateus, pois, somente Mateus registrou esse episódio dos magos. E “mago” não significa “sábio”; significa bruxo, ou sacerdote dos deuses.

O texto, a seguir, foi extraído da internet. Nele, o autor sintetiza bem o problema das traduções tendenciosas dos religiosos fanáticos. Leia:

“Os tradutores das bíblias Almeida são uma “benção”. Traduzem hades por inferno, tártaro por inferno, geena por inferno. É o mesmo que dizer que gato, lebre e cachorro significa macaco. Mas, você vai dizer “Aí não, neh”.  Mas o tradutor faz isso quando quer, com a bíblia. A fé pessoal (teologia) do tradutor influência e muito como ele traduz. Traduz “A tua fé te salvou” quando deveria ser traduzido como “A tua fé te curou”. Algumas ainda trazem versículos nos evangelhos dizendo que Jesus foi adorado, quando na verdade significa que pessoas se prostraram diante dele, como um sinal de reverência que era um ato comum e cultural, espalhado por todo o AT. Mas, o que o tradutor faz? Traduz como adoração por que? Porque ele acredita que Jesus é Deus; então ele força o texto a dizer algo que colabora com sua própria fé pessoal. São coisas que parecem bobas, mas que, quando se está lendo e estudando, faz toda diferença. Não sou um fanático pelos “originais” da Bíblia e blá-blá-blá…. Mas, estes pequenos detalhes entre o texto na língua em que foi redigido e a tradução, estes detalhes são importantes e fazem toda diferença”.

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UM JOVEM RICO SE AJOELHOU DIANTE DE JESUS EM SINAL DE RESPEITO, E LHE FEZ UMA PERGUNTA, CHAMANDO-O DE “BOM MESTRE”. AÍ, JESUS O REPREENDEU, DIZENDO QUE NINGUÉM É BOM, SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS. SE NEM MESMO JESUS SE CONSIDERAVA “BOM”, POR QUE OS RELIGIOSOS O TRANSFORMARAM EM UM DEUS IGUAL AO PAI?

Jesus deixou bem claro em muitas passagens bíblicas a quem devemos adorar e prestar culto. E Jesus jamais exigiu adoração para si mesmo. Veja:

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua. Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Lucas 4:5-7).

Um jovem rico se ajoelhou diante de Jesus e ainda o chamou de Bom Mestre. Mas Jesus o repreendeu, dizendo que ninguém é bom, senão um só que é Deus. Ora, se Jesus era Deus, por que nem ele mesmo se considerou “bom”? Só mesmo uma pessoa com mente entorpecida por fanatismo religioso acha que Jesus é Deus.

“Ora, ao sair para se pôr a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele e lhe perguntou: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? ninguém é bom, senão um que é Deus” (Marcos 10:17).

No início do Livro das Revelações (Apocalipse) diz que as revelações foram concedidas por Deus a Jesus. E foi o próprio Senhor Jesus que passou as revelações a João. Não foi um anjo especial de Jesus que passou as revelações a João. Porém, as 7 cartas endereçadas às 7 congregações da Ásia Menor foram enviadas pelos 7 anjos (sete estrelas) que auxiliam Jesus. Jesus primeiramente notificou as mensagens das cartas a João e pediu que escrevesse e enviasse através de seus anjos às igrejas. Durante toda a narrativa do livro de Apocalipse, quem passa as visões a João é o próprio Senhor Jesus, o anjo poderoso, vestido de roupa talar, aquele mesmo Ser Poderoso que apareceu a João no início do livro, e o deixa atemorizado. No capítulo 19 de Apocalipse João chega a dizer que se prostrou diante do anjo poderoso para o adorar, mas este o impediu de adorá-lo, e disse que só a Deus, o Pai, é quem devemos adorar. Portanto, o anjo que Jesus quis adorar no capítulo 19 é o mesmo anjo poderoso, vestido de roupa talar, que lhe apareceu a primeira vez na ilha de Patmos. Esse anjo vestido de roupa talar disse ser o próprio Senhor Jesus. João caiu a seus pés, atemorizado, mas não o adorou, porque sabia que anjos não podem ser adorados. Da mesmo forma o profeta Daniel também se prostrou diante deste mesmo ser poderoso, mas não se prostrou para adorá-lo, mas curvou-se diante dele como sinal de reverência. Perceba que esse Ser Poderoso vestido de roupa talar que apareceu a Daniel é o mesmo Ser Poderoso vestido de roupa talar que apareceu a João na ilha de Patmos e disse ser o Senhor Jesus Cristo. E nem Daniel e nem João adorou esse Ser Poderoso, porque ele não é Deus. Veja as passagens:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre; levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão. Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder. Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra. E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo” (Daniel 10:4-11).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apoc. 1:9-18).

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E TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM

Já faz um tempo que fiz um estudo, o qual publiquei no meu blog, provando que Jesus não é Deus e mostrando as interpretações tendenciosas dos teólogos fanáticos que fundamentaram a herética teoria da trindade divina. A teoria da trindade é um dos maiores engodos do Cristianismo.

Sobre a referência de Hebreus 1:6, onde o escritor cita um texto “duvidoso”, afirmando que os anjos devem adorar o Filho primogênito, por não encontrar referência cruzada em nenhum livro do AT, cheguei a afirmar que esta citação era apócrifa, extraída de um livro não-canônico. Mas, depois de muito pesquisar, encontrei a tal referência no livro dos Salmos. O problema é que os estudiosos tradicionais não conseguiram encontrar na Tanach a referência que o escritor da Carta aos Hebreus se referiu. Por essa razão que não aparece referências cruzadas com relação à citação de Hebreus 1:6 nas versões de J. F. de Almeida. A referida citação se encontra em Salmos 97:7b.

Podemos constatar as deturpações das traduções na própria Bíblia, versão de João Ferreira de Almeida. Por exemplo, quando você lê na Bíblia versão corrigida de Almeida, Hebreus 1:6, insinuando que os anjos devem adorar o Filho, nessa mesma versão podemos encontrar a referida citação no livro dos Salmos (97:7b), a mesma pequena frase transcrita para o livro de Hebreus. Vamos comparar?

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: ‘E todos os anjos de Deus o adorem'” (Hebreus 1:6).

A tradução correta é: “E todos os anjos de Deus lhe prestem honras” (ou lhe prestem homenagens).

“O Senhor reina, regozije-se a terra; alegrem-se as numerosas ilhas. (…) Confundidos são todos os que servem imagens esculpidas, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele, todos os deuses” (Salmos 97:1,7).

A frase “prostrai-vos diante dele todos os deuses” refere-se a adoração a Deus, o Pai, e não ao Filho. Ou o autor da Carta aos Hebreus citou o texto corretamente, mas de forma tendenciosa, para provar que Jesus deve ser adorado, ou citou a frase corretamente, com a intenção de dizer que o Filho deve receber honras assim como Deus pai é honrado. Porém, os tradutores deturparam palavras do texto original. A expressão “deuses” refere-se aos anjos.

O certo é que Jesus é um anjo super-poderoso, e os anjos são seres criados; e nenhuma criatura deve ser adorada. Jesus é um anjo porque João o viu nessa condição de anjo, na ilha de Patmos, vestido de uma roupa talar (vestido de linho fino que chegava até os pés), e tinha os lombos cingidos com um cinto de ouro. Somente os anjos poderosos aparecem vestidos dessa maneira na Bíblia.

Aliás, Jesus é um anjo, mas Ele não possui asas. Jesus, quando ascendeu as céus diante da vista dos seus discípulos, ele não subiu voando, mas foi sugado por uma nave espacial que estava por trás das nuvens. Da mesma forma, parece-me que os varões (anjos) que apareceram aos discípulos, após a subida de Jesus aos céus, não possuíam asas.

“Tendo ele [Jesus] dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco” (Atos 1:9-10).

Parece-me que a crença de que os anjos possuem asas é mais uma lenda, ou fantasia imaginada pelos cristãos, ideias tiradas da leitura dos livros de Daniel, Ezequiel e Apocalipse, do que mesmo algo real.

Se anjos possuem asas, acredito que somente a classe dos querubins são seres alados. Jesus e o arcanjo Miguel não possuem asas. Acredito que até os anjos comuns não possuem asas. Talvez as ditas asas dos anjos sejam apenas peças de adorno.

Na Bíblia tem registro da aparição visível de anjos, mas nunca são descritos possuindo asas. Dois varões apareceram na tenda de Abraão, e segundo os melhores intérpretes, esses varões eram anjos de Deus. Esses dois varões se assentaram e comeram junto com Abraão, mas não são identificados com asas. Temos ainda a aparição visível de dois anjos na cidade de Sodoma, os quais foram lá para tirar de forma forçada a família de Ló por causa da catástrofe que estava preste a acontecer. Os moradores da cidade viram os varões, mas não os identificaram como sendo anjos.

Da mesma forma, também apareceu a Josué um homem muito forte que tinha na mão uma espada. Esse homem se identificou como “Príncipe do Exército do Senhor”. E Josué se prostrou diante dele em reverência. O texto fala que Josué se prostrou e o adorou. Mas essa versão da Bíblia que diz que Josué adorou o anjo é tradução tendenciosa de João Ferreira de Almeida. Na verdade, esse anjo poderoso trata-se do arcanjo Miguel, que é o Príncipe do Exército de Deus.

“Ora, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, e olhou; e eis que estava em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua. Chegou-se Josué a ele, e perguntou-lhe: És tu por nós, ou pelos nossos adversários? Respondeu ele: Não; mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué, prostrando-se com o rosto em terra, o adorou e perguntou-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? Então respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez” (Josué 5:13-15).

Temos, ainda, o episódio da luta de Jacó com um anjo. Como a luta aconteceu de madrugada, quando ainda estava escuro, Jacó não conseguiu identificar o anjo do Senhor, e lutou contra ele com espada, imaginando que fosse um de seus inimigos. O anjo, na verdade, só fazia se defender. E quando já estava clareando o dia, o anjo atingiu com um golpe a coxa de Jacó para que ele parasse de o atacar. Quando o dia começou a clarear Jacó conseguiu identificar que aquele contra quem lutava era o anjo do Senhor. Aí ele se desesperou, porque sabia que o anjo estava lá para lhe trazer a resposta das suas orações. E implorou que o anjo lhe entregasse a mensagem. Quando os crentes comuns leem esse episódio sobre a luta de Jacó com um anjo, eles imaginam cada bobagem! Chegam a dizer que o anjo tocou a coxa de Jacó com a finalidade de o abençoar. Quanta tolice desses crentes! E ainda fazem até hinos com a interpretação errada dessa luta de Jacó com o anjo.

Ora, se o anjo com o qual Jacó lutou tivesse asas, por certo, Jacó não teria tido dificuldade em identificá-lo como o anjo do Senhor. Jacó lutou com espada contra o anjo imaginando que fosse um homem comum. A história da luta de Jacó com o anjo está bastante resumida. Se você ler o início do capítulo 32 de Gênesis vai constatar que Jacó viu vários anjos e disse que eles eram do Exército do Senhor. E o anjo que lutou com Jacó era um desses anjos, mas este não tinha asas, pois, o próprio texto diz que este personagem desconhecido era um homem.

“Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia. Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele. Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares. Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido” (Gên. 32:24-28).

Porém, a ideia principal que os crentes tem a respeito dos anjos possuírem asas vem da leitura de Ezequiel capítulos 1 e 10 que fala a respeito dos querubins com quatro asas, da leitura de Isaías 6, que fala sobre os serafins que possuíam seis asas, e de Apocalipse 4, que também descreve anjos querubins com quatro asas. E nenhum desses querubins, nessas passagens, são seres reais. Os querubins de quatro asas, bem como os serafins de seis asas (que são os mesmos querubins) eram esculturas de anjos esculpidas ao redor da nave onde estava o trono de Deus. Esses querubins estavam fixados nos quatro cantos da nave espacial, e suas asas tocavam umas às outras, assim como se tocavam as asas dos querubins esculpidas sobre a Arca da Aliança. Essa Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial de Deus. E o trono de Deus fica postado sobre ela. Quando o texto diz que “se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa”, significa que o trono de Deus foi retirado de sobre a nave, mudando de lugar. O ruído das asas dos querubins na verdade era o barulho dos motores da nave, que eram movidos a propulsão. No capítulo 1 de Ezequiel o profeta consegue ver a nave vindo camuflada entre as nuvens, mas deu pra ele visualizar o jato de fogo expelido pelas turbinas dos motores a propulsão. As rodas que Ezequiel viu nada mais eram que rodas iguais às de um automóvel, que servia para a nave se locomover de um lado para outro sobre o chão. Ezequiel viu a nave surgindo de entre as nuvens e a primeira coisa que viu foi as esculturas dos querubins ao redor da nave. Ezequiel disse que os querubins tinha aparência de monstros, com cabeça de boi, de águia, de leão e de anjo. E pra completar o absurdo, disse que os querubins tinham pernas eretas e se pareciam com pés de bezerro. Ora, tudo isso indica que esses querubins eram esculturas desenhadas ao redor da nave. Diz ainda que esses querubins não se moviam por si só, e andavam sempre no sentido que a nave se movia sobre as rodas. As asas dos querubins não se mexiam, porque eram esculturas, e o ruído que o escritor sagrado diz que vinha das asas, não eram das asas, mas dos motores da nave. Fico imaginando porque os teólogos não enxergam o óbvio, e ficam imaginando coisas absurdas. Essas visões de Ezequiel não tem nada de “espiritual”. Todos os seres ditos “espirituais” são seres iguais a nós, humanos. A diferença é que eles são mais evoluídos e poderosos.

Veja os textos:

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim: Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si; e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia; assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam” (Ezequiel 1:4-12).

“Depois olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante em forma a um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas giradoras, até debaixo do querubim, enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam de pé ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa; e encheu-se a casa duma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do Senhor. E o ruído das asas dos querubins se ouvia até o átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala” (Ezeq. 10:1-5).

Depois dessas minhas explicações, será que você ainda vai ficar imaginando que os anjos possuem asas?

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MAIS ANÁLISE SOBRE OS ANJOS COM ASAS

Se ainda não se convenceu de que anjos possivelmente não possuem asas, atente para mais explicações.

Existe cerca de quatro citações na Bíblia falando a respeito de anjos voando, uma no livro de Isaías, outra em Daniel e duas no livro de Apocalipse.

“Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz” (Isaías 6:6).

“Sim, enquanto estava eu ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora da oblação da tarde” (Daniel 9:21).

“E olhei, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra” (Apoc. 8:13).

“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo” (Apoc. 14:6).

A primeira coisa que se deve notar é que os anjos não são seres espirituais. Por quê? Porque se fossem seres viventes espirituais não precisariam de asas para voar, pois, a força de gravidade não afeta os espíritos. Na visão que Ezequiel teve sobre os quatro seres viventes, ele diz que os seres viventes se elevaram da terra para cima. Logo, a visão que Ezequiel teve (capítulos 1 e 10) não foi num suposto mundo espiritual, mas foi aqui mesmo na terra, no mundo físico. Ezequiel contemplou a visita de uma cápsula ou nave espacial que trazia sobre ela a glória de Deus (trono de Deus). E onde esta nave aportou? A nave desceu sobre o Grande Templo do Senhor, em Israel, e chegou a pousar no chão. Leia com bastante cuidado para você entender.

Anjos com seis asas - Serafins

Em Isaías 6 e Apocalipse 4 diz que os querubins (que são os mesmos serafins) tinham 6 asas. Já Ezequiel diz que cada querubim tinha 4 asas. Isaías diz que os serafins tinham 6 asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voam. Percebe-se um absurdo na interpretação literal dessa passagem bíblica. Como pode um querubim voar com os rostos tapados? Só na cabeça desses crentes malucos, que não sabem interpretar o texto e ficam imaginando ilusões. Os querubins ou seres viventes das visões de Ezequiel, Isaías, Daniel e João não eram seres reais; eram esculturas de anjos que adornavam a cápsula ou nave espacial que levava a tripulação divina.

ASAS QUE FAZEM BARULHO

Isaías diz que um dos serafins voou levando até ele brasas tiradas do altar e Ezequiel diz que as asas dos querubins faziam estrondo. Podemos concluir que essas asas do anjo que voou não eram reais. Embora as asas fossem adornos, mas sob elas havia um motor a propulsão que faziam os anjos descer e se elevar do chão. Eis a razão do barulho das asas dos anjos.

Se os querubins possuem asas, porém, essas asas não são reais. No livro de Daniel, capítulo 7, temos a descrição de quatro animais simbólicos, e um deles diz-se que possuía asas como de águia, e outro possuía asas de ave. Esses animais simbólicos eram bestas da terra. Besta é qualquer animal selvático, como o boi selvagem (búfalo), cavalo, rinoceronte, etc. Portanto, esses quatro animais da visão de Daniel eram simbólicos, pois, é inadmissível existir um animal mamífero com asas de ave. Da mesma forma, é inadmissível crer que existam anjos (parecidos com os humanos) possuindo asas de ave. Se os anjos possuíssem asas, suas asas seriam parecidas com as de morcegos.

No livro de I Reis diz que Salomão mandou construir esculturas gigantes de uns querubins dentro do compartimento do Templo onde ficava posicionada a Arca da Aliança. As asas dos querubins ficam posicionadas sobre a Arca, como se estivessem protegendo as coisas dentro dela. Além dessas esculturas, havia mais duas esculturas pequenas de querubins fixadas sobre a Arca, postadas uma de frente para a outra, e suas asas se tocavam.

De acordo com as referências bíblicas, podemos notar que somente os querubins (ou serafins) são descritos como possuindo asas. Mas, essas asas não são reais, são adornos, e debaixo delas há um motor movido a propulsão, o qual serve para o querubim se locomover.

Para você ver que não podemos fazer interpretação literal dos textos bíblicos, sem uma profunda análise, veja o absurdo que se fala no livro de Salmos e livro de Crônicas:

“E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.” (Salmos 18:10).

No salmo 18 Davi descreve poeticamente o Deus Todo-Poderoso como um grande dragão que cospe fogo e solta fumaça pelas narinas. E chega ao absurdo de dizer que ele monta nas asas de um querubim e voa. Mas, conclui afirmando que ele voa sobre as asas do vento. Ou seja, voa sobre uma coisa imaginária. E a imaginação não está na mente de Deus, mas na mente do salmista.

Se formos fazer interpretação literal desse texto, devemos entender que as asas dos anjos possuem motores movidos a propulsão, pois Ezequiel diz que as asas dos querubins faziam bastante estrondo. Logo, percebe-se que eram estrondo dos motores sob as asas.

No livro de Apocalipse João tem a visão de uma águia voando sobre o céu proclamando juízos sobre a Terra; e mais na frente ele contempla um anjo voando no céu, proclamando um evangelho eterno aos habitantes da Terra. Sabemos que águia não fala. Sendo assim, podemos deduzir que essa “águia” era um anjo. E se o anjo voava, logo, ele se encontra num local onde existe força de gravidade, para poder existir lógica para o uso das asas. E segundo a concepção de reino espiritual, sabemos que não é necessário o uso de aves para os seres se locomoverem. Portanto, conclui-se que as visões que João teve foram num mundo físico, e não num mundo espiritual.

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DEUS NÃO CONFIA TOTALMENTE NOS SEUS ANJOS, E TEME QUE POSSAM COMETER ALGUMA LOUCURA

“Eis que Deus não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura” (Jó 4:18).

Apesar da frase de Jó 4:18 ser atribuída a Elifaz, amigo de Jó, acredito que ela resume uma verdade.

No final do livro de Jó, Deus ordena que Jó ofereça sacrifícios pelos seus amigos, porque eles não falaram bem a respeito de Deus. Isso não significa que tudo o que os três amigos de Jó falaram foi inverdades. Na verdade, o que eles “não falaram bem” foi a respeito do caráter de Deus. Se admitirmos que tudo o que os três amigos de Jó dissertaram foi devaneios de suas mentes, então, devemos considerar que nem tudo o que Jó falou foi verdades absolutas.

Os amigos de Jó também falaram muitas verdades. E uma dessas verdades é o que disse Elifaz em Jó 4:18. Deus não confia totalmente nos seus anjos, e teme que até possam cometer alguma loucura. Uma prova disso é o próprio querubim ungido, conhecido como Satanás, que se rebelou contra o seu criador.

Se Jesus é um anjo poderoso, logo, Ele não pode ser Deus, nem igual a Deus, pois, os anjos são criaturas passíveis de fraquezas e de cometer erros. Por essa razão, Jesus disse que não deviam chamá-lo de “bom”, porque bom mesmo só existe um, que é Deus. Mesmo contrariando a si mesmo, Jesus chegou a se intitular de o “Bom Pastor”, em João 10. Isso não significa que Jesus era esquizofrênico. Ou seja, uma hora dizia que não deviam chamá-lo de “bom Mestre”, e depois, dizia que era o “bom Pastor”.

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JESUS, O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

O emprego da expressão “Deus Unigênito” em João 1:18, na Bíblia Almeida Corrigida, foi traduzida de forma tendenciosa, para justificar a doutrina da deidade de Jesus.

Na Bíblia de Jerusalém o verso de João 1:18 está traduzido corretamente.

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Bíblia de Jerusalém).

O apóstolo João empregou de forma errada a palavra “unigênito” para se referir a Jesus durante a narração do Evangelho. A palavra correta é PRIMOGÊNITO. O vocábulo “unigênito” está errado porque não existe nenhuma concordância na Bíblia a respeito desse termo utilizado por João, pois, nenhum outro escritor do Novo Testamento empregou essa palavra para se referir a Jesus. Alguns estudiosos alegam que João se utilizou de um termo de cunho esotérico para dizer que Jesus é um ser divino que eclodiu (foi dado à luz) de dentro do próprio Deus.

Jesus é um anjo. Portanto, é uma criatura. Na verdade, Jesus foi o primeiro ser vivo perfeito a ser criado. Ele sempre esteve com Deus desde o dia em que foi criado. Quando a Bíblia diz que Ele é o princípio da criação de Deus, significa que Ele foi a primeira criatura perfeita a ser criada. E todas as outras coisas foram criadas por intermédio dele, menos o Universo, porque este sempre existiu.

Perceba que João escreveu o Apocalipse, mas ele não emprega a palavra “unigênito” para se referir a Jesus, mas utiliza a expressão “princípio da criação”, que significa “primogênito da criação”.

O apóstolo Paulo emprega corretamente a palavra “primogênito” para afirmar que Jesus foi a primeira criatura perfeita criada por Deus. Jesus disse que “antes que Abraão existisse, eu sou”. Ora, se Jesus sendo um Anjo Poderoso, o braço direito de Deus, se encarnou para morrer pela humanidade, logo, ele já existia com Deus antes da criação de Adão e Eva, e antes do surgimento de Abraão, mas não era Deus. Ele estava com Deus no princípio, mas não era Deus Todo-Poderoso. No livro dos Salmos os anjos são chamados de “deuses”. Jesus e os anjos podem ser considerados seres divinos, pois, vivem nos céus, mas não são deuses iguais a Deus Todo-Poderoso. São criaturas.

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Colossenses 1:15).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apoc. 3:14).

“Princípio da criação” significa o “primogênito da criação”, o primeiro ser perfeito a ser criado.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus lhe prestem honras” (Hebreus 1:6).

 

30/07/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | Deixe um comentário

MENSAGEM QUE NÃO AGRADA – PARTE 01

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“Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:12-13).

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

“Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Cor. 15:51-52).

“Jesus está voltando!”. Esta é a frase mais furada que se tem notícia.

Para justificar a demora da vinda de Jesus ainda no século I, o apóstolo Pedro escreveu as seguintes palavras:

“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas. Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?” (II Pedro 3:3-12).

Pedro diz que Jesus ainda não voltou porque Deus é longânimo para com a humanidade, e não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a arrepender-se. Porém, isso é uma falsa justificativa. Pois, desde que Jesus foi para o céu dizendo que voltaria, já morreram milhões (ou bilhões) de pessoas sem ter aceitado Jesus, sem ter se arrependido. E todos os dias morrem pessoas na sua cidade, nas cidades do Brasil e do mundo todo sem terem aceitado Jesus, sem terem se convertido.

Em I Coríntios 15:51 o apóstolo Paulo conforta os crentes da congregação em Corinto dizendo que nem todos morreriam antes da vinda de Jesus, e que seriam arrebatados vivos e transformados num abrir e fechar de olhos. E bem sabemos que todos eles morreram.

A frase “Eis que cedo venho” foi uma grande enganação para os crentes do primeiro século da Era Cristã, pois, muitos viveram uma vida piedosa, se afastando completamente das coisas do mundo, esperando a volta de Jesus, mas, Ele não veio. Para nós, do século XXI, pode até ser justificável a frase “eis que cedo venho”, considerando que mil anos é como um dia para Deus. No entanto, os crentes não são deuses. Portanto, mil anos para nós, meros mortais, é como uma eternidade. Se o tempo para Jesus voltar tinha que durar mais de 2 mil anos, Ele não poderia ter iludido os crentes do primeiro século e os crentes do início do século XX, afirmando que a sua vinda estava próxima, pois, todos os que esperavam a sua vinda para serem arrebatados vivos, morreram. E os crentes gentios que até hoje esperam a volta de Jesus para serem arrebatados também morrerão de igual modo, iludidos por promessa absurda. Os hebreus passaram mais de 400 anos no cativeiro egípcio e mais 40 anos de sofrimento vagando no deserto esperando o cumprimento das promessas de Deus para habitar na terra prometida, e esse tempo ainda é pouco em comparação ao tempo que os cristãos esperam para a volta de Jesus, que já dura cerca de 2 mil anos.

Nas décadas de 1980 e 1990 os crentes viviam numa grande expectativa esperando a iminente volta de Jesus. Muitos teólogos escreveram livros afirmando que a volta de Jesus com certeza aconteceria antes do ano 2000 em virtude do aumento da impiedade no mundo, o avanço da Ciência e da apostasia no meio das igrejas cristãs. E quando estourou a Guerra do Golfo Pérsico em 1991, foi o maior alarde. O que não deu de crentes contando sobre sonhos que tiveram sobre volta de Jesus não está no gibi! Pastores pregavam nos púlpitos das igrejas, fazendo a cabeça dos fiéis, afirmando que “nenhuma dispensação havia chegado a 2 mil anos”. Com isso, diziam que Cristo voltaria antes da virada do milênio. Durante a década de 1990 minha irmã dizia que não ia construir a casa dela de alvenaria porque a vinda de Jesus estava próxima, e que não adiantava gastar dinheiro se a casa ia ficar para ninguém habitar. E como todos devem saber, ela quebrou a cara. Somente agora, depois do ano de 2010 que ela conseguiu se aposentar e agora está ajeitando a casa dela. É isso que dá fanatismo religioso.

Olha o que Pedro disse: “Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?”. Ora, se os crentes fossem cristãos de verdade e não hipócritas ignorantes, eles seguiam os mandamentos dos apóstolos se preparando para a vinda de Jesus. Mas como eles sabem que esse “cedo venho” não é verdade, eles não seguem à risca os mandamentos dos apóstolos. Se esses que esperam a volta de Jesus fossem cristãos verdadeiros, eles viviam uma vida de santidade e piedade. E o que é ter uma vida de piedade (ser piedoso)? É uma vida de completa devoção à religião, sem se prender com as coisas deste mundo; é se afastar completamente das coisas do mundo, da moda e principalmente das riquezas. Viver piedosamente é viver em oração, pregando o evangelho e fazendo caridade, fazendo o bem às pessoas. Exemplo disso: Apóstolo Paulo, Madre Tereza de Calcutá, padre São Francisco de Assis, Chico Xavier, etc. Será que os crentes de hoje são piedosos? Veja mais o que Paulo diz sobre o verdadeiro cristão, o que é piedoso. Esse trecho da Bíblia jamais é lido nas igrejas que pregam a maldita teologia da prosperidade:

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, CUIDANDO QUE PIEDADE É FONTE DE LUCRO (riqueza material); e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (I Timóteo 6:3-11).

Viver uma vida piedosa é o ideal do verdadeiro cristão. Mas quem segue esse preceito? Quem é que abandona realmente as coisas do mundo? Poucos.

Paulo disse que o verdadeiro cristão é pobre, porque deve viver uma vida de piedade, de total dedicação à religião, de completo afastamento das coisas do mundo. Tanto é que ele chegou a afirmar que se os crentes piedosos esperassem Jesus só para esta vida, eles seriam considerados as pessoas mais miseráveis do mundo. O cristão verdadeiro vive na expectativa de receber a sua recompensa quando Cristo estabelecer o seu reino aqui na Terra, quando ressuscitar os salvos dentre os mortos. Ninguém irá receber recompensa nos céus. E ninguém vai viver no Céu. As recompensas serão dadas aos cristãos que vencerem o mundo, depois da ressurreição dos salvos, no reino eterno do Messias aqui mesmo na Terra. Se o cristão verdadeiro é piedoso, ele não possui riquezas, não desfruta dos bens desta vida. Logo, se ele não tem esperança na vida eterna e na recompensa quando Cristo estabelecer o seu reino, logo, ele é a pessoa mais miserável desse mundo.

“Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima” (I Cor. 15:19).

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Jesus não prometeu arrebatar os seus discípulos e nem os seus escolhidos. Disse que ressuscitaria.

“Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:40).

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44).

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:54).

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” (João 17:15). [A frase “não são do mundo”, não se refere ao planeta Terra, mas ao mundo de pecado]. [Jesus nunca rogou para o Pai arrebatar os seus escolhidos].

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Em João 14:3 Jesus diz: “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.

Jesus não vai tomar os salvos para levá-los para morar no Céu. Ele vai arrebatar os piedosos, um pequeno grupo de fiéis, e vai ressuscitar os que vencerem o mundo, e vai tomá-los para o seu reino aqui mesmo na Terra. O reino de Cristo não será no Céu. Será aqui mesmo na Terra. Jesus disse também: “Na casa de meu Pai há muitas moradas, vou preparar-vos lugar”. Ora, neste versículo a palavra “morada” foi mal traduzida. A frase correta é: “No reino que meu Pai me concedeu haverá muitas moradas, vou preparar-vos lugar”. Os crentes vivem tão loucamente na ilusão de que vão morar no céu que imaginam até que vai existir “mansões” no céu para habitar. Quanta sandice! Nem mesmo existe a tal palavra “mansão” na Bíblia. Só loucura de crente sem noção.

Em João 17:24 Jesus rogou ao Pai dizendo: “Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo”. Essa “glória” que os crentes salvos irão ver não é o Céu; será o reino de Cristo aqui mesmo na Terra. O reino de Cristo será estabelecido para sempre aqui na Terra, depois que todas as coisas forem restauradas, isto é, tomadas do controle de Satanás e da Besta (governos do mundo).

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SÓ HAVERÁ ARREBATAMENTO PARA 144 MIL JUDEUS

Um dos maiores intérpretes do Apocalipse de todos os tempos é o teólogo e escritor britânico Arthur Bloomfield. Aprendi muito sobre interpretação do Apocalipse lendo o seu livro intitulado “O Futuro Glorioso do Planeta Terra”. Mas, apesar de muitas interpretações bastantes coerentes, tem outras que eu não concordo com esse autor. O escritor Arthur Bloomfield é evangélico tradicional, não pertence às correntes interpretativas das Testemunhas de Jeová e nem dos adventistas dos sétimo dia.

Um dos questionamentos que o escritor Arthur Bloomfield se fez foi o seguinte: “Por que o livro do Apocalipse que trata sobre escatologia – doutrina das últimas coisas – não falaria nada a respeito do arrebatamento?”. Aí ele concluiu que o relato do capítulo 12 de Apocalipse fala a respeito do arrebatamento. Ele tece os comentários, e parece que tem lógica em tudo. Mas não é 100% certo.

O capítulo 12 de Apocalipse fala realmente sobre o arrebatamento, mas esse arrebatamento é somente dos 144 mil judeus selados, que são descritos nos capítulos 7 e 14 do mesmo livro. Esses 144 mil são o filho da mulher que está grávida, preste a dar à luz. E quando ela dá à luz ao filho, esse filho é arrebatado para os céus. Trata-se dos 144 mil judeus selados. Mas essa ida para os céus não é para morar no Céu. No capitulo 14 de Apocalipse aparece esse mesmo grupo dos 144 mil judeus no Monte Sião. Esse Monte Sião não é o Céu e nem está localizado nos céus. O Monte Sião é a cidade de Jerusalém terrestre. E a visão refere-se à cidade de Jerusalém no reino do Messias aqui mesmo na Terra. Apocalipse 14 diz que os 144 mil são virgens e seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Ora, quem segue para onde quer que vá é a Noiva. A Igreja de Cristo nunca é chamada de “noiva do Cordeiro” na Bíblia. É chamada de “esposa”. Só quem é chamado de Noiva do Cordeiro são esses 144 mil judeus. E no final do livro de Apocalipse esse grupo dos 144 mil judeus desce do céu em comitiva, a qual o apóstolo João descreveu como uma cidade celestial descendo dos céus, a Nova Jerusalém. Portanto, a cidade de Nova Jerusalém celestial não é uma cidade física, mas é uma representação simbólica desses 144 mil. No reino do messias haverá milhões de salvos que irão ressuscitar. Mas esses 144 mil é um grupo especial de salvos. O problema é que os teólogos cristãos são arrogantes, e discriminam os judeus, e não aceitam que eles tenham primazia em nada. Por isso eles dizem que esses 144 mil judeus selados no meio da Grande Tribulação não serão arrebatados, mas serão separados para pregar o evangelho durante a Grande tribulação e inclusive morrerão como mártires. Isso que acabei de falar está escrito literalmente na literatura dos teólogos gentios. Eles não admitem que os judeus serão arrebatados. Mas aí é que está o erro incorrigível desses teólogos racistas. Veja bem: toda a Bíblia e inclusive o livro de Apocalipse foi escrito por judeus, e toda a mensagem da Bíblia é em torno dessa nação escolhida por Deus. Israel é a menina dos olhos de Deus. Toda o drama do Apocalipse, toda a mensagem do livro de Apocalipse trata somente com o povo judeu. Mas os crentes gentios se apoderaram das mensagens do Apocalipse e acham que Deus está tratando com eles. Vão quebrar a cara. A mensagem é tão clara sobre os judeus, que bem no início do livro de Apocalipse Jesus dá uma dura palavra para aqueles que querem tomar a primazia dos judeus, querendo ser judeus e não são. Quem são esses? São os crentes gentios, que se intitulam o “Israel Espiritual”, ou a Sinagoga de Satanás. Vão quebrar a cara.

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Apocalipse 3:9).

Os crentes gentios são tão audaciosos, a tal ponto de afirmar que Israel não é mais Israel, e que eles (a “igreja dos gentios”), é que são o “Israel de Deus”, o tal Israel Espiritual. Quanta prepotência!

OS CRISTÃOS GENTIOS AFIRMAM QUE OS JUDEUS REJEITARAM JESUS E NÃO O RECONHECEM COMO O MESSIAS PROMETIDO. SE OS JUDEUS REJEITARAM JESUS, POR QUE O APOCALIPSE TRATA COM A CAUSA DELES? POR QUE JESUS DIZ, EM APOC. 3:9, QUE AMA OS JUDEUS?

Um dos grandes erros que os cristãos, católicos e protestantes cometem é achar que Israel não é mais Israel, e que os judeus não são mais judeus, e que eles é que são o Israel de Deus e a Sinagoga de Cristo. Vão quebrar a cara.

Jesus ordenou aos sete anjos que lhe assistem (sete estrelas) que levassem sete cartas às sete comunidades cristãs da Ásia Menor. Jesus ordenou a João que escrevesse as sete cartas e as enviasse pelos sete anjos as sete comunidades. Essas sete comunidades da Ásia eram formadas de judeus, mas é certo que lá também havia muitos crentes dos gentios. Se os judeus não representam nada no plano de salvação e conquista da Terra, e não têm destaque no enredo apocalíptico, por que Deus arrebata 144 mil das 12 tribos de Israel? Onde estão os gentios no enredo apocalíptico? Por que eles não se destacam? Os judeus que serão arrebatados (144 mil) estão espalhados pelos quatro cantos da Terra. Muitos deles estão aqui no Brasil, nos EUA, na Rússia, na Europa, na Ásia e na África.

Na verdade, o “Jesus Cristo” propagado pela Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e pelos evangélicos protestantes é um Jesus falso, a começar pelo nome e pela sua imagem (feição, aparência). O verdadeiro Cristo (Messias) não é Deus. A ICAR e os evangélicos protestantes transformaram Jesus Cristo, o Messias, em Deus, enquanto que ele é apenas um Servo. Jesus Cristo é um ser divino, mas é Servo. A ICAR fundamentou a doutrina da trindade para transformar Jesus em um deus, igual a Deus. Portanto, os judeus ortodoxos estão certos em rejeitar esse Jesus Cristo dos católicos e protestantes. Existem os chamados judeus messiânicos, que acreditam que esse Jesus propagado pela ICAR é o mesmo Messias prometido dos judeus. Na verdade, o Jesus dos evangelhos e do Novo Testamento é o Messias do AT prometido aos judeus. O problema é que a ICAR o transformou em um deus, e os judeus não podem aceitar a adoração explícita a Jesus Cristo, pois ele é Servo, e não Deus. Todo aquele que se converte e se aproxima de Deus é filho de Deus. Jesus é filho de Deus em virtude de ser um Servo obediente, não porque seja um deus, da mesma substância do Pai.

Os judeus ortodoxos estão certos em esperar seu verdadeiro Messias. Enquanto os católicos e protestantes esperam Jesus retornar como um “deus”, os judeus ortodoxos o esperam como o Servo de Jeová, o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi.

PROVANDO QUE SÓ HAVERÁ ARREBATAMENTO PARA OS 144 MIL JUDEUS

“Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mateus 24:29-31).

“Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apocalipse 7:1-4).

Em Mateus 24:31 diz que os anjos ajuntarão os escolhidos desde os QUATRO VENTOS, de uma à outra extremidade dos céus. Logo, os salvos serão tomados de todos os cantos da Terra.

Agora, veja que em Apocalipse 7 diz a mesma a coisa a respeito do dia do arrebatamento, com o selamento dos 144 mil judeus. E o texto diz que quatro anjos seguram os QUATRO VENTOS da Terra, para que os servos de Deus sejam assinalados. Logo, os escolhidos são de todas as partes do mundo, dos quatro cantos da Terra. Trata-se do mesmo evento que Cristo descreveu em Mateus 24.

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Jesus não veio pregar o evangelho para os gentios. Ele veio apenas os judeus.

“Respondeu-lhes Jesus: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 15:24).

As boas-novas (isto é, o evangelho) foi estendido aos gentios por causa da bondade de Deus. Mas os gentios não têm primazia em nada. São apenas meros coadjuvantes ou convidados para o reino do Messias. Paulo foi o responsável pela pregação do Evangelho aos gentios. O apóstolo Pedro não queria pregar para os gentios. Mas, Paulo disse a Pedro que os gentios foram alcançados com a graça de Cristo. Porém, Paulo disse que os judeus são o tronco da “árvore”, e os gentios são apenas os ramos, não tendo primazia em nada.

E não existem dois tipos de evangelhos, “evangelho da graça” e “evangelho do reino”, como os teólogos costumam separar. Só existe um Evangelho, o Evangelho do Reino, o evangelho que proclama a vinda e o estabelecimento do reino do Messias. A salvação das pessoas não é para que elas deixem este mundo para morar no Céu, mas para que possam habitar no reino do Messias que será estabelecido aqui mesmo na Terra, para sempre. A palavra “EVANGELHO” significa “boas-novas”, ou “boas notícias”. Notícias de quê? Notícias a respeito da salvação dos escolhidos, dos fiéis, e estabelecimento do reino do Messias aqui na Terra.

Jesus vai voltar, mas não diretamente para nós, os gentios. Todos nós morrermos. Quem for fiel até à morte, este será ressuscitado na ressurreição do último dia.

“Venha a nós o teu reino”. (Mateus 6).

Vou parar a explicação por aqui para que o texto não fique mais longo do que já está.

24/07/2017 Posted by | EVANGELISMO, MENSAGENS ESPECIAIS | , , , | Deixe um comentário

MENSAGEM QUE AGRADA – PARTE 01

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“Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:12-13).

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

“Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Cor. 15:51-52).

Jesus está voltando!

Jesus está às portas, irmão. Você está preparado?

Prepara-te para encontrares com teu Deus!

Você crê? Então diga amém, aleluia!

Ora, vem Senhor Jesus!

Oh, Glória!

 

24/07/2017 Posted by | EVANGELISMO, MENSAGENS ESPECIAIS | , | Deixe um comentário

A PALAVRA “ESPIRITUAL” É UM TERMO ARCAICO E PRIMITIVO

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A palavra “espiritual ainda é compreendida de forma primitiva e medieval pelos crentes e religiosos.

Espiritual - Paraíso

Não existe nada de “espiritual” neste mundo e no Universo. A palavra “espiritual” é um termo arcaico, primitivo, utilizado para designar as coisas que não podiam ser vistas a olho nu.

Uma parede de vidro bem transparente colocada no meio de uma rua não poderá ser vista pelos transeuntes, e nem por isso vamos dizer que aquela parede de vidro é algo “espiritual”.

Todo crente pensa que vai para o céu, ou diz que vai para o céu, imaginando que o céu é um lugar “espiritual”. Não. Não existe nada de espiritual nos céus, acima das nuvens. Jesus subiu ao céu, mas não foi para um mundo espiritual. Jesus subiu para um mundo físico. Tudo que existe fora da Terra, acima das nuvens, também é material.

Se Deus vai salvar os cristãos justos e fiéis e vai levá-los para um mundo “espiritual”, o que vai acontecer com esta Terra física e o restante do Universo físico? Por que e para que Deus criou o Universo tão grande se ninguém pode explorá-lo? Por que Ele criou o homem num minúsculo planeta em um cantinho da Via Láctea, e depois, vai salvar só alguns e levá-los para outro mundo “espiritual”? Por acaso, depois que os crentes forem morar no céu, a velha Terra e o todo o Universo físico vão ficar no mar do esquecimento ou Deus irá destruir tudo que fez, porque não valeu a pena ter criado o mundo físico?

Será que Deus teve tanto trabalho para construir um Universo tão grande para que durasse apenas 7 mil anos? Ou não valeu a pena criar este mundo tão grande? Será mesmo que, depois de tanto trabalho, Deus irá destruir este mundo e vai levar os escolhidos para habitar num mundinho espiritual em outra dimensão cósmica?

A SEGUNDA VINDA VISÍVEL DE JESUS

Os crentes esperam Jesus e seus anjos voltarem, descendo visivelmente sobre as nuvens com poder e grande glória, pois, na Bíblia está escrito que “todo olho o verá”.

Ora, se os crentes esperam Jesus retornar visivelmente dos céus, então, Ele (Jesus) não pode ter um corpo espiritual, pois o que é espiritual não pode ser visto por olhos carnais. Mas o crente teimoso e ignorante pode dizer que Deus concederá o poder para que todos os ímpios possam contemplar Jesus e os anjos em corpos gloriosos. Aí já é demais a loucura desses crentes. A doutrinação religiosa embrutece o ser humano a tal ponto de ele imaginar coisas loucas, sem sentido, e ainda viver em função e na expectativa dessas loucuras.

Tempos atrás, ainda com a mente entorpecida pelos ensinos religiosos, imaginava que Jesus e os anjos podiam se materializar e assumir corpos físicos para se manifestar aos humanos. Mas, cheguei à conclusão que não existe esse negócio de materialização. Tudo isso é produto da ficção da mente humana. Os anjos podem até descer do céu visivelmente voando porque eles possuem asas, mas Jesus não é anjo, e não poderá descer voando, e muito menos montado em cavalo branco alado (com asas). Jesus irá descer porque uma nave espacial virá do céu encoberta (camuflada) por uma nuvem de fumaça, assim como ele desceu no Monte Horebe e no Monte Sinai. Durante a peregrinação do povo hebreu no deserto, os anjos acompanhavam o povo numa nave espacial encoberta (camuflada) por uma nuvem.

É possível, sim, existir seres vivos alados vivendo em outro sistema planetário, mas não com quatro ou seis asas no mesmo corpo. Aqui mesmo na Terra existem os morcegos comuns e morcegos dragões em regiões da Indonésia, que são mamíferos alados e voam. Os querubins de quatro asas que Ezequiel contemplou não eram seres vivos literais; eram figuras ou esculturas de anjos nos cantos ou nas paredes da nave espacial. De igual modo o profeta Isaías teve a mesma visão da nave espacial e disse que contemplou serafins que possuíam seis asas cada um. No entanto, esses serafins de Isaías eram os mesmos querubins de Ezequiel.

Esses seres não se movimentavam, não se mexiam, porque não estavam vivos, por isso, acompanhavam a nave para onde quer que fosse, mas não mudavam de posição, pois estavam fixados à ela. Logo, percebe-se que eram esculturas de anjos na parede da nave. E o apóstolo João, no Apocalipse, também teve a mesma visão, e confirmou que os serafins de Isaías são os mesmos querubins de Ezequiel que repetiam de contínuo a frase “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso”. Só que essas vozes vinham dos alto-falantes que estavam por trás das esculturas dos anjos com quatro asas ao lado da nave. Leia com atenção, sem fanatismo religioso, os capítulos 1 e 10 do livro de Ezequiel para você compreender essa verdade.

“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém” (Apocalipse 1:7).

“Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:9-11).

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mateus 24:30).

“Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória” (Lucas 21:27).

“Então disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor (…) Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu” (Êxodo 19:9,16).

“O Senhor desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Jeová” Êxodo 34:5.

“E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvens para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. (…) Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite” (Êxodo 13:21-22).

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar” Ezequiel 1:4).

A “coluna de fogo” que alumiava o acampamento dos israelitas no deserto durante a noite era um feixe de luz emitido por holofotes diretos da nave que voava camuflada no meio de uma nuvem de fumaça.

O profeta Ezequiel teve a visão de uma nave espacial vindo camuflada envolta em uma nuvem, emitindo luzes para todos os lados, mas que dava para notar as labaredas de fogo emitidas de contínuo pelos motores.

Essa visão de Ezequiel não teve nada de “espiritual”. Foi uma visão real e física de seres celestiais (de outro sistema planetário) visitando a Terra.

A citação de Lucas 21:27 está mais correta ao afirmar que Jesus virá em uma nuvem, e não sobre as nuvens. A nave espacial descerá camuflada em meio a um nevoeiro.

MUNDOS OU UNIVERSOS PARALELOS NÃO EXISTEM. SÃO COISAS DA PURA FICÇÃO

Não acredito nessa estória de que existem mundos ou universos paralelos.

O crente pensa que o mundo de Deus, o Céu, é um mundo espiritual paralelo ao mundo físico, e que está localizado acima das nuvens. Só que isso é pensamento medieval, primitivo. O lugar fictício que os crentes chamam de CÉU nada mais é que o céu, o espaço sideral que está acima das nuvens. Céu não é um lugar específico. Céu é todo o espaço sideral. Jesus foi para o céu ou para os céus. Portanto, a palavra “céu” não quer dizer o nome de um lugar acima das nuvens, nem tão pouco uma cidade espiritual. Jesus foi para os céus, mas ninguém sabe exatamente para qual planeta ou sistema estelar ele se dirigiu. Alguns esotéricos dizem que os deuses do bem (Jesus e seus anjos) vem da estrela Sírius, da constelação de Cão Maior, e que Satanás e seus anjos vem da constelação de Órion, uma constelação equatorial. Órion significa Oriente ou Leste. Sabemos que os grão-mestres da Maçonaria cultuam Lúcifer. E as Lojas Maçônicas se denominam Loja do Grande Oriente.

O Céu ou o mundo para onde Jesus foi, acima, das nuvens, não é um mundo espiritual, muito menos um universo paralelo. O mundo para onde Jesus foi está localizado dentro deste mesmo Universo onde se encontra a Via Láctea e o planeta Terra.

“E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol” (Ezequiel 8:16).

No esoterismo e no ocultismo o Sol é símbolo de Lúcifer, e o número cabalístico do Sol é 36. E o triangular de 36 é 666.

Esses adoradores do Sol que Ezequiel se refere são os mesmos maçons de hoje. Os templos maçônicos são uma imitação do Grande Templo do Senhor construído por Salomão. Mas na hora de adorar o Sol (Lúcifer), eles ficam de costas para o templo. Eles ficam posicionados para o Oriente não só por causa do Sol nascente, mas também, porque o reino de Lúcifer está na Constelação de Órion.

O MAL QUE VEM DO NORTE

“Então me disse: Filho do homem, levanta agora os teus olhos para o caminho do norte. Levantei, pois, os meus olhos para o caminho do norte, e eis que ao norte da porta do altar, estava esta imagem do ciúme na entrada” (Ezequiel 8:5).

Na crença dos fanáticos religiosos e no entendimento dos direitistas, tudo que vem do Norte é tido como de esquerda ou do mal. Na concepção popular, tudo o que fica na parte Norte de um país é ruim. Veja, por exemplo: Coréia do Sul (regime democrático e do bem), Coréia do Norte (ditatorial e do mal); Irlanda do Sul (democrática e evangélica, do bem), Irlanda do Norte (católica e do mal); tem ainda Vietnã do Sul (democrático) e Vietnã do Norte (comunista). Aqui no Brasil temos as regiões Sul e Sudeste (com pessoas tidas como “melhores” e mais educadas); e do outro lado temos as regiões Norte e Nordeste (com pessoas tidas como ruins e sem cultura); o antigo povo hebreu se dividia em dois reinos: Reino do Norte (os samaritanos, povo rebelde, que eram discriminados e tratados como porcos pelos judeus do sul, e adoram a Deus no monte Gerizim (“não deiteis vossas pérolas aos porcos”), e Reino do Sul (reino governado pelo rei Davi, onde o povo adorava ao Senhor no grande Templo no Monte Moriá, e se achavam melhores e superiores aos samaritanos).

No entanto, essa concepção popular de que o mal vem do norte não passa de discriminação por causa de racismo e de crendices e preconceitos religiosos.

Na verdade, isso acontece porque os mais fracos dentre um povo ficam com a parte norte e nordeste de um território, que é a parte mais ruim e a que tem o solo mais seco e arenoso, enquanto que os mais fortes e os mais espertos ficam com a parte do sul e sudeste de um território onde o clima é melhor e o solo mais produtivo. Geralmente a parte mais ruim de um território, a parte desprezada, que sobra, é tomada pelos menos favorecidos, pelos rebelados, pelos pobres.

Também tem a questão do clima. Os europeus que migraram para o Brasil, se dirigiram para as regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde o clima é frio. Já os japoneses preferiram o Norte do Brasil, no caso Manaus, onde o clima é quente. Os alemães se fixaram no Paraná; os italianos em São Paulo; e assim por diante.

Porém, em geral, os colonizadores preferem se fixar na parte Sul e Sudeste de um território onde o clima é frio. Quando o Brasil-Colônia foi dividido em Capitanias Hereditárias, as regiões mais disputadas foram a Sul e Sudeste, por causa do clima e melhores condições do solo para plantio da cana-de-açúcar e do café. Os degredados se fixaram na região Nordeste. O Brasil começou a ser colonizado pela região Nordeste, tanto é que a nossa primeira capital foi Salvador, na Bahia. Depois da libertação dos escravos em 1888, os negros se concentraram na Bahia, Ceará, Pernambuco e no Maranhão. Quando mudaram a capital do Brasil para o Rio de Janeiro, os negros também passaram a se concentrar nesse Estado. O certo é que os brancos se concentram mais nas regiões Sul e Sudeste, enquanto que os negros, degredados, índios e asiáticos se concentraram nas regiões Norte e Nordeste. Daí surgimento do preconceito contra os do Norte.

A mesma coisa preconceituosa pode se dizer a respeito das cores preta e branca. Quem é de cor branca é do bem, tem alma, é mais inteligente, mais abençoado e querido por Deus. Já quem tem a pele negra são pessoas sem alma, e por isso, devem ser tratadas como animais, além do mais, essas pessoas tem pouca inteligência e são menos amadas e menos queridas por Deus. (Entenda que isto que escrevi é uma ironia).

“Para a banda do NORTE estará o estandarte do arraial de Dã, segundo os seus exércitos; e Aiezer, filho de Amisadai, será o príncipe dos filhos de Dã” (Números 2:25).

Na relação das 12 tribos de Israel descritas no Livro de Apocalipse a tribo de Dã não aparece; e alguns eruditos dizem que o Anticristo surgirá da tribo perdida de Dã.

“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do NORTE” (Isaías 14:13).

Esta é uma referência indireta do profeta sobre Satanás, se referindo ao rei de Tiro. Repare que o texto diz “no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do NORTE”.

“Arvorai um estandarte no caminho para Sião; buscai refúgio, não demoreis; porque eu trago do norte um mal, sim, uma grande destruição” (Jeremias 4:6).

06/07/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | Deixe um comentário

A RACIONALIDADE NÃO É DESENVOLVIDA INTEGRALMENTE PELOS RELIGIOSOS

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“O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei” (Oseias 4:6).

Só existem crenças absurdas e infundadas porque o homem não usa 100% a sua racionalidade.

Nunca discuta com pessoas burras

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Os humanos se diferenciam dos animais por uma característica especial: a racionalidade. Nós, humanos, somos seres racionais porque pensamos e temos consciência da nossa existência e do mundo em que vivemos. Já os animais, por serem irracionais, não têm noção da própria existência e nem do mundo que os cerca.

Por causa da consciência, nós humanos, sabemos discernir entre o certo e o errado, entre o justo e o injusto, entre o bem e o mal, entre o amor e o ódio, entre a vida e a morte, entre a paz e a guerra; entre o real e o imaginário. Temos plena convicção que somos seres mortais e que um dia todos nós iremos morrer.

Conta-se que certo filósofo estava sentado, pensativo, num banco de praça de um lugarejo qualquer quando de repente uma pessoa desconhecida se aproximou e lhe perguntou: “Quem é você, de onde você veio e para onde você vai?” Aí ele respondeu: “É exatamente isto que estou há muito tempo querendo saber. Quem sou eu, de onde vim e para onde vou”. Na verdade, esses tipos de questionamentos são exageros filosóficos, pois, todo ser humano, sendo racional, sabe quem é, de onde veio e para onde vai. Ou seja, todo ser humano sabe ou devia saber que é uma espécie animal que surgiu na Terra (seja por criação ou por evolução), que nasceu, cresceu e vai gerar descendentes, e depois irá envelhecer e morrer como os demais seres mortais. O problema é que os filósofos religiosos querem levar essa polêmica para além das razões humanas. Aí ficam questionando: Será que foi Deus que criou o homem na Terra ou foram os extraterrestres que nos colocaram aqui? Qual o propósito da nossa existência aqui na Terra? Será que após a morte tudo se acaba ou somos encaminhados para um plano transcendental superior ou inferior? E por aí vai os questionamentos.

RACIONALIDADE X CONSCIÊNCIA

O que é ser racional? Será que racionalidade é sinônimo de consciência?

Nem todos os conhecimentos das ciências humanas devem ser tratados como verdades absolutas. Até mesmo nas ciências ditas “exatas” há estudos que carecem de aperfeiçoamento.

Sobre a questão da racionalidade e da consciência humana existem bastantes estudos científicos, embora não se constituam em verdades absolutas.

Vejamos os significados de ‘ética’, ‘instinto’, ‘inteligência, ‘razão’, ‘racional’, ‘irracional’ e ‘consciência’.

Ética“Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto”.

Instinto “Forças de origem biológica inerentes ao homem e aos animais superiores, e que atuam, em geral, de modo inconsciente, mas com finalidade precisa, e independentemente de qualquer aprendizado”.

Inteligência –  “Faculdade de aprender, compreender as coisas, própria da espécie humana e também dos animais superiores; maneira de entender ou interpretar; destreza mental; habilidade”.

Razão“Faculdade que tem o ser humano de avaliar, julgar, ponderar ideias universais; raciocínio, juízo; inteligência; bom senso; juízo; prudência”.

Racional “Que usa da razão; que raciocina; que se deduz pela razão”.

Irracional“Não racional; onde a razão não intervém; que não raciocina; contrário à razão”.

Consciência“Atributo altamente desenvolvido na espécie humana; faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados; conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica ou física; conhecimento, noção, ideia”.

Acredito que a consciência é um atributo diferente da racionalidade. Porém, ambas caminham juntas na espécie humana. A consciência veio depois da racionalidade, e é um atributo inerente da espécie humana. A racionalidade foi se desenvolvendo aos poucos, mas a consciência parece que surgiu num passe de mágica. Os animais superiores não são totalmente irracionais. Todos os animais superiores desenvolvem algum nível de racionalidade. O problema é que os estudiosos dessa área do conhecimento humano não admitem que os animais possam pensar ou raciocinar.

Sei que é difícil admitir que um animal pense ou raciocine. Porém, como sei que as definições de racionalidade e consciência não são verdades absolutas, posso admitir que os animais superiores desenvolvem algum nível de raciocínio. Sabemos que o pensamento ou raciocínio se desenvolve no cérebro, na cabeça, e também sabemos que todos os animais superiores possuem cabeça e cérebro, embora em estágio menos desenvolvido em relação aos humanos. Se existe cérebro nos animais, então existe a possibilidade de pensamento, embora não seja lógico e organizado.

Se o homem veio de um ancestral primata que não desenvolvia a racionalidade, e evoluiu até atingir a consciência plena, por que não podemos admitir que outras espécies de animais ainda estão em estágio de desenvolvimento cerebral, até que possa atingir a consciência? Se não podemos admitir isso, então, temos que acreditar que o homem foi uma criação de Deus, e que já trouxe em si a faculdade da consciência ou racionalidade.

Na natureza existem certos animais que se organizam e planejam a melhor forma de como capturar uma presa, como no caso dos leões. Ora, será que isso não é uso do raciocínio e do pensamento! Sei que é difícil se admitir tal conjectura. Mas, o conhecimento nessa área ainda não é conclusivo. Posso estar certo ou errado.

Os elefantes, por exemplo, são animais que possuem cérebros tão evoluídos que, se fossem conscientes e tivessem cordas vocais como os humanos, falariam e conversariam uns com os outros. Alguns biólogos acreditam que os elefantes raciocinam, pois, executam ações que exigiriam reflexão e raciocínio.

Os seres humanos, apesar de possuírem a consciência inata, não desenvolvem conhecimentos e habilidades sem raciocínio e sem experiências. Da mesma forma os animais superiores também carecem de experiências e pensamentos para desenvolver habilidades. A diferença básica entre homens e animais é a consciência, e não a racionalidade. Os animais também desenvolvem certo nível de racionalidade. O tempo é o senhor da razão. Se meus questionamentos são inadmissíveis, é porque ou estou equivocado ou meu conhecimento é maior do que os que foram oficializados como verdades. Toda pessoa que questiona as coisas além do senso comum, é taxada de louca ou herege.

Uma coisa eu sei: É menos burrice acreditar que um animal possa pensar, mesmo que de forma ilógica, do que crer que uma cobra possa falar mesmo sem possuir cordas vocais, que anjos/querubins possuem quatro ou seis asas, que no céu tenha criações de cavalos alados, ou que uma galinha se transformou em dinossauro e que o homem evoluiu de um primata.

“Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1).

“Cada um tinha quatro rostos e cada um quatro asas; e debaixo das suas asas havia a semelhança de mãos de homem” (Ezequiel 20:21).

“Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava” (Isaías 6:2).

“Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro” (Apocalipse 19:14).

Embora os animais superiores não desenvolvam o senso de ética e de justiça – visto que não possuem consciência –, mas todos desenvolvem algum nível de inteligência e racionalidade, mesmo pequeno que seja. Os estudiosos dizem que os animais agem por instinto, e uns apresentam alto grau de inteligência, mas que esta não está ligada à racionalidade. Porém, sabemos que os animais tem noção do perigo, sabem que podem morrer, sabem que o fogo queima; sabem que, se cair de um precipício, podem morrer; sabem que se morder com força pode ferir o seu semelhante. Em outras palavras, os animais desenvolvem um nível de inteligência, e a inteligência está relacionado à racionalidade. Só é inteligente quem possui algum nível de racionalidade. E a racionalidade deriva da razão de ser das coisas. O joão-de-barro, além de construir sua casa de alvenaria, a constrói próximo a um enxame de mariposas, com a intenção de proteger suas crias dos predadores. E as abelhas, será que elas constroem suas colmeias de forma tão engenhosa apenas por inteligência, ou há uma pitada de racionalidade nisso? Acredito que os animais não fazem certas coisas inteligentemente sem pensar. Certos animais também pensam antes de realizar as coisas. Temos muitos exemplos disso na natureza. A mosca não tem a mesa capacidade cerebral das abelhas. Existe algo muito superior no cérebro das abelhas. Os animais sabem que podem cair e se machucar e morrer; os animais que não sabem nadar, sabem que se cair na água podem morrer afogado. Ora, o que é isso? É força do instinto, é inteligência ou racionalidade? Lógico que deve ter um pouco de racionalidade nisso. Se inteligência é destreza mental, logo, os animais superiores possuem mente, pois, também são inteligentes. E se possuem mente, eles de certa forma desenvolvem algum nível de raciocínio. A espécie humana, devido ao desenvolvimento maior e mais complexo do cérebro, possui um alto nível de racionalidade. E a consciência veio para se somar à racionalidade. Acredita-se que a consciência humana surgiu devido ao número elevadíssimo de sinapses ou conexões neurais do cérebro. Partindo desse princípio, os cientistas estão tentando desenvolver um computador que simule trilhões de conexões neurais, de forma que se torne uma máquina consciente. E acredito que esse feito não é impossível de se realizar. O computador é uma máquina, e age com inteligência ou com certo nível de racionalidade, porém, não possui consciência.

TODO SER HUMANO QUE FAZ USO CORRETO DE SUA RACIONALIDADE É PERSEGUIDO E CRITICADO

Um dos juristas mais respeitados da atualidade é o prof. Alysson Leandro Mascaro, jurista e filósofo do direito e professor da Faculdade de Direito da USP. Em uma de suas palestras, o prof. Alysson destaca a perseguição que sofreram os filósofos da antiguidade, que ensinavam a verdade sobre as coisas, mas que os políticos e religiosos da época não aceitavam. Os filósofos da antiguidade romperam com o misticismo e com as crenças, e passaram a pensar o mundo racionalmente, por isso, foram perseguidos. Mataram o filósofo Sócrates à semelhança de Cristo por ter contrariado as crendices de sua época. Da mesma forma também o filósofo Platão foi preso, perseguido e exilado. Aristóteles também foi perseguido. Na verdade, como diz o prof. Alysson, o verdadeiro filósofo recebe pedradas do seu tempo e não aplausos. Referiu-se ainda à perseguição que sofreu o matemático e astrônomo Galileu Galilei.  Diz o professor: “Durante a história do Cristianismo, o Cristianismo não aceitou um pensamento filosófico que fosse divergente dele próprio. A Idade Média teve uma fé consolidada, teve uma doutrina religiosa consolidada e todos aqueles que foram melhores do que a própria religião, do que o próprio pensamento religioso, eram os hereges. Se alguém dissesse que se nós somos cristãos, Jesus é nosso irmão, então todo mundo é irmão um do outro, e que portanto, vamos dividir toda a comida do mundo entre todas as pessoas, porque todos são irmãos, no tempo no qual a humanidade na Idade Média já era cristã, mas era feudal (era só um senhor feudal que tinha tudo; o resto passava fome), se alguém dissesse que ser cristão é dividir o pão com todas as pessoas, este era herege, e os cristãos mandavam pra fogueira. Joana D’Arc é um exemplo de mulher que, ao contestar, o seu tempo e a religião, só lhe restou o caminho da fogueira. Então, se nós observarmos, a História da humanidade nunca gostou da própria filosofia, nunca gostou de um pensamento mais avançado. Giordano Bruno, por falar que não é o sol que gira ao redor da Terra, mas o contrário, foi a Igreja cristã que mandou matá-lo. Com Galileu Galilei quase aconteceu a mesma coisa. Resultado: a história das religiões não gosta da filosofia; também não gosta da Ciência, não gosta da racionalidade, tirando-se raras exceções”.

“Aquele que pensa longe, em geral, ele contrasta com o seu tempo e recebe as pedradas do seu tempo”. (prof. Alysson Leandro Mascaro).

Não defendo o puro racionalismo, mas acho que as nossas crenças religiosas devem ser sustentadas por algo mais racional.

A LEI PRIMORDIAL DA RACIONALIDADE HUMANA

A Lei primordial da racionalidade humana é a capacidade de discernir entre o que existe e o que não existe, entre o que é real e imaginário. Se alguém acredita em coisas que não tem certeza se existem, e vive em função delas, então, este não está fazendo uso da Lei primordial da racionalidade; e, portanto, não está sendo 100% racional.

O problema em aceitar o meu argumento é que, na concepção dos religiosos, o contrário de ‘crer’ chama-se ‘ceticismo’. Só que não é bem assim a definição de ceticismo. Cético não é aquele que não crê em coisas espirituais. Ceticismo é o estado de quem duvida de tudo; que tem descrença total, não só no campo material, mas no espiritual, na capacidade humana de chegar a qualquer conhecimento ou verdade absoluta.

O ato de crer não está relacionado somente a assuntos espirituais. Não crer em algo não quer dizer que eu seja cético ou semirracional ou demasiadamente racional. Ao contrário, se digo que não creio porque não há provas se algo existe, se é real ou imaginário, logo, estou fazendo uso correto da razão ou racionalidade; estou agindo racionalmente. Mas, se digo que creio em algo mesmo não tendo provas se é real ou imaginário, logo, não estou fazendo uso pleno da racionalidade. Neste último caso, a pessoa não está agindo por si mesma, mas está sendo induzida por uma crendice ou por uma doutrinação religiosa. Ou, em último caso, está fazendo uso do seu livre arbítrio, acreditando em algo imaginário por pura teimosia.

Nós, humanos, somos racionais e conscientes da nossa existência. Sabemos que existimos porque pensamos e enxergamos o mundo ao nosso redor; porque vemos e ouvimos outras pessoas falar e interagir; porque sentimos dores, frio, calor, a paz, a tempestade e a bonança. Temos noção do mundo que nos cerca e das coisas físicas que existem na Terra e no Universo. Porém, existem coisas que muitos humanos imaginam existir, mas não podem provar que aquilo exista realmente. Logo, esse “distúrbio” não faz parte da racionalidade. Pois, se você acredita em algo imaginário, que não se pode provar pela razão, isso não é atitude normal de um ser racional. Neste caso, mesmo a pessoa sendo racional, ela não está fazendo uso pleno de sua racionalidade, e age por teimosia ou por causa de uma doutrinação religiosa.

UMA DAS CARACTERÍSTICAS DO SER RACIONAL É A CAPACIDADE DE DISCERNIR ENTRE O QUE EXISTE E O QUE NÃO EXISTE; ENTRE O QUE É POSSÍVEL E O QUE NÃO É POSSÍVEL EXISTIR; ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO.

Mesmo o ser humano sendo racional, ele pode optar por acreditar naquilo que lhe der na telha. Só que isso acontece porque ele mistura crendices religiosas com sua racionalidade. Na verdade, junto da racionalidade está a liberdade humana e o livre arbítrio. E tudo isso misturado, faz com que muitos seres ditos racionais, ajam como seres semirracionais. Não é porque temos livre arbítrio que vamos acreditar em coisas que não temos certeza se existem. Temos que colocar a mão na consciência e ver se estamos usando 100% a nossa capacidade de raciocinar ou se estamos deixando outras pessoas pensarem por nós – no caso, os religiosos.

Chegará o tempo em que a humanidade estará num estado tão avançado culturalmente que as autoridades proibirão toda crença religiosa baseada em teorias que são impossíveis de serem comprovadas cientificamente e pela razão. Portanto, antes desse dia chegar, os crentes devem fundamentar suas crenças em algo mais racional, que seja possível um dia ser comprovado pela Ciência.

O físico Albert Einstein formulou várias teorias sobre as leis que regem a organização da matéria e do Universo, que não puderam ser comprovadas cientificamente em sua época, mas que agora os cientistas modernos estão conseguindo comprovar, devido ao avanço tecnológico. De igual modo, os teóricos evolucionistas também criaram alguns postulados sobre a mutação e transição de uma espécie para outra espécie – o tal elo perdido –, mas que ainda não puderam ser comprovados pela Ciência. Mas, se não for possível achar o elo perdido, então, os naturalistas deverão abandonar suas teorias infundadas, e não ficar na teimosia de acreditar em coisas que se sabe que nunca poderão ser comprovadas. Mesmo que os cientistas sustentem a Teoria do Big-Bang e a Teoria da Evolução sem apresentar provas convincentes, porém, ninguém vive em função dessas coisas. Ninguém vive adorando os dinossauros e nem venerando os ancestrais do homem. Já em relação às teorias e crenças religiosas, mesmo que nunca haja comprovação que algo exista, os crentes não deixam de crer, e prosseguem ensinando coisas imaginárias, e vivem em função delas. No caso dos religiosos, eles fundamentam suas crenças não como teorias, mas como verdades absolutas. E isso não é atitude normal de quem é racional. A doutrina de Deus deveria ser chamada de teoria da existência de Deus. A doutrina da criação de Deus deveria ser chamada de teoria da criação divina. A doutrina da Trindade deveria ser tratada como teoria e não como uma verdade absoluta. Os teólogos fundamentam suas crenças como verdades absolutas porque partem da premissa de que a Bíblia é a “verdade absoluta”. Fundamentam certas crenças que não podem ser comprovadas pela razão como verdades absolutas, e vivem em função delas. Chegará o dia em que as autoridades proibirão qualquer tipo de crença que se sabe que nunca poderá ser comprovada cientificamente.

Quando estudava sobre o tal “elo perdido”, cheguei a pensar que pudesse existir uma raça da espécie humana ainda em estágio de transição da condição de semiconsciente para consciente, ou de semirracional para racional. Segundo a Teoria da Evolução, o homo sapiens evoluiu de um ancestral mais desenvolvido que um primata, uma espécie de hominídeo que ainda não era consciente. Mas, parece que depois do homo sapiens (homem inteligente), a espécie humana não evoluiu muito, ou ainda está caminhando lentamente em estágio de evolução, e não se encontra plenamente consciente ou racional. Porém, muitas pesquisas foram feitas sobre as diversas raças da espécie humana, e constatou-se que as raças mais primitivas, como os índios americanos, os aborígenes australianos e pigmeus da África mantinham o mesmo grau de evolução craniana, e mostraram-se plenamente conscientes e inteligentes. Apesar desses estudos, acredito que nem todas as pessoas que nascem desenvolvem o mesmo grau de consciência e racionalidade.

Até hoje os paleontólogos não conseguiram encontrar o elo perdido ou fóssil da espécie humana em estágio de transição da condição de irracional para semirracional ou semiconsciente. Sempre o estágio encontrado é de irracional para racional. Parece que a consciência humana surgiu num piscar de olhos. O homo sapiens, não sendo racional, dormiu e acordou como um ser racional. Por causa disso, os religiosos desacreditam na Teoria da Evolução e afirmam categoricamente que a espécie humana foi uma criação especial de Deus, e desde quando o homem foi criado, já desenvolvia a plena consciência e racionalidade. Se por um lado os teóricos evolucionistas estão certos, há um ‘porém’ nisso tudo. Segundo a Paleontologia e os estudos da Pré-História, há um curto espaço de tempo na transição quando os humanos deixaram a condição de bárbaros para se tornarem civilizados. Se foi necessário se passar milhões de anos para os hominídeos se tornarem homens inteligentes, até chegar à condição de racional, por que os períodos pré-históricos conhecidos como pedra lascada (paleolítico) e pedra polida (neolítico) são medidos em milhares de anos e não em milhões de anos? Portanto, por ser muito curto o tempo entre o período paleolítico e neolítico, a espécie humana ainda se encontra em estágio de formação da consciência e racionalidade plena. No entanto, não creio em tudo que ensina a Teoria da Evolução. Acredito que a Raça Adâmica foi uma criação especial de Deus.

SOBRE O ELO ACHADO

O peixe-boi da Amazônia pode ser um modelo de “elo achado”. Pois, esta espécie de mamífero aquático parece estar em estágio de transição ou mutação entre uma espécie e outra. Ou o peixe-boi é um boi que está evoluindo para se tornar um peixe, ou é um peixe que está evoluindo para se tornar um boi.

O MUITO CONHECIMENTO TAMBÉM AJUDA A DESENVOLVER A RACIONALIDADE, MAS NÃO É SUFICIENTE.

Se é verdade que o homem (raça dos Atlantes e raça Adâmica) evoluiu de um ancestral não racional, não consciente, então, ele ainda se encontra em estágio de aperfeiçoamento de sua racionalidade e de sua consciência. Existem pessoas que já desenvolvem a plena racionalidade desde pequeno, pois, não acreditam em coisas que não se podem provar. Enquanto que tem outros que mesmo tendo muita cultura ou alto grau de estudo, mesmo assim, acredita em coisas que não se podem provar. É o caso dos religiosos. Mas há também pessoas não religiosas que acreditam em fantasias. Eu, por exemplo, desde os quatorze anos de idade, convivi na igreja ouvindo sermões dos pastores nos cultos de doutrina e lendo ensinos das revistas de escola dominical, além de ter lido toda a Bíblia e mais outros livros teológicos, mas nunca fui um crente fanático, acreditando nas coisas ditas “espirituais” de qualquer jeito. Nunca achei que certos ensinos bíblicos são verdades absolutas. Sempre busquei respostas para as minhas dúvidas, embora não externasse nada para os pastores, pois, se as externasse, eles iriam dizer que eu estava precisando me converter novamente e ler direito a Bíblia.

Adquirir muito conhecimento na área da Ciência e na área teológica também ajuda a desenvolver a racionalidade, desde que o tal conhecimento adquirido sirva para sanar as dúvidas que inquietam a consciência humana. Tem pessoas com ensino superior, e que fazem curso de Teologia, mas, estudam por estudar, só para fixar regras da Hermenêutica, da exegese, da homilética, da escatologia e do corpo de doutrinas da denominação a qual pertencem, mas não  usam esses conhecimentos para questionar a veracidade de suas crenças. Seja verdade ou não, o importante é que se formam em Teologia, e vivem em função de suas crendices.

Só sei de uma coisa: o ser humano que desenvolve ou exercita a sua racionalidade é mais lúcido, e não fica sujeito ao engano religioso.

O ser humano que desenvolve mais a sua racionalidade não tem instinto assassino nem atitude de desonestidade; é pacato, preza pela paz, melhora seu senso de justiça e sentimento de amor pelo próximo.

As pessoas religiosas tendem a ser mais corruptas porque não desenvolvem plenamente a sua racionalidade. Aqui no Brasil, por exemplo, os grandes políticos e empresários presos por corrupção são pessoas religiosas, e não demonstram nenhum remorso por serem desonestas. No Japão, país onde a maioria da população é ateísta, o político ou agente público preso por corrupção demonstra grande constrangimento e remorso, e muitos até se suicidam. Os países europeus são desenvolvidos culturalmente e economicamente, e são países onde há menos corrupção e baixíssimo índice de criminalidade, e grande parte da população é ateísta, não seguindo nenhuma religião ou credo. De certa forma, adquirir bastante conhecimento também ajuda a desenvolver a racionalidade. E o desenvolvimento da racionalidade melhora o ser humano enquanto pessoa.

A QUESTÃO DA FÉ RELIGIOSA

O surgimento da fé religiosa foi o motivo de todo esse embaraço na mente dos seres racionais. Por causa da fé religiosa, muitos humanos ficam com preguiça de pensar, e não fazem uso de 100% de sua capacidade de raciocinar. Limitam-se a acreditar no que os livros de suas religiões ensinam e não procuram questionar nada. Geralmente os crentes não usam 100% da sua capacidade de raciocinar e deixam que os líderes religiosos, fundadores de seitas, pensem por eles.

Na Bíblia existe a definição de fé de acordo com a visão religiosa. E para os crentes, isso é mais do que suficiente, pois, não podem questionar nada. Vejamos:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:1).

Vejam que quase nenhum crente comum ou teólogo questiona se essa definição de fé religiosa está certa ou errada. Eles não questionam porque já tem a mente condicionada para acreditar em tudo o que está escrito na Bíblia. “Se a Bíblia diz, então, é verdade” – dizem. Ou seja, para o crente, se algo está escrito ou definido na Bíblia, então é uma verdade absoluta e não se pode questionar. Só que essa atitude impensada tem levado muitos incautos a acreditar em coisas absurdas, além da racionalidade humana.

Observe que a primeira parte da definição de fé, de Heb. 11:11, está correta. Mas, a segunda parte não é uma verdade absoluta, pois, fé não é prova de nada. A minha fé não me garante (não prova) que se hoje eu jogar na mega-sena, amanhã eu serei um milionário. Mas, o crente fanático pode dizer que eu não ganho na loteria por falta de fé. Ora, ora, ora! E se eles têm bastante fé, por que nunca ganham o grande prêmio da loteria? Logo, percebe que esse conceito de que “fé é a prova das coisas que se não veem” não passa de uma grande furada.

TIPOS DE FÉ

Há pelo menos quatro tipos de fé. E a quarta é igual à terceira.

Primeiro: a fé que é sinônimo de confiança e esperança, mas que não é prova de nada. Esse tipo de fé é comum e normal, e está dentro da racionalidade humana. Sobre esse tipo de fé temos exemplos na Bíblia. Esse tipo de fé é o ato de acreditar no impossível, e não no imaginário.

“E que mais direi? Pois me faltará o tempo, se eu contar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas; os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros” (Hebreus 11:32-34).

Segundo: a fé que é um testemunho autêntico que determinados pessoas dão por escrito com sua devida assinatura; ou declaração que se faz perante um juízo ou no julgamento de uma causa na justiça acerca de atos ou fatos que se diz serem verdadeiros.

Terceiro: a fé ou crença religiosa naquilo que não se pode ver ou comprovar materialmente (e muito menos espiritualmente). Esse tipo de fé é a base dos ensinos teológicos. Sem a fé religiosa não existe Teologia. Para os religiosos, esse tipo de fé é normal. E para provar, utilizam-se de muitos textos bíblicos, principalmente os da Epístola aos Hebreus. Porém, todas as crenças baseadas na fé religiosa não passam de teorias ou imaginações da mente humana. Toda a crença em Deus, no céu, no inferno, no Diabo, nos anjos e nos demônios é baseada em teorias. Não existe nenhuma prova concreta de modo que se possa afirmar categoricamente que essas coisas imaginárias das crenças religiosas existam. Vejamos o texto extraído da Epístola aos Hebreus:

“Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:3).

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial” (Hebreus 11:13-16).

Ora, esses três últimos textos que acabei de citar extraído da Epistola aos Hebreus são apenas suposições de algo que se imagina ser ou existir. Por exemplo, o texto diz: “Todos estes [homens e mulheres crentes] morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria”. O que é isso, senão imaginações da mente do escritor! E o próprio diz que esses crentes não alcançaram as promessas, mas através da fé, imaginaram que um dia alcançariam. E na verdade, eles não imaginaram coisa nenhuma sobre pátria nos céus. O escritor é que diz que eles imaginaram, pois, segundo o ensino do Judaísmo, os hebreus jamais tinham por esperança uma pátria nos céus. A esperança que tinham era de um dia ressuscitar e habitar aqui mesmo na Terra, num reino preparado por Deus para eles. Logo, esse tipo de fé ou crença religiosa não prova nada, não é certeza de nada. Para o crente, a questão da fé no imaginário é coisa “normal”. Mas, é “normal” para quem não faz uso de 100% da sua racionalidade. Porque, se a pessoa botar a cabeça pra funcionar, vai constatar o tanto de ilusões que sua mente alimenta.

Quarto: a fé que é sinônimo de teimosia, ignorância ou burrice, a famosa fé cega. Esse tipo de fé acontece porque a pessoa faz pouco uso de sua racionalidade. Ela tem preguiça de pensar, não questiona a fundo as coisas, e deixa a ignorância lhe dominar a mente. Quando o crente é questionado a mostrar uma prova que Deus existe, ele faz referências a um monte de coisas que não se pode provar. Como ele não pode apresentar nenhuma prova concreta de que Deus exista, então, ele parte para a teimosia ou ignorância, e diz que acreditar em Deus é questão de fé. E acredita, e pronto, e acabou-se. Logo, conclui-se que essa atitude do crente não é plenamente racional. Ele permanece na sua crença em algo que não se pode provar por pura teimosia ou por ignorância.

CONCLUSÃO

Jesus disse aos seus discípulos: “Em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível” (Mateus 17:20). Muitos crentes tomam esse ensinamento de Cristo de forma literal, achando que alguém com muita fé pode remover uma montanha de lugar, ou fazer um avião cair, ou uma pedra flutuar. Onde já se viu alguém removendo uma montanha de lugar? Nem mesmo Deus fez isso. Quando os israelitas estavam no deserto fugindo do Egito e da ira de Faraó, cercados de montanhas por todos os lados, por que Deus não removeu as montanhas para que o povo pudesse passar? Será que era mais fácil remover as águas do Mar Vermelho que remover uma montanha de lugar? Na verdade, Jesus estava ensinando seus discípulos a ter confiança firme e inabalável em seus propósitos. Com confiança em Deus e muito otimismo o crente pode fazer o impossível – mas dentro da racionalidade. É isso que Jesus quis nos ensinar.

Portanto, se somos seres racionais e conscientes, temos que ter mais do que a fé cega para firmarmos a nossa crença em Deus. Por isso, todo o meu ensino sobre a Bíblia, Deus, os anjos, Satanás, céu, inferno, demônios, ressurreição e doutrina das últimas coisas é baseado e fundamentado na razão e não em fé cega. O autor da Epístola aos Hebreus diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”. Porém, acho que essa afirmação não é uma verdade absoluta. Trata-se de uma opinião exagerada, vinda de um religioso muito fanático. Pois, se isso for uma verdade absoluta, a conclusão que se tira é que Deus gosta que os crentes exercitem a fé cega para que possam ser mais facilmente manipulados. E eu não quero ser manipulado por ninguém. Se Deus nos concedeu o livre-arbítrio, por que temos que escolher ser manipulado por Ele? Não acho que Deus quer que os crentes acreditem n’Ele de qualquer maneira, e obedeçam cegamente aos seus mandamentos sem questionar nada. Para isso temos a capacidade de discernir entre o que é normal e absurdo.

Eu acredito em Deus, nos anjos e em Satanás, mas não da forma como 99,9% dos crentes acreditam. Acho uma grande bobagem acreditar que Deus é um ser infinito, maior que o próprio Universo, e que, apesar de subsistir em forma de Espírito, é um ser pessoal, e mesmo assim, está presente em todos os lugares ao mesmo tempo e sabe de tudo que acontece, pois, nunca dorme. Como um ser pessoal e ‘definido’ pode estar presente ao mesmo tempo em todos os lugares? Só sendo louco mesmo para acreditar em tamanha discrepância! Acreditar em Deus dessa maneira, para mim, é o cúmulo da loucura humana. E para piorar ainda mais a loucura, os crentes acreditam que Deus é um ser composto de três pessoas em uma só (a tal trindade), e apesar de cada um ser distinto e agir separadamente, mas os três são indivisíveis. Porém, se um deles quiser se encarnar, ele se separa do corpo misto e vem aqui na Terra, mas continua sendo onipresente e onisciente. Existe maior loucura do que esta dos crentes?!

Não creio que Deus tenha criado o Universo, mas, sim, que Ele surgiu dentro do Universo. O Universo sempre existiu com toda sua matéria (massa) e suas leis inerentes, e vive em constante revolução, onde os elementos químicos e os astros (estrelas e planetas) se criam e se organizam, se destroem e se recriam. A idade do Universo é estimada em mais de 13 bilhões de anos, e a idade da Terra em cerca de 4,5 bilhões de anos. O homem inteligente surgiu há milhares de anos, enquanto que Deus surgiu há milhões ou bilhões de anos. Acredito que Deus foi o primeiro ser vivo de uma espécie que surgiu no Universo e evoluiu a tal ponto de se tornar um ser perfeito. E creio também que Deus realizou criações dentro do Universo, mas não criou a Terra.

Sinceramente, acho uma grande idiotice a crença popular que imagina que Deus estava adormecido eternamente no “nada” (no éter, de onde vem o termo eterno), e de repente acordou, e resolveu criar o Universo, criar a Terra, e depois criar o homem, tudo isso num período de 6 ou 10 mil anos atrás. O ser humano que alimenta essa crendice louca não merece ser chamado de ser racional, mas, sim, de hominídeo, com mente medíocre e pré-histórica.

É ilógico imaginar que Deus estava adormecido no “nada” e, de repente, acordou e resolveu criar as coisas, visto que a doutrina de Deus diz que Ele é um ser perfeito, infinito, completo, e não necessita de nada material que lhe propicie prazer. Antes de Deus criar os anjos, a Terra física e o homem há 6 mil anos atrás, onde Ele estava, e o que fazia? Se Deus é eterno, e todas as coisas físicas e seres mortais vieram depois dele, onde Ele estava e o que fazia? A conclusão lógica é que Deus teve um princípio. E se não teve princípio, então, Ele é parte integrante da própria matéria física. O termo “eterno” significa “aquele que está adormecido no éter”. E o éter é um antigo termo esotérico utilizado para designar a massa do Universo em seu estado primário onde Deus estava adormecido. Tem lógica um absurdo sem tamanho como este?

Quando eu vivia enganado pelos ensinos religiosos, aprendi que Deus havia criado o mundo através do poder de sua palavra, isto é, através do poder de sua voz. Ou seja, Ele ordenou que as coisas fossem criadas e tudo foi se criando de forma perfeita e organizada. Depois, aprendi na escola secular que o Universo ainda continua em expansão infinita, formando astros, sistemas solares e outras galáxias. Aí me lembrei do que tinha aprendido na igreja, e “entendi” que o Universo continuava em expansão infinita por causa do poder da voz de Deus que até hoje continua ecoando no espaço infinito. Mas, depois que “cresci” no conhecimento, vi o quanto de bobagens a gente aprende na igreja com os religiosos. E, na verdade, os cientistas e astrônomos não têm provas concretas de que o Universo continua se expandindo. Os astrônomos observam através dos telescópios que as galáxias mais distantes estão se afastando uma das outras em grande velocidade. Mas, isso é falta de bom senso. Se nós estivéssemos fora da Terra, num lugar bem distante e sem gravidade, iríamos notar que a Terra também gira sob o seu eixo em alta velocidade. E é exatamente assim que os astrônomos veem o movimento das galáxias sob o seu próprio eixo, e acham que elas estão crescendo e se expandindo infinitamente. Atente para uma coisa: Quanto mais a gente se distancia de um astro ou uma galáxia, mais rapidamente a gente ver esse objeto fazer o movimento de rotação sobre o seu eixo. A gente não vê a Lua girar sob o seu eixo de forma rápida porque nos encontramos muito próximo dela, e também porque o próprio planeta Terra está girando sob o seu próprio eixo. Se a Terra ficasse parada, fixa no espaço por uma hora, os astrônomos iriam poder observar visivelmente através de telescópios o movimento de rotação da Lua. Um observador da Terra olhando uma galáxia muito distante é como se ele estivesse parado, fixo no ponto qualquer do espaço. Daí a razão de ele achar que as galáxias giram e se afastam uma das outras em grande velocidade.

ARGUMENTO DE UM MENINO DE 12 ANOS DE IDADE QUE PÕE EM CHEQUE A CRENDICE DE QUE DEUS TENHA CRIADO AS COISAS DE FORMA INTELIGENTE E COM ALGUM PROPÓSITO.

Meu filho de 12 anos não lê os textos que escrevo e publico no meu blog, mas sei que deve ter lido alguns textos que postei no meu facebook. Um dia desses o ouvi fazendo o seguinte questionamento: “Não sei por que Deus criou o Universo tão grande se o homem que ele criou aqui na Terra não pode explorá-lo”. Depois, eu o questionei e perguntei de onde ele tinha tirado essa ideia ou onde ele havia lido sobre o que ele havia acabado de questionar. Aí ele falou que tinha conversado sobre esse assunto com um colega dele. E disse mais: “Se Deus criou o homem para salvar e depois levar para o céu (um lugar espiritual, não físico), por que ele criou a Terra e o Universo tão grande?”.

Realmente, o questionamento de um menino põe em cheque as crendices que Deus tenha criado as coisas com propósito e para seu deleite e prazer. Crentes e teólogos fanáticos são unânimes em afirmar que o homem foi a única criatura inteligente que Deus criou na Terra e no Universo, depois dos anjos. E acham que o homem está preso aqui neste planeta, e aqui todos irão perecer. E os humanos que não perecerem, serão salvos e levados para o Céu, um lugar espiritual – que parece que se localiza até fora deste Universo físico –, e a Terra será destruída. Partindo dessa lógica, qual o propósito de Deus ter criado a Terra e o todo o Universo, com bilhões de estrelas e planetas? Será que foi uma atitude inteligente criar um Universo tão grandioso e um minúsculo planeta num cantinho qualquer da Via Láctea para nele colocar o homem, e depois salvar os que foram obedientes e fieis, e levá-los para um lugar espiritual fora deste mundo físico? Se Deus vai levar os humanos salvos para habitar num mundo espiritual, o que acontecerá com a Terra e o Universo físicos? Será que o Universo ficará esquecido, envelhecendo, até perecer, enquanto Deus estará com os salvos num mundo espiritual, não físico?

Para saber o que penso e o que ensino sobre Deus, sobre a Bíblia, sobre as doutrinas das últimas coisas, leia os textos do meu blog.

Se você quer enxergar as coisas sob um ângulo diferente, leia os textos do meu blog. Chega de tanta ignorância! Os ateístas e céticos combatem os crentes porque suas crenças são sustentadas por uma fé cega. Vamos sustentar nossas crenças com coisas racionais, que se possam provar. No meu blog tenho me esforçado bastante para apresentar uma interpretação dos textos bíblicos de forma mais convincente, mais racional. Se continuarmos com essa tolice e teimosia de acreditar nas coisas espirituais de qualquer jeito, sem apresentar nenhuma prova satisfatória dentro da realidade e da racionalidade, seremos sempre rejeitados e combatidos por falta de sabedoria.

Dizem que os humanos não usam nem 10% de sua capacidade cerebral. E os crentes não chegam a usar nem 50% de sua racionalidade – por preguiça de pensar.

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Falou e disse Miquels7

 

29/06/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | Deixe um comentário

Fundamentalismo Religioso Pode Ser Tratado Como Doença Mental, diz Neurocientista

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Neurocientista afirma que a religiosidade poderia ser tratada como doença mental.

Essa notícia não está de forma isolada na internet. Ela foi repercutida até em sites e blogs cristãos.

Confira outros links para esta notícia:

Pragmatismo Político:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/06/religiosidade-poderia-ser-tratada-como-doenca-mental-diz-neurocientista.html

Notícias Gospel +
https://noticias.gospelmais.com.br/neurocientista-religiosidade-tratada-doenca-mental-54753.html

Fãs da Psicanálise:
http://www.fasdapsicanalise.com.br/fundamentalismo-religioso-pode-ser-tratado-como-doenca-mental-diz-neurocientista/

Revista Galileu:
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339436-17770,00-FUNDAMENTALISMO+RELIGIOSO+PODE+SER+TRATADO+COMO+DOENCA+MENTAL+DIZ+NEUROCIEN.html

Huffpost:

http://www.huffpostbrasil.com/entry/kathleen-taylor-religious-fundamentalism-mental-illness_n_3365896

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ANTES DE LER, VEJA MINHA OPINIÃO

Alguém poderá dizer que o partidarismo de uma pessoa por uma ideologia política também pode ser considerado uma doença. Tanto é que os de Direita (direitopatas) tratam os de Esquerda como esquerdopatas. Ou seja, eles dizem que os defensores do Comunismo ou Socialismo são doentes mentais. Enquanto que é mais danoso ao cérebro ser fundamentalista religioso em favor de uma causa utópica, fantasiosa, que não pode ser realizada neste plano físico.

O certo é que os defensores do Fundamentalismo Religioso são piores. Sabe por quê? Porque eles lutam por uma ideologia fantasiosa, fundamentada em teorias. Ao contrário disso, o Socialismo ou Comunismo são fundamentados em teorias que podem ser realizadas na prática, neste plano físico, neste mundo. O Socialismo não é uma ideologia utópica. Enquanto que a ideologia dos fundamentalistas religiosos se baseia em teorias ou crenças que estão além da compreensão humana. Portanto, pura utopia.

Por exemplo, a ideologia comunista ou socialista busca estabelecer uma sociedade justa, igualitária, visando o bem comum de todos, sem a opressão dos ricos sobre os mais pobres.

Já a ideologia dos fundamentalistas religiosos cristãos busca uma sociedade justa e igualitária num plano espiritual, para além desta vida, não para este mundo. Por isso, o fundamentalismo religioso é patológico, pois causa mais danos ao cérebro das pessoas.

Se ao menos os fundamentalistas religiosos vivessem e pregassem o que o Evangelho de Cristo ensina, o fundamentalismo deles não seria tão danoso ao cérebro. No entanto, a preocupação dos fundamentalistas religiosos é somente com a questão da salvação da alma, como se isso fosse o foco principal do Evangelho de Cristo. Nosso Senhor Jesus Cristo primou pela saúde e o bem-estar de seu povo sofrido e explorado. E o Evangelho é voltado para construção de uma sociedade justa e igualitária para todos, sem opressão dos pobres. E Jesus constituiu discípulos e apóstolos para que pregassem as boas-novas do seu reino, um reino de paz e de justiça para todos.

Portanto, é mais danoso ao cérebro defender um fundamentalismo religioso utópico, fantasioso, que se baseia em teorias sobre coisas que não podem ser realizadas neste plano físico.

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Fundamentalismo Religioso Pode Ser Tratado Como Doença Mental, diz Neurocientista

O fundamentalismo religioso poderá um dia ser tratado como doença mental – e curado. Quem diz isso é Kathleen Taylor, pesquisadora em neurociência da Universidade de Oxford. A afirmação foi feita  em um festival literário no Reino Unido.

Quando foi questionada sobre o futuro da neurociência, Kathleen afirmou que “uma das surpresas pode ser ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem ser tratadas”, descreveu o jornal Times of London.

“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia – podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”

A autora deixou claro que não estava se referindo apenas ao fundamentalismo islâmico, mas também a crenças como a de que espancar crianças é aceitável.

Kathleen é autora do livro Brainwashing: The Science of Thought Control (Lavagem cerebral: a ciência do controle de pensamentos, em tradução livre), em que explora a ciência por trás das táticas de persuação de grupos como a Al Qaeda.

“Todos nós mudamos as nossas crenças. Todos nós persuadimos uns aos outros para fazer coisas; todos nós assistimos publicidade; somos todos educados e experimentamos religiões; a lavagem cerebral é o extremo disso; é coercitiva, forte, um tipo de tortura psíquica”, disse ela em um vídeo no YouTube. A pesquisadora também é uma das que se preocupam com a ética de se aprofundar muito no cérebro humano, como as tecnologias que podem escanear ou manipular neurônios.

(Autora: Tatiana de Mello Dias)

FONTE: Revista Galileu

02/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, CIÊNCIA, FANATISMO RELIGIOSO, MENSAGENS ESPECIAIS, NEUROCIÊNCIA | , , | Deixe um comentário

CRENTES X HOMOSSEXUAIS – AMBOS VIVEM O MESMO DILEMA

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Crentes e Homossexuais andam por pontes paralelas, um querendo derrubar o outro. Se um tem complexo de identidade, o outro sustenta suas crenças em teorias (imaginações).

Não sou ateu e nem crente comum. Acredito em Deus através da razão ou da racionalidade, e não através da fé ou da ignorância.
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Crentes - Cura esse gay agora O que queremos

Se a prática dos homossexuais é desvio de conduta, por outro lado, a dos crentes é falta de racionalidade, pois sustentam suas crenças em coisas que não se podem provar.

Se a cabeça dos homossexuais é desprovida de juízo, será que a cabeça dos crentes tem juízo, visto que suas crenças são sustentadas em teorias?

O crente acha que é bom acreditar em Deus, mesmo sem ter provas que Ele existe. E o homossexual acha que é bom ser gay, mesmo que seja contra o natural. Quem é o melhor? Quem tem mais juízo? Qual dos dois é louco?

O homossexual morre, achando que tá perdido; o crente morre, achando que está salvo. Porém, a certeza mesmo é que ambos vão para o mesmo lugar: a sepultura.

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Apesar de ter feita esta comparação controversa, acredito que tornar-se um verdadeiro cristão é a melhor escolha que o homem e a mulher podem fazer na vida. Mas, há quem ache que ser muçulmano, ser ateu ou gay também é coisa boa.

Vivemos num mundo onde podemos escolher o que ser e em que acreditar.

Se os crentes acreditam em coisas que não se pode provar e morre por suas crenças, por que eles querem interferir na crença e no desejo dos outros?

Eu não sou ateu. Acredito em Deus não da maneira que 99,99% dos crentes acreditam. Acredito em Deus através da razão ou da racionalidade, e não através da fé ou da ignorância. Creio num Deus possível de existir, e não num Deus mágico e fantástico, inacessível, infinito, tri-uno, fruto da imaginação de crente maluco.

Este texto é uma crítica sobre o crente e o homossexual. Ambos estão no mesmo dilema. Enquanto o gay fica no dilema entre acreditar ser homem ou ser mulher, o outro, sendo racional, acredita em teorias e imaginações da mente e acha que isso é normal, e ainda morre por sua crença.

Na verdade, essa crítica é para que o crente pare de se importar com a vida e a escolha dos homossexuais. Se os gays são loucos em contrariar a natureza e o natural, os crentes também são loucos em sustentar suas crenças em teorias e achar isso normal.

 

Você tem certeza que o Céu existe? Você pode provar que o Inferno existe? Se você não pode provar nada que a Teologia ensina, então sua crença não passa de loucura humana. Se os homossexuais são loucos, então, os crentes também são.

Então, que cada um fique no seu quadrado, cada um desenvolvendo as suas loucuras.

Os crentes gostam de julgar os ateus, os gays e os adoradores de demônios, achando que são loucos, mas não veem que eles também sustentam suas crenças em coisas loucas. Quase todo os estudos da TEOLOGIA são baseados em TEORIAS sobre Deus, sobre o céu, sobre o inferno. Não apresentam uma prova sequer se essas coisas existem, mas eles creem e morrem por suas crenças.

Chegará o dia em que sustentar crenças em teorias será considerado como desvio de conduta, ou sintoma de loucura. E a pessoa será encaminhada para tratamento psiquiátrico. E é justamente assim que os crentes julgam os homossexuais. Dizem que os homossexuais precisam se tratar com psicólogos. Dizem que são doentes. E os crentes que acreditam em coisas absurdas e morrem por suas crenças, não precisam se tratar com psicólogos?

Vai chegar o dia em que os humanistas proibirão outros humanos de viver de crenças e teorias, e exigirão que façam uso de sua racionalidade.

Enquanto esse tempo não chega, é bom cada um olhar para o próprio rabo, ou colocar a mão na consciência, e ver até que ponto está desenvolvendo a irracionalidade.

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Paulo confessou várias vezes que a crença dos cristãos é loucura. Por que loucura? Porque a crença deles é baseada na fé e apoiada em teorias. Eles ignoram a razão e a racionalidade, pois, não podem comprovar aquilo que ensinam, e apelam para a fé cega. Por isso, são loucos.

“Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (I Cor. 1:18).

“Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens” (I Cor. 1:25).

“Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo” (I Cor. 4:10).

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Cor. 2:14).

Na verdade, a loucura não vem da parte de Deus; vem da parte dos religiosos.

Engraçado que primeiramente o apóstolo Paulo diz que a pregação da cruz é loucura para os normais, e que os crentes são loucos por amor a Cristo. Porém, mas na frente ele diz que a sabedoria humana é loucura diante de Deus. Ou seja, Paulo chama os sábios de loucos, e os sábios chamam os crentes de malucos. Então está tudo equilibrado.

“Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (I Cor. 3:19).

“Nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (I Cor. 1:23).

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Miquels7

26/04/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MENSAGENS ESPECIAIS, REFLEXÃO | , , | Deixe um comentário

FÉ X RAZÃO – O CRENTE É IGNORANTE E NÃO SABE QUE É

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Quando leio artigos e estudos bíblicos de pastores e teólogos renomados, fico só observando o linguajar culto que eles empregam, com vocábulos difíceis – como por exemplo ‘trindade’, ‘soteriologia’, ‘cristologia’, ‘paracletologia’,  ‘eternidade’, ‘pentecostal’, ‘pentecostalismo’, ‘amilenista’, ‘preterista’, etc – que eles mesmos criaram para ensinar teologia. Mas também fico imaginando que vantagem tem todos esses vocábulos e conceitos teológicos, alguns banais e outros controversos, se toda a crença deles é baseada na fé?! Ou seja, toda a crença deles é baseada na IGNORÂNCIA. Como não podem apresentar nenhuma prova do que ensinam, eles ignoram a razão e a racionalidade e apelam para a fé. Quase toda a TEOLOGIA é baseada em TEORIAS. Eles inventaram essa história de que o crente salvo vai viver na ‘eternidade’, e nem eles mesmos têm certeza do que ensinam, pois, tudo é baseado na fé cega, isto é, na ignorância.
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Macaco pensadorHomem pensador 

Alguém disse que “Deus existe para quem crê, agora para quem não crê, Ele não existe”. Ou seja, quem tem fé acredita em Deus. Em outras palavras, quem é ignorante acredita em Deus.

Que me desculpem os pastores e teólogos tradicionais, mas o que acabei de afirmar é uma pura verdade. Os crentes ou cristãos não fazem uso da racionalidade ou da razão, pois a crença deles em Jesus e em Deus é toda baseada na fé. E fé é uma crença cega, pois, a pessoa acredita naquilo que não vê e que não tem certeza se existe. Sendo assim, a crença deles é baseada na IGNORÂNCIA, pois, eles desprezam a racionalidade e a razão e se baseiam em imaginações da mente. Eles usam a Bíblia e a própria natureza como provas da existência de Deus. Porém, a própria Bíblia não dá garantia plena da existência de Deus e de Jesus. E muito menos a natureza.

“Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:3).

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe [pela fé], e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

Humanamente e racionalmente falando, se alguém diz que acredita em Deus pela fé, esse alguém está sendo ignorante, pois despreza a razão de ser das coisas, e se baseia em algo ilusório, que não pode provar. Fé não é prova de nada; fé não prova nada. Fé é apenas confiança naquilo que se diz ou que se espera.

Sei que é controverso comparar a palavra FÉ com a palavra IGNORÂNCIA. Mas, no fundo, o significado é o mesmo. Quem é “ignorante” se sente ofendido pelo fato de alguém dizer que sua fé o torna ignorante.

Por causa do ensino obcecado de Paulo a respeito do uso da fé, o apóstolo Tiago o confrontou, afirmando que a fé sem as obras é morta. E isso se tornou uma grande contradição na Bíblia. E os teólogos se contorcem para dizer que não existem contradições na Bíblia. É claro que existem.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16). 

“Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? (…) Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé” (Tiago 2:14, 17-18, 24).

Não dou valor a conceitos e vocábulos difíceis que os próprios teólogos criaram para explicar coisas baseadas na “ignorância”, ops, baseadas na fé. Os mestres e doutores em teologia costumam criticar aqueles que se aventuram a explicar a Bíblia e questionar as crenças tradicionais sem ter o devido preparo. Acusam os tais de não ter o conhecimento e o preparo suficiente para elaborar um estudo coerente e biblicamente correto. Eu mesmo já fiz crítica a pregadores leigos que leem qualquer versículo da Bíblia e querem pregar, espiritualizando o texto, sem ao menos ter noção do que o texto realmente diz. Fiz crítica a estudiosos da Bíblia que querem defender um tema, mas não conhecem direito nem a própria língua que falam; não conhecem as regras da Língua Portuguesa, não sabem nada de interpretação de texto e análise sintática. Por exemplo, eles pegam a frase dita por Jesus “examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna”, mas não entendem nada do que Jesus quis dizer. Eles acham que esta frase é um mandamento de Jesus. Ora, Jesus nunca ordenou ninguém a examinar as Escrituras. O verbo “examinais” está no presente do indicativo, e a frase está no afirmativo, e não no imperativo. A tradução dessa frase de Jesus num linguajar mais acessível aos leigos é assim: “Vocês, fariseus e doutores da Lei, examinam as Escrituras pensando encontrar nelas a vida eterna – e são realmente elas que falam a respeito de mim -, mas não querem me ouvir nem me aceitar, para terem vida”. Quem concede a vida eterna é Jesus, e não o fato de examinar as Escrituras. No entanto, acredito que não é preciso um estudioso das Escrituras se prender a conceitos e vocábulos fabricados por teólogos para elaborar um estudo ou defesa de um tema. Basta que o exegeta tenha um pouco de conhecimento de Hermenêutica e noção de interpretação de texto e análise sintática, que ele terá condições de elaborar um estudo coerente e lógico. E não me venha com esse blá-blá-blá de que é preciso fazer muitas orações buscando a iluminação do Espírito Santo para que possa interpretar corretamente os textos sagrados! Se isso fosse garantia para se fazer um estudo correto, não haveria tantas heresias por aí. E bem sabemos que os teólogos e exegetas dessas seitas que existem por aí sempre afirmam que buscam muito a iluminação do Espírito Santo e a sabedoria do alto antes de fazer os estudos. E como todos sabem, há muita heresia nesses ensinos teológicos das igrejas cristãs e evangélicas. Alguns escritores do Novo Testamento, como Pedro, Tiago e Judas eram semialfabetizados e mal sabiam escrever. No entanto, escreveram coisas melhores que este montão de literatura produzida pelos teólogos tradicionais. Eles escreveram com humildade, empregando palavras simples e um linguajar rude, sem ter a mínima noção desses conceitos e vocábulos inventados pelos teólogos “ignorantes” de hoje. Até mesmo os apóstolos João e Paulo, sendo mais cultos, escreveram livros sem ter a mínima noção desses conceitos e vocábulos dos teólogos hodiernos. E um milhão de livros escritos por esses exegetas e teólogos modernos não se compara a uma única carta escrita por um apóstolo semialfabetizado.

CONCEITOS DE FÉ E DE IGNORÂNCIA

Veja os conceitos de FÉ, segundo o Aurélio:

S.f.
1. Crença religiosa;
2. Conjunto de dogmas e doutrinas que constituem um culto;
3. Rel. A primeira virtude teologal: adesão e anuência pessoal a Deus, seus desígnios e manifestações.
4. Firmeza na execução de uma promessa ou de um compromisso.
5. Crença, confiança.
6. Asseveração de algum fato.

Como se percebe, pela definição do dicionário, fé não passa de crença religiosa naquilo que não se vê, que não se pode provar. Diz, também, que fé é “a primeira virtude teologal”. Ou seja, sem fé não existe teologia.

Agora veja os conceitos de IGNORÂNCIA, segundo o Aurélio:

S.f.
1. Condição de quem não é instruído;
2. Falta de saber; ausência de conhecimentos;
3. Estado de quem ignora ou desconhece alguma coisa, não tem conhecimento dela.

Pelos conceitos de “ignorância”, podemos dizer que se alguém diz que acredita em Deu pela fé, mas não tem como provar a sua existência, e não sabe nada de concreto sobre Ele, então, esse alguém é um IGNORANTE.

Ninguém sabe como surgiu a palavra FÉ. No Antigo Testamento essa palavra aparece uma única vez.

“Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá” (Habacuque 2:4).

O escritor da carta aos hebreus deu um conceito inusitado para fé. Veja:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:1).

Como já disse em outras ocasiões, a fé pode até ser o fundamento das coisas que se esperam. Porém, a fé não é prova de nada, não prova nada. Fé significa apenas confiança ou esperança em algo que esperamos ou imaginamos.

O próprio apóstolo Paulo instiga os crentes a usar de “ignorância” até para fazer coisas corriqueiras da vida. E diz que se alguém não faz as coisas através da “ignorância”, isto é, através da fé, esse alguém está pecando. E o pior é que Paulo tem razão em fazer tal afirmação.

“Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado” (Romanos 14:23).

ADÃO E EVA VIVIAM PELA FÉ, ATÉ QUE UM DIA CHUTARAM O PAU DA BARRACA

A ideia de Deus em criar o homem foi para que ele vivesse como nativo, cuidando da terra e colhendo os frutos da sua plantação. Quando a Bíblia diz que Adão e Eva viviam nus e não se envergonhavam, significa que eles viviam como os nativos, ou seja, como os índios, que vivem nus, mas não se envergonham. Os verdadeiros povos indígenas – que ainda não tiveram contanto com a civilização – ainda carregam nos seus costumes a inocência do paraíso perdido. Deus criou o homem para que fosse um agricultor, para que cultivasse a terra e cuidasse das plantas e dos animais, sem se preocupar com guerras, com tecnologias e invenções da Ciência. Os povos indígenas não têm Ciência; mesmo que passem milhares de anos, eles não inventam nenhuma tecnologia, pois eles não sabem derreter o ferro para construir armas, máquinas e veículos. Eles só ensaiam inventar alguma coisa depois que têm contato com os civilizados. Mesmo assim, os índios não questionam nada, se Deus existe ou não. Até se o pajé disser que os deuses ordenaram a aldeia a fazer isso ou aquilo para eles (se não eles morrerão), eles fazem sem questionar nada, pois, são “inocentes”. Os indígenas possuem terçado, facão, enxada, machado, martelo, serrote e panelas de alumínio para cozinhar porque tudo isso eles adquiram com os povos civilizados. Você já ouviu falar de algum índio que tinha a profissão de ferreiro?

No entanto, embora Deus quisesse que homem vivesse como nativo na Terra, sem questionar nada, sem se preocupar em inventar artes ou fundir os metais, Ele não imaginou que um dia pudesse chutar o pau da barraca, e passasse a questionar as coisas. E a gota d’água para isso acontecer foi a intromissão de Satanás no paraíso, que instigou o homem a fazer uso da sua racionalidade. E o que Satanás disse a Adão e Eva foi uma verdade. Os teólogos fanáticos (que acreditam nas coisas através da “ignorância”), afirmam que Satanás usou de mentira para enganar Adão e Eva, e fazê-los pecar. Compare as duas passagens bíblicas e veja que Satanás não mentiu a Adão e Eva.

“Ora, a serpente [Satanás em carne e osso] era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal” (Gênesis 3:1-5). 

“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente. O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gênesis 3:22-24).

Na verdade, o pecado de Adão e Eva se constituiu no fato de terem feito o uso da razão e da racionalidade, ao darem ouvidos a Satanás. O fruto proibido que eles não deviam comer era o “conhecimento proibido” que Satanás lhes repassou, e que os tornou civilizados. Somente os civilizados sentem vergonha de andar nu. A condição de civilizado trouxe ao homem muitos problemas, mas também trouxe muitas coisas boas. O homem, ao deixar de ser nativo, e se tornar civilizado, tornou-se grande perigo para o nosso planeta, e até para os próprios deuses. Pois, o homem ao tomar conhecimento do bem e do mal, e fazer uso de sua racionalidade, passou a questionar a sua própria origem e a existência de Deus. Tornou-se uma grande ameaça para todo o Universo. Atualmente vemos que o homem não tem limites em suas invenções. E a pior invenção de todas foi a bomba atômica, de plutônio ou de hidrogênio, que pode levar à destruição de todo o planeta e à extinção da raça humana. Enquanto o homem não tiver uma prova concreta da existência de Deus, ele continuará procurando respostas, vasculhando esse vasto Universo, perscrutado o ínfimo da matéria. Se o homem não encontrar Deus, ele continuará achando que é o próprio deus e o dono de seu destino. Esse é o grande pecado do homem, o fato de ter chutado o pau da barraca, deixado a vida de inocência no paraíso como um nativo, e ter se tornado civilizado.

Por que Deus puniu a Serpente (Satanás), mesmo sabendo que ela falou a verdade para Adão e Eva?

Deus puniu a Serpente porque ela sabotou o seu plano. O plano de Deus era que o homem sempre fosse e vivesse como um nativo, isto é, como um indígena, e não se tornasse civilizado. Ao tornar-se civilizado – conhecendo o bem e o mal, e aprendendo a Ciência -, o homem fez-se pecador, caiu em desgraça, tornando-se um rebelde diante de seu Criador, ao questionar as coisas. O homem, depois de ter conhecimento do bem e do mal, não teria limites em  suas intenções. Deus viu que o homem tornando-se civilizado e ainda tendo acesso à fonte da vida eterna (a árvore da vida), tornar-se-ia um perigo para o Universo, visto que é um ser imperfeito, de má índole, e de espírito dominador. Por isso, Deus teve que impedir o acesso do homem à árvore da vida, para que não vivesse eternamente. Para o homem ter acesso novamente à árvore da vida, ele terá que se aperfeiçoar.

O novo plano de Deus, agora, é dar o tempo necessário para que o homem se aperfeiçoe. Aqueles que se aperfeiçoarem Ele irá salvar e ressuscitar no último dia. E para que isso fosse possível, Deus enviou o seu Filho, Jesus Cristo, para tomar o poder de Satanás aqui na Terra, e cuidar da raça humana. Quem crer em Jesus, praticar seus mandamentos e viver uma vida piedosa, pode se aperfeiçoar. Jesus disse a um jovem rico: “Queres ser perfeito? Vai, vende tudo o que possui, distribui entre os pobres, depois, vem e segue-me”. O jovem ficou triste, pois possuía muitas riquezas. Portanto, para o crente ser perfeito, o principal requisito é não possuir riquezas materiais.

CONCLUSÃO

Já que Adão e Eva chutaram o pau da barraca e passaram a fazer uso da racionalidade e da razão, então, vamos continuar sendo crentes, mas fazer o mesmo que eles fizeram. Vamos fazer uso da racionalidade e da razão para buscarmos respostas para as perguntas que nos inquietam. Se continuarmos buscando respostas através da fé cega e da ignorância, não chegaremos a lugar algum. Eu não acredito em Deus pela fé cega – e nem pela fé que enxerga. Eu acredito em Deus porque obtive conhecimento suficiente para não duvidar da sua existência. Só que o Deus que eu acredito é totalmente diferente do “Deus” que 99,99% dos crentes acreditam. Eu me esforço muito para fazer o máximo de uso da minha racionalidade. Se você não faz uso da sua racionalidade, melhor seria ter nascido como um animal irracional.

Eu acredito naquilo que é possível existir. Por exemplo, eu não acredito que no céu haja criação de cavalos de raça, e ainda alados. Mas há ignorantes que acham que Jesus e os anjos irão descer literalmente do Céu em cavalos brancos, alados. Para se justificar, eles dizem que para Deus tudo é possível. Há outros que dizem que Deus pode criar qualquer coisa num abrir e fechar de olhos. Neste caso, a ignorância já extrapolou os limites do bom senso. E outros se contorcem para explicar a seguinte pergunta: “Por que Deus criou o mundo em seis dias, se Ele podia ter criado tudo num só dia, ou num piscar de olhos?”. Quem se esforça para responder a essa pergunta é um autêntico ignorante. Os crentes acham que Deus é isso e aquilo, pode fazer isso e aquilo, sem ter uma mínima prova de que Ele seja mesmo assim. Portanto, eu não acredito em nada que não se possa provar. Eu sou um autêntico “crente são-Tomé”. Só acredito vendo.

O crente vê na Bíblia Jesus dizer que a fé pode remover montanhas, pensando que Ele estava falando de forma literal. Deus não pode remover uma montanha de lugar. Se Deus pudesse remover uma montanha de lugar, o melhor momento para Ele demonstrar isso teria sido quando os israelitas estavam no deserto, apavorados, fugindo de Faraó, sem saber para onde ir, visto que havia montanhas por todos os lados e o Mar Vermelho mais na frente. A travessia sobre o Mar Vermelho pode ter acontecido numa parte rasa, no momento em que houve uma maré. E em nenhum momento vemos Deus, na Bíblia e na História, removendo alguma montanha de lugar. Portanto, essa crença de que “fé remove montanhas” não passa de uma palavra de encorajamento para que as pessoas enfrentem as dificuldades da vida. Fé é apenas esperança, confiança.

Alguém pode indagar: “Mas, que ‘deus’ é esse que você acredita, que não tem poder nenhum?”. Respondo. O Deus no qual acredito é o mesmo que você acredita. A diferença é que você acredita nele de forma tresloucada, dando a Ele atributos que não tem certeza se possui. O Deus que acredito é muito poderoso ou super-poderoso, mas não tanto Todo-Poderoso. Ainda vou escrever um texto sobre esse assunto. Por exemplo, todos acham que os Estados Unidos são um país todo-poderoso, que ninguém consegue derrota-lo. Porém, a pequena Coreia do Norte o tem desafiado. Por quê? Porque o governo norte-coreano sabe que os EUA não são o que os outros dizem que ele é.

Deus Jeová já demonstrou fraqueza diante de pequenos inimigos. Veja:

“Assim estava o Senhor com Judá, o qual se apoderou da região montanhosa; mas não pôde desapossar os habitantes do vale, porquanto tinham carros de ferro” (Juízes 1:19).

Deu acordo com o texto supracitado, que Deus Todo-Poderoso é este que não conseguiu fazer os israelitas vencer os habitantes do vale, que tinham carros de ferro? Se esses moradores do vale tivessem apenas carros e carruagens de madeira, os israelitas os teriam destruídos? Porém, imagina se esses moradores do vale tivessem caças supersônicos, com metralhadoras e mísseis teleguiados, e bombas nucleares!

Sou professor de Matemática e percebo que a maioria dos alunos não gosta dessa matéria e não entende nada sobre os números porque tem preguiça de pensar. Assim mesmo acontece com a cabeça dos religiosos e dos crentes: eles têm preguiça de pensar. O crente fanático que não questiona nada, se a Bíblia é inspirada e se Deus existe, tem preguiça de pensar, e deixa que os pastores e teólogos pensem por ele. Ou seja, é um perfeito ignorante. A ignorância exacerbada torna as pessoas estúpidas e arrogantes. Por isso, tem muitos crentes assim. Da mesma forma, o muito saber torna as pessoas arrogantes e muitas vezes estúpidas. Mas, nesse caso, a estupidez e arrogância acontecem não por ignorância ou desconhecimento de algo, mas, pela impaciência que se tem devido as pessoas comuns não compreenderem o que se tenta explicar. Há pessoas que odeiam o que escrevo, simplesmente porque elas têm preguiça de pensar, e não está à altura de acompanhar a minha linha de raciocínio.

“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem” (Salmos 14:1).

Um crente pode questionar a existência de Deus, diferentemente de um ateu, que ignora a sua existência, e ainda debocha dos que acreditam. Podemos questionar a veracidade de muitas crendices, porque somos racionais. Se você não questiona nada, você é ignorante, e não faz uso da racionalidade, se é que tem.

Portanto, vamos botar a cabeça pra funcionar, e deixar de lado a irracionalidade, pois, somos seres pensantes.

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Falou e disse Miquels7

23/04/2017 Posted by | FANATISMO RELIGIOSO, MENSAGENS ESPECIAIS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , | Deixe um comentário

O Grande Engodo Religioso Sobre os Seres Espirituais

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O Grande Engodo dos Religiosos Que Acham Que os Seres Que Habitam nos Céus São Espirituais

O filosofar faz parte do cotidiano humano, visto que este é um ser inteligente e pensante. Mas, além de ser pensante e inteligente, os humanos são racionais. A condição de “racional” os torna seres capazes de discernir entre o que é real e fictício ou imaginável. No entanto, os crentes e os religiosos, de forma geral, parecem desprovidos ou não desenvolvem plenamente a racionalidade inerente aos humanos.

A racionalidade torna os seres humanos diferentes e superiores aos demais animais. No entanto, apesar do ser humano ser racional e inteligente, mesmo assim, milhões ainda desenvolvem conceitos medievais e primitivos, principalmente com relação aos entes que habitam os céus, os chamados “seres espirituais” ou “deuses”.

O que é um “espírito”?

Segundo o conceito religioso, “espírito” é um ser fantasmagórico, vivo e inteligente, que subsiste numa forma incorpórea, e que pode habitar tanto nos céus como aqui no nosso mundo, mas não podemos contemplá-lo a olho nu.

Segundo a Bíblia – uma coleção de livros escritos por seres humanos em épocas remotas -, Deus, Jesus e os anjos são SERES ESPIRITUAIS, isto é, seres que habitam acima da abóboda celeste, e que subsistem numa forma incorpórea, os quais não podem ser contemplados a olho nu por nós, humanos. Tal conceito é medieval e primitivo. Porém, os crentes e religiosos, de uma forma geral, ainda desenvolvem esse conceito arcaico sobre os seres que habitam os céus.

A MAIS PURA RACIONALIDADE

A ideia que deu origem ao termo “espiritual” surgiu da incapacidade do olho humano de identificar os elementos que compõe a atmosfera. E também devido a Jesus ter dito que Deus é “espírito” e, com isso, acharmos que todos os seres que habitam nos ares (acima, nos céus) são fantasmagóricos, isto é, sem forma física.

O ser humano primitivo e medieval, por não poder enxergar a olho nu os elementos químicos do ar, concebeu genericamente que tudo aquilo que existe, mas não se pode ver, é “espiritual”.

Ainda nos dias atuais, os crentes imaginam que o mundo que existe acima das nuvens ou acima das estrelas é um mundo “espiritual”, onde seres puros e santos habitam. Por isso sempre dizem que quando morrer vão para o céu. Para eles, os céus ou o Céu é um lugar espiritual, onde habitam os seres aperfeiçoados. Porém, tudo isso não passa de ledo engano.

Alguns teóricos da física chegaram a afirmar que pode existir outras dimensões no espaço infinito, além das três que conhecemos. Chegaram a cogitar que existem mundos paralelos ao nosso Universo, e que Deus e os anjos podem habitar num desses mundos, ao qual o homem ainda não encontrou meios para acessá-lo.

Ora, tudo o que está acima de nós; tudo o que está acima das nuvens e nos céus siderais, além da nossa atmosfera e além dos limites do Sistema Solar não são coisas “espirituais”. Tudo o que está acima nos céus é também formado de matéria, de gases, de elementos químicos. Até mesmo os seres que habitam os céus também são formados de matéria. Tudo que existe é matéria. Nada é “espiritual”. Até mesmo os demônios – que conceituamos como seres “espirituais” – também são formados de matéria em suas diversas formas. Muitos dos seres ditos “espirituais” possuem forma corpórea feita de uma matéria sutil e “invisível”. Portanto, o achismo de que tudo aquilo que não vemos é “espiritual” e não material, não passa de coisa vinda de uma mente primitiva e medieval.

Existem animais marinhos cujos corpos são quase todos transparentes, quase invisíveis. Ou seja, é a matéria apresentada em uma de suas formas: a transparência ou invisibilidade. O vidro, por exemplo, é uma matéria sólida, porém, invisível. Se colocarmos uma parede de vidro no meio de uma via pública, tantos os pedestres quanto os automóveis irão se chocar contra, porque ela é invisível. Assim também pode ser formado os corpos dos seres a quem denominamos de “espirituais”. Eles estão lá ou aqui mesmo no nosso planeta, mas não podemos contemplá-los a olho nu.

O mundo de Deus e dos anjos é semelhante ao nosso mundo, e tudo se concentra dentro de um mesmo Universo. A diferença do mundo de Deus é que ele pode estar bem distante da Via Láctea e do Sistema Solar, e a sua matéria pode ser formada de elementos químicos iguais aos daqui ou de outros diferentes, que ainda não conhecemos. Deus habita em lugar puro e santo. E o que significa isso? Significa que o mundo de Deus é parecido com o nosso, mas é isento de toda corrupção, isento de contaminação, isento de doenças, bactérias e vírus. Mas, não é pelo fato do mundo de Deus ser puro e santo que vamos denomina-lo de “espiritual”. A Bíblia diz – ou um escritor que tinha uma mente primitiva – que o céu é habitação dos espíritos aperfeiçoados. Concordo em parte com o que afirma o escritor sagrado. Mas, devemos compreender que, aquilo que entendemos por “CÉU”, também é um lugar físico, formado de matéria igual e diferente da que conhecemos. Se cremos que o espírito de todo ser humano subsiste após a morte, então devemos entender que esses espíritos também são formados de uma matéria sutil e rarefeita, de modo que não os enxergamos a olho nu. Há teólogos que asseguram que o “espírito” humano se extingue, desaparece quando este morre. Porém, há outros, como os espíritas, que afirmam que o “espírito” humano subsiste após a morte, e que este fica vagando no tempo e no espaço, e muitos deles se manifestam nas sessões espíritas; e outros se tornam demônios. Mesmo se isso for verdade, esses “espíritos” que vagam no tempo e no espaço são formados de matéria, pois estão contidos dentro do mesmo mundo material. A diferença é que seus “corpos” são formados por uma matéria sutil e rarefeita (pouco densa), de tal forma que não os enxergamos a olho nu. Portanto, não existe esse negócio de mundo paralelo ou universo paralelo ao nosso mundo físico.

Acredito que o ser humano é formado de dois corpos, um acoplado ao outro. O corpo externo se corrompe e se extingue; já o externo se mantém vivo, mas este não é a forma eterna em que deve permanecer. O espírito de cada ser humano pode ter sido formado por Deus. Portanto, todo espírito humano é passivo de morte, é passivo de extinção ou aniquilação. O único ser imortal é Deus, o Todo-Poderoso. Mesmo assim há quem diga que Ele é imortal porque se alimenta de alguma fonte de poder. Os anjos e as demais criaturas são todos MORTAIS, passivos de serem destruídos. A “segunda morte”, referida em Apocalipse, é a extinção ou aniquilação completa do “espírito” humano. Se você duvida disso, então você está duvidando que Deus é onipotente. Se Deus criou os espíritos de cada criatura, como Ele não tem o poder de desfazer aquilo que criou?!

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Heb. 11:22-23).

“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente” (Gên. 3:22) – Aqui Deus proíbe que o homem tenha acesso à árvore da vida, para que viva eternamente. Através disso, podemos entender que Deus e os anjos tem acesso irrestrito a essa árvore da vida, eles detêm o conhecimento sobre o elixir da vida, a fonte da vida eterna; Deus permitiu ao homem o acesso à fonte da vida eterna, mas este o desobedeceu, e foi excluído do paraíso. Depois de restaurar a Terra e salvar os humanos aperfeiçoados, Deus novamente lhes concederá acesso à fonte da vida eterna.

“No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações” (Apoc. 22:2).

“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (I Tim. 1:17). Só há um ser que é imortal.

“Aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (I Tim. 6:16). Só há um ser que é imortal.

“Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte. Apoc. 21:8). A “segunda morte” é a morte definitiva ou aniquilação (extinção) do espírito humano. Todos os espíritos dos humanos pecadores que não se salvarem serão aniquilados, serão extintos através do fogo. Esse “lago de fogo” pode ser o Sol. Quem é que pode subsistir na altíssima temperatura do Sol?

UM SER “ESPIRITUAL” NÃO SE SENTE FELIZ E CONFORTÁVEL SEM O SEGUNDO CORPO FÍSICO

Por que os demônios se incorporam nos corpos humanos? Porque eles não se sentem felizes subsistindo na forma de “espírito”. Eles precisam de um corpo para interagir, para se manifestar e para sentir as sensações que só um corpo físico mortal pode proporcionar. Subsistir na forma de “espírito” não tem vantagem, não tem sentido. O crente salvo não sentirá prazer algum subsistindo no Céu na forma de “espírito”. Por isso, os salvos terão que ressuscitar, para que possam assumir a forma humana novamente, ou seja, para que seus corpos “espirituais” recebam um segundo corpo, para que tenha sentido a existência. E os mortos salvos irão ressuscitar para que assumam a forma humana para viver neste planeta Terra restaurado, e não no céu, como eles imaginam.

Acredito, sem sobra de dúvida, que o próprio Deus, Jesus e os anjos são “espíritos” (um primeiro corpo), mas possuem ou criam um segundo corpo material e visível para se manifestar. Em outras palavras, eles se “materializam” ou “materializam” os seus corpos. Deus mesmo disse a Moisés que nenhum mortal pode ver a sua face e viver. Porém, acho que Deus falou isso só para que Moisés e povo hebreu o temesse e não questionasse suas ordens. Deus pode ser contemplado, sim. Para ver a face de Deus basta que o homem utilize um óculo especial igual àquele que os astrônomos usam para estudar o Sol, pois o rosto de Deus brilha como um sol. O problema é que Ele faz de tudo para que os humanos não vejam a sua glória. Jesus disse que Deus é “espírito”. No entanto, os profetas Isaías e Daniel disseram que VIRAM o Deus Todo-Poderoso em sua forma física, assentado sobre um alto e sublime trono. Será que isso é uma contradição bíblica, ou eu é que estou certo no que afirmo?

“Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). [Mas, que “espírito” é esse que pode ser contemplado? Veja outras citações, abaixo].

“E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver. (…) Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; porém a minha face não se verá” (Êxodo 33:20,23).

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo” (Isaías 6:1).

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:9-10,13-14).

O PROBLEMA DOS RELIGIOSOS, PRINCIPALMENTE DOS CRISTÃOS

O problema dos religiosos, mais especificamente dos cristãos, é que eles acreditam em Deus e nos seres que habitam os céus unicamente PELA FÉ. A condição de racional parece não ser compatível com os que se dizem religiosos ou crentes.

“Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:3).

Os religiosos acreditam PELA FÉ que os mundos foram criados por Deus. E consequentemente, também acreditam na existência de Deus e dos anjos pela fé. Nada se pode comprovar pela razão ou por algo concreto.

A FÉ não prova nada. Se fé provasse alguma coisa, hoje ninguém duvidaria da existência de Deus e do Diabo. Fé significa apenas esperança ou expectativa de algo que supostamente pensamos existir.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a PROVA das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:1).

A primeira parte do texto bíblico supracitado está correta. Já a segunda parte não passa de um blefe, pois, fé não é prova nada, não é prova de nada.

Se eu disser que tenho fé em Deus, isso não prova que Deus existe. Se disser que tenho fé que amanhã vou jogar e ganhar na mega-sena, isso não passa de esperança. Se você está desempregado e disser que vai orar com fé acreditando que amanhã irá conseguir um emprego, isso não passa de expectativa positiva. Sua fé não garante que amanhã você estará empregado. Portanto, fé não prova nada. Gera apenas uma expectativa positiva. Só isso. No entanto, a fé é a arma principal que os religiosos mercenários, lobos devoradores, utilizam para enganar os crentes.

Praticamente todas as crenças dos religiosos são por meio da fé. Ou seja, eles não têm nenhuma prova sobre o que acreditam, mesmo assim eles persistem em desenvolver uma mente primitiva e medieval, mesmo vivendo no século XXI, onde a Ciência já encontrou provas para existência de inúmeras coisas que antes imaginávamos com a Bíblia dizia ser.

EXPLICAÇÃO RACIONAL E LÓGICA SOBRE OS DITOS “SERES ESPIRITUAIS”

Apesar desse meu comentário contundente contra a “irracionalidade” dos cristãos e dos religiosos, garanto que podemos acreditar em Deus não pela fé cega, mas fazendo o uso da razão, da lógica e da racionalidade. Para que isso seja possível, é necessário nos desprendermos dos conceitos errôneos sobre os seres que habitam os céus, os quais imaginamos que são “espirituais”.

A coisa mais incrível e espetacular da natureza é a atmosfera ou o ar que respiramos. Quando ando de moto sinto o ar bater forte no meu rosto e nos braços, e fico imaginando como pode existir algo que não podemos ver a olho nu, mas que podemos sentir e até receber o impacto desse algo sobre o nosso corpo e sobre as árvores! O ar é algo sutil e rarefeito. Toda a atmosfera é um grande oceano composto de gases, de partículas de carbono (CO2) e de água (H2O). Podemos nos movimentar dentro do ar sem precisar fazer esforço. No entanto, se queremos andar muito velozmente dentro da atmosfera, ela nos impede de corrermos com tanta força. Por que isso acontece? Porque o ar é algo físico, real; está ao nosso redor, mas não podemos enxergar a sua forma física ou corpórea, nem podemos discriminar a olho nu os gases e os elementos químicos que o compõe.

O ar ou atmosfera é composto de diversos elementos químicos. E o bom estudante sabe que os elementos químicos são formados de átomos e moléculas, os quais denominamos de MATÉRIA. Se o ar é formado de matéria, então, isso comprova que existem seres, objetos ou coisas que não podemos contemplar a olho nu. Mas isso não significa que as coisas que não podemos contemplar a olho nu são “espirituais”.

Meu conceito é que em todo o Universo não existem esses seres ditos “espirituais”. O próprio Deus e os anjos possuem forma corpórea física, embora não seja possível contemplá-los a olho nu. Há quem acredite que os anjos podem se manifestar na forma física visível a olho nu. Ou seja, alguns acreditam que os anjos são seres “espirituais”, mas eles podem se “materializar” para poder se comunicar com os humanos.

No tempo primitivo e medieval, os humanos tinham conceitos vazios ou falsos sobre a forma do planeta Terra, sobre o Sol, as estrelas e o espaço sideral. Em épocas remotas, os humanos – e até mesmo os “astrônomos” – acreditavam que a Terra era plana, e que inclusive era sustentada por grandes colunas. Acreditavam que existia um “mundo espiritual” sobre a abóboda celeste, o mundo de Deus e dos anjos. E o livro de Gênesis nos dá a entender que havia um grande oceano acima dos céus, e que este foi a causa do Grande Dilúvio universal no tempo de Noé. Ainda acreditavam que o Sol é que girava ao redor da Terra e as estrelas eram pequenos luzeiros presos sob a abóboda celeste, feitos para alumiar durante a noite. A Lua também era considerada um luzeiro móvel que circulava ao redor da Terra para aluminá-la durante a noite.

Hoje vemos o quão ignorantes eram os seres humanos primitivos e medievais. E parte dessa ignorância ainda persiste na mente de milhões de religiosos.

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Para aprender mais, continue acompanhando os post do blog Mensagens Para a Geração, de Miquels7

13/04/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, OPINIÃO | , , | Deixe um comentário

OS PECADOS DOS PAÍSES RICOS, CAPITALISTAS E DEMOCRÁTICOS SÃO OS MESMOS PECADOS DE SODOMA E GOMORRA, CIDADES BÍBLICAS LENDÁRIAS, DESTRUÍDAS PELO FOGO POR ORDEM DE DEUS

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“Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado. Também elas se ensoberbeceram, e fizeram abominação diante de mim; pelo que, ao ver isso, as tirei do seu lugar” (Ezequiel 16:49-50).
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Destruição de Sodoma e Gomorra

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No capitalismo os países, tais como Estados Unidos, Japão, Hong Kong, China, Austrália, Brasil e todos os países da Europa, florescem e prosperam. 
E junto com a prosperidade vem o aumento do ateísmo e os desvios morais ou decadência moral da sociedade, como o homossexualismo, as músicas de rebeldia, como rock e funk, somadas à violência e imoralidade promovida pelo cinema mundial. Com a prosperidade também vem a promiscuidade e a depravação moral, e o consequente aumento de doentes com AIDS, essa doença que é quase que exclusivamente espalhada pelos homossexuais.

O pecado das cidades de Sodoma e Gomorra – cidades cananeias prósperas – não foi somente relacionado à prática da imoralidade, homossexualismo e depravação moral. Foi também por causa da fartura, da prosperidade, da arrogância e principalmente pelo desprezo aos pobres e necessitados. Os países ricos, bem como o Brasil, também estão no mesmo caminho de Sodoma e Gomorra.

E existem milhares de crentes, pseudo-cristãos, que pensam que são moralistas, mas não passam de fundamentalistas religiosos de mente retrógrada. Pensam que estão agradando a Deus e praticando o Evangelho, mas só pensam em dinheiro e prosperidade para si mesmos. Jamais pensam em dividir um pouco de suas riquezas materiais com os pobres e necessitados. Aqueles crentes que ficam ricos na Igreja Universal e em outras igrejas que pregam a doutrina da prosperidade são todos falsos cristãos, egoístas. Jesus mesmo declarou que eles “já receberam a sua recompensa”. A recompensa deles é o que estão desfrutando aqui na Terra. Nada terão de recompensa na vida vindoura, quando Cristo fizer ressurgir os mortos dos sepulcros para viver no Novo Planeta Terra Restaurado.

Tem crente que não pensa em ajudar os pobres e necessitados porque diz que a vinda de Jesus está próxima, e só há tempo de pregar o Evangelho para que eles aceitem a Jesus. E já se passaram quase 2 mil anos dando essa desculpa esfarrapada, e Jesus não volta. Enquanto isso, eles menosprezam os pobres e necessitados dizendo que a vinda de Jesus está próxima, e não há tempo de ajudar os pobres. O máximo de tempo que dá é ficar rico na Igreja Universal e fazer um Tur pela Disney e na Europa. E mesmo com essa desculpa que só dá tempo de pregar o Evangelho para a salvação, eles não param de construir templos suntuosos, comprar aviões e fazendas com o dinheiro dos fiéis. E pergunte se um desses mega-pastores ricos e mercenários querem se desfazer da metade dos seus bens para doar aos pobres e necessitados. Nenhum. Tem pastores que ensinam afirmando que os grandes homens de Deus na Bíblia eram ricos e abastados. Mas isso é ensino deturpado e tendencioso. Todos os grandes homens de Deus na Bíblia que eram ricos NÃO ERAM SACERDOTES, isto é, não eram pastores. Abraão, rei Davi, Moisés, Josué, Salomão, etc, não eram sacerdotes. Eles podiam ser ricos. Pela Lei de Moisés e pela ordem expressa de Deus, os sumo-sacerdotes e sacerdotes da tribo de Levi não podiam ser donos de propriedades e nem acumular riquezas. Antes, tinham que ser pessoas desprendidas dos negócios do mundo. Um exemplo clássico de atitude correta de um sacerdote (pastor) é o caso de Barnabé, que era levita (isto é, sacerdote da tribo de Levi), que possuindo ilegalmente uma propriedade, a vendeu e entregou o dinheiro na mãos dos apóstolos, para que repartisse entre os necessitados. Ou seja, ele se arrependeu de estar possuindo uma coisa que era proibida de possuir, pois era pastor. Esses mega-pastores mercenários, como Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, R.R. Soares, Edir Macedo, René Terra Nova, Sônia e Estevam Hernandes, entre outros (que se dizem ser sacerdotes ou pastores), não passam de lobos e mercenários. E aqueles que os seguem e apoiam estão no mesmo caminho.

“Da multidão dos que criam, era um só o coração e uma só a alma, e ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (Atos 4:32-37).

Neymar 100% Jesus

O jogador de futebol, Neymar, que ostenta na testa a frase “100% Jesus”, também é um falso cristão. Para ser 100% Jesus você tem que ser igual a Jesus Cristo, ter as mesmas atitudes de Cristo, ter uma vida piedosa e não pensar em riquezas; e trabalhar em prol da causa dos pobres e necessitados. Porém, Neymar tem a mesma atitude daquele jovem rico que perguntou a Jesus o que devia fazer para ser perfeito. Jesus perguntou se ele praticava os mandamentos da Lei, e ele respondeu que praticava tudo desde a sua mocidade. Então Jesus lhe respondeu: “Falta-te uma coisa: vai, vende tudo o que possui, doa aos pobres, e depois, vem e segue-me”. Ou seja, pra ser 100% Jesus você tem que se livrar das riquezas deste mundo e viver uma vida piedosa, semelhante a Cristo. E Neymar, será que ele vai se desfazer dos seus bens e doar pelo menos a metade de sua fortuna para os pobres? Jamais.

Jesus é o modelo e exemplo máximo de Bom Pastor, pois jamais recebeu dízimos e nem aceitou receber salários para pregar o Evangelho. Antes, andava de cidade em cidade proclamando as boas-novas do reino dos céus que futuramente Ele iria e vai estabelecer aqui na Terra. Em João 10 Jesus deixa bem claro a atitude do verdadeiro pastor. O verdadeiro pastor não aceita receber salários ou dízimos para cuidar do rebanho ou pastorear. Jesus ensinou em João 10 que aquele que recebe salário para pastorear é mercenário, o famoso ladrão, que só vem para matar, roubar e destruir. E o que significa a palavra MERCENÁRIO? Significa aquele que recebe MERCÊ ou salário para cumprir um trabalho, uma missão. E Jesus é o exemplo máximo de Bom Pastor.

O apóstolo Paulo também é outro modelo de Bom Pastor que nos deixou exemplo e que deve ser seguido, pois tinha todas as oportunidades de se tornar rico e ser dono de uma frota de navios à vela, mas ele trabalhava com as próprias mãos para não ser pesado a ninguém.

Outro exemplo clássico de atitude de um verdadeiro homem de Deus é o do profeta Eliseu, no caso da cura de Naamã, general do Exército da Síria. Naamã ouviu através de uma jovem que o profeta Eliseu podia curá-lo da lepra. Naamã fez de tudo para se encontrar com Eliseu. Depois que Eliseu ordenou a Naamã que mergulhasse 7 vezes nas águas turvas do Rio Jordão, ele hesitou, mas por pressão do seu capataz resolveu mergulhar no rio e ficou curado. E para agradecer a cura, ofereceu a Eliseu muito dinheiro, jóias e mantimentos. Mas Eliseu não aceitou nada, nada. Pois, como um bom homem de Deus que era, tinha em mente e sabia que as bênçãos de Deus não podem ser compradas. O moço que auxiliava Eliseu – que tinha as mesmas atitudes de Judas Iscariotes e dos pastores mercenários – não ficou nada satisfeito com a atitude de seu senhor, e arquitetou um plano para subtrair dinheiro do general Naamã. Depois que Naamã agradeceu e se foi, o moço de Eliseu correu atrás ao seu encontro e, mentindo, disse que seu senhor havia repensado e tinha decidido aceitar o dinheiro e os presentes, pois havia chegado em sua casa uns forasteiro, e não tinha mantimentos para lhes oferecer. Naamã acreditou na mentira e prontamente mandou seus servos entregar o dinheiro e os presentes ao moço de Eliseu. Depois que Eliseu soube o que seu moço havia feito às escondidas, lançou sobre ele uma terrível maldição, e o jovem ficou leproso igual a Naamã. Assim mesmo devia acontecer a todos esses pastores mercenários que ficam vendendo as bênçãos de Deus aos fiéis, trocando orações e intercessão espiritual por dinheiro e riquezas deste mundo. Na época do profeta Eliseu havia muita gente pobre e necessitada, como por exemplo o caso da viúva que Eliseu multiplicou o azeite nos vasos. Eliseu podia ter se aproveitado da situação e pedido grande quantia em dinheiro e mantimentos em troca da cura de Naamã, com a desculpa de que tudo seria destinado para os carentes e necessitados, mas nem ao menos essa ideia lhe veio à cabeça. A história de Naamã está no livro de II Reis 5.

Portanto, esta é a palavra de Deus para os pastores mercenários e para todo o mundo capitalista globalizado e egoísta, que se afasta de Deus e menospreza os pobres e necessitados:

“Ora, este foi o pecado de Sodoma e Gomorra: era arrogante, tinha fartura de comida, praticava abominação e vivia despreocupada e não ajudava os pobres e necessitados; pelo que, ao ver isso, as tirei do seu lugar, destruindo-as com fogo” (Ezequiel 16:49-50).

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Falou e disse Miquels7 – Manaus-AM, 18/03/2017

18/03/2017 Posted by | AJUDA HUMANITÁRIA, CRISTIANISMO EM CRISE, ECONOMIA, IGREJA E MISSÃO, MENSAGENS DE ALERTA, MENSAGENS ESPECIAIS, SOLIDARIEDADE | , , , , | Deixe um comentário

EM 2017 HAVERÁ UM GRANDE SINAL NO CÉU ??? – APOCALIPSE 12

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TRAGO UM VÍDEO POSTADO RECENTEMENTE NO YOUTUBE DE UM PASTOR TAILANDÊS, DE NOME STEVE CIOCCOLANTI, ONDE FAZ UMA BELA EXPLICAÇÃO SOBRE O SIGNIFICADO DA VISÃO NO CÉU DESCRITA EM APOCALIPSE 12.

MUITA BOA ESSA EXPLICAÇÃO DO PASTOR. PORÉM, ELE AINDA NÃO TEM COMPREENSÃO CORRETA SOBRE A NUMEROLOGIA DO NÚMERO 7 E OS PERÍODOS PROFÉTICOS DE ACORDO COM OS MÚLTIPLOS DE 7. ELE TAMBÉM NÃO SE DÁ CONTA DO INÍCIO E TÉRMINO DO PERÍODO DA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA.

VEJA, ABAIXO, UMA PEQUENA EXPLANAÇÃO SOBRE ESSE ASSUNTO. DEPOIS ASSISTA AO VÍDEO.
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constelacao-de-virgem

SÓ HAVERÁ ARREBATAMENTO PARA OS 144 MIL JUDEUS DESCRITOS EM APOCALIPSE 7 E 14

Não haverá arrebatamento para os crentes gentios. Só haverá arrebatamento para os 144 mil judeus descritos em Apocalipse 7 e 14. O que os evangélicos não-judeus (gentios) ensinam sobre quem são os 144 mil é puro preconceito e discriminação. Os 144 mil são a Noiva do Cordeiro, ou o filho da mulher de Apocalipse 12.

A Igreja de Cristo é formada por todos os salvos que morreram desde Adão até nossos dias, e os que ainda irão morrer no período da Grande Tribulação. O arrebatamento de vivos só ocorrerá para o grupo dos 144 mil judeus. Todos os cristãos gentios salvos que estão vivos atualmente, morrerão, para serem ressuscitados no último dia.

Veja que Jesus diz que enviará os seus anjos para ajuntar os escolhidos desde os quatro ventos da Terra. Ora, isso nada mais é do que uma referência aos 144 mil judeus que serão selados e, depois, arrebatados no meio da Grande Tribulação, antes do derramamento das 7 taças da ira de Deus sobre o trono da Besta (governos humanos, principalmente EUA).

O que diz em Mateus 24:

27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem.
28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29 Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados.
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
32 Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.
33 Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas. (Mateus 24)

O que diz Apocalipse 7 e 14:

1 Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar,
3 dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus.
4 E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel. (….)
1 E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai.

AGORA COMPARE O QUE JESUS DISSE EM MATEUS E NO APOCALIPSE:

“E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos da Terra (Mateus).

“Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da Terra, retendo os quatro ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra; e vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus.” (Apocalipse).

Entenderam agora? Os escolhidos que serão selados e depois arrebatados dos quatro ventos da Terra são esses 144 mil.

“Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (II Tessalonicenses 4:17).

A Bíblia é um livro vindo do povo judeu, escritos por judeus e para o povo judeu. As 7 cartas do Apocalipse foram envidas às 7 igrejas ou comunidades de judeus na Ásia Menor. Todo o livro de Apocalipse só faz referências a povo judeu, e só trata com o povo judeu. Nós, crentes gentios, somos meros coadjuvantes no enredo apocalíptico.

Paulo era judeu, e todos os escritores do Novo Testamento eram judeus. Paulo escreveu a carta aos tessalonicenses, que era uma comunidade de judeus. Portanto, o arrebatamento que Paulo se refere é somente para os judeus.

O arrebatamento só ocorrerá para esse grupo seleto de 144 mil judeus aperfeiçoados. Todos os crentes gentios irão morrer, e os salvos irão ressuscitar no último dia. E só para levantar mais polêmica, saiba que os 144 mil serão arrebatados aos céus em naves espaciais. Ou seja, eles serão sugados literalmente da Terra. 

É inútil crente gentio esperar o arrebatamento. É mais certo você esperar a morte, do que esse tal arrebatamento. Se os crentes primitivos – que eram mil vezes mais crentes e mais santos do que os crentes de hoje – não tiveram o privilégio de ser arrebatados, por que esses crentes de agora pensam que terão esse privilégio?! É muita audácia! Se os maiores e melhores cristãos (apóstolos, pastores e pregadores) que já viveram neste mundo morreram e não tiveram o privilégio de serem arrebatados, por que nós, crentes mal-acabados, vamos ter esse privilégio?! Quanta audácia!

É melhor você começar arrumar mantimentos e tratar de se esconder nas montanhas, para escapar da ira do Dragão, porque a morte é certa se ficar nas grandes cidades. Ou então, fique na cidade pregando o evangelho, resistindo ao governo da Besta até o fim, e morra sem negar a Cristo.

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JESUS NÃO PROMETEU ARREBATAR SEUS SEGUIDORES. PROMETEU RESSUSCITÁ-LOS NO ÚLTIMO DIA

Em João 14 Jesus prometeu preparar lugar, mas lugar no seu reino que será estabelecido aqui mesmo na Terra, e não Céu. Nenhum humano vai morar no Céu. E não existe nenhum reino no Céu. Deus reina do Céu sobre a Terra, sobre nós. E não existe nenhuma cidade no Céu denominada de Nova Jerusalém, porque o nome “Jerusalém” é um nome terreno, proveniente da língua do povo cananeu, e significa “Cidade de Paz”. No Céu não pode existir uma cidade com um nome cananeu.

Veja as passagens onde Jesus diz que não vai arrebatar, mas sim, ressuscitar os seus seguidores:

39 E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.
40 Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia (João 6:39-54).

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A Igreja não é a Noiva do Cordeiro. A Noiva do Cordeiro é o grupo dos 144 mil judeus selados e arrebatados, que depois descem das regiões celestiais em comitiva, como uma noiva para o seu noivo, e como uma cidade adornada de pedras preciosas. Portanto, a cidade de Nova Jerusalém que desce do Céu é uma representação simbólica do grupo dos 144 mil judeus. Toda a numerologia das dimensões dessa cidade simbólica refere-se ao grupo dos 144 mil.

Em nenhuma parte da Bíblia a Igreja é chamada de Noiva de Cristo. Paulo fala sobre a Igreja, comparando-a coma uma mulher ou esposa. Se a Igreja é uma esposa, logo, não pode ser uma Noiva. No Novo Testamento só aparecem 6 citações da palavra Noiva: uma em João, e o restante no livro de Apocalipse. E a palavra Noiva, no livro de Apocalipse, sempre se refere ao grupo dos 144 mil judeus.

Os outros salvos do povo judeu e dos gentios, que serão ressuscitados no último dia, formarão o grupo dos convidados das Bodas do Cordeiro. Ora, se haverá as Bodas do Cordeiro, logo haverá o Noivo e a Noiva. E quem serão os convidados? Por acaso, os convidados das Bodas do Cordeiro serão os anjos? Os teólogos gentios afirmam que os convidados das Bodas serão os salvos do povo judeu. Ora, esse ensinamento é falso e discriminatório, pois os crentes gentios querem tomar a primazia dos judeus. Mas vão quebrar a cara! Olha o que Jesus diz para aqueles que querem tomar a primazia dos judeus:

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Apoc. 3:9).

Na parábola das Dez Virgens, as “virgens prudentes” representam o grupo dos crentes (judeus e gentios) nos últimos dias. E a Noiva está com o Noivo. Nessa parábola, as “virgens” não são as “noivas” do Cordeiro. O Noivo tem a Noiva ao seu lado, e as virgens representam o grupo dos outros salvos que farão parte das Bodas do Cordeiro. As virgens da parábola eram as convidadas de honra da Noiva e do Noivo, ou seja, elas representam o grupo dos convidados das Bodas do Cordeiro.

Veja o que se diz em Apocalipse 14 sobre a Noiva do Cordeiro:

“Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis”.

Esse grupo que segue o Noivo para onde quer que vá é a Noiva.

“Aquele que tem a Noiva é o Noivo; mas o amigo do Noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do Noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo” (João 3:29).

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QUEM É O FILHO VARÃO QUE REGERÁ AS NAÇÕES COM VARA DE FERRO?

“E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono” (Apoc. 12:5).

Ora, esse “filho varão” refere-se ao grupo dos 144 mil judeus que serão selados e salvos da Grande Tribulação. Esse grupo de 144 mil judeus governará a Terra juntamente com Cristo no período do Reino Milenar, e se assentarão em tronos para julgar. Eles serão os cabeças, os líderes. Mas ou outros salvos que vão morrer na Grande Tribulação, hão de ressuscitar no último dia, no final da Grande Tribulação, e também receberão lugar de destaque no Reino do Messias. Os grandes heróis da fé e os patriarcas também terão lugar de destaque no Reino do Messias.

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono” (Apoc. 3:21).

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai” (Apoc. 2:26).

“Aproximou-se dele, então, a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, ajoelhando-se e fazendo-lhe um pedido. Perguntou-lhe Jesus: Que queres? Ela lhe respondeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. Jesus, porém, replicou: Não sabeis o que pedis; podeis beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos. Então lhes disse: O meu cálice certamente haveis de beber; mas o sentar-se à minha direita e à minha esquerda, não me pertence concedê-lo; mas isso é para aqueles para quem está preparado por meu Pai” (Mateus 20:21-23).

“Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” (Apoc. 20:4).

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O INTERVALO ENTRE O 6 E 0 7

O 7º período profético não se inicia imediatamente após o 6º período, pois, segundo a numerologia do 7, existe um intervalo de tempo entre o 6º  e o 7º período. Isso é uma lei da numerologia do número 7. Se o 6º milênio terminou no ano 2000, isso não significa que o 7º milênio se iniciou imediatamente em 2001. Esse intervalo de tempo pode ser de 42 anos (6×7), que o período de teste e provação. Veja o intervalo de tempo entre a 6º e 7º selo.

“Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, por quase meia hora” (Apoc. 8:1).

No final do 6º selo termina o período de 6 mil anos da civilização humana. E antes de se iniciar o Reino Milenar do Messias (o 7º milênio), haverá um intervalo de tempo, que no Apocalipse se diz que é de quase meia hora. Esse é o período da Grande Tribulação, onde Deus lança sobre a Terra os juízos das 7 trombetas, e finaliza com o derramamento das 7 taças da ira sobre o trono da Besta (governos humanos). No período do derramamento das 7 taças já não há chance de salvação para ninguém; este é o período da destruição final dos rebeldes e desobedientes. O fim do mundo mesmo só ocorrerá depois do Reino Milenar do Messias, com a Guerra do Armagedom. Nesse tempo a Terra pegará fogo literalmente, pois serão detonadas bombas atômicas e os anjos descem e lançam fogo sobre a Terra e pisam o largar da ira do Cordeiro. Depois que a Terra pegar fogo e todas as construções e obras dos homens forem destruídas, então, Deus criará novos céus e nova Terra, ou seja, Deus restaurará o nosso planeta, que se tornará um paraíso semelhante ao de Adão e Eva. Onde os remidos reinarão com Cristo eternamente sobre as nações.

“Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso” (Apoc. 19:15).

Se o período da dispensação da graça deve ser de 2 mil anos, então temos que considerar dois inícios para esse período:

1) Se Jesus Cristo morreu e ressuscitou no ano 29 E.C., então, é a partir desse ano que se conta o período de 2 mil anos da dispensação da graça. Portanto, a dispensação da graça só terminará no ano 2029. A partir daí é que vem o intervalo de tempo antes de se iniciar o 7º milênio.

2) Mas, se a contagem da dispensação da graça só se iniciou com a destruição do grande Templo do Senhor no ano 70 E.C., período que se encerrou o sacerdócio levítico, isso significa que a dispensação da graça conta a partir desse ano, e só terminará em 2070, ou cinco anos antes, 2065, pois existe um atraso de 5 anos no Calendário Gregoriano.

Segundo os cálculos do grande cientista Sir Isaac Newton, o fim dos tempos não se dará antes de 2060.

Existe alguns meteoros em possível rota de colisão com a Terra para os anos de 2019, 2029 e 2036.

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Falou e disse Miquels7

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AGORA, ASSISTA AO VÍDEO, ABAIXO.

PROFECIA – EM 2017 HAVERÁ UM GRANDE SINAL NO CÉU – APOCALIPSE 12

21/01/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | 1 Comentário

Um Zé-Mané Ensinando os Doutores em Teologia a Interpretar o Apocalipse

********(CONCLUÍDO E ACRESCENTADO)********

QUEM SÃO OS INTERLOCUTORES DA NARRATIVA NO FINAL DO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE?

a-volta-de-cristo

Antes de entrar na explanação sobre o Apocalipse, tenho que tecer alguns comentários importantes.

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Tem coisas incríveis no Apocalipse de João que enxergo durante a leitura, e percebo que, depois de quase dois mil anos da cristandade, a quase totalidade dos teólogos continua com uma espécie de venda nos olhos e não conseguem ver nada além do que já viram. É interessante notar que a Bíblia mesmo diz que no tempo do fim os sábios compreenderiam as profecias. Mas só no fim? Por que não antes?

“Muitos se purificarão, e se embranquecerão, e serão acrisolados; mas os ímpios procederão impiamente; e nenhum deles entenderá; mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10).

É claro que quando já estamos próximo do cumprimento de uma profecia os sinais a respeito do acontecimento profetizado são mais evidentes. Jesus mesmo chamou a atenção sobre isso. Com a proximidade de um acontecimento fica mais fácil compreender os sinais de sua chegada.

“Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão” (Mateus 24:32).

Enquanto os teólogos se preocupam em saber o que significa a “figueira” nesta declaração de Jesus, eu, porém, preocupo-me em saber o que é esse “verão”.

Verão é a estação da luz, do calor e do trabalho; ou seja, é um período de tempos trabalhosos, de muita agitação, diversão e descompromisso com o que virá depois.

“Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mateus 24:36-42).

A maioria dos doutores em Teologia afirma que a frase “estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro” está falando do tal arrebatamento. Porém, a interpretação correta diz que esse que é levado é o que se perderá. O que fica é o que será poupado do castigo, da morte ou da calamidade. O texto não se refere a um suposto arrebatamento, mas tão-somente à tribulação que sobrevirá ao mundo nos últimos dias em que muitos escaparão (serão deixados) e outros serão mortos (serão levados). Repare que Jesus disse que o povo antediluviano “não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos”. Ou seja, quem foi LEVADO pelas águas do dilúvio é que pereceu. Também devemos lembrar que durante a invasão de Jerusalém pelo Exército Romano no ano 70 d.C muitos judeus foram poupados da morte. Ou seja, os que ficaram – os deixados para trás – é que foram poupados da morte. Outros que não sofreram a morte imediata foram presos e levados cativos, como escravos. E adivinha quem foi deixado para trás e poupado da morte durante a invasão romana? Justamente os pobres, os mendigos, os doentes e aleijados, que foram deixados para cuidar da terra. O salmista disse que os mansos e os justos herdarão a Terra e nela habitarão para sempre (Salmos 37:11, 29). No Antigo Testamento não há nenhum texto afirmando que os mansos e os justos herdarão o céu. Essa história de que os crentes herdarão o céu é pura heresia e coisa de fanático religioso.

Veja o que Jesus disse no Sermão do Monte:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.1 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:3-12).

Os doutores em Teologia deviam entender e ensinar que a expressão “reino dos céus” está se referindo ao reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra. Não existe reino algum no Céu. Deus não reina exclusivamente sobre anjos, porque anjos não formam nações. Para que haja reino é preciso haver súditos, servos e vassalos. Os anjos não são servos. Se Deus reina no Céu, mas esse reino abrange todo o Universo. Porém, Deus reina especialmente dos céus sobre a Terra, sobre nós. Portanto, devemos entender que “reinos dos céus” quer dizer “reino vindo dos céus sobre nós”. E esse reino será estabelecido definitivamente aqui na Terra depois que todas as coisas forem cumpridas. E esse reino será regido eternamente por Jesus Cristo. A presença permanente de Cristo aqui na Terra junto com os humanos redimidos será igual à presença do próprio Deus no meio de nós. E o reino eterno de Jesus aqui na Terra terá todas as características de um reino humano, mas não será regido como o reino dos homens, e as nações da Terra levarão honras e tributos ao Rei. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmo 47:8).

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. (….) As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:1-3, 24-26).

“Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, a Jerusalém” (Jeremias 3:17).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezequiel 43:7).

“Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias [que estava assentado no Trono], e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:13-14).

Portanto, os salvos irão habitar no reino dos céus aqui mesmo na Terra, e não no Céu, como todos imaginam. E a Nova Jerusalém será a capital do mundo.

Jesus ordenou seus discípulos a pregar, dizendo que era chegado o reino dos céus. E essa é a prova do que afirmei, que o reino dos céus não é um reino localizado no Céu, mas tão-somente um reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra.

“E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7).

“Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque das tais é o reino dos céus” (Mateus 19:14).

Quantas vezes não vi irmãos subir no púlpito da igreja e pregar sobre este versículo de forma totalmente deturpada! A expressão “criança” significa pessoas humildes, pessoas mansas e pacíficas, assim como são as crianças. E a expressão “reino dos céus” não tem nada a ver com um reino no Céu, mas um reino aqui mesmo na Terra.

Quanto à frase “alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus”, vou explicar. Repare que a palavra “céus” está no plural. Na Bíblia não existe a expressão “reino do Céu”, mas somente “reino dos céus”, que quer dizer um reino vindo dos céus sobre nós. Portanto, a frase “porque é grande o vosso galardão nos céus”, a expressão “nos céus” é uma forma abreviada de “reino dos céus” como foi dita logo no início do Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Se omitirmos a palavra “reino” a frase fica assim: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é os céus”. E a palavra “céus” está no plural, e não designa um local exato. “Céus” se refere a todo os espaço sideral. Se os salvos fossem realmente habitar no Céu frase correta seria: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino do Céu” ou “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino no Céu”.

E para um bom entendedor de semântica e análise sintática (sintaxe), na frase “porque deles é reino dos céus”, o verbo ser (é), no singular, está se referindo ao substantivo “reino”, e não ao adjunto adverbial “dos céus”. Portanto, a atenção do intérprete deve ser dada ao vocábulo “reino”, que se refere ao reino do Messias aqui na Terra. Mas os crentes só fixam o olhar na palavra “céus”, e por isso, imaginam que vão morar nos céus.

OS MANSOS HERDARÃO A TERRA, NÃO O CÉU

Fico imaginando por que os crentes não se tocam quando leem no Sermão do Monte a frase Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”!

Se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, por que os crentes ficam imaginando que vão herdar o Céu? Ou será que Jesus estava maluco (sofrendo de esquizofrenia), uma hora falando uma coisa, e mais na frente falando outra?

Pergunto aos doutores em Teologia: Os salvos irão herdar a Terra e viver nela para sempre, ou irão herdar o Céu, e habitar junto com Deus e os anjos?

Se perguntarmos para um crente se ele prefere herdar a Terra ou herdar o Céu, por certo ele irá responder que prefere herdar o Céu. Logo, vemos que é difícil mudar a mentalidade dos crentes sobre essa questão de querer ir morar junto com Deus no Céu, pois, foram doutrinados de forma equivocada, e não aceitam o contraditório.

Ora, se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, logo, a expressão “herdar o reino dos céus” significa herdar o reino vindo dos céus, que será implantado aqui mesmo neste planeta, quando todas as coisas forem cumpridas.

O salmista e os profetas também dizem que os mansos e os justos herdarão a Terra, e não o Céu.

“Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” (Salmos 37:11).

“Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Salmos 37:29).

“Mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdarão o meu santo monte” (Isaías 57:13).

“E todos os do teu povo serão justos; para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado” (Isaías 60:21).

“E produzirei descendência a Jacó, e a Judá um herdeiro dos meus montes; e os meus escolhidos herdarão a terra e os meus servos nela habitarão” (Isaías 65:9).

MAS A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

Há somente três referências cruzadas que apoiam de forma duvidosa isso que Paulo afirmou em Fil. 3:20.

1ª REEFERÊNCIA: Efésios 2:6, 19

“E nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus. (….) Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus”.

Essa afirmação de Paulo, na sua Carta aos Efésios (2:6), parece não se apoiar na realidade, mas apenas em utopia. E isso evidencia um pouco de fanatismo religioso do próprio apóstolo, pois, crente algum irá se assentar no Céu ao lado de Deus.

2ª REFERÊNCIA: Hebreus 11:13-16

“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade”.

Ora, isso que Paulo fala aos hebreus é pura fantasia. Pois, o próprio Judaísmo jamais ensina que os justos que morreram irão reviver para habitar no Céu. E nem mesmo na Toráh (Antigo Testamento) encontramos algum ensino de que os justos que morreram irão ressuscitar para viver no Céu. Marta, irmã de Lázaro, disse que sabia que Lázaro iria ressuscitar no último dia, mas não para ir morar no Céu. E Jesus não ignorou o que ela falou; apenas disse que podia antecipar a ressurreição. Portanto, isso evidencia que os judeus não tinham por esperança uma nova pátria nos céus, mas aqui mesmo na Terra.

“Respondeu-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (João 11:23).

Não existe nenhuma referência cruzada no restante da Bíblia, de forma a corroborar o que Paulo falou aos hebreus, sobre a esperança dos patriarcas de ir morar numa pátria melhor nos céus. Pelo livro de Ezequiel os judeus sabem que o reino eterno do Messias será aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

“Ainda habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; nela habitarão, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ezeq. 37:25).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezeq. 43:7).

Jesus é o Filho de Davi. Portanto, esse Príncipe de Ezequiel será humano, um humano híbrido. Será um ente divino-humano habitando com os humanos. Deus habitará conosco através da pessoa de seu Filho Jesus, o Príncipe.

3ª REFERÊNCIA: Colossenses 3:1

“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”.

As promessas de Deus aos vencedores, ou seja, as recompensas, estas serão concedidas como uma espécie de troféu. É claro que muitos dos salvos exercerão lugar de destaque no Reino Eterno do Messias. Por exemplo, a recomendação de Jesus para que ajuntássemos tesouros no Céu, isso não deve ser interpretado ao pé da letra. As recompensas dos vencedores serão dadas em forma de honras e também lugares de destaque no Reino.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apoc. 2:17).

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações” (Apoc. 2:26).

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono” (Apoc. 3:21).

Observe uma coisa: Jesus se assenta ou se posiciona ao lado do Trono de Deus no Céu, mas nem por isso Ele é Deus, igual ao Pai. Da mesma forma, muitos dos salvos vencedores terão o privilégio de se assentar ao lado do Trono de Cristo, o Messias, no seu Reino Eterno aqui na Terra, mas nem por isso esses privilegiados serão iguais a Jesus em poder e autoridade.

Em relação à pátria dos crentes que Paulo disse estar nos céus, de Filipenses 3:20, o correto seria ele dizer: “Mas a nossa pátria está NO REINO dos céus, na nova Jerusalém, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.

NÃO EXISTE UMA CIDADE NO CÉU DENOMINADA JERUSALÉM

O autor da Carta aos Hebreus foi o único que supôs existir uma cidade celestial, denominada Jerusalém. Mas, isso não procede. Existem outras referências na Bíblia aludindo a uma suposta cidade nos céus, mas nenhuma delas diz exatamente o nome.

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos” (Hebreus 12:22).

Como pode alguém achar que existe uma cidade no Céu com um nome de origem cananéia? Só mesmo na cabeça de religiosos fanáticos!

O nome JERUSALÉM vem da língua do antigo povo cananeu. O vocábulo Jerusalém é formado pela junção de duas palavras: JERU, que significa cidade, e SALÉM, que significa paz. Portanto, Jerusalém significa Cidade de Paz. O Livro apócrifo de Melquisedeque, supostamente escrito por Abraão, conta a lenda de um rei cananeu que tinha um filho, o qual exercia a função de sacerdote. Depois que o rei morreu, o filho (Melquisedeque) assumiu o trono, e passou a exercer as funções de rei e sacerdote ao mesmo tempo. Foi por causa dessa lenda que o escritor da Carta aos Hebreus afirmou que Jesus Cristo é um Sumo-Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque. Por essa razão, Jesus exercerá a função de Rei e Sacerdote no seu Reino Eterno aqui na Terra.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo” (Gênesis 4:18).

“Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4).

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel” (Ezequiel 45:17).

“E no mesmo dia o príncipe proverá, por si e por todo o povo da terra, um novilho como oferta pelo pecado” (Ezequiel 45:22).

“E, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:9-10).

“Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:20).

Durante a história do povo hebreu, os reis, juízes e príncipes nunca ministraram no Grande Templo, oferecendo sacrifícios. A função de ministrar no Templo era exclusiva da Tribo de Levi. E nenhum rei de Israel foi da Tribo de Levi.

No entanto, esse Príncipe de Ezequiel, além de exercer a função de Rei, também exercerá a função de Sacerdote, e administrará os sacrifícios no Templo. Por essa razão Jesus é considerado Rei e Sacerdote. Mas, tem um detalhe: este Príncipe de Ezequiel parece ser tão humano quanto os demais, e o texto bíblico diz que ele oferecerá sacrifícios por si mesmo e pelo povo.

Há quem diga que esse Príncipe de Ezequiel não será o Senhor Jesus Cristo, mas um príncipe dos filhos de Israel, não necessariamente da Tribo de Levi. Outros afirmam que Jesus não pode assumir a função de Sacerdote porque ele não era da Tribo de Levi, mas da de Judá. Mas outros dizem que Jesus é uma exceção, e Ele exercerá as duas funções, conforme reza a lenda de Melquisedeque.

O Monte Sião mencionado em Apoc. 14 refere-se à cidade de Nova Jerusalém aqui mesmo na Terra, depois que o Reino do Messias for estabelecido definitivamente. O que João viu foi uma visão futurística do que foi planejado acontecer, e não um fato real.

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai”.

Devemos compreender que as visões do futuro que Jesus revelou a João não são literais. As visões que João contemplou são os planos que Deus traçou para que aconteçam. Ninguém é onisciente, nem mesmo Deus. Ninguém pode prever o que irá acontecer no futuro. Muitos fatos contemplados nas visões do “futuro” descritas no Apocalipse ainda não aconteceram e podem não acontecer. Tudo que é revelado no Apocalipse são os planos de Deus contidos no Livrão de Sete Selos.

Tudo que João contemplou no Apocalipse foram encenações do que está previsto acontecer nos planos de Deus concernentes à humanidade, e não visões reais de acontecimentos do futuro.

Portanto, o Monte Sião, isto é, a Cidade de Nova Jerusalém onde João contemplou o Cordeiro com os 144 mil judeus, é aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A cidade de Nova Jerusalém que João diz descer dos céus no Apocalipse não é uma cidade física, real, mas uma cidade simbólica. Na verdade, a Nova Jerusalém Celestial que descerá sobre a Terra é a Comitiva dos 144 mil judeus, que serão selados e posteriormente arrebatados antes de serem lançadas as taças da ira de Deus sobre a Terra. Esse grupo de 144 mil judeus representa a Noiva do Cordeiro. E como o próprio texto diz, o grupo desse dos céus como uma noiva ataviada para o noivo. A igreja que representa o grupo de todos os salvos não é a Noiva do Cordeiro. O grupo dos 144 mil é que representa a Noiva do Cordeiro, e esse grupo o segue para onde quer que vá.

“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo” (Apoc. 21:2).

As dimensões da cidade Nova Jerusalém que desce dos céus são todas relacionadas com o número 144, evidenciando que essa cidade simbólica representa o grupo dos 144 mil.

“E ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apoc. 14:3-4).

Os salvos de segunda categoria, que ressuscitarão no último dia, logo após a Grande Tribulação, e também os que foram salvos no julgamento do Grande Trono Branco, formarão as nações que povoarão a nova Terra restaurada. E a antiga cidade de Jerusalém será a capital mundial para sempre.

“As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:24-16).

JESUS NÃO PROMETEU ARREBATAR OS SEUS SEGUIDORES FIÉIS, MAS RESSUSCITÁ-LOS NO ÚLTIMO DIA, NÃO PARA LEVÁ-LOS PARA O CÉU, MAS PARA REINAR COM ELE PARA SEMPRE AQUI NA NOVA TERRA RESTAURADA

“E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:39-40).

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia (…) Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44, 54).

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (João 17:15).

“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura” (Hebreus 13:14).

NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

Esta declaração de Jesus, de João 14:2, tem feito a cabeça de milhões de cristãos, com a esperança de irem morar numa cidade nos céus. Só que esses “lugares” que Jesus foi preparar serão no seu Reino Eterno aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A expressão “na casa de meu Pai há muitas moradas”, significa o mesmo que dizer “no reino que meu Pai me concedeu há muitas moradas”.

Para se fundamentar um ensino ou doutrina é necessário haver pelo menos mais duas referências paralelas (referências cruzadas) que sirvam de respaldo ao texto ou argumento. E sobre esta declaração de Jesus em João 14:2 não há nenhum outro apoio nas Escrituras. Não há referências cruzadas de forma a apoiar o argumento de que no Céu há muitas moradas ou mansões para os crentes salvos.

De tanto os crentes se iludirem com essa estória de morada no Céu, muitos imaginam que vão ganhar uma mansão no Céu; e outros até sonham coisas absurdas. E nem mesmo na Bíblia existe a tal palavra MANSÃO. E o fanatismo é tão absurdo que muitos cantores escreveram hinos falando de mansões no Céu. Lembro-me de um sonho que a irmã Maria Cruz me contou. Ela sonhou que estava no Céu e contemplava muitas casas feitas de palhas e outras bem construídas, parecendo mansões. Aí ela quis saber de quem eram aquelas casas de palhas. Aí alguém respondeu que aquelas casas de palhas eram dos crentes que não faziam a obra de Deus com amor e dedicação. Por aí se vê o tanto de fanatismo dos crentes com essa estória de moradas no Céu.

PARA ONDE VOU, VÓS NÃO PODEIS IR

“Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Procurar-me-eis; e, como eu disse aos judeus, também a vós o digo agora: Para onde eu vou, não podeis vós ir” (João 13:33).

NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU

Ora, Jesus mesmo declarou que somente Ele desceu do Céu e subiu aos céus. Significa que nenhum justo, desde Adão até nossos dias, jamais subiu aos céus para viver permanentemente por lá. Enoque teve o privilégio de ter sido abduzido até os céus, mas ele não podia jamais permanecer por lá, visto que o Céu é habitação somente dos seres aperfeiçoados. E os crentes de hoje não são aperfeiçoados nem a pau! Poucos serão os aperfeiçoados. Da mesma forma, o profeta Elias foi abduzido por uma nave espacial, mas isso não significa que ele foi levado direto para os céus, além do sétimo céu, onde Deus habita, pois lá nem mesmo existe atmosfera para um ser humano vivo respirar.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (João 3:12-13).

Se ninguém subiu aos céus, por que os líderes religiosos cristãos ensinam os crentes neófitos que após a morte o crente vai direto para o Céu? Ora, eles induzem o crente ao erro, e com isso cria-se um fanatismo que se torna difícil lidar.

O ARREBATAMENTO SERÁ APENAS PARA OS 144 MIL JUDEUS, CONFORME ESTÁ DESCRITO EM APOCALIPSE CAP. 7 E 14

“Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Tess. 4:17).

“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apoc. 7:2-4).

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai” (Apoc. 14:1).

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DESTRINCHANDO OS INTERLOCUTORES DO DIÁLOGO NO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE

A interpretação do Livro de Apocalipse de João se torna mais difícil porque o autor escreveu frases misturadas de dois ou mais interlocutores no diálogo. E, portanto, o bom exegeta deve saber separar as falas dos interlocutores. Alguns fatos no livro de Apocalipse não estão colocados em ordem cronológica.

No Céu existe apenas um Trono especial onde se assenta o Deus, Todo-Poderoso. Se existisse a suposta trindade, haveria três tronos especiais no Céu, ao invés de dois ou um só.

Primeiramente, temos que diferenciar os dois personagens que supostamente se assentam juntos no Trono principal no Céu, nas diversas visões dos profetas. Um desses dois personagens é superior e é chamado de o Senhor Deus, Todo-Poderoso, ao qual deve ser direcionada toda adoração. O outro personagem é um pouco inferior, mas também é poderoso, ao qual devemos honras e louvores, mas nunca a adoração. Este segundo personagem sempre fica posicionado à destra (à direita) do que está assentado no Trono principal. Este personagem que se assenta à destra de Deus tem o cargo de Primeiro Ministro; ou seja, ele é o braço direito de Deus, aquele que coordenada e executa todos os planos de Deus, e também o que lidera as hostes celestiais, como um todo.

O texto mais adequado para diferenciar Deus-Pai, Todo-Poderoso e Jesus, o Cordeiro, é o de Daniel 7:9-10, 13-14. Neste fato narrado no livro de Daniel podemos ver claramente a distinção entre Deus-Pai e Jesus, o Filho do Homem. Leia e perceba a distinção:

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de Homem; e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”.

Podemos perceber que o Ser poderoso, denominado de Filho de Homem, é inferior ao Ser poderosíssimo, denominado de Ancião de Dias, que está assentado no Trono. Eis a distinção clara entre Deus-Pai e Jesus. E isso não tem nada a ver com trindade. Deus é um só. Paulo fez essa distinção de forma clara, e não fez menção a um terceiro personagem. Desta forma, não existe possibilidade de uma pessoa de bom senso admitir que exista a tal trindade.

“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também” (I Cor. 8:6).

Jesus, o Cordeiro, nunca aparece assentado sobre um alto e sublime Trono. Sempre o vemos assentado à destra (à direita) da Majestade no Céu. Nunca se diz que o Cordeiro está assentado sobre um trono, no Céu, mas sempre se diz que Ele está posicionado à destra do Trono de Deus. Estêvão teve uma visão do Céu e viu Jesus em pé à destra do Trono de Deus. Ele viu Jesus em pé e não assentado sobre um trono.

“Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55-56).

E tem outro detalhe interessante no livro de Apocalipse que os teólogos tradicionais não percebem. Se Jesus fosse Deus, Ele também seria adorado pelos 24 anciãos e por todos os anjos que se prostram diante do Deus Todo-Poderoso que se assenta sobre o Trono. Toda vez que os anciãos se prostram para adorar, nunca o texto diz que eles se prostram diante do Cordeiro. O texto diz que APENAS UM estava assentado sobre o alto e sublime Trono.

“Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um Trono estava posto no Céu, e um assentado sobre o Trono” (Apoc. 4:2).

Repare na seguinte citação que todos os anjos no Céu se prostram e adoram ao que está assentado no Trono, e mesmo o Cordeiro sendo citado, mas nunca Ele é adorado. Toda adoração é direcionada só ao que está assentado no alto e sublime Trono.

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém” (Apoc. 7:10-12).

Se Jesus será Advogado dos pecadores no julgamento do último dia, logo, Ele não estará assentado sobre um trono, mas tão-somente o Juiz, o Deus Todo-Poderoso.

“E vi um grande Trono Branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles” (Apoc. 20:11).

OUTRAS REFERÊNCIAS QUE MOSTRAM QUEM SE ASSENTA SOBRE O ALTO E SUBLIME TRONO NO CÉU, E ONDE JESUS, O CORDEIRO, FICA POSICIONADO:

“Micaías prosseguiu: Ouve, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a ele, à sua direita e à sua esquerda” (I Reis 22:19).

“Prosseguiu Micaías: Ouvi, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua direita e à sua esquerda” (II Crônicas 18:18).

“O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos contemplam, as suas pálpebras provam os filhos dos homens” (Salmos 11:4).

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmos 47:8).

“O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” (Salmos 103:19).

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo” (Isaías 6:1).

“Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificaríeis vós? e que lugar seria o do meu descanso?” (Isaías 66:1).

“E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele” (Ezequiel 1:26).

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:9-10, 13-14).

“E quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado” (Mateus 23:22).

“Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder” (Mateus 26:64).

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus” (Lucas 22:69).

“Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade” (Hebreus 8:1).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro” (Apoc. 7:10).

“Porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apoc. 7:17).

Jesus disse a Pilatos que o seu reino não era deste mundo. Porém, o reino de Cristo não está no Céu. O Reino de Cristo é aqui na Terra, mas ainda está por ser estabelecido. Jesus também se assentará sobre um trono no seu reino, mas esse trono não é o mesmo do Deus, Todo-Poderoso. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lucas 22:30).

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui” (João 18:36).

“E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apoc. 11:15).

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AGORA, EXPLICANDO APOCALIPSE 22

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno. Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder. Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:9-20).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (…) E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:1, 5).

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Apoc. 21:22).

APOCALIPSE 22 (AS FALAS DOS INTERLOCUTORES SEPAREI POR CORES)

AZUL: João VERDE: Deus Todo-Poderoso VERMELHO: Jesus Cristo

1 E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
2 No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.
3 Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão,
4 e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome.
5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.
6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
17 E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.
18 Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;
19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.
20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus.
21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.

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O significado da palavra SERVO, segundo o dicionário Aurélio:

[Do lat. servu.]
S. m.
1.
Aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens.
2.
Na época feudal, indivíduo cujo serviço estava adstrito à gleba e se transferia com ela, embora não fosse escravo.
3.
Criado, servidor, servente; serviçal.
4.
Escravo (6).

O que significa a palavra CONSERVO?

Segundo os dicionários da internet:

Conservo: Aquele que é servo, juntamente com outrem.
Ou conservo: Aquele que serve junto com outro servo, ou o que serve igualmente.

E o significado de ANJO?

Segundo o Aurélio:

[Do gr. ángelos, pelo lat. angelu.]
S. m.
1. Ser espiritual que, segundo a teologia cristã, a hebraica e a islâmica, serve de mensageiro entre Deus e os homens. 

Pelas definições dadas, acima, conclui-se que os anjos não são servos. Anjos são mensageiros de Deus e não estão listados na categoria de criados, serventes ou escravos. Anjos são seres especiais. Estão listados na categoria de mensageiros, isto é, embaixadores, administradores, executores.

Note que os anjos não são considerados SERVOS de Deus. Esse conceito de servo e conservo é mais aplicado a nós, seres humanos, que adoram e servem a Deus, e rendem-lhe tributos.

Portanto, esse Ser poderoso ao qual João quis adorar é mais que um anjo. Um anjo comum não pode dizer que é conservo nosso e de nossos irmãos, e dos que guardam as palavras do livro de Apocalipse. Pois os anjos não guardam as palavras de livro algum.

Jesus é servo porque Ele se fez carne e veio habitar entre os homens. Por isso, Jesus, além de Rei e Senhor, é também nosso irmão e conservo de Deus.

Se esse anjo que fala com João em Apoc.22:9 diz que é um conservo de João e de seus irmãos, logo, percebe-se que esse anjo não é um anjo comum; é mais que um anjo. Jesus mesmo se declarou ser um SERVO de Deus. E os profetas também testificam que Jesus seria um SERVO do Senhor. Vejamos:

“E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor; e eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.” (Ezequiel 34:23-24).

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão” (Ezequiel 37:24).

“Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11).

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 5:30).

“Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28).

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fil. 2:5-7).

Nesta passagem de Paulo aos filipenses, ele não está declarando que Jesus é Deus. Está apenas dizendo que Jesus era um ente divino que estava com Deus, mas não era Deus.

A FRASE “EU SOU O ALFA E O ÔMEGA”, DE QUEM É?

Apenas três vezes é pronunciada a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse de João. E apenas uma delas foi pronunciada diretamente por Deus. As outras duas citações desta frase são repetições que João acrescentou quando fazia a introdução e conclusão do livro.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

A frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” não faz parte do diálogo entre João e o anjo poderoso no final do capítulo 22. Esta frase foi intercalada no texto pelo próprio João, assim como o fez logo na introdução do livro. Pois, na introdução do livro de Apocalipse João não está dialogando com Jesus, mesmo assim ele cita a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega”, frase dita por Deus-Pai em Apoc. 21:6).

Esse anjo ao qual João se prostrou para adorar não é um anjo comum. Durante as visões dos acontecimentos, alguns anjos se dirigiram a João e dialogaram com ele. Porém, esse anjo que João diz ter pretendido adorar é um anjo muito poderoso, diferentemente dos demais anjos. E João bem sabia que um anjo não pode ser adorado.

A prova que esse Anjo que João quis adorar é Jesus resume-se na frase que diz: “pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”.

“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:10).

Ora, quem passava as visões a João e ordenava-lhe que as escrevesse era Jesus. Em Apoc. 1:2 João declara que viu e ouviu o testemunho de Jesus. Por isso ele diz que o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

“E, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu”.

A expressão “espírito da profecia” quer dizer a verdade da profecia ou a autenticidade da profecia, pois, espírito é vida. Por isso, Jesus sempre dizia a João que “estas palavras são fiéis e verdadeiras” ou “estas são as verdadeiras palavras de Deus”. Jesus nunca mentiu e nunca houve engano em sua boca. Daí a razão de seu testemunho ser autêntico.

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QUANTOS INTERLOCUTORES HÁ NA NARRATIVA?

Os teólogos tradicionais acham que na narrativa do capítulo 22 de Apocalipse há o diálogo de três interlocutores: João, um anjo e Jesus. Eu, também, identifico três interlocutores na narrativa, conforme sublinhei com cores diferentes as palavras de cada um: João, Deus-Pai e Jesus. Na minha perspectiva, não há diálogo de um anjo comum a partir de Apoc. 22:6-20.

Note que as visões de Apocalipse 21:1-8 são reveladas por Jesus, o anjo poderoso, aquele que sempre diz “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. A partir de Apoc, 21:9 até 22:5 João narra as visões mostradas por um anjo comum. Do versículo 6 até o 20 João faz uma espécie de síntese dos relatos. Veja que após o versículo 5 ele repete novamente a frase “E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras”. Nesse momento da narrativa não existe lógica para João escrever essa frase, pois ele não estava dialogando com ninguém; apenas estava narrando as visões.

Portanto, a partir do versículo 6 de Apoc. 22 João faz a concussão final do seu livro. E nesse trecho podemos observar as falas de três interlocutores.

Devemos atentar para o seguinte detalhe: as visões do Apocalipse foram dadas por Jesus Cristo, e isto está evidente logo na introdução do livro. Nenhum outro anjo ordenou João a escrever. As revelações foram dadas exclusivamente por Jesus a João. E no capítulo 22 de Apocalipse João declara que o anjo, ao qual ele se prostrou para adorar, foi quem lhe passou as revelações. Logo, esse anjo era Jesus. Compare:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer” (Apoc. 22:6).

Deus deu as revelações a Jesus, e Ele as notificou a João e ordenou que ele as escrevesse num livro e enviasse pelos sete anjos (sete estrelas) cartas às sete igrejas da Ásia.

O diálogo no final de Apocalipse 22 é um apanhado geral das visões que João tentou resumir.

Repare que João repete algumas frases que antes já havia escrito. Por exemplo, João não se ajoelhou duas vezes diante do Anjo para adorá-lo. Só que ele fala do mesmo fato em dois momentos. Se João tentou uma vez se ajoelhar para adorar o Anjo, é claro que esse gesto ele jamais repetiria depois.

“Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. [Repetição de frase]. (…) E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”. [Repetição do mesmo fato]. (Apoc. 22:6, 9).

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JESUS É O ANJO GABRIEL?

A seita dos Adventistas do Sétimo Dia Ortodoxos ensina que Jesus é o mesmo arcanjo Miguel. Porém, uma vertente dos Adventistas do Sétimo Dia ensina que o anjo poderoso que apareceu a Daniel (Dn 10) é o anjo Gabriel. No entanto, se compararmos as descrições que Daniel fez desse Ser poderoso que lhe apareceu com o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos, podemos concluir que se trata da mesma pessoa. Se esse Ser poderoso que apareceu a Daniel às margens do rio Tigre é o anjo Gabriel, então, conclui-se que o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos é o mesmo anjo Gabriel. Vamos comparar as características?

Mas, antes, entenda uma coisa: OS ANJOS POSSUEM ASAS – SÃO SERES ALADOS. E esse Ser poderoso que apareceu a Daniel e João parece não ser um anjo, porque eles o descrevem da mesma forma, mas não falam nada sobre possuir asas, e além do mais o identificam como “um homem”. E todos sabem que Jesus, sendo um Ser híbrido, divino e humano, não possui asas. Pelo menos não possuía asas mesmo após a ressurreição. No entanto, João identifica Jesus como um ANJO no último capítulo de Apocalipse. Repare nas semelhanças dos seres poderosos que apareceram a João e Daniel. Perceba que Daniel identifica esse ser poderoso como UM HOMEM trajando-se de linho, e não como um anjo. No entanto, os anjos também são vistos trajando-se com vestidos de linho. Já os anjos administradores trazem os lombos cingidos com cinto de ouro.

Daniel sempre se refere a este Ser poderoso que lhe apareceu chamando-o de “homem vestido de linho”. Parece estranho Daniel não o identificá-lo como um anjo (Dn 10:5; 12:6-7). Jesus foi envolto num pano de linho (Mateus 27:59). Apesar dos anjos serem alados (possuírem asas com penas, creio eu), mas eles também se vestem de linho puro e resplandecente. No entanto, só os anjos que administram no santuário celestial é que possuem os lombos cingidos com cinto de ouro (Apoc. 15:6; 19:14).

Portanto, esse ser poderoso que apareceu a Daniel e João tem semelhança de HOMEM, e é um Ser muito mais poderoso que os demais anjos. Vejamos.

DANIEL 10:4-21

4 No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre;
5 levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;
6 o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão.
7 Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.
8 Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma.
9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra.
10 E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo.
12 Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos derradeiros dias; pois a visão se refere a dias ainda distantes.
15 Ao falar ele comigo estas palavras, abaixei o rosto para a terra e emudeci.
16 E eis que um que tinha a semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então abri a boca e falei, e disse àquele que estava em pé diante de mim: Senhor meu, por causa da visão sobrevieram-me dores, e não retenho força alguma.
17 Como, pois, pode o servo do meu Senhor falar com o meu Senhor? pois, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, nem fôlego ficou em mim.
18 Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou.
19 E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste.
20 Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.
21 Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe.

APOCALIPSE 1:9-18

9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.
12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,
13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar [vestido de linho], e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;
14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;
15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.
16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; [eu sou o primeiro e o último].
18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Acho que a frase “eu sou o primeiro e o último” é um acréscimo que João fez por conta própria na narrativa. Pois, a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” não foi pronunciada por Jesus, mas pelo Deus Todo-Poderoso, conforme está descrito em 21:6.

Azul: João Verde: Deus-Pai Vermelho: Jesus

“E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Apoc. 21:5-7).

Atenção: Quem ordena João a escrever é Jesus. E se Jesus diz que as palavras que vem do trono são fiéis e verdadeiras, logo, não é ele quem as pronuncia, mas sim, o Deus Todo-Poderoso, que está assentado no trono. Em outras palavras, Jesus ordena João a escrever as palavras que vem direto do trono. Portanto, quem pronuncia a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” é Deus, Todo-Poderoso, e não Jesus.

Apenas três vezes é repetida a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse. E esta frase é de autoria de Deus-Pai, e não de Jesus. Vejamos.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

Esta frase é pronunciada logo na introdução do livro de Apocalipse, e pelo contexto da narrativa, João está fazendo menção ao que Deus-Pai falou tempos depois, não neste exato momento em que escreve a introdução do livro.

Repare que do versículo primeiro até o sétimo João está fazendo a introdução do livro, saudando as igrejas, e conclui com a palavra “amém”. O versículo que vem logo depois, o oitavo, é uma frase isolada que João pronuncia: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”. Repare que João, no momento que pronuncia esta frase, não está conversando com ninguém. Portanto, essa frase não faz parte de um diálogo, mas é apenas uma frase isolada que João colocou entre as suas próprias palavras, de tão ansioso que estava para escrever as visões.

“Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A frase “eu sou o primeiro e o último” parece não ser de autoria de Jesus, mas apenas um acréscimo que João fez por conta própria. Esse mesmo gesto de Jesus de colocar a mão direita (destra) sobre João também foi feita pelo ser poderoso que apareceu a Daniel. E o ser poderoso que apareceu a Daniel não disse que era “o primeiro e o último”.

“Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra. E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim” (Dn 10:9-12).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

“Quando o vi, caí a seus pés como um morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A PROVA FATAL DE QUE JESUS NÃO É DEUS

No final do capítulo 10 do livro de Daniel, o Ser poderoso que apareceu a Daniel confessa que não é tão poderoso assim, pois disse que o príncipe da Pérsia lhe resistiu por 21 dias, o impedindo de trazer a resposta de sua oração, e ainda declarou que só havia um que o ajudava na batalha: o arcanjo Miguel.

“Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou. E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste. Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe” (Dn 10:18-21).

Esses príncipes da Pérsia e da Grécia são os anjos poderosos a serviço de Satanás, que lutam contra os anjos de Deus.

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AS FRASES PRÓPRIAS DE JOÃO QUE ELE ENXERTOU NA NARRATIVA

Na narrativa de João das cartas às sete igrejas da Ásia, ele introduz cada carta com suas próprias palavras, e só depois escreve o que realmente Jesus ordenou que escrevesse. E numa dessas introduções João denomina Jesus de “Filho de Deus”. E Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

Veja a introdução que João faz com suas próprias palavras quando escreve as cartas. As frases de cor roxa são do próprio João; as de cor vermelha são de Jesus.

A frase “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” é um bordão que João utilizou para chamar a atenção sobre as coisas que havia escrito em cada uma das cartas. Essa frase não é de autoria de Jesus.

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança” (Apoc. 2:1-2).

“Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. (Apoc. 2:8-9).

“Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes: Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás” (Apoc. 2:12-13).

“Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente: Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras” (Apoc. 2:18-19).

Dá para se perceber que a frase “Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente” não é de autoria de Jesus. Jesus não podia referir-se a si mesmo desta maneira, pois quem viu e descreveu Jesus com os olhos como chama de fogo e pés semelhantes ao latão reluzente foi João. Jesus não se viu a si mesmo dessa maneira, de forma a descrever-se numa carta. Logo, percebe-se que todas as descrições que João faz de Jesus na introdução das cartas são de sua autoria.

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar)” (Apoc. 3:7-8).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!” (Apoc. 3:14-15).

Nos quatro evangelhos Jesus sempre se chama a si mesmo de “FILHO DO HOMEM” 77 vezes, e nunca se chama a si mesmo de “Filho de Deus”.

Em Mateus 27:43 os principais sacerdotes, escribas e anciãos escarneciam de Jesus, dizendo: “Confiou em Deus, livre-o ele agora, se lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus”. Apesar de imputarem a frase “Filho de Deus” a Jesus, mas Ele mesmo nunca se declarou ser “Filho de Deus”. A frase que Cristo sempre usava para se referir a si mesmo era “Filho do homem”.

Em Lucas 22:69-70, Jesus no Sinédrio, ao ser inquirido pelos anciãos se Ele se declarava ser o Filho de Deus, Jesus respondeu que eles (os anciãos) é que diziam que Ele era Filho de Deus. Ele, porém, sempre se declarou ser Filho do homem.

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus. Ao que perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu-lhes: Vós dizeis que eu sou”.

É a mesma coisa que Jesus ter dito assim: “Vocês é que estão dizendo que eu sou Filho de Deus; eu sou Filho do homem”.

Em João 5:25 João, na hora de escrever, trocou a expressão “Filho do homem” por “Filho de Deus”. Repito: Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

“Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”.

Novamente em João 10:36 e 11:4 João troca a expressão “Filho de homem” por “Filho de Deus”.

“Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?”.

“Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.

O Evangelho de João é considerado um evangelho esotérico, porque João emprega muitos termos de cunho esotérico, como ‘filho de Deus’, ‘verbo’, ‘unigênito’, ‘novo nascimento’. Por essa razão João trocou muitas vezes a expressão ‘filho do homem’ por ‘filho de Deus’. E só a título de curiosidade: o Evangelho de João parece não ter sido escrito pelo punho do próprio João, pois muitos fatos narrados parece não terem sido presenciados pelo mesmo. Se fosse mesmo João, discípulo de Cristo, o narrador dos fatos no Evangelho que leva o seu nome, por certo teria narrado com mais precisão, pois ele foi testemunha ocular da história de Jesus. O mesmo fato estranho acontece no livro de Apocalipse. João narra o Apocalipse, dialoga com Jesus, mas parece que esse Jesus do Apocalipse lhe é um ser estranho. Se João era o discípulo amado, por que não demonstrou maior intimidade ao dialogar com Jesus no livro de Apocalipse?

Os próprios discípulos Jesus nunca tentaram adorá-lo. Se seus discípulos tivessem tentado lhe adorar, por certo os teria repreendido, dizendo para adorarem a Deus, pois Ele era servo e conservo deles.

O momento que Jesus se transfigurou diante dos seus discípulos no monte (Mateus 17), foi a oportunidade que eles tiveram de se prostrar diante dele e adorá-lo, mas não o fizeram, pois sabiam que Jesus não era Deus, para ser adorado.

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QUEM SÃO OS ANJOS DAS IGREJAS

Aprendi na Escola Dominical que o anjo de cada uma das sete igrejas da Ásia Menor para onde João enviou as cartas, é o PASTOR local. E todos aprendem esses falsos ensinos nas igrejas evangélicas porque isso vem passando de geração em geração, e ninguém se levanta para questionar, pois, já são doutrinados para aceitar tudo que os líderes ensinam.

Na verdade, os anjos das igrejas são os sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro. Esses anjos são as sete estrelas que ficam à destra de Jesus. Jesus ordenou João a escrever as mensagens às sete igrejas, e enviá-las pelos seus anjos emissários.

“Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força” (Apoc. 1:16).

“Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:20).

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (Apoc. 2:1).

Quando Jesus ordena a João, dizendo: “Ao anjo da igreja em Éfeso escreve”, ele está se referindo ao anjo emissário que devia levar a mensagem à igreja. Se são sete anjos emissários, então, esta é a razão de Jesus ter escolhido apenas sete igrejas da Ásia.

Além desses sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro, há também sete espíritos que assistem diante do Trono de Deus. Esses sete espíritos que assistem diante do Trono são anjos muito poderosos, assim como os arcanjos. Os hereges trinitarianos afirmam que esses sete espíritos de Deus, que são enviados por toda a Terra, são uma representação simbólica da 3ª pessoa da trindade, isto é, o Espírito Santo.

“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Apoc. 1:4).

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:5).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

O profeta Zacarias também teve a visão desses sete espíritos que assistem diante de Deus. Com isso podemos constatar que não se trata de uma alegada 3ª pessoa da trindade. Zacarias também vê os dois ramos de oliveira, que representam os dois ungidos que assistem diante de Deus. Há quem diga que esses dois ungidos são Moisés e Elias, os mesmos que apareceram a Jesus no monte da transfiguração.

“Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas? pois estes sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel. São estes os sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra. Falei mais, e lhe perguntei: Que são estas duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal? Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado? Ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isso? E eu disse: Não, meu senhor. Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra” (Zac. 4:10-14).

O QUE É O CORDEIRO IMÓVEL QUE FICA POSICIONADO ENTRE O TRONO PRINCIPAL E OS TRONOS DOS ANCIÃOS?

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono” (Apoc. 5:6-7).

Este Cordeiro que fica em pé, imóvel entre os tronos, e que parecia estar morto e tinha sete chifres e sete olhos, é uma representação simbólica de Jesus. Na verdade, aquilo que João viu era uma estátua esculpida. Por isso João imaginou que fosse um cordeiro morto. E o profeta Zacarias teve a visão dessa estátua simbólica do Cordeiro. A “pedra” que o anjo se refere é Jesus.

“Pois eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos. Eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia” (Zacarias 3:9).

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O CORDEIRO NUNCA É ADORADO

Em todos os momentos que os anciãos, os seres viventes e os anjos se prostram para adorar o Ser Todo-Poderoso que está assentado no trono, nunca se diz que eles adoraram ao Cordeiro. E nas visões do Apocalipse o Cordeiro sempre fica posicionado no meio, entre o trono principal e os tronos dos 24 anciãos.

Só há um momento em que parece que os 24 anciãos adoraram o Cordeiro, mas mesmo aí o Cordeiro não foi adorado, apesar de ter sido mencionado na narrativa. Leia com cuidado e constate que o Cordeiro nunca é adorado. Toda adoração é dirigida ao que está sentado no Trono. Os quatro seres viventes e os anciãos se prostram diante do Cordeiro não em sentido de adoração, mas de reverência. Vejamos Apoc. 5:8-14.

8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.
13 Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos:
14 e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.

No versículo 14 diz que os anciãos prostraram-se e adoraram. Ora, eles não adoraram o Cordeiro, mas tão somente aquele que estava assentado no Trono.

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A DIFERENÇA ENTRE A VOZ DE JESUS E AS VOZES DOS OUTROS ANJOS

O anjo que fala com Jesus tem a voz como de trombeta e como a voz de muitas águas, ou como a voz de grande multidão. Veja a comparação:

“Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas; (…) e a sua voz como a voz de muitas águas” (Apoc. 1:10-11, 15).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apoc. 4:1).

“Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma imensa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e o poder pertencem ao nosso Deus; (…) Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Apoc. 19:1, 6).

Os anjos comuns e os quatro seres viventes clamavam com grande voz, mas nunca se diz que tinham voz de trombeta ou voz de muitas águas ou de grande multidão.

CONCLUSÃO

Gostaria que você, leitor, atentasse para o seguinte detalhe da narrativa do capítulo 22 de Apocalipse.

Note que a narrativa das visões termina no versículo 5. Dos versículos 6 ao 16 João faz uma mistura de palavras de três interlocutores. No entendimento dos teólogos tradicionais, João narra a fala dele próprio, de uma anjo e de Jesus. Vou destacar com cores as falas de cada um, segundo os teólogos tradicionais.

Verde: João Vermelho: O Anjo Azul: Jesus

6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.

As falas identificadas assim estão feitas de forma tendenciosa, pois, um bom crítico literário, ou mesmo um bom intérprete de texto pode notar muitas incoerências na continuidade das frases. No meu ponto de vista, as falas dos versículos 6, 7, 9, 10, 11 e 12 são de uma mesma pessoa: Jesus. Porém, não digo que o meu ponto de vista é único correto. Cada intérprete do Apocalipse pode tirar suas próprias conclusões.

E para terminar, quero dissertar sobre a declaração do escritor aos hebreus que fez a citação de um texto apócrifo para justificar a adoração a Jesus.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hebreus 1:6).

Esta citação, acima, feita pelo escritor aos hebreus, é apócrifa, porque não consta na Toráh, nem nos Salmos e nos Profetas, e também não encontra respaldo em nenhum outro livro da Bíblia.

As demais citações que o escritor da carta aos hebreus cita podem ser conferidas na Toráh, nos Salmos e nos Profetas. Quem possui uma Bíblia com concordância e referências cruzadas pode conferi-las.

Uma citação apócrifa quer dizer uma citação de uma fonte extra-bíblica, ou seja, um texto que foi retirado de um livro não canônico. E de tudo que já li em livros esotéricos e apócrifos, nem mesmo encontrei essa tal citação que diz que os anjos devem adorar o Senhor Jesus. Talvez o escritor estivesse se referindo à voz vinda dos céus no momento em que Jesus foi batizado ou na ocasião da sua transfiguração no monte. Mas, em nenhum desses casos a voz ordena que o Filho seja adorado.

“Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:16-17).

“Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5).

Paulo disse que depois que forem cumpridas todas as coisas, Jesus irá se sujeitar àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. Como pode um Deus se sujeitar a outro Deus¿  E em I Cor. 15:27 Paulo é bem enfático ao dizer que o único que não ficou sujeito a Jesus é o próprio Deus. E isso é óbvio. No entanto, Jesus entregará todo o poder e autoridade a Deus-Pai e a Ele se sujeitará.

“Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (I Cor. 15:27-28).

Logo após a ressurreição Jesus disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18). Ora, se Jesus era Deus, por que somente agora, depois de ressuscitar, Ele diz que recebeu autoridade¿ Logo, percebe-se que ele teve que cumprir uma missão para poder receber poder e autoridade.

Portanto, a Jesus, o Cordeiro, podemos dar honras e louvores, porque é Rei dos reis e Senhor dos senhores – só aqui na Terra. Porém, não podemos adorá-lo, visto que somente o Deus Soberano pode receber adoração.

“E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus” (Apoc. 7:11).

“E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus” (Apoc. 11:16).

“Então os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!” (Apoc. 19:4).

Tudo o que escrevi aqui é a mais pura verdade.

Se não acredita em quase nada do que escrevi, é porque você está com a mente cauterizada por doutrinação errônea. Mas, se você se dispuser a abrir a mente, poderá reler e investigar item por item de tudo que aqui escrevi. Tenho certeza que você compreenderá a verdade, e será mais um a ensinar a Bíblia da forma correta.

 

 

 

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Falou e disse Miquels7
Manaus-AM, 01/01/2017

29/12/2016 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , | Deixe um comentário