MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Blog com mensagens e artigos diferentes sobre Deus e a Bíblia

O PRÊMIO NOBEL DE TEOLOGIA PARA MIQUELS7

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Uma das grandes questões debatidas entre os religiosos e teólogos em todas as épocas é sobre a existência de Deus, e também a questão da criação da Terra e do Universo. E sabemos que existem várias escolas teológicas com suas explicações mirabolantes sobre esses temas. Mas, os fanáticos preferem ficar com a explicação superficial de alguns textos da Bíblia, apoiados por uma fé cega.

“Deus não é tudo o que dizem a seu respeito. O fanático religioso não está nem aí, e exalta Deus de forma exagerada, criando atributos para Ele, sem ter certeza que Ele os possua” (Miquels7).
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Na era glacial

Só existe uma passagem bíblica onde o próprio Deus declara de forma indireta que foi Ele quem criou a Terra. Isaías 45:12. Porém, esta passagem bíblica foi proferida por um profeta, em nome de Deus. E poucos sabem, mas os profetas falavam coisas de sua própria cabeça, além daquilo que Deus lhes tinha ordenado falar. O crente fanático pensa que Deus falava direto na mente e nos ouvidos do profeta para ele falar ou escrever tudo aquilo que está nos livros. No entanto, eram poucas as palavras que Deus revelava e ordenava o profeta falar. O resto eram pensamentos que ele mesmo inventava e falava de forma apaixonante ou tresloucada sobre Deus. Não vou me deter aqui mostrando como Deus se revelava aos profetas, pois, já publiquei estudos sobre isso no meu blog. Só quero que entendam que Deus só se revelava aos profetas durante a noite, quando este estava dormindo. Pergunte a um bom teólogo sincero e honesto e ele vai te confirmar essa verdade. Todas as palavras que os profetas receberam da parte de Deus para falar ao povo, eles receberam em sonhos ou em visões da noite. E Deus mesmo diz no livro de Deuteronômio que só se revelava aos profetas dessa forma. Portanto, o livro de Isaías é muito grande para acreditarmos que tudo que lá está escrito foi revelação de Deus. Só o capítulo 45 de Isaías é bastante extenso, e sabemos que o que Deus revelou ao profeta para falar a respeito de Ciro, o rei da Pérsia, que iria conquistar o Egito e a Babilônia para libertar o povo de Israel do cativeiro, foi poucas palavras. O restante foi apenas incremento da própria mente do profeta Isaías. Neste mesmo capítulo temos frases próprias do profeta Isaías, e que não tem nada com a mensagem que Deus lhe ordenara falar.

“Eu é que fiz a Terra, e nela criei o homem; as minhas mãos estenderam os céus, e a todo o seu exército dei as minhas ordens”.

Por certo, Deus não mandou Isaías falar um monte de coisas que falou sobre Ele somente neste capítulo 45. Igualmente o salmista Davi também falou um monte de frases poéticas e apaixonantes a respeito de Deus, o que não se constitui numa verdade absoluta todas as suas frases. Isso se evidencia nos Salmos 18 e 139. Se for uma verdade absoluta tudo o que Davi escreveu sobre Deus no Salmo 139, então deve ser verdade absoluta a forma como Deus é conforme ele a descreve no Salmo 18: Deus é um dragão que solta fumaça pelas narinas e cospe fogo, e monta num querubim e voa sobre as asas do vento.

Tem momentos que Isaías pára um pouco de falar coisas delirantes sobre Deus no capítulo 45 e escreve frases mais lúcidas e racionais. Veja:

“Verdadeiramente tu és um Deus que te ocultas, ó Deus de Israel, o Salvador. Envergonhar-se-ão, e também se confundirão todos; cairão juntos em ignomínia os que fabricam ídolos. Mas Israel será salvo pelo Senhor, com uma salvação eterna; pelo que não sereis jamais envergonhados nem confundidos em toda a eternidade” (Isaías 45:15-17).

Nesse texto supracitado parece que Isaías volta à sua racionalidade e fala como uma pessoa lúcida.

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Existem casos de profetas na Bíblia que falaram de coisas além do que Deus tinha ordenado falar, e profetizaram mentiras. Veja o caso de Hananias e tire suas conclusões. Será que Isaías e Jeremias não falaram de coisas além do que Deus lhes ordenou falar?
 
Jeremias 28:
 
“5 Então falou o profeta Jeremias ao profeta Hananias, na presença dos sacerdotes, e na presença de todo o povo que estava na casa do Senhor.
6 Disse pois Jeremias, o profeta: Amém! assim faça o Senhor; cumpra o Senhor as tuas palavras, que profetizaste, e torne ele a trazer os utensílios da casa do Senhor, e todos os do cativeiro, de Babilônia para este lugar.
7 Mas ouve agora esta palavra, que eu falo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo:
8 Os profetas que houve antes de mim e antes de ti, desde a antigüidade, profetizaram contra muitos países e contra grandes reinos, acerca de guerra, de fome e de peste.
9 Quanto ao profeta que profetuar de paz, quando se cumprir a palavra desse profeta, então será conhecido que o Senhor na verdade enviou o profeta.
10 Então o profeta Hananias tomou o canzil do pescoço do profeta Jeremias e o quebrou.
11 E falou Hananias na presença de todo o povo, dizendo: Isto diz o Senhor: Assim dentro de dois anos quebrarei o jugo de Nabucodonozor, rei de Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, se foi seu caminho.
12 Então veio a palavra do Senhor a Jeremias, depois de ter o profeta Hananias quebrado o jugo de sobre o pescoço do profeta Jeremias, dizendo:
13 Vai, e fala a Hananias, dizendo: Assim diz o Senhor: Jugos de madeira quebraste, mas em vez deles farei jugos de ferro
14 Pois assim diz o Senhor dos exércitos o Deus de Israel Jugo de ferro pus sobre o, pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonozor, rei de Babilônia, e o servirão; e até os animais do campo lhe dei.
15 Então disse o profeta Jeremias ao profeta Hananias: Ouve agora, Hananias: O Senhor não te enviou, mas tu fazes que este povo confie numa mentira.
16 Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra. Este ano morrerás, porque pregaste rebelião contra o Senhor.
17 Morreu, pois, Hananias, o profeta, no mesmo ano, no sétimo mês.
 
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Embora Gênesis 1:1 diga que Deus criou os céus e a Terra, mas tal declaração não foi feita diretamente por Ele, e sim, pelo autor da narrativa da criação, que supostamente atribui-se a Moisés. Todas as outras passagens que afirmam que Deus criou os céus e a Terra foram declarações feitas por profetas, por salmistas e por alguns escritores do Novo Testamento. Nem mesmo Jesus chegou a afirmar que Deus, o Pai, criou os céus e a Terra.

Apesar de no Antigo Testamento ter alguns textos afirmando que Deus criou os céus e a Terra, isso não foi suficiente para os escritores neotestamentários afirmarem categoricamente que Ele criou todas as coisas. E a prova está na declaração do autor da Carta aos Hebreus, onde ele declara explicitamente que os crentes acreditam que Deus criou o mundo apoiados apenas na fé. E fé cega. Pois, fé não é prova de nada. Crer que algo existe apenas se baseando pela fé, não é prova de nada, não é atitude racional, e sim, loucura de religioso fanático. Se alguém diz que acredita em algo pela fé, tal crença deve ser entendida como uma dúvida e não como uma certeza ou verdade absoluta. Se Paulo diz que os crentes acreditam através da fé que Deus criou os mundos e a Terra, isso mostra que não é prova suficiente o que se fala a respeito de Deus nas páginas do Antigo Testamento.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem. (…) Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:1-3).

A fé até pode ser o fundamento das coisas que se esperam. Mas, afirmar que fé é a prova das coisas que não se veem, aí já é absurdo e tolice de fanático religioso. Repito: fé não é prova nada. Se fé é a prova e certeza de algo que você acredita, então, amanhã vá a uma casa lotérica e jogue na mega-sena, tendo bastante fé que você vai ganhar, e depois me conta.

Há vários tipos de fé: 1) a fé comum, sinônimo de confiança e esperança, que qualquer ser humano possui; 2) a fé que assegura a confiança do crente no perdão de seus pecados e na certeza da salvação; 3) a fé que faz o crente remover montanhas, isto é, a fé que torna uma pessoa otimista, de tal forma que ela consegue realizar o impossível; 4) e a fé cega (ou burra), que faz o crente acreditar em coisas que não tem certeza se existe. É a respeito dessa fé que estou falando. Quem faz uso da fé cega não está agindo racionalmente, não está fazendo uso 100% da sua racionalidade. A pessoa se deixa levar por paixões religiosas e se torna cega, a tal ponto de pautar o seu viver por crendices tolas.

Mateus 17:20
“Disse-lhes ele: Por causa da vossa pouca fé; pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível”. [Este é o 3º tipo de fé].

Eu acredito em Deus, mas num Deus que se pode explicar, num Deus possível de existir. Agora, quem acredita num Deus que não se explica é um fanático religioso, louco e tolo. Não acredito em Deus da forma como 99% dos crentes acreditam porque faço 100% uso da minha racionalidade, e não me deixo levar por fanatismo religioso e tolice. Procure ler os textos do meu blog para saber o que penso sobre Deus.

FALANDO A RESPEITO DA CRIAÇÃO DA TERRA

A minha teoria sobre do que se trata a narrativa do capítulo 1 de Gênesis é imbatível. Até agora não li e não soube sobre outro estudante da Bíblia ou teólogo que tenha tido ideia semelhante à minha a respeito da narrativa da criação em Gênesis 1. O que li é que certo escritor, explicando sobre a existência dos dinossauros, disse que o planeta Terra não foi criado há 6 ou 7 mil anos atrás, e que também não foram criadas todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Esse escritor chegou a cogitar que a Terra estava um caos e vazia por causa da queda de um meteoro na Península de Yucatan, no México, há 65 milhões de anos, que dizimou a maioria dos animais e todos os dinossauros de sobre a terra. Outro escritor disse que a Terra estava um caos devido Deus ter expulsado Satanás do Céu e este lançado na Terra, e corrompido os antigos habitantes. Por causa disso, Deus teve que intervir e destruir tudo, lançando um meteoro sobre a Terra. Porém, eu mesmo já defendi a tese de que os dinossauros foram seres monstruosos criados pelo antigo regente da Terra, chamado de querubim ungido, que se tornou Diabo e Satanás. Deus interviu e destruiu aquelas criaturas monstruosas. Depois, voltou à Terra e criou seres vivos normais.

Tem um escritor fanático que escreveu um texto mirabolante explicando porque Deus não criou a Terra e o mundo num piscar de olhos, já que ele é Todo-Poderoso, mas criou todas as coisas em 6 dias de 24 horas. Considero tal explicação uma grande tolice. Tudo isso é fruto de fanatismo religioso, ignorância e falta de usa pleno da racionalidade. Se é que essa pessoa se acha um ser racional.

A MINHA TEORIA SOBRE A NARRATIVA DA “CRIAÇÃO” DE GÊNESIS É INÉDITA

A narrativa da “criação” de Gênesis não tem características de uma verdadeira obra que surgiu do nada, vinda da parte de um Deus considerado Todo-Poderoso, porque apresenta contrapontos e certos absurdos, se imaginado do ponto de vista cronológico.

Na verdade, a cronologia da criação de Gênesis está corretíssima, mas não explicada do ponto de vista religioso, mas, científico.

A narrativa da criação de Gênesis trata da transição da Terra do último período glacial. O último período glacial terminou entre 12 mil e 40 mil anos atrás. E essa glaciação não durou muitos anos, e também não se deu há 65 milhões de anos, no período do extermínio dos dinossauros. Essa glaciação se deu no tempo do reino dos Atlantes, uma primeira raça de humanos que existiu na Terra e que era controlada pelos deuses caídos há 100 mil anos atrás. Deus teve que destruir o reino dos Atlantes de sobre a Terra porque eles se tornaram civilizados e grandes pecadores, e adoravam e serviam ao querubim caído, Satanás, e não a Ele. Satanás transmitiu todo tipo de conhecimento a esse povo. E o mesmo ele fez, engando Eva e Adão, passando o conhecimento proibido. O reino dos Atlantes foi destruído por um meteoro que caiu sobre o reino que se localizava no meio do atual Oceano Atlântico, e que submergiu sob as águas do mar, tendo restado apenas vestígios desse povo por várias partes do planeta, na América do Sul, na costa da África e na Europa. O antigo escritor grego, de nome Platão, foi o que mais escreveu sobre a existência do povo que habitava na lendária Atlântida. Arqueólogos japoneses encontram vestígios da lendária cidade de Atlântida sob as águas profundas do Oceano Atlântico. E ainda existem várias pesquisas em andamento. Quando Deus criou uma nova raça de humanos (Adão e Eva), nesse tempo ainda existiam os sobreviventes do reino dos Atlantes. Foi desse povo que Caim teve medo ao ser expulso de perto de sua família depois que matou seu irmão Abel. Caim temeu e disse para Deus que seria fugitivo na terra e poderia ser morto por quem o encontrasse. Mas quem poderia matar Caim, se naquele tempo só existia ele e seus pais, Adão e Eva? É óbvio que existiam outras tribos de humanos habitando por perto, por isso Caim temeu ser morto. E para que Caim não fosse capturado e morto, Deus colocou-lhe um sinal. E com certeza esse “sinal” que Deus colocou em Caim foi a mudança da coloração de sua pele, para que se parecesse com a pele dos Atlantes, de tal forma que ele seria confundido como um membro da tribo estranha.

E todo estudante da Bíblia deve saber que existem duas narrativas da criação no início do livro de Gênesis. A primeira narrativa vai do primeiro capítulo até o verso 3 do segundo capitulo. A primeira narrativa Moisés tomou do antigo povo sumério, pois, ele foi educado na corte egípcia e era príncipe, e teve contato com muitos livros e aprendeu sobre história antiga com os sacerdotes dos deuses. Nessa narrativa o nome empregado para Deus é “Elohim”, que significa literalmente “os deuses”.

Na primeira narrativa da criação de Gênesis, Deus cria primeiramente as plantas e os animais, e por último cria o homem. Já na segunda narrativa, que começa em 2:4, Deus cria primeiramente o homem, e só depois as plantas e os animais. Nesse narrativa o nome empregado para Deus é YHW (Jeová ou Javé), e tudo indica que esse texto foi tomado do povo hebreu, ancestrais de Moisés. Porém, há um absurdo nessa narrativa. Tem crente que diz que Deus faz nascer uma flor no galho seco de uma árvore e uma planta no deserto. Mas, em Gênesis 2:5 diz que Deus não teve poder para fazer nascer nenhuma planta porque ainda não tinha feito chover sobre a terra. Ora, quer dizer que Deus só podia fazer nascer as plantas se chovesse? Que Deus Todo-Poderoso é esse? E tem crente bobo que imagina que Deus criou as plantas no 3º dia, tudo num período de 24 horas. O texto é bem explícito e diz que Deus teve que esperar chover sobre a terra para poder fazer nascer as plantas, pois, antes disso, só havia um vapor que subia da terra, e regava toda a face da terra, porém, chuva forte não havia. Isso significa que Deus passou mais de um dia esperando chover para poder criar as plantas. Logo, os dias da criação não foram períodos de 24 horas.

“Eis as origens dos céus e da terra, quando foram criados. No dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus, não havia ainda nenhuma planta do campo na terra, pois nenhuma erva do campo tinha ainda brotado; porque o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, nem havia homem para lavrar a terra. Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente. Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:4-8 – Esse é o início da segunda narrativa da criação).

Existe uma respeitada estudiosa do Antigo Testamento, chamada Ellen van Wolde, da Universidade de Radboud, na Holanda, que defende a tese de que Deus não criou a Terra e os mundos. Ela diz que o verbo “bara” de Gênesis 1:1 não significa “criar algo do nada”, mas significa “separar”. Segundo ela, a frase correta de Gênesis 1:1 é assim: “No princípio Deus separou os céus e a terra”. Em outras palavras, “No princípio os deuses (elohim) separam os céus e a terra”. Isto é, separou as águas e a parte seca, as águas que estavam debaixo e acima do firmamento.

Mas, a minha explicação não é assim. Toda a narrativa da suposta criação de Gênesis bate direitinho com a sequência de acontecimentos que ocorrem durante a transição de um período glacial.

A primeira narrativa da criação de Gênesis foi baseada em informações obtidas dos sumérios. E tais informações os sumérios tomaram do povo descendente dos Atlantes, que sobreviveram à grande catástrofe, vivendo em cavernas, junto com várias espécies de animais e aves. O planeta Terra ficou coberto de cinza vulcânica que tapou toda a luz do Sol, o que ocasionou a glaciação. A Terra ficou toda coberta de grandes geleiras, até os cumes dos montes mais altos. Depois de alguns anos as cinzas vulcânicas começaram a se dissipar e os primeiros raios do Sol começaram a incidir sobre a Terra.

Deus não criou a Terra. Pois, se Deus tivesse criado a Terra, ela não se encontraria num caos, imersa em escuridão. Se Deus é perfeito e Todo-Poderoso, como Ele criaria a Terra em meio ao caos e escuridão? A Terra se encontra nesse estado porque uma grande catástrofe se abateu sobre ela.

“A Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas” (Gênesis 1:2).

Quando o texto diz que Deus viu que a luz era boa, tira toda a sua prorrogativa de onisciente. Que ser onisciente se admira de algo que cria e diz que é algo bom?

Vamos à descrição cronológica de forma sucinta:

1º Dia) No primeiro dia Deus disse “Haja luz, e houve luz”. Ora, na visão ingênua dos sobreviventes que viviam nas cavernas, eram os deuses que tinham criado a luz naquele momento. Mas na verdade, eram os primeiros raios do Sol que surgiram entre as espessas nuvens de cinza vulcânica.

2º Dia) No segundo dia Deus criou a abóbada celeste apoiada sobre fortes colunas (o tal domo ou tampo de vidro transparente e intransponível) e separou as águas que estavam debaixo do firmamento das que estavam por cima do firmamento, e chamou o firmamento de “céu”. Na imaginação dos humanos da pré-história (e até hoje, na visão dos crentes fanáticos), o céu azul é um firmamento curvo sustentado por imensas colunas, e as estrelas são pequenos luzeiros pendurados sob a abóbada celeste para iluminar durante a noite. A Lua é um luzeiro maior, criado para marcar as semanas e os meses. A morada de Deus e dos anjos fica acima desse firmamento, e tal lugar é um mundo espiritual, para onde os crentes fanáticos pensam que vão morar. E Deus, quando está irado, faz trovejar e lança coriscos e chuva de saraivas e granizos sobre a Terra.

3º Dia) Nesse dia Deus separa para um lado as águas que estavam debaixo do céu, e fez surgir o elemento seco. Às águas chamou “mares”, e a parte seca chamou “terra”. Ora, o que foi isso? Nos primeiros meses que os raios do Sol incidiram sobre a Terra, as grandes geleiras começaram a derreter e a parte seca começou a surgir. E na visão dos sobreviventes das cavernas, eram os deuses que estavam criando a terra seca e separando as águas do mar. Ainda no 3º dia Deus fez surgir a relva e toda espécie de plantas. Na visão dos habitantes das cavernas, eram os deuses criando as plantas e a relva na terra que seca. Ora, os habitantes da Amazônia sabem que quando começa a vazante dos rios, as praias começam a surgir, e do nada nascem todo tipo de plantas. Até quando chove no deserto começam a nascer plantas do nada. Foi assim mesmo que aconteceu no terceiro período da transição da última era glacial. As geleiras derreteram e sobre a terra seca começou a nascer toda sorte de plantas.

4º Dia) No quarto dia Deus cria os grandes luminares no firmamento do céu, o Sol, a Lua e as estrelas. Na interpretação do ponto de vista religioso, isso é um absurdo, pois, se Deus só criou o Sol no 4º dia, que parâmetros Ele usou para contar o 1º, o 2º e o 3º dia, visto que é o Sol que marca o período de um dia? Ora, na visão dos habitantes das cavernas, foi só no quarto dia que Deus criou o Sol, a Lua e as estrelas. O que isso significa do ponto de vista científico? Significa que no 4º período de transição da era glacial as nuvens de cinzas vulcânicas tinham se dissipado completamente, e os habitantes das cavernas puderam ver nitidamente o Sol, a Lua e as estrelas, e diferencia o dia da noite. Pois, antes, eles só sabiam o que era a noite, pois, viviam quase em completa escuridão. E na visão deles, Deus havia criado naquele período os grandes luminares do céu.

5º Dia) Veja que nesse dia Deus não cria os animais mamíferos e herbívoros. Nesse dia Deus cria os peixes, as aves do céu, os monstros marinhos (baleias), e todos os seres viventes que se arrastavam (répteis). O que significa isso? Os habitantes das cavernas viram esses animais saindo sobre a terra para se alimentar da relva do campo e viram as baleias e os peixes no mar. Daí eles imaginaram que Deus havia criado esses seres vivos no quinto período de transição da Terra. Mas na verdade, esses animais começaram a sair das cavernas para procurar comida na terra seca. E os animais maiores só saíram no sexto período de transição da Terra.

6º Dia) Somente no sexto dia Deus cria os grandes animais mamíferos e herbívoros. E por último cria o homem (Adão e Eva) para cuidar da terra, dos animais e das plantas.

Então, foi assim que surgiu a história mais antiga da criação. Os primeiros sobreviventes das cavernas morreram e os seus filhos, descendentes que nunca tinham visto a luz do Sol, foram os responsáveis pela narrativa da criação. E eles narravam do ponto de vista que tinham, vivendo nas cavernas. Os sumérios escreveram a história da criação narrada pelos descendentes dos Atlantes, e essa foi sendo repassada para outros povos, até chegar aos egípcios, e finalmente aos hebreus, caindo nas mãos de Moisés.

Não há explicação melhor do que esta para a narrativa da criação de Gênesis.

Todos os créditos e direitos reservados para Miquels7.


Manaus, 01/11/2017.

NOTA:

Este estudo é apenas um rascunho. Demorei cerca de 3 horas para escrevê-lo, e eu mesmo fiz a revisão e correção ortográfica. Não produzi um texto técnico-filosófico-científico. Se eu fosse publicar em um livro um estudo sobre este tema, é claro que o elaboraria de forma técnica, dentro do padrão filosófico-científico, e passaria vários meses pesquisando obras de autores renomados sobre esse assunto, faria anotações de rodapé e no final do livro incluiria as devidas referências bibliográficas.

Para escrever e defender uma tese ou formular uma teoria não é preciso obedecer a rígidos conceitos filosóficos na elaboração dos argumentos. O que vale é a ideia. Para um bom entendedor, meia palavra basta. Outros podem pegar a ideia e melhorar os argumentos, contanto que sejam dados os devidos créditos ao autor original da ideia. Tem pessoas que são formadas no campo filosófico, entendem de todos os pormenores exigidos na elaboração dos argumentos, mas não tem ideias próprias, não têm imaginação e não produzem nada de novo. É tipo a pessoa que se forma em economia, mas na prática não sabe gerir uma empresa ou o próprio negócio.

Veja bem. Quase todos os ensinos teológicos são teorias. Embora os teólogos não admitam que sejam teorias os argumentos em defesa de determinado assunto da Bíblia, mas são teorias. As doutrinas da trindade, do céu, do inferno, da ressurreição, do arrebatamento, da salvação, da justificação, da vida após a morte; e mais as doutrinas de Deus, dos anjos, da divindade de Cristo e doutrina da criação, todas são TEORIAS. E nos argumentos raramente se veem as expressões ‘talvez’, ‘possivelmente’, ‘acredita-se’, etc. Geralmente as doutrinas ou teorias bíblicas dos cristãos católicos e protestantes são tidas como verdades absolutas, pois, dizem que são baseadas na Bíblia, ou seja, têm base bíblica. No entanto, podem até ter base bíblica, mas base científica e racional a maioria delas não têm. E outra coisa. As denominações religiosas que fazem estudos divergentes dos ditos teólogos ortodoxos são tratadas como seitas, e suas doutrinas são tidas como heréticas.

Como minhas teorias sobre determinado assunto polêmico da Bíblia são focadas dentro da razão e da racionalidade, às vezes faço uso da expressão ‘com certeza’. Já quem baseia seus argumentos apenas na fé cega, aí se torna um sacrilégio empregar a expressão ‘com certeza’.

Miquels7.

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02/11/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , , , , | Deixe um comentário

SERÁ QUE EVA FOI ESTUPRADA POR UM ANJO CAÍDO? VEJA UMA EXPLICAÇÃO JAMAIS VISTA NO MUNDO!

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Veja a descrição deste vídeo postado no facebook:

Quer dizer que Eva foi estuprada por um gigante que acionou nela as glândulas sexuais?
Quando penso que já vi e ouvi de tudo, me aparece uma nova…!
Onde estão os exegetas de plantão que podem explicar isso melhor?
Não sei se rio ou se choro?
Ajuda, Jesus!!!!

(https://www.facebook.com/prmarioalberto/videos/10201976870540571/)

MINHA EXPLICAÇÃO

Existe uma vertente teológica de uma igreja, surgida no início do século passado, que ensina a tese de que o pecado de Eva foi resultante de sua traição com um anjo caído, e que desse relacionamento pecaminoso nasceu seu primeiro filho, Caim. Por esse motivo Caim foi uma pessoa de má índole e desobediente, e foi amaldiçoado por Deus, após matar seu irmão Abel. E tal teoria ainda é defendida por diversos teólogos.

Eu particularmente tenho estudado sobre isso, e de tudo que já li, vi indícios de que Eva foi seduzida por um anjo caído. O próprio Livro de Enoch diz que Eva foi seduzida por Azazel, mas não frisa se foi sedução para o ato sexual. Só que essa palavra “sedução” pode significar outra coisa.

Acho que essa sedução se deu para que Eva visitasse o Reino dos Atlantes no meio da Pangea. Pangea era a forma primitiva do planeta Terra, formado apenas por um único continente. O Reino dos Atlantes estava concentrado no meio da Pangea, e o Jardim Santo foi criado ao Oriente do Éden (isto é, do lado Oriental da Terra). Éden (lugar de beleza e descanso) era o antigo nome do planeta Terra. Adão e Eva estavam proibidos de sair dos limites do Jardim Santo. Adão e Eva podiam sair e entrar no Jardim Santo, mas eram proibidos de fazê-lo. Tanto é que, quando pecaram e foram expulsos do Paraíso, Deus colocou querubins na porta do mesmo, para que eles não voltassem para lá. Eva foi seduzida por Azazel e visitou o reino dos Atlantes, e lá ela viu uma grande civilização e pessoas trajando-se de roupas. Foi aí que ela teve a noção de vergonha ao ver que estava nua e os atlantes cobrindo sua nudez com vestes. Ao voltar ao Paraíso, falou do que viu a Adão e passaram a fazer aventais de folhas de árvores para cobrir sua nudez. Agora, se Eva manteve relação sexual com algum atlante, isso eu não posso afirmar.

Para entender essas “coisas absurdas” que disse, acima, você deve ler alguns posts mais antigos publicados neste blog. Procure-os.

Gênesis diz que a “Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal” estava NO MEIO DO JARDIM. Ora, esse “jardim” é o Éden, ou seja, o planeta Terra primitivo, e não o Jardim Santo, localizado na parte oriental do Éden (Terra). Não devemos confundir Éden com o Jardim Santo. Repare que Gênesis diz “jardim do Éden”. Portanto, Éden não era o nome do Jardim Santo. O Jardim Santo (paraíso) é que estava dentro do Éden, o paraíso maior, que era o planeta Terra, como um todo. Será que você entendeu agora? Se não, veja: a Civilização dos Atlantes – que estava no meio do Éden (Pangea) – é que era a Árvore do Bem e do Mal. Alguns eruditos defendem que essa árvore do mal era o próprio Satanás. E os ingênuos, que acreditam em contos de fada, acham que essa árvore não passava de um vegetal maligno com frutos bonitos e venenosos, que causavam uma nudez espiritual instantânea em quem os comesse. Satanás/Lúcifer também pode ser considerado a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, pois, segundo os teólogos tradicionais, ele podia entrar no Jardim Santo. Por essa razão ele conseguiu enganar Eva. O “fruto proibido” seria o CONHECIMENTO PROIBIDO de ser repassado ao homem. Com esse “conhecimento proibido” o homem passaria da condição de “inocente” para civilizado. Mas Satanás ofereceu esse conhecimento proibido a Eva, e que depois repassou para seu companheiro Adão.

Mas analisando cuidadosamente o texto bíblico, posso deduzir que Satanás não podia entrar no Jardim Santo. Ele esperou a oportunidade que Eva saiu das dependências do Jardim Santo para dar o bote. Possivelmente Eva, por curiosidade, saiu da área do Jardim Santo e foi se aventurar em terreno perigoso. Não podemos admitir que Deus criou um Jardim Santo, especial, para Adão e Eva, e tenha colocado um ser maligno para conviver com os dois. Fazer isso seria uma incoerência da parte de Deus. Seria a mesma coisa que Deus construir uma casa para você e dentro desta casa colocar uma serpente ou um ninho de serpente. Você acha mesmo que Deus permitiu que o Diabo convivesse junto com Adão e Eva no Paraíso? Ou será que Satanás achou uma brecha e conseguiu entrar no Jardim Santo? Não seria mais razoável admitir que Satanás estava do lado de fora do Jardim, e que Eva, ao desobedecer o mandamento de Deus, deixou as dependências do Jardim Santo e foi se aventurar em um lugar desconhecido, cheio de perigos?! Por outro lado, tem os que ensinam que Satanás só entrou no Jardim Santo porque se incorporou numa serpente. Se assim foi, essa serpente teria que estar do lado de fora do Jardim Santo e encontrou uma brecha para entrar, levando consigo o Diabo. Mas tal explicação é só para cabeça de crianças ou de pessoas medíocres, que acreditam em contos de fada. “Serpente” foi apenas um nome que o escritor sagrado usou para se referir à pessoa do tentador, Satanás. “Serpente” é o nome esotérico de Lúcifer/Satanás. O Diabo não se incorporou em coisa nenhuma para falar com Eva. Era ele “em carne e osso” quem conversava com Eva. De acordo com a angelologia (doutrina sobre os anjos e sua natureza), um anjo não pode se incorporar em humanos e nem em animais. O que se incorpora em seres humanos são os demônios. E anjo, mesmo sendo caído, não é um demônio. E os demônios não são espíritos de anjos caídos. Lucas 22:3 diz que Satanás entrou em Judas, Iscariotes. Mas temos de deixar a meninice de lado e parar de interpretar textos bíblicos de forma literal. Quando o evangelista diz que Satanás entrou em Judas, queria dizer que foi um demônio que se apoderou da sua mente e do seu corpo, e não que Satanás tenha entrado em Judas literalmente.

Preste atenção e aprenda de uma vez por toda que ÉDEN não era o nome do Jardim Santo ou Paraíso especial que Deus criou para Adão e Eva viverem protegidos. Éden era o nome do planeta Terra, como um todo. O Jardim Santo foi plantado na parte oriental do Éden. Repare que o texto não diz “O ÉDEN FOI PLANTADO NA PARTE ORIENTAL DO ÉDEN”. O Jardim Santo era uma coisa (menor), e Éden era uma coisa muito maior.

“Então plantou o Senhor Deus um jardim, da banda do oriente, no Éden; e pôs ali o homem que tinha formado” (Gênesis 2:8).

Explicar essas coisas para os teólogos tradicionais é a mesma coisa que estar dando papa para criancinhas. É preciso ter paciência e repetir várias vezes, até que entenda.

Note que Gênesis 2:9 diz que tanto a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal como a Árvore da Vida estavam “no meio do jardim”. E Eva confirmou que a árvore maligna estava “no meio do jardim”. Mas, fazendo-se uma análise minuciosa, podemos concluir que essa árvore maligna não poderia estar DENTRO do Jardim Santo, junto da Árvore da Vida. Se o Jardim criado para Adão e Eva era santo, não poderia haver uma árvore maligna dentro desse jardim. A árvore maligna só poderia estar do lado de fora. Quanto a estar “no meio do jardim”, acredito que esse “jardim” seria o Éden, o jardim maior, a Pangea, onde se concentra o reino civilizado dos Atlantes. Já a Árvore da Vida estava no jardim menor, o Jardim Santo.

Na verdade, todas as árvores do Jardim Santo seriam “árvores da vida”, mas que na realidade o Jardim Santo como um todo é que era a Árvore da Vida. A convivência nesse recôndito santo garantia o elixir da vida, a imortalidade. Porém, alguns eruditos acham que a Árvore da Vida era o próprio Senhor Jesus, que sempre visitava o casal no meio do Jardim Santo, e lhes falava os mandamentos de Deus. Enquanto o casal obedecesse as ordens de Deus estariam seguros, e a obediência seria o elixir da vida, a garantia da vida eterna.

“E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal” (Gên. 2:9).

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Há uma incoerência de alguns exegetas tradicionais quando ensinam que Adão e Eva viviam em santidade no Paraíso, só descansando e comendo frutos aprazíveis, sem realizar nenhum trabalho pesado. E que só passaram a trabalhar quando pecaram e foram expulsos do Paraíso. Mas o texto bíblico deixa claro, que apesar de viverem em pureza e santidade no Paraíso, eles tinham o dever de lavrar a terra e cuidar das plantas e dos animais. Deus ordenou a Adão dar nomes aos animais e a todas as árvores que estavam dentro do Jardim Santo. Como bem sabemos, havia árvores e animais em todas as regiões do planeta Terra. E Adão não poderia sair das dependências do Jardim Santo para catalogar a fauna e flora de todas as regiões do planeta.
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“Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar” (Gên. 2:15).

Adão e Eva não estavam presos nas dependências do Jardim Santo. Eles podiam sair e entrar de volta no Jardim Santo. Veja o que diz o texto bíblico:

“22 Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente.
23 O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado.
24 E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gênesis 3:22-24).

A prova de que existia outras pessoas habitando na Terra, além de Eva, Adão e Caim, é o fato de Caim, após ser amaldiçoado por Deus e banido de perto do Jardim Santo, ter dito que quem o encontrasse o mataria. Por isso, Deus colocou uma marca em Caim, para que quem o encontrasse não o matasse. Ora, quem iria matar Caim, se naquele momento do relato bíblico só existiam ele, seu pai e sua mãe? Os primeiros humanos saíram justamente dos lombos de Caim. E de onde Caim achou sua esposa? É claro que só pode ter sido do Reino dos Atlantes. A raça dos atlantes já existia muito antes da raça adâmica. Quem só obtém conhecimento através da Bíblia não pode entender essas coisas. Mas se você estudar os ensinos da TEOSOFIA você vai compreender isso que digo.

“14 Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á.
15 O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse.
16 Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden.
17 Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque” (Gênesis 4:14-17).

MAIS UMA EXPLICAÇÃO SOBRE O MEDO QUE CAIM TEVE DE MORRER

Quando o povo hebreu (povo de Israel) ainda vivia como nômade, quando ainda não havia se estabelecido como nação na terra de Canaã, Deus outorgou vários estatutos para o povo obedecer. Um desses mandamentos era este: “Olho por olho, dente por dente”. Qualquer atentado contra a vida seria punido na mesma moeda. Como o povo de Israel não era uma nação consolidada, uma Estado consolidado, Deus não autorizou construir CADEIAS/PRESÍDIOS para os criminosos cumprirem pena pelos seus crimes. Por essa razão, havia a pena capital para os crimes hediondos, pois não havia locais de punição para os criminosos. E criminosos não podiam ficar sem punição. Como não havia cadeia, a punição era a morte imediata do meliante. As “cadeias/prisões” para criminosos só foram criadas quando Israel se consolidou como nação na Terra de Canaã. Só que essas “cadeias” não eram prisões tipo a que temos hoje. As prisões eram chamadas de Cidades de Refúgio. Foram construídas vilas para alguns criminosos se refugiarem e não morrerem nas mãos dos vingadores.

Quando prevalecia a lei do “olho por olho, dente por dente”, se alguém matasse um membro de OUTRA FAMÍLIA, os parentes da vítima caçavam o criminoso para o matar. Para que a tal pessoa que cometeu homicídio matando um ente de outra família escapasse do “VINGADOR”, essa pessoa tinha que se esconder na “Cidade de Refúgio”, e de lá não podia sair, pois se saísse, com certeza seria morto. Leia sobre isso em Números 35.

“E estas cidades vos serão por refúgio do vingador, para que não morra o homicida antes de ser apresentado perante a congregação para julgamento”.

Agora, veja bem. Não prevalecia a lei do “olho por olho, dente por dente” para quem matasse um membro da própria família. Só havia vingador do sangue se a morte fosse de um membro de outra família.

Voltando agora ao assunto sobre o medo que Caim teve de morrer.

Se Caim matou um membro da própria família, não haveria VINGADOR do sangue do seu irmão. E mesmo, a lei do “olho por olho, dente por dente” ainda nem existia no tempo de Caim. Então, quem seria esse “vingador”? Seria por acaso o seu próprio pai, Adão? ou seria a sua Mãe, Eva?

Portanto, o medo que Caim teve não foi do VINGADOR. Foi de quem?

Veja o que Caim disse:

“14 Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á”.

Como Caim foi banido, ele andaria errante sobre a terra, e o seu medo natural seria o de ser morto por alguma fera do campo ou da floresta, mas não foi isso que ele falou. Ele teve medo de ser morto por outras pessoas.

Caim teve medo de ser morto por outras tribos de seres humanos que haviam na Terra. Deus o expulsou das imediações próximo ao Jardim do Éden. Ele foi expulso de perto dos seus pais. Como ele iria andar vagabundo sobre a Terra, sabia que poderia ser capturado por outra tribo de humanos e com certeza seria morto, por causa da cor de sua pele. Possivelmente Caim era de cor branca. E talvez as outras tribos fossem de cor parda ou escura. Para proteger Caim do risco de captura por outras tribos, Deus colocou-lhe um sinal, uma marca. Acredito que essa marca foi a mudança de cor da pele. Com a marca, Caim seria confundido como um membro das outras tribos e não seria morto. Assim ficou mais fácil para Caim arranjar uma mulher para si de outra tribo.

Repito: Caim não poderia ter medo de morrer pelas mãos de um membro da própria família, pois, naquele momento só havia ele, seu pai e sua mãe na Terra. O seu terceiro irmão, Sete, ainda estava pequeno ou estava por nascer. E mesmo que Sete tivesse muitos filhos, seria difícil um sobrinho de Caim vingar o sangue de Abel.

Duvido que haja no mundo um estudioso da Bíblia que tenha feito uma explicação parecida com esta.

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Falou e disse Miquels7.

16/05/2016 Posted by | CASOS POLEMICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , , , , , , | 2 Comentários

ÉDEN NÃO É O NOME DO JARDIM QUE DEUS CRIOU – ÉDEN É O NOME PRIMITIVO DO PLANETA TERRA

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Recentemente li subsídios da revista do professor de EBD (Escola Bíblica Dominical) e percebi que tem comentaristas se utilizando de informações novas sobre interpretação do capítulo 1 de Gênesis. Na verdade, está havendo certo roubo de interpretações apologéticas da Bíblia publicadas em artigos na internet, pois quem as utiliza, não cita a fonte. Valem-se de informações preciosas de textos publicados, mas não sentem nenhum constrangimento em usar o “ctl + c” e “ctl + v” para usá-las como se fossem produzidas de seu próprio punho e intelecto.

Todos os teólogos e escritores evangélicos, tradicionais, são quase unânimes quanto à interpretação dos primeiros capítulos do livro de Gênesis. Mas, tenho observado que alguns têm defendido ideias até pouco tempo rejeitadas.

Fui o primeiro cristão evangélico, aqui na internet, a afirmar que Deus não criou o Universo; e que também, não criou o planeta Terra. Fui, também, o primeiro a afirmar que Deus não é onisciente nem onipresente, e que Ele NÃO ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO. Todo crente que se preza, afirma categoricamente que Deus é onisciente (sabe de tudo, até dos nossos pensamentos) e onipresente (que está em todo lugar, ao mesmo tempo). Quanto a esta minha tese apologética, será dificílimo alguém aceita-la, apoiá-la ou copiá-la, pois vai contra o senso-comum de 99,9% dos crentes. Quanto aos ateus apoiá-la, nem se cogita, pois eles negam a existência de qualquer divindade.

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Se alguém acha que estou ofendendo a Deus por dizer que Ele não é onisciente, e que sou mais estúpido que os ateus, olha só o que tenho a dizer aos que se dizem crentes e acreditam que Deus é onisciente, e que sabe até dos nossos pensamentos! A pior ofensa a Deus é a hipocrisia.

Não existe gente mais hipócrita neste mundo do que o crente. Sabe por quê? Porque o crente acredita que Deus é tudo, que Deus é onipresente, onipotente e, acima de tudo, onisciente, isto é, que sabe de todas as coisas, e que está em todos os lugares ao mesmo tempo nos observando e até lendo os nossos pensamentos, MAS, apesar de saber de tudo isso, o crente pratica um monte de coisas erradas durante o dia, tudo NA PRESENÇA DE DEUS. O crente mente; o crente peca por pensamento; o crente engana até o pastor, dentro da igreja, na hora de dar o dízimo; o crente compra CDs piratas; o crente faz gatos na ligação de água ou luz; o crente conta piadas indecentes NA PRESENÇA DE DEUS; outros crentes veem revistas pornô ou assistem a vídeos pornográficos escondidos no quarto, porém, NA PRESENÇA DE DEUS; outros assistem vídeos pornô na internet escondidos no quarto. O crente mente na presença de Deus quando um mendigo lhe pede uma esmola, mas ele diz que não tem nenhuma moeda, mas sua carteira está cheia de notas graúdas. O crente diz que é 100% Jesus, mas é fã de certos cantores gospel, e outros são torcedores fanáticos de time de futebol. Se na hora do jogo de seu time predileto tiver marcado um culto, ele prefere assistir ao jogo a ir ao culto. O pastor ensina que é pecado o jovem se masturbar, mas até ele mesmo se masturba. O crente faz um monte de coisas erradas NA PRESENÇA DE DEUS, mas ele não sente um pingo de remorso, medo ou constrangimento. O crente faz de tudo para que os irmãos ou outras pessoas não descubram seus podres, mas ele não sente um pingo de medo de Deus, que está vendo tudo o que está fazendo de errado. Se você é crente e acredita que Deus é onisciente, e que sabe de tudo, até dos nossos pensamentos, mas pratica grande parte dessas coisas erradas que citei, então você é um grande hipócrita. E dificilmente Deus salvará um hipócrita. Agora, compare quem é pior: eu, por dizer que Deus não é onisciente, ou você, que é crente, mas que pratica um monte de coisas erradas NA PRESENÇA DE DEUS, sem nenhum constrangimento?

Se sou honesto e vivo em retidão na presença de Deus e dos homens, sou e faço isso por pura convicção e vontade própria, e não por medo de que Ele esteja me espionando e até lendo os meus pensamentos. A maioria dos crentes diz que “teme” a Deus, mas o temem por medo de que Ele esteja vendo tudo o que fazem de certo ou errado, e não por convicção própria.

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Também fui um dos primeiros (se não o primeiro) a formular uma tese diferente sobre o relato da criação no primeiro capítulo de Gênesis. Só que tem gente pegando galho na minha tese e usando tais ideias como se fossem suas.

Alguns intérpretes renomados já haviam defendido a tese de o planeta Terra estar um “caos”, conforme Gênesis 1:2, devido à catástrofe causada pela queda de um meteoro, que destruiu o reino de Lúcifer, e que também causou a extinção dos dinossauros. Porém, os apologistas não foram mais além do que isso com essa teoria.

Dizem alguns apologistas que existe um intervalo de milhões ou bilhões de anos entre o versículo 1 e 2 de Gênesis.

“1. No princípio criou Deus (Elohim) os céus e a Terra. 2. A Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”.

Vou tentar desvendar alguns mistérios ocultos sobre o começo da humanidade.

E o primeiro caso a retratar será o da ordem da criação, nos capítulos 1 e 2 de Gênesis.

Todo bom estudante da Bíblia, seminarista e teólogo neófito (teólogo recém-formado) precisa entender uma coisa: Existe uma clara contradição sobre a ordem da criação nos dois relatos de Gênesis. O crente quando lê o Gênesis não percebe as incoerências e contradições dos dois relatos da criação porque ele já vem com a mente condicionada, achando que tudo que lá está escrito é inspiradíssimo por Deus, e que nada está errado, e que não se deve questionar, pois a Bíblia é a Palavra de Deus, inspirada.

Quando você sair desse mundinho de lavagem cerebral, cuja mente os fanáticos religiosos condicionaram com ensinos fantasiosos, conhecerás a verdade e a verdade te libertará. Isso que estou falando não é muito diferente do caso de Adão e Eva vivendo com a mente condicionada, presos em um Paraíso, do qual não podiam se afastar, nem desobedecer às ordens de Deus. Você, que é um religioso fanático, precisa sair da caverna da ignorância e lavagem cerebral e vir para fora, para ter uma nova visão de mundo. Depois que você ler os relatos, a seguir, você terá uma nova compreensão da vida, da existência e do mundo.

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HÁ DOIS RELATOS DA CRIAÇÃO EM GÊNESIS

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08/10/2015 Posted by | ARQUEOLOGIA, CASOS POLEMICOS, CATÁSTROFES, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , , | 5 Comentários