MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Blog com mensagens e artigos diferentes sobre Deus e a Bíblia

O JESUS CRISTO INVENTADO PELA ICAR E ADOTADO PELOS PROTESTANTES É UM VERDADEIRO ANTICRISTO

Texto de Miquels7
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Falso cristo - essa foi no olho dos falsos cristãos

“O nascimento de Jesus é, hoje em dia, o negócio que mais dinheiro dá aos mercadores que Jesus tinha expulsado do templo” (Eduardo Galeano).

Pinheiro e Neve - Árvore

“Porque d’Ele fizeram um Rei potente, enquanto que Ele vive entre nós como um pobre”.

O Jesus Cristo propagado pela Igreja Católica Romana e que foi adotado pelos protestantes não é o mesmo retratado nos quatro evangelhos e nas epístolas do Novo Testamento.

O Jesus da Igreja Católica e Protestantes 1O Jesus da Igreja Católica e Protestantes 2O Jesus da Igreja Católica e Protestantes 3O Jesus da Igreja Católica e Protestantes 4O Jesus da Igreja Católica e Protestantes 5 - CopiaO Jesus da Igreja Católica e Protestantes 6 - Copia

A Igreja Católica transformou o Jesus da Bíblia em um deus igual o Deus Todo-Poderoso, e ainda criaram uma bela imagem para ele, com cabelos lisos e longos, e olhos azuis, e também inventaram um dia para comemorar o seu aniversário, o Natal, 25 de dezembro.

O verdadeiro Messias prometido de Israel não seria um Deus, nem é Deus igual o Pai, porque isso seria uma blasfêmia. O Jesus dos evangelhos nunca se proclamou Filho de Deus, antes se autodeclarava Filho do Homem. Nunca teve por usurpação ser igual a Deus nem reivindicou adoração para si. Antes, disse: “Só ao teu Deus adorarás, e só a Ele servirás”. Mas a ICAR o transformou em um deus, e para justificar tamanha heresia tiveram que inventar a herética doutrina da trindade. Jesus disse que não era onisciente e que não sabia o dia da sua segunda vinda. Mas, os teólogos trinitarianos alegam que Jesus é Deus e que, portanto, mentiu ao dizer que não sabia o dia da sua volta.

Por causa disso, a maioria dos cristãos não pratica o que o verdadeiro Cristo ensinou, e fazem exatamente o contrário.

Jesus não veio para salvar os ricos e abastados, nem veio salvar os líderes religiosos e os doutores da lei.

Jesus veio pela causa dos pecadores, dos pobres e dos oprimidos; veio por causa dos doentes e desvalidos, dos esquecidos pelo poder público e desprezados pelos próprios religiosos que deviam fazer alguma coisa para lhes aliviar o sofrimento. Jesus sempre conviveu com as pessoas mais necessitadas, doentes e oprimidas. Ele convivia com as pessoas discriminadas e excluídas da sociedade.

Porém, os cristãos que adoram o falso Jesus, não seguem e não praticam os principais mandamentos do verdadeiro Jesus. O falso Jesus é o deus dos que procuram obter riquezas e prosperidade material para esta vida. Eles pouco se importam com seus semelhantes necessitados e pobres. Durante os festejos de Natal eles compram presentes para os familiares, fazem uma grande ceia para comemorar o dia do deus Sol Invictus, o deus favorito dos romanos, e coletam alguns quilos de alimentos para oferecer aos necessitados, mas é só de fachada, pois, no resto do ano eles viram as costas para os pobres e necessitados. Eles se afastam das pessoas excluídas da sociedade, e ainda julgam, afirmando que elas estão naquela condição porque são pecadoras e não aceitam o falso Jesus que eles pregam.

Mitra - Deo Solis Invicti dos RomanosMitra - Deus Sol dos Persas

Papa com mitra 1Papa com mitra 2Mitra mariana 2Dies natalis solis invicti

“O dia 25 de dezembro nada tem a ver com o nascimento de Jesus. Cristãos romanos aproveitaram uma importante festa pagã que ocorria nessa época do ano e a cristianizaram. A festa pagã natalis solis invicti (“nascimento do sol invencível”) era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações ocorriam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. O solstício não tem data fixa. No hemisfério Norte, ele acontece próximo de 22 de dezembro e pode cair até no dia 25. Em 274 depois de Cristo, o imperador romano Aureliano oficializou o dia 25 de dezembro como data de festejar o sol”. (Fonte: Internet)

Os adoradores do falso Cristo buscam riquezas materiais para esta vida; buscam carros, mansões, muito dinheiro para viajar e esbanjar em turismo no exterior. Eles se tornam egoístas, vivem do bem e do melhor, e ainda reclamam do deus deles quando têm alguma perda, algum prejuízo, ou quando não conseguem prosperar financeiramente.

Os líderes religiosos que propagam o falso Cristo são ricos, e nunca se fartam; exploram a fé dos fiéis dia e noite. Suas igrejas são lotadas de crentes de vida boa, bem empregados, que doam muitas ofertas e gordos dízimos para enriquecimento ilícito, ou quando não, para construir templos suntuosos e luxuosos.

Hoje, véspera de Natal, os shoppings centers estão lotados desses adoradores do falso Cristo, buscando presentes e comprando preparativos para os banquetes e as bebedeiras. O falso Jesus deles foi até trocado pela figura do Papai Noel. Para suas festas e banquetes é convidada apenas gente importante. A gentalha não pode nem chegar perto.

Árvore de Natal do falso CristoCeia de Natal 1Papai Noel do MalPapai Noel inventado pela Coca-Cola

O verdadeiro Jesus Cristo ficou relegado ao esquecimento, e suas instruções, seus mandamentos de nada valem, principalmente nos dias de hoje.

“Dá a quem te pedir, e não voltes as costas ao que quiser que lhe emprestes” (Mateus 5:42).

“Ele, porém, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo?
Jesus, prosseguindo, disse: Um homem descia de Jerusalém a Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. Casualmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. De igual modo também um levita chegou àquele lugar, viu-o, e passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão; e aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe, pois, Jesus: Vai, e faze tu o mesmo” (Lucas 10:29-47).

“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam” (Mateus 6:19-20).

“Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Mas o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste; porque possuía muitos bens. Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus. E outra vez vos digo que é mais fácil um camelo passar pelo fundo duma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:21-24).

“Disse também ao que o havia convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem os vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso retribuído. Mas quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos; e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que te retribuir; pois retribuído te será na ressurreição dos justos” (Lucas 14:12-14).

Qual o cristão rico e abastado que pratica esses ensinamentos do verdadeiro Cristo? Nenhum. Porque o Jesus que ele segue é um anticristo.

O texto de II Coríntios 9:7-10, que os pastores mercenários costumam ler nos cultos de doutrina para pedir ofertas e dízimos dos fiéis, faz referência a oferta para os pobres e necessitados, e não para o pastor ou para manutenção do templo. O versículo 9 deixa bem claro para que se destinava a contribuição que Paulo estava pedindo aos coríntios.

“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (II Cor. 9:7-10).

“O nascimento de Jesus é, hoje em dia, o negócio que mais dinheiro dá aos mercadores que Jesus tinha expulsado do templo” (Eduardo Galeano).

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Você sabe onde está Jesus?
Ele está mais perto do que você imagina!
Música: Seu nome é Jesus Cristo
Autor: Anônimo
Intérprete: Padre André Luna
O texto do hino, abaixo, se baseia em Mateus 25:31-46

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Seu Nome é Jesus Cristo – Pe. André Luna

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SEU NOME É JESUS CRISTO

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As vezes quando estamos por aí nas ruas, no supermercado ou lá no centro fazendo compras Deus envia alguma pessoa carente, um pobre, um mendigo para cruzar o nosso caminho a fim de provar a nossa fé e o nosso amor pela causa do Evangelho. E na maioria das vezes nos esquivamos de ajudar essas pessoas. Qualquer pessoa que aparecer lhe pedindo alguma coisa é Jesus que está naquela pessoa provando a sua fé.

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Miquels7

23/12/2017 Posted by | FESTAS CRISTÃS, MENSAGENS ESPECIAIS | , , , , , , | Deixe um comentário

NATAL – A FESTA PAGÃ QUE SE TORNOU CRISTÃ

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Enfeitar uma árvore, iluminar as casas e as ruas, trocar presentes, reunir a família e os amigos ao redor de uma farta ceia: são apenas algumas características do Natal herdadas de tradições pagãs muito mais antigas do que o próprio Cristo; leia reportagem especial de Luis Pellegrini, editor da revista Oásis sobre as origens da celebração.
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24 de Dezembro de 2013 às 14:45

FONTE: Revista Oásis 

Por: Luis Pellegrini

Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e “cristianizaram” a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. Aquela festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti (“nascimento do sol invencível”), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa – ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25. 

A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. “Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que ele não nasceu em 25 de dezembro”, afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. “Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em dezembro”, diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno. 

O Natal como dia do nascimento de Jesus Cristo surgiu em tempos bem mais recentes, ao redor do século 4 da nossa Era. Até então, essa era a data de algumas das mais importantes celebrações do calendário pagão. Tudo surgiu devido às muitas dúvidas relacionadas ao dia correto do nascimento de Jesus. Até hoje não existem referências históricas precisas capazes de atestar essa data. Os próprios Evangelhos, surgidos 3 ou 4 séculos depois da sua morte, não fazem nenhuma referência nem ao dia, nem ao mês, nem ao ano em que o Senhor apareceu na Terra. 

Nos primeiros séculos de sua existência, a jovem comunidade cristã não festejava o nascimento de Jesus. Com o transcorrer das décadas e dos séculos, à medida em que a Igreja crescia e ganhava poder, surgiu a necessidade de conter e integrar os cultos pagãos – ainda muito numerosos na Europa e no Oriente Médio – e de englobá-los no seio da organização cristã. Celebrar solenemente o dia do nascimento de Jesus foi uma das muitas medidas implementadas nesse sentido. 

No início, as datas mais disparatadas foram escolhidas para as comemorações: 6 de janeiro, 25 de março, 10 de abril, 29 de maio. A Igreja do Oriente se decidiu afinal pelo dia 6 de janeiro que era, para os gregos, o dia da Epifania (aparição) do deus Dionísio. A Igreja do Ocidente escolheu oficialmente a data de 25 de dezembro em meados do quarto século depois de Cristo. O objetivo da eleição era fazer coincidir o nascimento de Jesus com as festividades do solstício de inverno e do nascimento do Sol, fenômenos celebrados há tempos imemoriais pelos povos europeus. 

Em ambos os casos, tudo que o cristianismo fez foi incorporar no seu próprio calendário de celebrações as tradições populares pré-existentes.

Os doutores da Igreja, na verdade, perceberam que os próprios cristãos manifestavam forte inclinação para aqueles festejos pagãos, e seria muito difícil desviá-los dessa tendência. Melhor seria trazer os cultos pagãos para dentro da Igreja, e dessa forma melhor controlá-los. Ficou assim estabelecido que a Natividade seria solenizada naquele dia e a Festa da Epifania no dia 6 de janeiro. Essa origem pagã da festa de Natal é reconhecida inclusive por Santo Agostinho, que exortava seus irmãos cristãos a não celebrarem o Sol naquele dia solene, como faziam os pagãos, e sim celebrarem “Aquele que tinha criado o Sol”. 

Essa mesma tática deu origem a muitas outras festas do calendário cristão, entre elas a Páscoa, as festas juninas, o Dia dos Mortos e o de Todos os Santos – todas elas eram festividades pagãs que foram incorporadas pela Igreja.

Ao redor do ano 1100, o Natal se tornara a festa religiosa mais importante em toda a Europa. Sua popularidade cresceu até a Reforma, quando muitos cristãos começaram a considerar o Natal uma festa pagã. Na Inglaterra e em algumas colônias americanas foi inclusive considerada manifestação fora da lei. Mas isso durou pouco. Logo o Natal reconquistou o primeiro posto entre as celebrações cristãs, sendo até hoje a festa mais amada. 

No Natal, a festa cristã se entrecruza com a tradição popular de origem pagã. Antes do Natal cristão, existia a Festa do Fogo e a do Sol, pois essa época do ano é a do solstício de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano no hemisfério norte. A partir dessa data (ao redor do dia 22 de dezembro) as horas de luz começam a ser mais longas a cada dia.

Essa inversão astronômica da rota solar constitui o cerne da questão para todo aquele que deseja compreender o real por quê da escolha de 25 de dezembro como data do nascimento do Cristo. Essa inversão trará de volta a primavera dentro de 3 meses. Quase todas as culturas antigas festejavam o evento. Todas as atividades humanas (caça, pastoreio e agricultura) eram ligadas ao fim do inverno e ao alternar-se das estações. Nos meses mais frios as pessoas permaneciam trancadas em casa, consumindo o alimento acumulando durante o ano, na esperança de que as reservas fossem suficientes. Superar a metade do inverno era, portanto, motivo de regozijo e de esperança de sobrevivência. 

A festa do solstício cai no período entre 21 e 24 de dezembro por um simples motivo astronômico: nessa fase, aos olhos de um observador ou de um astrônomo, o sol parece ficar parado no horizonte, para depois inverter sua rota e retomar seu movimento em direção à primavera a partir do dia 25 de dezembro. Dessa mesma origem deriva uma importante festa da Roma Antiga, celebrada a 25 de dezembro, a festa dedicada ao deus Mitra, divindade solar muito cultuada pelos soldados e pelas populações das zonas de fronteira. A grande Festa do Sol, na mesma data, tinha a característica de integrar as religiões das diversas populações europeias sob o domínio do vasto império romano. Quase todas elas celebravam a 25 de dezembro o solstício de inverno. A festa era muito parecida às atuais celebrações do Natal cristão, com ritos coletivos e festas familiares.

Na Roma Antiga festejavam-se as Saturnálias em homenagem a Saturno, deus da agricultura. Era um período de paz e de recolhimento (meio do inverno), quando as pessoas trocavam presentes, e amigos e familiares se reuniam em suntuosos banquetes. Os celtas, outra etnia majoritária na Europa naqueles tempos, festejavam por seu lado o próprio solstício de inverno. 

No ano 274 depois de Cristo, o imperador Aureliano decidiu que no dia 25 de dezembro fosse festejado o Sol. Disso deriva a tradição do “tronco natalício”, grande pedaço de madeira que nas casas deveria queimar durante 12 dias consecutivos e deveria ser preferivelmente de carvalho, madeira propiciatória. Dependendo do modo como ela queimava, os romanos faziam presságios para o futuro. Nos dias de hoje, o tronco natalício se transformou nas luzes e velas que enfeitam e iluminam as casas, árvores e ruas.

E a onipresente árvore de Natal? Também ela pertence à tradição pagã europeia. A imagem da árvore (especialmente as que são perenemente verdes, resistentes ao inverno, como os pinheiros) constitui um tema pagão recorrente, céltico e druídico, presente tanto no mundo antigo quanto no medieval, de onde foi assimilado pelo cristianismo. A derivação do uso moderno dessas tradições, no entanto, não foi provada com certeza. Ela remonta seguramente pelo menos à Alemanha do século 16. Ingeborg Weber-Keller (professor de etnologia em Marburgo) já identificou, entre as primeiras referências históricas da tradição, uma crônica de Bremen de 1570, segundo a qual uma árvore da cidade era decorada com maçãs, nozes, tâmaras e flores de papel. A cidade de Riga, na Letônia, é uma das que se proclamam sedes da primeira árvore de Natal da história (em Riga existe inclusive uma inscrição escrita em oito línguas, segundo a qual “a primeira árvore de fim-de-ano” foi enfeitada na cidade em 1510).

29/12/2013 Posted by | COMEMORAÇÕES, CRISTIANISMO EM CRISE | , | Deixe um comentário

O HOMEM QUE ROUBOU O NATAL DE JESUS

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O homem que roubou o Natal de Jesus

No shopping próximo à minha casa, o tema da decoração de Natal é “a floresta encantada de Papai Noel”. Juro que procurei entre as folhagens de plástico, as girafas de pelúcia e os chimpanzés músicos para ver se o achava, mas não encontrei Jesus. Nada de Maria, José, do anjo, dos reis Magos e das cabras, bois e vacas. Nada que se assemelhasse a uma manjedoura. Enfim, nada de Natal na decoração de Natal.

Fiquei pensando quando foi que o menino Jesus deixou de ser protagonista de sua própria festa de aniversário. Jesus, o profeta a quem, pelo menos nas estatísticas, um terço da humanidade dedica sua fé, faz uma ponta no Natal hoje em dia. A figura central, a grande estrela da maior festa do mundo cristão é um velho barbudo de aparência nórdica que só criancinhas acreditam que exista. E, aparentemente, ninguém está nem aí.

O Natal é uma verdadeira cilada. TVs, jornais, familiares, tudo conspira para que você se sinta tomado pelo “espírito natalino”, que se traduz em: se meter em shoppings abarrotados de gente para comprar coisas que sairiam pela metade do preço no mês seguinte. Mesmo que você não queira participar, é obrigado a seguir o fluxo porque não quer que seus filhos cresçam traumatizados por não ganhar presente quando todo mundo recebe –do Papai Noel, claro, aquele gordinho que espera o ano todo por este bico, suarento debaixo da roupa vermelha e da barba branca em pleno verão brasileiro.

Aliás, a disparidade entre o que se construiu como “Natal” no hemisfério Norte e a realidade dos trópicos é um mico à parte. Bonecos de neve de feltro, de gorro, cachecol e cenoura no lugar do nariz, se espalham pelo País e tomam de assalto até as repartições públicas, enquanto as secretárias se abanam de calor. O “jeitinho” brasileiro se desdobra para recriar a atmosfera gélida, condição sine qua non para que o “espírito natalino” baixe, e dá-lhe neve de pipoca, de isopor, de algodão… Tenho certeza que nunca seremos uma nação de fato enquanto precisarmos macaquear um clima que não é nosso para conseguir algo tão singelo quanto o congraçamento familiar.

Não conheço nenhuma festa religiosa no mundo cujas principais manifestações sejam gastar muito dinheiro, comer para caramba e encher a cara. A festa máxima dos cristãos é a festa religiosa mais capitalista do planeta. E olhem que a mensagem de Cristo era o exato oposto. Não foi o filho de Deus quem expulsou os vendilhões do templo? Não foi ele quem disse que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”? Quer mensagem menos capitalista do que esta?

Mas falar dessas coisas é querer estragar a festa, quebrar a “magia” do Natal –muito embora a única visível seja o mágico tilintar das caixas registradoras. Para o comércio, a data é uma bênção. Para as igrejas, o mundo do dinheiro nunca foi exatamente um incômodo e pode, afinal de contas, render belos donativos. Tampouco parece ser um empecilho que os fiéis gastem todo o 13º salário e se endividem em compras, porque depois engrossarão as fileiras dos que procuram as casas de Deus em busca de conforto não para os flagelos da alma, mas do bolso.

Tem igrejas pentecostais que vivem disso, de oferecer aos crédulos a superação das dívidas financeiras e o sucesso econômico através do poder de Deus. De que lhes serviria abrir os olhos dos fiéis e pregar que o Natal não é sinônimo de gastança? Deixa quieto, Papai Noel é bem mais conveniente que Jesus, até porque não fere suscetibilidades. Sem essa de rico não poder entrar no reino dos céus: seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem, não é mesmo? “Compre, compre. Ho, ho, ho”.

Meu lado cristão (de formação) se revolta de ver que o Natal se transformou nessa pseudo festa religiosa, vazia de significado espiritual. Em vez de se incomodar com a vida íntima do próximo, de tentar interferir na orientação sexual do semelhante ou de se empenhar em lutas surreais como a cruzada contra a proteção da camisinha, as igrejas cristãs deviam se dedicar a repensar sua festa mais importante. Se os cristãos fossem de fato cristãos, tinham de estar preocupados que o nascimento de Jesus perdeu o lugar para o consumismo que o Papai Noel representa. Tentar resgatar a mensagem do Natal: esta, sim, seria uma luta de fato agregadora, digna da data e do aniversariante.

Dá para começar em casa, montando o presépio com as crianças como aconteceu no passado e, no mínimo, explicando a elas que o dono da festa não é o Papai Noel, que não é por causa dele que o Natal existe. Quantos cristãos fazem isso?

Boas festas a todos.

FONTE: Socialista Morena

Publicado em 24 de dezembro de 2012

23/12/2013 Posted by | COMEMORAÇÕES, REFLEXÃO | , , | 1 Comentário