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JOSÉ SARAMAGO QUERIA SABER POR QUE DEUS ACEITOU O SACRIFÍCIO DE ABEL E REJEITOU O DE CAIM, E EU EXPLICO

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Saramago questiona, dizendo: “Por que Deus aceitou o sacrifício de Abel e rejeitou o sacrifício de Caim? Por quê? Deem as voltas que quiserem, não há teólogo no mundo que explique isso”.

José Saramago 2

Outras declarações polêmicas de José Saramago:

“Deus…, onde está? Antigamente diziam que ele está no céu. Mas o céu não existe; não há céu. Céu…, o que é o céu? É um espaço, e tem treze milhões de anos-luz. Imagina… Os limites do Universo encontram-se há 13,7 milhões de anos-luz. Onde está Deus?” (José Saramago).

“Deus, segundo a Bíblia, fez o Universo em seis dias e descansou ao sétimo, até hoje, e nunca mais fez nada”.

“Antes da criação do Universo Deus não fez nada; não consta [na Bíblia]. Um dia, não se sabe por que, decidiu criar o Universo; também não se sabe por que e nem para quê”.

“O Deus da Bíblia não é fiável, não há como ter confiança nele. Quando ele choveu fogo em Sodoma para castigar os homens que gostavam de outros homens e não de mulheres, Abraão arranca dele a promessa de que se houver em Sodoma 10 inocentes, Deus não queimaria Sodoma. Mas, ele queima Sodoma. Não foi contar os inocentes, se havia menos ou se havia mais. E parece que todo mundo se esqueceu de dado tão simples como as crianças. As crianças de Sodoma arderam tal como todos que ali estavam, e elas não tinham pecado”.
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Veja alguns vídeos com declarações polêmicas de José Saramago:

1) José Saramago, o único prêmio Nobel da Língua Portuguesa, fala de estranhas e inexplicáveis atitudes de Deus.

2) José Saramago, escritor português ganhador de Prêmio Nobel de Literatura de 1998 , fala sobre a Bíblia e sobre Deus.

3) O único Prêmio Nobel da Língua Portuguesa fala da Igreja Católica, de Deus e da morte.

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Saramago desafiou os teólogos a explicar por que Deus não aceitou a oferta de Caim. E minha missão aqui é tentar resolver esse desafio.

QUEM FOI JOSÉ SARAMAGO?

José Saramago - Escritor Português

Segundo a Wikipédia, “José de Sousa Saramago GCoISE (Azinhaga, Golegã, 16 de novembro de 1922 – Tías, Lanzarote, 18 de junho de 2010) foi um escritor português. Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. A 24 de Agosto de 1985 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e a 3 de Dezembro de 1998 foi elevado a Grande-Colar da mesma Ordem, uma honra geralmente reservada apenas a Chefes de Estado. (…) Saramago faleceu no dia 18 de Junho de 2010, aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica. O escritor estava doente havia algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida. O seu funeral teve honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa. As cinzas do escritor foram depositadas aos pés de uma oliveira, em Lisboa em 18 de junho de 2011”.

A obra de José Saramago é vastíssima, entre romances, crônicas, peças teatrais, contos e poesia. Acesse o link, abaixo, para conferir todas as obras e prêmios em que foi agraciado.

https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Saramago

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RESPONDENDO AO QUESTIONAMENTO DE JOSÉ SARAMAGO

Vejamos primeiramente o texto sobre as ofertas de Abel e de Caim:

“Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão. Tornou a dar à luz a um filho-a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra. Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante. Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar. Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou. Perguntou, pois, o Senhor a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Respondeu ele: Não sei; sou eu o guarda do meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra. Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha punição do que a que eu possa suportar. Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á. O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse. Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden” (Gênesis 4:1-16).

Caim mata Abel

Será que nesse episódio da morte de Abel a primeira maldição sobre a terra proferida por Deus não surtia efeito sobre Caim, pois, agora Ele diz que “quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força?” Deus já tinha amaldiçoado a terra, quando diz a Adão que “maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás” (Gên. 3:17-19). O que dá a entender é que essa maldição proferida sobre Adão não surtia efeito sobre Caim até o momento de ele matar seu irmão Abel.

Mas, vejamos. Desde os tempos mais primitivos, os deuses sempre primaram em receber oferendas de sacrifícios humanos e sacrifícios de animais. Dizem alguns estudiosos que os deuses eram sedentos de sangue. Ofertas ou sacrifícios de frutos e cereais da terra não era bem aceitos e requisitados pelos deuses.

E os deuses eram caprichosos. Eles não aceitavam qualquer animal do rebanho. Eles exigiam em sacrifício os primogênitos dos animais e dos próprios seres humanos. Por essa razão que Deus exigiu em sacrifício o filho primogênito de Abraão para provar a sua fidelidade. Deus fez isso porque Abraão era de Arã, terra dos caldeus, e lá era comum a oferenda de sacrifícios humanos para os deuses. Apesar de Abraão não ter consumado o sacrifício de seu filho exigido pelo Deus Yavéh, mas essa era a regra naquele tempo.

Será que Deus não aceitou a oferta de Caim porque ele queria sentir o cheiro suave de sangue derramado, isto é, sacrifícios de animais, assim como seu irmão Abel havia oferecido? Abel ofereceu animais do seu rebanho, derramou sangue, por isso Deus aceitou a sua oferta. Caim ofereceu uma oferta dos frutos de sua plantação, cereais da terra, mas Yavéh não quis aceitar. Será que naquele tempo Deus estava aceitando somente sacrifícios de animais?

Deus questiona Caim, dizendo “Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar”. O que vejo neste questionamento de Deus é que parece que Caim estava revoltado com alguma coisa. O que seria então? Será que Caim queria porque queria que Deus aceitasse a oferta dos frutos de sua plantação queimada sobre o altar, mas ele não aceitava, porque queria sacrifícios de animais? Talvez Caim quisesse inovar na oferta, imaginando que, se Abel oferecia a Deus as primícias do fruto do seu rebanho de ovelhas, por que não poderia receber do fruto de sua plantação? Ou talvez Deus o tenha orientado a fazer uma troca com seu irmão, a fim de que adquirisse um animal para oferecer em sacrifício, e ele não tenha gostado. Daí talvez o motivo da sua indignação.

Oferta de Abel e de Caim

Os primeiros sacrifícios oferecidos a Yavéh pelos humanos sempre foram de animais. A lei da oferta de cereais sobre o altar só foi ordenada muito tempo depois, quando os israelitas deixaram o Egito, e quando Yavéh estabeleceu a Páscoa e os sacrifícios dos primogênitos tanto dos animais quanto dos humanos.

Depois do sacrifício de Abel, vemos o sacrifício de Noé, feito com animais. Em seguida vemos por diversas vezes referências sobre altar de sacrifícios feitos por Abraão desde a primeira aparição do Deus Yavéh a ele ainda em Harã, terra de Ur dos Caldeus. E também depois que Deus estabelece um pacto com Abraão, ele exige sacrifícios de vários animais, e não vemos nenhuma exigência de cereais e frutos da terra. Depois ainda vemos sacrifícios de animais oferecidos por Jacó, e assim vai.

No entanto, a explicação mais plausível sobre o motivo de Deus não ter aceitado a oferta de Caim vem logo a seguir.

“Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar. Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer. Enquanto a terra durar, não deixará de haver sementeira e ceifa, frio e calor, verão e inverno, dia e noite” (Gên. 8:20-22).

“Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: à tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera” (Gên. 12:7).

“Então mudou Abrão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor” (Gên. 13:18).

“Disse-lhe mais: Eu sou o Senhor, que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar esta terra em herança. Ao que lhe perguntou Abrão: Ó Senhor Deus, como saberei que hei de herdá-la? Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho. Ele, pois, lhe trouxe todos estes animais, partiu-os pelo meio, e pôs cada parte deles em frente da outra; mas as aves não partiu. E as aves de rapina desciam sobre os cadáveres; Abrão, porém, as enxotava. (…) Quando o sol já estava posto, e era escuro, eis um fogo fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre aquelas metades. Naquele mesmo dia fez o Senhor um pacto com Abrão, dizendo: Â tua descendência tenho dado esta terra” (Gên. 15:7-18).

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José Saramago também questiona o relato bíblico se perguntando “por que Deus não matou Caim, vingando a morte de seu irmão”.

Ora, Deus não matou Caim por razões óbvias. Se Deus seguisse a lei do olho por olho, dente por dente, não sobraria um ser humano vivo na Terra.

Na verdade, apesar de na Bíblia estar repleto de carnificina e derramamento de sangue, mas a vontade do Deus Yavéh era que nunca se derramasse sangue de gente inocente. Por isso, na Lei de Moisés um dos principais mandamentos que deu ao povo foi este: “Não matarás” (Êxodo 20:13).

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A OFERTA DE PRIMÍCIAS DA TERRA NÃO PODIA SER OFERECIDA SOBRE O ALTAR DE HOLOCAUSTO. PORÉM, CAIM DEVE TER OFERECIDO A OFERTA DE SUAS PRIMÍCIAS SOBRE O ALTAR.

Essa ordenança aparece de forma sutil na Bíblia e geralmente os teólogos não percebem. Veja:

“Nenhuma oferta de cereais, que fizerdes ao Senhor, será preparada com fermento; porque não queimareis fermento algum nem mel algum como oferta queimada ao Senhor. Como oferta de primícias oferecê-los-eis ao Senhor; mas sobre o altar não subirão por cheiro suave. Todas as suas ofertas de cereais temperarás com sal; não deixarás faltar a elas o sal do pacto do teu Deus; em todas as tuas ofertas oferecerás sal” (Levítico 2:11-13).

Por que em Lev. 2:12 se diz que a oferta das primícias não podia ser oferecida sobre o altar?

Em outras passagens vemos a oferta de cereais sendo oferecida sobre o altar. Mas tinha um “porém”. Era necessário aspergir azeite sobre a oferta de cereais, para que exalasse um bom cheiro suave para Yavéh. Ela não poderia ser oferecida e queimada de qualquer maneira. Talvez Caim tenha oferecido a sua oferta de cereais de qualquer jeito.

Mesmo sendo levada ao tabernáculo a oferta do fruto da terra, isto é, as primícias, não podiam ser levadas diretamente sobre o altar para serem queimadas. Tinha um ritual a ser seguido.

“As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus” (Êxodo 23:19).

“E eis que agora te trago as primícias dos frutos da terra que tu, ó Senhor, me deste. Então as porás perante o Senhor teu Deus, e o adorarás” (Deut. 26:10).

“Pendurou o reposteiro à porta do tabernáculo, e pôs o altar do holocausto à porta do tabernáculo da tenda da revelação, e sobre ele ofereceu o holocausto e a oferta de cereais, como o Senhor lhe ordenara” (Êxodo 40:28-29).

A oferta de cereais podia ser oferecida sobre o altar, contando que fosse derramado azeite sobre a massa, para que ficasse um assado aprazível, de cheiro suave para o Deus Yavéh. Será que Caim derramou azeite sobre a oferta de cereais que ofereceu a Yavéh? Acredito que não.

“Quando alguém fizer ao Senhor uma oferta de cereais, a sua oferta será de flor de farinha; deitará nela azeite, e sobre ela porá incenso. (…) Se fizeres ao Senhor oferta de cereais de primícias, oferecerás, como oferta de cereais das tuas primícias, espigas tostadas ao fogo, isto é, o grão trilhado de espigas verdes. Sobre ela deitarás azeite, e lhe porás por cima incenso; é oferta de cereais.” (Levítico 2:1,14-15).

“O sacerdote tomará dela um punhado, isto é, da flor de farinha da oferta de cereais e do azeite da mesma, e todo o incenso que estiver sobre a oferta de cereais, e os queimará sobre o altar por cheiro suave ao Senhor, como o memorial da oferta” (Levítico 6:15).

Havia um altar especial somente para queima de incenso no compartimento do tabernáculo e do Templo chamado Santo dos Santos. Mas o Sumo-Sacerdote fazia um ritual de aspersão de sangue sobre as pontas desse altar pela culpa do povo uma vez só no ano.

“Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de cereais; nem tampouco derramareis sobre ele ofertas de libação. E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as pontas do altar; com o sangue do sacrifício de expiação de pecado, fará expiação sobre ele uma vez no ano pelas vossas gerações; santíssimo é ao Senhor” (Êxodo 30:9-10).

MATANDO A CHARADA

Porém, sobre as ofertas oferecidas por Caim e Abel, Gênesis 4:3-4 diz o seguinte: “Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas”.

Ora, ora, ora! Vejam só o que diz! Abel ofereceu dos PRIMOGÊNITOS de suas ovelhas, mas Caim não ofereceu as PRIMÍCIAS de sua plantação. Ele pegou qualquer fruto de sua plantação e trouxe para oferecer ao seu Deus.

Esta é a explicação mais plausível para a razão do Deus Yavéh não ter aceitado a oferta de Caim.

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A OFERTA OU SACRIFÍCIOS DE CORDEIROS PRIMOGÊNITOS PARA DEUS NUNCA FOI PARA REMISSÃO DE CULPA OU PURIFICAÇÃO DE PECADOS.

Desde a oferta de Abel, quando o Deus Yavéh exigiu os primeiros sacrifícios, até o ano 70 d.C, quando grande Templo foi destruído, os CORDEIROS oferecidos em holocausto como cheiro suave nunca tiveram por finalidade a remissão da culpa ou purificação dos pecados de alguém. Os animais primogênitos, como os CORDEIROS, sempre foram oferecidos em holocausto sobre o altar como uma oferta de cheiro suave ao Deus Yavéh, como demonstração de culto e adoração, e nunca como oferta para remissão de pecados.

Portanto, se todos os cordeiros oferecidos em holocausto apontavam para a pessoa de Yesu Cristo, o Cordeiro de Deus que se ofereceu pela humanidade, logo, a sua morte não foi para perdoar os pecados de ninguém. Nenhum cordeiro oferecido na antiga aliança tinha por finalidade a obtenção de purificação ou perdão dos pecados; tinha finalidade apenas de culto e adoração, e demonstração de fidelidade a Deus.

As ofertas pacíficas eram oferecidas para apaziguar a ira de Yavéh, ou então eram oferecidas como voto ao Senhor, mas nunca eram oferecidas para obtenção de perdão da culpa. Os animais oferecidos nas ofertas pacíficas eram o novilho/bezerro ou bezerra, o carneiro e a ovelha (adultos) e a cabra.

Os animais que eram oferecidos em sacrifícios para obtenção do perdão da culpa ou dos pecados eram o bode, o touro ou novilho, o carneiro (adulto) e a ovelha (carneira adulta); pessoas carentes podiam oferecer alguns tipos de aves como oferta pelo pecado. O bezerro de um ano e o carneiro (adulto) eram oferecidos em holocausto como oferta pacífica de cheiro suave. Porém, os CORDEIROS de um ano sempre eram oferecidos em holocausto como cheiro suave para Yavéh, e jamais eram usados para sacrifícios pelos pecados ou pela culpa. Os teólogos tem que entender isso.

Veja a diferença da ovelha oferecida em sacrifício pelos pecados e do cordeiro oferecido em holocausto. A expressão “um cordeiro que é levado ao matadouro”, de Isaías 53, parece estar equivocada. Quem era levado para o matadouro fora do tabernáculo era o bode, o touro, o carneiro e a ovelha adulta. Os cordeiros eram mortos sobre o altar que ficava dentro do tabernáculo ou do Templo. A tradução do mesmo texto de Isaías 53:7 está bem colocada na citação de Atos 8:32. Lá se diz que a ovelha é que foi levada ao matadouro, e não o cordeiro. Parece-me que os gêneros foram trocados nessas duas passagens.

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca” (Isaías 53:7).

“Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta: Foi levado como a ovelha ao matadouro, e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim ele não abre a sua boca” (Atos 8:32).

Mas, por que o sangue dos cordeiros era aspergido sobre as quatro pontas do altar? Ora, era aspergido não para purificação, mas para proteção, isto é, para resguardar o altar de contaminação. O ato de espargir o sangue sobre as pontas do altar era um ato de unção. Funcionava tipo uma vacina. A vacina não é dada para quem já está doente, contaminado; é dada para que está são, como forma de proteção e imunidade.

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DEUS ACEITAVA SACRIFÍCIOS HUMANOS EM HOLOCAUSTO NA ANTIGA LEI DE MOISÉS? TUDO INDICA QUE SIM, EMBORA DE FORMA VELADA.

Mesmo Deus Yavéh dizendo que não queria ver nenhum israelita “passando pelo fogo a seu filho ou a sua filha” em holocausto para Baal ou Tamuz, porém, na própria lei dada ao seu povo havia preceitos indicando que alguém poderia fazer voto de entrega de ente seu em sacrifício, e havia casos que a pessoa não podia ser remida, isto é, resgatada.

Portanto, a resposta é “sim”. O Deus Yavéh aceitava sacrifícios humanos, embora de forma velada, isto é, não eram literalmente oferecidos em holocaustos, mas eram mortos, executados. E temos alguns relatos sobre isso e uma situação real em que um homem entregou sua filha primogênita e virgem em sacrifício depois de fazer um voto desastroso. Não há provas de que a moça foi oferecida em holocausto, mas com certeza ela foi executada.

No entanto, o Deus Yavéh proibiu os hebreus de sacrificarem seus filhos ao deus Moloque e prometeu punir severamente que praticasse tal abominação.

“Não oferecerás a Moloque nenhum dos teus filhos, fazendo-o passar pelo fogo; nem profanarás o nome de teu Deus. Eu sou o Senhor” (Lev. 18:21).

“Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros peregrinos em Israel, que der de seus filhos a Moloque, certamente será morto; o povo da terra o apedrejará. Eu porei o meu rosto contra esse homem, e o extirparei do meio do seu povo; porquanto deu de seus filhos a Moloque, assim contaminando o meu santuário e profanando o meu santo nome” (Lev. 20:2-3).

“Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos seus deuses” (Deuteronômio 12:31).

“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deut. 18:10-12).

Em Jeremias 32:24 Deus diz que jamais cogitou em pedir sacrifícios humanos, embora tenha pedido em sacrifício Isaque, filho de Abraão, seu fiel seguidor. No entanto, se o Deus Yavéh era um Deus tribal, de qualquer forma ele era diferente e menos cruel que os outros deuses, pois, pelo menos pedia que se substituísse o sacrifício humano por sacrifícios de animais.

“Também edificaram os altos de Baal, que estão no vale do filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem me passou pela mente, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá” (Jer. 32:24).

“Sucedeu, depois destas coisas, que Deus provou a Abraão, dizendo-lhe: Abraão! E este respondeu: Eis-me aqui. Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar. Levantou-se, pois, Abraão de manhã cedo, albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e, tendo cortado lenha para o holocausto, partiu para ir ao lugar que Deus lhe dissera. (…) Tomou, pois, Abraão a lenha do holocausto e a pôs sobre Isaque, seu filho; tomou também na mão o fogo e o cutelo, e foram caminhando juntos. Então disse Isaque a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. Havendo eles chegado ao lugar que Deus lhe dissera, edificou Abraão ali o altar e pôs a lenha em ordem; o amarrou, a Isaque, seu filho, e o deitou sobre o altar em cima da lenha. E, estendendo a mão, pegou no cutelo para imolar a seu filho. Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde o céu, e disse: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui. Então disse o anjo: Não estendas a mão sobre o mancebo, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, visto que não me negaste teu filho, o teu único filho. Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho. Pelo que chamou Abraão àquele lugar Jeová-Jiré; donde se diz até o dia de hoje: No monte do Senhor se proverá” (Gênesis 22:1-14).

Apesar de Deus Yavéh ter pedido em sacrifício o filho de Abraão, mas sua intenção não era que Abraão consumasse o ato, mas apenas o fez para experimentar a sua fidelidade.

AO ESTABELECER A ORDENANÇA DA PÁSCOA, O DEUS YAVÉH EXIGIU EM SACRIFÍCIOS TODOS OS PRIMOGÊNITOS DE ISRAEL, TANTO DOS ANIMAIS COMO DOS HUMANOS, ASSIM COMO OS PRIMOGÊNITOS DAS FAMÍLIAS EGÍPCIAS E DOS ANIMAIS FORAM MORTOS NO CUMPRIMENTO DA DÉCIMA PRAGA.

Os deuses tribais da antiguidade primavam por sacrifícios de crianças inocentes e de moças virgens. E com o Deus Yavéh não poderia ser diferente. Ele exigiu que todos os primogênitos dos filhos dos animais e dos homens lhe fossem dado em sacrifícios. Porém, para não se demonstrar um deus sanguinário e cruel, ele permitiu que os filhos primogênitos dos homens fossem remidos por certa quantia em dinheiro ou resgatados, isto é, trocados por um cordeiro, a fim de serem oferecidos em sacrifícios.

Na ordenança de oferta dos primogênitos humanos não está claro se deviam ser remidos por um cordeiro ou por certa quantia em dinheiro. O que temos bem claro é a remissão de pessoas que seriam dedicadas a Deus por votos.

No estabelecimento da ordenança da Páscoa, o Deus Yavéh declarou que todos os primogênitos eram seus, tantos dos animais quanto dos humanos. Porém, os primogênitos dos humanos ele permitiu que fossem resgatados ou remidos por cinco ciclos de prata. Se não fossem resgatados, teriam que ser sacrificados a Yavéh.

“Portanto guardarás este estatuto a seu tempo, de ano em ano. Também quando o Senhor te houver introduzido na terra dos cananeus, como jurou a ti e a teus pais, quando te houver dado, separarás para o Senhor tudo o que abrir a madre, até mesmo todo primogênito dos teus animais; os machos serão do Senhor. Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz; e todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás. E quando teu filho te perguntar no futuro, dizendo: Que é isto? responder-lhe-ás: O Senhor, com mão forte, nos tirou do Egito, da casa da servidão. Porque sucedeu que, endurecendo-se Faraó, para não nos deixar ir, o Senhor matou todos os primogênitos na terra do Egito, tanto os primogênitos dos homens como os primogênitos dos animais; por isso eu sacrifico ao Senhor todos os primogênitos, sendo machos; mas a todo primogênito de meus filhos eu resgato” (Êxodo 13:10-15).

“Não tardarás em trazer ofertas da tua ceifa e dos teus lagares. O primogênito de teus filhos me darás” (Êxodo 22:29).

“Todo primogênito de toda a carne, que oferecerem ao Senhor, tanto de homens como de animais, será teu; contudo os primogênitos dos homens certamente remirás; também os primogênitos dos animais imundos remirás. Os que deles se houverem de remir, desde a idade de um mês os remirás, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte jeiras” (Números 18:15-16).

Em Êxodo 13 se diz que os primogênitos dos animais impuros deveriam ser remidos (resgatados) por um cordeiro. Mas, sobre os primogênitos dos humanos não se diz exatamente como deveriam ser remidos (resgatados). Já a lei dos votos estabelecida em Levíticos 14 é bem clara em afirmar que as pessoas consagradas por votos a Deus deviam ser remidas por certa quantia em dinheiro.

Vale lembrar que o sangue do cordeiro morto em sacrifício na comemoração da Páscoa servia para proteger os primogênitos humanos da morte. Ou seja, o cordeiro era quem morria em lugar dos primogênitos. Isso significa que o cordeiro substituía o primogênito humano.

Vemos também o caso de Isaque, filho primogênito de Abraão, que foi substituído por um carneiro (e não por um cordeiro), o qual foi oferecido em sacrifício a Yavéh. Ou seja, o filho primogênito de Abraão foi remido por um carneiro adulto, com chifres? Veja que antes de Abraão chegar no monte Moriá seu filho havia perguntado “onde está o CORDEIRO para o holocausto”. E Abraão respondeu: “Deus proverá para si o cordeiro”. Mas Deus não providenciou um cordeiro, e sim, um carneiro velho, pois tinha chifres. No entanto, os carneiros podiam ser oferecidos em holocausto como oferta pacífica, mas pela lei, não podiam ser usados para remissão de animais primogênitos impuros nem para remir os primogênitos dos humanos.

Sacrifício de Isaque

Vemos também o caso de Isaque, filho primogênito de Abraão, que foi substituído por um carneiro (e não por um cordeiro), o qual foi oferecido em sacrifício a Yavéh. Ou seja, o filho primogênito de Abraão foi remido por um carneiro com chifres. No entanto, antes de Abraão chegar no monte Moriá seu filho pergunta onde está o CORDEIRO para o sacrifício. E Abraão responde: “Deus proverá para si o cordeiro”. Mas Deus não providencia um cordeiro, mas sim um carneiro velho, pois tinha chifres.

“Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. E os dois iam caminhando juntos. Nisso levantou Abraão os olhos e olhou, e eis atrás de si um carneiro embaraçado pelos chifres no mato; e foi Abraão, tomou o carneiro e o ofereceu em holocausto em lugar de seu filho” (Gên. 22:7-8,13).

Muitos teólogos indagam por que a Bíblia relata que Abraão ofereceu um carneiro e não um cordeiro em lugar do seu filho Isaque.

Relembrando, as pessoas que eram devotadas a Deus podiam ser remidas por certa quantia em dinheiro. Porém, em relação aos filhos primogênitos dos humanos se diz que deviam ser remidos, mas não está claro se deviam ser remidos por um cordeiro ou certa quantia em dinheiro. O que está claro é que os primogênitos dos animais considerados impuros deviam ser remidos, isto é, trocados por um cordeiro, mas se o dono do animal não quisesse remi-lo, devia mata-lo do mesmo jeito, quebrando-lhe a cerviz, isto é, o pescoço. Porém, os primogênitos dos animais considerados puros não poderiam ser remidos e deviam ser oferecidos em holocaustos (novilho, cordeiro e cabrito). Acredito que os primogênitos dos humanos eram considerados animais impuros. Por isso, deviam ser remidos ou resgatados por um cordeiro, e não por certa quantia em dinheiro. Mas houve pelo menos duas exceções de sacrifícios de humanos: a filha de Jefté, primogênita e virgem, que foi sacrificada, e o filho de Abraão, primogênito e virgem, que Deus pediu em sacrifício, mas não se consumou, sendo substituído pelo sacrifício de um carneiro.

Mas aí surge uma dúvida. E se o pai de família não quisesse ou não pudesse remir ou resgatar o seu filho primogênito, ele teria que quebrar o pescoço da criança e matá-la do mesmo jeito?

“Mas todo primogênito de jumenta resgatarás com um cordeiro; e, se o não quiseres resgatar, quebrar-lhe-ás a cerviz; e todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás” (Êxodo 13:13).

Compare as duas passagens bíblicas sobre a remissão dos primogênitos e a remissão das pessoas devotadas a Deus.

“Todo primogênito de toda a carne, que oferecerem ao Senhor, tanto de homens como de animais, será teu; contudo, os primogênitos dos homens certamente remirás; também os primogênitos dos animais imundos remirás. Os que deles se houverem de remir, desde a idade de um mês os remirás, segundo a tua avaliação, por cinco siclos de dinheiro, segundo o siclo do santuário, que é de vinte jeiras. Mas o primogênito da vaca (novilho), o primogênito da ovelha (cordeiro), e o primogênito da cabra (cabrito) não remirás, porque eles são santos. Espargirás o seu sangue sobre o altar, e queimarás a sua gordura em oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor” (Números 18:15-17).

“Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando alguém fizer ao Senhor um voto especial que envolva pessoas, o voto será cumprido segundo a tua avaliação das pessoas. Se for de um homem, desde a idade de vinte até sessenta anos, a tua avaliação será de cinqüenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário. Se for mulher, a tua avaliação será de trinta siclos. Se for de cinco anos até vinte, a tua avaliação do homem será de vinte siclos, e da mulher dez siclos. Se for de um mês até cinco anos, a tua avaliação do homem será de cinco siclos de prata, e da mulher três siclos de prata. Se for de sessenta anos para cima, a tua avaliação do homem será de quinze siclos, e da mulher dez siclos. Mas, se for mais pobre do que a tua avaliação, será apresentado perante o sacerdote, que o avaliará conforme as posses daquele que tiver feito o voto” (Levíticos 27:2-8).

Por essa lei da remissão de pessoas devotadas a Deus, as almas das mulheres valiam menos que a dos homens.

O CASO DAS PESSOAS QUE ERAM DEVOTADAS A DEUS E QUE NÃO PODIAM SER RESGATADAS

A lei de coisas devotadas ou consagradas a Deus determinava que votos que envolvesse sacrifícios de pessoas, neste caso a pessoa poderia ser remida, isto é, comprada por certa quantia de dinheiro de acordo com a idade e o sexo. Porém, havia casos de votos que a pessoa envolvida não poderia ser remida, isto é, resgatada. Tinha que ser morta. Porém, o texto não diz exatamente que a pessoa deveria ser oferecida em sacrifício. Acredito que a pessoa devotada que não podia ser remida era morta, isto é, executa, mas não podia ser oferecida em holocausto, pois, para algo ser oferecido em holocausto tinha que ser puro. No caso da filha de Jefté, que abordarei mais na frente, ela poderia ser oferecida em sacrifício sobre o altar porque era filha primogênita e virgem. Da mesma forma Deus exigiu o sacrifício de Isaque, filho de Abraão, porque ele era primogênito e virgem.

Vejamos:

“Todavia, nenhuma coisa consagrada ao Senhor por alguém, daquilo que possui, seja homem, ou animal, ou campo da sua possessão, será vendida nem será remida; toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor. Nenhuma pessoa que dentre os homens for devotada será resgatada; certamente será morta” (Levítico 27:28-29).

Desse texto podemos concluir que o Deus Yavéh realmente aceitava votos de sacrifícios humanos, embora não fossem oferecidos em holocausto, mas apenas mortos. De qualquer forma havia derramamento de sangue humano para Yavéh.

Em Números capítulo 31 temos o caso de 32 pessoas que foram oferecidas em tributo ao Deus Yavéh e entregues ao sacerdote Eleazar. Não sabemos se essas pessoas foram sacrificadas ou se foram remidas, isto é, resgatadas por ouro e joias, obtidas como oferta alçada.

O CASO DA FILHA DE JEFTÉ QUE FOI OFERECIDA EM SACRIFÍCIO

“Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou jurar, ligando-se com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que sair da sua boca fará” (Números 30:2).

No livro de Juízes temos o caso inusitado de um voto desastroso de Jefté que teve que oferecer a sua filha primogênita e virgem em sacrifício ao Deus Yavéh.

“E Jefté fez um voto ao Senhor, dizendo: Se tu me entregares na mão os amonitas, qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Senhor; eu o oferecerei em holocausto. Assim Jefté foi ao encontro dos amonitas, a combater contra eles; e o Senhor lhos entregou na mão. E Jefté os feriu com grande mortandade, desde Aroer até chegar a Minite, vinte cidades, e até Abel-Queramim. Assim foram subjugados os amonitas pelos filhos de Israel. Quando Jefté chegou a Mizpá, à sua casa, eis que a sua filha lhe saiu ao encontro com adufes e com danças; e era ela a filha única; além dela não tinha outro filho nem filha. Logo que ele a viu, rasgou as suas vestes, e disse: Ai de mim, filha minha! muito me abateste; és tu a causa da minha desgraça! pois eu fiz, um voto ao Senhor, e não posso voltar atrás. Ela lhe respondeu: Meu pai, se fizeste um voto ao Senhor, faze de mim conforme o teu voto, pois o Senhor te vingou dos teus inimigos, os filhos de Amom. Disse mais a seu pai: Concede-me somente isto: deixa-me por dois meses para que eu vá, e desça pelos montes, chorando a minha virgindade com as minhas companheiras. Disse ele: Vai. E deixou-a ir por dois meses; então ela se foi com as suas companheiras, e chorou a sua virgindade pelos montes. E sucedeu que, ao fim dos dois meses, tornou ela para seu pai, o qual cumpriu nela o voto que tinha feito; e ela não tinha conhecido varão. Daí veio o costume em Israel, de irem as filhas de Israel de ano em ano lamentar por quatro dias a filha de Jefté, o gileadita” (Juízes 11:30-40).

O voto de Jefté foi bem específico. Ele disse: “Qualquer que, saindo da porta de minha casa, me vier ao encontro, quando eu, vitorioso, voltar dos amonitas, esse será do Senhor; eu o oferecerei em holocausto”. Jefté promete a Deus que a vítima seria oferecida em holocausto. Sendo assim, como os teólogos tradicionais podem afirmar que Jefté não consumou literalmente o seu voto, sacrificando sua própria filha?

Esse tipo de voto feito por Jefté era daqueles em que o animal ou pessoa devotada não podia ser remida ou resgatada. Tinha que ser morta. E neste caso, a promessa era de que a vítima seria oferecida em holocausto.

O capítulo 27 de Levítico trata da lei dos votos e das coisas que eram devotadas ou consagradas ao Deus Yavéh. Havia dois tipos de votos: um simples, onde aquilo que se oferecia podia ser resgatado por certa quantia de dinheiro, e um  especial (sagrado), onde não havia preço de resgate. E que se fosse um animal (inclusive um ser humano) devia morrer (vide v.29).

Ora, se na lei dos votos está dito que uma pessoa devotada a Yavéh podia ser resgatada por certa quantia de dinheiro, por que então Jefté lamentou e chorou por ter prometido oferecer a sua única filha em sacrifício a Yavéh, se ele mesmo podia resgatá-la, pagando certa quantia?

Se ele não podia resgatá-la, o caso era de um voto especial. E se foi um voto sagrado, então a filha de Jefté foi mesmo morta. Sendo assim, será que este caso confirma Levítico 27:29? Se confirma, então Yavéh aceitava sacrifícios humanos, embora de forma velada.

Para servir de sacrifício aceitável a Deus a vítima (oferenda) tinha que ser perfeita, sem defeito algum. Do contrário, Deus não aceitava. E a filha de Jefté, além de primogênita (filha única), era virgem.

“E, quando alguém oferecer sacrifício de oferta pacífica ao Senhor para cumprir um voto, ou para oferta voluntária, seja do gado vacum, seja do gado miúdo, o animal será perfeito, para que seja aceito; nenhum defeito haverá nele” (Levítico 22:21).

CONCLUSÃO PARCIAL

A pergunta que não quer calar: “Por que animais puros e inocentes tinham que pagar pelos pecados dos humanos? Que culpa tinha os cordeiros primogênitos para que fossem imolados e queimados no fogo simplesmente para atender a uma exigência do Deus Yavéh? Que culpa tinha os carneiros, os novilhos e as cabras oferecidos em holocaustos para aplacar a ira de Yavéh?”

Se o ser humano tinha que morrer em consequência dos seus pecados, por que os animais inocentes e indefesos tinham que levar a culpa em seu lugar? Isso não era uma exigência incoerente, imoral e antiética? Por que os animais tinham que sofrer em lugar dos humanos?

Em Ezequiel 18 Deus diz que “a alma que pecar, essa morrerá”. Porém, quem morria eram os novilhos, os bodes, as cabras, etc, em lugar dos pecadores. E em lugar dos filhos primogênitos morriam os cordeiros inocentes e indefesos.

E para completar o sacrilégio, Paulo afirma que “sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Hebreus 9:22). Ora, que culpa tem os animais pelos pecados dos seres humanos?

Vai entender isso….!

Só sei que nessa brincadeira, o Deus Yavéh teve que oferecer em sacrifício o seu próprio filho primogênito (unigênito). Há quem diga que Deus ofereceu o seu próprio filho para morrer em seu lugar, para se redimir de alguma culpa ou erro que cometeu. Será que isso procede?

Dizem que os maçons que querem obter riquezas materiais também oferecem em sacrifícios seus filhos primogênitos ao deus Baal ou Tamuz. Outros fazem voto com o capeta, e como garantia oferecem suas esposas e filhos. Se falharem, suas esposas e filhos morrem.

Na lei da circuncisão dada aos hebreus, crianças e estrangeiros que não se circuncidassem eram exterminados, isto é, sacrificados de forma indireta.

“Mas o incircunciso, que não se circuncidar na carne do prepúcio, essa alma será extirpada do seu povo; violou o meu pacto” (Gênesis 17:14).

Existem vários relatos na Bíblia onde o Deus Yavéh só aplaca a sua ira depois que pessoas são mortas à espada ou por pestes, enforcadas ou degoladas, ou seja, depois que há derramamento de sangue, quando essas pessoas são “sacrificadas” de forma indireta.

Podemos concluir que os sacrifícios humanos dedicados ao Deus Yavéh não eram somente aqueles consumados em holocaustos sobre o altar. Mas também quando pessoas eram executadas para aplacar a sua ira. A morte dos primogênitos no Egito foi um terrível sacrifício coletivo de seres humanos e de animais inocentes.

Veja o caso dos 7 filhos de Saul que foram enforcados perante o Deus Yavéh para aplacar a sua ira (II Samuel 21). Tem outro caso também quando Deus incita propositalmente a Davi para fazer o recenseamento do povo de Israel só para ter motivo para ver a morte de milhares de pessoas. E para aplacar a sua ira, Deus oferece três alternativas a Davi: ou ele aceita que a terra de Israel seja atingida com sete anos de fome, ou que ele mesmo seja perseguido e humilhado por seus inimigos durante três meses, ou aceita que seu povo seja afligido por uma terrível praga durante três dias. E Davi aceita que seu povo seja afligido por uma terrível praga. E nessa brincadeira mais de setenta mil israelitas são mortos, tudo para aplacar a ira de Yavéh (II Samuel 24).

Termino indagando ao vento igual fez José Saramago: Por que isso? Por que tanto derramamento de sangue? Por que tanta maldade neste mundo com os animais indefesos, com crianças e pessoas inocentes?

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JOSÉ SARAMAGO INDAGA: “DEUS…. ONDE ESTÁ? ANTIGAMENTE DIZIAM QUE ELE ESTAVA NO CÉU. MAS CÉU NÃO EXISTE; NÃO HÁ CÉU…; O QUE É O CÉU? É UM ESPAÇO, E TEM TREZE MILHÕES DE ANOS-LUZ”.

Saramago de certa forma tem razão em fazer essas indagações que os religiosos não sabem responder com convicção e provas concretas.

Até hoje os crentes imaginam que CÉU é um lugar espiritual que se localiza acima das nuvens, e que é uma cidade de glória e esplendor, um lugar paradisíaco. Enquanto que CÉU é simplesmente o espaço sideral infinito que está além das nuvens.

Paulo disse equivocadamente aos crentes de Filipos que “a nossa pátria está nos céus”.

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Yesu Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

Yesu Cristo quando subiu aos céus, não subiu em corpo glorificado. O seu corpo era humano e mortal, e carregava as marcas da crucificação. E ele quando subiu não se dirigiu a um lugar chamado “céu”.

O que garante a vida eterna aos seres encarnados é o elixir da vida, o fruto da árvore da vida que só os deuses santos conhecem e possuem. Yesu Cristo, mesmo tendo subido aos céus em corpo humano mortal não morre porque ele se alimenta do fruto da vida eterna, do elixir da vida.

Não existe nenhuma pátria nos céus ou uma cidade nos céus, porque céu não é um lugar físico, um lugar determinado e localizado; céu é tão somente o espaço sideral infinito. Os humanos salvos que morreram irão ressuscitar para receber corpos humanos carnais e mortais, para que possam habitar neste mesmo planeta Terra que será restaurado. Yesu Cristo não prometeu levar os seus escolhidos para os céus; prometeu levar para o reino que seu Pai lhe concedeu aqui mesmo na Terra. A expressão “reino dos céus” não quer dizer um reino no céu; quer dizer tão somente um reino que veio dos céus para se estabelecer aqui na Terra. Deus e Yesu não reinam no céu, porque nos céus não existem nações para que se possa reinar. Deus reina dos céus sobre a Terra. E brevemente o reino dos céus será instalado aqui na Terra.

Céu, como lugar espiritual paradisíaco, é apenas fruto da imaginação dos crentes.

Yesu Cristo subiu para o céu, isto é, subiu para o espaço sideral, mas o lugar para onde ele se dirigiu é ignorado, ninguém sabe. Ele pode ter ido para outro sistema solar ou para outra galáxia. E com certeza foi levado por uma nave espacial. Na Bíblia, as naves espaciais de seres extraterrenos sempre aparecem envoltas (camufladas) por uma nuvem branca. Quando Yesu foi abduzido ao alto diante dos seus discípulos, com certeza ele foi sugado por uma nave espacial que estava oculta entre nuvens brancas, pois o texto bíblico diz que uma nuvem o recebeu.

O profeta Ezequiel também contemplou uma nave espacial de seres extraterrenos vinda camuflada por uma nuvem de fumaça, mas deu para ele ouvir o estrondo dos motores e visualizar as labaredas de fogo expelidas pelas turbinas da aeronave.

“Tendo ele [Yesu] dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco” (Atos 1:9-10).

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim: Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si; e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia; assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam” (Ezequiel 1:4-12).

As rodas de Ezequiel A nave com quatro rodas de Ezequiel

Essa visão de Ezequiel nada mais foi que a visão de uma nave espacial que estava encoberta por uma nuvem de fumaça. Os quatro querubins que ele descreveu não eram seres vivos literais, eram esculturas de anjos alados postas nos quatro cantos da nave. A face de cada querubim tinha a aparência de águia, de boi, de leão e de homem. Essa visão de Ezequiel não tem nada de espiritual. Tudo aconteceu aqui mesmo na Terra, pois, a visão dessa nave é descrita novamente no capítulo 10, quando ela desce no pátio ao lado do Grande Templo em Jerusalém.

Modernamente a nave que Ezequiel descreveu seria assim como esta figura, abaixo. Porém, o objeto voador que Ezequiel contemplou tinha a forma quadrada, e possuía quatro rodas que tocavam no solo.

Modernamente a nave que Ezequiel descreveu seria assim

“E cada um tinha quatro rostos: o primeiro rosto era rosto de querubim, o segundo era rosto de homem, o terceiro era rosto de leão, e o quarto era rosto de águia. E os querubins se elevaram ao alto. Eles são os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. E quando os querubins andavam, andavam as rodas ao lado deles; e quando os querubins levantavam as suas asas, para se elevarem da terra, também as rodas não se separavam do lado deles. Quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam, estas se elevavam com eles; pois o espírito do ser vivente estava nelas. Então saiu a glória do Senhor de sobre a entrada da casa, e parou sobre os querubins. E os querubins alçaram as suas asas, e se elevaram da terra à minha vista, quando saíram, acompanhados pelas rodas ao lado deles; e pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles” (Ezequiel 10:14-19).

Como os teólogos imaginam o querubim de Ezequiel

Se os anjos não possuem asas, pior ainda é imaginar que eles têm quatro ou seis asas. Anjos com quatro ou seis asas só podem ser vistos em esculturas ou desenhos. Essa nave que Ezequiel contemplou desceu sobre a terra e tinha quatro rodas; e a nave se movia para os quatro lados, e os querubins de moviam no mesmo sentido que se movia a nave, porque eram esculturas fixadas ao redor da nave. Os querubins tinham olhos por todos os lados. Ora, esses olhos eram lâmpadas ou faróis sobre as esculturas dos anjos alados. Toda nave espacial extraterrestre que se preze tem luzes piscando ao redor dela mesma. As pernas dos querubins eram retas e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro. Logo, conclui-se que eram esculturas, e não seres vivos reais.

A Arca da Aliança com a escultura de dois querubins postos sobre ela, e cujas asas se tocavam, é uma réplica da nave ou módulo que transportava o trono de Deus.

Arca da Aliança

O REI SALOMÃO DISSE QUE DEUS HABITAVA NUMA NUVEM ESCURA

Em I Reis 8 está relatado o dia que a Arca da Aliança foi colocada num local reservado dentro do Templo, e nesse dia a glória de Deus desceu sobre a casa do Senhor em forma de nuvem. Salomão havia mandado esculpir a imagem de dois querubins na sala onde seria guardada a Arca da Aliança. As asas dos querubins ficavam estendidas sobre o lugar da arca como sinal de proteção. Na maioria das versões da Bíblia a frase pronunciada por Salomão foi assim: “O Senhor disse que habitaria na escuridão”. Porém, há outra tradução que diz assim: O Senhor disse que habitaria numa nuvem escura”. No entanto, acho que a tradução mais correta é assim: “O Senhor me disse que habitava numa nuvem escura”. Depois de Salomão pronunciar essa frase, ele diz – perecendo ter pena de Deus – que tinha construído uma morada para Deus, para ser sua eterna habitação.  Em II Crônicas 6:1-2 diz o seguinte: “Então disse Salomão: O Senhor disse que habitaria nas trevas. E eu te construí uma casa para morada, um lugar para a tua eterna habitação”. Portanto, a escuridão ou treva que Deus habita é a nuvem onde ele se oculta para que não seja visto ou reconhecido pelos humanos. Logo, conclui-se que Deus é um ser extraterreno, e não um ser espiritual. “Deus”, na verdade é Elohim, ou seja, são deuses, mas deuses santos.

“Disse, pois, o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre em todo tempo no lugar santo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório” (Levítico 16:2).

“E os sacerdotes introduziram a arca do pacto do Senhor no seu lugar, no oráculo da casa, no lugar santíssimo, debaixo das asas dos querubins. Pois os querubins estendiam ambas as asas sobre o lugar da arca, e cobriam por cima a arca e os seus varais. Os varais sobressaíam tanto que as suas pontas se viam desde o santuário diante do oráculo, porém de fora não se viam; e ali estão até o dia de hoje. Nada havia na arca, senão as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera, junto a Horebe, quando o Senhor, fez u pacto com os filhos de Israel, ao saírem eles da terra do Egito. E sucedeu que, saindo os sacerdotes do santuário, uma nuvem encheu a casa do Senhor; de modo que os sacerdotes não podiam ter-se em pé para ministrarem, por causa da nuvem; porque a glória do Senhor enchera a casa do Senhor. Então falou Salomão: O Senhor disse que habitaria na escuridão. Certamente te edifiquei uma casa para morada, assento para a tua eterna habitação” (I Reis 8:6-13).

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A Nova Jerusalém, com ruas de ouro e mar de cristal entendida como uma cidade espiritual que ingenuamente imaginam que descerá sobre um mundo físico, a Terra, descrita no capítulo 21 de Apocalipse, é pura imaginação fértil dos crentes. Essa cidade é simbólica, e representa a comitiva dos 144 mil que foram arrebatados da Terra durante o período da Grande Tribulação. Esse grupo de salvos é especial, e representa a Noiva do Cordeiro, que com ele reinará e governará a Terra durante mil anos. Os outros salvos do povo gentio serão apenas os convidados das bodas do Cordeiro, e muitos reinarão com o Messias e exercerão cargos importantes no reino que virá dos céus.

Nenhum ser humano irá habitar nos céus, porque céu não é um lugar habitável. Céu é apenas o espaço sideral. Todos os salvos que morreram irão ressuscitar para habitar neste mesmo planeta Terra que será restaurado.

Para que servirá a ressureição? Servirá para que os humanos que morreram voltem à forma humana, para poder habitar neste planeta. Se a ressurreição não é para que os mortos voltem à forma humana, carnal, qual a razão de haver ressurreição? A ressurreição, por acaso, será de espíritos? Por acaso, espíritos precisam ressuscitar? Claro que não. Se os crentes salvos que morreram já estão na glória, ao lado de Pai, por que raios eles terão que retornar para as sepulturas para ressuscitar? Não tem cabimento isso.

No ato da ressurreição ninguém irá receber corpos glorificados. Essa crença de corpos incorruptíveis e glorificados é ensino fantasioso de Paulo. Os corpos ressurretos serão livres de doenças e toda sorte de contaminação, mas afirmar que serão corpos espirituais glorificados, aí já é devaneio da mente de crentes malucos.

Não existe nada de coisas espirituais. Tudo neste mundo e neste Universo é físico. O que os crentes imaginam como “espiritual” são coisas que não podem ser vistas a olho nu. A concepção de coisas “espirituais” é algo primitivo e medieval.

Yesu Cristo e seus anjos, quando retornarem a este planeta físico, não virão em corpos espirituais; virão em corpos físicos. Doutra forma, como poderiam ser notados se viessem em corpos espirituais?

Deus Todo-Poderoso, Yesu e os anjos se encontram dentro deste mundo físico, e podem perfeitamente possuir corpos físicos visíveis e não visíveis a olho nu.

E os anjos não possuem asas. Em todos os casos de aparições de anjos registrados na Bíblia, esses seres celestiais nunca foram vistos com asas. As asas dos querubins e dos serafins descritos no livro de Ezequiel, de Isaías e de Apocalipse não são asas reais, são apenas peças de adorno. Os anjos querubins voam movidos a motor de propulsão, e os motores ficam escondidos sob suas asas. Ezequiel quando contemplou os querubins, ouviu o estrondo de suas asas.

Como os teólogos imaginam os serafins com seis asas

E a classe dos anjos serafins não existe. Os supostos serafins com seis asas que Isaías contemplou no capítulo 6 são os mesmos querubins de Ezequiel. João também teve essa mesma visão do trono de Deus e da nave espacial que carrega o seu trono, e também contemplou os querubins com seis asas, e não quatro asas (Apocalipse 4:8).

Quando o povo hebreu caminhava pelo deserto após a saída do cativeiro no Egito, uma nave espacial dos deuses santos seguia pelo céu junto com a multidão. Mas, essa nave seguia camuflada, envolta em uma nuvem durante o dia, e orientava o caminho que deviam seguir. Durante a noite a nave emitia um facho de luz para alumiar o caminho. A luz vinha de potentes faróis. Moisés identificou esse facho de luz como “coluna de fogo”.

“E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvens para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite” (Êxodo 13:21-22).

“Eles ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo; pois tu, ó Senhor, és visto face a face, e a tua nuvem permanece sobre eles, e tu vais adiante deles numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite” (Números 14:14).

“Além disso, tu os guiaste de dia por uma coluna de nuvem e de noite por uma coluna de fogo, para os alumiares no caminho por onde haviam de ir” (Neemias 9:12).

“Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os abandonaste no deserto. A coluna de nuvem não se apartou deles de dia, para guiá-los pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes alumiar o caminho por onde haviam de ir” (Neemias 9:19).

E também não existe criação de cavalos alados no “céu”. No capítulo 19 de Apocalipse diz que Yesu Cristo descerá com seus anjos montados em cavalos brancos. Ora, essa visão é simbólica, e não pode ser entendida de forma literal. Tolo é quem interpreta o Apocalipse de forma literal.

Para entender sobre essas questões, procure ler os textos do meu blog. Tem tudo lá. É só procurar por palavra-chave, que você vai encontrar.

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“O conhecimento superficial da Bíblia transmitido pelas escolas teológicas cristãs é um grande perigo. Mas, perigo maior é o conhecimento oculto transmitido pelos mestres cabalistas. É preciso ter um conhecimento intermediário entre esses dois ramos do conhecimento. Doutra forma, todos continuarão sendo enganados. Ou então, é necessário que alguém de fora do sistema conscientize as pessoas que estão presas na Matrix” (Miquels7).
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Miquels7

Manaus, 04 de fevereiro de 2018.

 

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04/02/2018 Posted by | ATEÍSMO, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE, TEOLOGIA, UFOLOGIA | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

ESCLARECENDO AS TRADUÇÕES E INTERPRETAÇÕES DETURPADAS DA BÍBLIA

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O Cristo falso

Jesus, o Cristo, filho obediente de Deus, não pode ser adorado.

Em Mateus 2 uns magos vindo do Oriente foram até Belém da Judeia procurar saber a respeito do nascimento do REI DOS JUDEUS. E segundo diz a Bíblia, tradução de J. F. de Almeida, eles iriam ADORAR O REI DOS JUDEUS. E mais na frente o rei Herodes também diz que queria saber onde nascera o REI DOS JUDEUS para que pudesse também ir lá, adorá-lo.

Ora, é evidente que nem os magos e nem o rei Herodes adorariam um rei de outra nação. Na antiguidade ninguém nunca adorava um rei. É verdade que as pessoas se prostravam diante do rei como sinal de reverência e ofereciam presentes, mas nunca se adorava um rei como se fosse um deus.

Por aí vemos as deturpações das traduções da Bíblia. E essa que diz que os magos e o rei Herodes queriam ADORAR O REI DOS JUDEUS é a tradução Revista e Corrigida de João Ferreira de Almeida.

Nessa passagem de Mateus 2 a tradução correta da palavra não é ADORAR, mas, HOMENAGEAR. A Bíblia de Jerusalém tem uma melhor tradução.

Veja o texto de Mateus 2:

1 Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam:
2 Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo (HOMENAGEÁ-LO).
3 O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém;
4 e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo (o Messias, o Libertador dos Judeus).
5 Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:
6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.
7 Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera;
8 e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore (PRESTE HOMENAGEM A ELE).

Nos evangelhos há vários relatos onde pessoas se PROSTRARAM diante de Jesus. Algumas traduções diz que a pessoa se “prostrou e o adorou”. Parece-me que a expressão “adorou” é um acréscimo tendencioso do próprio escritor do evangelho, ou foi algo acrescentado pelos tradutores.

O ato de se curvar ou se prostrar diante de um rei não significa adoração. Se o ato de se prostrar significasse adoração, então, devemos entender que a Betseba adorou o rei Davi. Veja:

“Foi, pois, Bate-Seba à presença do rei na sua câmara. Ele era mui velho; e Abisague, a sunamita, o servia. Bate-Seba inclinou a cabeça, e se prostrou perante o rei. Então o rei lhe perguntou: Que queres?” (I Reis 1:1516).

A conclusão que se tem a respeito da tradução da palavra “adoração” em Mateus 2:8 é que o rei Herodes, sendo rei, não poderia adorar outro rei, pois, o texto deixa bem claro, que o menino que nasceu não era o “Deus” dos judeus, mas o REI DOS JUDEUS. Portanto, dizer que o rei Herodes falou aos magos que também queria “adorar” o rei dos Judeus é pura falácia. E os magos não eram “reis vindos do Oriente”, coisa nenhuma. O texto não fala nem que eles eram “reis”. Apenas diz “uns magos” vindo do Oriente. Os magos eram bruxos, ou sacerdotes dos deuses de algum reino do Oriente; eles foram enviados como emissários de um rei, pois, quando chegaram na Judeia eles não foram recebidos como chefes de Estado pelo rei Herodes. E aliás, se fossem reis, teriam que andar como uma grande escolta de soldados pelo deserto, e isso não se evidencia na narrativa de Mateus, pois, somente Mateus registrou esse episódio dos magos. E “mago” não significa “sábio”; significa bruxo, ou sacerdote dos deuses.

O texto, a seguir, foi extraído da internet. Nele, o autor sintetiza bem o problema das traduções tendenciosas dos religiosos fanáticos. Leia:

“Os tradutores das bíblias Almeida são uma “benção”. Traduzem hades por inferno, tártaro por inferno, geena por inferno. É o mesmo que dizer que gato, lebre e cachorro significa macaco. Mas, você vai dizer “Aí não, neh”.  Mas o tradutor faz isso quando quer, com a bíblia. A fé pessoal (teologia) do tradutor influência e muito como ele traduz. Traduz “A tua fé te salvou” quando deveria ser traduzido como “A tua fé te curou”. Algumas ainda trazem versículos nos evangelhos dizendo que Jesus foi adorado, quando na verdade significa que pessoas se prostraram diante dele, como um sinal de reverência que era um ato comum e cultural, espalhado por todo o AT. Mas, o que o tradutor faz? Traduz como adoração por que? Porque ele acredita que Jesus é Deus; então ele força o texto a dizer algo que colabora com sua própria fé pessoal. São coisas que parecem bobas, mas que, quando se está lendo e estudando, faz toda diferença. Não sou um fanático pelos “originais” da Bíblia e blá-blá-blá…. Mas, estes pequenos detalhes entre o texto na língua em que foi redigido e a tradução, estes detalhes são importantes e fazem toda diferença”.

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UM JOVEM RICO SE AJOELHOU DIANTE DE JESUS EM SINAL DE RESPEITO, E LHE FEZ UMA PERGUNTA, CHAMANDO-O DE “BOM MESTRE”. AÍ, JESUS O REPREENDEU, DIZENDO QUE NINGUÉM É BOM, SENÃO UM SÓ, QUE É DEUS. SE NEM MESMO JESUS SE CONSIDERAVA “BOM”, POR QUE OS RELIGIOSOS O TRANSFORMARAM EM UM DEUS IGUAL AO PAI?

Jesus deixou bem claro em muitas passagens bíblicas a quem devemos adorar e prestar culto. E Jesus jamais exigiu adoração para si mesmo. Veja:

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua. Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Lucas 4:5-7).

Um jovem rico se ajoelhou diante de Jesus e ainda o chamou de Bom Mestre. Mas Jesus o repreendeu, dizendo que ninguém é bom, senão um só que é Deus. Ora, se Jesus era Deus, por que nem ele mesmo se considerou “bom”? Só mesmo uma pessoa com mente entorpecida por fanatismo religioso acha que Jesus é Deus.

“Ora, ao sair para se pôr a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele e lhe perguntou: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? ninguém é bom, senão um que é Deus” (Marcos 10:17).

No início do Livro das Revelações (Apocalipse) diz que as revelações foram concedidas por Deus a Jesus. E foi o próprio Senhor Jesus que passou as revelações a João. Não foi um anjo especial de Jesus que passou as revelações a João. Porém, as 7 cartas endereçadas às 7 congregações da Ásia Menor foram enviadas pelos 7 anjos (sete estrelas) que auxiliam Jesus. Jesus primeiramente notificou as mensagens das cartas a João e pediu que escrevesse e enviasse através de seus anjos às igrejas. Durante toda a narrativa do livro de Apocalipse, quem passa as visões a João é o próprio Senhor Jesus, o anjo poderoso, vestido de roupa talar, aquele mesmo Ser Poderoso que apareceu a João no início do livro, e o deixa atemorizado. No capítulo 19 de Apocalipse João chega a dizer que se prostrou diante do anjo poderoso para o adorar, mas este o impediu de adorá-lo, e disse que só a Deus, o Pai, é quem devemos adorar. Portanto, o anjo que Jesus quis adorar no capítulo 19 é o mesmo anjo poderoso, vestido de roupa talar, que lhe apareceu a primeira vez na ilha de Patmos. Esse anjo vestido de roupa talar disse ser o próprio Senhor Jesus. João caiu a seus pés, atemorizado, mas não o adorou, porque sabia que anjos não podem ser adorados. Da mesmo forma o profeta Daniel também se prostrou diante deste mesmo ser poderoso, mas não se prostrou para adorá-lo, mas curvou-se diante dele como sinal de reverência. Perceba que esse Ser Poderoso vestido de roupa talar que apareceu a Daniel é o mesmo Ser Poderoso vestido de roupa talar que apareceu a João na ilha de Patmos e disse ser o Senhor Jesus Cristo. E nem Daniel e nem João adorou esse Ser Poderoso, porque ele não é Deus. Veja as passagens:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre; levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão. Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder. Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra. E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo” (Daniel 10:4-11).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno” (Apoc. 1:9-18).

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E TODOS OS ANJOS DE DEUS O ADOREM

Já faz um tempo que fiz um estudo, o qual publiquei no meu blog, provando que Jesus não é Deus e mostrando as interpretações tendenciosas dos teólogos fanáticos que fundamentaram a herética teoria da trindade divina. A teoria da trindade é um dos maiores engodos do Cristianismo.

Sobre a referência de Hebreus 1:6, onde o escritor cita um texto “duvidoso”, afirmando que os anjos devem adorar o Filho primogênito, por não encontrar referência cruzada em nenhum livro do AT, cheguei a afirmar que esta citação era apócrifa, extraída de um livro não-canônico. Mas, depois de muito pesquisar, encontrei a tal referência no livro dos Salmos. O problema é que os estudiosos tradicionais não conseguiram encontrar na Tanach a referência que o escritor da Carta aos Hebreus se referiu. Por essa razão que não aparece referências cruzadas com relação à citação de Hebreus 1:6 nas versões de J. F. de Almeida. A referida citação se encontra em Salmos 97:7b.

Podemos constatar as deturpações das traduções na própria Bíblia, versão de João Ferreira de Almeida. Por exemplo, quando você lê na Bíblia versão corrigida de Almeida, Hebreus 1:6, insinuando que os anjos devem adorar o Filho, nessa mesma versão podemos encontrar a referida citação no livro dos Salmos (97:7b), a mesma pequena frase transcrita para o livro de Hebreus. Vamos comparar?

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: ‘E todos os anjos de Deus o adorem'” (Hebreus 1:6).

A tradução correta é: “E todos os anjos de Deus lhe prestem honras” (ou lhe prestem homenagens).

“O Senhor reina, regozije-se a terra; alegrem-se as numerosas ilhas. (…) Confundidos são todos os que servem imagens esculpidas, que se gloriam de ídolos; prostrai-vos diante dele, todos os deuses” (Salmos 97:1,7).

A frase “prostrai-vos diante dele todos os deuses” refere-se a adoração a Deus, o Pai, e não ao Filho. Ou o autor da Carta aos Hebreus citou o texto corretamente, mas de forma tendenciosa, para provar que Jesus deve ser adorado, ou citou a frase corretamente, com a intenção de dizer que o Filho deve receber honras assim como Deus pai é honrado. Porém, os tradutores deturparam palavras do texto original. A expressão “deuses” refere-se aos anjos.

O certo é que Jesus é um anjo super-poderoso, e os anjos são seres criados; e nenhuma criatura deve ser adorada. Jesus é um anjo porque João o viu nessa condição de anjo, na ilha de Patmos, vestido de uma roupa talar (vestido de linho fino que chegava até os pés), e tinha os lombos cingidos com um cinto de ouro. Somente os anjos poderosos aparecem vestidos dessa maneira na Bíblia.

Aliás, Jesus é um anjo, mas Ele não possui asas. Jesus, quando ascendeu as céus diante da vista dos seus discípulos, ele não subiu voando, mas foi sugado por uma nave espacial que estava por trás das nuvens. Da mesma forma, parece-me que os varões (anjos) que apareceram aos discípulos, após a subida de Jesus aos céus, não possuíam asas.

“Tendo ele [Jesus] dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco” (Atos 1:9-10).

Parece-me que a crença de que os anjos possuem asas é mais uma lenda, ou fantasia imaginada pelos cristãos, ideias tiradas da leitura dos livros de Daniel, Ezequiel e Apocalipse, do que mesmo algo real.

Se anjos possuem asas, acredito que somente a classe dos querubins são seres alados. Jesus e o arcanjo Miguel não possuem asas. Acredito que até os anjos comuns não possuem asas. Talvez as ditas asas dos anjos sejam apenas peças de adorno.

Na Bíblia tem registro da aparição visível de anjos, mas nunca são descritos possuindo asas. Dois varões apareceram na tenda de Abraão, e segundo os melhores intérpretes, esses varões eram anjos de Deus. Esses dois varões se assentaram e comeram junto com Abraão, mas não são identificados com asas. Temos ainda a aparição visível de dois anjos na cidade de Sodoma, os quais foram lá para tirar de forma forçada a família de Ló por causa da catástrofe que estava preste a acontecer. Os moradores da cidade viram os varões, mas não os identificaram como sendo anjos.

Da mesma forma, também apareceu a Josué um homem muito forte que tinha na mão uma espada. Esse homem se identificou como “Príncipe do Exército do Senhor”. E Josué se prostrou diante dele em reverência. O texto fala que Josué se prostrou e o adorou. Mas essa versão da Bíblia que diz que Josué adorou o anjo é tradução tendenciosa de João Ferreira de Almeida. Na verdade, esse anjo poderoso trata-se do arcanjo Miguel, que é o Príncipe do Exército de Deus.

“Ora, estando Josué perto de Jericó, levantou os olhos, e olhou; e eis que estava em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua. Chegou-se Josué a ele, e perguntou-lhe: És tu por nós, ou pelos nossos adversários? Respondeu ele: Não; mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué, prostrando-se com o rosto em terra, o adorou e perguntou-lhe: Que diz meu Senhor ao seu servo? Então respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Tira os sapatos dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E Josué assim fez” (Josué 5:13-15).

Temos, ainda, o episódio da luta de Jacó com um anjo. Como a luta aconteceu de madrugada, quando ainda estava escuro, Jacó não conseguiu identificar o anjo do Senhor, e lutou contra ele com espada, imaginando que fosse um de seus inimigos. O anjo, na verdade, só fazia se defender. E quando já estava clareando o dia, o anjo atingiu com um golpe a coxa de Jacó para que ele parasse de o atacar. Quando o dia começou a clarear Jacó conseguiu identificar que aquele contra quem lutava era o anjo do Senhor. Aí ele se desesperou, porque sabia que o anjo estava lá para lhe trazer a resposta das suas orações. E implorou que o anjo lhe entregasse a mensagem. Quando os crentes comuns leem esse episódio sobre a luta de Jacó com um anjo, eles imaginam cada bobagem! Chegam a dizer que o anjo tocou a coxa de Jacó com a finalidade de o abençoar. Quanta tolice desses crentes! E ainda fazem até hinos com a interpretação errada dessa luta de Jacó com o anjo.

Ora, se o anjo com o qual Jacó lutou tivesse asas, por certo, Jacó não teria tido dificuldade em identificá-lo como o anjo do Senhor. Jacó lutou com espada contra o anjo imaginando que fosse um homem comum. A história da luta de Jacó com o anjo está bastante resumida. Se você ler o início do capítulo 32 de Gênesis vai constatar que Jacó viu vários anjos e disse que eles eram do Exército do Senhor. E o anjo que lutou com Jacó era um desses anjos, mas este não tinha asas, pois, o próprio texto diz que este personagem desconhecido era um homem.

“Jacó, porém, ficou só; e lutava com ele um homem até o romper do dia. Quando este viu que não prevalecia contra ele, tocou-lhe a juntura da coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, enquanto lutava com ele. Disse o homem: Deixa-me ir, porque já vem rompendo o dia. Jacó, porém, respondeu: Não te deixarei ir, se me não abençoares. Perguntou-lhe, pois: Qual é o teu nome? E ele respondeu: Jacó. Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas Israel; porque tens lutado com Deus e com os homens e tens prevalecido” (Gên. 32:24-28).

Porém, a ideia principal que os crentes tem a respeito dos anjos possuírem asas vem da leitura de Ezequiel capítulos 1 e 10 que fala a respeito dos querubins com quatro asas, da leitura de Isaías 6, que fala sobre os serafins que possuíam seis asas, e de Apocalipse 4, que também descreve anjos querubins com quatro asas. E nenhum desses querubins, nessas passagens, são seres reais. Os querubins de quatro asas, bem como os serafins de seis asas (que são os mesmos querubins) eram esculturas de anjos esculpidas ao redor da nave onde estava o trono de Deus. Esses querubins estavam fixados nos quatro cantos da nave espacial, e suas asas tocavam umas às outras, assim como se tocavam as asas dos querubins esculpidas sobre a Arca da Aliança. Essa Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial de Deus. E o trono de Deus fica postado sobre ela. Quando o texto diz que “se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa”, significa que o trono de Deus foi retirado de sobre a nave, mudando de lugar. O ruído das asas dos querubins na verdade era o barulho dos motores da nave, que eram movidos a propulsão. No capítulo 1 de Ezequiel o profeta consegue ver a nave vindo camuflada entre as nuvens, mas deu pra ele visualizar o jato de fogo expelido pelas turbinas dos motores a propulsão. As rodas que Ezequiel viu nada mais eram que rodas iguais às de um automóvel, que servia para a nave se locomover de um lado para outro sobre o chão. Ezequiel viu a nave surgindo de entre as nuvens e a primeira coisa que viu foi as esculturas dos querubins ao redor da nave. Ezequiel disse que os querubins tinha aparência de monstros, com cabeça de boi, de águia, de leão e de anjo. E pra completar o absurdo, disse que os querubins tinham pernas eretas e se pareciam com pés de bezerro. Ora, tudo isso indica que esses querubins eram esculturas desenhadas ao redor da nave. Diz ainda que esses querubins não se moviam por si só, e andavam sempre no sentido que a nave se movia sobre as rodas. As asas dos querubins não se mexiam, porque eram esculturas, e o ruído que o escritor sagrado diz que vinha das asas, não eram das asas, mas dos motores da nave. Fico imaginando porque os teólogos não enxergam o óbvio, e ficam imaginando coisas absurdas. Essas visões de Ezequiel não tem nada de “espiritual”. Todos os seres ditos “espirituais” são seres iguais a nós, humanos. A diferença é que eles são mais evoluídos e poderosos.

Veja os textos:

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido. E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim: Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si; e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia; assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles. E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam” (Ezequiel 1:4-12).

“Depois olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante em forma a um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas giradoras, até debaixo do querubim, enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam de pé ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa; e encheu-se a casa duma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do Senhor. E o ruído das asas dos querubins se ouvia até o átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala” (Ezeq. 10:1-5).

Depois dessas minhas explicações, será que você ainda vai ficar imaginando que os anjos possuem asas?

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MAIS ANÁLISE SOBRE OS ANJOS COM ASAS

Se ainda não se convenceu de que anjos possivelmente não possuem asas, atente para mais explicações.

Existe cerca de quatro citações na Bíblia falando a respeito de anjos voando, uma no livro de Isaías, outra em Daniel e duas no livro de Apocalipse.

“Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz” (Isaías 6:6).

“Sim, enquanto estava eu ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora da oblação da tarde” (Daniel 9:21).

“E olhei, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra” (Apoc. 8:13).

“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo” (Apoc. 14:6).

A primeira coisa que se deve notar é que os anjos não são seres espirituais. Por quê? Porque se fossem seres viventes espirituais não precisariam de asas para voar, pois, a força de gravidade não afeta os espíritos. Na visão que Ezequiel teve sobre os quatro seres viventes, ele diz que os seres viventes se elevaram da terra para cima. Logo, a visão que Ezequiel teve (capítulos 1 e 10) não foi num suposto mundo espiritual, mas foi aqui mesmo na terra, no mundo físico. Ezequiel contemplou a visita de uma cápsula ou nave espacial que trazia sobre ela a glória de Deus (trono de Deus). E onde esta nave aportou? A nave desceu sobre o Grande Templo do Senhor, em Israel, e chegou a pousar no chão. Leia com bastante cuidado para você entender.

Anjos com seis asas - Serafins

Em Isaías 6 e Apocalipse 4 diz que os querubins (que são os mesmos serafins) tinham 6 asas. Já Ezequiel diz que cada querubim tinha 4 asas. Isaías diz que os serafins tinham 6 asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés, e com duas voam. Percebe-se um absurdo na interpretação literal dessa passagem bíblica. Como pode um querubim voar com os rostos tapados? Só na cabeça desses crentes malucos, que não sabem interpretar o texto e ficam imaginando ilusões. Os querubins ou seres viventes das visões de Ezequiel, Isaías, Daniel e João não eram seres reais; eram esculturas de anjos que adornavam a cápsula ou nave espacial que levava a tripulação divina.

ASAS QUE FAZEM BARULHO

Isaías diz que um dos serafins voou levando até ele brasas tiradas do altar e Ezequiel diz que as asas dos querubins faziam estrondo. Podemos concluir que essas asas do anjo que voou não eram reais. Embora as asas fossem adornos, mas sob elas havia um motor a propulsão que faziam os anjos descer e se elevar do chão. Eis a razão do barulho das asas dos anjos.

Se os querubins possuem asas, porém, essas asas não são reais. No livro de Daniel, capítulo 7, temos a descrição de quatro animais simbólicos, e um deles diz-se que possuía asas como de águia, e outro possuía asas de ave. Esses animais simbólicos eram bestas da terra. Besta é qualquer animal selvático, como o boi selvagem (búfalo), cavalo, rinoceronte, etc. Portanto, esses quatro animais da visão de Daniel eram simbólicos, pois, é inadmissível existir um animal mamífero com asas de ave. Da mesma forma, é inadmissível crer que existam anjos (parecidos com os humanos) possuindo asas de ave. Se os anjos possuíssem asas, suas asas seriam parecidas com as de morcegos.

No livro de I Reis diz que Salomão mandou construir esculturas gigantes de uns querubins dentro do compartimento do Templo onde ficava posicionada a Arca da Aliança. As asas dos querubins ficam posicionadas sobre a Arca, como se estivessem protegendo as coisas dentro dela. Além dessas esculturas, havia mais duas esculturas pequenas de querubins fixadas sobre a Arca, postadas uma de frente para a outra, e suas asas se tocavam.

De acordo com as referências bíblicas, podemos notar que somente os querubins (ou serafins) são descritos como possuindo asas. Mas, essas asas não são reais, são adornos, e debaixo delas há um motor movido a propulsão, o qual serve para o querubim se locomover.

Para você ver que não podemos fazer interpretação literal dos textos bíblicos, sem uma profunda análise, veja o absurdo que se fala no livro de Salmos e livro de Crônicas:

“E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.” (Salmos 18:10).

No salmo 18 Davi descreve poeticamente o Deus Todo-Poderoso como um grande dragão que cospe fogo e solta fumaça pelas narinas. E chega ao absurdo de dizer que ele monta nas asas de um querubim e voa. Mas, conclui afirmando que ele voa sobre as asas do vento. Ou seja, voa sobre uma coisa imaginária. E a imaginação não está na mente de Deus, mas na mente do salmista.

Se formos fazer interpretação literal desse texto, devemos entender que as asas dos anjos possuem motores movidos a propulsão, pois Ezequiel diz que as asas dos querubins faziam bastante estrondo. Logo, percebe-se que eram estrondo dos motores sob as asas.

No livro de Apocalipse João tem a visão de uma águia voando sobre o céu proclamando juízos sobre a Terra; e mais na frente ele contempla um anjo voando no céu, proclamando um evangelho eterno aos habitantes da Terra. Sabemos que águia não fala. Sendo assim, podemos deduzir que essa “águia” era um anjo. E se o anjo voava, logo, ele se encontra num local onde existe força de gravidade, para poder existir lógica para o uso das asas. E segundo a concepção de reino espiritual, sabemos que não é necessário o uso de aves para os seres se locomoverem. Portanto, conclui-se que as visões que João teve foram num mundo físico, e não num mundo espiritual.

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DEUS NÃO CONFIA TOTALMENTE NOS SEUS ANJOS, E TEME QUE POSSAM COMETER ALGUMA LOUCURA

“Eis que Deus não confia nos seus servos, e até a seus anjos atribui loucura” (Jó 4:18).

Apesar da frase de Jó 4:18 ser atribuída a Elifaz, amigo de Jó, acredito que ela resume uma verdade.

No final do livro de Jó, Deus ordena que Jó ofereça sacrifícios pelos seus amigos, porque eles não falaram bem a respeito de Deus. Isso não significa que tudo o que os três amigos de Jó falaram foi inverdades. Na verdade, o que eles “não falaram bem” foi a respeito do caráter de Deus. Se admitirmos que tudo o que os três amigos de Jó dissertaram foi devaneios de suas mentes, então, devemos considerar que nem tudo o que Jó falou foi verdades absolutas.

Os amigos de Jó também falaram muitas verdades. E uma dessas verdades é o que disse Elifaz em Jó 4:18. Deus não confia totalmente nos seus anjos, e teme que até possam cometer alguma loucura. Uma prova disso é o próprio querubim ungido, conhecido como Satanás, que se rebelou contra o seu criador.

Se Jesus é um anjo poderoso, logo, Ele não pode ser Deus, nem igual a Deus, pois, os anjos são criaturas passíveis de fraquezas e de cometer erros. Por essa razão, Jesus disse que não deviam chamá-lo de “bom”, porque bom mesmo só existe um, que é Deus. Mesmo contrariando a si mesmo, Jesus chegou a se intitular de o “Bom Pastor”, em João 10. Isso não significa que Jesus era esquizofrênico. Ou seja, uma hora dizia que não deviam chamá-lo de “bom Mestre”, e depois, dizia que era o “bom Pastor”.

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JESUS, O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

O emprego da expressão “Deus Unigênito” em João 1:18, na Bíblia Almeida Corrigida, foi traduzida de forma tendenciosa, para justificar a doutrina da deidade de Jesus.

Na Bíblia de Jerusalém o verso de João 1:18 está traduzido corretamente.

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Bíblia de Jerusalém).

O apóstolo João empregou de forma errada a palavra “unigênito” para se referir a Jesus durante a narração do Evangelho. A palavra correta é PRIMOGÊNITO. O vocábulo “unigênito” está errado porque não existe nenhuma concordância na Bíblia a respeito desse termo utilizado por João, pois, nenhum outro escritor do Novo Testamento empregou essa palavra para se referir a Jesus. Alguns estudiosos alegam que João se utilizou de um termo de cunho esotérico para dizer que Jesus é um ser divino que eclodiu (foi dado à luz) de dentro do próprio Deus.

Jesus é um anjo. Portanto, é uma criatura. Na verdade, Jesus foi o primeiro ser vivo perfeito a ser criado. Ele sempre esteve com Deus desde o dia em que foi criado. Quando a Bíblia diz que Ele é o princípio da criação de Deus, significa que Ele foi a primeira criatura perfeita a ser criada. E todas as outras coisas foram criadas por intermédio dele, menos o Universo, porque este sempre existiu.

Perceba que João escreveu o Apocalipse, mas ele não emprega a palavra “unigênito” para se referir a Jesus, mas utiliza a expressão “princípio da criação”, que significa “primogênito da criação”.

O apóstolo Paulo emprega corretamente a palavra “primogênito” para afirmar que Jesus foi a primeira criatura perfeita criada por Deus. Jesus disse que “antes que Abraão existisse, eu sou”. Ora, se Jesus sendo um Anjo Poderoso, o braço direito de Deus, se encarnou para morrer pela humanidade, logo, ele já existia com Deus antes da criação de Adão e Eva, e antes do surgimento de Abraão, mas não era Deus. Ele estava com Deus no princípio, mas não era Deus Todo-Poderoso. No livro dos Salmos os anjos são chamados de “deuses”. Jesus e os anjos podem ser considerados seres divinos, pois, vivem nos céus, mas não são deuses iguais a Deus Todo-Poderoso. São criaturas.

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Colossenses 1:15).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apoc. 3:14).

“Princípio da criação” significa o “primogênito da criação”, o primeiro ser perfeito a ser criado.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus lhe prestem honras” (Hebreus 1:6).

 

30/07/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | Deixe um comentário

A VISÃO DO TRONO DE DEUS DE EZEQUIEL, DANIEL, ISAÍAS E JOÃO

Estudo comparativo da visão que Ezequiel, Daniel, Isaías e João tiveram sobre o Trono de Deus e os querubins.

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By Miquels7 – Todos os direitos reservados

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Estou preparando um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extraterrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem. 

O estudo será postado, abaixo, em imagem de arquivos PDF, pois, a estrutura do texto é feita em colunas, contendo as passagens bíblicas dos lados direito e esquerdo, e na coluna central os comentários.
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Rodas de Ezequiel 03

INTRODUÇÃO

Os deuses criaram a raça humana aqui na Terra com a finalidade de cuidá-la e também para que desfrutassem de toda sua riqueza. Os humanos deviam se multiplicar na face na Terra, mas não podiam adquirir conhecimento e nem obter o domínio sobre a matéria e os cosmos. Não podiam se tornar civilizados. Tinham que permanecer sempre como nativos, isto é, vivendo como os índios, nus, inocentes, sem se envergonhar da nudez. E como prêmio, Deus lhes concedeu o elixir da vida, o fruto da vida eterna, para que nunca morressem. Mas, um dentre os seres celestiais sabotou a criação e frustrou os planos de Deus (ou deuses). O homem “pecou” ao se tornar civilizado e obter o domínio da matéria. Por causa disso, Deus amaldiçoou o homem e também a Terra. Mas, prometeu um dia resgatar os homens bons e também restaurar a Terra ao seu estado original.

Os humanos da raça dos atlantes não representavam um perigo para os deuses e nem para o próprio planeta. Porém, os humanos da raça adâmica se tornaram um grande perigo não só para os deuses, como para o planeta Terra e todo o Sistema Solar.

Comparo o perigo que representa o governo humano civilizado para os deuses e os cosmos, com o perigo que representa o governo da Coréia do Norte em relação aos Estados Unidos e o resto do planeta. Deus (ou os deuses) deixou o homem civilizado se multiplicar e se espalhar sobre a face da Terra, mas subestimou o tamanho do perigo que isso representava. Os cientistas humanos, ao adquirirem o conhecimento e controle da matéria, foram além do que os deuses esperavam. Assim também os EUA e a ONU subestimaram o governo da Coréia do Norte, e não achavam que um dia esse país iria desafiar as grandes potências do planeta Terra, e ser a causa de uma possível tragédia nuclear. Por isso, não resta alternativa aos governantes da Terra, a não ser a destruição do governo da Coréia do Norte. De forma análoga, também podemos comparar e afirmar que Deus subestimou o perigo que o homem poderia representar para o planeta e para os cosmos. Se Deus não subestimou, como dizem os teólogos tradicionais, ele então previu, na sua onisciência, que o homem não teria fim nas más intenções do seu coração, e traçou um plano para pôr fim ao domínio do homem sobre a Terra. E o Livro com sete selos descrito no Apocalipse nada mais é do que esse plano que Deus traçou para destronar o homem do domínio aqui na Terra. Todos os juízos de Deus contidos no Livro de sete selos do Apocalipse serão necessários para que Deus tome o controle do planeta Terra, e faça reinar aqui o Messias, o Ungido, enviado do Céu, para governar as nações e não mais deixar que o homem continue com sua busca desenfreada pelo conhecimento e domínio da matéria.

“Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre (de Babel) que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade” (Gênesis 11:5-8).

Mas os humanos não cessaram de edificar nada, e estão na busca desenfreada pelo conhecimento e o domínio da matéria. Agora eles querem alcançar os cosmos com suas naves espaciais, a procura de outros mundos habitáveis. No entanto, o perigo maior está aqui mesmo no planeta: as bombas nucleares, os vírus mortais e pestes que podem ser espalhadas rapidamente entre a população. Portanto, não resta ou saída. Deus terá que destruir todos os governos humanos aqui da Terra, o tal governo da Besta-666.

Acho que Deus (ou os deuses) não imaginou que o homem que colocou aqui na Terra, com um cérebro limitado, pudesse ir tão longe à busca do conhecimento, ao ponto de dominar a matéria, perscrutando o ínfimo de cada molécula dos elementos químicos. Não imaginou que o conhecimento ou a Ciência humana se voltasse para o controle dos átomos e das moléculas dos elementos químicos. Não tinham ideia da nanotecnologia. Pelas descrições da tecnologia extraterrestre nos livros de Ezequiel, Daniel e Apocalipse, podemos notar que os deuses não têm conhecimento da nanotecnologia. Por isso, mais do que nunca, os humanos se tornaram um perigo mortal para os deuses e para todo o Universo. Pois, nunca haverá limites para os cientistas na busca do conhecimento e domínio da matéria. De qualquer forma, já está traçado um limite para o homem, o qual ele não poderá ultrapassar. Os deuses devem ter aprendido muito com os humanos, tanto na organização de suas sociedades, como na obtenção do conhecimento sobre a matéria, que nem eles tinham. Mas os humanos não podem viver sem o controle de suas ações e intenções de suas mentes limitadas. Alguns ufólogos afirmam que as aparições de discos voadores começaram a surgir com mais frequência depois que foram detonadas as primeiras bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Os deuses desceram para ver o que se passava aqui na Terra, assim como desceram quando os primeiros humanos estavam construindo a grande Torre de Babel. Agora eles estão mais preocupados com os destinos da raça humana, porque ela mesma pode se autodestruir com bombas atômicas.

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SÍNTESE GERAL

Imaginava eu que o profeta Isaías, em sua visão, possivelmente tivesse se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista o mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis. Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel.

Não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E a nave era quadra, tendo o mesmo formato da Arca da Aliança. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins, ao redor da nave, tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição, pois, no segundo relato ele não vê rosto de boi, e ainda acrescenta o rosto de querubim.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que o profeta contemplou não eram literais. Eram figuras de anjos desenhadas ou esculpidas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor e rodas para pousar no chão, bem como o barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Arca da Aliança

01 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João02 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João03 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João

(Continua …….)

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16/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , , , | 6 Comentários

SESSÃO APRENDENDO A BÍBLIA CORRETAMENTE

*****(CORRIGIDO E ACRESCENTADO MAIS INFORMAÇÕES*****

1) Os Anjos Não Cantam, Não Entoam Cânticos

A faculdade de cantar é uma característica exclusiva da raça humana e das aves terrestres.

Em nenhum lugar da Bíblia vemos os anjos entoando cânticos para Deus ou cantando para se divertirem. Nos livros proféticos do Antigo Testamento, nos Salmos e no Apocalipse não há evidência explícita de anjos cantando. O que existe são menções a anjos adorando ou glorificando ao Deus Todo-Poderoso com palavras e não com cânticos.

Os crentes imaginam que vão cantar no Céu junto com os anjos. Outros dizem que haverá coros de anjos no Céu, cantando melodias que não tem fim. Porém, tudo isso não passa de fantasias da mente humana. Sei que há muitos hinos bonitos e comoventes que fazem referências a anjos cantando no céu, e até aprecio esses hinos. No entanto, são crendices que os crentes aprenderam devido a ensino deturpado das Escrituras.

Aprecie esses dois belos hinos de Juarez Arraes e Josué Barbosa Lira clicando nos links, abaixo. São bens inspiradas as melodias desses cânticos, mas a parte da poesia que fala dos anjos cantando não retrata uma verdade. Ademais, o poema desse hino “Canto dos Arcanjos”, de Josué Lira, é lindo, mas a melodia pode não ser inspirada, visto que essa melodia é a mesma do hino 151 da Harpa Cristã, “Fala Jesus Querido”. Não sei exatamente qual desses dois hinos tem a melodia plagiada.

1) CANTO DOS ARCANJOS
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/31+Canto+dos+Arcanjos+-+Josu*c3*a9+B.+Lira,944743596.mp3(audio)

2) CRENTE FIEL
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/30+Crente+Fiel+-+Juarez+Arraes,944743646.mp3(audio)

3) Fala Jesus Querido
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/HINOS+DA+HARPA+CRIST*c3*83/Harpa+de+Ouro+-+640+Hinos+da+Harpa+Crist*c3*a3+(Cr*c3*a9ditos+ao+Devan)/151+FALA+JESUS+QUERIDO,788939749.mp3(audio) 

O ato de cantar é uma arte, mas o cântico humano é motivado por diversos fatores emocionais. As aves cantam sempre quando estão alegres. Os humanos cantam quando estão alegres ou tristes, felizes ou melancólicos. E também cantam para se divertir ou para render culto às divindades.

E os anjos também não tocam instrumentos musicais para louvar a Deus. No Apocalipse aparecem anjos tocando trombetas referentes aos juízos de Deus. Porém, há muitas referências de humanos tocando instrumentos musicais, como harpas, para render louvor a Deus.

No livro de Apocalipse está a prova final de que os anjos não podem aprender a cantar, talvez porque não possuem as cordas vocais semelhantes às dos humanos. Ou talvez porque não existem motivos emocionais para entoarem cânticos.

“E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra” (Apoc. 14:2-3).

Aí está a prova que os anjos não cantam e nem podem aprender a cantar como os humanos cantam.

2) Não Existe a Classe Angelical dos Serafins

Teólogos, exegetas e pastores sempre ensinam que as classes angelicais são: anjos, arcanjos, querubins e serafins. Mas a verdade é que só existe a classe dos anjos comuns, os mensageiros, e classe dos querubins. Arcanjo não é uma classe de anjo, mas uma patente angelical superior.

Na Bíblia existe uma única referência à suposta classe angelical dos SERAFINS no livro de Isaías. Porém, se existe a doutrina dos anjos, os teólogos não podem se utilizar de uma única referência para definir a classe dos serafins. Na verdade, os tais serafins que Isaías contemplou eram os mesmos querubins que o profeta Ezequiel descreveu de forma detalhada. Os serafins de Isaías tinham seis asas, e os querubins de Ezequiel tinham quatro asas. Mas Isaías pode ter se confundido sobre o números de asas. Logo, percebe-se que os serafins de Isaías eram os mesmos querubins de Ezequiel. E Ezequiel contemplou muitos anjos em suas visões, mas não fez nenhuma referência à suposta classe dos serafins. E nem no Apocalipse vemos referências aos tais serafins. Talvez o profeta Isaías não tinha palavras apropriadas para descrever a magnitude dos anjos que contemplou, e os denominou de serafins. Já a classe dos querubins era bem conhecida dos hebreus e é bastante citada na Bíblia. Tanto é que sobre a Arca da Aliança havia a escultura de dois querubins postados um de frente para o outro, com as asas se tocando.

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. (…) Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Isaías 6:1-7).

“Depois olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante em forma a um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas giradoras, até debaixo do querubim, enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam de pé ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa; e encheu-se a casa duma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do Senhor. E o ruído das asas dos querubins se ouvia até o átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala. Sucedeu pois que, dando ele ordem ao homem vestido de linho, dizendo: Toma fogo dentre as rodas, dentre os querubins, entrou ele, e pôs-se junto a uma roda. Então estendeu um querubim a sua mão de entre os querubins para o fogo que estava entre os querubins; e tomou dele e o pôs nas mãos do que estava vestido de linho, o qual o tomou, e saiu. E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas. Então olhei, e eis quatro rodas junto aos querubins, uma roda junto a um querubim, e outra roda junto a outro querubim; e o aspecto das rodas era como o brilho de pedra de crisólita. E, quanto ao seu aspecto, as quatro tinham a mesma semelhança, como se estivesse uma roda no meio doutra roda. Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam, mas para o lugar para onde olhava a cabeça, para esse andavam; não se viravam quando andavam. E todo o seu corpo, as suas costas, as suas mãos, as suas asas, e as rodas que os quatro tinham, estavam cheias de olhos em redor. E, quanto às rodas, elas foram chamadas rodas giradoras, ouvindo-o eu. E cada um tinha quatro rostos: o primeiro rosto era rosto de querubim, o segundo era rosto de homem, o terceiro era rosto de leão, e o quarto era rosto de águia. E os querubins se elevaram ao alto. Eles são os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. E quando os querubins andavam, andavam as rodas ao lado deles; e quando os querubins levantavam as suas asas, para se elevarem da terra, também as rodas não se separavam do lado deles. Quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam, estas se elevavam com eles; pois o espírito do ser vivente estava nelas. Então saiu a glória do Senhor de sobre a entrada da casa, e parou sobre os querubins. E os querubins alçaram as suas asas, e se elevaram da terra à minha vista, quando saíram, acompanhados pelas rodas ao lado deles; e pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles. São estes os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar; e percebi que eram querubins. Cada um tinha quatro rostos e cada um quatro asas; e debaixo das suas asas havia a semelhança de mãos de homem. E a semelhança dos seus rostos era a dos rostos que eu tinha visto junto ao rio Quebar; tinham a mesma aparência, eram eles mesmos; cada um andava em linha reta para a frente. (Ezequiel 10:1-22).

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EXPLICANDO COM MAIS DETALHES A VISÃO DO TRONO DE DEUS E DOS QUERUBINS COM SEIS ASAS

Afirmei, acima, que Isaías possivelmente teria se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista esse mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis.

Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel. Eu não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

Vou postar brevemente um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extra-terrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando eu era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem.

Vejam o relato, em Apocalipse 4, da visão dos querubins:

“2 Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono;
3 e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda.
4 Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro.
5 E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus;
6 também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.
9 E, sempre que os seres viventes davam glória e honra e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive pelos séculos dos séculos”.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que Ezequiel contemplou não eram literais. Eram figuras de querubins desenhadas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor, rodas para pousar no chão, e barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Agora, observe a descrição da visão dos querubins de Ezequiel, no primeiro capítulo. Ezequiel só reconhece que eram querubins os seres viventes que contemplou no capítulo 10.

“1 Ora aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.
5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;
6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;
10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.
12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13 No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
14 E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.
15 Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.
16 O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17 Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam.
18 Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19 E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas.
20 Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22 E por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.
23 E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.
24 E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas.
25 E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26 E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele.
27 E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele.
28 Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.

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Devido aos questionamentos que sei que muitas pessoas irão fazer, afirmando que eu desconheço a Bíblia – e na verdade são elas que estão entorpecidas pelos ensinamentos errôneos -, faz-se necessário acrescentar mais explicações a este post. Pois, quando alguém aparece falando a verdade, as pessoas não querem aceitar de forma alguma, e apelam para a ignorância. Portanto, tenho que fazer outros esclarecimentos a respeito desse assunto. Geralmente as pessoas não confiam no que eu falo, pois acham que eu sou um maluco, que não sei de nada sobre as doutrinas da Bíblia. Sei de quase tudo e um pouco mais. Meu objetivo aqui é desfazer toda essas aberrações doutrinárias que fazem a cabeça dos crentes fanáticos.

Conheço basicamente todas as doutrinas das igrejas e sei do que falo. E não explico detalhadamente as coisas que falo, porque o texto vai ficar muito extenso e cansativo a leitura. Mas, devido aos questionamentos, tenho que acrescentar mais explicações.

As passagens bíblicas que os teólogos se utilizam para comprovar que os anjos cantam são as seguintes: cantaram na criação (Jó 38.7); cantam na volta do pecador (Lc 15.7); cantam na exaltação do Cordeiro (Ap 5.9,10); cantam no arrebatamento dos santos (Ap 14.2,3); cantam no triunfo dos justos (Ap 19.6); cantaram na encarnação de Jesus (Lc 2.13,14). Agora, vejamos as explicações de casa uma dessas referências bíblicas.

1) A referência de Lc 2.13,14 não diz exatamente que os anjos CANTAVAM, mas, que pronunciavam palavras de louvação.

“13 Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.
15 E logo que os anjos se retiraram deles para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém, e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”.

2) A referência de Apoc. 19:6 não garante que a voz de grande multidão seja a dos anjos, mas sim, dos santos que foram salvos. Repare que no final se diz que à grande multidão foi-lhe permitido se vestir de linho fino. E a frase “exultemos e demos-lhe glória” quem diz são os 24 anciãos ou a grande multidão de salvos, e não os anjos.

“5 E saiu do trono uma voz, dizendo: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
6 Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
7 Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou,
8 e foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; pois o linho fino são as obras justas dos santos”.

3) A referência de Apoc. 14:2-3 já foi explicada no meu texto, acima. E o “cântico novo” era entoado somente pela multidão dos 144 mil. E os anjos não podiam aprender e nem entoar aquele cântico junto com a grande multidão de salvos.

“2 E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas.
3 E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra”.

4) A referência de Apoc. 5:9-10 é a mais complicada para explicar. Podemos observar que nessa passagem bíblica não são os anjos que CANTAM, mas, os 24 anciãos. Primeiramente, devemos entender que segundo os melhores exegetas, os 24 anciãos não são anjos, mas seres humanos aperfeiçoados que Deus constituiu como juízes no céu. Devemos entender também, que os quatro seres viventes com rostos de homem, de leão, de águia e de touro da visão de Ezequiel, no primeiro capítulo, não se trata de anjos na sua forma literal. Trata-se de imagens de querubins com 6 asas, esculpidas ao redor do trono, com várias luzes ou lâmpadas, e alto-falantes que ficavam repetindo a frase “santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso”. Você pode ver a descrição detalhada dos quatro seres viventes no capítulo 4 de Apocalipse. Basta comparar com a visão de Ezequiel 1. Ainda se diz que esses quatro seres viventes não tinham descanso e ficavam repetindo aquela frase de louvação de dia e de noite. Logo, percebe-se que as palavras de louvação vinham dos alto-falantes ao redor do trono, colocados atrás das imagens esculpidas dos querubins. Por favor, leia atentamente a descrição dos quatro seres viventes e veja que não se trata de anjos querubins na sua forma literal, mas sim de imagens esculpidas ao redor do trono, assim como Deus ordenou Moisés que esculpisse as imagens dos anjos e colocasse sobre a Arca da Aliança. Leia mais embaixo a passagem do capítulo 4. Observe que só no versículo 11 é que João cita miríades de anjos ao redor do trono que diziam “digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder”. Esses anjos não cantavam. Apenas pronunciavam palavras de louvores.

APOC. 5:
“8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”.

AGORA APOC. 4: A DESCRIÇÃO DOS QUATRO SERES VIVENTES (IMAGENS ESCULPIDAS AO REDOR DO TRONO)

“E ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”.

5) A referência de Lc 15.7 não diz nada sobre anjos cantando no céu.

“7 Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

6) A referência de Jó 38.7 também não pode servir como base para sustentar a doutrina de que os anjos cantam, visto que Jó é um livro poético. E os livros poéticos usam muitas figuras de linguagem, expressões que não podem ser tomadas literalmente. O verbo “CANTAVAM”, empregado nesta tradução, pode significar também o mesmo que JUBILAVAM.

“4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.
5 Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? ou quem a mediu com o cordel?
6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina,
7 quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?”

O trono de Deus que Isaías contemplou no céu, bem como os serafins esculpidos ao seu redor, são os mesmos da visão de Ezequiel e de João no Apocalipse. Os serafins que Isaías contemplou ao redor do trono são os mesmos quatro seres viventes (querubins), com 6 asas, esculpidos ao redor do trono, os quais tinham simbolicamente os rostos de homem, de touro, de leão e de águia, que só os esotéricos sabem dizer qual o significado desses símbolos. Os crentes quando leem essas passagens bíblicas, imaginam que esses quatro seres viventes são literalmente anjos com cara de monstros, com rostos de touro, de leão, de homem e de águia. Que coisa mais bizarra seria se esses anjos querubins fossem realmente como os crentes imaginam! Veja o que diz Isaías 6, e observe que esses serafins são os mesmos quatro seres viventes (querubins) descritos em Ezequiel 1 e Apocalipse 4.

“1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.
2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.
3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”.

Repare que o texto diz que os serafins “clamavam uns para os outros”, pois na verdade, a voz vinha dos alto-falantes postos atrás das esculturas dos serafins (querubins) que estavam fixos ao redor do trono.

QUEM SÃO OS 24 ANCIÃOS REFERIDOS EM APOCALIPSE?

Se você ainda não sabe discernir quem são os 24 anciãos, saiba que esses entes divinos não podem ser anjos. Se eles entoam cânticos é porque não são anjos. Leia, por favor, o texto no link, abaixo:

Quem são os vinte e quatro (24) anciãos em Apocalipse?

https://www.gotquestions.org/Portugues/24-anciaos-Apocalipse.html

Leia mais aqui:
Quem são os 24 anciãos no juízo final?

http://www.abiblia.org/ver.php?id=3568

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Miquels7

14/05/2017 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | 1 Comentário