MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

Blog com mensagens e artigos diferentes sobre Deus e a Bíblia

MENSAGEM QUE NÃO AGRADA – PARTE 01

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“Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:12-13).

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

“Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Cor. 15:51-52).

“Jesus está voltando!”. Esta é a frase mais furada que se tem notícia.

Para justificar a demora da vinda de Jesus ainda no século I, o apóstolo Pedro escreveu as seguintes palavras:

“Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios. Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se. Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas. Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?” (II Pedro 3:3-12).

Pedro diz que Jesus ainda não voltou porque Deus é longânimo para com a humanidade, e não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a arrepender-se. Porém, isso é uma falsa justificativa. Pois, desde que Jesus foi para o céu dizendo que voltaria, já morreram milhões (ou bilhões) de pessoas sem ter aceitado Jesus, sem ter se arrependido. E todos os dias morrem pessoas na sua cidade, nas cidades do Brasil e do mundo todo sem terem aceitado Jesus, sem terem se convertido.

Em I Coríntios 15:51 o apóstolo Paulo conforta os crentes da congregação em Corinto dizendo que nem todos morreriam antes da vinda de Jesus, e que seriam arrebatados vivos e transformados num abrir e fechar de olhos. E bem sabemos que todos eles morreram.

A frase “Eis que cedo venho” foi uma grande enganação para os crentes do primeiro século da Era Cristã, pois, muitos viveram uma vida piedosa, se afastando completamente das coisas do mundo, esperando a volta de Jesus, mas, Ele não veio. Para nós, do século XXI, pode até ser justificável a frase “eis que cedo venho”, considerando que mil anos é como um dia para Deus. No entanto, os crentes não são deuses. Portanto, mil anos para nós, meros mortais, é como uma eternidade. Se o tempo para Jesus voltar tinha que durar mais de 2 mil anos, Ele não poderia ter iludido os crentes do primeiro século e os crentes do início do século XX, afirmando que a sua vinda estava próxima, pois, todos os que esperavam a sua vinda para serem arrebatados vivos, morreram. E os crentes gentios que até hoje esperam a volta de Jesus para serem arrebatados também morrerão de igual modo, iludidos por promessa absurda. Os hebreus passaram mais de 400 anos no cativeiro egípcio e mais 40 anos de sofrimento vagando no deserto esperando o cumprimento das promessas de Deus para habitar na terra prometida, e esse tempo ainda é pouco em comparação ao tempo que os cristãos esperam para a volta de Jesus, que já dura cerca de 2 mil anos.

Nas décadas de 1980 e 1990 os crentes viviam numa grande expectativa esperando a iminente volta de Jesus. Muitos teólogos escreveram livros afirmando que a volta de Jesus com certeza aconteceria antes do ano 2000 em virtude do aumento da impiedade no mundo, o avanço da Ciência e da apostasia no meio das igrejas cristãs. E quando estourou a Guerra do Golfo Pérsico em 1991, foi o maior alarde. O que não deu de crentes contando sobre sonhos que tiveram sobre volta de Jesus não está no gibi! Pastores pregavam nos púlpitos das igrejas, fazendo a cabeça dos fiéis, afirmando que “nenhuma dispensação havia chegado a 2 mil anos”. Com isso, diziam que Cristo voltaria antes da virada do milênio. Durante a década de 1990 minha irmã dizia que não ia construir a casa dela de alvenaria porque a vinda de Jesus estava próxima, e que não adiantava gastar dinheiro se a casa ia ficar para ninguém habitar. E como todos devem saber, ela quebrou a cara. Somente agora, depois do ano de 2010 que ela conseguiu se aposentar e agora está ajeitando a casa dela. É isso que dá fanatismo religioso.

Olha o que Pedro disse: “Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?”. Ora, se os crentes fossem cristãos de verdade e não hipócritas ignorantes, eles seguiam os mandamentos dos apóstolos se preparando para a vinda de Jesus. Mas como eles sabem que esse “cedo venho” não é verdade, eles não seguem à risca os mandamentos dos apóstolos. Se esses que esperam a volta de Jesus fossem cristãos verdadeiros, eles viviam uma vida de santidade e piedade. E o que é ter uma vida de piedade (ser piedoso)? É uma vida de completa devoção à religião, sem se prender com as coisas deste mundo; é se afastar completamente das coisas do mundo, da moda e principalmente das riquezas. Viver piedosamente é viver em oração, pregando o evangelho e fazendo caridade, fazendo o bem às pessoas. Exemplo disso: Apóstolo Paulo, Madre Tereza de Calcutá, padre São Francisco de Assis, Chico Xavier, etc. Será que os crentes de hoje são piedosos? Veja mais o que Paulo diz sobre o verdadeiro cristão, o que é piedoso. Esse trecho da Bíblia jamais é lido nas igrejas que pregam a maldita teologia da prosperidade:

“Se alguém ensina alguma doutrina diversa, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, injúrias, suspeitas maliciosas, disputas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, CUIDANDO QUE PIEDADE É FONTE DE LUCRO (riqueza material); e, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (I Timóteo 6:3-11).

Viver uma vida piedosa é o ideal do verdadeiro cristão. Mas quem segue esse preceito? Quem é que abandona realmente as coisas do mundo? Poucos.

Paulo disse que o verdadeiro cristão é pobre, porque deve viver uma vida de piedade, de total dedicação à religião, de completo afastamento das coisas do mundo. Tanto é que ele chegou a afirmar que se os crentes piedosos esperassem Jesus só para esta vida, eles seriam considerados as pessoas mais miseráveis do mundo. O cristão verdadeiro vive na expectativa de receber a sua recompensa quando Cristo estabelecer o seu reino aqui na Terra, quando ressuscitar os salvos dentre os mortos. Ninguém irá receber recompensa nos céus. E ninguém vai viver no Céu. As recompensas serão dadas aos cristãos que vencerem o mundo, depois da ressurreição dos salvos, no reino eterno do Messias aqui mesmo na Terra. Se o cristão verdadeiro é piedoso, ele não possui riquezas, não desfruta dos bens desta vida. Logo, se ele não tem esperança na vida eterna e na recompensa quando Cristo estabelecer o seu reino, logo, ele é a pessoa mais miserável desse mundo.

“Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima” (I Cor. 15:19).

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Jesus não prometeu arrebatar os seus discípulos e nem os seus escolhidos. Disse que ressuscitaria.

“Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:40).

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44).

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:54).

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” (João 17:15). [A frase “não são do mundo”, não se refere ao planeta Terra, mas ao mundo de pecado]. [Jesus nunca rogou para o Pai arrebatar os seus escolhidos].

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Em João 14:3 Jesus diz: “E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.

Jesus não vai tomar os salvos para levá-los para morar no Céu. Ele vai arrebatar os piedosos, um pequeno grupo de fiéis, e vai ressuscitar os que vencerem o mundo, e vai tomá-los para o seu reino aqui mesmo na Terra. O reino de Cristo não será no Céu. Será aqui mesmo na Terra. Jesus disse também: “Na casa de meu Pai há muitas moradas, vou preparar-vos lugar”. Ora, neste versículo a palavra “morada” foi mal traduzida. A frase correta é: “No reino que meu Pai me concedeu haverá muitas moradas, vou preparar-vos lugar”. Os crentes vivem tão loucamente na ilusão de que vão morar no céu que imaginam até que vai existir “mansões” no céu para habitar. Quanta sandice! Nem mesmo existe a tal palavra “mansão” na Bíblia. Só loucura de crente sem noção.

Em João 17:24 Jesus rogou ao Pai dizendo: “Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo”. Essa “glória” que os crentes salvos irão ver não é o Céu; será o reino de Cristo aqui mesmo na Terra. O reino de Cristo será estabelecido para sempre aqui na Terra, depois que todas as coisas forem restauradas, isto é, tomadas do controle de Satanás e da Besta (governos do mundo).

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SÓ HAVERÁ ARREBATAMENTO PARA 144 MIL JUDEUS

Um dos maiores intérpretes do Apocalipse de todos os tempos é o teólogo e escritor britânico Arthur Bloomfield. Aprendi muito sobre interpretação do Apocalipse lendo o seu livro intitulado “O Futuro Glorioso do Planeta Terra”. Mas, apesar de muitas interpretações bastantes coerentes, tem outras que eu não concordo com esse autor. O escritor Arthur Bloomfield é evangélico tradicional, não pertence às correntes interpretativas das Testemunhas de Jeová e nem dos adventistas dos sétimo dia.

Um dos questionamentos que o escritor Arthur Bloomfield se fez foi o seguinte: “Por que o livro do Apocalipse que trata sobre escatologia – doutrina das últimas coisas – não falaria nada a respeito do arrebatamento?”. Aí ele concluiu que o relato do capítulo 12 de Apocalipse fala a respeito do arrebatamento. Ele tece os comentários, e parece que tem lógica em tudo. Mas não é 100% certo.

O capítulo 12 de Apocalipse fala realmente sobre o arrebatamento, mas esse arrebatamento é somente dos 144 mil judeus selados, que são descritos nos capítulos 7 e 14 do mesmo livro. Esses 144 mil são o filho da mulher que está grávida, preste a dar à luz. E quando ela dá à luz ao filho, esse filho é arrebatado para os céus. Trata-se dos 144 mil judeus selados. Mas essa ida para os céus não é para morar no Céu. No capitulo 14 de Apocalipse aparece esse mesmo grupo dos 144 mil judeus no Monte Sião. Esse Monte Sião não é o Céu e nem está localizado nos céus. O Monte Sião é a cidade de Jerusalém terrestre. E a visão refere-se à cidade de Jerusalém no reino do Messias aqui mesmo na Terra. Apocalipse 14 diz que os 144 mil são virgens e seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Ora, quem segue para onde quer que vá é a Noiva. A Igreja de Cristo nunca é chamada de “noiva do Cordeiro” na Bíblia. É chamada de “esposa”. Só quem é chamado de Noiva do Cordeiro são esses 144 mil judeus. E no final do livro de Apocalipse esse grupo dos 144 mil judeus desce do céu em comitiva, a qual o apóstolo João descreveu como uma cidade celestial descendo dos céus, a Nova Jerusalém. Portanto, a cidade de Nova Jerusalém celestial não é uma cidade física, mas é uma representação simbólica desses 144 mil. No reino do messias haverá milhões de salvos que irão ressuscitar. Mas esses 144 mil é um grupo especial de salvos. O problema é que os teólogos cristãos são arrogantes, e discriminam os judeus, e não aceitam que eles tenham primazia em nada. Por isso eles dizem que esses 144 mil judeus selados no meio da Grande Tribulação não serão arrebatados, mas serão separados para pregar o evangelho durante a Grande tribulação e inclusive morrerão como mártires. Isso que acabei de falar está escrito literalmente na literatura dos teólogos gentios. Eles não admitem que os judeus serão arrebatados. Mas aí é que está o erro incorrigível desses teólogos racistas. Veja bem: toda a Bíblia e inclusive o livro de Apocalipse foi escrito por judeus, e toda a mensagem da Bíblia é em torno dessa nação escolhida por Deus. Israel é a menina dos olhos de Deus. Toda o drama do Apocalipse, toda a mensagem do livro de Apocalipse trata somente com o povo judeu. Mas os crentes gentios se apoderaram das mensagens do Apocalipse e acham que Deus está tratando com eles. Vão quebrar a cara. A mensagem é tão clara sobre os judeus, que bem no início do livro de Apocalipse Jesus dá uma dura palavra para aqueles que querem tomar a primazia dos judeus, querendo ser judeus e não são. Quem são esses? São os crentes gentios, que se intitulam o “Israel Espiritual”, ou a Sinagoga de Satanás. Vão quebrar a cara.

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Apocalipse 3:9).

Os crentes gentios são tão audaciosos, a tal ponto de afirmar que Israel não é mais Israel, e que eles (a “igreja dos gentios”), é que são o “Israel de Deus”, o tal Israel Espiritual. Quanta prepotência!

OS CRISTÃOS GENTIOS AFIRMAM QUE OS JUDEUS REJEITARAM JESUS E NÃO O RECONHECEM COMO O MESSIAS PROMETIDO. SE OS JUDEUS REJEITARAM JESUS, POR QUE O APOCALIPSE TRATA COM A CAUSA DELES? POR QUE JESUS DIZ, EM APOC. 3:9, QUE AMA OS JUDEUS?

Um dos grandes erros que os cristãos, católicos e protestantes cometem é achar que Israel não é mais Israel, e que os judeus não são mais judeus, e que eles é que são o Israel de Deus e a Sinagoga de Cristo. Vão quebrar a cara.

Jesus ordenou aos sete anjos que lhe assistem (sete estrelas) que levassem sete cartas às sete comunidades cristãs da Ásia Menor. Jesus ordenou a João que escrevesse as sete cartas e as enviasse pelos sete anjos as sete comunidades. Essas sete comunidades da Ásia eram formadas de judeus, mas é certo que lá também havia muitos crentes dos gentios. Se os judeus não representam nada no plano de salvação e conquista da Terra, e não têm destaque no enredo apocalíptico, por que Deus arrebata 144 mil das 12 tribos de Israel? Onde estão os gentios no enredo apocalíptico? Por que eles não se destacam? Os judeus que serão arrebatados (144 mil) estão espalhados pelos quatro cantos da Terra. Muitos deles estão aqui no Brasil, nos EUA, na Rússia, na Europa, na Ásia e na África.

Na verdade, o “Jesus Cristo” propagado pela Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) e pelos evangélicos protestantes é um Jesus falso, a começar pelo nome e pela sua imagem (feição, aparência). O verdadeiro Cristo (Messias) não é Deus. A ICAR e os evangélicos protestantes transformaram Jesus Cristo, o Messias, em Deus, enquanto que ele é apenas um Servo. Jesus Cristo é um ser divino, mas é Servo. A ICAR fundamentou a doutrina da trindade para transformar Jesus em um deus, igual a Deus. Portanto, os judeus ortodoxos estão certos em rejeitar esse Jesus Cristo dos católicos e protestantes. Existem os chamados judeus messiânicos, que acreditam que esse Jesus propagado pela ICAR é o mesmo Messias prometido dos judeus. Na verdade, o Jesus dos evangelhos e do Novo Testamento é o Messias do AT prometido aos judeus. O problema é que a ICAR o transformou em um deus, e os judeus não podem aceitar a adoração explícita a Jesus Cristo, pois ele é Servo, e não Deus. Todo aquele que se converte e se aproxima de Deus é filho de Deus. Jesus é filho de Deus em virtude de ser um Servo obediente, não porque seja um deus, da mesma substância do Pai.

Os judeus ortodoxos estão certos em esperar seu verdadeiro Messias. Enquanto os católicos e protestantes esperam Jesus retornar como um “deus”, os judeus ortodoxos o esperam como o Servo de Jeová, o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi.

PROVANDO QUE SÓ HAVERÁ ARREBATAMENTO PARA OS 144 MIL JUDEUS

“Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mateus 24:29-31).

“Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apocalipse 7:1-4).

Em Mateus 24:31 diz que os anjos ajuntarão os escolhidos desde os QUATRO VENTOS, de uma à outra extremidade dos céus. Logo, os salvos serão tomados de todos os cantos da Terra.

Agora, veja que em Apocalipse 7 diz a mesma a coisa a respeito do dia do arrebatamento, com o selamento dos 144 mil judeus. E o texto diz que quatro anjos seguram os QUATRO VENTOS da Terra, para que os servos de Deus sejam assinalados. Logo, os escolhidos são de todas as partes do mundo, dos quatro cantos da Terra. Trata-se do mesmo evento que Cristo descreveu em Mateus 24.

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Jesus não veio pregar o evangelho para os gentios. Ele veio apenas os judeus.

“Respondeu-lhes Jesus: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mateus 15:24).

As boas-novas (isto é, o evangelho) foi estendido aos gentios por causa da bondade de Deus. Mas os gentios não têm primazia em nada. São apenas meros coadjuvantes ou convidados para o reino do Messias. Paulo foi o responsável pela pregação do Evangelho aos gentios. O apóstolo Pedro não queria pregar para os gentios. Mas, Paulo disse a Pedro que os gentios foram alcançados com a graça de Cristo. Porém, Paulo disse que os judeus são o tronco da “árvore”, e os gentios são apenas os ramos, não tendo primazia em nada.

E não existem dois tipos de evangelhos, “evangelho da graça” e “evangelho do reino”, como os teólogos costumam separar. Só existe um Evangelho, o Evangelho do Reino, o evangelho que proclama a vinda e o estabelecimento do reino do Messias. A salvação das pessoas não é para que elas deixem este mundo para morar no Céu, mas para que possam habitar no reino do Messias que será estabelecido aqui mesmo na Terra, para sempre. A palavra “EVANGELHO” significa “boas-novas”, ou “boas notícias”. Notícias de quê? Notícias a respeito da salvação dos escolhidos, dos fiéis, e estabelecimento do reino do Messias aqui na Terra.

Jesus vai voltar, mas não diretamente para nós, os gentios. Todos nós morrermos. Quem for fiel até à morte, este será ressuscitado na ressurreição do último dia.

“Venha a nós o teu reino”. (Mateus 6).

Vou parar a explicação por aqui para que o texto não fique mais longo do que já está.

24/07/2017 Posted by | EVANGELISMO, MENSAGENS ESPECIAIS | , , , | Deixe um comentário

MENSAGEM QUE AGRADA – PARTE 01

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“Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:12-13).

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

“Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados” (I Cor. 15:51-52).

Jesus está voltando!

Jesus está às portas, irmão. Você está preparado?

Prepara-te para encontrares com teu Deus!

Você crê? Então diga amém, aleluia!

Ora, vem Senhor Jesus!

Oh, Glória!

 

24/07/2017 Posted by | EVANGELISMO, MENSAGENS ESPECIAIS | , | Deixe um comentário

O QUE ESTÃO FAZENDO COM O NOSSO BRASIL?

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Brasil, República das bananas,

Pátria dos vira-latas.

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O que estão fazendo com o Brasil

 

Só houve um político que elevou o nível cultural e econômico do Brasil diante do mundo. Esse foi Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de Lula o mundo nos olhava como país de 3º mundo, fraco, sem muita importância no cenário internacional. Com Lula passamos de 10ª para 6ª economia do mundo.

 

POR QUE A GLOBO E OS PARTIDOS E POLÍTICOS DE DIREITA LUTAM PARA DERRUBAR LULA, PT E GOVERNOS ESQUERDISTAS?

 

É porque o Brasil sempre foi governado pela elite branca, com políticos “notáveis” com curso superior. Aí, em 1980, um retirante nordestino que se tornou presidente do sindicato dos metalúrgico no ABC paulista, semi-alfabetizado, de nome Luiz Inácio Lula da Silva, fundou o Partido dos Trabalhadores – PT, que se fortaleceu até ganhar as eleições majoritárias em vários Estados e para a presidência em 2002, já tendo disputado eleição presidencial desde 1989, quando perdeu para o Collor. E Collor só ganhou com a ajuda da Rede Globo, tendo sabotado o debate para prejudicar o Lula.

 

Lula, um simples metalúrgico, sem diploma universitário, mostrou aos brasileiros e ao mundo que sabe governar melhor que estes da elite branca com curso superior. E isso gerou uma grande inveja e revolta nos grandes economistas, nos políticos de direita, que também são empresários, e nos donos de grande jornais do país.

 

A CONSPIRAÇÃO

 

Eles diziam: “Como podemos deixar que um partido dos proletariados (dos trabalhadores) tome o comando desse país e ainda colocam para nos governar um retirante nordestino analfabeto? Não. Isso não pode! Com que cara vamos aparecer lá fora? O que dirão de nós, políticos de carreira, formados, com diplomas universitário? Não podemos deixar esses vagabundos continuar governando o Brasil. Temos que fazer de tudo para derrubá-los. Onde já se viu nosso país passar décadas e décadas sendo governado por proletariados, e ainda tendo como chefe um apedeuta, analfabeto, cachaceiro! Não. Custe o que custar, mesmo que a economia desse país fique em frangalhos, temos que derrubar esse governo com todas as nossas forças, e não deixar jamais que Lula e o PT volte a governar o Brasil”.

 

E A QUESTÃO DO PT QUERER INSTALAR O COMUNISMO NO BRASIL

 

Ora, isso é conversa pra boi dormir. Não existe nenhuma chance de se instalar um regime comunista no Brasil. Estamos, sim, sujeitos a um Golpe Militar patrocinado pelos EUA.

 

A direita xucra, políticos e jornalistas de direita, alinhados com pastores evangélicos fundamentalistas, usam de terrorismo, e propagam que PT quer instalar um governo comunista no Brasil apenas como desculpa, para colocar a população contra os partidos de esquerda, para prejudicar esses partidos nas eleições e não deixar que eles cresçam. O próprio governo americano organiza e financia grupos de direita aqui no Brasil para influenciar nas redes sociais, e influencia até no judiciário, como no caso do juiz Sérgio Moro, que age com fins escusos, para perseguir, condenar e prender só políticos de esquerda, sem direito nem a cumprir pena em prisão domiciliar. Foi o governo americano e empresários brasileiros que financiaram grupos a organizar as manifestações contra o governo do PT/Dilma, que culminou com o impeachment. A onda agora é prejudicar o máximo que puderem a reputação do ex-presidente Lula, de tal forma que ele não possa se candidatar para presidente em 2018. Mas, podem dar com os burros n’água. Tudo pode acontecer. E muitos jovens e brasileiros estão se informando melhor na internet a respeito do que se passa na política aqui no Brasil. Só os coxinhas babacas que continuam ao lado dos políticos da direita, porque lhes convém. Pobres e classe média tem que estar do lado de quem defende os direitos dos trabalhadores.

 

18/07/2017 Posted by | CONSPIRAÇÃO, ECONOMIA, IGREJA E POLÍTICA, MÍDIA MANIPULADORA, POLÍTICA | , , | Deixe um comentário

A PALAVRA “ESPIRITUAL” É UM TERMO ARCAICO E PRIMITIVO

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A palavra “espiritual ainda é compreendida de forma primitiva e medieval pelos crentes e religiosos.

Espiritual - Paraíso

Não existe nada de “espiritual” neste mundo e no Universo. A palavra “espiritual” é um termo arcaico, primitivo, utilizado para designar as coisas que não podiam ser vistas a olho nu.

Uma parede de vidro bem transparente colocada no meio de uma rua não poderá ser vista pelos transeuntes, e nem por isso vamos dizer que aquela parede de vidro é algo “espiritual”.

Todo crente pensa que vai para o céu, ou diz que vai para o céu, imaginando que o céu é um lugar “espiritual”. Não. Não existe nada de espiritual nos céus, acima das nuvens. Jesus subiu ao céu, mas não foi para um mundo espiritual. Jesus subiu para um mundo físico. Tudo que existe fora da Terra, acima das nuvens, também é material.

Se Deus vai salvar os cristãos justos e fiéis e vai levá-los para um mundo “espiritual”, o que vai acontecer com esta Terra física e o restante do Universo físico? Por que e para que Deus criou o Universo tão grande se ninguém pode explorá-lo? Por que Ele criou o homem num minúsculo planeta em um cantinho da Via Láctea, e depois, vai salvar só alguns e levá-los para outro mundo “espiritual”? Por acaso, depois que os crentes forem morar no céu, a velha Terra e o todo o Universo físico vão ficar no mar do esquecimento ou Deus irá destruir tudo que fez, porque não valeu a pena ter criado o mundo físico?

Será que Deus teve tanto trabalho para construir um Universo tão grande para que durasse apenas 7 mil anos? Ou não valeu a pena criar este mundo tão grande? Será mesmo que, depois de tanto trabalho, Deus irá destruir este mundo e vai levar os escolhidos para habitar num mundinho espiritual em outra dimensão cósmica?

A SEGUNDA VINDA VISÍVEL DE JESUS

Os crentes esperam Jesus e seus anjos voltarem, descendo visivelmente sobre as nuvens com poder e grande glória, pois, na Bíblia está escrito que “todo olho o verá”.

Ora, se os crentes esperam Jesus retornar visivelmente dos céus, então, Ele (Jesus) não pode ter um corpo espiritual, pois o que é espiritual não pode ser visto por olhos carnais. Mas o crente teimoso e ignorante pode dizer que Deus concederá o poder para que todos os ímpios possam contemplar Jesus e os anjos em corpos gloriosos. Aí já é demais a loucura desses crentes. A doutrinação religiosa embrutece o ser humano a tal ponto de ele imaginar coisas loucas, sem sentido, e ainda viver em função e na expectativa dessas loucuras.

Tempos atrás, ainda com a mente entorpecida pelos ensinos religiosos, imaginava que Jesus e os anjos podiam se materializar e assumir corpos físicos para se manifestar aos humanos. Mas, cheguei à conclusão que não existe esse negócio de materialização. Tudo isso é produto da ficção da mente humana. Os anjos podem até descer do céu visivelmente voando porque eles possuem asas, mas Jesus não é anjo, e não poderá descer voando, e muito menos montado em cavalo branco alado (com asas). Jesus irá descer porque uma nave espacial virá do céu encoberta (camuflada) por uma nuvem de fumaça, assim como ele desceu no Monte Horebe e no Monte Sinai. Durante a peregrinação do povo hebreu no deserto, os anjos acompanhavam o povo numa nave espacial encoberta (camuflada) por uma nuvem.

É possível, sim, existir seres vivos alados vivendo em outro sistema planetário, mas não com quatro ou seis asas no mesmo corpo. Aqui mesmo na Terra existem os morcegos comuns e morcegos dragões em regiões da Indonésia, que são mamíferos alados e voam. Os querubins de quatro asas que Ezequiel contemplou não eram seres vivos literais; eram figuras ou esculturas de anjos nos cantos ou nas paredes da nave espacial. De igual modo o profeta Isaías teve a mesma visão da nave espacial e disse que contemplou serafins que possuíam seis asas cada um. No entanto, esses serafins de Isaías eram os mesmos querubins de Ezequiel.

Esses seres não se movimentavam, não se mexiam, porque não estavam vivos, por isso, acompanhavam a nave para onde quer que fosse, mas não mudavam de posição, pois estavam fixados à ela. Logo, percebe-se que eram esculturas de anjos na parede da nave. E o apóstolo João, no Apocalipse, também teve a mesma visão, e confirmou que os serafins de Isaías são os mesmos querubins de Ezequiel que repetiam de contínuo a frase “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso”. Só que essas vozes vinham dos alto-falantes que estavam por trás das esculturas dos anjos com quatro asas ao lado da nave. Leia com atenção, sem fanatismo religioso, os capítulos 1 e 10 do livro de Ezequiel para você compreender essa verdade.

“Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém” (Apocalipse 1:7).

“Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:9-11).

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mateus 24:30).

“Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória” (Lucas 21:27).

“Então disse o Senhor a Moisés: Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor (…) Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu” (Êxodo 19:9,16).

“O Senhor desceu numa nuvem e, pondo-se ali junto a ele, proclamou o nome Jeová” Êxodo 34:5.

“E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvens para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. (…) Não desaparecia de diante do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite” (Êxodo 13:21-22).

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar” Ezequiel 1:4).

A “coluna de fogo” que alumiava o acampamento dos israelitas no deserto durante a noite era um feixe de luz emitido por holofotes diretos da nave que voava camuflada no meio de uma nuvem de fumaça.

O profeta Ezequiel teve a visão de uma nave espacial vindo camuflada envolta em uma nuvem, emitindo luzes para todos os lados, mas que dava para notar as labaredas de fogo emitidas de contínuo pelos motores.

Essa visão de Ezequiel não teve nada de “espiritual”. Foi uma visão real e física de seres celestiais (de outro sistema planetário) visitando a Terra.

A citação de Lucas 21:27 está mais correta ao afirmar que Jesus virá em uma nuvem, e não sobre as nuvens. A nave espacial descerá camuflada em meio a um nevoeiro.

MUNDOS OU UNIVERSOS PARALELOS NÃO EXISTEM. SÃO COISAS DA PURA FICÇÃO

Não acredito nessa estória de que existem mundos ou universos paralelos.

O crente pensa que o mundo de Deus, o Céu, é um mundo espiritual paralelo ao mundo físico, e que está localizado acima das nuvens. Só que isso é pensamento medieval, primitivo. O lugar fictício que os crentes chamam de CÉU nada mais é que o céu, o espaço sideral que está acima das nuvens. Céu não é um lugar específico. Céu é todo o espaço sideral. Jesus foi para o céu ou para os céus. Portanto, a palavra “céu” não quer dizer o nome de um lugar acima das nuvens, nem tão pouco uma cidade espiritual. Jesus foi para os céus, mas ninguém sabe exatamente para qual planeta ou sistema estelar ele se dirigiu. Alguns esotéricos dizem que os deuses do bem (Jesus e seus anjos) vem da estrela Sírius, da constelação de Cão Maior, e que Satanás e seus anjos vem da constelação de Órion, uma constelação equatorial. Órion significa Oriente ou Leste. Sabemos que os grão-mestres da Maçonaria cultuam Lúcifer. E as Lojas Maçônicas se denominam Loja do Grande Oriente.

O Céu ou o mundo para onde Jesus foi, acima, das nuvens, não é um mundo espiritual, muito menos um universo paralelo. O mundo para onde Jesus foi está localizado dentro deste mesmo Universo onde se encontra a Via Láctea e o planeta Terra.

“E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor; e eis que estavam à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente; e assim, virados para o oriente, adoravam o sol” (Ezequiel 8:16).

No esoterismo e no ocultismo o Sol é símbolo de Lúcifer, e o número cabalístico do Sol é 36. E o triangular de 36 é 666.

Esses adoradores do Sol que Ezequiel se refere são os mesmos maçons de hoje. Os templos maçônicos são uma imitação do Grande Templo do Senhor construído por Salomão. Mas na hora de adorar o Sol (Lúcifer), eles ficam de costas para o templo. Eles ficam posicionados para o Oriente não só por causa do Sol nascente, mas também, porque o reino de Lúcifer está na Constelação de Órion.

O MAL QUE VEM DO NORTE

“Então me disse: Filho do homem, levanta agora os teus olhos para o caminho do norte. Levantei, pois, os meus olhos para o caminho do norte, e eis que ao norte da porta do altar, estava esta imagem do ciúme na entrada” (Ezequiel 8:5).

Na crença dos fanáticos religiosos e no entendimento dos direitistas, tudo que vem do Norte é tido como de esquerda ou do mal. Na concepção popular, tudo o que fica na parte Norte de um país é ruim. Veja, por exemplo: Coréia do Sul (regime democrático e do bem), Coréia do Norte (ditatorial e do mal); Irlanda do Sul (democrática e evangélica, do bem), Irlanda do Norte (católica e do mal); tem ainda Vietnã do Sul (democrático) e Vietnã do Norte (comunista). Aqui no Brasil temos as regiões Sul e Sudeste (com pessoas tidas como “melhores” e mais educadas); e do outro lado temos as regiões Norte e Nordeste (com pessoas tidas como ruins e sem cultura); o antigo povo hebreu se dividia em dois reinos: Reino do Norte (os samaritanos, povo rebelde, que eram discriminados e tratados como porcos pelos judeus do sul, e adoram a Deus no monte Gerizim (“não deiteis vossas pérolas aos porcos”), e Reino do Sul (reino governado pelo rei Davi, onde o povo adorava ao Senhor no grande Templo no Monte Moriá, e se achavam melhores e superiores aos samaritanos).

No entanto, essa concepção popular de que o mal vem do norte não passa de discriminação por causa de racismo e de crendices e preconceitos religiosos.

Na verdade, isso acontece porque os mais fracos dentre um povo ficam com a parte norte e nordeste de um território, que é a parte mais ruim e a que tem o solo mais seco e arenoso, enquanto que os mais fortes e os mais espertos ficam com a parte do sul e sudeste de um território onde o clima é melhor e o solo mais produtivo. Geralmente a parte mais ruim de um território, a parte desprezada, que sobra, é tomada pelos menos favorecidos, pelos rebelados, pelos pobres.

Também tem a questão do clima. Os europeus que migraram para o Brasil, se dirigiram para as regiões Sul e Sudeste do Brasil, onde o clima é frio. Já os japoneses preferiram o Norte do Brasil, no caso Manaus, onde o clima é quente. Os alemães se fixaram no Paraná; os italianos em São Paulo; e assim por diante.

Porém, em geral, os colonizadores preferem se fixar na parte Sul e Sudeste de um território onde o clima é frio. Quando o Brasil-Colônia foi dividido em Capitanias Hereditárias, as regiões mais disputadas foram a Sul e Sudeste, por causa do clima e melhores condições do solo para plantio da cana-de-açúcar e do café. Os degredados se fixaram na região Nordeste. O Brasil começou a ser colonizado pela região Nordeste, tanto é que a nossa primeira capital foi Salvador, na Bahia. Depois da libertação dos escravos em 1888, os negros se concentraram na Bahia, Ceará, Pernambuco e no Maranhão. Quando mudaram a capital do Brasil para o Rio de Janeiro, os negros também passaram a se concentrar nesse Estado. O certo é que os brancos se concentram mais nas regiões Sul e Sudeste, enquanto que os negros, degredados, índios e asiáticos se concentraram nas regiões Norte e Nordeste. Daí surgimento do preconceito contra os do Norte.

A mesma coisa preconceituosa pode se dizer a respeito das cores preta e branca. Quem é de cor branca é do bem, tem alma, é mais inteligente, mais abençoado e querido por Deus. Já quem tem a pele negra são pessoas sem alma, e por isso, devem ser tratadas como animais, além do mais, essas pessoas tem pouca inteligência e são menos amadas e menos queridas por Deus. (Entenda que isto que escrevi é uma ironia).

“Para a banda do NORTE estará o estandarte do arraial de Dã, segundo os seus exércitos; e Aiezer, filho de Amisadai, será o príncipe dos filhos de Dã” (Números 2:25).

Na relação das 12 tribos de Israel descritas no Livro de Apocalipse a tribo de Dã não aparece; e alguns eruditos dizem que o Anticristo surgirá da tribo perdida de Dã.

“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do NORTE” (Isaías 14:13).

Esta é uma referência indireta do profeta sobre Satanás, se referindo ao rei de Tiro. Repare que o texto diz “no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do NORTE”.

“Arvorai um estandarte no caminho para Sião; buscai refúgio, não demoreis; porque eu trago do norte um mal, sim, uma grande destruição” (Jeremias 4:6).

06/07/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | Deixe um comentário

A RACIONALIDADE NÃO É DESENVOLVIDA INTEGRALMENTE PELOS RELIGIOSOS

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“O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei” (Oseias 4:6).

Só existem crenças absurdas e infundadas porque o homem não usa 100% a sua racionalidade.

Nunca discuta com pessoas burras

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Os humanos se diferenciam dos animais por uma característica especial: a racionalidade. Nós, humanos, somos seres racionais porque pensamos e temos consciência da nossa existência e do mundo em que vivemos. Já os animais, por serem irracionais, não têm noção da própria existência e nem do mundo que os cerca.

Por causa da consciência, nós humanos, sabemos discernir entre o certo e o errado, entre o justo e o injusto, entre o bem e o mal, entre o amor e o ódio, entre a vida e a morte, entre a paz e a guerra; entre o real e o imaginário. Temos plena convicção que somos seres mortais e que um dia todos nós iremos morrer.

Conta-se que certo filósofo estava sentado, pensativo, num banco de praça de um lugarejo qualquer quando de repente uma pessoa desconhecida se aproximou e lhe perguntou: “Quem é você, de onde você veio e para onde você vai?” Aí ele respondeu: “É exatamente isto que estou há muito tempo querendo saber. Quem sou eu, de onde vim e para onde vou”. Na verdade, esses tipos de questionamentos são exageros filosóficos, pois, todo ser humano, sendo racional, sabe quem é, de onde veio e para onde vai. Ou seja, todo ser humano sabe ou devia saber que é uma espécie animal que surgiu na Terra (seja por criação ou por evolução), que nasceu, cresceu e vai gerar descendentes, e depois irá envelhecer e morrer como os demais seres mortais. O problema é que os filósofos religiosos querem levar essa polêmica para além das razões humanas. Aí ficam questionando: Será que foi Deus que criou o homem na Terra ou foram os extraterrestres que nos colocaram aqui? Qual o propósito da nossa existência aqui na Terra? Será que após a morte tudo se acaba ou somos encaminhados para um plano transcendental superior ou inferior? E por aí vai os questionamentos.

RACIONALIDADE X CONSCIÊNCIA

O que é ser racional? Será que racionalidade é sinônimo de consciência?

Nem todos os conhecimentos das ciências humanas devem ser tratados como verdades absolutas. Até mesmo nas ciências ditas “exatas” há estudos que carecem de aperfeiçoamento.

Sobre a questão da racionalidade e da consciência humana existem bastantes estudos científicos, embora não se constituam em verdades absolutas.

Vejamos os significados de ‘ética’, ‘instinto’, ‘inteligência, ‘razão’, ‘racional’, ‘irracional’ e ‘consciência’.

Ética“Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto”.

Instinto “Forças de origem biológica inerentes ao homem e aos animais superiores, e que atuam, em geral, de modo inconsciente, mas com finalidade precisa, e independentemente de qualquer aprendizado”.

Inteligência –  “Faculdade de aprender, compreender as coisas, própria da espécie humana e também dos animais superiores; maneira de entender ou interpretar; destreza mental; habilidade”.

Razão“Faculdade que tem o ser humano de avaliar, julgar, ponderar ideias universais; raciocínio, juízo; inteligência; bom senso; juízo; prudência”.

Racional “Que usa da razão; que raciocina; que se deduz pela razão”.

Irracional“Não racional; onde a razão não intervém; que não raciocina; contrário à razão”.

Consciência“Atributo altamente desenvolvido na espécie humana; faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados; conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica ou física; conhecimento, noção, ideia”.

Acredito que a consciência é um atributo diferente da racionalidade. Porém, ambas caminham juntas na espécie humana. A consciência veio depois da racionalidade, e é um atributo inerente da espécie humana. A racionalidade foi se desenvolvendo aos poucos, mas a consciência parece que surgiu num passo de mágica. Os animais superiores não são totalmente irracionais. Todos os animais superiores desenvolvem algum nível de racionalidade. O problema é que os estudiosos dessa área do conhecimento humano não admitem que os animais possam pensar ou raciocinar.

Sei que é difícil admitir que um animal pense ou raciocine. Porém, como sei que as definições de racionalidade e consciência não são verdades absolutas, posso admitir que os animais superiores desenvolvem algum nível de raciocínio. Sabemos que o pensamento ou raciocínio se desenvolve no cérebro, na cabeça, e também sabemos que todos os animais superiores possuem cabeça e cérebro, embora em estágio menos desenvolvido em relação aos humanos. Se existe cérebro nos animais, então existe a possibilidade de pensamento, embora não seja lógico e organizado.

Se o homem veio de um ancestral primata que não desenvolvia a racionalidade, e evoluiu até atingir a consciência plena, por que não podemos admitir que outras espécies de animais ainda estão em estágio de desenvolvimento cerebral, até que possa atingir a consciência? Se não podemos admitir isso, então, temos que acreditar que o homem foi uma criação de Deus, e que já trouxe em si a faculdade da consciência ou racionalidade.

Na natureza existem certos animais que se organizam e planejam a melhor forma de como capturar uma presa, como no caso dos leões. Ora, será que isso não é uso do raciocínio e do pensamento! Sei que é difícil se admitir tal conjectura. Mas, o conhecimento nessa área ainda não é conclusivo. Posso estar certo ou errado.

Os elefantes, por exemplo, são animais que possuem cérebros tão evoluídos que, se fossem conscientes e tivessem cordas vocais como os humanos, falariam e conversariam uns com os outros. Alguns biólogos acreditam que os elefantes raciocinam, pois, executam ações que exigiriam reflexão e raciocínio.

Os seres humanos, apesar de possuírem a consciência inata, não desenvolvem conhecimentos e habilidades sem raciocínio e sem experiências. Da mesma forma os animais superiores também carecem de experiências e pensamentos para desenvolver habilidades. A diferença básica entre homens e animais é a consciência, e não a racionalidade. Os animais também desenvolvem certo nível de racionalidade. O tempo é o senhor da razão. Se meus questionamentos são inadmissíveis, é porque ou estou equivocado ou meu conhecimento é maior do que os que foram oficializados como verdades. Toda pessoa que questiona as coisas além do senso comum, é taxada de louca ou herege.

Uma coisa eu sei: É menos burrice acreditar que um animal possa pensar, mesmo que de forma ilógica, do que crer que uma cobra possa falar mesmo sem possuir cordas vocais, que anjos/querubins possuem quatro ou seis asas, que no céu tenha criações de cavalos alados, ou que uma galinha se transformou em dinossauro e que o homem evoluiu de um primata.

“Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1).

“Cada um tinha quatro rostos e cada um quatro asas; e debaixo das suas asas havia a semelhança de mãos de homem” (Ezequiel 20:21).

“Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava” (Isaías 6:2).

“Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro” (Apocalipse 19:14).

Embora os animais superiores não desenvolvam o senso de ética e de justiça – visto que não possuem consciência –, mas todos desenvolvem algum nível de inteligência e racionalidade, mesmo pequeno que seja. Os estudiosos dizem que os animais agem por instinto, e uns apresentam alto grau de inteligência, mas que esta não está ligada à racionalidade. Porém, sabemos que os animais tem noção do perigo, sabem que podem morrer, sabem que o fogo queima; sabem que, se cair de um precipício, podem morrer; sabem que se morder com força pode ferir o seu semelhante. Em outras palavras, os animais desenvolvem um nível de inteligência, e a inteligência está relacionado à racionalidade. Só é inteligente quem possui algum nível de racionalidade. E a racionalidade deriva da razão de ser das coisas. O joão-de-barro, além de construir sua casa de alvenaria, a constrói próximo a um enxame de mariposas, com a intenção de proteger suas crias dos predadores. E as abelhas, será que elas constroem suas colmeias de forma tão engenhosa apenas por inteligência, ou há uma pitada de racionalidade nisso? Acredito que os animais não fazem certas coisas inteligentemente sem pensar. Certos animais também pensam antes de realizar as coisas. Temos muitos exemplos disso na natureza. A mosca não tem a mesa capacidade cerebral das abelhas. Existe algo muito superior no cérebro das abelhas. Os animais sabem que podem cair e se machucar e morrer; os animais que não sabem nadar, sabem que se cair na água podem morrer afogado. Ora, o que é isso? É força do instinto, é inteligência ou racionalidade? Lógico que deve ter um pouco de racionalidade nisso. Se inteligência é destreza mental, logo, os animais superiores possuem mente, pois, também são inteligentes. E se possuem mente, eles de certa forma desenvolvem algum nível de raciocínio. A espécie humana, devido ao desenvolvimento maior e mais complexo do cérebro, possui um alto nível de racionalidade. E a consciência veio para se somar à racionalidade. Acredita-se que a consciência humana surgiu devido ao número elevadíssimo de sinapses ou conexões neurais do cérebro. Partindo desse princípio, os cientistas estão tentando desenvolver um computador que simule trilhões de conexões neurais, de forma que se torne uma máquina consciente. E acredito que esse feito não é impossível de se realizar. O computador é uma máquina, e age com inteligência ou com certo nível de racionalidade, porém, não possui consciência.

TODO SER HUMANO QUE FAZ USO CORRETO DE SUA RACIONALIDADE É PERSEGUIDO E CRITICADO

Um dos juristas mais respeitados da atualidade é o prof. Alysson Leandro Mascaro, jurista e filósofo do direito e professor da Faculdade de Direito da USP. Em uma de suas palestras, o prof. Alysson destaca a perseguição que sofreram os filósofos da antiguidade, que ensinavam a verdade sobre as coisas, mas que os políticos e religiosos da época não aceitavam. Os filósofos da antiguidade romperam com o misticismo e com as crenças, e passaram a pensar o mundo racionalmente, por isso, foram perseguidos. Mataram o filósofo Sócrates à semelhança de Cristo por ter contrariado as crendices de sua época. Da mesma forma também o filósofo Platão foi preso, perseguido e exilado. Aristóteles também foi perseguido. Na verdade, como diz o prof. Alysson, o verdadeiro filósofo recebe pedradas do seu tempo e não aplausos. Referiu-se ainda à perseguição que sofreu o matemático e astrônomo Galileu Galilei.  Diz o professor: “Durante a história do Cristianismo, o Cristianismo não aceitou um pensamento filosófico que fosse divergente dele próprio. A Idade Média teve uma fé consolidada, teve uma doutrina religiosa consolidada e todos aqueles que foram melhores do que a própria religião, do que o próprio pensamento religioso, eram os hereges. Se alguém dissesse que se nós somos cristãos, Jesus é nosso irmão, então todo mundo é irmão um do outro, e que portanto, vamos dividir toda a comida do mundo entre todas as pessoas, porque todos são irmãos, no tempo no qual a humanidade na Idade Média já era cristã, mas era feudal (era só um senhor feudal que tinha tudo; o resto passava fome), se alguém dissesse que ser cristão é dividir o pão com todas as pessoas, este era herege, e os cristãos mandavam pra fogueira. Joana D’Arc é um exemplo de mulher que, ao contestar, o seu tempo e a religião, só lhe restou o caminho da fogueira. Então, se nós observarmos, a História da humanidade nunca gostou da própria filosofia, nunca gostou de um pensamento mais avançado. Giordano Bruno, por falar que não é o sol que gira ao redor da Terra, mas o contrário, foi a Igreja cristã que mandou matá-lo. Com Galileu Galilei quase aconteceu a mesma coisa. Resultado: a história das religiões não gosta da filosofia; também não gosta da Ciência, não gosta da racionalidade, tirando-se raras exceções”.

“Aquele que pensa longe, em geral, ele contrasta com o seu tempo e recebe as pedradas do seu tempo”. (prof. Alysson Leandro Mascaro).

Não defendo o puro racionalismo, mas acho que as nossas crenças religiosas devem ser sustentadas por algo mais racional.

A LEI PRIMORDIAL DA RACIONALIDADE HUMANA

A Lei primordial da racionalidade humana é a capacidade de discernir entre o que existe e o que não existe, entre o que é real e imaginário. Se alguém acredita em coisas que não tem certeza se existem, e vive em função delas, então, este não está fazendo uso da Lei primordial da racionalidade; e, portanto, não está sendo 100% racional.

O problema em aceitar o meu argumento é que, na concepção dos religiosos, o contrário de ‘crer’ chama-se ‘ceticismo’. Só que não é bem assim a definição de ceticismo. Cético não é aquele que não crê em coisas espirituais. Ceticismo é o estado de quem duvida de tudo; que tem descrença total, não só no campo material, mas no espiritual, na capacidade humana de chegar a qualquer conhecimento ou verdade absoluta.

O ato de crer não está relacionado somente a assuntos espirituais. Não crer em algo não quer dizer que eu seja cético ou semirracional ou demasiadamente racional. Ao contrário, se digo que não creio porque não há provas se algo existe, se é real ou imaginário, logo, estou fazendo uso correto da razão ou racionalidade; estou agindo racionalmente. Mas, se digo que creio em algo mesmo não tendo provas se é real ou imaginário, logo, não estou fazendo uso pleno da racionalidade. Neste último caso, a pessoa não está agindo por si mesma, mas está sendo induzida por uma crendice ou por uma doutrinação religiosa. Ou, em último caso, está fazendo uso do seu livre arbítrio, acreditando em algo imaginário por pura teimosia.

Nós, humanos, somos racionais e conscientes da nossa existência. Sabemos que existimos porque pensamos e enxergamos o mundo ao nosso redor; porque vemos e ouvimos outras pessoas falar e interagir; porque sentimos dores, frio, calor, a paz, a tempestade e a bonança. Temos noção do mundo que nos cerca e das coisas físicas que existem na Terra e no Universo. Porém, existem coisas que muitos humanos imaginam existir, mas não podem provar que aquilo exista realmente. Logo, esse “distúrbio” não faz parte da racionalidade. Pois, se você acredita em algo imaginário, que não se pode provar pela razão, isso não é atitude normal de um ser racional. Neste caso, mesmo a pessoa sendo racional, ela não está fazendo uso pleno de sua racionalidade, e age por teimosia ou por causa de uma doutrinação religiosa.

UMA DAS CARACTERÍSTICAS DO SER RACIONAL É A CAPACIDADE DE DISCERNIR ENTRE O QUE EXISTE E O QUE NÃO EXISTE; ENTRE O QUE É POSSÍVEL E O QUE NÃO É POSSÍVEL EXISTIR; ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO.

Mesmo o ser humano sendo racional, ele pode optar por acreditar naquilo que lhe der na telha. Só que isso acontece porque ele mistura crendices religiosas com sua racionalidade. Na verdade, junto da racionalidade está a liberdade humana e o livre arbítrio. E tudo isso misturado, faz com que muitos seres ditos racionais, ajam como seres semirracionais. Não é porque temos livre arbítrio que vamos acreditar em coisas que não temos certeza se existem. Temos que colocar a mão na consciência e ver se estamos usando 100% a nossa capacidade de raciocinar ou se estamos deixando outras pessoas pensarem por nós – no caso, os religiosos.

Chegará o tempo em que a humanidade estará num estado tão avançado culturalmente que as autoridades proibirão toda crença religiosa baseada em teorias que são impossíveis de serem comprovadas cientificamente e pela razão. Portanto, antes desse dia chegar, os crentes devem fundamentar suas crenças em algo mais racional, que seja possível um dia ser comprovado pela Ciência.

O físico Albert Einstein formulou várias teorias sobre as leis que regem a organização da matéria e do Universo, que não puderam ser comprovadas cientificamente em sua época, mas que agora os cientistas modernos estão conseguindo comprovar, devido ao avanço tecnológico. De igual modo, os teóricos evolucionistas também criaram alguns postulados sobre a mutação e transição de uma espécie para outra espécie – o tal elo perdido –, mas que ainda não puderam ser comprovados pela Ciência. Mas, se não for possível achar o elo perdido, então, os naturalistas deverão abandonar suas teorias infundadas, e não ficar na teimosia de acreditar em coisas que se sabe que nunca poderão ser comprovadas. Mesmo que os cientistas sustentem a Teoria do Big-Bang e a Teoria da Evolução sem apresentar provas convincentes, porém, ninguém vive em função dessas coisas. Ninguém vive adorando os dinossauros e nem venerando os ancestrais do homem. Já em relação às teorias e crenças religiosas, mesmo que nunca haja comprovação que algo exista, os crentes não deixam de crer, e prosseguem ensinando coisas imaginárias, e vivem em função delas. No caso dos religiosos, eles fundamentam suas crenças não como teorias, mas como verdades absolutas. E isso não é atitude normal de quem é racional. A doutrina de Deus deveria ser chamada de teoria da existência de Deus. A doutrina da criação de Deus deveria ser chamada de teoria da criação divina. A doutrina da Trindade deveria ser tratada como teoria e não como uma verdade absoluta. Os teólogos fundamentam suas crenças como verdades absolutas porque partem da premissa de que a Bíblia é a “verdade absoluta”. Fundamentam certas crenças que não podem ser comprovadas pela razão como verdades absolutas, e vivem em função delas. Chegará o dia em que as autoridades proibirão qualquer tipo de crença que se sabe que nunca poderá ser comprovada cientificamente.

Quando estudava sobre o tal “elo perdido”, cheguei a pensar que pudesse existir uma raça da espécie humana ainda em estágio de transição da condição de semiconsciente para consciente, ou de semirracional para racional. Segundo a Teoria da Evolução, o homo sapiens evoluiu de um ancestral mais desenvolvido que um primata, uma espécie de hominídeo que ainda não era consciente. Mas, parece que depois do homo sapiens (homem inteligente), a espécie humana não evoluiu muito, ou ainda está caminhando lentamente em estágio de evolução, e não se encontra plenamente consciente ou racional. Porém, muitas pesquisas foram feitas sobre as diversas raças da espécie humana, e constatou-se que as raças mais primitivas, como os índios americanos, os aborígenes australianos e pigmeus da África mantinham o mesmo grau de evolução craniana, e mostraram-se plenamente conscientes e inteligentes. Apesar desses estudos, acredito que nem todas as pessoas que nascem desenvolvem o mesmo grau de consciência e racionalidade.

Até hoje os paleontólogos não conseguiram encontrar o elo perdido ou fóssil da espécie humana em estágio de transição da condição de irracional para semirracional ou semiconsciente. Sempre o estágio encontrado é de irracional para racional. Parece que a consciência humana surgiu num piscar de olhos. O homo sapiens, não sendo racional, dormiu e acordou como um ser racional. Por causa disso, os religiosos desacreditam na Teoria da Evolução e afirmam categoricamente que a espécie humana foi uma criação especial de Deus, e desde quando o homem foi criado, já desenvolvia a plena consciência e racionalidade. Se por um lado os teóricos evolucionistas estão certos, há um ‘porém’ nisso tudo. Segundo a Paleontologia e os estudos da Pré-História, há um curto espaço de tempo na transição quando os humanos deixaram a condição de bárbaros para se tornarem civilizados. Se foi necessário se passar milhões de anos para os hominídeos se tornarem homens inteligentes, até chegar à condição de racional, por que os períodos pré-históricos conhecidos como pedra lascada (paleolítico) e pedra polida (neolítico) são medidos em milhares de anos e não em milhões de anos? Portanto, por ser muito curto o tempo entre o período paleolítico e neolítico, a espécie humana ainda se encontra em estágio de formação da consciência e racionalidade plena. No entanto, não creio em tudo que ensina a Teoria da Evolução. Acredito que a Raça Adâmica foi uma criação especial de Deus.

SOBRE O ELO ACHADO

O peixe-boi da Amazônia pode ser um modelo de “elo achado”. Pois, esta espécie de mamífero aquático parece estar em estágio de transição ou mutação entre uma espécie e outra. Ou o peixe-boi é um boi que está evoluindo para se tornar um peixe, ou é um peixe que está evoluindo para se tornar um boi.

O MUITO CONHECIMENTO TAMBÉM AJUDA A DESENVOLVER A RACIONALIDADE, MAS NÃO É SUFICIENTE.

Se é verdade que o homem (raça dos Atlantes e raça Adâmica) evoluiu de um ancestral não racional, não consciente, então, ele ainda se encontra em estágio de aperfeiçoamento de sua racionalidade e de sua consciência. Existem pessoas que já desenvolvem a plena racionalidade desde pequeno, pois, não acreditam em coisas que não se podem provar. Enquanto que tem outros que mesmo tendo muita cultura ou alto grau de estudo, mesmo assim, acredita em coisas que não se podem provar. É o caso dos religiosos. Mas há também pessoas não religiosas que acreditam em fantasias. Eu, por exemplo, desde os quatorze anos de idade, convivi na igreja ouvindo sermões dos pastores nos cultos de doutrina e lendo ensinos das revistas de escola dominical, além de ter lido toda a Bíblia e mais outros livros teológicos, mas nunca fui um crente fanático, acreditando nas coisas ditas “espirituais” de qualquer jeito. Nunca achei que certos ensinos bíblicos são verdades absolutas. Sempre busquei respostas para as minhas dúvidas, embora não externasse nada para os pastores, pois, se as externasse, eles iriam dizer que eu estava precisando me converter novamente e ler direito a Bíblia.

Adquirir muito conhecimento na área da Ciência e na área teológica também ajuda a desenvolver a racionalidade, desde que o tal conhecimento adquirido sirva para sanar as dúvidas que inquietam a consciência humana. Tem pessoas com ensino superior, e que fazem curso de Teologia, mas, estudam por estudar, só para fixar regras da Hermenêutica, da exegese, da homilética, da escatologia e do corpo de doutrinas da denominação a qual pertencem, mas não  usam esses conhecimentos para questionar a veracidade de suas crenças. Seja verdade ou não, o importante é que se formam em Teologia, e vivem em função de suas crendices.

Só sei de uma coisa: o ser humano que desenvolve ou exercita a sua racionalidade é mais lúcido, e não fica sujeito ao engano religioso.

O ser humano que desenvolve mais a sua racionalidade não tem instinto assassino nem atitude de desonestidade; é pacato, preza pela paz, melhora seu senso de justiça e sentimento de amor pelo próximo.

As pessoas religiosas tendem a ser mais corruptas porque não desenvolvem plenamente a sua racionalidade. Aqui no Brasil, por exemplo, os grandes políticos e empresários presos por corrupção são pessoas religiosas, e não demonstram nenhum remorso por serem desonestas. No Japão, país onde a maioria da população é ateísta, o político ou agente público preso por corrupção demonstra grande constrangimento e remorso, e muitos até se suicidam. Os países europeus são desenvolvidos culturalmente e economicamente, e são países onde há menos corrupção e baixíssimo índice de criminalidade, e grande parte da população é ateísta, não seguindo nenhuma religião ou credo. De certa forma, adquirir bastante conhecimento também ajuda a desenvolver a racionalidade. E o desenvolvimento da racionalidade melhora o ser humano enquanto pessoa.

A QUESTÃO DA FÉ RELIGIOSA

O surgimento da fé religiosa foi o motivo de todo esse embaraço na mente dos seres racionais. Por causa da fé religiosa, muitos humanos ficam com preguiça de pensar, e não fazem uso de 100% de sua capacidade de raciocinar. Limitam-se a acreditar no que os livros de suas religiões ensinam e não procuram questionar nada. Geralmente os crentes não usam 100% da sua capacidade de raciocinar e deixam que os líderes religiosos, fundadores de seitas, pensem por eles.

Na Bíblia existe a definição de fé de acordo com a visão religiosa. E para os crentes, isso é mais do que suficiente, pois, não podem questionar nada. Vejamos:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:1).

Vejam que quase nenhum crente comum ou teólogo questiona se essa definição de fé religiosa está certa ou errada. Eles não questionam porque já tem a mente condicionada para acreditar em tudo o que está escrito na Bíblia. “Se a Bíblia diz, então, é verdade” – dizem. Ou seja, para o crente, se algo está escrito ou definido na Bíblia, então é uma verdade absoluta e não se pode questionar. Só que essa atitude impensada tem levado muitos incautos a acreditar em coisas absurdas, além da racionalidade humana.

Observe que a primeira parte da definição de fé, de Heb. 11:11, está correta. Mas, a segunda parte não é uma verdade absoluta, pois, fé não é prova de nada. A minha fé não me garante (não prova) que se hoje eu jogar na mega-sena, amanhã eu serei um milionário. Mas, o crente fanático pode dizer que eu não ganho na loteria por falta de fé. Ora, ora, ora! E se eles têm bastante fé, por que nunca ganham o grande prêmio da loteria? Logo, percebe que esse conceito de que “fé é a prova das coisas que se não veem” não passa de uma grande furada.

TIPOS DE FÉ

Há pelo menos quatro tipos de fé. E a quarta é igual à terceira.

Primeiro: a fé que é sinônimo de confiança e esperança, mas que não é prova de nada. Esse tipo de fé é comum e normal, e está dentro da racionalidade humana. Sobre esse tipo de fé temos exemplos na Bíblia. Esse tipo de fé é o ato de acreditar no impossível, e não no imaginário.

“E que mais direi? Pois me faltará o tempo, se eu contar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas; os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros” (Hebreus 11:32-34).

Segundo: a fé que é um testemunho autêntico que determinados pessoas dão por escrito com sua devida assinatura; ou declaração que se faz perante um juízo ou no julgamento de uma causa na justiça acerca de atos ou fatos que se diz serem verdadeiros.

Terceiro: a fé ou crença religiosa naquilo que não se pode ver ou comprovar materialmente (e muito menos espiritualmente). Esse tipo de fé é a base dos ensinos teológicos. Sem a fé religiosa não existe Teologia. Para os religiosos, esse tipo de fé é normal. E para provar, utilizam-se de muitos textos bíblicos, principalmente os da Epístola aos Hebreus. Porém, todas as crenças baseadas na fé religiosa não passam de teorias ou imaginações da mente humana. Toda a crença em Deus, no céu, no inferno, no Diabo, nos anjos e nos demônios é baseada em teorias. Não existe nenhuma prova concreta de modo que se possa afirmar categoricamente que essas coisas imaginárias das crenças religiosas existam. Vejamos o texto extraído da Epístola aos Hebreus:

“Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:3).

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial” (Hebreus 11:13-16).

Ora, esses três últimos textos que acabei de citar extraído da Epistola aos Hebreus são apenas suposições de algo que se imagina ser ou existir. Por exemplo, o texto diz: “Todos estes [homens e mulheres crentes] morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria”. O que é isso, senão imaginações da mente do escritor! E o próprio diz que esses crentes não alcançaram as promessas, mas através da fé, imaginaram que um dia alcançariam. E na verdade, eles não imaginaram coisa nenhuma sobre pátria nos céus. O escritor é que diz que eles imaginaram, pois, segundo o ensino do Judaísmo, os hebreus jamais tinham por esperança uma pátria nos céus. A esperança que tinham era de um dia ressuscitar e habitar aqui mesmo na Terra, num reino preparado por Deus para eles. Logo, esse tipo de fé ou crença religiosa não prova nada, não é certeza de nada. Para o crente, a questão da fé no imaginário é coisa “normal”. Mas, é “normal” para quem não faz uso de 100% da sua racionalidade. Porque, se a pessoa botar a cabeça pra funcionar, vai constatar o tanto de ilusões que sua mente alimenta.

Quarto: a fé que é sinônimo de teimosia, ignorância ou burrice, a famosa fé cega. Esse tipo de fé acontece porque a pessoa faz pouco uso de sua racionalidade. Ela tem preguiça de pensar, não questiona a fundo as coisas, e deixa a ignorância lhe dominar a mente. Quando o crente é questionado a mostrar uma prova que Deus existe, ele faz referências a um monte de coisas que não se pode provar. Como ele não pode apresentar nenhuma prova concreta de que Deus exista, então, ele parte para a teimosia ou ignorância, e diz que acreditar em Deus é questão de fé. E acredita, e pronto, e acabou-se. Logo, conclui-se que essa atitude do crente não é plenamente racional. Ele permanece na sua crença em algo que não se pode provar por pura teimosia ou por ignorância.

CONCLUSÃO

Jesus disse aos seus discípulos: “Em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível” (Mateus 17:20). Muitos crentes tomam esse ensinamento de Cristo de forma literal, achando que alguém com muita fé pode remover uma montanha de lugar, ou fazer um avião cair, ou uma pedra flutuar. Onde já se viu alguém removendo uma montanha de lugar? Nem mesmo Deus fez isso. Quando os israelitas estavam no deserto fugindo do Egito e da ira de Faraó, cercados de montanhas por todos os lados, por que Deus não removeu as montanhas para que o povo pudesse passar? Será que era mais fácil remover as águas do Mar Vermelho que remover uma montanha de lugar? Na verdade, Jesus estava ensinando seus discípulos a ter confiança firme e inabalável em seus propósitos. Com confiança em Deus e muito otimismo o crente pode fazer o impossível – mas dentro da racionalidade. É isso que Jesus quis nos ensinar.

Portanto, se somos seres racionais e conscientes, temos que ter mais do que a fé cega para firmarmos a nossa crença em Deus. Por isso, todo o meu ensino sobre a Bíblia, Deus, os anjos, Satanás, céu, inferno, demônios, ressurreição e doutrina das últimas coisas é baseado e fundamentado na razão e não em fé cega. O autor da Epístola aos Hebreus diz que “sem fé é impossível agradar a Deus”. Porém, acho que essa afirmação não é uma verdade absoluta. Trata-se de uma opinião exagerada, vinda de um religioso muito fanático. Pois, se isso for uma verdade absoluta, a conclusão que se tira é que Deus gosta que os crentes exercitem a fé cega para que possam ser mais facilmente manipulados. E eu não quero ser manipulado por ninguém. Se Deus nos concedeu o livre-arbítrio, por que temos que escolher ser manipulado por Ele? Não acho que Deus quer que os crentes acreditem n’Ele de qualquer maneira, e obedeçam cegamente aos seus mandamentos sem questionar nada. Para isso temos a capacidade de discernir entre o que é normal e absurdo.

Eu acredito em Deus, nos anjos e em Satanás, mas não da forma como 99,9% dos crentes acreditam. Acho uma grande bobagem acreditar que Deus é um ser infinito, maior que o próprio Universo, e que, apesar de subsistir em forma de Espírito, é um ser pessoal, e mesmo assim, está presente em todos os lugares ao mesmo tempo e sabe de tudo que acontece, pois, nunca dorme. Como um ser pessoal e ‘definido’ pode estar presente ao mesmo tempo em todos os lugares? Só sendo louco mesmo para acreditar em tamanha discrepância! Acreditar em Deus dessa maneira, para mim, é o cúmulo da loucura humana. E para piorar ainda mais a loucura, os crentes acreditam que Deus é um ser composto de três pessoas em uma só (a tal trindade), e apesar de cada um ser distinto e agir separadamente, mas os três são indivisíveis. Porém, se um deles quiser se encarnar, ele se separa do corpo misto e vem aqui na Terra, mas continua sendo onipresente e onisciente. Existe maior loucura do que esta dos crentes?!

Não creio que Deus tenha criado o Universo, mas, sim, que Ele surgiu dentro do Universo. O Universo sempre existiu com toda sua matéria (massa) e suas leis inerentes, e vive em constante revolução, onde os elementos químicos e os astros (estrelas e planetas) se criam e se organizam, se destroem e se recriam. A idade do Universo é estimada em mais de 13 bilhões de anos, e a idade da Terra em cerca de 4,5 bilhões de anos. O homem inteligente surgiu há milhares de anos, enquanto que Deus surgiu há milhões ou bilhões de anos. Acredito que Deus foi o primeiro ser vivo de uma espécie que surgiu no Universo e evoluiu a tal ponto de se tornar um ser perfeito. E creio também que Deus realizou criações dentro do Universo, mas não criou a Terra.

Sinceramente, acho uma grande idiotice a crença popular que imagina que Deus estava adormecido eternamente no “nada” (no éter, de onde vem o termo eterno), e de repente acordou, e resolveu criar o Universo, criar a Terra, e depois criar o homem, tudo isso num período de 6 ou 10 mil anos atrás. O ser humano que alimenta essa crendice louca não merece ser chamado de ser racional, mas, sim, de hominídeo, com mente medíocre e pré-histórica.

É ilógico imaginar que Deus estava adormecido no “nada” e, de repente, acordou e resolveu criar as coisas, visto que a doutrina de Deus diz que Ele é um ser perfeito, infinito, completo, e não necessita de nada material que lhe propicie prazer. Antes de Deus criar os anjos, a Terra física e o homem há 6 mil anos atrás, onde Ele estava, e o que fazia? Se Deus é eterno, e todas as coisas físicas e seres mortais vieram depois dele, onde Ele estava e o que fazia? A conclusão lógica é que Deus teve um princípio. E se não teve princípio, então, Ele é parte integrante da própria matéria física. O termo “eterno” significa “aquele que está adormecido no éter”. E o éter é um antigo termo esotérico utilizado para designar a massa do Universo em seu estado primário onde Deus estava adormecido. Tem lógica um absurdo sem tamanho como este?

Quando eu vivia enganado pelos ensinos religiosos, aprendi que Deus havia criado o mundo através do poder de sua palavra, isto é, através do poder de sua voz. Ou seja, Ele ordenou que as coisas fossem criadas e tudo foi se criando de forma perfeita e organizada. Depois, aprendi na escola secular que o Universo ainda continua em expansão infinita, formando astros, sistemas solares e outras galáxias. Aí me lembrei do que tinha aprendido na igreja, e “entendi” que o Universo continuava em expansão infinita por causa do poder da voz de Deus que até hoje continua ecoando no espaço infinito. Mas, depois que “cresci” no conhecimento, vi o quanto de bobagens a gente aprende na igreja com os religiosos. E, na verdade, os cientistas e astrônomos não têm provas concretas de que o Universo continua se expandindo. Os astrônomos observam através dos telescópios que as galáxias mais distantes estão se afastando uma das outras em grande velocidade. Mas, isso é falta de bom senso. Se nós estivéssemos fora da Terra, num lugar bem distante e sem gravidade, iríamos notar que a Terra também gira sob o seu eixo em alta velocidade. E é exatamente assim que os astrônomos veem o movimento das galáxias sob o seu próprio eixo, e acham que elas estão crescendo e se expandindo infinitamente. Atente para uma coisa: Quanto mais a gente se distancia de um astro ou uma galáxia, mais rapidamente a gente ver esse objeto fazer o movimento de rotação sobre o seu eixo. A gente não vê a Lua girar sob o seu eixo de forma rápida porque nos encontramos muito próximo dela, e também porque o próprio planeta Terra está girando sob o seu próprio eixo. Se a Terra ficasse parada, fixa no espaço por uma hora, os astrônomos iriam poder observar visivelmente através de telescópios o movimento de rotação da Lua. Um observador da Terra olhando uma galáxia muito distante é como se ele estivesse parado, fixo no ponto qualquer do espaço. Daí a razão de ele achar que as galáxias giram e se afastam uma das outras em grande velocidade.

ARGUMENTO DE UM MENINO DE 12 ANOS DE IDADE QUE PÕE EM CHEQUE A CRENDICE DE QUE DEUS TENHA CRIADO AS COISAS DE FORMA INTELIGENTE E COM ALGUM PROPÓSITO.

Meu filho de 12 anos não lê os textos que escrevo e publico no meu blog, mas sei que deve ter lido alguns textos que postei no meu facebook. Um dia desses o ouvi fazendo o seguinte questionamento: “Não sei por que Deus criou o Universo tão grande se o homem que ele criou aqui na Terra não pode explorá-lo”. Depois, eu o questionei e perguntei de onde ele tinha tirado essa ideia ou onde ele havia lido sobre o que ele havia acabado de questionar. Aí ele falou que tinha conversado sobre esse assunto com um colega dele. E disse mais: “Se Deus criou o homem para salvar e depois levar para o céu (um lugar espiritual, não físico), por que ele criou a Terra e o Universo tão grande?”.

Realmente, o questionamento de um menino põe em cheque as crendices que Deus tenha criado as coisas com propósito e para seu deleite e prazer. Crentes e teólogos fanáticos são unânimes em afirmar que o homem foi a única criatura inteligente que Deus criou na Terra e no Universo, depois dos anjos. E acham que o homem está preso aqui neste planeta, e aqui todos irão perecer. E os humanos que não perecerem, serão salvos e levados para o Céu, um lugar espiritual – que parece que se localiza até fora deste Universo físico –, e a Terra será destruída. Partindo dessa lógica, qual o propósito de Deus ter criado a Terra e o todo o Universo, com bilhões de estrelas e planetas? Será que foi uma atitude inteligente criar um Universo tão grandioso e um minúsculo planeta num cantinho qualquer da Via Láctea para nele colocar o homem, e depois salvar os que foram obedientes e fieis, e levá-los para um lugar espiritual fora deste mundo físico? Se Deus vai levar os humanos salvos para habitar num mundo espiritual, o que acontecerá com a Terra e o Universo físicos? Será que o Universo ficará esquecido, envelhecendo, até perecer, enquanto Deus estará com os salvos num mundo espiritual, não físico?

Para saber o que penso e o que ensino sobre Deus, sobre a Bíblia, sobre as doutrinas das últimas coisas, leia os textos do meu blog.

Se você quer enxergar as coisas sob um ângulo diferente, leia os textos do meu blog. Chega de tanta ignorância! Os ateístas e céticos combatem os crentes porque suas crenças são sustentadas por uma fé cega. Vamos sustentar nossas crenças com coisas racionais, que se possam provar. No meu blog tenho me esforçado bastante para apresentar uma interpretação dos textos bíblicos de forma mais convincente, mais racional. Se continuarmos com essa tolice e teimosia de acreditar nas coisas espirituais de qualquer jeito, sem apresentar nenhuma prova satisfatória dentro da realidade e da racionalidade, seremos sempre rejeitados e combatidos por falta de sabedoria.

Dizem que os humanos não usam nem 10% de sua capacidade cerebral. E os crentes não chegam a usar nem 50% de sua racionalidade – por preguiça de pensar.

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Falou e disse Miquels7

 

29/06/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | Deixe um comentário

ALÔ, COXINHA! TE ENGANARAM DIZENDO QUE FHC-PSDB ENTREGOU O BRASIL AO PT-LULA PREPARADO PARA CRESCER

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Olá, coxinhas de todo o Brasil, direitistas, fundamentalistas religiosos e alienados que odeiam Lula e o PT, se ainda não viram o vídeo, abaixo, por favor, vejam e não se iludam. Ouçam da própria boca de FHC como ele conseguiu quebrar o Brasil três vezes com esse negócio de neoliberalismo, arrocho salarial, e altas taxas da Selic para segurar o consumo e a inflação.

FHC entregou um Brasil quebrado e falido, com inflação alta. A única coisa aparentemente boa e positiva que FHC fez foi segurar a estabilidade do Real R$ frente ao dólar, mas às custas das reservas internacionais. Veja que ele mesmo diz que, na primeira crise, num só mês o Brasil perdeu 10 bilhões de dólares, e mais na frente em outra crise, fez o Brasil perder mais 20 bilhões em um só mês. Por que isso? Porque ele torrava as reservas internacionais para segurar a cotação do Dólar frente ao Real. Por isso o real se manteve estável no governo de FHC.

Quando FHC deixou o governo em dezembro de 2002, o Brasil contava com apenas 35 bilhões de dólares de reservas internacionais. Lula e Dilma entregaram o Brasil com mais de 370 bilhões de reservas internacionais.

Olha, FHC só segurou a inflação em torno de 11% por causa da alta taxa da Selic, que chegou ao valor astronômico de 45%, algo jamais visto em outro país. Essa alta taxa da Selic freava o consumo, e com isso a inflação baixava. Mas era tudo artificial o que acontecia na economia.

E pra completar a desgraceira, FHC ainda endividou o Brasil fazendo dois empréstimos de bilhões ao FMI. E essa conta Lula pagou em 2005. Veja o outro vídeo mais abaixo onde FHC fica desesperado para não perder a sua reeleição por causa da crise no país e tenta minimizar o problema para não perder votos.

Governo do traíra, Michel Temer, e dos golpistas, é responsável pela maior taxa de desemprego no Brasil. Como disse, acima, FHC controlava a inflação com a especulação da taxa Selic, e mesmo no final do seu governo a inflação ainda estava alta, na casa dos 11%. Lula entregou seu governo com uma taxa de inflação de 6,7% e baixou a taxa Selic para menos de dois dígitos, em 8,5%. E a ex-presidente Dilma que os golpistas depuseram, deixou o país com uma taxa de desemprego baixíssima, de apenas 4,8% em dezembro de 2014. Nesse ano a imprensa dizia que o Brasil vivia numa estabilidade de pleno emprego. Porém, depois que Aécio perdeu as eleições para a Dilma, passou a conspirar para não deixá-la governar em paz. A imprensa toda se juntou a ele para derrubar a ex-presidente Dilma. Somente a TV Record fazia o contraponto da notícia, tentando equilibrar as informações. Mas a TV Globo, a Band e o SBT não descansaram enquanto não derrubaram o governo Dilma. E pra completar a desgraceira, foi instalada a Operação Lava-Jato no final de 2014 e durante todo o ano de 2016, que culminou com a quebradeira das grandes e pequenas empresas, causando um grande índice de desemprego no país. E depois do golpista Michel Temer assumir a presidência, o desemprego continua crescendo, em torno de 13,7%, totalizando mais de 14 milhões de brasileiros desempregados.

No governo de FHC-PSDB o Brasil viveu uma crise de apagão no país por falta de investimento em geração de energia elétrica. No tempo de FHC faltava energia e até abastecimento de gás de cozinha em vários Estados. Os inimigos do PT afirmam que no governo de Lula também houve apagão em 2009. Só que esse apagão de 2009 não foi por falta de investimento em geração de energia; foi por falha no sistema, falha de manutenção, e o apagão durou poucas horas e logo foi restabelecido. E no governo de Lula-PT não foi preciso pedir para a população poupar energia, como aconteceu no governo de FHC-PSDB. O governo de Lula investiu maciçamente em geração de energia, e ainda deixou encaminhado a construção de mais três grandes hidrelétricas para geração de energia no Brasil, a de Jirau, a de Santo Antônio (em Rondônia) e a de Belo Monte (no Pará). O programa Luz Para Todos levou energia elétrica para milhares de comunidades interioranas esquecidas pelo poder público. Hoje a maioria do povo brasileiro não percebe o resultado dos investimentos do governo do PT em energia elétrica, pois, não existe crise de apagão no país.

Uma coisa é certa: PMDB e PSDB não sabem governar. Quem tem mais de 30 anos sabe que o Brasil foi governado pelo PMDB desde 1985 até 1989. Houve vários planos econômicos durante esse período: Plano Cruzado 1 e 2 e Plano Bresser, e nenhum desses planos deu certo. Alguns economistas chamam a década de 1980 de a “década perdida”. O governo de Collor, candidato da Globo, foi um fracasso. E o governo de Itamar Franco criou a URV, que depois denominaram de REAL. Mas a mídia deu crédito do sucesso do Real ao governo fracassado de FHC. Aliás, FHC não fez quase nada pelo Real e pelo país. Houve pouco investimento na saúde, na educação e na indústria por causa do arrocho salarial, das medidas de contenção de gastos e das altas taxas da Selic pra segurar o consumo e a inflação. O governo de FHC não construiu uma Universidade durante os 8 anos de governo, e ainda encobria a corrupção, pois o Procurador Geral da República, Geraldo Brindeiro, engavetava todos os pedidos de investigação do Ministério Público. E ainda venderam o patrimônio a preço de banana com as privatizações. No governo de FHC foram gerados apenas 5 milhões de empregos formais; e houve cerca de 15 operações da Polícia Federal. Durante o governo Lula houve investimento em todas as áreas. O analfabeto Lula construiu 8 Universidades Federais e ordenou a reforma de outras dez universidades. E durante os 8 anos do governo Lula foram gerados cerca de 15 milhões de empregos. A a Polícia Federal fez mais de 400 operações durante esse período, e continuou operando sem restrições durante o governo Dilma.

Sinceramente, os políticos do PSDB não sabem governar. Eles são entreguistas e puxa-sacos dos americanos. Por não saber governar, eles deixam o governo americano dar pisica nos rumos da economia, e quando fazem empréstimo internacional deixam FMI ditar os rumos da economia. Os políticos do PSDB não tem plano próprio de governo. Eles dependem dos planos econômicos neoliberais dos capitalistas americanos. Os políticos do PSDB são entreguistas, pois entregam todo o patrimônio brasileiro nas mãos de empresas estrangeiras. Quando não conseguem dar conta de um setor da economia, eles começam a privatizar tudo. Inclusive, quiseram privatizar a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Estavam quase privatizando a Educação e o sistema de geração de energia. São verdadeiros bandidos esses políticos do PSDB. Não são nada patriotas. São lambe-botas do governo americano.

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Entenda como e por que FHC quebrou o Brasil três vezes:


https://www.youtube.com/watch?v=t_W4kkhJndI&feature=youtu.be 

FHC (PSDB) QUEBROU O BRASIL 3 VEZES E O ENTREGOU AO FMI


https://www.youtube.com/watch?v=ZZ-K504dPBI

FHC EM 2001/2002: CRISE DO APAGÃO E RACIONAMENTO DE ENERGIA

https://youtu.be/gIUG2e7IayI

Informe-se sobre a Crise do Apagão em 2001 e 2002

https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_do_apag%C3%A3o

O APAGÃO ENERGÉTICO DE 2001/2002

http://brasilescola.uol.com.br/historiab/apagao.htm

Brasileiros pagaram R$ 45,2 bi pelo apagão elétrico de 2001

http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2009/07/brasileiros-pagaram-r-45-2-bi-pelo-apagao-eletrico-de-2001

“Ministro do apagão” de FHC é novo presidente da Petrobras

http://www.revistaforum.com.br/2016/05/20/ministro-do-apagao-de-fhc-e-novo-presidente-da-petrobras/

01/06/2017 Posted by | ECONOMIA, POLITICA | , , , , , | 1 Comentário

‘CÉU’ E ‘ESPIRITUAL’ NÃO TEM NADA A VER UMA COISA COM A OUTRA

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Em pleno século XXI os crentes ainda desenvolvem uma mente primitiva, selvagem.

Pecadores lançados no lago de fogo

Os crentes, até os dias de hoje, imaginam que tudo o que existe nos céus, acima de nós, são ‘coisas espirituais’. Ora, isso não passa de imaginação primitiva, sem noção, pois, tudo o que existe nos céus, acima de nós, são coisas físicas. Não existe nada de ‘espiritual’ neste Universo. Tudo é físico.

Imaginar que o que existe nos céus é espiritual é a mesma coisa que imaginar que existe outro mundo ou um mundo desconhecido acima da abóboda celeste, e que essa abóboda celeste é sustentada por grandes colunas. E que as estrelas são pequenos luzeiros pendurados debaixo da abóboda celeste.

Os crentes imaginam que Jesus subiu para o céu porque esse lugar é espiritual. Imaginam que o Céu é a habitação dos espíritos. Ora, todos os céus, acima de nós, são físicos. Um ser humano em corpo carnal vivo não pode adentrar todos os céus porque ele precisa de ar para respirar, e bem sabemos que no espaço sideral não existe ar respirável. Para adentrar nos céus siderais é preciso levar um balão de oxigênio ou ir dentro de uma nave espacial com bastante reserva de oxigênio.

Ora, Jesus subiu para o céu porque ele se retirou deste planeta e se foi para um outro planeta aqui mesmo no Sistema Solar ou fora dele. Jesus não foi embora para habitar num mundo espiritual. Ele foi embora para outro sistema planetário, muito longe da Terra.

Jesus subiu aos céus em corpo carnal. Quando Jesus subiu aos céus, o texto bíblico diz que uma nuvem o recebeu ou o encobriu. Ou seja, uma nave espacial o recebeu e o levou para o espaço sideral.

“Tendo Jesus dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos” (Atos 1:9).

O profeta Elias também foi levado por uma carruagem de fogo, que nada mais era que uma nave espacial.

Na Bíblia há um relato de que os habitantes que viviam ao redor do Monte Sinai diziam que ouviam barulhos e sons estranhos na montanha e grande fumaceiro. Quando Moisés subiu ao monte para ver o que se passava, ouviu barulhos e viu grande nevoeiro. Por esses relatos, conclui-se que o barulho vinha dos motores a propulsão da nave, e a fumaça pode ter sido dos motores, ou feitas de propósito para encobrir a nave, para que ninguém identificasse o objeto. Quando Moisés subiu ao monte, um anjo lhe falou de perto de uma sarça ardente. O anjo proibiu que o povo subisse no monte, e só Moisés poderia subir lá. A alegação para que o povo não subisse no monte era porque eles poderiam morrer. Mas, por que só Moisés, sendo humano igual aos demais, podia subir no monte e falar com o anjo? Logo, percebe-se que os anjos não queriam que o povo descobrisse os seus segredos, pois sempre há um curioso que descobre as coisas.

O profeta Ezequiel também teve a visão de uma nave espacial, e a descreveu com motores a propulsão, que soltavam labaredas de fogo, e que a nave vinha envolvida num nevoeiro.

“Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem; cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas” (Ezequiel 1:4-6).

Esses quatro querubins que Ezequiel contemplou eram quatro imagens de anjos esculpidas nas paredes da nave (ou em cada canto da nave) e tinham quatro asas. Isaías e João tiveram esta mesma visão da nave e disseram que os tais querubins tinham seis asas. E o próprio Ezequiel descreve que esses querubins não se mexiam. Para onde as rodas da nave andavam, eles andavam igualmente, para frente e para trás. Uma pessoa que faz uso da razão sabe que um anjo não pode possuir quatro ou seis asas, exceto se se tratar de uma imagem esculpida ou desenho na parede. Portanto, se você que me lê faz uso normal de suas faculdades, entenda que não pode existir anjo vivo com quatro e muito menos com seis asas.

O termo ESPIRITUAL deriva de ‘espírito’, que significa ‘aquilo que não se vê a olho nu’.

Paulo disse que o mundo não entende as coisas que os crentes acreditam pela fé, porque essas coisas se discernem espiritualmente. Paulo falava assim porque ele não sabia que as coisas que existem, mas que não podem ser vistas a olho nu, também são físicas.

Não é porque não vemos uma coisa que essa coisa é espiritual. Não enxergamos os elementos químicos do ar, mas eles estão ao nosso redor. E nem por isso vamos dizer que os elementos do ar são espirituais.

Acredito que cada ser humano é formado por dois corpos: um carnal (físico) e outro ‘espiritual’. O corpo ‘espiritual’ é feito de uma matéria sutil, que não pode ser vista a olho nu. O ser humano não pode subsistir eternamente nesse corpo dito ‘espiritual’, porque ele não tem como interagir como o meio onde habita. Para interagir com o meio físico, é necessário que o corpo ‘espiritual’ se revista do corpo carnal e mortal. Não há sentido viver no espaço sideral (o tal Céu dos crentes) sem um corpo físico, visível a olho nu. Por isso, esse é o objetivo da ressurreição: para que os humanos salvos recebam novamente o corpo carnal e mortal para reviver e habitar eternamente aqui mesmo neste planeta, que será restaurado e governado pelo Messias. Nenhuma criatura é imortal. Todos são mortais. Mesmo o crente salvo, após ressuscitado, continuará sendo mortal. Porém, os que forem obedientes não morrerão, porque Deus concederá o elixir da vida, o fruto da árvore da vida, isto é, o poder que fará com que seus corpos sempre permaneceram jovens. Adão e Eva viviam no paraíso, mas eram mortais. Só não morriam porque recebiam desse poder da imortalidade, que se chamava fruto da árvore da vida.

Um exemplo bem esclarecedor é o caso dos demônios. Se os demônios subsistem em corpos ‘espirituais’, então o que eles estão fazendo aqui na Terra? O lugar deles não é os céus? Por que é obrigatório o espírito do crente ir para os céus? Será que o mundo ‘espiritual’ não está aqui mesmo ao nosso redor?

Alguns exegetas bíblicos atestam que os demônios são os espíritos dos mortos do grande dilúvio, e que para estes não houve destinação de suas almas. Esses espíritos ficaram soltos, vagando no tempo e no espaço. Como muitos desses espíritos eram dos filhos dos gigantes que corromperam a Terra, são espíritos do mal, que vivem constantemente revoltados contra Deus. Por isso, eles se vigam nos seres humanos vivos, principalmente naqueles que são obedientes a Deus.

Apesar dos corpos dos espíritos dos mortos humanos não serem vistos a olho nu, mas eles são formados de matéria. Portanto, são físicos. Só que não podem interagir com o meio físico onde estão contidos. E nem se sentem felizes em subsistir no corpo ‘espiritual’.

Jesus mostrou que os demônios (ou espíritos de humanos) não se sentem confortáveis em seus corpos ‘espirituais’ e, por essa razão, procuram sempre se abrigar num corpo qualquer, de preferência os corpos humanos carnais, porque eles precisam interagir com o meio. Ou então, em razão de sentirem muito frio, procuram os corpos dos humanos vivos para se abrigarem.

“Ora, havendo o espírito imundo saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o encontra. Então diz: Voltarei para minha casa, donde saí. E, chegando, acha-a desocupada, varrida e adornada. Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa” (Mateus 12:43-45).

Certa vez Jesus expulsou uma legião de demônios que estava no corpo de um endemoninhado, e eles pediram permissão para entrar nos corpos de uns porcos que havia no local. E Jesus autorizou. Por esses relatos, podemos concluir que o subsistir na forma de ‘espírito’ não tem sentido, não traz felicidade. Por isso é necessário a ressurreição, para que possamos assumir um novo corpo físico e carnal.

“Rogaram-lhe, pois, os demônios, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E ele lho permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada, que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram” (Marcos 5:12-13).

Os crentes aprenderam na Bíblia que não podemos enxergar as coisas espirituais com os olhos carnais. Ou seja, temos que ter olhos espirituais para enxergar as coisas espirituais. A questão é que o que supostamente vemos com ditos olhos espirituais não significa que sejam necessariamente coisas espirituais, mas físicas, ou então, coisas ilusórias, como no caso das coisas que vemos em sonhos. Através dos olhos da mente, isto é, em sonhos durante a noite, cada ser humano vivo e carnal pode ver outros mundos, pode contemplar lindas paisagens, pode até ver o inferno, os demônios e dialogar com personagens fictícios sem precisar desse tal olho espiritual. No entanto, tudo isso não passa de imaginações da mente humana.

Jesus disse que os demônios não se sentem felizes e contentes vivendo no suposto mundo ‘espiritual’ deles. Por isso, procuram os corpos humanos para se alojarem ou para se manifestarem através dos sentidos. Então, como os crentes acham que serão felizes vivendo em forma de espírito num mundo espiritual nos céus?

A QUESTÃO DA ONIPOTÊNCIA DE DEUS E A IMORTALIDADE DOS ESPÍRITOS

Os teólogos evangélicos tradicionais ensinam que os pecadores que não forem salvos serão lançados no lago de fogo, e lá sofrerão tormento por toda a eternidade. No entanto, o camarada que defende tamanha crueldade não merece ser chamado de ser humano, e muito menos de cristão. Pois, se nós, humanos, tendo a nossa justiça fraca e falha, sabemos determinar uma pena de acordo com a gravidade do crime praticado pelo criminoso, por que Deus, sendo todo ‘justiça e amor’, iria praticar tamanha crueldade com os pecadores, e jogá-los de igual modo no mesmo buraco, sem nenhuma distinção de pena? Que espécie de deus é esse que os evangélicos adoram?

Se os espíritos dos demônios e dos humanos que morreram subsistem em corpos ‘espirituais’, como esses corpos sobrevivem no mundo ‘espiritual’? De que eles se alimentam para continuar existindo? Será que os espíritos são imortais? Bem…, essa pergunta é muito difícil de ser respondida, mas não impossível.

Acredito que os ‘espíritos’ não são imortais. Creio que os corpos ‘espirituais’ são passivos de destruição ou aniquilamento. Se não admitirmos isso, estamos afirmando que Deus não é onipotente. Ora, se Deus criou os ‘espíritos’ de cada ser humano, como ele não pode desfazer aquilo que criou? Há quem diga que o espírito de cada ser humano é parte da essência ou substância de Deus, por isso ele não morre, não pode ser destruído. E para comprovar isso, utilizam-se de algumas passagem bíblicas, como esta:

“Porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; (…) e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Eclesiastes 12:5-7).

Por outro lado, se os corpos espirituais dos humanos são imortais, então, todos nós somos deuses, embora fracos em poder, e somos subjugados pelos ‘espíritos’ superiores. E se Deus – o Espírito Superior – sentencia os pecadores, seus desafetos, a um sofrimento eterno no lago de fogo, isso o constitui no maior sanguinário das galáxias. Pois, age de forma covarde contra seus irmãos mais fracos. Ou seja, Deus prende seus desafetos, que não tem poder, e os coloca em masmorras eternas, sem que tenham uma revisão de pena, sem que tenham tido um julgamento justo, recebendo uma pena de acordo com a gravidade dos seus delitos. E quem defende tal ensinamento é um louco desvairado.

Conforme já afirmei, os corpos ‘espirituais’ não são imortais. Portanto, são passivos de aniquilamento. Se os corpos ‘espirituais’ necessitam de algum alimento ‘espiritual’ para subsistir, isso eu não sei. O que sei, e o que aprendi na Bíblia de forma correta é que só existe um ser que é imortal: Deus-Pai, o Todo-Poderoso. Os anjos e todos os ‘espíritos’ dos humanos são mortais e passivos de aniquilação. Não creio que o ‘espírito’ de cada ser humano seja parte integrante da essência de Deus. Se isso fosse verdade, cada um de nós seria um pequeno deus, imortal. E se Deus nos condenasse, estaria condenando a si mesmo, ou, no mínimo subjugando seus irmãos ou filhos, por serem inferiores em poder.

Na ressurreição do último dia todos os pecadores irão ressuscitar para serem julgados. Muitos serão salvos. E os que não forem salvos no julgamento do Grande Trono Branco serão lançados no lago de fogo, isto é, no Sol, para o aniquilamento final do ‘espírito’, isto é, do corpo ‘espiritual’. Nada pode subsistir na alta temperatura do Sol. Todos os corpos físicos ou ‘espirituais’ serão aniquilados ou cessados de existir na grande temperatura do Sol. E a própria Bíblia chama a isso de ‘segunda morte’. A primeira morte é a morte do corpo carnal; a segunda é a morte do corpo ‘espiritual’. Portanto, nenhum ‘espírito’ irá permanecer sofrendo eternamente no lago de fogo, pois, isso seria um crime indescritível.

Deus é justiça e amor. Mas, misturado à bondade e justiça de Deus, os religiosos conseguiram colocar ensinamentos terríveis na Bíblia. Ou no mínimo adulteraram os textos bíblicos ao traduzi-los para outros idiomas, com a intenção de amedrontar os fiéis ou fazê-los seguir a religião e obedecê-los por medo do inferno.

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Miquels7

 

22/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , , , , | Deixe um comentário

A VISÃO DO TRONO DE DEUS DE EZEQUIEL, DANIEL, ISAÍAS E JOÃO

Estudo comparativo da visão que Ezequiel, Daniel, Isaías e João tiveram sobre o Trono de Deus e os querubins.

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By Miquels7 – Todos os direitos reservados

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Estou preparando um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extraterrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem. 

O estudo será postado, abaixo, em imagem de arquivos PDF, pois, a estrutura do texto é feita em colunas, contendo as passagens bíblicas dos lados direito e esquerdo, e na coluna central os comentários.
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Rodas de Ezequiel 03

INTRODUÇÃO

Os deuses criaram a raça humana aqui na Terra com a finalidade de cuidá-la e também para que desfrutassem de toda sua riqueza. Os humanos deviam se multiplicar na face na Terra, mas não podiam adquirir conhecimento e nem obter o domínio sobre a matéria e os cosmos. Não podiam se tornar civilizados. Tinham que permanecer sempre como nativos, isto é, vivendo como os índios, nus, inocentes, sem se envergonhar da nudez. E como prêmio, Deus lhes concedeu o elixir da vida, o fruto da vida eterna, para que nunca morressem. Mas, um dentre os seres celestiais sabotou a criação e frustrou os planos de Deus (ou deuses). O homem “pecou” ao se tornar civilizado e obter o domínio da matéria. Por causa disso, Deus amaldiçoou o homem e também a Terra. Mas, prometeu um dia resgatar os homens bons e também restaurar a Terra ao seu estado original.

Os humanos da raça dos atlantes não representavam um perigo para os deuses e nem para o próprio planeta. Porém, os humanos da raça adâmica se tornaram um grande perigo não só para os deuses, como para o planeta Terra e todo o Sistema Solar.

Comparo o perigo que representa o governo humano civilizado para os deuses e os cosmos, com o perigo que representa o governo da Coréia do Norte em relação aos Estados Unidos e o resto do planeta. Deus (ou os deuses) deixou o homem civilizado se multiplicar e se espalhar sobre a face da Terra, mas subestimou o tamanho do perigo que isso representava. Os cientistas humanos, ao adquirirem o conhecimento e controle da matéria, foram além do que os deuses esperavam. Assim também os EUA e a ONU subestimaram o governo da Coréia do Norte, e não achavam que um dia esse país iria desafiar as grandes potências do planeta Terra, e ser a causa de uma possível tragédia nuclear. Por isso, não resta alternativa aos governantes da Terra, a não ser a destruição do governo da Coréia do Norte. De forma análoga, também podemos comparar e afirmar que Deus subestimou o perigo que o homem poderia representar para o planeta e para os cosmos. Se Deus não subestimou, como dizem os teólogos tradicionais, ele então previu, na sua onisciência, que o homem não teria fim nas más intenções do seu coração, e traçou um plano para pôr fim ao domínio do homem sobre a Terra. E o Livro com sete selos descrito no Apocalipse nada mais é do que esse plano que Deus traçou para destronar o homem do domínio aqui na Terra. Todos os juízos de Deus contidos no Livro de sete selos do Apocalipse serão necessários para que Deus tome o controle do planeta Terra, e faça reinar aqui o Messias, o Ungido, enviado do Céu, para governar as nações e não mais deixar que o homem continue com sua busca desenfreada pelo conhecimento e domínio da matéria.

“Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre (de Babel) que os filhos dos homens edificavam; e disse: Eis que o povo é um e todos têm uma só língua; e isto é o que começam a fazer; agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. Eia, desçamos, e confundamos ali a sua linguagem, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade” (Gênesis 11:5-8).

Mas os humanos não cessaram de edificar nada, e estão na busca desenfreada pelo conhecimento e o domínio da matéria. Agora eles querem alcançar os cosmos com suas naves espaciais, a procura de outros mundos habitáveis. No entanto, o perigo maior está aqui mesmo no planeta: as bombas nucleares, os vírus mortais e pestes que podem ser espalhadas rapidamente entre a população. Portanto, não resta ou saída. Deus terá que destruir todos os governos humanos aqui da Terra, o tal governo da Besta-666.

Acho que Deus (ou os deuses) não imaginou que o homem que colocou aqui na Terra, com um cérebro limitado, pudesse ir tão longe à busca do conhecimento, ao ponto de dominar a matéria, perscrutando o ínfimo de cada molécula dos elementos químicos. Não imaginou que o conhecimento ou a Ciência humana se voltasse para o controle dos átomos e das moléculas dos elementos químicos. Não tinham ideia da nanotecnologia. Pelas descrições da tecnologia extraterrestre nos livros de Ezequiel, Daniel e Apocalipse, podemos notar que os deuses não têm conhecimento da nanotecnologia. Por isso, mais do que nunca, os humanos se tornaram um perigo mortal para os deuses e para todo o Universo. Pois, nunca haverá limites para os cientistas na busca do conhecimento e domínio da matéria. De qualquer forma, já está traçado um limite para o homem, o qual ele não poderá ultrapassar. Os deuses devem ter aprendido muito com os humanos, tanto na organização de suas sociedades, como na obtenção do conhecimento sobre a matéria, que nem eles tinham. Mas os humanos não podem viver sem o controle de suas ações e intenções de suas mentes limitadas. Alguns ufólogos afirmam que as aparições de discos voadores começaram a surgir com mais frequência depois que foram detonadas as primeiras bombas atômicas na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Os deuses desceram para ver o que se passava aqui na Terra, assim como desceram quando os primeiros humanos estavam construindo a grande Torre de Babel. Agora eles estão mais preocupados com os destinos da raça humana, porque ela mesma pode se autodestruir com bombas atômicas.

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SÍNTESE GERAL

Imaginava eu que o profeta Isaías, em sua visão, possivelmente tivesse se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista o mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis. Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel.

Não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E a nave era quadra, tendo o mesmo formato da Arca da Aliança. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins, ao redor da nave, tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição, pois, no segundo relato ele não vê rosto de boi, e ainda acrescenta o rosto de querubim.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que o profeta contemplou não eram literais. Eram figuras de anjos desenhadas ou esculpidas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor e rodas para pousar no chão, bem como o barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Arca da Aliança

01 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João02 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João03 A Visão do Trono de Deus de Ezequiel, Daniel, Isaías e João

(Continua …….)

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16/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , , , | Deixe um comentário

SESSÃO APRENDENDO A BÍBLIA CORRETAMENTE

*****(CORRIGIDO E ACRESCENTADO MAIS INFORMAÇÕES*****

1) Os Anjos Não Cantam, Não Entoam Cânticos

A faculdade de cantar é uma característica exclusiva da raça humana e das aves terrestres.

Em nenhum lugar da Bíblia vemos os anjos entoando cânticos para Deus ou cantando para se divertirem. Nos livros proféticos do Antigo Testamento, nos Salmos e no Apocalipse não há evidência explícita de anjos cantando. O que existe são menções a anjos adorando ou glorificando ao Deus Todo-Poderoso com palavras e não com cânticos.

Os crentes imaginam que vão cantar no Céu junto com os anjos. Outros dizem que haverá coros de anjos no Céu, cantando melodias que não tem fim. Porém, tudo isso não passa de fantasias da mente humana. Sei que há muitos hinos bonitos e comoventes que fazem referências a anjos cantando no céu, e até aprecio esses hinos. No entanto, são crendices que os crentes aprenderam devido a ensino deturpado das Escrituras.

Aprecie esses dois belos hinos de Juarez Arraes e Josué Barbosa Lira clicando nos links, abaixo. São bens inspiradas as melodias desses cânticos, mas a parte da poesia que fala dos anjos cantando não retrata uma verdade. Ademais, o poema desse hino “Canto dos Arcanjos”, de Josué Lira, é lindo, mas a melodia pode não ser inspirada, visto que essa melodia é a mesma do hino 151 da Harpa Cristã, “Fala Jesus Querido”. Não sei exatamente qual desses dois hinos tem a melodia plagiada.

1) CANTO DOS ARCANJOS
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/31+Canto+dos+Arcanjos+-+Josu*c3*a9+B.+Lira,944743596.mp3(audio)

2) CRENTE FIEL
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/SELE*c3*87*c3*95ES+RARIDADE+GOSPEL/Raridade+Gospel+Vol.+08+(2014)/30+Crente+Fiel+-+Juarez+Arraes,944743646.mp3(audio)

3) Fala Jesus Querido
http://minhateca.com.br/TudoOrganizadoMLS/M*c3*9aSICAS+GOSPEL+-+CRIST*c3*83/HINOS+DA+HARPA+CRIST*c3*83/Harpa+de+Ouro+-+640+Hinos+da+Harpa+Crist*c3*a3+(Cr*c3*a9ditos+ao+Devan)/151+FALA+JESUS+QUERIDO,788939749.mp3(audio) 

O ato de cantar é uma arte, mas o cântico humano é motivado por diversos fatores emocionais. As aves cantam sempre quando estão alegres. Os humanos cantam quando estão alegres ou tristes, felizes ou melancólicos. E também cantam para se divertir ou para render culto às divindades.

E os anjos também não tocam instrumentos musicais para louvar a Deus. No Apocalipse aparecem anjos tocando trombetas referentes aos juízos de Deus. Porém, há muitas referências de humanos tocando instrumentos musicais, como harpas, para render louvor a Deus.

No livro de Apocalipse está a prova final de que os anjos não podem aprender a cantar, talvez porque não possuem as cordas vocais semelhantes às dos humanos. Ou talvez porque não existem motivos emocionais para entoarem cânticos.

“E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra” (Apoc. 14:2-3).

Aí está a prova que os anjos não cantam e nem podem aprender a cantar como os humanos cantam.

2) Não Existe a Classe Angelical dos Serafins

Teólogos, exegetas e pastores sempre ensinam que as classes angelicais são: anjos, arcanjos, querubins e serafins. Mas a verdade é que só existe a classe dos anjos comuns, os mensageiros, e classe dos querubins. Arcanjo não é uma classe de anjo, mas uma patente angelical superior.

Na Bíblia existe uma única referência à suposta classe angelical dos SERAFINS no livro de Isaías. Porém, se existe a doutrina dos anjos, os teólogos não podem se utilizar de uma única referência para definir a classe dos serafins. Na verdade, os tais serafins que Isaías contemplou eram os mesmos querubins que o profeta Ezequiel descreveu de forma detalhada. Os serafins de Isaías tinham seis asas, e os querubins de Ezequiel tinham quatro asas. Mas Isaías pode ter se confundido sobre o números de asas. Logo, percebe-se que os serafins de Isaías eram os mesmos querubins de Ezequiel. E Ezequiel contemplou muitos anjos em suas visões, mas não fez nenhuma referência à suposta classe dos serafins. E nem no Apocalipse vemos referências aos tais serafins. Talvez o profeta Isaías não tinha palavras apropriadas para descrever a magnitude dos anjos que contemplou, e os denominou de serafins. Já a classe dos querubins era bem conhecida dos hebreus e é bastante citada na Bíblia. Tanto é que sobre a Arca da Aliança havia a escultura de dois querubins postados um de frente para o outro, com as asas se tocando.

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. (…) Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado” (Isaías 6:1-7).

“Depois olhei, e eis que no firmamento que estava por cima da cabeça dos querubins, apareceu sobre eles uma como pedra de safira, semelhante em forma a um trono. E falou ao homem vestido de linho, dizendo: Vai por entre as rodas giradoras, até debaixo do querubim, enche as tuas mãos de brasas acesas dentre os querubins, e espalha-as sobre a cidade. E ele entrou à minha vista. E os querubins estavam de pé ao lado direito da casa, quando entrou o homem; e uma nuvem encheu o átrio interior. Então se levantou a glória do Senhor de sobre o querubim, e passou para a entrada da casa; e encheu-se a casa duma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do Senhor. E o ruído das asas dos querubins se ouvia até o átrio exterior, como a voz do Deus Todo-Poderoso, quando fala. Sucedeu pois que, dando ele ordem ao homem vestido de linho, dizendo: Toma fogo dentre as rodas, dentre os querubins, entrou ele, e pôs-se junto a uma roda. Então estendeu um querubim a sua mão de entre os querubins para o fogo que estava entre os querubins; e tomou dele e o pôs nas mãos do que estava vestido de linho, o qual o tomou, e saiu. E apareceu nos querubins uma semelhança de mão de homem debaixo das suas asas. Então olhei, e eis quatro rodas junto aos querubins, uma roda junto a um querubim, e outra roda junto a outro querubim; e o aspecto das rodas era como o brilho de pedra de crisólita. E, quanto ao seu aspecto, as quatro tinham a mesma semelhança, como se estivesse uma roda no meio doutra roda. Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam, mas para o lugar para onde olhava a cabeça, para esse andavam; não se viravam quando andavam. E todo o seu corpo, as suas costas, as suas mãos, as suas asas, e as rodas que os quatro tinham, estavam cheias de olhos em redor. E, quanto às rodas, elas foram chamadas rodas giradoras, ouvindo-o eu. E cada um tinha quatro rostos: o primeiro rosto era rosto de querubim, o segundo era rosto de homem, o terceiro era rosto de leão, e o quarto era rosto de águia. E os querubins se elevaram ao alto. Eles são os mesmos seres viventes que vi junto ao rio Quebar. E quando os querubins andavam, andavam as rodas ao lado deles; e quando os querubins levantavam as suas asas, para se elevarem da terra, também as rodas não se separavam do lado deles. Quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam, estas se elevavam com eles; pois o espírito do ser vivente estava nelas. Então saiu a glória do Senhor de sobre a entrada da casa, e parou sobre os querubins. E os querubins alçaram as suas asas, e se elevaram da terra à minha vista, quando saíram, acompanhados pelas rodas ao lado deles; e pararam à entrada da porta oriental da casa do Senhor, e a glória do Deus de Israel estava em cima sobre eles. São estes os seres viventes que vi debaixo do Deus de Israel, junto ao rio Quebar; e percebi que eram querubins. Cada um tinha quatro rostos e cada um quatro asas; e debaixo das suas asas havia a semelhança de mãos de homem. E a semelhança dos seus rostos era a dos rostos que eu tinha visto junto ao rio Quebar; tinham a mesma aparência, eram eles mesmos; cada um andava em linha reta para a frente. (Ezequiel 10:1-22).

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EXPLICANDO COM MAIS DETALHES A VISÃO DO TRONO DE DEUS E DOS QUERUBINS COM SEIS ASAS

Afirmei, acima, que Isaías possivelmente teria se confundido sobre o número de asas dos querubins, pois, Ezequiel avista esse mesmo trono e os querubins, mas diz que os tais possuíam quatro asas, e não seis.

Na verdade, quem se confundiu foi o profeta Ezequiel. Eu não sei como esses teólogos e pastores teimam em dizer que a Bíblia é toda inspirada, sendo uma revelação dada pelo Espírito Santo, mas não veem que existem inúmeras contradições. Se a revelação fosse “soprada” por Deus na mente dos profetas, para escrever de forma inspirada os textos sagrados, não haveria contradições, nem dúvidas. Vejam que o próprio profeta Ezequiel teve novamente a visão do trono de Deus e dos querubins no capítulo 10 e faz uma retificação no finalzinho desse capítulo, reafirmando de forma natural que os quatro seres viventes que viu anteriormente eram querubins. Ezequiel comenta de forma natural, sem, contudo, dar conotação de que tenha recebido uma revelação direta na sua mente pelo Espírito de Deus. Os teólogos fanáticos afirmam loucamente que Deus revelou, ou melhor, “soprou” nos ouvidos ou na mente dos profetas tudo o que eles escreveram nos livros da Bíblia. Há ensino mais bestial do que esse?

No capítulo 10 o profeta Ezequiel relembra a visão que teve, descrita no capítulo primeiro, e reconhece que os quatro seres viventes que contemplou na visão eram os tais querubins. Na sua visão, esses quatro querubins ou seres viventes estavam postados ao redor do trono de Deus de forma fixa. Eles não se mexiam e nem se separavam do objeto (nave) ao qual estavam acoplados ou fixados como esculturas. Ou seja, esses seres viventes ou querubins eram em número de quatro porque cada um estava esculpido em cada um dos quatro lados da nave. E, segundo Ezequiel, esses quatro querubins tinham, cada um, rosto de homem, de touro, de leão e de águia. E também tinham quatro asas. No entanto, há uma contradição nos dois relatos relativa à aparência dos rostos de cada um dos querubins esculpidos. Repare que Ezequiel confessa que a segunda visão dos querubins é a mesma dos quatro seres viventes da primeira visão. Na primeira visão Ezequiel relata que em cada imagem esculpida de querubim havia quatro rostos tendo as seguintes aparências: homem, leão, boi e águia. Já na segunda visão ele relata que cada querubim possuía quatro rostos tendo as seguintes aparências: querubim, homem, leão e águia. Portanto, nota-se aí tamanha contradição.

Agora vejam que na visão que Isaías teve do trono de Deus e dos querubins ele não descreve a aparência dos rostos dos serafins (que são os mesmos querubins de Ezequiel). Isaías diz que “cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. Ezequiel descreveu esses mesmos querubins com quatro asas. No entanto, há uma terceira referência bíblica que desbarata toda essa confusão. É Apocalipse 4. Em Apocalipse o apóstolo João descreve a aparência de quatro seres viventes, que são os mesmos da visão de Ezequiel, mas não diz que estes eram querubins. Porém, trata-se dos mesmos querubins da visão de Ezequiel, visto que seus rostos têm a mesma aparência: leão, touro, homem e águia. Já com relação ao número de asas e a frase que esses seres pronunciam bate certinho com a descrição da visão do profeta Isaías. João também não diz que esses quatro seres viventes eram os tais serafins. João diz que possuíam seis asas, mas as palavras que eles pronunciavam não eram exatamente iguais às dos serafins de Isaías. Na descrição de João os querubins diziam: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”. E na descrição de Isaías os serafins diziam: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”. 

Concluindo, os serafins de Isaías são os mesmos quatro seres viventes ou querubins de Ezequiel, bem como os mesmos quatro seres viventes da visão de João, no Apocalipse. E quem errou na descrição foi o profeta Ezequiel que disse que os querubins tinham quatro asas. E na verdade, eles tinham seis asas. E não existe a classe angelical dos serafins, pois os tais “serafins” de Isaías são os mesmos seres viventes ou querubins descritos nas visões de Ezequiel e João. E também o trono de Deus não passa de uma grande nave espacial quadrada, com motores de propulsão e rodas para pousar no solo, tendo esculturas ou imagens fixas de querubins nos quatro lados, e a cabeça de cada querubim possuía quatro rostos com aparência de anjo, leão, touro e águia. Os pés das esculturas desses querubins se pareciam com pés de bezerros. E os significados dos rostos e dos pés das esculturas dos querubins somente os estudiosos do esoterismo sabem determinar. Os teólogos tradicionais não sabem explicar nada sobre o por quê dos querubins possuírem rostos de anjo, de leão, de touro e de águia, e nem sabem o significado dos pés de bezerro. O que ensinam é apenas especulação vinda de mente dominada por fanatismo religioso ou de uma mente primitiva ou ingênua, que acredita literalmente naquilo que lê.

Vou postar brevemente um estudo, provando que a visão do trono de Deus de Ezequiel trata-se da visão de uma nave espacial, e que os quatro seres viventes ou querubins não são seres reais, mas figuras ou imagens esculpidas ao redor da nave. Duvido que alguém possa contestar a minha explicação com argumentos inteligentes. Se alguém contestar, já sei que será daquele jeito, com fanatismo religioso, sem fazer uso da própria racionalidade. O Deus que judeus e cristãos adoram é um extra-terrestre, mas eles não se dão conta disso. Por isso, a minha crença em Deus é diferente de 99,99% dos crentes normais. Acredito em Deus como sendo “Deuses”, os quais possuem um chefe superior, que fica assentado sobre o trono posto sobre uma nave espacial, o qual tem aparência de homem, conforme a descrição do profeta Ezequiel e Daniel. Quando eu era menino na fé, e não fazia uso da razão, achava que Deus era um ser absoluto, inacessível, maior que o próprio Universo, e que não habitava dentro do mundo físico, mas num mundo etéreo, fora do Universo. Pura bobagem.

Vejam o relato, em Apocalipse 4, da visão dos querubins:

“2 Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono;
3 e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda.
4 Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro.
5 E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus;
6 também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir.
9 E, sempre que os seres viventes davam glória e honra e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive pelos séculos dos séculos”.

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Na verdade, a visão que Ezequiel teve do trono de Deus e dos querubins, descrita nos capítulos 1 e 10, trata-se de uma NAVE ESPACIAL. Os querubins que Ezequiel contemplou não eram literais. Eram figuras de querubins desenhadas ao redor da nave. Mas é certo que havia outros seres viventes dentro da nave, pois Ezequiel diz que mãos humanas surgiam por entre as asas esculpidas dos querubins ao redor da nave. Logo, as mãos vinham de dentro da nave. Diz, ainda, que havia um querubim vestido de linho que saiu para pegar brasas que estavam em um recipiente (propiciatório) entre os querubins imóveis. Ezequiel disse que havia muitos olhos sobre os querubins. Logo, percebe-se que eram luzes ou sinais luminosos ao redor da nave. A nave tinha quatro rodas que tocavam o chão. Ezequiel descreve a nave como um objeto móvel e motorizado, que se movia para os quatro cantos, para cima e para baixo, e as rodas acompanham o objeto bem como os querubins à sua volta, que acompanhavam no mesmo sentido. Diz, ainda, que ouvia o ruído das asas dos querubins, como um barulho forte. Logo, deduz-se que era o barulho do motor da nave. Ou seja, os querubins que Ezequiel contemplava não eram reais, mas esculturas na parede da nave. E a Arca da Aliança tem o mesmo aspecto dessa nave espacial, sobre a qual se firma o trono de Deus. A Arca da Aliança é uma réplica dessa nave espacial, que é o tal trono de Deus, sobre o qual se postam os querubins. E a escultura dos querubins que Deus ordenou Moisés por sobre a Arca da Aliança simboliza os querubins que se postam sobre o trono de Deus, que nada mais é que uma grande nave espacial.

Se você fizer uma pesquisa no Google imagens escrevendo a frase “as rodas de ezequiel”, vai constatar o tanto de imaginação que os crentes e teólogos já tiveram sobre o veículo giratório da visão de Ezequiel. Mas, já vi muitas descrições mais aproximadas da realidade do que realmente Ezequiel contemplou. Veja, abaixo, uma imagem mais ou menos parecida com o veículo da visão do profeta. Na realidade, Ezequiel contemplou a visão de uma nave espacial, com luzes por todos os lados, esculturas de querubins ao redor, rodas para pousar no chão, e barulho dos motores, mas ele descreveu tudo isso com palavreado do seu tempo. Naquele tempo o profeta não tinha noção de lâmpadas, faróis e veículos motorizados.

“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim numa extremidade e o outro querubim na outra extremidade; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima do propiciatório, cobrindo-o com as asas, tendo as faces voltadas um para o outro; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca; e dentro da arca porás o testemunho que eu te darei. E ali virei a ti, e de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei contigo a respeito de tudo o que eu te ordenar no tocante aos filhos de Israel” (Êxodo 25:18-22).

Agora, observe a descrição da visão dos querubins de Ezequiel, no primeiro capítulo. Ezequiel só reconhece que eram querubins os seres viventes que contemplou no capítulo 10.

“1 Ora aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.
5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;
6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;
10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.
12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13 No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
14 E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.
15 Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.
16 O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17 Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam.
18 Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19 E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas.
20 Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22 E por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.
23 E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.
24 E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas.
25 E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26 E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele.
27 E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele.
28 Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.

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Devido aos questionamentos que sei que muitas pessoas irão fazer, afirmando que eu desconheço a Bíblia – e na verdade são elas que estão entorpecidas pelos ensinamentos errôneos -, faz-se necessário acrescentar mais explicações a este post. Pois, quando alguém aparece falando a verdade, as pessoas não querem aceitar de forma alguma, e apelam para a ignorância. Portanto, tenho que fazer outros esclarecimentos a respeito desse assunto. Geralmente as pessoas não confiam no que eu falo, pois acham que eu sou um maluco, que não sei de nada sobre as doutrinas da Bíblia. Sei de quase tudo e um pouco mais. Meu objetivo aqui é desfazer toda essas aberrações doutrinárias que fazem a cabeça dos crentes fanáticos.

Conheço basicamente todas as doutrinas das igrejas e sei do que falo. E não explico detalhadamente as coisas que falo, porque o texto vai ficar muito extenso e cansativo a leitura. Mas, devido aos questionamentos, tenho que acrescentar mais explicações.

As passagens bíblicas que os teólogos se utilizam para comprovar que os anjos cantam são as seguintes: cantaram na criação (Jó 38.7); cantam na volta do pecador (Lc 15.7); cantam na exaltação do Cordeiro (Ap 5.9,10); cantam no arrebatamento dos santos (Ap 14.2,3); cantam no triunfo dos justos (Ap 19.6); cantaram na encarnação de Jesus (Lc 2.13,14). Agora, vejamos as explicações de casa uma dessas referências bíblicas.

1) A referência de Lc 2.13,14 não diz exatamente que os anjos CANTAVAM, mas, que pronunciavam palavras de louvação.

“13 Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade.
15 E logo que os anjos se retiraram deles para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos já até Belém, e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer”.

2) A referência de Apoc. 19:6 não garante que a voz de grande multidão seja a dos anjos, mas sim, dos santos que foram salvos. Repare que no final se diz que à grande multidão foi-lhe permitido se vestir de linho fino. E a frase “exultemos e demos-lhe glória” quem diz são os 24 anciãos ou a grande multidão de salvos, e não os anjos.

“5 E saiu do trono uma voz, dizendo: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
6 Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
7 Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou,
8 e foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; pois o linho fino são as obras justas dos santos”.

3) A referência de Apoc. 14:2-3 já foi explicada no meu texto, acima. E o “cântico novo” era entoado somente pela multidão dos 144 mil. E os anjos não podiam aprender e nem entoar aquele cântico junto com a grande multidão de salvos.

“2 E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas.
3 E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra”.

4) A referência de Apoc. 5:9-10 é a mais complicada para explicar. Podemos observar que nessa passagem bíblica não são os anjos que CANTAM, mas, os 24 anciãos. Primeiramente, devemos entender que segundo os melhores exegetas, os 24 anciãos não são anjos, mas seres humanos aperfeiçoados que Deus constituiu como juízes no céu. Devemos entender também, que os quatro seres viventes com rostos de homem, de leão, de águia e de touro da visão de Ezequiel, no primeiro capítulo, não se trata de anjos na sua forma literal. Trata-se de imagens de querubins com 6 asas, esculpidas ao redor do trono, com várias luzes ou lâmpadas, e alto-falantes que ficavam repetindo a frase “santo, santo, santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso”. Você pode ver a descrição detalhada dos quatro seres viventes no capítulo 4 de Apocalipse. Basta comparar com a visão de Ezequiel 1. Ainda se diz que esses quatro seres viventes não tinham descanso e ficavam repetindo aquela frase de louvação de dia e de noite. Logo, percebe-se que as palavras de louvação vinham dos alto-falantes ao redor do trono, colocados atrás das imagens esculpidas dos querubins. Por favor, leia atentamente a descrição dos quatro seres viventes e veja que não se trata de anjos querubins na sua forma literal, mas sim de imagens esculpidas ao redor do trono, assim como Deus ordenou Moisés que esculpisse as imagens dos anjos e colocasse sobre a Arca da Aliança. Leia mais embaixo a passagem do capítulo 4. Observe que só no versículo 11 é que João cita miríades de anjos ao redor do trono que diziam “digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder”. Esses anjos não cantavam. Apenas pronunciavam palavras de louvores.

APOC. 5:
“8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor”.

AGORA APOC. 4: A DESCRIÇÃO DOS QUATRO SERES VIVENTES (IMAGENS ESCULPIDAS AO REDOR DO TRONO)

“E ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás;
7 e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando.
8 Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir”.

5) A referência de Lc 15.7 não diz nada sobre anjos cantando no céu.

“7 Digo-vos que assim haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”.

6) A referência de Jó 38.7 também não pode servir como base para sustentar a doutrina de que os anjos cantam, visto que Jó é um livro poético. E os livros poéticos usam muitas figuras de linguagem, expressões que não podem ser tomadas literalmente. O verbo “CANTAVAM”, empregado nesta tradução, pode significar também o mesmo que JUBILAVAM.

“4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Faze-mo saber, se tens entendimento.
5 Quem lhe fixou as medidas, se é que o sabes? ou quem a mediu com o cordel?
6 Sobre que foram firmadas as suas bases, ou quem lhe assentou a pedra de esquina,
7 quando juntas cantavam as estrelas da manhã, e todos os filhos de Deus bradavam de júbilo?”

O trono de Deus que Isaías contemplou no céu, bem como os serafins esculpidos ao seu redor, são os mesmos da visão de Ezequiel e de João no Apocalipse. Os serafins que Isaías contemplou ao redor do trono são os mesmos quatro seres viventes (querubins), com 6 asas, esculpidos ao redor do trono, os quais tinham simbolicamente os rostos de homem, de touro, de leão e de águia, que só os esotéricos sabem dizer qual o significado desses símbolos. Os crentes quando leem essas passagens bíblicas, imaginam que esses quatro seres viventes são literalmente anjos com cara de monstros, com rostos de touro, de leão, de homem e de águia. Que coisa mais bizarra seria se esses anjos querubins fossem realmente como os crentes imaginam! Veja o que diz Isaías 6, e observe que esses serafins são os mesmos quatro seres viventes (querubins) descritos em Ezequiel 1 e Apocalipse 4.

“1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.
2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.
3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória”.

Repare que o texto diz que os serafins “clamavam uns para os outros”, pois na verdade, a voz vinha dos alto-falantes postos atrás das esculturas dos serafins (querubins) que estavam fixos ao redor do trono.

QUEM SÃO OS 24 ANCIÃOS REFERIDOS EM APOCALIPSE?

Se você ainda não sabe discernir quem são os 24 anciãos, saiba que esses entes divinos não podem ser anjos. Se eles entoam cânticos é porque não são anjos. Leia, por favor, o texto no link, abaixo:

Quem são os vinte e quatro (24) anciãos em Apocalipse?

https://www.gotquestions.org/Portugues/24-anciaos-Apocalipse.html

Leia mais aqui:
Quem são os 24 anciãos no juízo final?

http://www.abiblia.org/ver.php?id=3568

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Miquels7

14/05/2017 Posted by | ESTUDOS BÍBLICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MISTÉRIOS DA BÍBLIA | , , , , , | Deixe um comentário

Fundamentalismo Religioso Pode Ser Tratado Como Doença Mental, diz Neurocientista

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Neurocientista afirma que a religiosidade poderia ser tratada como doença mental.

Essa notícia não está de forma isolada na internet. Ela foi repercutida até em sites e blogs cristãos.

Confira outros links para esta notícia:

Pragmatismo Político:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/06/religiosidade-poderia-ser-tratada-como-doenca-mental-diz-neurocientista.html

Notícias Gospel +
https://noticias.gospelmais.com.br/neurocientista-religiosidade-tratada-doenca-mental-54753.html

Fãs da Psicanálise:
http://www.fasdapsicanalise.com.br/fundamentalismo-religioso-pode-ser-tratado-como-doenca-mental-diz-neurocientista/

Revista Galileu:
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI339436-17770,00-FUNDAMENTALISMO+RELIGIOSO+PODE+SER+TRATADO+COMO+DOENCA+MENTAL+DIZ+NEUROCIEN.html

Huffpost:

http://www.huffpostbrasil.com/entry/kathleen-taylor-religious-fundamentalism-mental-illness_n_3365896

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ANTES DE LER, VEJA MINHA OPINIÃO

Alguém poderá dizer que o partidarismo de uma pessoa por uma ideologia política também pode ser considerado uma doença. Tanto é que os de Direita (direitopatas) tratam os de Esquerda como esquerdopatas. Ou seja, eles dizem que os defensores do Comunismo ou Socialismo são doentes mentais. Enquanto que é mais danoso ao cérebro ser fundamentalista religioso em favor de uma causa utópica, fantasiosa, que não pode ser realizada neste plano físico.

O certo é que os defensores do Fundamentalismo Religioso são piores. Sabe por quê? Porque eles lutam por uma ideologia fantasiosa, fundamentada em teorias. Ao contrário disso, o Socialismo ou Comunismo são fundamentados em teorias que podem ser realizadas na prática, neste plano físico, neste mundo. O Socialismo não é uma ideologia utópica. Enquanto que a ideologia dos fundamentalistas religiosos se baseia em teorias ou crenças que estão além da compreensão humana. Portanto, pura utopia.

Por exemplo, a ideologia comunista ou socialista busca estabelecer uma sociedade justa, igualitária, visando o bem comum de todos, sem a opressão dos ricos sobre os mais pobres.

Já a ideologia dos fundamentalistas religiosos cristãos busca uma sociedade justa e igualitária num plano espiritual, para além desta vida, não para este mundo. Por isso, o fundamentalismo religioso é patológico, pois causa mais danos ao cérebro das pessoas.

Se ao menos os fundamentalistas religiosos vivessem e pregassem o que o Evangelho de Cristo ensina, o fundamentalismo deles não seria tão danoso ao cérebro. No entanto, a preocupação dos fundamentalistas religiosos é somente com a questão da salvação da alma, como se isso fosse o foco principal do Evangelho de Cristo. Nosso Senhor Jesus Cristo primou pela saúde e o bem-estar de seu povo sofrido e explorado. E o Evangelho é voltado para construção de uma sociedade justa e igualitária para todos, sem opressão dos pobres. E Jesus constituiu discípulos e apóstolos para que pregassem as boas-novas do seu reino, um reino de paz e de justiça para todos.

Portanto, é mais danoso ao cérebro defender um fundamentalismo religioso utópico, fantasioso, que se baseia em teorias sobre coisas que não podem ser realizadas neste plano físico.

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Fundamentalismo Religioso Pode Ser Tratado Como Doença Mental, diz Neurocientista

O fundamentalismo religioso poderá um dia ser tratado como doença mental – e curado. Quem diz isso é Kathleen Taylor, pesquisadora em neurociência da Universidade de Oxford. A afirmação foi feita  em um festival literário no Reino Unido.

Quando foi questionada sobre o futuro da neurociência, Kathleen afirmou que “uma das surpresas pode ser ver pessoas com certas crenças como pessoas que podem ser tratadas”, descreveu o jornal Times of London.

“Alguém que se tornou, por exemplo, radical em relação a uma ideologia – podemos deixar de ver isso como uma escolha pessoal resultante do puro livre-arbítrio e podemos começar a tratar isso como algum tipo de distúrbio mental”, disse a pesquisadora. “De várias formas isso pode ser uma coisa muito positiva porque sem dúvida as crenças em nossas sociedade podem provocar muitos danos.”

A autora deixou claro que não estava se referindo apenas ao fundamentalismo islâmico, mas também a crenças como a de que espancar crianças é aceitável.

Kathleen é autora do livro Brainwashing: The Science of Thought Control (Lavagem cerebral: a ciência do controle de pensamentos, em tradução livre), em que explora a ciência por trás das táticas de persuação de grupos como a Al Qaeda.

“Todos nós mudamos as nossas crenças. Todos nós persuadimos uns aos outros para fazer coisas; todos nós assistimos publicidade; somos todos educados e experimentamos religiões; a lavagem cerebral é o extremo disso; é coercitiva, forte, um tipo de tortura psíquica”, disse ela em um vídeo no YouTube. A pesquisadora também é uma das que se preocupam com a ética de se aprofundar muito no cérebro humano, como as tecnologias que podem escanear ou manipular neurônios.

(Autora: Tatiana de Mello Dias)

FONTE: Revista Galileu

02/05/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, CIÊNCIA, FANATISMO RELIGIOSO, MENSAGENS ESPECIAIS, NEUROCIÊNCIA | , , | Deixe um comentário

O MISTICISMO DOS EVANGÉLICOS E DOS BRUXOS ESOTÉRICOS É A MESMA COISA

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De vez em quando ouço um crente fanático dizer pra mim, na sua ignorância, que só vou acreditar em Deus (como 99,99% dos crentes acredita) quando eu tiver um verdadeiro “encontro com Deus”, ou quando tiver uma “experiência real com Cristo”. Aí eu sinto pena dessa pessoa ignorante, que não sabe quase nada de Bíblia, de religiões e de heresias criadas por essas denominações pentecostais. Simplesmente a pessoa se tornou convertida, recebeu lavagem cerebral e depois se tornou fanática, defensora tanto da denominação quanto das suas doutrinas errôneas. Depois vem o crente neófito e fanático achar que descobriu a verdade, e que está cheio da razão, enquanto eu, que tendo mais de trinta anos de experiências como crente e conhecendo as artimanhas dessas igrejas para fazer a cabeça de pessoas ingênuas, não sei de nada, sou um desviado, e nunca tive um verdadeiro encontro com Deus. Quanta pretensão desses crentes fanáticos!

Já tive muitas dessas experiências místicas que os crentes fanáticos dizem ter experimentado, mas nunca me entreguei de corpo e alma ao misticismo, porque faço bastante uso da minha racionalidade. E sei que todas essas experiências místicas não passam de fantasias da mente humana. Todo ser humano pode viver bem e feliz, de forma normal, sem experimentar essas coisas malucas.
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Misticismo - Parapsicologia e Fisica Quantica

As igrejas ou denominações cristãs que têm por aí, são verdadeiras arapucas. São armadilhas para enganar e iludir a fé das pessoas ingênuas. Qualquer um maluco que crie uma denominação ou igreja de fundo de quintal consegue fiéis, rapidinho. Alguns crentes têm sorte de não ter pegado as piores. Mas é difícil as pessoas não escaparem dessas arapucas. Por exemplo, os adventistas do sétimo dia estão aí pregando suas heresias, e suas igrejas estão cheias. Tem as Testemunhas de Jeová e os Mórmons que fazem visita de casa em casa propagando suas heresias. E os assembleianos pentecostais estão nos templos, nos terminais e nas esquinas das ruas também pregando um evangelho deturpado, cheio de heresias.

Tem denominações religiosas que se tornaram verdadeiras pragas. Uma delas são as Testemunhas de Jeová. Inclusive, soube recentemente, que o governo da Rússia resolveu banir do país a seita dos russelitas. E aqui no Brasil há um grupo de ex-Testemunhas de Jeová empenhado em acabar com essa seita. Porém, é muito difícil acabar com todas elas. As piores seitas são aquelas que exploram seus fiéis com cobrança de dízimos e ofertas. E os piores pastores ou lobos devoradores são aqueles que praticam o curandeirismo e o charlatanismo, iludindo as pessoas, pedindo doação de dinheiro em troca de promessas de cura e de prosperidade material.

A doutrina das assembleias de Deus diz que “seitas” são todas aquelas denominações que propagam ensinamentos e doutrinas anti-bíblicas. Porém, na verdade, todas essas igrejas são seitas. Se são heréticas ou verdadeiras, isso é difícil diferenciar. O certo é que todas são seitas. A única igreja que se pode dizer que não é “seita” é a Igreja Católica Romana. A ICAR é considerada a igreja-mãe, o maior sustentáculo do Cristianismo. Se a ICAR cair, todas as demais denominações protestantes ficarão desmoralizadas, e não se sustentarão. Se a ICAR é a Grande Babilônia do Apocalipse (a Grande Meretriz ou Prostituta), então, todas as denominações cristãs protestantes também são meretrizes, filhas da Grande Prostituta, pois, todas derivam dela e seguem a mesma religião, adoram o mesmo Deus, adotam algumas doutrinas semelhantes e baseiam sua fé no mesmo livro, a Bíblia.

Durante mais de trinta anos de experiência como crente vi alguns crentes que aparentavam ser cheios do Espírito Santo. Diziam ter sido batizado com o Espírito Santo, e ter tido um encontro com Deus, mas depois se tornaram terríveis pecadores, até pior do que aqueles a quem condenavam.

Há crentes fervorosos na igreja, que tem até o dom da palavra e cantam, mas tudo não passa de aparências. Depois que chegam em casa, transformam-se…. O marido maltrata a esposa, e a esposa, o marido. Outros assistem até vídeos de pornografia no quarto, ou veem fotos pornográficas na internet. Tem crentes fervorosos, que se dizem cheios do Espírito Santo, mas o coração está cheio de lascívia. Desejam até a mulher do próximo.

E há, também, até crentes fervorosos com tendência suicida. E sobre isso, existem muitos casos de crentes e pastores que cometeram suicídio.

Já vi crentes ou pastores pregando na igreja sobre a necessidade de ser cheio do Espírito, ter um verdadeiro encontro com Deus para viver em santidade e enfrentar as investidas de Satanás. Embora muitos digam que já tiveram todas essas experiências, porém, são pessoas desonestas, compram fiado e não pagam; compram nas grandes lojas e depois dão calote. É difícil achar um crente que não esteja com a vida toda enrolada, com dívidas.

Ainda não vi nenhuma vantagem desses crentes ditos cheios do Espírito Santo em relação a mim. Uns dizem que são cheios do espírito, e são ricos ou são empregados; outros dizem que são cheios do espírito, mas continuam pobres ou estão desempregados; e eu, que segundo eles não sou como eles, continuo do mesmo jeito sendo abençoado por Deus. Tenho emprego, tenho uma família, meus filhos são todos saudáveis e bem criados.

Não sei qual a vantagem de alguém dizer ter tido uma encontro com Deus ou uma experiência sobrenatural, se tudo isso não passa de misticismo. Acho que todos têm direito de experimentar o que quiser. Há muitas pessoas que desejam experimentar os efeitos da maconha sobre a mente. E isso não é nada bom, pois, tornam-se débeis mentais. E há os crentes que desejam experimentar os efeitos do misticismo sobre suas mentes. E isso também não é nada bom, pois, tornam-se loucos.

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ENCONTRO COM DEUS OU EXPERIÊNCIA COM CRISTO É PURO MISTICISMO

Os teólogos cristãos costumam ensinar que misticismo é coisa de bruxos e de esotéricos, de pessoas que cultuam a natureza, cultuam os espíritos malignos, ou adoram o próprio Diabo. No entanto, a crença dos cristãos e dos evangélicos em geral é totalmente baseada em misticismo. Todas as experiências com o sobrenatural que os crentes dizem ter tido nas reuniões secretas ou nos cultos, não passam de misticismo.

Adoração e Misticismo

Adoração e misticismo é a mesma coisa. Se você ora, você está praticando uma ação mística. Se você glorifica a Deus na igreja até ficar histérico, isso não passa de uma experiência mística com o sobrenatural. E o sobrenatural ninguém sabe exatamente o que é.

No culto de santa ceia alguns pastores fazem referência à Igreja como o “corpo místico” de Cristo. Porém, ninguém sabe discernir o significado de “místico”, e o pastor nem se preocupa em ensinar sobre misticismo nos cultos de doutrina. Toda essa crença de que a Igreja é o “corpo místico” de Cristo derivou-se da Igreja Católica Romana.

Segundo a Wikipédia, “Corpus Mysticum, Corpo Místico de Cristo ou mais genericamente Corpo de Cristo é o nome dado à Igreja universal fundada por Jesus Cristo. Este nome apareceu na Bíblia, sendo utilizado por São Paulo em I Coríntios 12:12-14, em que Paulo descreve a Igreja como o corpo de Jesus Cristo, sendo o próprio Cristo a Cabeça”.

Vejamos, agora, os significados de “místico” e “misticismo”.

Segundo o Aurélio:

Místico
[Do gr. mystikós, pelo lat. mysticu]

Adj.

  1. Misterioso e espiritualmente alegórico ou figurado;
  2. Referente à vida espiritual e contemplativa;
  3. Devoto, religioso, contemplativo, piedoso;
  4. Que lembra a vida ou ambiente místico.

S.m.

  1. Aquele que, mediante a contemplação espiritual, procura atingir o estado extático de união direta com a divindade.

Misticismo
S.m.

  1. Crença ou doutrina religiosa dos místicos;
  2. Mística;
  3. O elemento místico de qualquer doutrina;
  4. Tendências a considerar a ação de supostas forças espirituais ocultas na natureza que se manifesta por vias outras, que não as da experiência comum ou as da razão.
  5. Disposição para crer no sobrenatural.

De acordo com as definições do dicionário, podemos ver que “místico” e “misticismo” está relacionado ao sobrenatural, ou ao transcendental. E isso significa que os crentes praticam o misticismo ao dizer que tiveram uma experiência ou um encontro sobrenatural com Deus.

Porém, todas essas experiências místicas não passam de imaginação da mente humana. Na verdade, ninguém tem um contato real com Deus ou com Cristo, mas, imagina-se que há esse contato com a divindade, visto que os místicos do Candomblé, da Umbanda, do Espiritismo e dos bruxos esotéricos também têm esse contato com as entidades.

CONCLUSÃO

Enquanto os crentes acusam os bruxos esotéricos de praticarem o misticismo, eles mesmos praticam, sem saber. E não adianta querer diferenciar entre misticismo satânico e misticismo santo, pois, tudo não passa de experiências da mente humana. Cada um desenvolve o misticismo e acha que é bom. Os drogados também desenvolvem um misticismo peculiar, e fazem viagem astral e até levitam.

Não sei qual a vantagem de alguém dizer ter tido uma encontro com Deus ou uma experiência sobrenatural, se tudo isso não passa de misticismo.

O certo é que eu creio em Jesus e creio em seu Evangelho. Agora, misticismo não é comigo. Jesus disse que basta eu crer em Deus e crer nele que serei salvo. E quem pode contrariar isso?

“Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida” (João 5:24).

“Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê tem a vida eterna” (João 6:47).

“Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

“Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16) [Texto apócrifo inserido no Evangelho de Marcos].

Para ser salvo não é necessário se batizar. O ato de batizar alguém não é condição para salvação. Batismo é apenas um testemunho público de que alguém se converteu para alguma religião, seita ou sociedade secreta. O próprio Senhor Jesus foi batizado por João. E João disse que seu batismo era para remissão dos pecados. Será que Jesus foi pecador até os 30 anos?  O ladrão que estava na cruz junto com Cristo foi salvo sem ter sido batizado. E os pastores não dizem que se um pecador, estando à beira da morte, se arrepender e confessar os seus pecados e dizer que aceita a Jesus, ele será salvo no mesmo momento?! Então, não há nenhuma necessidade de batizar o pecador para que seja salvo.

“Assim apareceu João, o Batista, no deserto, pregando o batismo de arrependimento para remissão dos pecados” (Marcos 1:4).

Na verdade, a condição para ser salvo é o ato de crer em Jesus e confessar que é um pecador arrependido. O batismo é apenas uma mera formalidade, como testemunho público, de que a pessoa se converteu.

“E disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém” (Lucas 24:46-47).

“A ele todos os profetas dão testemunho de que todo o que nele crê receberá a remissão dos pecados pelo seu nome” (Atos 10:43). [Aqui se diz que é pelo nome de Jesus que se recebe remissão dos pecados].

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Miquels7

30/04/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MISTÉRIOS DO ALÉM | , , , , | Deixe um comentário

SE EU TIVESSE VIVIDO NA IDADE MÉDIA, POR CERTO, TERIA SIDO QUEIMADO VIVO NA FOGUEIRA DA INQUISIÇÃO

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A Igreja Católica Romana, em nome da religião cristã, condenou milhares de pessoas à pena de morte na fogueira e na guilhotina por serem consideradas hereges e subversivas. Quem contrariasse as doutrinas e dogmas da Igreja era forçado a se retratar e negar suas convicções, e se não negasse, era preso e depois condenado à execução sumária. Tudo isso fizeram em nome de uma religião que se baseia em TEORIAS sobre Deus, Jesus, anjos, demônios, céu e inferno. A começar por xxx, no século Xxx, que propagou a doutrina da Unidade de Cristo; depois, na Idade Média, com o matemático e astrônomo, Galileu Galilei, que apresentou a teoria de que a Terra é que gira ao redor do Sol, e não o contrário; e posteriormente, no século XV, com a perseguição aos judeus e protestantes com a Santa Inquisição, a Igreja Católica executou milhares de pessoas consideras hereges, tudo em nome de uma crença baseada em teorias. Os padres católicos e os líderes protestantes, tendo uma crença baseada em TEORIAS, sem apresentar uma única prova, perseguiam e matavam os estudiosos e cientistas cujas teorias eram, na sua maioria, sustentadas com provas materiais. A Igreja propôs as teorias da Trindade e da Criação de Deus, sem apresentar nenhuma prova concreta; e os cientistas apresentaram a teoria do Heliocentrismo e da Evolução das Espécies, com provas matemáticas e bastantes provas materiais. Mas quem prevalecia? Sempre prevalecia os que não tinham prova nenhuma para apresentar. E assim os religiosos continuam até os dias de hoje condenando os “hereges” que não aceitam e contrariam suas teorias, digo, suas doutrinas e dogmas.
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Fogueira da Santa Inquisição Católica

A minha crítica aqui, contra os religiosos, não é para ridicularizar ou menosprezar a religião cristã ou qualquer outra crença. Antes, este texto serve para mostrar que os cristãos e protestantes querem ter razão, fazer prevalecer e impor uma crença baseada em teorias e sem respaldo científico, e além de tudo, ainda ter a cara de pau de querer desqualificar a Ciência e a crença dos outros.

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Continua…………..

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29/04/2017 Posted by | DOUTRINAS E DOGMAS, HISTÓRIA CRISTÃ | , , , , , | Deixe um comentário

CRENTES X HOMOSSEXUAIS – AMBOS VIVEM O MESMO DILEMA

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Crentes e Homossexuais andam por pontes paralelas, um querendo derrubar o outro. Se um tem complexo de identidade, o outro sustenta suas crenças em teorias (imaginações).

Não sou ateu e nem crente comum. Acredito em Deus através da razão ou da racionalidade, e não através da fé ou da ignorância.
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Crentes - Cura esse gay agora O que queremos

Se a prática dos homossexuais é desvio de conduta, por outro lado, a dos crentes é falta de racionalidade, pois sustentam suas crenças em coisas que não se podem provar.

Se a cabeça dos homossexuais é desprovida de juízo, será que a cabeça dos crentes tem juízo, visto que suas crenças são sustentadas em teorias?

O crente acha que é bom acreditar em Deus, mesmo sem ter provas que Ele existe. E o homossexual acha que é bom ser gay, mesmo que seja contra o natural. Quem é o melhor? Quem tem mais juízo? Qual dos dois é louco?

O homossexual morre, achando que tá perdido; o crente morre, achando que está salvo. Porém, a certeza mesmo é que ambos vão para o mesmo lugar: a sepultura.

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Apesar de ter feita esta comparação controversa, acredito que tornar-se um verdadeiro cristão é a melhor escolha que o homem e a mulher podem fazer na vida. Mas, há quem ache que ser muçulmano, ser ateu ou gay também é coisa boa.

Vivemos num mundo onde podemos escolher o que ser e em que acreditar.

Se os crentes acreditam em coisas que não se pode provar e morre por suas crenças, por que eles querem interferir na crença e no desejo dos outros?

Eu não sou ateu. Acredito em Deus não da maneira que 99,99% dos crentes acreditam. Acredito em Deus através da razão ou da racionalidade, e não através da fé ou da ignorância. Creio num Deus possível de existir, e não num Deus mágico e fantástico, inacessível, infinito, tri-uno, fruto da imaginação de crente maluco.

Este texto é uma crítica sobre o crente e o homossexual. Ambos estão no mesmo dilema. Enquanto o gay fica no dilema entre acreditar ser homem ou ser mulher, o outro, sendo racional, acredita em teorias e imaginações da mente e acha que isso é normal, e ainda morre por sua crença.

Na verdade, essa crítica é para que o crente pare de se importar com a vida e a escolha dos homossexuais. Se os gays são loucos em contrariar a natureza e o natural, os crentes também são loucos em sustentar suas crenças em teorias e achar isso normal.

 

Você tem certeza que o Céu existe? Você pode provar que o Inferno existe? Se você não pode provar nada que a Teologia ensina, então sua crença não passa de loucura humana. Se os homossexuais são loucos, então, os crentes também são.

Então, que cada um fique no seu quadrado, cada um desenvolvendo as suas loucuras.

Os crentes gostam de julgar os ateus, os gays e os adoradores de demônios, achando que são loucos, mas não veem que eles também sustentam suas crenças em coisas loucas. Quase todo os estudos da TEOLOGIA são baseados em TEORIAS sobre Deus, sobre o céu, sobre o inferno. Não apresentam uma prova sequer se essas coisas existem, mas eles creem e morrem por suas crenças.

Chegará o dia em que sustentar crenças em teorias será considerado como desvio de conduta, ou sintoma de loucura. E a pessoa será encaminhada para tratamento psiquiátrico. E é justamente assim que os crentes julgam os homossexuais. Dizem que os homossexuais precisam se tratar com psicólogos. Dizem que são doentes. E os crentes que acreditam em coisas absurdas e morrem por suas crenças, não precisam se tratar com psicólogos?

Vai chegar o dia em que os humanistas proibirão outros humanos de viver de crenças e teorias, e exigirão que façam uso de sua racionalidade.

Enquanto esse tempo não chega, é bom cada um olhar para o próprio rabo, ou colocar a mão na consciência, e ver até que ponto está desenvolvendo a irracionalidade.

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Paulo confessou várias vezes que a crença dos cristãos é loucura. Por que loucura? Porque a crença deles é baseada na fé e apoiada em teorias. Eles ignoram a razão e a racionalidade, pois, não podem comprovar aquilo que ensinam, e apelam para a fé cega. Por isso, são loucos.

“Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” (I Cor. 1:18).

“Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens” (I Cor. 1:25).

“Nós somos loucos por amor de Cristo, e vós sábios em Cristo” (I Cor. 4:10).

“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Cor. 2:14).

Na verdade, a loucura não vem da parte de Deus; vem da parte dos religiosos.

Engraçado que primeiramente o apóstolo Paulo diz que a pregação da cruz é loucura para os normais, e que os crentes são loucos por amor a Cristo. Porém, mas na frente ele diz que a sabedoria humana é loucura diante de Deus. Ou seja, Paulo chama os sábios de loucos, e os sábios chamam os crentes de malucos. Então está tudo equilibrado.

“Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” (I Cor. 3:19).

“Nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” (I Cor. 1:23).

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Miquels7

26/04/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, FANATISMO RELIGIOSO, MENSAGENS ESPECIAIS, REFLEXÃO | , , | Deixe um comentário

FÉ X RAZÃO – O CRENTE É IGNORANTE E NÃO SABE QUE É

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Quando leio artigos e estudos bíblicos de pastores e teólogos renomados, fico só observando o linguajar culto que eles empregam, com vocábulos difíceis – como por exemplo ‘trindade’, ‘soteriologia’, ‘cristologia’, ‘paracletologia’,  ‘eternidade’, ‘pentecostal’, ‘pentecostalismo’, ‘amilenista’, ‘preterista’, etc – que eles mesmos criaram para ensinar teologia. Mas também fico imaginando que vantagem tem todos esses vocábulos e conceitos teológicos, alguns banais e outros controversos, se toda a crença deles é baseada na fé?! Ou seja, toda a crença deles é baseada na IGNORÂNCIA. Como não podem apresentar nenhuma prova do que ensinam, eles ignoram a razão e a racionalidade e apelam para a fé. Quase toda a TEOLOGIA é baseada em TEORIAS. Eles inventaram essa história de que o crente salvo vai viver na ‘eternidade’, e nem eles mesmos têm certeza do que ensinam, pois, tudo é baseado na fé cega, isto é, na ignorância.
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Macaco pensadorHomem pensador 

Alguém disse que “Deus existe para quem crê, agora para quem não crê, Ele não existe”. Ou seja, quem tem fé acredita em Deus. Em outras palavras, quem é ignorante acredita em Deus.

Que me desculpem os pastores e teólogos tradicionais, mas o que acabei de afirmar é uma pura verdade. Os crentes ou cristãos não fazem uso da racionalidade ou da razão, pois a crença deles em Jesus e em Deus é toda baseada na fé. E fé é uma crença cega, pois, a pessoa acredita naquilo que não vê e que não tem certeza se existe. Sendo assim, a crença deles é baseada na IGNORÂNCIA, pois, eles desprezam a racionalidade e a razão e se baseiam em imaginações da mente. Eles usam a Bíblia e a própria natureza como provas da existência de Deus. Porém, a própria Bíblia não dá garantia plena da existência de Deus e de Jesus. E muito menos a natureza.

“Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:3).

“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe [pela fé], e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

Humanamente e racionalmente falando, se alguém diz que acredita em Deus pela fé, esse alguém está sendo ignorante, pois despreza a razão de ser das coisas, e se baseia em algo ilusório, que não pode provar. Fé não é prova de nada; fé não prova nada. Fé é apenas confiança naquilo que se diz ou que se espera.

Sei que é controverso comparar a palavra FÉ com a palavra IGNORÂNCIA. Mas, no fundo, o significado é o mesmo. Quem é “ignorante” se sente ofendido pelo fato de alguém dizer que sua fé o torna ignorante.

Por causa do ensino obcecado de Paulo a respeito do uso da fé, o apóstolo Tiago o confrontou, afirmando que a fé sem as obras é morta. E isso se tornou uma grande contradição na Bíblia. E os teólogos se contorcem para dizer que não existem contradições na Bíblia. É claro que existem.

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

“Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gálatas 2:16). 

“Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? (…) Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras. Vedes então que é pelas obras que o homem é justificado, e não somente pela fé” (Tiago 2:14, 17-18, 24).

Não dou valor a conceitos e vocábulos difíceis que os próprios teólogos criaram para explicar coisas baseadas na “ignorância”, ops, baseadas na fé. Os mestres e doutores em teologia costumam criticar aqueles que se aventuram a explicar a Bíblia e questionar as crenças tradicionais sem ter o devido preparo. Acusam os tais de não ter o conhecimento e o preparo suficiente para elaborar um estudo coerente e biblicamente correto. Eu mesmo já fiz crítica a pregadores leigos que leem qualquer versículo da Bíblia e querem pregar, espiritualizando o texto, sem ao menos ter noção do que o texto realmente diz. Fiz crítica a estudiosos da Bíblia que querem defender um tema, mas não conhecem direito nem a própria língua que falam; não conhecem as regras da Língua Portuguesa, não sabem nada de interpretação de texto e análise sintática. Por exemplo, eles pegam a frase dita por Jesus “examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna”, mas não entendem nada do que Jesus quis dizer. Eles acham que esta frase é um mandamento de Jesus. Ora, Jesus nunca ordenou ninguém a examinar as Escrituras. O verbo “examinais” está no presente do indicativo, e a frase está no afirmativo, e não no imperativo. A tradução dessa frase de Jesus num linguajar mais acessível aos leigos é assim: “Vocês, fariseus e doutores da Lei, examinam as Escrituras pensando encontrar nelas a vida eterna – e são realmente elas que falam a respeito de mim -, mas não querem me ouvir nem me aceitar, para terem vida”. Quem concede a vida eterna é Jesus, e não o fato de examinar as Escrituras. No entanto, acredito que não é preciso um estudioso das Escrituras se prender a conceitos e vocábulos fabricados por teólogos para elaborar um estudo ou defesa de um tema. Basta que o exegeta tenha um pouco de conhecimento de Hermenêutica e noção de interpretação de texto e análise sintática, que ele terá condições de elaborar um estudo coerente e lógico. E não me venha com esse blá-blá-blá de que é preciso fazer muitas orações buscando a iluminação do Espírito Santo para que possa interpretar corretamente os textos sagrados! Se isso fosse garantia para se fazer um estudo correto, não haveria tantas heresias por aí. E bem sabemos que os teólogos e exegetas dessas seitas que existem por aí sempre afirmam que buscam muito a iluminação do Espírito Santo e a sabedoria do alto antes de fazer os estudos. E como todos sabem, há muita heresia nesses ensinos teológicos das igrejas cristãs e evangélicas. Alguns escritores do Novo Testamento, como Pedro, Tiago e Judas eram semialfabetizados e mal sabiam escrever. No entanto, escreveram coisas melhores que este montão de literatura produzida pelos teólogos tradicionais. Eles escreveram com humildade, empregando palavras simples e um linguajar rude, sem ter a mínima noção desses conceitos e vocábulos inventados pelos teólogos “ignorantes” de hoje. Até mesmo os apóstolos João e Paulo, sendo mais cultos, escreveram livros sem ter a mínima noção desses conceitos e vocábulos dos teólogos hodiernos. E um milhão de livros escritos por esses exegetas e teólogos modernos não se compara a uma única carta escrita por um apóstolo semialfabetizado.

CONCEITOS DE FÉ E DE IGNORÂNCIA

Veja os conceitos de FÉ, segundo o Aurélio:

S.f.
1. Crença religiosa;
2. Conjunto de dogmas e doutrinas que constituem um culto;
3. Rel. A primeira virtude teologal: adesão e anuência pessoal a Deus, seus desígnios e manifestações.
4. Firmeza na execução de uma promessa ou de um compromisso.
5. Crença, confiança.
6. Asseveração de algum fato.

Como se percebe, pela definição do dicionário, fé não passa de crença religiosa naquilo que não se vê, que não se pode provar. Diz, também, que fé é “a primeira virtude teologal”. Ou seja, sem fé não existe teologia.

Agora veja os conceitos de IGNORÂNCIA, segundo o Aurélio:

S.f.
1. Condição de quem não é instruído;
2. Falta de saber; ausência de conhecimentos;
3. Estado de quem ignora ou desconhece alguma coisa, não tem conhecimento dela.

Pelos conceitos de “ignorância”, podemos dizer que se alguém diz que acredita em Deu pela fé, mas não tem como provar a sua existência, e não sabe nada de concreto sobre Ele, então, esse alguém é um IGNORANTE.

Ninguém sabe como surgiu a palavra FÉ. No Antigo Testamento essa palavra aparece uma única vez.

“Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá” (Habacuque 2:4).

O escritor da carta aos hebreus deu um conceito inusitado para fé. Veja:

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:1).

Como já disse em outras ocasiões, a fé pode até ser o fundamento das coisas que se esperam. Porém, a fé não é prova de nada, não prova nada. Fé significa apenas confiança ou esperança em algo que esperamos ou imaginamos.

O próprio apóstolo Paulo instiga os crentes a usar de “ignorância” até para fazer coisas corriqueiras da vida. E diz que se alguém não faz as coisas através da “ignorância”, isto é, através da fé, esse alguém está pecando. E o pior é que Paulo tem razão em fazer tal afirmação.

“Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado” (Romanos 14:23).

ADÃO E EVA VIVIAM PELA FÉ, ATÉ QUE UM DIA CHUTARAM O PAU DA BARRACA

A ideia de Deus em criar o homem foi para que ele vivesse como nativo, cuidando da terra e colhendo os frutos da sua plantação. Quando a Bíblia diz que Adão e Eva viviam nus e não se envergonhavam, significa que eles viviam como os nativos, ou seja, como os índios, que vivem nus, mas não se envergonham. Os verdadeiros povos indígenas – que ainda não tiveram contanto com a civilização – ainda carregam nos seus costumes a inocência do paraíso perdido. Deus criou o homem para que fosse um agricultor, para que cultivasse a terra e cuidasse das plantas e dos animais, sem se preocupar com guerras, com tecnologias e invenções da Ciência. Os povos indígenas não têm Ciência; mesmo que passem milhares de anos, eles não inventam nenhuma tecnologia, pois eles não sabem derreter o ferro para construir armas, máquinas e veículos. Eles só ensaiam inventar alguma coisa depois que têm contato com os civilizados. Mesmo assim, os índios não questionam nada, se Deus existe ou não. Até se o pajé disser que os deuses ordenaram a aldeia a fazer isso ou aquilo para eles (se não eles morrerão), eles fazem sem questionar nada, pois, são “inocentes”. Os indígenas possuem terçado, facão, enxada, machado, martelo, serrote e panelas de alumínio para cozinhar porque tudo isso eles adquiram com os povos civilizados. Você já ouviu falar de algum índio que tinha a profissão de ferreiro?

No entanto, embora Deus quisesse que homem vivesse como nativo na Terra, sem questionar nada, sem se preocupar em inventar artes ou fundir os metais, Ele não imaginou que um dia pudesse chutar o pau da barraca, e passasse a questionar as coisas. E a gota d’água para isso acontecer foi a intromissão de Satanás no paraíso, que instigou o homem a fazer uso da sua racionalidade. E o que Satanás disse a Adão e Eva foi uma verdade. Os teólogos fanáticos (que acreditam nas coisas através da “ignorância”), afirmam que Satanás usou de mentira para enganar Adão e Eva, e fazê-los pecar. Compare as duas passagens bíblicas e veja que Satanás não mentiu a Adão e Eva.

“Ora, a serpente [Satanás em carne e osso] era o mais astuto de todos os animais do campo, que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal” (Gênesis 3:1-5). 

“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente. O Senhor Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden para lavrar a terra, de que fora tomado. E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gênesis 3:22-24).

Na verdade, o pecado de Adão e Eva se constituiu no fato de terem feito o uso da razão e da racionalidade, ao darem ouvidos a Satanás. O fruto proibido que eles não deviam comer era o “conhecimento proibido” que Satanás lhes repassou, e que os tornou civilizados. Somente os civilizados sentem vergonha de andar nu. A condição de civilizado trouxe ao homem muitos problemas, mas também trouxe muitas coisas boas. O homem, ao deixar de ser nativo, e se tornar civilizado, tornou-se grande perigo para o nosso planeta, e até para os próprios deuses. Pois, o homem ao tomar conhecimento do bem e do mal, e fazer uso de sua racionalidade, passou a questionar a sua própria origem e a existência de Deus. Tornou-se uma grande ameaça para todo o Universo. Atualmente vemos que o homem não tem limites em suas invenções. E a pior invenção de todas foi a bomba atômica, de plutônio ou de hidrogênio, que pode levar à destruição de todo o planeta e à extinção da raça humana. Enquanto o homem não tiver uma prova concreta da existência de Deus, ele continuará procurando respostas, vasculhando esse vasto Universo, perscrutado o ínfimo da matéria. Se o homem não encontrar Deus, ele continuará achando que é o próprio deus e o dono de seu destino. Esse é o grande pecado do homem, o fato de ter chutado o pau da barraca, deixado a vida de inocência no paraíso como um nativo, e ter se tornado civilizado.

Por que Deus puniu a Serpente (Satanás), mesmo sabendo que ela falou a verdade para Adão e Eva?

Deus puniu a Serpente porque ela sabotou o seu plano. O plano de Deus era que o homem sempre fosse e vivesse como um nativo, isto é, como um indígena, e não se tornasse civilizado. Ao tornar-se civilizado – conhecendo o bem e o mal, e aprendendo a Ciência -, o homem fez-se pecador, caiu em desgraça, tornando-se um rebelde diante de seu Criador, ao questionar as coisas. O homem, depois de ter conhecimento do bem e do mal, não teria limites em  suas intenções. Deus viu que o homem tornando-se civilizado e ainda tendo acesso à fonte da vida eterna (a árvore da vida), tornar-se-ia um perigo para o Universo, visto que é um ser imperfeito, de má índole, e de espírito dominador. Por isso, Deus teve que impedir o acesso do homem à árvore da vida, para que não vivesse eternamente. Para o homem ter acesso novamente à árvore da vida, ele terá que se aperfeiçoar.

O novo plano de Deus, agora, é dar o tempo necessário para que o homem se aperfeiçoe. Aqueles que se aperfeiçoarem Ele irá salvar e ressuscitar no último dia. E para que isso fosse possível, Deus enviou o seu Filho, Jesus Cristo, para tomar o poder de Satanás aqui na Terra, e cuidar da raça humana. Quem crer em Jesus, praticar seus mandamentos e viver uma vida piedosa, pode se aperfeiçoar. Jesus disse a um jovem rico: “Queres ser perfeito? Vai, vende tudo o que possui, distribui entre os pobres, depois, vem e segue-me”. O jovem ficou triste, pois possuía muitas riquezas. Portanto, para o crente ser perfeito, o principal requisito é não possuir riquezas materiais.

CONCLUSÃO

Já que Adão e Eva chutaram o pau da barraca e passaram a fazer uso da racionalidade e da razão, então, vamos continuar sendo crentes, mas fazer o mesmo que eles fizeram. Vamos fazer uso da racionalidade e da razão para buscarmos respostas para as perguntas que nos inquietam. Se continuarmos buscando respostas através da fé cega e da ignorância, não chegaremos a lugar algum. Eu não acredito em Deus pela fé cega – e nem pela fé que enxerga. Eu acredito em Deus porque obtive conhecimento suficiente para não duvidar da sua existência. Só que o Deus que eu acredito é totalmente diferente do “Deus” que 99,99% dos crentes acreditam. Eu me esforço muito para fazer o máximo de uso da minha racionalidade. Se você não faz uso da sua racionalidade, melhor seria ter nascido como um animal irracional.

Eu acredito naquilo que é possível existir. Por exemplo, eu não acredito que no céu haja criação de cavalos de raça, e ainda alados. Mas há ignorantes que acham que Jesus e os anjos irão descer literalmente do Céu em cavalos brancos, alados. Para se justificar, eles dizem que para Deus tudo é possível. Há outros que dizem que Deus pode criar qualquer coisa num abrir e fechar de olhos. Neste caso, a ignorância já extrapolou os limites do bom senso. E outros se contorcem para explicar a seguinte pergunta: “Por que Deus criou o mundo em seis dias, se Ele podia ter criado tudo num só dia, ou num piscar de olhos?”. Quem se esforça para responder a essa pergunta é um autêntico ignorante. Os crentes acham que Deus é isso e aquilo, pode fazer isso e aquilo, sem ter uma mínima prova de que Ele seja mesmo assim. Portanto, eu não acredito em nada que não se possa provar. Eu sou um autêntico “crente são-Tomé”. Só acredito vendo.

O crente vê na Bíblia Jesus dizer que a fé pode remover montanhas, pensando que Ele estava falando de forma literal. Deus não pode remover uma montanha de lugar. Se Deus pudesse remover uma montanha de lugar, o melhor momento para Ele demonstrar isso teria sido quando os israelitas estavam no deserto, apavorados, fugindo de Faraó, sem saber para onde ir, visto que havia montanhas por todos os lados e o Mar Vermelho mais na frente. A travessia sobre o Mar Vermelho pode ter acontecido numa parte rasa, no momento em que houve uma maré. E em nenhum momento vemos Deus, na Bíblia e na História, removendo alguma montanha de lugar. Portanto, essa crença de que “fé remove montanhas” não passa de uma palavra de encorajamento para que as pessoas enfrentem as dificuldades da vida. Fé é apenas esperança, confiança.

Alguém pode indagar: “Mas, que ‘deus’ é esse que você acredita, que não tem poder nenhum?”. Respondo. O Deus no qual acredito é o mesmo que você acredita. A diferença é que você acredita nele de forma tresloucada, dando a Ele atributos que não tem certeza se possui. O Deus que acredito é muito poderoso ou super-poderoso, mas não tanto Todo-Poderoso. Ainda vou escrever um texto sobre esse assunto. Por exemplo, todos acham que os Estados Unidos são um país todo-poderoso, que ninguém consegue derrota-lo. Porém, a pequena Coreia do Norte o tem desafiado. Por quê? Porque o governo norte-coreano sabe que os EUA não são o que os outros dizem que ele é.

Deus Jeová já demonstrou fraqueza diante de pequenos inimigos. Veja:

“Assim estava o Senhor com Judá, o qual se apoderou da região montanhosa; mas não pôde desapossar os habitantes do vale, porquanto tinham carros de ferro” (Juízes 1:19).

Deu acordo com o texto supracitado, que Deus Todo-Poderoso é este que não conseguiu fazer os israelitas vencer os habitantes do vale, que tinham carros de ferro? Se esses moradores do vale tivessem apenas carros e carruagens de madeira, os israelitas os teriam destruídos? Porém, imagina se esses moradores do vale tivessem caças supersônicos, com metralhadoras e mísseis teleguiados, e bombas nucleares!

Sou professor de Matemática e percebo que a maioria dos alunos não gosta dessa matéria e não entende nada sobre os números porque tem preguiça de pensar. Assim mesmo acontece com a cabeça dos religiosos e dos crentes: eles têm preguiça de pensar. O crente fanático que não questiona nada, se a Bíblia é inspirada e se Deus existe, tem preguiça de pensar, e deixa que os pastores e teólogos pensem por ele. Ou seja, é um perfeito ignorante. A ignorância exacerbada torna as pessoas estúpidas e arrogantes. Por isso, tem muitos crentes assim. Da mesma forma, o muito saber torna as pessoas arrogantes e muitas vezes estúpidas. Mas, nesse caso, a estupidez e arrogância acontecem não por ignorância ou desconhecimento de algo, mas, pela impaciência que se tem devido as pessoas comuns não compreenderem o que se tenta explicar. Há pessoas que odeiam o que escrevo, simplesmente porque elas têm preguiça de pensar, e não está à altura de acompanhar a minha linha de raciocínio.

“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem” (Salmos 14:1).

Um crente pode questionar a existência de Deus, diferentemente de um ateu, que ignora a sua existência, e ainda debocha dos que acreditam. Podemos questionar a veracidade de muitas crendices, porque somos racionais. Se você não questiona nada, você é ignorante, e não faz uso da racionalidade, se é que tem.

Portanto, vamos botar a cabeça pra funcionar, e deixar de lado a irracionalidade, pois, somos seres pensantes.

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Falou e disse Miquels7

23/04/2017 Posted by | FANATISMO RELIGIOSO, MENSAGENS ESPECIAIS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , | Deixe um comentário

ENSINANDO O QUE É CRÍTICA LITERÁRIA AOS TEÓLOGOS TRADICIONAIS

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O que escrevo aqui é inédito no mundo e no meio teológico. Duvido que algum teólogo ou exegeta das Escrituras tenha feito uma crítica literária semelhante a esta que aqui apresento. Se surgirem comentários iguais na internet ou em livros a partir desta data, sem citar a fonte ou o autor da ideia, pode crer que é plágio, e plágio baseado em textos publicados por Miquels7 no Blog Mensagens para a Geração.

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Moisés narra o Gênesis

A maioria desses teólogos evangélicos que se formaram não sabe o que é uma crítica literária.

Cerca de 99,999% dos teólogos e intérpretes do Pentateuco não sabe que o escritor de Gênesis – Moisés – inseriu ou citou coisas relativas à Lei de Moisés, em alguns fatos da narrativa de Gênesis. A Lei de Moisés foi estabelecida centenas de anos depois dos fatos narrados no livro de Gênesis. E o autor de Gênesis fez o contrário do que é normal durante uma produção literária. Ele fez referências de coisas do presente durante a narrativa de fatos do passado. O que é um absurdo. O normal é citar textos e fatos do passado em produção de textos relativos ao presente. Ou citar fatos mais antigos em narração de fatos de um passado próximo. Moisés fez o contrário. Citou coisas da Lei ao narrar fatos de um passado remoto.

O livro de Gênesis foi supostamente escrito por Moisés cerca de 2.000 anos após os fatos terem acontecidos. Como Moisés não tinha quase nenhum material de pesquisa datado de antes dos fatos que narrou, então ele não teve como citar uma obra literária anterior, e empregou erroneamente informações do presente numa narrativa do passado.

Apesar de Moisés ter estudado as Ciências com os sábios do Egito e ter tido contato com muitos manuscritos antigos dos Sumérios, mas ele não citou nenhuma obra nominalmente durante a narrativa de Gênesis. Mas há informações ou trechos narrados em Gênesis que evidentemente ele extraiu de algum manuscrito antigo que os sacerdotes dos deuses mantinham eu seu poder. Podemos perceber que Moisés utilizou um texto sumério na primeira parte da narrativa da criação em Gênesis, que vai do capítulo um ao versículo três do segundo capítulo. O primeiro relato da criação é denominado de Elohista, pois, Moisés se refere a Deus como Elohim , cujo significado literal é “os Deuses”. No segundo relato ele emprega INDEVIDAMENTE o termo Jeová ou Javé para se referir a Deus na segunda parte da narrativa da criação, que vai do quarto versículo do capítulo dois até o versículo 24 do terceiro capítulo.

Por que digo que Moisés empregou indevidamente o nome Jeová ou Javé na narrativa de Gênesis? Simplesmente porque ele se utilizou de um nome que foi dado a conhecer centenas de anos depois dos fatos ocorridos. Se um escritor narra fatos de um passado longínquo, ele não pode empregar palavras ou frases de coisas do presente para inserir no relato, pois, isso pode se constituir numa adulteração dos fatos, e pode confundir os leitores. E é exatamente isso que ocorreu em alguns fatos narrados no livro de Gênesis, e que hoje os teólogos e exegetas passam por cima sem perceber, e isso tem gerado muitas controvérsias na formulação de algumas doutrinas.

O próprio Deus declara textualmente a Moisés que o nome Jeová ou Javé só foi dado a conhecer muito tempo depois de os deuses (Elohim) terem aparecido a Abraão em Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia. Veja:

“Falou mais Deus a Moisés, e disse-lhe: Eu sou Jeová. Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome Jeová, não lhes fui conhecido. Estabeleci o meu pacto com eles para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual foram peregrinos” (Êxodo 6:2-4).

Moisés empregou o nome Jeová no Gênesis de forma indevida. O termo ou nome certo que deveria ter empregado para se referir à divindade era ELOHIM, que significa “os deuses”. O próprio Deus Jeová declara a Moisés que não deu a conhecer o seu nome “Jeová” ou “Javé” a Abraão, Isaque e Jacó. O Deus Elohim apareceu a primeira vez a Abraão ainda em Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia. Abraão, Isaque e Jacó se referiam a Deus como Elohim (os deuses), e não como Jeová. Em outras ocasiões se referiam a Deus como o “Altíssimo”, e nunca como Jeová.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho, pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:18-20).

MOISÉS CITOU COISAS DO PRESENTE EM NARRATIVAS DE FATOS DO PASSADO

Vejamos alguns casos em que Moisés emprega indevidamente coisas relativas à Lei em narrativa de fatos do passado. Geralmente ele faz a citação quando termina de narrar um fato, talvez para dar ênfase ou credibilidade à narrativa.

1) Após Moisés terminar a narrativa dos seis dias da criação ele conclui, dizendo: “Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou”. Moisés narra os fatos dos seis dias da criação e conclui que Deus não trabalhou no sétimo dia, por isso, o santificou. E não foi Elohim que disse que havia santificado o sétimo dia. Quem diz é o próprio narrador, citando uma coisa do presente em um relato do passado.

A primeira parte do relato da criação termina em Gên. 2:1. Os dois versículos seguintes são uma conclusão que Moisés faz, referindo-se à santificação do Sábado estabelecido na Lei muito tempo depois.

“Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que fizera. Abençoou Deus o sétimo dia, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que criara e fizera” (Gên. 2:2-3).

Portanto, Elohim não santificou o Sábado depois do 6º dia da criação. Se assim fosse os israelitas teriam observado a guarda do Sábado muito antes da Lei de Moisés. Em nenhum momento vemos os descendentes de Adão, de Sete ou de Noé guardando a Lei do Sábado. A guarda e observância do Sábado só foi estabelecida depois que os israelitas se firmaram como nação na terra de Canaã.

E o que acarreta isso para a Teologia? Há algum prejuízo à Teologia?

Há, sim. Há muito prejuízo. Porque o estudante de Teologia imagina que tudo o que Moisés escreveu foi direcionado por Deus. Ou seja, se Moisés escreveu, então foi Deus quem falou. E como expus, acima, Deus não santificou o Sábado após o sexto dia da criação, e Moisés emitiu opinião própria citando a Lei do Sábado em relato de fato do passado. Quem tirou essa conclusão que Deus santificou o Sábado após o 6º dia da criação foi o próprio Moisés. A conclusão da narrativa é opinião do próprio narrador. Por não compreenderem esse detalhe da narrativa, os teólogos adventistas empregam o texto de Gênesis 2:2-3 para provar que o Sábado foi santificado por Deus já no início do mundo. E isso não é verdade.

2) Após Moisés narrar o relato da criação de Adão e Eva, ele conclui, afirmando: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. Novamente Moisés citou indevidamente a lei do matrimônio estabelecido por Deus centenas de anos depois.

Moisés não deveria ter feito esse comentário sobre a lei do matrimônio, pois, nem Adão e nem Eva tinham pai ou mãe. Adão e Eva não deixaram a casa de seus pais para se unirem em matrimônio. Logo, percebe-se que essa citação da lei do matrimônio nessa narrativa é totalmente ambígua.

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. (…) Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne (Gênesis 2:18,21-24).

3) Outro exemplo claro é quando o autor de Gênesis diz: “E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo”. Esta frase é um acréscimo que Moisés faz citando coisas da Lei para salientar o ato de bondade praticado por Moisés ao sacerdote Melquisedeque. Essa citação da Lei do Dízimo foi feita indevidamente.

Abraão não deu dízimo nenhum a Melquisedeque, porque na época do fato ocorrido a Lei do Dízimo ainda não tinha sido estabelecida. O que Moisés deu a Melquisedeque foi parte do despojo de guerra, e não coisas de sua pose, de sua propriedade, de sua fazenda e do seu gado. O dízimo verdadeiro é relativo ao que a gente possui e produz, fruto de muito trabalho e suor do rosto. E o que Moisés doou a Melquisedeque não foi do fruto de seu trabalho.

Moisés não deveria ter usado a palavra DÍZIMO no livro de Gênesis, porque essa palavra e a própria Lei do Dízimo só surgiu muito tempo depois.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gên. 14:18-20).

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Ainda há outros casos, mas acho que esses três, comentados acima, são suficientes para dar um puxão de orelha nesses teólogos tradicionais. Isso serve para que repensem os fundamentos da doutrina do dízimo e da guarda do Sábado.

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Falou e disse Miquels7

14/04/2017 Posted by | CRÍTICA LITERÁRIA, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

O Grande Engodo Religioso Sobre os Seres Espirituais

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O Grande Engodo dos Religiosos Que Acham Que os Seres Que Habitam nos Céus São Espirituais

O filosofar faz parte do cotidiano humano, visto que este é um ser inteligente e pensante. Mas, além de ser pensante e inteligente, os humanos são racionais. A condição de “racional” os torna seres capazes de discernir entre o que é real e fictício ou imaginável. No entanto, os crentes e os religiosos, de forma geral, parecem desprovidos ou não desenvolvem plenamente a racionalidade inerente aos humanos.

A racionalidade torna os seres humanos diferentes e superiores aos demais animais. No entanto, apesar do ser humano ser racional e inteligente, mesmo assim, milhões ainda desenvolvem conceitos medievais e primitivos, principalmente com relação aos entes que habitam os céus, os chamados “seres espirituais” ou “deuses”.

O que é um “espírito”?

Segundo o conceito religioso, “espírito” é um ser fantasmagórico, vivo e inteligente, que subsiste numa forma incorpórea, e que pode habitar tanto nos céus como aqui no nosso mundo, mas não podemos contemplá-lo a olho nu.

Segundo a Bíblia – uma coleção de livros escritos por seres humanos em épocas remotas -, Deus, Jesus e os anjos são SERES ESPIRITUAIS, isto é, seres que habitam acima da abóboda celeste, e que subsistem numa forma incorpórea, os quais não podem ser contemplados a olho nu por nós, humanos. Tal conceito é medieval e primitivo. Porém, os crentes e religiosos, de uma forma geral, ainda desenvolvem esse conceito arcaico sobre os seres que habitam os céus.

A MAIS PURA RACIONALIDADE

A ideia que deu origem ao termo “espiritual” surgiu da incapacidade do olho humano de identificar os elementos que compõe a atmosfera. E também devido a Jesus ter dito que Deus é “espírito” e, com isso, acharmos que todos os seres que habitam nos ares (acima, nos céus) são fantasmagóricos, isto é, sem forma física.

O ser humano primitivo e medieval, por não poder enxergar a olho nu os elementos químicos do ar, concebeu genericamente que tudo aquilo que existe, mas não se pode ver, é “espiritual”.

Ainda nos dias atuais, os crentes imaginam que o mundo que existe acima das nuvens ou acima das estrelas é um mundo “espiritual”, onde seres puros e santos habitam. Por isso sempre dizem que quando morrer vão para o céu. Para eles, os céus ou o Céu é um lugar espiritual, onde habitam os seres aperfeiçoados. Porém, tudo isso não passa de ledo engano.

Alguns teóricos da física chegaram a afirmar que pode existir outras dimensões no espaço infinito, além das três que conhecemos. Chegaram a cogitar que existem mundos paralelos ao nosso Universo, e que Deus e os anjos podem habitar num desses mundos, ao qual o homem ainda não encontrou meios para acessá-lo.

Ora, tudo o que está acima de nós; tudo o que está acima das nuvens e nos céus siderais, além da nossa atmosfera e além dos limites do Sistema Solar não são coisas “espirituais”. Tudo o que está acima nos céus é também formado de matéria, de gases, de elementos químicos. Até mesmo os seres que habitam os céus também são formados de matéria. Tudo que existe é matéria. Nada é “espiritual”. Até mesmo os demônios – que conceituamos como seres “espirituais” – também são formados de matéria em suas diversas formas. Muitos dos seres ditos “espirituais” possuem forma corpórea feita de uma matéria sutil e “invisível”. Portanto, o achismo de que tudo aquilo que não vemos é “espiritual” e não material, não passa de coisa vinda de uma mente primitiva e medieval.

Existem animais marinhos cujos corpos são quase todos transparentes, quase invisíveis. Ou seja, é a matéria apresentada em uma de suas formas: a transparência ou invisibilidade. O vidro, por exemplo, é uma matéria sólida, porém, invisível. Se colocarmos uma parede de vidro no meio de uma via pública, tantos os pedestres quanto os automóveis irão se chocar contra, porque ela é invisível. Assim também pode ser formado os corpos dos seres a quem denominamos de “espirituais”. Eles estão lá ou aqui mesmo no nosso planeta, mas não podemos contemplá-los a olho nu.

O mundo de Deus e dos anjos é semelhante ao nosso mundo, e tudo se concentra dentro de um mesmo Universo. A diferença do mundo de Deus é que ele pode estar bem distante da Via Láctea e do Sistema Solar, e a sua matéria pode ser formada de elementos químicos iguais aos daqui ou de outros diferentes, que ainda não conhecemos. Deus habita em lugar puro e santo. E o que significa isso? Significa que o mundo de Deus é parecido com o nosso, mas é isento de toda corrupção, isento de contaminação, isento de doenças, bactérias e vírus. Mas, não é pelo fato do mundo de Deus ser puro e santo que vamos denomina-lo de “espiritual”. A Bíblia diz – ou um escritor que tinha uma mente primitiva – que o céu é habitação dos espíritos aperfeiçoados. Concordo em parte com o que afirma o escritor sagrado. Mas, devemos compreender que, aquilo que entendemos por “CÉU”, também é um lugar físico, formado de matéria igual e diferente da que conhecemos. Se cremos que o espírito de todo ser humano subsiste após a morte, então devemos entender que esses espíritos também são formados de uma matéria sutil e rarefeita, de modo que não os enxergamos a olho nu. Há teólogos que asseguram que o “espírito” humano se extingue, desaparece quando este morre. Porém, há outros, como os espíritas, que afirmam que o “espírito” humano subsiste após a morte, e que este fica vagando no tempo e no espaço, e muitos deles se manifestam nas sessões espíritas; e outros se tornam demônios. Mesmo se isso for verdade, esses “espíritos” que vagam no tempo e no espaço são formados de matéria, pois estão contidos dentro do mesmo mundo material. A diferença é que seus “corpos” são formados por uma matéria sutil e rarefeita (pouco densa), de tal forma que não os enxergamos a olho nu. Portanto, não existe esse negócio de mundo paralelo ou universo paralelo ao nosso mundo físico.

Acredito que o ser humano é formado de dois corpos, um acoplado ao outro. O corpo externo se corrompe e se extingue; já o externo se mantém vivo, mas este não é a forma eterna em que deve permanecer. O espírito de cada ser humano pode ter sido formado por Deus. Portanto, todo espírito humano é passivo de morte, é passivo de extinção ou aniquilação. O único ser imortal é Deus, o Todo-Poderoso. Mesmo assim há quem diga que Ele é imortal porque se alimenta de alguma fonte de poder. Os anjos e as demais criaturas são todos MORTAIS, passivos de serem destruídos. A “segunda morte”, referida em Apocalipse, é a extinção ou aniquilação completa do “espírito” humano. Se você duvida disso, então você está duvidando que Deus é onipotente. Se Deus criou os espíritos de cada criatura, como Ele não tem o poder de desfazer aquilo que criou?!

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos; à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Heb. 11:22-23).

“Então disse o Senhor Deus: Eis que o homem se tem tornado como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Ora, não suceda que estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente” (Gên. 3:22) – Aqui Deus proíbe que o homem tenha acesso à árvore da vida, para que viva eternamente. Através disso, podemos entender que Deus e os anjos tem acesso irrestrito a essa árvore da vida, eles detêm o conhecimento sobre o elixir da vida, a fonte da vida eterna; Deus permitiu ao homem o acesso à fonte da vida eterna, mas este o desobedeceu, e foi excluído do paraíso. Depois de restaurar a Terra e salvar os humanos aperfeiçoados, Deus novamente lhes concederá acesso à fonte da vida eterna.

“No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações” (Apoc. 22:2).

“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém” (I Tim. 1:17). Só há um ser que é imortal.

“Aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém” (I Tim. 6:16). Só há um ser que é imortal.

“Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte. Apoc. 21:8). A “segunda morte” é a morte definitiva ou aniquilação (extinção) do espírito humano. Todos os espíritos dos humanos pecadores que não se salvarem serão aniquilados, serão extintos através do fogo. Esse “lago de fogo” pode ser o Sol. Quem é que pode subsistir na altíssima temperatura do Sol?

UM SER “ESPIRITUAL” NÃO SE SENTE FELIZ E CONFORTÁVEL SEM O SEGUNDO CORPO FÍSICO

Por que os demônios se incorporam nos corpos humanos? Porque eles não se sentem felizes subsistindo na forma de “espírito”. Eles precisam de um corpo para interagir, para se manifestar e para sentir as sensações que só um corpo físico mortal pode proporcionar. Subsistir na forma de “espírito” não tem vantagem, não tem sentido. O crente salvo não sentirá prazer algum subsistindo no Céu na forma de “espírito”. Por isso, os salvos terão que ressuscitar, para que possam assumir a forma humana novamente, ou seja, para que seus corpos “espirituais” recebam um segundo corpo, para que tenha sentido a existência. E os mortos salvos irão ressuscitar para que assumam a forma humana para viver neste planeta Terra restaurado, e não no céu, como eles imaginam.

Acredito, sem sobra de dúvida, que o próprio Deus, Jesus e os anjos são “espíritos” (um primeiro corpo), mas possuem ou criam um segundo corpo material e visível para se manifestar. Em outras palavras, eles se “materializam” ou “materializam” os seus corpos. Deus mesmo disse a Moisés que nenhum mortal pode ver a sua face e viver. Porém, acho que Deus falou isso só para que Moisés e povo hebreu o temesse e não questionasse suas ordens. Deus pode ser contemplado, sim. Para ver a face de Deus basta que o homem utilize um óculo especial igual àquele que os astrônomos usam para estudar o Sol, pois o rosto de Deus brilha como um sol. O problema é que Ele faz de tudo para que os humanos não vejam a sua glória. Jesus disse que Deus é “espírito”. No entanto, os profetas Isaías e Daniel disseram que VIRAM o Deus Todo-Poderoso em sua forma física, assentado sobre um alto e sublime trono. Será que isso é uma contradição bíblica, ou eu é que estou certo no que afirmo?

“Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24). [Mas, que “espírito” é esse que pode ser contemplado? Veja outras citações, abaixo].

“E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver. (…) Depois, quando eu tirar a mão, me verás pelas costas; porém a minha face não se verá” (Êxodo 33:20,23).

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo” (Isaías 6:1).

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:9-10,13-14).

O PROBLEMA DOS RELIGIOSOS, PRINCIPALMENTE DOS CRISTÃOS

O problema dos religiosos, mais especificamente dos cristãos, é que eles acreditam em Deus e nos seres que habitam os céus unicamente PELA FÉ. A condição de racional parece não ser compatível com os que se dizem religiosos ou crentes.

“Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê” (Hebreus 11:3).

Os religiosos acreditam PELA FÉ que os mundos foram criados por Deus. E consequentemente, também acreditam na existência de Deus e dos anjos pela fé. Nada se pode comprovar pela razão ou por algo concreto.

A FÉ não prova nada. Se fé provasse alguma coisa, hoje ninguém duvidaria da existência de Deus e do Diabo. Fé significa apenas esperança ou expectativa de algo que supostamente pensamos existir.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a PROVA das coisas que não se vêem” (Hebreus 11:1).

A primeira parte do texto bíblico supracitado está correta. Já a segunda parte não passa de um blefe, pois, fé não é prova nada, não é prova de nada.

Se eu disser que tenho fé em Deus, isso não prova que Deus existe. Se disser que tenho fé que amanhã vou jogar e ganhar na mega-sena, isso não passa de esperança. Se você está desempregado e disser que vai orar com fé acreditando que amanhã irá conseguir um emprego, isso não passa de expectativa positiva. Sua fé não garante que amanhã você estará empregado. Portanto, fé não prova nada. Gera apenas uma expectativa positiva. Só isso. No entanto, a fé é a arma principal que os religiosos mercenários, lobos devoradores, utilizam para enganar os crentes.

Praticamente todas as crenças dos religiosos são por meio da fé. Ou seja, eles não têm nenhuma prova sobre o que acreditam, mesmo assim eles persistem em desenvolver uma mente primitiva e medieval, mesmo vivendo no século XXI, onde a Ciência já encontrou provas para existência de inúmeras coisas que antes imaginávamos com a Bíblia dizia ser.

EXPLICAÇÃO RACIONAL E LÓGICA SOBRE OS DITOS “SERES ESPIRITUAIS”

Apesar desse meu comentário contundente contra a “irracionalidade” dos cristãos e dos religiosos, garanto que podemos acreditar em Deus não pela fé cega, mas fazendo o uso da razão, da lógica e da racionalidade. Para que isso seja possível, é necessário nos desprendermos dos conceitos errôneos sobre os seres que habitam os céus, os quais imaginamos que são “espirituais”.

A coisa mais incrível e espetacular da natureza é a atmosfera ou o ar que respiramos. Quando ando de moto sinto o ar bater forte no meu rosto e nos braços, e fico imaginando como pode existir algo que não podemos ver a olho nu, mas que podemos sentir e até receber o impacto desse algo sobre o nosso corpo e sobre as árvores! O ar é algo sutil e rarefeito. Toda a atmosfera é um grande oceano composto de gases, de partículas de carbono (CO2) e de água (H2O). Podemos nos movimentar dentro do ar sem precisar fazer esforço. No entanto, se queremos andar muito velozmente dentro da atmosfera, ela nos impede de corrermos com tanta força. Por que isso acontece? Porque o ar é algo físico, real; está ao nosso redor, mas não podemos enxergar a sua forma física ou corpórea, nem podemos discriminar a olho nu os gases e os elementos químicos que o compõe.

O ar ou atmosfera é composto de diversos elementos químicos. E o bom estudante sabe que os elementos químicos são formados de átomos e moléculas, os quais denominamos de MATÉRIA. Se o ar é formado de matéria, então, isso comprova que existem seres, objetos ou coisas que não podemos contemplar a olho nu. Mas isso não significa que as coisas que não podemos contemplar a olho nu são “espirituais”.

Meu conceito é que em todo o Universo não existem esses seres ditos “espirituais”. O próprio Deus e os anjos possuem forma corpórea física, embora não seja possível contemplá-los a olho nu. Há quem acredite que os anjos podem se manifestar na forma física visível a olho nu. Ou seja, alguns acreditam que os anjos são seres “espirituais”, mas eles podem se “materializar” para poder se comunicar com os humanos.

No tempo primitivo e medieval, os humanos tinham conceitos vazios ou falsos sobre a forma do planeta Terra, sobre o Sol, as estrelas e o espaço sideral. Em épocas remotas, os humanos – e até mesmo os “astrônomos” – acreditavam que a Terra era plana, e que inclusive era sustentada por grandes colunas. Acreditavam que existia um “mundo espiritual” sobre a abóboda celeste, o mundo de Deus e dos anjos. E o livro de Gênesis nos dá a entender que havia um grande oceano acima dos céus, e que este foi a causa do Grande Dilúvio universal no tempo de Noé. Ainda acreditavam que o Sol é que girava ao redor da Terra e as estrelas eram pequenos luzeiros presos sob a abóboda celeste, feitos para alumiar durante a noite. A Lua também era considerada um luzeiro móvel que circulava ao redor da Terra para aluminá-la durante a noite.

Hoje vemos o quão ignorantes eram os seres humanos primitivos e medievais. E parte dessa ignorância ainda persiste na mente de milhões de religiosos.

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Para aprender mais, continue acompanhando os post do blog Mensagens Para a Geração, de Miquels7

13/04/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, OPINIÃO | , , | Deixe um comentário

AS CONTRADIÇÕES DA BÍBLIA – PARTE 2

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Há centenas de contradições na Bíblia já conhecidas. Mas há outras ainda mais graves que passam despercebidas.

A morte de Absalão preso pelos cabelos

Os teólogos fanáticos se contorcem de todas as formas para tentar explicar aquilo que eles chamam de “suposta contradição”, mas nem sempre são convincentes. É o tal fanatismo religioso, de achar que na Bíblia não existem erros ou contradições. É claro que existem.

Vejam esses casos. Duvido que consigam explicar essas graves contradições na Bíblia.

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1) Deus diz, através do profeta Jeremias, que não ordenou aos israelitas coisa alguma a respeito de holocaustos e sacrifícios. Mas, no livro de Êxodo está a prova de que Deus instruiu e ordenou a prática de sacrifícios e holocaustos.

a) Deus instrui sacrifícios e holocaustos: Êxodos 8:27; 10:25; 20:24; 29:16-18.

b) Deus não pediu nenhum sacrifício ou holocausto: Jeremias 7:21-23.

“Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei a carne. Pois não falei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem” (Jer. 7:21-23).

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2) O escritor da epístola aos Hebreus afirma que Moisés, DEIXOU o Egito, mas NÃO temeu a fúria do rei, o faraó. Porém, no próprio livro de Êxodo está escrito que ele temeu o rei, e por isso fugiu do Egito.

a) Moisés temeu o rei: Êxodo 2:14-15.

“Respondeu ele: Quem te constituiu a ti príncipe e juiz sobre nós? Pensas tu matar-me, como mataste o egípcio? Temeu, pois, Moisés e disse: Certamente o negócio já foi descoberto. E quando Faraó soube disso, procurou matar a Moisés. Este, porém, fugiu da presença de Faraó, e foi habitar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço” (Êx. 2:14-15).

b) Moisés não temeu o rei: Hebreus 11:27.

“Pela fé [Moisés] deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como quem vê aquele que é invisível” (Heb. 11:27).

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3) Jesus afirmou que NINGUÉM subiu ao céu ou desceu do céu, exceto ele próprio. Mas o autor da carta aos Hebreus diz que Enoque foi transladado para o céu para não ver a morte. Então, por que os teólogos ensinam que Enoque e Elias foram transladados para o céu, se o próprio Jesus disse que ninguém subiu ao céu?

a) Ninguém subiu aos céus: João 3:12-13.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (João 3:12-13).

b) Mas alguns já ascenderam aos céus: Enoque (Gênesis 5:24; Hebreus 11:5) e Profeta Elias (II Reis 2:11).

“Enoque andou com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus o tomou” (Gên. 5:24).

“Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus” (Heb. 11:5).

“E, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (II Reis 2:11).

NOTA PARA OS ESTUDANTES DA BÍBLIA

Em João 3:12-13 Jesus deixa bem claro que apenas Ele foi o único ser (humano ou divino) que subiu e desceu dos céus. Por isso, somente Ele tinha a credencial para falar das coisas do Céu, como é o Céu e o que existe no Céu. Sendo assim, como fica a credibilidade do Livro de Enoch, que narra a sua abdução até os céus, na qual faz algumas descrições de lá? Como fica os relatos das visões do Céu e do trono de Deus descritos nos livros de Isaías, Daniel e Ezequiel? E qual a credibilidade do relato do apóstolo Paulo, que disse ter sido arrebatado até o terceiro céu e ouvido coisas que ao homem comum é vedado falar? (II Coríntios 12). Será uma mentira isso que Jesus disse em João 3:12-13?.

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4) Como o rei Saul morreu? 

Quatro contradições sobre um mesmo assunto. E depois dizem que a Bíblia é perfeita, e não contém um só erro.

a) Saul cometeu suicídio: I Samuel 31:4-6 e I Crônicas 10:4.

b) Saul foi morto por um amalequita: II Sanuel 1:8-10.

c) Saul foi morto pelos filisteus: II Samuel 21:12.

d) Deus mesmo matou Saul: I Crônicas 10:14.

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5) Outra contradição, e no mesmo livro: Os filhos de Absalão.

Absalão teve três filhos e uma filha: II Samuel 14:27.

Absalão morreu e não teve filhos: II Samuel 18:18.

Ergueu até um monumento por motivo de não ter filhos.

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6) Mais outra contradição grosseira na Bíblia: Davi só cometeu um pecado.

Como dizem os pregadores nos púlpitos das igrejas: a Bíblia diz, irmãos, que o rei Davi nunca fez coisas erradas diante de Deus, exceto no caso do seu adultério com a mulher de Urias. Vamos ler isso na palavra do Senhor:

“Porque Davi fez o que era reto aos olhos do Senhor, e não se desviou de tudo o que lhe ordenou em todos os dias da sua vida, a não ser no caso de Urias, o heteu” (I Reis 15:5).

Porém, em II Samuel 24:9-17 está registrado que Davi pecou gravemente diante de Deus por numerar o povo. E por causa desse grave pecado ele foi responsável pela morte de 70 mil israelitas. Toda essa gente morreu por causa do pecado de Davi, e morreu de forma terrível, através de uma grande peste que se alastrou no meio do povo. E Davi mesmo confessou que o povo era inocente.

“E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai” (II Sam. 24:17).

Parece até brincadeira, mas Deus, ao propor a Davi a escolha de três castigos, ele escolheu o castigo para o seu povo, sendo que ele é que havia pecado. Se Davi amasse o seu povo, teria escolhido passar 3 meses sendo perseguido por seus inimigos. Mas ele preferiu ver o seu povo morrer de peste durante 3 dias. Por capricho ou para não ser desmoralizado diante do seu próprio povo, preferiu que o povo se lascasse. E o que dizer da atitude de Jeová ao propor essas barbaridades por causa de sua sede de vingança contra o povo ou por causa do pecado de Davi?! Sem palavras! Neste e em outros casos Davi saiu ileso porque era o queridinho de Jeová, o homem segundo o seu coração. Por esse motivo, Jeová sempre foi bonzinho com Davi. Ele podia praticar seus delitos, mas quem padecia de verdade era o povo por causa de seus erros.

Porém, o mais grave nessa história é o fato de o próprio Senhor Jeová usar de subterfúgio para fazer Davi pecar ao incitá-lo para numerar o povo, para de alguma forma punir os israelitas. Como pode isso….? Se não foi pecado a atitude de Davi na numeração do povo – visto que foi incitado a fazê-lo por Jeová -, sem dúvida, a sua decisão de escolher a morte de 70 mil de seus irmãos foi pura falta de caráter, pelo simples capricho de não querer se passar por fracassado diante de seus inimigos.

“A ira do Senhor tornou a acender-se contra Israel, e o Senhor incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá” (II Samuel 24:1).

Veja:

9 Joabe, pois, deu ao rei o resultado da numeração do povo. E havia em Israel oitocentos mil homens valorosos, que arrancavam da espada; e os homens de Judá eram quinhentos mil.
10 Mas o coração de Davi o acusou depois de haver ele numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora, ó Senhor, rogo-te que perdoes a iniqüidade do teu servo, porque tenho procedido mui nesciamente.
11 Quando, pois, Davi se levantou pela manhã, veio a palavra do Senhor ao profeta Gade, vidente de Davi, dizendo:
12 Vai, e dize a Davi: Assim diz o Senhor: Três coisas te ofereço; escolhe qual delas queres que eu te faça.
13 Veio, pois, Gade a Davi, e fez-lho saber dizendo-lhe: Queres que te venham sete anos de fome na tua terra; ou que por três meses fujas diante de teus inimigos, enquanto estes te perseguirem; ou que por três dias haja peste na tua terra? Delibera agora, e vê que resposta hei de dar àquele que me enviou.
14 Respondeu Davi a Gade: Estou em grande angústia; porém caiamos nas mãos do Senhor, porque muitas são as suas misericórdias; mas nas mãos dos homens não caia eu.
15 Então enviou o Senhor a peste sobre Israel, desde a manhã até o tempo determinado; e morreram do povo, desde Dã até Berseba, setenta mil homens.
16 Ora, quando o anjo estendeu a mão sobre Jerusalém, para a destruir, o Senhor se arrependeu daquele mal; e disse ao anjo que fazia a destruição entre o povo: Basta; retira agora a tua mão. E o anjo do Senhor estava junto à eira de Araúna, o jebuseu.
17 E, vendo Davi ao anjo que feria o povo, falou ao Senhor, dizendo: Eis que eu pequei, e procedi iniquamente; porém estas ovelhas, que fizeram? Seja, pois, a tua mão contra mim, e contra a casa de meu pai.

O rei Davi cometeu muitos pecados, e não apenas um só. Davi teve várias mulheres concubinas – além de suas quatro esposas -, com as quais teve filhos. Davi teve cerca de 30 filhos.

Davi pecou muitas vezes. Chegou até a compor um Salmo para acusar Jeová de tê-lo abandonado e quebrado o pacto que havia feito com ele. Se Deus virou as costas pra Davi, o motivo foi os seus pecados. Será que no Salmo 89 Davi estava mentindo sobre o caráter e fidelidade de Jeová? Leia também o Salmo 51, onde Davi suplica perdão de Deus pelos seus pecados.

35 Uma vez para sempre jurei por minha santidade; não mentirei a Davi.
36 A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim;
37 será estabelecido para sempre como a lua, e ficará firme enquanto o céu durar.
38 Mas tu o repudiaste e rejeitaste, tu estás indignado contra o teu ungido.
39 Desprezaste o pacto feito com teu servo; profanaste a sua coroa, arrojando-a por terra.
40 Derribaste todos os seus muros; arruinaste as suas fortificações.
41 Todos os que passam pelo caminho o despojam; tornou-se objeto de opróbrio para os seus vizinhos.

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Vou parar por aqui, porque são inúmeras as contradições de fatos e informações na Bíblia.

Só esses casos já são mais do que suficientes para os crentes deixarem de fanatismo religioso e parar com a idolatração da Bíblia.

A Bíblia contém a Palavra de Deus, contém bons ensinamentos, contém a história do ser divino que veio salvar a humanidade; mas também contém muita barbárie e contradições. E a Bíblia, como um todo, não é a Palavra de Deus, e os seus livros não foram escritos para no futuro serem selecionados de forma tendenciosa pela Igreja Católica, e ser o que é hoje: um livro idolatrado pelos teólogos fanáticos.

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Falou e disse Miquels7

 

25/03/2017 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESTUDOS BÍBLICOS | , | Deixe um comentário

OS PECADOS DOS PAÍSES RICOS, CAPITALISTAS E DEMOCRÁTICOS SÃO OS MESMOS PECADOS DE SODOMA E GOMORRA, CIDADES BÍBLICAS LENDÁRIAS, DESTRUÍDAS PELO FOGO POR ORDEM DE DEUS

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“Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e próspera ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado. Também elas se ensoberbeceram, e fizeram abominação diante de mim; pelo que, ao ver isso, as tirei do seu lugar” (Ezequiel 16:49-50).
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Destruição de Sodoma e Gomorra

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No capitalismo os países, tais como Estados Unidos, Japão, Hong Kong, China, Austrália, Brasil e todos os países da Europa, florescem e prosperam. 
E junto com a prosperidade vem o aumento do ateísmo e os desvios morais ou decadência moral da sociedade, como o homossexualismo, as músicas de rebeldia, como rock e funk, somadas à violência e imoralidade promovida pelo cinema mundial. Com a prosperidade também vem a promiscuidade e a depravação moral, e o consequente aumento de doentes com AIDS, essa doença que é quase que exclusivamente espalhada pelos homossexuais.

O pecado das cidades de Sodoma e Gomorra – cidades cananeias prósperas – não foi somente relacionado à prática da imoralidade, homossexualismo e depravação moral. Foi também por causa da fartura, da prosperidade, da arrogância e principalmente pelo desprezo aos pobres e necessitados. Os países ricos, bem como o Brasil, também estão no mesmo caminho de Sodoma e Gomorra.

E existem milhares de crentes, pseudo-cristãos, que pensam que são moralistas, mas não passam de fundamentalistas religiosos de mente retrógrada. Pensam que estão agradando a Deus e praticando o Evangelho, mas só pensam em dinheiro e prosperidade para si mesmos. Jamais pensam em dividir um pouco de suas riquezas materiais com os pobres e necessitados. Aqueles crentes que ficam ricos na Igreja Universal e em outras igrejas que pregam a doutrina da prosperidade são todos falsos cristãos, egoístas. Jesus mesmo declarou que eles “já receberam a sua recompensa”. A recompensa deles é o que estão desfrutando aqui na Terra. Nada terão de recompensa na vida vindoura, quando Cristo fizer ressurgir os mortos dos sepulcros para viver no Novo Planeta Terra Restaurado.

Tem crente que não pensa em ajudar os pobres e necessitados porque diz que a vinda de Jesus está próxima, e só há tempo de pregar o Evangelho para que eles aceitem a Jesus. E já se passaram quase 2 mil anos dando essa desculpa esfarrapada, e Jesus não volta. Enquanto isso, eles menosprezam os pobres e necessitados dizendo que a vinda de Jesus está próxima, e não há tempo de ajudar os pobres. O máximo de tempo que dá é ficar rico na Igreja Universal e fazer um Tur pela Disney e na Europa. E mesmo com essa desculpa que só dá tempo de pregar o Evangelho para a salvação, eles não param de construir templos suntuosos, comprar aviões e fazendas com o dinheiro dos fiéis. E pergunte se um desses mega-pastores ricos e mercenários querem se desfazer da metade dos seus bens para doar aos pobres e necessitados. Nenhum. Tem pastores que ensinam afirmando que os grandes homens de Deus na Bíblia eram ricos e abastados. Mas isso é ensino deturpado e tendencioso. Todos os grandes homens de Deus na Bíblia que eram ricos NÃO ERAM SACERDOTES, isto é, não eram pastores. Abraão, rei Davi, Moisés, Josué, Salomão, etc, não eram sacerdotes. Eles podiam ser ricos. Pela Lei de Moisés e pela ordem expressa de Deus, os sumo-sacerdotes e sacerdotes da tribo de Levi não podiam ser donos de propriedades e nem acumular riquezas. Antes, tinham que ser pessoas desprendidas dos negócios do mundo. Um exemplo clássico de atitude correta de um sacerdote (pastor) é o caso de Barnabé, que era levita (isto é, sacerdote da tribo de Levi), que possuindo ilegalmente uma propriedade, a vendeu e entregou o dinheiro na mãos dos apóstolos, para que repartisse entre os necessitados. Ou seja, ele se arrependeu de estar possuindo uma coisa que era proibida de possuir, pois era pastor. Esses mega-pastores mercenários, como Silas Malafaia, Valdemiro Santiago, R.R. Soares, Edir Macedo, René Terra Nova, Sônia e Estevam Hernandes, entre outros (que se dizem ser sacerdotes ou pastores), não passam de lobos e mercenários. E aqueles que os seguem e apoiam estão no mesmo caminho.

“Da multidão dos que criam, era um só o coração e uma só a alma, e ninguém dizia que coisa alguma das que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos” (Atos 4:32-37).

Neymar 100% Jesus

O jogador de futebol, Neymar, que ostenta na testa a frase “100% Jesus”, também é um falso cristão. Para ser 100% Jesus você tem que ser igual a Jesus Cristo, ter as mesmas atitudes de Cristo, ter uma vida piedosa e não pensar em riquezas; e trabalhar em prol da causa dos pobres e necessitados. Porém, Neymar tem a mesma atitude daquele jovem rico que perguntou a Jesus o que devia fazer para ser perfeito. Jesus perguntou se ele praticava os mandamentos da Lei, e ele respondeu que praticava tudo desde a sua mocidade. Então Jesus lhe respondeu: “Falta-te uma coisa: vai, vende tudo o que possui, doa aos pobres, e depois, vem e segue-me”. Ou seja, pra ser 100% Jesus você tem que se livrar das riquezas deste mundo e viver uma vida piedosa, semelhante a Cristo. E Neymar, será que ele vai se desfazer dos seus bens e doar pelo menos a metade de sua fortuna para os pobres? Jamais.

Jesus é o modelo e exemplo máximo de Bom Pastor, pois jamais recebeu dízimos e nem aceitou receber salários para pregar o Evangelho. Antes, andava de cidade em cidade proclamando as boas-novas do reino dos céus que futuramente Ele iria e vai estabelecer aqui na Terra. Em João 10 Jesus deixa bem claro a atitude do verdadeiro pastor. O verdadeiro pastor não aceita receber salários ou dízimos para cuidar do rebanho ou pastorear. Jesus ensinou em João 10 que aquele que recebe salário para pastorear é mercenário, o famoso ladrão, que só vem para matar, roubar e destruir. E o que significa a palavra MERCENÁRIO? Significa aquele que recebe MERCÊ ou salário para cumprir um trabalho, uma missão. E Jesus é o exemplo máximo de Bom Pastor.

O apóstolo Paulo também é outro modelo de Bom Pastor que nos deixou exemplo e que deve ser seguido, pois tinha todas as oportunidades de se tornar rico e ser dono de uma frota de navios à vela, mas ele trabalhava com as próprias mãos para não ser pesado a ninguém.

Outro exemplo clássico de atitude de um verdadeiro homem de Deus é o do profeta Eliseu, no caso da cura de Naamã, general do Exército da Síria. Naamã ouviu através de uma jovem que o profeta Eliseu podia curá-lo da lepra. Naamã fez de tudo para se encontrar com Eliseu. Depois que Eliseu ordenou a Naamã que mergulhasse 7 vezes nas águas turvas do Rio Jordão, ele hesitou, mas por pressão do seu capataz resolveu mergulhar no rio e ficou curado. E para agradecer a cura, ofereceu a Eliseu muito dinheiro, jóias e mantimentos. Mas Eliseu não aceitou nada, nada. Pois, como um bom homem de Deus que era, tinha em mente e sabia que as bênçãos de Deus não podem ser compradas. O moço que auxiliava Eliseu – que tinha as mesmas atitudes de Judas Iscariotes e dos pastores mercenários – não ficou nada satisfeito com a atitude de seu senhor, e arquitetou um plano para subtrair dinheiro do general Naamã. Depois que Naamã agradeceu e se foi, o moço de Eliseu correu atrás ao seu encontro e, mentindo, disse que seu senhor havia repensado e tinha decidido aceitar o dinheiro e os presentes, pois havia chegado em sua casa uns forasteiro, e não tinha mantimentos para lhes oferecer. Naamã acreditou na mentira e prontamente mandou seus servos entregar o dinheiro e os presentes ao moço de Eliseu. Depois que Eliseu soube o que seu moço havia feito às escondidas, lançou sobre ele uma terrível maldição, e o jovem ficou leproso igual a Naamã. Assim mesmo devia acontecer a todos esses pastores mercenários que ficam vendendo as bênçãos de Deus aos fiéis, trocando orações e intercessão espiritual por dinheiro e riquezas deste mundo. Na época do profeta Eliseu havia muita gente pobre e necessitada, como por exemplo o caso da viúva que Eliseu multiplicou o azeite nos vasos. Eliseu podia ter se aproveitado da situação e pedido grande quantia em dinheiro e mantimentos em troca da cura de Naamã, com a desculpa de que tudo seria destinado para os carentes e necessitados, mas nem ao menos essa ideia lhe veio à cabeça. A história de Naamã está no livro de II Reis 5.

Portanto, esta é a palavra de Deus para os pastores mercenários e para todo o mundo capitalista globalizado e egoísta, que se afasta de Deus e menospreza os pobres e necessitados:

“Ora, este foi o pecado de Sodoma e Gomorra: era arrogante, tinha fartura de comida, praticava abominação e vivia despreocupada e não ajudava os pobres e necessitados; pelo que, ao ver isso, as tirei do seu lugar, destruindo-as com fogo” (Ezequiel 16:49-50).

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Falou e disse Miquels7 – Manaus-AM, 18/03/2017

18/03/2017 Posted by | AJUDA HUMANITÁRIA, CRISTIANISMO EM CRISE, ECONOMIA, IGREJA E MISSÃO, MENSAGENS DE ALERTA, MENSAGENS ESPECIAIS, SOLIDARIEDADE | , , , , | Deixe um comentário

EM 2017 HAVERÁ UM GRANDE SINAL NO CÉU ??? – APOCALIPSE 12

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TRAGO UM VÍDEO POSTADO RECENTEMENTE NO YOUTUBE DE UM PASTOR TAILANDÊS, DE NOME STEVE CIOCCOLANTI, ONDE FAZ UMA BELA EXPLICAÇÃO SOBRE O SIGNIFICADO DA VISÃO NO CÉU DESCRITA EM APOCALIPSE 12.

MUITA BOA ESSA EXPLICAÇÃO DO PASTOR. PORÉM, ELE AINDA NÃO TEM COMPREENSÃO CORRETA SOBRE A NUMEROLOGIA DO NÚMERO 7 E OS PERÍODOS PROFÉTICOS DE ACORDO COM OS MÚLTIPLOS DE 7. ELE TAMBÉM NÃO SE DÁ CONTA DO INÍCIO E TÉRMINO DO PERÍODO DA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA.

VEJA, ABAIXO, UMA PEQUENA EXPLANAÇÃO SOBRE ESSE ASSUNTO. DEPOIS ASSISTA AO VÍDEO.
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constelacao-de-virgem

SÓ HAVERÁ ARREBATAMENTO PARA OS 144 MIL JUDEUS DESCRITOS EM APOCALIPSE 7 E 14

Não haverá arrebatamento para os crentes gentios. Só haverá arrebatamento para os 144 mil judeus descritos em Apocalipse 7 e 14. O que os evangélicos não-judeus (gentios) ensinam sobre quem são os 144 mil é puro preconceito e discriminação. Os 144 mil são a Noiva do Cordeiro, ou o filho da mulher de Apocalipse 12.

A Igreja de Cristo é formada por todos os salvos que morreram desde Adão até nossos dias, e os que ainda irão morrer no período da Grande Tribulação. O arrebatamento de vivos só ocorrerá para o grupo dos 144 mil judeus. Todos os cristãos gentios salvos que estão vivos atualmente, morrerão, para serem ressuscitados no último dia.

Veja que Jesus diz que enviará os seus anjos para ajuntar os escolhidos desde os quatro ventos da Terra. Ora, isso nada mais é do que uma referência aos 144 mil judeus que serão selados e, depois, arrebatados no meio da Grande Tribulação, antes do derramamento das 7 taças da ira de Deus sobre o trono da Besta (governos humanos, principalmente EUA).

O que diz em Mateus 24:

27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem.
28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29 Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados.
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
32 Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.
33 Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas. (Mateus 24)

O que diz Apocalipse 7 e 14:

1 Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar,
3 dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus.
4 E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel. (….)
1 E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai.

AGORA COMPARE O QUE JESUS DISSE EM MATEUS E NO APOCALIPSE:

“E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos da Terra (Mateus).

“Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da Terra, retendo os quatro ventos da Terra, para que nenhum vento soprasse sobre a Terra; e vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus.” (Apocalipse).

Entenderam agora? Os escolhidos que serão selados e depois arrebatados dos quatro ventos da Terra são esses 144 mil.

“Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (II Tessalonicenses 4:17).

A Bíblia é um livro vindo do povo judeu, escritos por judeus e para o povo judeu. As 7 cartas do Apocalipse foram envidas às 7 igrejas ou comunidades de judeus na Ásia Menor. Todo o livro de Apocalipse só faz referências a povo judeu, e só trata com o povo judeu. Nós, crentes gentios, somos meros coadjuvantes no enredo apocalíptico.

Paulo era judeu, e todos os escritores do Novo Testamento eram judeus. Paulo escreveu a carta aos tessalonicenses, que era uma comunidade de judeus. Portanto, o arrebatamento que Paulo se refere é somente para os judeus.

O arrebatamento só ocorrerá para esse grupo seleto de 144 mil judeus aperfeiçoados. Todos os crentes gentios irão morrer, e os salvos irão ressuscitar no último dia. E só para levantar mais polêmica, saiba que os 144 mil serão arrebatados aos céus em naves espaciais. Ou seja, eles serão sugados literalmente da Terra. 

É inútil crente gentio esperar o arrebatamento. É mais certo você esperar a morte, do que esse tal arrebatamento. Se os crentes primitivos – que eram mil vezes mais crentes e mais santos do que os crentes de hoje – não tiveram o privilégio de ser arrebatados, por que esses crentes de agora pensam que terão esse privilégio?! É muita audácia! Se os maiores e melhores cristãos (apóstolos, pastores e pregadores) que já viveram neste mundo morreram e não tiveram o privilégio de serem arrebatados, por que nós, crentes mal-acabados, vamos ter esse privilégio?! Quanta audácia!

É melhor você começar arrumar mantimentos e tratar de se esconder nas montanhas, para escapar da ira do Dragão, porque a morte é certa se ficar nas grandes cidades. Ou então, fique na cidade pregando o evangelho, resistindo ao governo da Besta até o fim, e morra sem negar a Cristo.

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JESUS NÃO PROMETEU ARREBATAR SEUS SEGUIDORES. PROMETEU RESSUSCITÁ-LOS NO ÚLTIMO DIA

Em João 14 Jesus prometeu preparar lugar, mas lugar no seu reino que será estabelecido aqui mesmo na Terra, e não Céu. Nenhum humano vai morar no Céu. E não existe nenhum reino no Céu. Deus reina do Céu sobre a Terra, sobre nós. E não existe nenhuma cidade no Céu denominada de Nova Jerusalém, porque o nome “Jerusalém” é um nome terreno, proveniente da língua do povo cananeu, e significa “Cidade de Paz”. No Céu não pode existir uma cidade com um nome cananeu.

Veja as passagens onde Jesus diz que não vai arrebatar, mas sim, ressuscitar os seus seguidores:

39 E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.
40 Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia (João 6:39-54).

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A Igreja não é a Noiva do Cordeiro. A Noiva do Cordeiro é o grupo dos 144 mil judeus selados e arrebatados, que depois descem das regiões celestiais em comitiva, como uma noiva para o seu noivo, e como uma cidade adornada de pedras preciosas. Portanto, a cidade de Nova Jerusalém que desce do Céu é uma representação simbólica do grupo dos 144 mil judeus. Toda a numerologia das dimensões dessa cidade simbólica refere-se ao grupo dos 144 mil.

Em nenhuma parte da Bíblia a Igreja é chamada de Noiva de Cristo. Paulo fala sobre a Igreja, comparando-a coma uma mulher ou esposa. Se a Igreja é uma esposa, logo, não pode ser uma Noiva. No Novo Testamento só aparecem 6 citações da palavra Noiva: uma em João, e o restante no livro de Apocalipse. E a palavra Noiva, no livro de Apocalipse, sempre se refere ao grupo dos 144 mil judeus.

Os outros salvos do povo judeu e dos gentios, que serão ressuscitados no último dia, formarão o grupo dos convidados das Bodas do Cordeiro. Ora, se haverá as Bodas do Cordeiro, logo haverá o Noivo e a Noiva. E quem serão os convidados? Por acaso, os convidados das Bodas do Cordeiro serão os anjos? Os teólogos gentios afirmam que os convidados das Bodas serão os salvos do povo judeu. Ora, esse ensinamento é falso e discriminatório, pois os crentes gentios querem tomar a primazia dos judeus. Mas vão quebrar a cara! Olha o que Jesus diz para aqueles que querem tomar a primazia dos judeus:

“Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo” (Apoc. 3:9).

Na parábola das Dez Virgens, as “virgens prudentes” representam o grupo dos crentes (judeus e gentios) nos últimos dias. E a Noiva está com o Noivo. Nessa parábola, as “virgens” não são as “noivas” do Cordeiro. O Noivo tem a Noiva ao seu lado, e as virgens representam o grupo dos outros salvos que farão parte das Bodas do Cordeiro. As virgens da parábola eram as convidadas de honra da Noiva e do Noivo, ou seja, elas representam o grupo dos convidados das Bodas do Cordeiro.

Veja o que se diz em Apocalipse 14 sobre a Noiva do Cordeiro:

“Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis”.

Esse grupo que segue o Noivo para onde quer que vá é a Noiva.

“Aquele que tem a Noiva é o Noivo; mas o amigo do Noivo, que está presente e o ouve, regozija-se muito com a voz do Noivo. Assim, pois, este meu gozo está completo” (João 3:29).

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QUEM É O FILHO VARÃO QUE REGERÁ AS NAÇÕES COM VARA DE FERRO?

“E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono” (Apoc. 12:5).

Ora, esse “filho varão” refere-se ao grupo dos 144 mil judeus que serão selados e salvos da Grande Tribulação. Esse grupo de 144 mil judeus governará a Terra juntamente com Cristo no período do Reino Milenar, e se assentarão em tronos para julgar. Eles serão os cabeças, os líderes. Mas ou outros salvos que vão morrer na Grande Tribulação, hão de ressuscitar no último dia, no final da Grande Tribulação, e também receberão lugar de destaque no Reino do Messias. Os grandes heróis da fé e os patriarcas também terão lugar de destaque no Reino do Messias.

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono” (Apoc. 3:21).

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai” (Apoc. 2:26).

“Aproximou-se dele, então, a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, ajoelhando-se e fazendo-lhe um pedido. Perguntou-lhe Jesus: Que queres? Ela lhe respondeu: Concede que estes meus dois filhos se sentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. Jesus, porém, replicou: Não sabeis o que pedis; podeis beber o cálice que eu estou para beber? Responderam-lhe: Podemos. Então lhes disse: O meu cálice certamente haveis de beber; mas o sentar-se à minha direita e à minha esquerda, não me pertence concedê-lo; mas isso é para aqueles para quem está preparado por meu Pai” (Mateus 20:21-23).

“Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” (Apoc. 20:4).

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O INTERVALO ENTRE O 6 E 0 7

O 7º período profético não se inicia imediatamente após o 6º período, pois, segundo a numerologia do 7, existe um intervalo de tempo entre o 6º  e o 7º período. Isso é uma lei da numerologia do número 7. Se o 6º milênio terminou no ano 2000, isso não significa que o 7º milênio se iniciou imediatamente em 2001. Esse intervalo de tempo pode ser de 42 anos (6×7), que o período de teste e provação. Veja o intervalo de tempo entre a 6º e 7º selo.

“Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, por quase meia hora” (Apoc. 8:1).

No final do 6º selo termina o período de 6 mil anos da civilização humana. E antes de se iniciar o Reino Milenar do Messias (o 7º milênio), haverá um intervalo de tempo, que no Apocalipse se diz que é de quase meia hora. Esse é o período da Grande Tribulação, onde Deus lança sobre a Terra os juízos das 7 trombetas, e finaliza com o derramamento das 7 taças da ira sobre o trono da Besta (governos humanos). No período do derramamento das 7 taças já não há chance de salvação para ninguém; este é o período da destruição final dos rebeldes e desobedientes. O fim do mundo mesmo só ocorrerá depois do Reino Milenar do Messias, com a Guerra do Armagedom. Nesse tempo a Terra pegará fogo literalmente, pois serão detonadas bombas atômicas e os anjos descem e lançam fogo sobre a Terra e pisam o largar da ira do Cordeiro. Depois que a Terra pegar fogo e todas as construções e obras dos homens forem destruídas, então, Deus criará novos céus e nova Terra, ou seja, Deus restaurará o nosso planeta, que se tornará um paraíso semelhante ao de Adão e Eva. Onde os remidos reinarão com Cristo eternamente sobre as nações.

“Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso” (Apoc. 19:15).

Se o período da dispensação da graça deve ser de 2 mil anos, então temos que considerar dois inícios para esse período:

1) Se Jesus Cristo morreu e ressuscitou no ano 29 E.C., então, é a partir desse ano que se conta o período de 2 mil anos da dispensação da graça. Portanto, a dispensação da graça só terminará no ano 2029. A partir daí é que vem o intervalo de tempo antes de se iniciar o 7º milênio.

2) Mas, se a contagem da dispensação da graça só se iniciou com a destruição do grande Templo do Senhor no ano 70 E.C., período que se encerrou o sacerdócio levítico, isso significa que a dispensação da graça conta a partir desse ano, e só terminará em 2070, ou cinco anos antes, 2065, pois existe um atraso de 5 anos no Calendário Gregoriano.

Segundo os cálculos do grande cientista Sir Isaac Newton, o fim dos tempos não se dará antes de 2060.

Existe alguns meteoros em possível rota de colisão com a Terra para os anos de 2019, 2029 e 2036.

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Falou e disse Miquels7

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AGORA, ASSISTA AO VÍDEO, ABAIXO.

PROFECIA – EM 2017 HAVERÁ UM GRANDE SINAL NO CÉU – APOCALIPSE 12

21/01/2017 Posted by | MENSAGENS ESPECIAIS | 1 Comentário

Um Zé-Mané Ensinando os Doutores em Teologia a Interpretar o Apocalipse

********(CONCLUÍDO E ACRESCENTADO)********

QUEM SÃO OS INTERLOCUTORES DA NARRATIVA NO FINAL DO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE?

a-volta-de-cristo

Antes de entrar na explanação sobre o Apocalipse, tenho que tecer alguns comentários importantes.

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Tem coisas incríveis no Apocalipse de João que enxergo durante a leitura, e percebo que, depois de quase dois mil anos da cristandade, a quase totalidade dos teólogos continua com uma espécie de venda nos olhos e não conseguem ver nada além do que já viram. É interessante notar que a Bíblia mesmo diz que no tempo do fim os sábios compreenderiam as profecias. Mas só no fim? Por que não antes?

“Muitos se purificarão, e se embranquecerão, e serão acrisolados; mas os ímpios procederão impiamente; e nenhum deles entenderá; mas os sábios entenderão” (Daniel 12:10).

É claro que quando já estamos próximo do cumprimento de uma profecia os sinais a respeito do acontecimento profetizado são mais evidentes. Jesus mesmo chamou a atenção sobre isso. Com a proximidade de um acontecimento fica mais fácil compreender os sinais de sua chegada.

“Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão” (Mateus 24:32).

Enquanto os teólogos se preocupam em saber o que significa a “figueira” nesta declaração de Jesus, eu, porém, preocupo-me em saber o que é esse “verão”.

Verão é a estação da luz, do calor e do trabalho; ou seja, é um período de tempos trabalhosos, de muita agitação, diversão e descompromisso com o que virá depois.

“Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor” (Mateus 24:36-42).

A maioria dos doutores em Teologia afirma que a frase “estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro” está falando do tal arrebatamento. Porém, a interpretação correta diz que esse que é levado é o que se perderá. O que fica é o que será poupado do castigo, da morte ou da calamidade. O texto não se refere a um suposto arrebatamento, mas tão-somente à tribulação que sobrevirá ao mundo nos últimos dias em que muitos escaparão (serão deixados) e outros serão mortos (serão levados). Repare que Jesus disse que o povo antediluviano “não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos”. Ou seja, quem foi LEVADO pelas águas do dilúvio é que pereceu. Também devemos lembrar que durante a invasão de Jerusalém pelo Exército Romano no ano 70 d.C muitos judeus foram poupados da morte. Ou seja, os que ficaram – os deixados para trás – é que foram poupados da morte. Outros que não sofreram a morte imediata foram presos e levados cativos, como escravos. E adivinha quem foi deixado para trás e poupado da morte durante a invasão romana? Justamente os pobres, os mendigos, os doentes e aleijados, que foram deixados para cuidar da terra. O salmista disse que os mansos e os justos herdarão a Terra e nela habitarão para sempre (Salmos 37:11, 29). No Antigo Testamento não há nenhum texto afirmando que os mansos e os justos herdarão o céu. Essa história de que os crentes herdarão o céu é pura heresia e coisa de fanático religioso.

Veja o que Jesus disse no Sermão do Monte:

“Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.1 Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus” (Mateus 5:3-12).

Os doutores em Teologia deviam entender e ensinar que a expressão “reino dos céus” está se referindo ao reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra. Não existe reino algum no Céu. Deus não reina exclusivamente sobre anjos, porque anjos não formam nações. Para que haja reino é preciso haver súditos, servos e vassalos. Os anjos não são servos. Se Deus reina no Céu, mas esse reino abrange todo o Universo. Porém, Deus reina especialmente dos céus sobre a Terra, sobre nós. Portanto, devemos entender que “reinos dos céus” quer dizer “reino vindo dos céus sobre nós”. E esse reino será estabelecido definitivamente aqui na Terra depois que todas as coisas forem cumpridas. E esse reino será regido eternamente por Jesus Cristo. A presença permanente de Cristo aqui na Terra junto com os humanos redimidos será igual à presença do próprio Deus no meio de nós. E o reino eterno de Jesus aqui na Terra terá todas as características de um reino humano, mas não será regido como o reino dos homens, e as nações da Terra levarão honras e tributos ao Rei. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmo 47:8).

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. (….) As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:1-3, 24-26).

“Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor; e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, a Jerusalém” (Jeremias 3:17).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezequiel 43:7).

“Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias [que estava assentado no Trono], e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:13-14).

Portanto, os salvos irão habitar no reino dos céus aqui mesmo na Terra, e não no Céu, como todos imaginam. E a Nova Jerusalém será a capital do mundo.

Jesus ordenou seus discípulos a pregar, dizendo que era chegado o reino dos céus. E essa é a prova do que afirmei, que o reino dos céus não é um reino localizado no Céu, mas tão-somente um reino vindo dos céus para se estabelecer aqui na Terra.

“E indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus” (Mateus 10:7).

“Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque das tais é o reino dos céus” (Mateus 19:14).

Quantas vezes não vi irmãos subir no púlpito da igreja e pregar sobre este versículo de forma totalmente deturpada! A expressão “criança” significa pessoas humildes, pessoas mansas e pacíficas, assim como são as crianças. E a expressão “reino dos céus” não tem nada a ver com um reino no Céu, mas um reino aqui mesmo na Terra.

Quanto à frase “alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus”, vou explicar. Repare que a palavra “céus” está no plural. Na Bíblia não existe a expressão “reino do Céu”, mas somente “reino dos céus”, que quer dizer um reino vindo dos céus sobre nós. Portanto, a frase “porque é grande o vosso galardão nos céus”, a expressão “nos céus” é uma forma abreviada de “reino dos céus” como foi dita logo no início do Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Se omitirmos a palavra “reino” a frase fica assim: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é os céus”. E a palavra “céus” está no plural, e não designa um local exato. “Céus” se refere a todo os espaço sideral. Se os salvos fossem realmente habitar no Céu frase correta seria: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino do Céu” ou “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino no Céu”.

E para um bom entendedor de semântica e análise sintática (sintaxe), na frase “porque deles é reino dos céus”, o verbo ser (é), no singular, está se referindo ao substantivo “reino”, e não ao adjunto adverbial “dos céus”. Portanto, a atenção do intérprete deve ser dada ao vocábulo “reino”, que se refere ao reino do Messias aqui na Terra. Mas os crentes só fixam o olhar na palavra “céus”, e por isso, imaginam que vão morar nos céus.

OS MANSOS HERDARÃO A TERRA, NÃO O CÉU

Fico imaginando por que os crentes não se tocam quando leem no Sermão do Monte a frase Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”!

Se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, por que os crentes ficam imaginando que vão herdar o Céu? Ou será que Jesus estava maluco (sofrendo de esquizofrenia), uma hora falando uma coisa, e mais na frente falando outra?

Pergunto aos doutores em Teologia: Os salvos irão herdar a Terra e viver nela para sempre, ou irão herdar o Céu, e habitar junto com Deus e os anjos?

Se perguntarmos para um crente se ele prefere herdar a Terra ou herdar o Céu, por certo ele irá responder que prefere herdar o Céu. Logo, vemos que é difícil mudar a mentalidade dos crentes sobre essa questão de querer ir morar junto com Deus no Céu, pois, foram doutrinados de forma equivocada, e não aceitam o contraditório.

Ora, se Jesus diz que os mansos herdarão a Terra, logo, a expressão “herdar o reino dos céus” significa herdar o reino vindo dos céus, que será implantado aqui mesmo neste planeta, quando todas as coisas forem cumpridas.

O salmista e os profetas também dizem que os mansos e os justos herdarão a Terra, e não o Céu.

“Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz” (Salmos 37:11).

“Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Salmos 37:29).

“Mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdarão o meu santo monte” (Isaías 57:13).

“E todos os do teu povo serão justos; para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para que eu seja glorificado” (Isaías 60:21).

“E produzirei descendência a Jacó, e a Judá um herdeiro dos meus montes; e os meus escolhidos herdarão a terra e os meus servos nela habitarão” (Isaías 65:9).

MAS A NOSSA PÁTRIA ESTÁ NOS CÉUS

“Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

Há somente três referências cruzadas que apoiam de forma duvidosa isso que Paulo afirmou em Fil. 3:20.

1ª REEFERÊNCIA: Efésios 2:6, 19

“E nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus. (….) Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus”.

Essa afirmação de Paulo, na sua Carta aos Efésios (2:6), parece não se apoiar na realidade, mas apenas em utopia. E isso evidencia um pouco de fanatismo religioso do próprio apóstolo, pois, crente algum irá se assentar no Céu ao lado de Deus.

2ª REFERÊNCIA: Hebreus 11:13-16

“Todos estes morreram na fé, sem terem alcançado as promessas; mas tendo-as visto e saudado, de longe, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Ora, os que tais coisas dizem, mostram que estão buscando uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de voltar. Mas agora desejam uma pátria melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus não se envergonha deles, de ser chamado seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade”.

Ora, isso que Paulo fala aos hebreus é pura fantasia. Pois, o próprio Judaísmo jamais ensina que os justos que morreram irão reviver para habitar no Céu. E nem mesmo na Toráh (Antigo Testamento) encontramos algum ensino de que os justos que morreram irão ressuscitar para viver no Céu. Marta, irmã de Lázaro, disse que sabia que Lázaro iria ressuscitar no último dia, mas não para ir morar no Céu. E Jesus não ignorou o que ela falou; apenas disse que podia antecipar a ressurreição. Portanto, isso evidencia que os judeus não tinham por esperança uma nova pátria nos céus, mas aqui mesmo na Terra.

“Respondeu-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir. Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia” (João 11:23).

Não existe nenhuma referência cruzada no restante da Bíblia, de forma a corroborar o que Paulo falou aos hebreus, sobre a esperança dos patriarcas de ir morar numa pátria melhor nos céus. Pelo livro de Ezequiel os judeus sabem que o reino eterno do Messias será aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

“Ainda habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; nela habitarão, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre; e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ezeq. 37:25).

“E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo” (Ezeq. 43:7).

Jesus é o Filho de Davi. Portanto, esse Príncipe de Ezequiel será humano, um humano híbrido. Será um ente divino-humano habitando com os humanos. Deus habitará conosco através da pessoa de seu Filho Jesus, o Príncipe.

3ª REFERÊNCIA: Colossenses 3:1

“Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”.

As promessas de Deus aos vencedores, ou seja, as recompensas, estas serão concedidas como uma espécie de troféu. É claro que muitos dos salvos exercerão lugar de destaque no Reino Eterno do Messias. Por exemplo, a recomendação de Jesus para que ajuntássemos tesouros no Céu, isso não deve ser interpretado ao pé da letra. As recompensas dos vencedores serão dadas em forma de honras e também lugares de destaque no Reino.

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe” (Apoc. 2:17).

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações” (Apoc. 2:26).

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono” (Apoc. 3:21).

Observe uma coisa: Jesus se assenta ou se posiciona ao lado do Trono de Deus no Céu, mas nem por isso Ele é Deus, igual ao Pai. Da mesma forma, muitos dos salvos vencedores terão o privilégio de se assentar ao lado do Trono de Cristo, o Messias, no seu Reino Eterno aqui na Terra, mas nem por isso esses privilegiados serão iguais a Jesus em poder e autoridade.

Em relação à pátria dos crentes que Paulo disse estar nos céus, de Filipenses 3:20, o correto seria ele dizer: “Mas a nossa pátria está NO REINO dos céus, na nova Jerusalém, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.

NÃO EXISTE UMA CIDADE NO CÉU DENOMINADA JERUSALÉM

O autor da Carta aos Hebreus foi o único que supôs existir uma cidade celestial, denominada Jerusalém. Mas, isso não procede. Existem outras referências na Bíblia aludindo a uma suposta cidade nos céus, mas nenhuma delas diz exatamente o nome.

“Mas tendes chegado ao Monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, a miríades de anjos” (Hebreus 12:22).

Como pode alguém achar que existe uma cidade no Céu com um nome de origem cananéia? Só mesmo na cabeça de religiosos fanáticos!

O nome JERUSALÉM vem da língua do antigo povo cananeu. O vocábulo Jerusalém é formado pela junção de duas palavras: JERU, que significa cidade, e SALÉM, que significa paz. Portanto, Jerusalém significa Cidade de Paz. O Livro apócrifo de Melquisedeque, supostamente escrito por Abraão, conta a lenda de um rei cananeu que tinha um filho, o qual exercia a função de sacerdote. Depois que o rei morreu, o filho (Melquisedeque) assumiu o trono, e passou a exercer as funções de rei e sacerdote ao mesmo tempo. Foi por causa dessa lenda que o escritor da Carta aos Hebreus afirmou que Jesus Cristo é um Sumo-Sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque. Por essa razão, Jesus exercerá a função de Rei e Sacerdote no seu Reino Eterno aqui na Terra.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo” (Gênesis 4:18).

“Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4).

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel” (Ezequiel 45:17).

“E no mesmo dia o príncipe proverá, por si e por todo o povo da terra, um novilho como oferta pelo pecado” (Ezequiel 45:22).

“E, tendo sido aperfeiçoado, veio a ser autor de eterna salvação para todos os que lhe obedecem, sendo por Deus chamado sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:9-10).

“Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:20).

Durante a história do povo hebreu, os reis, juízes e príncipes nunca ministraram no Grande Templo, oferecendo sacrifícios. A função de ministrar no Templo era exclusiva da Tribo de Levi. E nenhum rei de Israel foi da Tribo de Levi.

No entanto, esse Príncipe de Ezequiel, além de exercer a função de Rei, também exercerá a função de Sacerdote, e administrará os sacrifícios no Templo. Por essa razão Jesus é considerado Rei e Sacerdote. Mas, tem um detalhe: este Príncipe de Ezequiel parece ser tão humano quanto os demais, e o texto bíblico diz que ele oferecerá sacrifícios por si mesmo e pelo povo.

Há quem diga que esse Príncipe de Ezequiel não será o Senhor Jesus Cristo, mas um príncipe dos filhos de Israel, não necessariamente da Tribo de Levi. Outros afirmam que Jesus não pode assumir a função de Sacerdote porque ele não era da Tribo de Levi, mas da de Judá. Mas outros dizem que Jesus é uma exceção, e Ele exercerá as duas funções, conforme reza a lenda de Melquisedeque.

O Monte Sião mencionado em Apoc. 14 refere-se à cidade de Nova Jerusalém aqui mesmo na Terra, depois que o Reino do Messias for estabelecido definitivamente. O que João viu foi uma visão futurística do que foi planejado acontecer, e não um fato real.

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai”.

Devemos compreender que as visões do futuro que Jesus revelou a João não são literais. As visões que João contemplou são os planos que Deus traçou para que aconteçam. Ninguém é onisciente, nem mesmo Deus. Ninguém pode prever o que irá acontecer no futuro. Muitos fatos contemplados nas visões do “futuro” descritas no Apocalipse ainda não aconteceram e podem não acontecer. Tudo que é revelado no Apocalipse são os planos de Deus contidos no Livrão de Sete Selos.

Tudo que João contemplou no Apocalipse foram encenações do que está previsto acontecer nos planos de Deus concernentes à humanidade, e não visões reais de acontecimentos do futuro.

Portanto, o Monte Sião, isto é, a Cidade de Nova Jerusalém onde João contemplou o Cordeiro com os 144 mil judeus, é aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A cidade de Nova Jerusalém que João diz descer dos céus no Apocalipse não é uma cidade física, real, mas uma cidade simbólica. Na verdade, a Nova Jerusalém Celestial que descerá sobre a Terra é a Comitiva dos 144 mil judeus, que serão selados e posteriormente arrebatados antes de serem lançadas as taças da ira de Deus sobre a Terra. Esse grupo de 144 mil judeus representa a Noiva do Cordeiro. E como o próprio texto diz, o grupo desse dos céus como uma noiva ataviada para o noivo. A igreja que representa o grupo de todos os salvos não é a Noiva do Cordeiro. O grupo dos 144 mil é que representa a Noiva do Cordeiro, e esse grupo o segue para onde quer que vá.

“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo” (Apoc. 21:2).

As dimensões da cidade Nova Jerusalém que desce dos céus são todas relacionadas com o número 144, evidenciando que essa cidade simbólica representa o grupo dos 144 mil.

“E ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apoc. 14:3-4).

Os salvos de segunda categoria, que ressuscitarão no último dia, logo após a Grande Tribulação, e também os que foram salvos no julgamento do Grande Trono Branco, formarão as nações que povoarão a nova Terra restaurada. E a antiga cidade de Jerusalém será a capital mundial para sempre.

“As nações andarão à sua luz; e os reis da terra trarão para ela a sua glória. As suas portas não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações” (Apoc. 21:24-16).

JESUS NÃO PROMETEU ARREBATAR OS SEUS SEGUIDORES FIÉIS, MAS RESSUSCITÁ-LOS NO ÚLTIMO DIA, NÃO PARA LEVÁ-LOS PARA O CÉU, MAS PARA REINAR COM ELE PARA SEMPRE AQUI NA NOVA TERRA RESTAURADA

“E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:39-40).

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia (…) Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44, 54).

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (João 17:15).

“Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura” (Hebreus 13:14).

NA CASA DE MEU PAI HÁ MUITAS MORADAS

“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

Esta declaração de Jesus, de João 14:2, tem feito a cabeça de milhões de cristãos, com a esperança de irem morar numa cidade nos céus. Só que esses “lugares” que Jesus foi preparar serão no seu Reino Eterno aqui mesmo na Terra, e não no Céu.

A expressão “na casa de meu Pai há muitas moradas”, significa o mesmo que dizer “no reino que meu Pai me concedeu há muitas moradas”.

Para se fundamentar um ensino ou doutrina é necessário haver pelo menos mais duas referências paralelas (referências cruzadas) que sirvam de respaldo ao texto ou argumento. E sobre esta declaração de Jesus em João 14:2 não há nenhum outro apoio nas Escrituras. Não há referências cruzadas de forma a apoiar o argumento de que no Céu há muitas moradas ou mansões para os crentes salvos.

De tanto os crentes se iludirem com essa estória de morada no Céu, muitos imaginam que vão ganhar uma mansão no Céu; e outros até sonham coisas absurdas. E nem mesmo na Bíblia existe a tal palavra MANSÃO. E o fanatismo é tão absurdo que muitos cantores escreveram hinos falando de mansões no Céu. Lembro-me de um sonho que a irmã Maria Cruz me contou. Ela sonhou que estava no Céu e contemplava muitas casas feitas de palhas e outras bem construídas, parecendo mansões. Aí ela quis saber de quem eram aquelas casas de palhas. Aí alguém respondeu que aquelas casas de palhas eram dos crentes que não faziam a obra de Deus com amor e dedicação. Por aí se vê o tanto de fanatismo dos crentes com essa estória de moradas no Céu.

PARA ONDE VOU, VÓS NÃO PODEIS IR

“Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Procurar-me-eis; e, como eu disse aos judeus, também a vós o digo agora: Para onde eu vou, não podeis vós ir” (João 13:33).

NINGUÉM SUBIU AO CÉU, SENÃO O QUE DESCEU DO CÉU

Ora, Jesus mesmo declarou que somente Ele desceu do Céu e subiu aos céus. Significa que nenhum justo, desde Adão até nossos dias, jamais subiu aos céus para viver permanentemente por lá. Enoque teve o privilégio de ter sido abduzido até os céus, mas ele não podia jamais permanecer por lá, visto que o Céu é habitação somente dos seres aperfeiçoados. E os crentes de hoje não são aperfeiçoados nem a pau! Poucos serão os aperfeiçoados. Da mesma forma, o profeta Elias foi abduzido por uma nave espacial, mas isso não significa que ele foi levado direto para os céus, além do sétimo céu, onde Deus habita, pois lá nem mesmo existe atmosfera para um ser humano vivo respirar.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem” (João 3:12-13).

Se ninguém subiu aos céus, por que os líderes religiosos cristãos ensinam os crentes neófitos que após a morte o crente vai direto para o Céu? Ora, eles induzem o crente ao erro, e com isso cria-se um fanatismo que se torna difícil lidar.

O ARREBATAMENTO SERÁ APENAS PARA OS 144 MIL JUDEUS, CONFORME ESTÁ DESCRITO EM APOCALIPSE CAP. 7 E 14

“Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (I Tess. 4:17).

“E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel” (Apoc. 7:2-4).

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai” (Apoc. 14:1).

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DESTRINCHANDO OS INTERLOCUTORES DO DIÁLOGO NO CAPÍTULO 22 DE APOCALIPSE

A interpretação do Livro de Apocalipse de João se torna mais difícil porque o autor escreveu frases misturadas de dois ou mais interlocutores no diálogo. E, portanto, o bom exegeta deve saber separar as falas dos interlocutores. Alguns fatos no livro de Apocalipse não estão colocados em ordem cronológica.

No Céu existe apenas um Trono especial onde se assenta o Deus, Todo-Poderoso. Se existisse a suposta trindade, haveria três tronos especiais no Céu, ao invés de dois ou um só.

Primeiramente, temos que diferenciar os dois personagens que supostamente se assentam juntos no Trono principal no Céu, nas diversas visões dos profetas. Um desses dois personagens é superior e é chamado de o Senhor Deus, Todo-Poderoso, ao qual deve ser direcionada toda adoração. O outro personagem é um pouco inferior, mas também é poderoso, ao qual devemos honras e louvores, mas nunca a adoração. Este segundo personagem sempre fica posicionado à destra (à direita) do que está assentado no Trono principal. Este personagem que se assenta à destra de Deus tem o cargo de Primeiro Ministro; ou seja, ele é o braço direito de Deus, aquele que coordenada e executa todos os planos de Deus, e também o que lidera as hostes celestiais, como um todo.

O texto mais adequado para diferenciar Deus-Pai, Todo-Poderoso e Jesus, o Cordeiro, é o de Daniel 7:9-10, 13-14. Neste fato narrado no livro de Daniel podemos ver claramente a distinção entre Deus-Pai e Jesus, o Filho do Homem. Leia e perceba a distinção:

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como Filho de Homem; e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”.

Podemos perceber que o Ser poderoso, denominado de Filho de Homem, é inferior ao Ser poderosíssimo, denominado de Ancião de Dias, que está assentado no Trono. Eis a distinção clara entre Deus-Pai e Jesus. E isso não tem nada a ver com trindade. Deus é um só. Paulo fez essa distinção de forma clara, e não fez menção a um terceiro personagem. Desta forma, não existe possibilidade de uma pessoa de bom senso admitir que exista a tal trindade.

“Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem são todas as coisas e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós também” (I Cor. 8:6).

Jesus, o Cordeiro, nunca aparece assentado sobre um alto e sublime Trono. Sempre o vemos assentado à destra (à direita) da Majestade no Céu. Nunca se diz que o Cordeiro está assentado sobre um trono, no Céu, mas sempre se diz que Ele está posicionado à destra do Trono de Deus. Estêvão teve uma visão do Céu e viu Jesus em pé à destra do Trono de Deus. Ele viu Jesus em pé e não assentado sobre um trono.

“Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus.” (Atos 7:55-56).

E tem outro detalhe interessante no livro de Apocalipse que os teólogos tradicionais não percebem. Se Jesus fosse Deus, Ele também seria adorado pelos 24 anciãos e por todos os anjos que se prostram diante do Deus Todo-Poderoso que se assenta sobre o Trono. Toda vez que os anciãos se prostram para adorar, nunca o texto diz que eles se prostram diante do Cordeiro. O texto diz que APENAS UM estava assentado sobre o alto e sublime Trono.

“Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um Trono estava posto no Céu, e um assentado sobre o Trono” (Apoc. 4:2).

Repare na seguinte citação que todos os anjos no Céu se prostram e adoram ao que está assentado no Trono, e mesmo o Cordeiro sendo citado, mas nunca Ele é adorado. Toda adoração é direcionada só ao que está assentado no alto e sublime Trono.

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém” (Apoc. 7:10-12).

Se Jesus será Advogado dos pecadores no julgamento do último dia, logo, Ele não estará assentado sobre um trono, mas tão-somente o Juiz, o Deus Todo-Poderoso.

“E vi um grande Trono Branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles” (Apoc. 20:11).

OUTRAS REFERÊNCIAS QUE MOSTRAM QUEM SE ASSENTA SOBRE O ALTO E SUBLIME TRONO NO CÉU, E ONDE JESUS, O CORDEIRO, FICA POSICIONADO:

“Micaías prosseguiu: Ouve, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé junto a ele, à sua direita e à sua esquerda” (I Reis 22:19).

“Prosseguiu Micaías: Ouvi, pois, a palavra do Senhor! Vi o Senhor assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua direita e à sua esquerda” (II Crônicas 18:18).

“O Senhor está no seu santo templo, o trono do Senhor está nos céus; os seus olhos contemplam, as suas pálpebras provam os filhos dos homens” (Salmos 11:4).

“Deus reina sobre as nações; Deus está sentado sobre o seu santo trono” (Salmos 47:8).

“O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” (Salmos 103:19).

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo” (Isaías 6:1).

“Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra o escabelo dos meus pés. Que casa me edificaríeis vós? e que lugar seria o do meu descanso?” (Isaías 66:1).

“E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele” (Ezequiel 1:26).

“Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se [no Trono] para o juízo, e os livros foram abertos. (…) Eu estava olhando nas minhas visões noturnas, e eis que vinha com as nuvens do céu um como filho de homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e foi apresentado diante dele. E foi-lhe dado domínio, e glória, e um reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7:9-10, 13-14).

“E quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está assentado” (Mateus 23:22).

“Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder” (Mateus 26:64).

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus” (Lucas 22:69).

“Ora, do que estamos dizendo, o ponto principal é este: Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade” (Hebreus 8:1).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

“E clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro” (Apoc. 7:10).

“Porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apoc. 7:17).

Jesus disse a Pilatos que o seu reino não era deste mundo. Porém, o reino de Cristo não está no Céu. O Reino de Cristo é aqui na Terra, mas ainda está por ser estabelecido. Jesus também se assentará sobre um trono no seu reino, mas esse trono não é o mesmo do Deus, Todo-Poderoso. O reino dos homens é caracterizado por conflitos, guerras, ódio, injustiças e opressão. Porém, o Reino de Cristo será de paz, de amor, de justiça e de prosperidade.

“Para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel” (Lucas 22:30).

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui” (João 18:36).

“E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apoc. 11:15).

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AGORA, EXPLICANDO APOCALIPSE 22

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno. Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder. Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:9-20).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. (…) E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:1, 5).

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“Nela não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Apoc. 21:22).

APOCALIPSE 22 (AS FALAS DOS INTERLOCUTORES SEPAREI POR CORES)

AZUL: João VERDE: Deus Todo-Poderoso VERMELHO: Jesus Cristo

1 E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
2 No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações.
3 Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão,
4 e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome.
5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.
6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
17 E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.
18 Eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas que estão escritas neste livro;
19 e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, que estão descritas neste livro.
20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém; vem, Senhor Jesus.
21 A graça do Senhor Jesus seja com todos.

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O significado da palavra SERVO, segundo o dicionário Aurélio:

[Do lat. servu.]
S. m.
1.
Aquele que não tem direitos, ou não dispõe de sua pessoa e bens.
2.
Na época feudal, indivíduo cujo serviço estava adstrito à gleba e se transferia com ela, embora não fosse escravo.
3.
Criado, servidor, servente; serviçal.
4.
Escravo (6).

O que significa a palavra CONSERVO?

Segundo os dicionários da internet:

Conservo: Aquele que é servo, juntamente com outrem.
Ou conservo: Aquele que serve junto com outro servo, ou o que serve igualmente.

E o significado de ANJO?

Segundo o Aurélio:

[Do gr. ángelos, pelo lat. angelu.]
S. m.
1. Ser espiritual que, segundo a teologia cristã, a hebraica e a islâmica, serve de mensageiro entre Deus e os homens. 

Pelas definições dadas, acima, conclui-se que os anjos não são servos. Anjos são mensageiros de Deus e não estão listados na categoria de criados, serventes ou escravos. Anjos são seres especiais. Estão listados na categoria de mensageiros, isto é, embaixadores, administradores, executores.

Note que os anjos não são considerados SERVOS de Deus. Esse conceito de servo e conservo é mais aplicado a nós, seres humanos, que adoram e servem a Deus, e rendem-lhe tributos.

Portanto, esse Ser poderoso ao qual João quis adorar é mais que um anjo. Um anjo comum não pode dizer que é conservo nosso e de nossos irmãos, e dos que guardam as palavras do livro de Apocalipse. Pois os anjos não guardam as palavras de livro algum.

Jesus é servo porque Ele se fez carne e veio habitar entre os homens. Por isso, Jesus, além de Rei e Senhor, é também nosso irmão e conservo de Deus.

Se esse anjo que fala com João em Apoc.22:9 diz que é um conservo de João e de seus irmãos, logo, percebe-se que esse anjo não é um anjo comum; é mais que um anjo. Jesus mesmo se declarou ser um SERVO de Deus. E os profetas também testificam que Jesus seria um SERVO do Senhor. Vejamos:

“E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor; e eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse.” (Ezequiel 34:23-24).

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão” (Ezequiel 37:24).

“Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si” (Isaías 53:11).

“Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 5:30).

“Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28).

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fil. 2:5-7).

Nesta passagem de Paulo aos filipenses, ele não está declarando que Jesus é Deus. Está apenas dizendo que Jesus era um ente divino que estava com Deus, mas não era Deus.

A FRASE “EU SOU O ALFA E O ÔMEGA”, DE QUEM É?

Apenas três vezes é pronunciada a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse de João. E apenas uma delas foi pronunciada diretamente por Deus. As outras duas citações desta frase são repetições que João acrescentou quando fazia a introdução e conclusão do livro.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

A frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” não faz parte do diálogo entre João e o anjo poderoso no final do capítulo 22. Esta frase foi intercalada no texto pelo próprio João, assim como o fez logo na introdução do livro. Pois, na introdução do livro de Apocalipse João não está dialogando com Jesus, mesmo assim ele cita a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega”, frase dita por Deus-Pai em Apoc. 21:6).

Esse anjo ao qual João se prostrou para adorar não é um anjo comum. Durante as visões dos acontecimentos, alguns anjos se dirigiram a João e dialogaram com ele. Porém, esse anjo que João diz ter pretendido adorar é um anjo muito poderoso, diferentemente dos demais anjos. E João bem sabia que um anjo não pode ser adorado.

A prova que esse Anjo que João quis adorar é Jesus resume-se na frase que diz: “pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”.

“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:10).

Ora, quem passava as visões a João e ordenava-lhe que as escrevesse era Jesus. Em Apoc. 1:2 João declara que viu e ouviu o testemunho de Jesus. Por isso ele diz que o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

“E, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João; o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu”.

A expressão “espírito da profecia” quer dizer a verdade da profecia ou a autenticidade da profecia, pois, espírito é vida. Por isso, Jesus sempre dizia a João que “estas palavras são fiéis e verdadeiras” ou “estas são as verdadeiras palavras de Deus”. Jesus nunca mentiu e nunca houve engano em sua boca. Daí a razão de seu testemunho ser autêntico.

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QUANTOS INTERLOCUTORES HÁ NA NARRATIVA?

Os teólogos tradicionais acham que na narrativa do capítulo 22 de Apocalipse há o diálogo de três interlocutores: João, um anjo e Jesus. Eu, também, identifico três interlocutores na narrativa, conforme sublinhei com cores diferentes as palavras de cada um: João, Deus-Pai e Jesus. Na minha perspectiva, não há diálogo de um anjo comum a partir de Apoc. 22:6-20.

Note que as visões de Apocalipse 21:1-8 são reveladas por Jesus, o anjo poderoso, aquele que sempre diz “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. A partir de Apoc, 21:9 até 22:5 João narra as visões mostradas por um anjo comum. Do versículo 6 até o 20 João faz uma espécie de síntese dos relatos. Veja que após o versículo 5 ele repete novamente a frase “E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras”. Nesse momento da narrativa não existe lógica para João escrever essa frase, pois ele não estava dialogando com ninguém; apenas estava narrando as visões.

Portanto, a partir do versículo 6 de Apoc. 22 João faz a concussão final do seu livro. E nesse trecho podemos observar as falas de três interlocutores.

Devemos atentar para o seguinte detalhe: as visões do Apocalipse foram dadas por Jesus Cristo, e isto está evidente logo na introdução do livro. Nenhum outro anjo ordenou João a escrever. As revelações foram dadas exclusivamente por Jesus a João. E no capítulo 22 de Apocalipse João declara que o anjo, ao qual ele se prostrou para adorar, foi quem lhe passou as revelações. Logo, esse anjo era Jesus. Compare:

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apoc. 1:1).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer” (Apoc. 22:6).

Deus deu as revelações a Jesus, e Ele as notificou a João e ordenou que ele as escrevesse num livro e enviasse pelos sete anjos (sete estrelas) cartas às sete igrejas da Ásia.

O diálogo no final de Apocalipse 22 é um apanhado geral das visões que João tentou resumir.

Repare que João repete algumas frases que antes já havia escrito. Por exemplo, João não se ajoelhou duas vezes diante do Anjo para adorá-lo. Só que ele fala do mesmo fato em dois momentos. Se João tentou uma vez se ajoelhar para adorar o Anjo, é claro que esse gesto ele jamais repetiria depois.

“Estas são as verdadeiras palavras de Deus. Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apoc. 19:9-10).

“E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras. [Repetição de frase]. (…) E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”. [Repetição do mesmo fato]. (Apoc. 22:6, 9).

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JESUS É O ANJO GABRIEL?

A seita dos Adventistas do Sétimo Dia Ortodoxos ensina que Jesus é o mesmo arcanjo Miguel. Porém, uma vertente dos Adventistas do Sétimo Dia ensina que o anjo poderoso que apareceu a Daniel (Dn 10) é o anjo Gabriel. No entanto, se compararmos as descrições que Daniel fez desse Ser poderoso que lhe apareceu com o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos, podemos concluir que se trata da mesma pessoa. Se esse Ser poderoso que apareceu a Daniel às margens do rio Tigre é o anjo Gabriel, então, conclui-se que o Ser poderoso que apareceu a João na ilha de Patmos é o mesmo anjo Gabriel. Vamos comparar as características?

Mas, antes, entenda uma coisa: OS ANJOS POSSUEM ASAS – SÃO SERES ALADOS. E esse Ser poderoso que apareceu a Daniel e João parece não ser um anjo, porque eles o descrevem da mesma forma, mas não falam nada sobre possuir asas, e além do mais o identificam como “um homem”. E todos sabem que Jesus, sendo um Ser híbrido, divino e humano, não possui asas. Pelo menos não possuía asas mesmo após a ressurreição. No entanto, João identifica Jesus como um ANJO no último capítulo de Apocalipse. Repare nas semelhanças dos seres poderosos que apareceram a João e Daniel. Perceba que Daniel identifica esse ser poderoso como UM HOMEM trajando-se de linho, e não como um anjo. No entanto, os anjos também são vistos trajando-se com vestidos de linho. Já os anjos administradores trazem os lombos cingidos com cinto de ouro.

Daniel sempre se refere a este Ser poderoso que lhe apareceu chamando-o de “homem vestido de linho”. Parece estranho Daniel não o identificá-lo como um anjo (Dn 10:5; 12:6-7). Jesus foi envolto num pano de linho (Mateus 27:59). Apesar dos anjos serem alados (possuírem asas com penas, creio eu), mas eles também se vestem de linho puro e resplandecente. No entanto, só os anjos que administram no santuário celestial é que possuem os lombos cingidos com cinto de ouro (Apoc. 15:6; 19:14).

Portanto, esse ser poderoso que apareceu a Daniel e João tem semelhança de HOMEM, e é um Ser muito mais poderoso que os demais anjos. Vejamos.

DANIEL 10:4-21

4 No dia vinte e quatro do primeiro mês, estava eu à borda do grande rio, o Tigre;
5 levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz;
6 o seu corpo era como o berilo, e o seu rosto como um relâmpago; os seus olhos eram como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés como o brilho de bronze polido; e a voz das suas palavras como a voz duma multidão.
7 Ora, só eu, Daniel, vi aquela visão; pois os homens que estavam comigo não a viram: não obstante, caiu sobre eles um grande temor, e fugiram para se esconder.
8 Fiquei pois eu só a contemplar a grande visão, e não ficou força em mim; desfigurou-se a feição do meu rosto, e não retive força alguma.
9 Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra.
10 E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo.
12 Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim.
13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia.
14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de suceder ao teu povo nos derradeiros dias; pois a visão se refere a dias ainda distantes.
15 Ao falar ele comigo estas palavras, abaixei o rosto para a terra e emudeci.
16 E eis que um que tinha a semelhança dos filhos dos homens me tocou os lábios; então abri a boca e falei, e disse àquele que estava em pé diante de mim: Senhor meu, por causa da visão sobrevieram-me dores, e não retenho força alguma.
17 Como, pois, pode o servo do meu Senhor falar com o meu Senhor? pois, quanto a mim, desde agora não resta força em mim, nem fôlego ficou em mim.
18 Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou.
19 E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste.
20 Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.
21 Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe.

APOCALIPSE 1:9-18

9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.
12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,
13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar [vestido de linho], e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;
14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;
15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.
16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; [eu sou o primeiro e o último].
18 Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno.

Acho que a frase “eu sou o primeiro e o último” é um acréscimo que João fez por conta própria na narrativa. Pois, a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” não foi pronunciada por Jesus, mas pelo Deus Todo-Poderoso, conforme está descrito em 21:6.

Azul: João Verde: Deus-Pai Vermelho: Jesus

“E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida. Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho” (Apoc. 21:5-7).

Atenção: Quem ordena João a escrever é Jesus. E se Jesus diz que as palavras que vem do trono são fiéis e verdadeiras, logo, não é ele quem as pronuncia, mas sim, o Deus Todo-Poderoso, que está assentado no trono. Em outras palavras, Jesus ordena João a escrever as palavras que vem direto do trono. Portanto, quem pronuncia a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim” é Deus, Todo-Poderoso, e não Jesus.

Apenas três vezes é repetida a frase “Eu sou o Alfa e o Ômega” no Apocalipse. E esta frase é de autoria de Deus-Pai, e não de Jesus. Vejamos.

“Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Apoc. 1:8).

Esta frase é pronunciada logo na introdução do livro de Apocalipse, e pelo contexto da narrativa, João está fazendo menção ao que Deus-Pai falou tempos depois, não neste exato momento em que escreve a introdução do livro.

Repare que do versículo primeiro até o sétimo João está fazendo a introdução do livro, saudando as igrejas, e conclui com a palavra “amém”. O versículo que vem logo depois, o oitavo, é uma frase isolada que João pronuncia: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”. Repare que João, no momento que pronuncia esta frase, não está conversando com ninguém. Portanto, essa frase não faz parte de um diálogo, mas é apenas uma frase isolada que João colocou entre as suas próprias palavras, de tão ansioso que estava para escrever as visões.

“Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A frase “eu sou o primeiro e o último” parece não ser de autoria de Jesus, mas apenas um acréscimo que João fez por conta própria. Esse mesmo gesto de Jesus de colocar a mão direita (destra) sobre João também foi feita pelo ser poderoso que apareceu a Daniel. E o ser poderoso que apareceu a Daniel não disse que era “o primeiro e o último”.

“Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí num profundo sono, com o rosto em terra. E eis que uma mão me tocou, e fez com que me levantasse, tremendo, sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo. Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim” (Dn 10:9-12).

“Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida” (Apoc. 21:6).

“Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim” (Apoc. 22:13).

“Quando o vi, caí a seus pés como um morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apoc. 1:17).

A PROVA FATAL DE QUE JESUS NÃO É DEUS

No final do capítulo 10 do livro de Daniel, o Ser poderoso que apareceu a Daniel confessa que não é tão poderoso assim, pois disse que o príncipe da Pérsia lhe resistiu por 21 dias, o impedindo de trazer a resposta de sua oração, e ainda declarou que só havia um que o ajudava na batalha: o arcanjo Miguel.

“Então tornou a tocar-me um que tinha a semelhança dum homem, e me consolou. E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste. Ainda disse ele: Sabes por que eu vim a ti? Agora tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Contudo eu te declararei o que está gravado na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe” (Dn 10:18-21).

Esses príncipes da Pérsia e da Grécia são os anjos poderosos a serviço de Satanás, que lutam contra os anjos de Deus.

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AS FRASES PRÓPRIAS DE JOÃO QUE ELE ENXERTOU NA NARRATIVA

Na narrativa de João das cartas às sete igrejas da Ásia, ele introduz cada carta com suas próprias palavras, e só depois escreve o que realmente Jesus ordenou que escrevesse. E numa dessas introduções João denomina Jesus de “Filho de Deus”. E Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

Veja a introdução que João faz com suas próprias palavras quando escreve as cartas. As frases de cor roxa são do próprio João; as de cor vermelha são de Jesus.

A frase “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” é um bordão que João utilizou para chamar a atenção sobre as coisas que havia escrito em cada uma das cartas. Essa frase não é de autoria de Jesus.

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro: Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua perseverança” (Apoc. 2:1-2).

“Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás. (Apoc. 2:8-9).

“Ao anjo da igreja em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois gumes: Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás” (Apoc. 2:12-13).

“Ao anjo da igreja em Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente: Conheço as tuas obras, e o teu amor, e a tua fé, e o teu serviço, e a tua perseverança, e sei que as tuas últimas obras são mais numerosas que as primeiras” (Apoc. 2:18-19).

Dá para se perceber que a frase “Isto diz o Filho de Deus, que tem os olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes a latão reluzente” não é de autoria de Jesus. Jesus não podia referir-se a si mesmo desta maneira, pois quem viu e descreveu Jesus com os olhos como chama de fogo e pés semelhantes ao latão reluzente foi João. Jesus não se viu a si mesmo dessa maneira, de forma a descrever-se numa carta. Logo, percebe-se que todas as descrições que João faz de Jesus na introdução das cartas são de sua autoria.

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar)” (Apoc. 3:7-8).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!” (Apoc. 3:14-15).

Nos quatro evangelhos Jesus sempre se chama a si mesmo de “FILHO DO HOMEM” 77 vezes, e nunca se chama a si mesmo de “Filho de Deus”.

Em Mateus 27:43 os principais sacerdotes, escribas e anciãos escarneciam de Jesus, dizendo: “Confiou em Deus, livre-o ele agora, se lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus”. Apesar de imputarem a frase “Filho de Deus” a Jesus, mas Ele mesmo nunca se declarou ser “Filho de Deus”. A frase que Cristo sempre usava para se referir a si mesmo era “Filho do homem”.

Em Lucas 22:69-70, Jesus no Sinédrio, ao ser inquirido pelos anciãos se Ele se declarava ser o Filho de Deus, Jesus respondeu que eles (os anciãos) é que diziam que Ele era Filho de Deus. Ele, porém, sempre se declarou ser Filho do homem.

“Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus. Ao que perguntaram todos: Logo, tu és o Filho de Deus? Respondeu-lhes: Vós dizeis que eu sou”.

É a mesma coisa que Jesus ter dito assim: “Vocês é que estão dizendo que eu sou Filho de Deus; eu sou Filho do homem”.

Em João 5:25 João, na hora de escrever, trocou a expressão “Filho do homem” por “Filho de Deus”. Repito: Jesus nunca chamou a si mesmo de Filho de Deus.

“Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”.

Novamente em João 10:36 e 11:4 João troca a expressão “Filho de homem” por “Filho de Deus”.

“Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?”.

“Jesus, porém, ao ouvir isto, disse: Esta enfermidade não é para a morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.

O Evangelho de João é considerado um evangelho esotérico, porque João emprega muitos termos de cunho esotérico, como ‘filho de Deus’, ‘verbo’, ‘unigênito’, ‘novo nascimento’. Por essa razão João trocou muitas vezes a expressão ‘filho do homem’ por ‘filho de Deus’. E só a título de curiosidade: o Evangelho de João parece não ter sido escrito pelo punho do próprio João, pois muitos fatos narrados parece não terem sido presenciados pelo mesmo. Se fosse mesmo João, discípulo de Cristo, o narrador dos fatos no Evangelho que leva o seu nome, por certo teria narrado com mais precisão, pois ele foi testemunha ocular da história de Jesus. O mesmo fato estranho acontece no livro de Apocalipse. João narra o Apocalipse, dialoga com Jesus, mas parece que esse Jesus do Apocalipse lhe é um ser estranho. Se João era o discípulo amado, por que não demonstrou maior intimidade ao dialogar com Jesus no livro de Apocalipse?

Os próprios discípulos Jesus nunca tentaram adorá-lo. Se seus discípulos tivessem tentado lhe adorar, por certo os teria repreendido, dizendo para adorarem a Deus, pois Ele era servo e conservo deles.

O momento que Jesus se transfigurou diante dos seus discípulos no monte (Mateus 17), foi a oportunidade que eles tiveram de se prostrar diante dele e adorá-lo, mas não o fizeram, pois sabiam que Jesus não era Deus, para ser adorado.

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QUEM SÃO OS ANJOS DAS IGREJAS

Aprendi na Escola Dominical que o anjo de cada uma das sete igrejas da Ásia Menor para onde João enviou as cartas, é o PASTOR local. E todos aprendem esses falsos ensinos nas igrejas evangélicas porque isso vem passando de geração em geração, e ninguém se levanta para questionar, pois, já são doutrinados para aceitar tudo que os líderes ensinam.

Na verdade, os anjos das igrejas são os sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro. Esses anjos são as sete estrelas que ficam à destra de Jesus. Jesus ordenou João a escrever as mensagens às sete igrejas, e enviá-las pelos seus anjos emissários.

“Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força” (Apoc. 1:16).

“Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (Apoc. 1:20).

“Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete candeeiros de ouro” (Apoc. 2:1).

Quando Jesus ordena a João, dizendo: “Ao anjo da igreja em Éfeso escreve”, ele está se referindo ao anjo emissário que devia levar a mensagem à igreja. Se são sete anjos emissários, então, esta é a razão de Jesus ter escolhido apenas sete igrejas da Ásia.

Além desses sete anjos emissários que assistem diante do Cordeiro, há também sete espíritos que assistem diante do Trono de Deus. Esses sete espíritos que assistem diante do Trono são anjos muito poderosos, assim como os arcanjos. Os hereges trinitarianos afirmam que esses sete espíritos de Deus, que são enviados por toda a Terra, são uma representação simbólica da 3ª pessoa da trindade, isto é, o Espírito Santo.

“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Apoc. 1:4).

“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto” (Apoc. 3:1).

“E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus” (Apoc. 4:5).

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra” (Apoc. 5:6).

O profeta Zacarias também teve a visão desses sete espíritos que assistem diante de Deus. Com isso podemos constatar que não se trata de uma alegada 3ª pessoa da trindade. Zacarias também vê os dois ramos de oliveira, que representam os dois ungidos que assistem diante de Deus. Há quem diga que esses dois ungidos são Moisés e Elias, os mesmos que apareceram a Jesus no monte da transfiguração.

“Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas? pois estes sete se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel. São estes os sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra. Falei mais, e lhe perguntei: Que são estas duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal? Segunda vez falei-lhe, perguntando: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado? Ele me respondeu, dizendo: Não sabes o que é isso? E eu disse: Não, meu senhor. Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra” (Zac. 4:10-14).

O QUE É O CORDEIRO IMÓVEL QUE FICA POSICIONADO ENTRE O TRONO PRINCIPAL E OS TRONOS DOS ANCIÃOS?

“Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono” (Apoc. 5:6-7).

Este Cordeiro que fica em pé, imóvel entre os tronos, e que parecia estar morto e tinha sete chifres e sete olhos, é uma representação simbólica de Jesus. Na verdade, aquilo que João viu era uma estátua esculpida. Por isso João imaginou que fosse um cordeiro morto. E o profeta Zacarias teve a visão dessa estátua simbólica do Cordeiro. A “pedra” que o anjo se refere é Jesus.

“Pois eis aqui a pedra que pus diante de Josué; sobre esta pedra única estão sete olhos. Eis que eu esculpirei a sua escultura, diz o Senhor dos exércitos, e tirarei a iniqüidade desta terra num só dia” (Zacarias 3:9).

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O CORDEIRO NUNCA É ADORADO

Em todos os momentos que os anciãos, os seres viventes e os anjos se prostram para adorar o Ser Todo-Poderoso que está assentado no trono, nunca se diz que eles adoraram ao Cordeiro. E nas visões do Apocalipse o Cordeiro sempre fica posicionado no meio, entre o trono principal e os tronos dos 24 anciãos.

Só há um momento em que parece que os 24 anciãos adoraram o Cordeiro, mas mesmo aí o Cordeiro não foi adorado, apesar de ter sido mencionado na narrativa. Leia com cuidado e constate que o Cordeiro nunca é adorado. Toda adoração é dirigida ao que está sentado no Trono. Os quatro seres viventes e os anciãos se prostram diante do Cordeiro não em sentido de adoração, mas de reverência. Vejamos Apoc. 5:8-14.

8 Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.
9 E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação;
10 e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra.
11 E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares,
12 que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor.
13 Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos:
14 e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram.

No versículo 14 diz que os anciãos prostraram-se e adoraram. Ora, eles não adoraram o Cordeiro, mas tão somente aquele que estava assentado no Trono.

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A DIFERENÇA ENTRE A VOZ DE JESUS E AS VOZES DOS OUTROS ANJOS

O anjo que fala com Jesus tem a voz como de trombeta e como a voz de muitas águas, ou como a voz de grande multidão. Veja a comparação:

“Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas; (…) e a sua voz como a voz de muitas águas” (Apoc. 1:10-11, 15).

“Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer” (Apoc. 4:1).

“Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma imensa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e o poder pertencem ao nosso Deus; (…) Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Apoc. 19:1, 6).

Os anjos comuns e os quatro seres viventes clamavam com grande voz, mas nunca se diz que tinham voz de trombeta ou voz de muitas águas ou de grande multidão.

CONCLUSÃO

Gostaria que você, leitor, atentasse para o seguinte detalhe da narrativa do capítulo 22 de Apocalipse.

Note que a narrativa das visões termina no versículo 5. Dos versículos 6 ao 16 João faz uma mistura de palavras de três interlocutores. No entendimento dos teólogos tradicionais, João narra a fala dele próprio, de uma anjo e de Jesus. Vou destacar com cores as falas de cada um, segundo os teólogos tradicionais.

Verde: João Vermelho: O Anjo Azul: Jesus

6 E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
7 Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
8 Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar.
9 Mas ele me disse: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
10 Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.
13 Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim.
14 Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.

15 Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira.
16 Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.

As falas identificadas assim estão feitas de forma tendenciosa, pois, um bom crítico literário, ou mesmo um bom intérprete de texto pode notar muitas incoerências na continuidade das frases. No meu ponto de vista, as falas dos versículos 6, 7, 9, 10, 11 e 12 são de uma mesma pessoa: Jesus. Porém, não digo que o meu ponto de vista é único correto. Cada intérprete do Apocalipse pode tirar suas próprias conclusões.

E para terminar, quero dissertar sobre a declaração do escritor aos hebreus que fez a citação de um texto apócrifo para justificar a adoração a Jesus.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hebreus 1:6).

Esta citação, acima, feita pelo escritor aos hebreus, é apócrifa, porque não consta na Toráh, nem nos Salmos e nos Profetas, e também não encontra respaldo em nenhum outro livro da Bíblia.

As demais citações que o escritor da carta aos hebreus cita podem ser conferidas na Toráh, nos Salmos e nos Profetas. Quem possui uma Bíblia com concordância e referências cruzadas pode conferi-las.

Uma citação apócrifa quer dizer uma citação de uma fonte extra-bíblica, ou seja, um texto que foi retirado de um livro não canônico. E de tudo que já li em livros esotéricos e apócrifos, nem mesmo encontrei essa tal citação que diz que os anjos devem adorar o Senhor Jesus. Talvez o escritor estivesse se referindo à voz vinda dos céus no momento em que Jesus foi batizado ou na ocasião da sua transfiguração no monte. Mas, em nenhum desses casos a voz ordena que o Filho seja adorado.

“Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:16-17).

“Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:5).

Paulo disse que depois que forem cumpridas todas as coisas, Jesus irá se sujeitar àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. Como pode um Deus se sujeitar a outro Deus¿  E em I Cor. 15:27 Paulo é bem enfático ao dizer que o único que não ficou sujeito a Jesus é o próprio Deus. E isso é óbvio. No entanto, Jesus entregará todo o poder e autoridade a Deus-Pai e a Ele se sujeitará.

“Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (I Cor. 15:27-28).

Logo após a ressurreição Jesus disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra.” (Mateus 28:18). Ora, se Jesus era Deus, por que somente agora, depois de ressuscitar, Ele diz que recebeu autoridade¿ Logo, percebe-se que ele teve que cumprir uma missão para poder receber poder e autoridade.

Portanto, a Jesus, o Cordeiro, podemos dar honras e louvores, porque é Rei dos reis e Senhor dos senhores – só aqui na Terra. Porém, não podemos adorá-lo, visto que somente o Deus Soberano pode receber adoração.

“E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus” (Apoc. 7:11).

“E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus” (Apoc. 11:16).

“Então os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!” (Apoc. 19:4).

Tudo o que escrevi aqui é a mais pura verdade.

Se não acredita em quase nada do que escrevi, é porque você está com a mente cauterizada por doutrinação errônea. Mas, se você se dispuser a abrir a mente, poderá reler e investigar item por item de tudo que aqui escrevi. Tenho certeza que você compreenderá a verdade, e será mais um a ensinar a Bíblia da forma correta.

 

 

 

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Falou e disse Miquels7
Manaus-AM, 01/01/2017

29/12/2016 Posted by | CASOS POLEMICOS, ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA BÍBLIA, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , | Deixe um comentário